A minha história de violência doméstica


Venho pela primeira vez partilhar a minha história de violência doméstica.

Namorei durante 5 anos com a pessoa mais querida e doce do Mundo. Era atencioso, querido e carinhoso, conheci-o no emprego e estava a atravessar uma época muito má da minha vida. Estava carente e só e ele aproveitou-se disso. Após 5 anos, decidimos casar. Na noite de núpcias, houve uma coisa que me disse, tu és minha para sempre’. Na altura, não liguei, até que ao fim de 2 anos de casamento tudo mudou.
Começou com uma bofetada, só porque não tinha as mesma ideias dele. Pediu desculpa e durante alguns meses não aconteceu nada, até que passou para as agressões psicológicas. Começou a controlar com quem falava, se saia, fez-me despedir do meu emprego para ficar em casa. Sempre que chegava a casa bêbado, bastava ver-me para as agressões psicológicas começarem. Era ‘puta’, ‘cabra’, que ele me iria educar, porque estava mal educada. Quando uma vez fiz-lhe frente deu-me um murro que fiquei KO, ai ele obrigou-me a fazer sexo com ele, sempre a bater-me, fiquei grávida da minha filha nessa noite, mas, mesmo assim continuou a bater-me em toda a gravidez, por isso tive sempre em risco de aborto. Quando ela nasceu, as coisas pioraram, tirou-me o meu carro, cartões bancários, BI, tudo o que pudesse, proibiu-me de falar ou ir a algum lado, tinha que estar em casa isolada do Mundo, telefonava várias vezes por dia para me controlar. Emagreci 22 Kilos, estava esqueléctica, não dormia e não comia, partiu-me 3 costelas, e a cana do nariz, fui parar 3 vezes ao Hospital, a ultima vez estava com 15 equimoses no meu corpo, fora as vezes que eu me curava em casa. O ano passado disse para mim ‘BASTA’, sai de casa a meio da noite, sem dinheiro, com a minha filha de 15 meses atrás, e meia dúzia de tarecos. Não se importa com a filha e continua a querer ‘mandar’ em mim, mas, prometi a mim própria que nunca mais, teria medo dele, nunca mais ele teria as rédeas da minha vida, nunca mais me humilhava, nem me batia. Por isso vivo actualmente um dia de cada vez, com os meus fantasmas, e os meus medos, mas com a esperança que um dia acordo sem eles em mim.

Boa Tarde,
Venho pela 1º vez partilhar a minha história de violência doméstica. Namorei durante 5 anos com a pessoa mais querida e doce do Mundo, era atencioso, querido e carinhoso, conheci-o no emprego, e estava a atravessar uma época muito má da minha vida, estava carente e só, e aproveitou-se disso. Após 5 anos decidimos casar, na noite de núpcias, houve uma coisa que me disse, ‘tu és minha, para sempre’, na altura não liguei, até que ao fim de 2 anos de casamento, tudo mudou, começou com uma bofetada, porque não tinha as mesma ideias dele, pediu desculpa a durante alhuns meses não aconteceu nada, até que passou para as agressões psicológicas, começou a controlar com quem falava, se saia, fez-me despedir do meu emprego para ficar em casa, e sempre que chegava a casa bebado, bastava ver-me para as agressões psicológicas começarem, era ‘puta’, ‘cabra’, que ele me iria educar, porque estava mal educada. Quando uma vez fiz-lhe frente deu-me um murro que fiquei KO, ai ele obrigou-me a fazer sexo com ele, sempre a bater-me, fiquei grávida da minha filha nessa noite, mas, mesmo assim continuou a bater-me em toda a gravidez, por isso tive sempre em risco de aborto. Quando ela nasceu, as coisas pioraram, tirou-me o meu carro, cartões bancários, BI, tudo o que pudesse, proibiu-me de falar ou ir a algum lado, tinha que estar em casa isolada do Mundo, telefonava várias vezes por dia para me controlar. Emagreci 22 Kilos, estava esqueléctica, não dormia e não comia, partiu-me 3 costelas, e a cana do nariz, fui parar 3 vezes ao Hospital, a ultima vez estava com 15 equimoses no meu corpo, fora as vezes que eu me curava em casa. O ano passado disse para mim ‘BASTA’. Saí de casa a meio da noite, sem dinheiro, com a minha filha de 15 meses atrás e meia dúzia de tarecos. Não se importa com a filha e continua a querer ‘mandar’ em mim, mas, prometi a mim própria que nunca mais, teria medo dele, nunca mais ele teria as rédeas da minha vida, nunca mais me humilhava, nem me batia. Por isso vivo actualmente um dia de cada vez, com os meus fantasmas, e os meus medos, mas com a esperança que um dia acordo sem eles em mim.

Lara Lino, publicado originalmente como comentário ao «post» Que nunca vos faltem as balas

Comments

  1. maria monteiro says:

    Viver um dia de cada vez costumo ouvir dizer a quem sente que o fim está próximo (pois que esteja próximo o fim desse seu tormento). Aconselho-a a viver cada dia na certeza de muitos anos pela frente, vendo crescer a sua filha e encontrando a tranquilidade, o amor, a paz de espírito, a felicidade a alegria… que a Lara tanto merece. Não desperdice os dias….

  2. Cristina Vieira says:

    Aqui esta um pouco da minha historia e aconselho vos a ver o grande reporter na tvi dia 31 as 21h para verem a tristeza das nossas instituiçoes
    .http://abeiradoabismo-abeiradoabismo.blogspot.com/
    Continuarei sempre a lutar contra este crime

  3. eloisa says:

    como vc consegui viver sem se comunicar a ninguem

  4. cristiane says:

    Li sua triste história e apesar de tantos anos de humilhação percebi que um dia vc viu ainda que bem longe uma luz no fim do túnel,não desista continue nessa caminhada,acredite vc é capaz,é forte,corajosa e intelingente, Se ame, se auto elogie todos os dias,e busque o conhecimento,leia,estude,recupere o tempo perdido vc merece ser muito feliz com sua linda filha.
    Que Deus te dê grandes vitórias querida.
    ass: Cristiane

  5. jhessika says:

    como posso deixar de sofrer humilhaçoes e surras?

  6. Pergunto as vitimas de violencia que postaram se posso postar as vossas experiencias na pagina que criei Stop a violencia? só posto com a vossa permissão claro

  7. confesso que chorei a ler estas historias e o abraço que merecem pela força que sempre tiveram, sou extremamente humana ainda de lagrimas nos olhos tem o meu apoio! esses homens nao amam tomam como posse, eu tive um namorado que me bateu uma unica vez e logo lhe cortei as redeas e dei-lhe um soco de contribuição porque durante a minha infancia vivi violencia doméstica e jurei a mim mesma que nenhum homem havia de me fazer gato sapato, infelizmente esses cretinos acabam muitas vezes a matar e é ai que a familia entra a familia protegendo diminui a probabilidade desses cabrões desculpem a expressão mas é mesmo assim diminui a prbabilidadede eles tentarem seja o que for

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