UM SEGURO SEGURO

SEGURO FUROU

Não o conhecia.  Ouvi-o pela primeira vez no debate promovido pelo Clube dos Pensadores.  Foi para mim uma revelação.  Hoje, transformou-se numa certeza, ao ser o único parlamentar a mostrar coragem e honestidade ao votar contra a alteração à Lei de Financiamento do Partidos.
Bem haja, António José Seguro.
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Campanha Encarnada…

Aleluia, meus irmãos.
Levantem as mãos em direcção ao céu.
O vermelho foi-se embora.
Já posso regressar em paz.
Obrigado.

Campanha negra-última hora

Documentos do processo de compra da casa da mãe de Sócrates desapareceram do arquivo do Cartório Notarial, acaba de anunciar a TVI ! A notária vai avançar com uma acção contra terceiros e já fez queixa à Ordem.Lembre-se que alguns jornalistas tinham solicitado informações sobre contratos públicos em nome de Sócrates ou de sua mãe.Parece que foi nesta acção que se deu pela falta dos documentos. (tudo no SOL de amanhã )

Claudia Jacques, um exclusivo Aventar

No meio da tempestade, surge sempre uma sereia a serenar as águas…
Claudia, a imagem de capa da Playboy Portugal nº2

No meio de tanta batalha sindical, social, política e religiosa, uma luz surge do ar, do mar, natural, em forma de serenidade sensual … Astuciosamente entra pela pele dentro dos olhos, dos músculos, do olhar gourmand de homens e mulheres deslizando com calma e revolução, sem solução para os nosso clamores, mas fornecendo uma pausa entre a dura realidade e o sonho eterno do ser humano.
Deste modo, distraindo-nos da cinzenta realidade, alimenta-nos o espírito, os sentidos, e a carga sexual para que possamos continuar o caminho.
Esse nome é CLÁUDIA, e JACQUES de apelido.
Ela é revolução azul, vermelho, púrpura e verde, muito verde de esperança. PARA QUE NOS LEMBRE QUE A VIDA NÃO SEJA SOMENTE LUTA DA MESMA MANEIRA, MAS DE VÁRIAS OUTRAS… a dela também, pela igualdade, pela força do corpo e da pujança da sensualidade e pelo desabar do preconceito..
Para que todas as praças cantem juntas, e para que cada mulher solte o seu próprio grito e aceite que o corpo, que o mesmo corpo que Deus e todos os deuses do mundo, lhes/nos deram, seja desfrutado em paz, em beleza ..e em serenidade…se possível!

A mulher é amor, a mulher é paixão, a mulher é clamor, a mulher é calor, a mulher é dor, a mulher é azul, a mulher é alva..ESTA MULHER É TUDO, E É SOBRETUDO LUSITANA. É um W’ um S’ E UM BELO Y, um hífen ou toda uma nova gramática do corpo. Mas ELA é, sobretudo, de uma beleza equilibrada, cuidada e vinda de dentro para fora…

Na Faculdade, Maxmen, no amor, nos jornais, na Playboy ou na TV, Rádio ou nas revistas sociais, ela é flamengo, fado e pop, é hard-rock, glam ou simplesmente «toute douce-et-un tout plein de je t’aime» …É a mesma, sempre a mesma e ÚNICA, A NOSSA CLÁUDIA JACQUES!

Texto exclusivo para Aventar.eu, por Adalberto Mar (Autor da Biografia de C. Jacques, no Prelo)

Objectivos Individuais: Tribunal dá razão aos professores

O Tribunal acaba de aceitar uma das providências interpostas pela Fenprof relativamente ao processo da avaliação de docentes e, neste caso, relativamente aos Objectivos Individuais. Nenhum professor pode ser penalizado pelo facto de não ter entregue os seus Objectivos, e são mais de 60 mil aqueles que não o fizeram.
Pelos vistos, os Sindicatos tiveram sempre razão e o parecer de Garcia Pereira foi um precioso auxílio. Mal andaram os professores que tiveram medo e que não souberam resistir a Conselhos Exedcutivos lamentáveis e a um Ministério da Educação vergonhoso.
Professores: levantem-se outra vez. Vamos à luta para derrubar definitivamente este modelo de avaliação que, afinal, está morto antes ainda de começar.
Os professores estão de parabéns!

Novas políticas e novos políticos!

Uma das palavras de ordem que se propagam é que não há alternativas!Mas alternativas a quê ou a quem?
A Sócrates com a sua determinação, capacidade de comunicação e de decisão, mas também com a cruz Freeport e outras que irá transportar toda a vida enquanto for homem público?
Essa cruz tem elevadíssimos custos não só para o próprio mas tambem para a governança. Sócrates, mesmo que mostrasse capacidade de implementar novas políticas que ultrapassassem o empobrecimento que, nas suas mãos, o país vem conhecendo, não seria a pessoa mais aconselhável para o fazer!
Pergunto, alguem tem dúvidas que a Justiça chegou ao fosso a que chegou porque serve a muita gente? Se nós (pobres mortais) sabemos de tanta coisa o que saberão os agentes da Justiça mas que não podem provar? Onde está pois a liderança ética que possa meter ombros a reformas sérias?
Não é verdade que uma semana depois do Ministro da Justiça ter tomado posse, um proeminente advogado da praça veio dizer que o não queria nem para porteiro? Que o tinha demitido de uma função pública quando ambos estavam em Macau? Não sabemos agora que há magistrados que são elementos de aparelhos partidários e que saltitam do Governo para a Magistratura e vice-versa?Na economia, no essencial, prossegue-se a compíscua sociedade entre o Estado e os grandes grupos económicos que já vem de Salazar!
As obras públicas que dão riqueza às grandes empresas e endividam o país no exterior, enquanto as PMEs, inovadoras, criadoras de bens tansaccionáveis e exportáveis e que são responsáveis por 70% do emprego, ficam entregues a si próprias! Abrir os olhos e ouvir as associacões do sector é quanto basta!
E que dizer da Educação amordaçada pelos burocratas do Ministério e dos Sindicatos? Onde está a escola pública entregue a professores dignos, tendo nas suas mãos a responsabilidade, a que têm direito, de dirigir uma escola gozando de grande autonomia? Não há alternativas a estas políticas que nos empobrecem?

PS: Vou voltar ao assunto com outras áreas políticas!

Os ovos de Fafe e os interrogatórios da PIDE


Há uns dias, foi o Ministério Público a condenar alguns alunos a trabalho comunitário por se terem atrevido a participar numa manifestação contra o Estatuto do Aluno. Em vez de lhes agradecer a participação cívica em tão tenra idade, o Estado condenou-os.
Agora, vêm a lume as técnicas interrogatórias, típicas da PIDE, que a Inspecção do Ministério da Educação está a usar contra os alunos que, há uns tempos, atiraram ovos à Ministra da Educação. Ao que parece, a ideia é a delação, o chibanço, a denúncia. Os alunos estão a ser estimulados a denunciarem-se uns aos outros e, sobretudo, estão a ser estimulados a denunciar os seus professores.
Pelo meio, o inenarrável episódio de Castelo de Vide, em que imagens de uma sala de aula foram utilizadas num tempo de antena do PS.
Como escreve hoje Manuel António Pina no «Jornal de Notícias», em artigo que estranhamente não está on-line, «George Bernard Shaw dizia que um homem é tão mais respeitável quanto mais numerosas são as coisas das quais se envergonha. O problema da actual Ministra da Educação é não envergonhar-se do que quer que seja.»

Se Portugal tivesse um primeiro-ministro assim…

Berlusconi come mortadelanão faz cara feia e reparte irmãmente Suinicultores de Portugal: não basta pedir que se altere o nome da doença para “gripe mexicana”. Deitem os olhos a Silvio Berlusconi e exijam ao primeiro-ministro português o mesmo acto de valentia.

Edward and Sophie, Portugal's PM… and a £4m corruption row over giant shopping mall built by British firm

 
Do «Daily Mail»:

«The Earl and Countess of Wessex have been caught up in an alleged corruption scandal surrounding a discount shopping complex in Portugal.
It was built by a British property firm Freeport, now being investigated over bribery allegations, and was opened by the Royal couple in September 2004.
The Serious Fraud Office in London is probing claims that four million euros were transferred to banks in Portugal to facilitate the deal.
The inquiry has engulfed several British businessmen and Portugal’s Prime Minister Jose Socrates, who has denied taking bribes from Freeport.
At its heart is the claim that in 2002 Mr Socrates, then an environment minister, waived restrictions to grant Freeport a licence to build the complex on protected land.
But Mr Socrates insists he has never misused his ministerial position.
The shopping mall is sited across the Tagus river from Lisbon and includes 200 ‘factory outlets’ selling mainly cut-price designer clothes.
Reports in Portugal claim SFO detectives, who have been working closely with Portuguese police, are investigating 15 people linked to the development, including Mr Socrates and several Britons associated with Freeport.
One is said to be the company’s flamboyant 66-year-old founder Sean Collidge, a wealthy tax exile, who was forced to quit as chairman in 2006.
He then lost a £1 million claim for wrongful dismissal, during which his fellow directors accused him of financial impropriety and submitting a series of fraudulent expense claims.
Ruling against him, a High Court judge said in 2007 that he had ‘dishonestly’ and ‘habitually’ abused his position. Court documents also accused him of forgery, perjury and attempting to pervert the course of justice. Mr Justice Jack said Collidge had fiddled thousands of pounds of expenses between 2003 and 2005, taken property from the firm and forged loan agreements.
Mr Collidge approached Edward and Sophie to open the mall because, according to a former Freeport director, ‘he had heard that they helped British investors abroad’.
Even at this stage the development was controversial due to environmental concerns. But the Foreign Office advised Edward to go ahead. The opening was followed by a Tom Jones concert and a huge fireworks display.
Freeport has since been taken over by The Carlyle Group, a US conglomerate, and Mr Collidge now lives in splendour near Cannes in the south of France. He was unavailable for comment last night.
Former Freeport director Jonathan Rawnsley was interviewed by the SFO but said ‘it came to nothing’.
He added: ‘Freeport absolutely did not bribe anyone – that was a rumour put about by our competitors.
‘Sean Collidge heard that Edward had an ambassadorial business role and often helped British investors abroad. Sean approached him and he agreed to lend his name to the company and open the business in Portugal.»

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM–4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

E você, vota por que partido?

euprofiler

Uns senhores europeus, que se convencionaram chamar EU Profiler, decidiram criar um sistema de aconselhamento de voto. Uma espécie “Veja em quem deve votar nas eleições europeias, se lá puser os pés, para totós”.

Este “Voting Advice Application (VAA)” é classificada como uma “ferramenta imparcial desenhada para informar os potenciais votantes e outros interessados acerca do panorama político europeu tendo em vista as eleições para o Parlamento Europeu de Junho de 2009” (tradução livre). A descrição até é bonita.

Isto é, está minimamente interessado nas europeias, mesmo a sério e não apenas como forma de castigar quem quer que seja; não está minimamente interessado em ler os programas políticos de todos os partidos; até gosta destas coisas da cidadania e política e sociedade e economia e tem a mínima curiosidade? Então, aliste-se já e participe no inquérito. Nem que seja por uma simples e banal curiosidade, do género “vamos lá saber qual o partido que está mais próximo das minhas opiniões”.

O EU Profiler propõe-se ajudar a responder a algumas perguntas, como os partidos que estão a concorrer, a forma como se posicionam nos assuntos importantes, o nosso posicionamento face aos partidos, entre outros aspectos divertidos. Como descobrimos tudo isso? Através de respostas condicionadas a algumas opções. A coisa faz-se em poucos minutos, se tivermos ideias afinadas ou, pelo menos, ideias.

Eu já fiz o teste. E querem saber qual o partido mais próximo das minhas opiniões? Se pedirem muito…, pronto, está bem, é o Movimento Esperança Portugal. E você, vota por que partido?

COITADINHOS

OLHA PARA A MINHA CARA DE PREOCUPADO

A Galp Energia perdeu no primeiro trimestre do ano cerca de 14,5 milhões de euros com o processo de actualização dos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional, informa hoje a empresa em comunicado enviado à CMVM.
Este tempo de espera (‘time lag’) acaba por beneficiar a empresa quando os preços estão a descer e a penalizá-la quando estão a subir, o que aconteceu nos primeiros três meses do ano. Foi assim que a Galp ganhou 105 milhões de euros no último trimestre de 2008 – o que veio a suscitar polémica no mercado – e perdeu 5,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano passado.

Hoje fazemos um mês!

O Aventar está de parabéns. Faz hoje um mês.
Precisamente às zero horas do dia 30 de 30 de Março, Glória Colaço Martins publicava o primeiro «post» do blogue, o poema «Coro». «Um primeiro post, um primeiro comentário. Não podia deixar de desejar longa vida ao AVENTAR, nesta AVENTURA…», é o primeiro comentário do blogue, da autoria de j@r.
Depois disso, já foram publicados 313 posts e 858 comentários. Com um mês de vida, já tivemos 5800 visitas e quase 15 000 páginas visitadas. No blogómetro, entrámos já para os 300 primeiros lugares no número de visitas, em 1840 blogues, e nos 200 primeiros no número de páginas visitadas. Já conseguimos até o extraordinário feito de ultrapassar o mítico blogue Hi5 Porcas.
Somos dezoito autores, embora três ainda não se tenham estreado. Muitos do norte, alguns do sul; vários professores, arquitectos, jornalistas, poetas e livres-pensadores. Muitos na casa dos 30 anos, o delfim, o Gustavinho, fez anteontem 27, e alguns até são quase sexagenários. Todos independentes, todos humanistas no sentido restrito do termo. Uns de Esquerda, outros de Direita, outros de nada.
Isto tudo em apenas 30 dias. É o nosso primeiro mesário. Estamos ou não de parabéns?

Coisas que me incomodam: as leis para os partidos

Há uma coisa que me incomoda cada vez mais. Querem saber o que é? É perceber porque é que as leis que envolvem os partidos políticos e o seu financiamento – sobretudo em ano eleitoral – são aprovadas de forma célere, eficiente e sem demasiado barulho.

Curiosamente, ao contrário de muitas outras, estas leis são mesmo cumpridas.

A Marta:

É a glória, caros amigos, é a glória! Ver o Carlos Abreu Amorim, na RTPN, em grande forma a citar a definição que lhe dei hoje do novo cartaz da Manuela Ferreira Leite: “Parece a Marta do OK Teleseguro”, é a glória!!!!

Mas lá que parece uma versão sénior da dita, parece, parece. Se não foi maldade…

A crise, o efeito Obama e a Europa

Não há dúvidas dos efeitos das políticas dos EUA sobre o resto do mundo. Mas, se ainda subsistissem algumas, a presente crise seria a prova eloquente que as dissiparia.

George Bush, o pior dos presidentes norte-americanos de sempre, com os seus homens de mão, precipitou a humanidade numa crise económica, social e política, cujos limites são ainda difíceis de definir. O cenário catastrófico justificou a esperança de mudança personalizada em Obama, para a grande maioria dos norte-americanos e muitos cidadãos de outros países.

Naturalmente, as promessas políticas de Obama foram encaradas como solução eficaz, para erradicar os nefastos resultados da irracionalidade neo-liberal, a que o Luís Moreira se referia, há dias, neste blogue.

Todavia, decorridos 100 dias da presidência de Obama, começa a haver cepticismos acerca de certas opções. Katrina vanden Heuvel, em ´The Nation’ www.youtube.com/user/videonation  refere interrogações pertinentes, concedendo, embora, o benefício do prazo do balanço de 1000, em vez dos mágicos 100 primeiros dias de governação. O prestigiado Joseph Stiglitz é mais contundente e objectivo, ao desmistificar o ‘Capitalismo Artificial de Obama’, no New York Times de 01-04-2009, http://www.gsb.columbia.edu/faculty/jstiglitz (clicar em “articles/OpEds” Obama’s Ersatz Capitalism).

Caso Obama venha a claudicar, e sinceramente penso ser insensato, à americana, esperar tamanhos milagres de um só homem, ficamos emparedados pela mediocridade geral dos governantes europeus para descolar dos EUA; resta-nos, pois, a penitência de continuar a inventariar as falências, os números do desemprego e outros fenómenos sociais adversos, tudo condimentado pelo uso imoral dos dinheiros dos contribuintes para ressuscitar um modelo capitalista que finou. Ou não? A alternativa serão as convulsões sociais na UE? Esperemos para ver.

É a ecologia, estúpido!

O título foi roubado da Greenpeace. O resto das considerações são minhas. Mas partilho da mesma perspectiva face à ecologia. Parece que hoje em dia é quase preciso insultar alguém, para a chamar a atenção do eventual colapso ecológico a que assistimos. É que está tão pouco (!) divulgado que parece que não existe. Parece que uma área de gelo do tamanho de Nova Iorque não é preocupante e não terá efeitos devastadores no ambiente global. Parece que tratar – e muito pior que isso, manipular – os animais como se fossem somente comida não é preocupante e não terá efeitos devastadores no delicado equilíbrio ecológico.
Por isso é que me insurjo com a excessiva cobertura mediática da gripe suína, como já tinha acontecido com a das “aves” e afins. Não porque que não mereça cobertura, mas porque não é o ponto mais problemático da actualidade. E está hiper-inflamado. Não sei se a culpa é dos jornalistas e meios de informação, ávidos por encher mais páginas de jornal ou ocupar tempo de antena. Não sei se é culpa da própria sociedade que gosta de uma boa tragédia. Não sei se é aproveitamento económico e pressão dos grupos farmacêuticos para facturar mais umas coroas no mercado bolsista. O que eu sei, é que a cobertura mediática não é igual em situações semelhantes. O que eu sei é que se vê mais dinheiro envolvido na manutenção de uma empresa automóvel do que na manutenção natural. O que eu sei é que fala em urgência e meses quando se trata da economia, mas fala-se em calma e décadas quando se fala da ecologia.
Algo está errado nas prioridades. Mesmo depois de haver uma (finalmente) consciência que algo está a mudar, e ainda por cima, para pior, as prioridades centram-se na recuperação económica.
Eu vejo os governantes super preocupados com a retoma económica, mas e então a retoma ecológica? Se as duas têm impactos positivos no Homem e no Ambiente, não compreendo como apenas uma é tratada e apoiada convenientemente. O que será preciso para que quem tem as rédeas e a responsabilidade da governação, recentrar as suas prioridades neste que é verdadeiramente importante e o mais urgente dos assuntos? Ser envenenado em casa, apenas por comer arroz? Abrir a torneira e não sair água?

Pessoalmente tenho a ideia (espero que errada) que em certa parte, a economia é inimiga da ecologia. A economia diz-me para consumir, a ecologia diz-me para poupar. A economia diz-me para comprar novo, a ecologia diz-me para reaproveitar. No mundo actual, a ecologia é apenas um pretexto económico. Se não gerar capital, não há ecologia. Arrisco-me a aventar que se os governantes não conseguirem entender que existe um tipo de lucro que não é palpável, e que se estas duas políticas não se conseguirem conciliar – o que aparentemente não acontece – teremos em mãos, talvez, o maior e o pior problema de todos os tempos. E não é uma questão de décadas. É já amanhã.

A ecologia não é economicamente sustentável, assim como a economia não é ecologicamente sustentável.

Quem tem medo de encarar a brutalidade?

Ou quando a violência doméstica é para ser mantida dentro de portas

São dois minutos que nos contam uma história. Como deve fazer qualquer anúncio publicitário ou de sensibilização, como é o caso. São dois minutos intensos que nos atingem a sério, a doer. Mesmo que não saibamos ao que vamos, a partir do primeiro quarto desse filme começamos a adivinhar o que nos espera. Já percebemos tudo ou quase. Entramos pela porta, como Keira Knightley, a actriz que dá vida à personagem principal, à espera do inevitável. Estamos lá, com ela, como ela.

Sentimos tudo. Repulsa, revolta, indignação, vergonha.

Este é um spot da “Women’s Aid“, uma organização de prevenção e combate à violência doméstica. Destinava-se a ser passado na televisão, numa campanha contra um flagelo mundial, que atinge todos os países e estratos sociais. Não foi autorizado. Num gesto de censura legal, a Clearcast, organismo do Reino Unido responsável por “examinar e autorizar” anúncios televisivos, chumbou o anúncio.

O anúncio é brutal? É, pois. E a violência doméstica? É um “walk in the park?”

CONVITE:

cartaz_garagem_progAmanhã, sexta 30 de Abril, às 19h no bar B-Flat em Matosinhos, Conferência de Imprensa de apresentação do “Na Garagem da Vizinha” com a presença de todos os artistas do evento e da APAV (Associação de Apoio à Vítima), seguida de Porto de Honra.

Hora: 19h
Local: B-Flat, Leça da Palmeira, Av. Dr. Antunes Guimarães, Estação de Passageiros do Porto de Leixões – Doca 1 Norte.

ESTÃO TODOS CONVIDADOS

Próximo governo será a 3: BE, PS de Alegre e PCP

Caro (e)leitor, eu voto no Bloco de Esquerda e, apesar de independente, tenho colaborado com o BE sempre que tem sido possível / solicitado / necessário.
Esquerda a 3

Colocadas as cartas em cima da mesa apetece-me perguntar porque é que o PS e o PSD se lembraram, AGORA, de começar a falar no Bloco Central?

As sondagens mais recentes dão ao BE um score acima dos 10% e a começar a chegar muito perto dos 15%. Nas mesmas sondagens, o PC surge também sempre na casa dos 10%.
Elas valem o que valem, mas todos sabemos que entre elas e os resultados, as diferenças são cada vez menores.

Dito isto, fica claro que o PS nunca terá maioria absoluta. Seguindo este simples (simplista!) raciocínio, o Sr. Presidente vem trazer a terreno a necessidade de encontrar novas formas de gerir as relações inter-partidárias e depois vem a Drª MFL dizer que diz, mas não diz.

Ou seja, a relação entre as forças partidárias no nosso Parlamento vai mudar e pode virar, na opinião de alguns, muito à esquerda. O receio “desses” é que o PS seja forçado a ouvir o socialismo, que, pelo menos ainda lhe segura o nome.
Aceitando eu com grande dificuldade que BE ou PC possam segurar o Sócrates só consigo entender uma nova formação inter-partidária em que Manuel Alegre surge como o rosto que vai juntar deputados numa força de esquerda para suportar o governo – com Manuel Alegre estariam deputados socialistas do PS mortinhos por fugir à direita que hoje os massacra.
Esta é a minha aposta: BE e PCP em coligação pós-eleições, num PS sem Sócrates e com Manuel Alegre.

A torto…

 
Como seria de esperar, a TVI 24 não demorou muito a classificar a participação da Fernanda Câncio no programa “A torto e a Direito” como um erro de casting. É claro que não foi um erro, foi uma opção muito bem pensada e muito mal implementada. Bem pensada pelas razões que interessam para um programa ter audiência. Mal implementada porque não é possível, e muito menos em televisão, discutir com alguem que troca a razão pelo coração.
Já tínhamos discutido com a própria essa questão, não é possível ficar à margem dos sentimentos, por muito que se seja profissional e que se separe “a notícia da opinião ” como rezava o argumento das Jugulares. Admiro a têmpera da Fernanda Câncio (como em momento luminoso de amizade lhe chamou a Maria João Pires) mas há riscos que são de evitar. Um deles é os médicos tratarem os filhos. Não é, Dra. Ana Matos Pires?

Vitalmente gratuito


A vida é díficil para todos. Até para os “doutores de Coimbra”. Mais uma vez VM vem com aquela estória da carochinha que o Estado não paga nada com os Mega investimentos da nossa desgraça. Que são os privados etc e tal e que os nossos descendentes vão pagar conforme a utilização das infraestruturas…
Vão pagar como pagamos nós agora, como se pode constatar pelos contratos que estão a ser renegociados entre o Estado e os privados. Contratos a roçar a ilegalidade com aquela clausula que promete que se as receitas não chegarem, a diferença será reposta pelo Estado. Combina-se que a ponte Vasco da Gama vai ter um táfego de 60 000 carros por dia. Se só passarem 50 000 carros a diferença de receitas resultante dessa menor procura paga o Estado. Já agora, estejam atentos que está a funcionar ” um tribunal arbitral” constituído pelo Eng. Ferreira do Amaral, enquanto presidente da LusoPonte, pelo Dr. Jorge Coelho, representante do maior accionista e pelo Dr. Murteira Nabo, representante do Estado, para acertarem a “compensação”! Uma aposta que o Estado vai “compensar” em milhões? Um bocado de verdade e de seriedade fiava bem a estes “senhores doutores de Coimbra”. Afinal, já tem o lugarzinho assegurado, não precisa de passar esta imagem subserviente!
Depois, como qualquer não “doutorado” percebe, nunca o TGV será lucrativo! Nunca! Portugal não tem dimensão territorial nem demográfica para ter TGV.
É só! Como não tem para a quantidade de autoestradas que já tem e muito menos para as futuras. Sempre que vou a Évora ou a Castelo Branco cruzo-me com meia dúzia de carros. Trata-se de “inclusão” territorial? Óptimo! É um custo, como o Presidente da República explicou há umas semanas, mas não podemos andar a plantar mega- estruturas para dar negócios aos grandes grupos económicos. Esta política de grandes investimentos tem empobrecido o país, como se vê e vai continuar.
O sr.”prof doutor” de Coimbra devia pensar no superior interesse do país! E Sócrates tem tanta pressa em lançar os concursos a meses das eleições porquê? Não aprendeu nada com a pressa do Freeport?

A Marlowe, entre espirros

Confesso-vos esta fraqueza. Ao primeiro arrepio, quando se sente o corpo subitamente exausto e dolorido, naquele momento em que começamos a sentir-nos tomados pela pena de nós mesmos, eu afundo no sofá e deito mão a Chandler. Ou a Hammet, embora prefira o primeiro.

No isolamento da gripe gosto particularmente da companhia do detective Philip Marlowe. Solitário, endurecido pelo muito que viu mas não o suficiente para não se condoer da condição humana, Marlowe acompanha as minhas convalescenças com o seu sarcasmo.

Quando me preparo para tomar o paracetamol, não me atrevo a esboçar uma expressão de sofrimento. Marlowe passa-me o comprimido e lança-me à cara, sem me dar tempo a gaguejar uma resposta:

- Escute, vou dar-lhe aquilo de que precisa. Não sou uma pessoa crédula, que acredite em qualquer história. De maneira que aceite o que lhe é oferecido e porte-se bem. Quero ver-me livre de si porque tenho um mau pressentimento.

Estremeço, tomo o comprimido sem pestanejar, sorvo mais um gole de chá e aconchego a mantinha. Na doença, ainda que banal como esta, encontro um inexplicável conforto nos cenários decadentes do policial negro. Mulheres fatais, homens destruídos pelo álcool, ricaças ninfómanas, corpos que aparecem a boiar numa piscina… este cocktail insólito funciona melhor do que qualquer panaceia de farmácia.

Se falta o livro, um filme pode fazer um efeito semelhante, embora com resultados mais lentos. O film noir dos anos quarenta e cinquenta, com os insuperáveis Bogart e Bacall, ajuda sempre, mas quando os sintomas da gripe se intensificam dificilmente consigo acompanhar um filme.

Prefiro ler um livro num estado febril, ir caindo no interior de uma história meio lida e meio delirada, adormecer sobre as páginas e sonhar que, num bar esconso, não muito longe de Sunset Boulevard, à hora do crepúsculo, quando as sombras se adensam, sento-me ao lado de Marlowe e começo a ouvir a sua história.

- A primeira vez que vi Terry Lennox ele estava bebêdo, dentro de um Rolls-Royce Silver Wraith, à porta da esplanada do The Dancers… Espirro, deliciada, encolho-me um pouco mais, aproximo a caixa dos lenços, e bendigo a sorte que me constipou.

A crise não é para todos

Despacho n.º 9810/2009

Considerando que, nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director-geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director-geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina-se o seguinte:

1 — É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria-Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.

12 de Fevereiro de 2009. — O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. — Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

FRAUDE?

CORRUPÇÃO?
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Mais um caso, ligeiro, em que nota como a seriedade anda arredada dos mandantes do nosso País. O Ministério da Educação, utilizou crianças, utilizou o computador do regime, filmou os dois, e sem o consentimento dos pais dos alunos, usou abusiva e fraudulentamente as imagens, para propaganda política do partido do governo.
Os paizinhos das crianças já pediram explicações, mas, como de costume, o benefício para o PS, que parece fruto de corrupção, já ninguém lho tira, e o prejuízo para todos os outros ninguém vai ressarcir.
Métodos desta jaez não se podem tolerar, muito embora sejam cada vez mais frequentes. Parece estar tudo bem, desde que ninguém dê por isso.

Tem um banco perto de si?

“Os clientes têm o direito de não serem assaltados pelos bancos” diz a Comissária Europeia Meglena Kuneve ! Leu bem, mas volte a ler e faça um esforço de análise. Cá no burgo os bancos estão a compensar a baixa das taxas de juro com o aumento dos “spreads”. No fim do mês os devedores pagam o mesmo! Entretanto o Carlos Tavares da CMVM diz que pode avançar com inibições face às batotas que tem encontrado na análise que está a fazer às contas dos bancos. O Sr.Rendeiro já veio dizer que ou o sr.Carlos Tavares pede desculpas públicas ou ele avança para os tribunais.Parece que para além das batotas conhecidas apareceu uma brilhante.O BPP trocava os papéis rentáveis do portfólio dos clientes por papéis ruinosos do portfólio do próprio banco.Batota? Não, roubo! E eu acho bem que o sr. Rendeiro avance com acções judiciais.Cá no burgo não há consideração por ninguem.Afinal o sr. Maddof já está na gaiola.E vendo bem não há pressa nenhuma. O Governo não pode recuar depois de ter queimado milhões em três bancos todos eles sob suspeita.Pagar a uns e não pagar a outros dá barraca e já há acções a correrem para os tribunais de clientes que se sentem discriminados.Isto é tudo muito mais fácil depois das eleições.Pagamos todos e nem mugimos!

DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO

HÁ-O PARA TODOS OS GOSTOS

Não havia mas agora há. Este dinheirinho, nosso, que nós pagamos, aparece para pagar a campanha para as europeias. São quatro milhões e meio de euros, para uma eleição a que ninguém quer ir votar.
Mas, tem de ser não é? Para meter mais um deputadosinho do meu partido, vale tudo. Até gastar o dinheiro que tanta falta faz à recuperação económica.
É o regime que temos e que não queremos mudar, que se quiséssemos, bastava votar em conformidade.

Informação de Trânsito no Aventar

Vamos aqui começar, depois da SIC no Twitter, uma coluna sobre o trânsito.
Desta vez o destaque vai para o engarrafamento no eixo central do Rato para a S. Caetano à Lapa.
Sugere-se uma fuga pela alternativa.

PS e PSD temendo a Esquerda, fogem para o Centro

PS e PSD temendo a Esquerda, fogem para o Centro

O optimismo e a confiança foram dar outra volta

O clima pessimista e desconfiado em que vivemos é criado diariamente pelos próprios governantes e pelas empresas dominantes. Não quer dizer que estejamos verdadeiramente conscientes disso, mas de alguma forma, a desconfiança reina porque é incutida inadvertidamente. Por exemplo, as empresas contraditórias: a Galp, que vende combustível, pede encarecidamente nos seus anúncios, para não se consumir combustível, convida a partilhar o carro e afins. A EDP, que vende electricidade, pede que se poupe no consumo. Mas depois, estas empresas lucram imenso. Nem imagino o quanto lucrariam se pedissem para consumir. Ainda por cima, lucros a partir de recursos que são do País, e não privados! Claro que estas políticas têm sempre o fundo ecológico. Claro! Agora somos todos verdes e ecológicos. Mas em nenhum posto da Galp que eu visitasse, existe sequer um caixote para reciclagem, por isso eu imagino o resto. Em qualquer grande empresa existe sempre a máquina do café com aqueles copinhos de plástico e um vulgar caixote do lixo ao lado, onde vai tudo para o mesmo saco. Mas isso não importa para nada. Que importa mais umas toneladas de plástico no lixo? “Parece que é isso que vai salvar o mundo”. É o que eu ouço dizer.
E isto estende-se para todo o lado empresarial. Mesmo o mais confiante e distraído fica a pensar o que caraças será o DLH+ para o cérebro que os óleos publicitam? A margarina não prestava para nada, mas agora é boa para barrar no pão? Como é que põe o Ómega 3 que vem do peixe, no leite? Se determinado leite é biológico, então os outros são o quê, sintéticos?  Porque é que os alimentos agora mais parecem medicamentos? Não se sabe. Come-se e cala-se.
Depois, o Estado. Pede aos cidadãos para se manterem em forma, mas depois cobra imposto em maços de tabaco que contêm a indicação “Fumar Mata”. Centenas de pequenas empresas fecham as portas e é a vida económica a funcionar; uma grande empresa ameaça fechar, e o Estado apoia-a financeiramente. Fazem-se constantes apelos “verdes” para deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos, mas depois o Estado paga para que eu destrua o meu carro antigo na compra de um novo. E vai comprar 27.500 carros novos. No Estado, não querem que se cometam actos ilegais, mas depois querem contabilizar os rendimentos ilegais no PIB. O Estado diz não ao proteccionismo, mas depois pede para “comprar o que é nosso”. O Estado desmantela as linhas férreas, mas quer construir um TGV. Não havia dinheiro nenhum, mas agora já há dinheiro para auto-estradas, pontes e aeroportos.
Confuso ou Confiante? Estamos rodeados de confusão e contradição. Como é que esperam que os cidadãos lidem com o desconhecimento e as contradições dos seus governantes? Eu respondo por mim: com desconfiança! É inevitável.

AS ELEIÇÕES A CHEGAR, O DINHEIRO A APARECER

MESMO QUE SEJA PARA PAGAR MAIS TARDE

Vão aparecendo as ofertas, umas atrás das outras. Agora os contemplados são as criancinhas dos 7, 10 e 13 anos, que fequentam a escola pública. Vão poder ir ao dentista de graça. Depois das grávidas e dos idosos, são agora os putos que têm um cheque para pagar a ida ao estomatologista. Ao todo são mais de 25 milhões de euros, que há bem pouco tempo não havia, e que, por obra e graça das eleições, agora aparecem.
Mas, não é assim de quatro em quatro anos? De que nos queixamos?

O tamanho não é importante: 12º ano entre o básico e o obrigatório

No plano meramente teórico creio que todos, sem excepção, defendem que será melhor ter mais do que menos, no caso em apreço, educação.
Mas, tal como acontece com outras matérias, o tamanho não é o mais importante.
Explico.

Os tempos da outra senhora que alguns, poucos, celebraram há dias marcaram muito o afastamento entre o povo e a instituição Escola – se calhar é por isso que temos os políticos que temos, mas enfim.
E a frase “nem todos podem ser Doutores” fez o seu caminho e hoje parece um dogma nacional.
A revolução de Abril trouxe uma nova abordagem e o acesso à escola foi sendo feito cada vez por mais pessoas e hoje, boa parte dos portugueses em idade escola, tem algumas possibilidades de chegar e concluir com sucesso ao 9ºano. Ignoro por intenção as Novas Oportunidades para não ir ter rapidamente do Jardim de Infância ao superior em cinco minutos, tipo comprimido para a Gripo dos Porcos.

Dito isto, estará o caro leitor a pensar (tomo o abuso de pensar que se leu até aqui é porque está a pensar em alguma coisa, quanto mais não seja nas pragas que roga às pilhas do rato que continuam a falhar e o impedem o clique daqui para fora)…
Escrevia eu, que o Caro Leitor pensará então que será natural o alargamento para o 12º.
Errado.
E errado porque estamos longe de ter um 9º, isto é, uma escolaridade básica, de qualidade. O problema não está em ser ou não ser obrigatório.
O problema está no facto dos 9 anos de hoje não garantirem uma formação básica de qualidade. Logo, sem o ensino básico de qualidade o que adianta avançar para o ensino secundário? Nada.
Estamos a queimar etapas, a cumprir números e a fazer de conta.
Penso que temos TODOS (PROFESSORES, Sindicatos, Pais, Governo, Partidos, etc..)que parar e centrar a escola no mais importante: a aprendizagem, se quiserem, uma escola de Conteúdo e com Conteúdo.

À esquerda, as criticas a esta medida vieram muito de fininho avançando apenas para a questão das condições – eu aqui, desalinho, quer da FENPROF, quer dos Partidos. A esta medida demagógica, devemos dizer não!