Logo eu, que sempre gostei de partilhar o poder

“Espero que todos os portugueses compreendam: eu aceito governar, apesar de todos os partidos, nenhum deles querer partilhar a responsabilidade de governar. O Partido Socialista, que ganhou as eleições, convidou todos os outros para acordos e para coligações. nenhum deles quer partilhar a responsabilidade da governação” disse Sócrates em Nova Iorque.

Sócrates aprendeu a partilhar? Ao que parece, em NY tudo é possível, if you can make it there, you’ll make it anywhere

Alberto João Jardim acha que o melhor é não partilhar. Coitado, afinal só estava em Vila Baleira – cidade de que muito gosto (a contradição não é minha, nem da Wikipédia) – onde a música é outra:

O Pesadelo de Fim-de-semana

Eu gostava de ser mosca para ouvir o Prof. Cavaco Silva a falar com a sua Maria este fim-de-semana. O Primeiro-ministro ameaça com eleições antecipadas e o Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho acaba de afirmar nas televisões que e passo a citar: “Nunca mais falo com o Sr. Primeiro-ministro sem a presença de testemunhas”.

O Primeiro-ministro estica a corda acenando com antecipadas sabendo que isso enerva o Presidente da República que nem quer ouvir falar em semelhante – seria o verdadeiro eclipse das eleições presidenciais – e Pedro Passos Coelho bate com a porta farto das aldrabices de Sócrates. Afinal a corda esticou em demasia e partiu.

Só falta saber, ironia do destino, se será Portas a salvar o Governo e por tabela Cavaco Silva. Já viram o cenário? Portas a salvar Cavaco? Nos melhores dias do Independente nem Zandinga se atreveria a prever semelhante!!!

to my grand children: a letter from Opa Daddy or Grand-Pa

Opa Daddy remembering his chilhood to his first grand child, Tomas, 10 years of age

 

My Dearest Tomas, Maira Rose, Ben and May Malen.

You are so many, and every year another one turns up. Your parents are like rabbits! I don’t know if you understand what I mean by rabbits. Your parents will tell you more. But, this I can say: when I was a boy like Tomas, our parents bought a male and females rabbit, for us. We were so happy! We even baptized them naming the female rabbit Panchita and the male, Lautaro. The ceremony was performed in a family reunion. Ours parents wanted to laugh; however, when they realized that it was a very formal ritual, they respected us and behaved properly, being serious and proper. As I was the eldest son, I performed the role of being a priest, with a disguise made with carpets and veils taken away from my sisters. Two months later, they disappeared and, as we were very little children, looked around in all the yards that we had in our house of Santiago and even in the kitchen-garden that our Nanny used to cultivate for us to eat and, as she used to say: we have to save cash for Don Raúl, -our Father´s name an engineer- does not have to work that much. In fact, our father was always away, we were so many people in the house; our Mother did not work, despite having a degree in Mathematics and another one in Literature, that she had acquired at the Vatican Catholic University of Valparaíso, where she met our father, they fell for each other and, after graduation, they married, and had children: all of us…At the time, Ladies did not work; despite your great grandmother wanted to work to contribute with the expenses of our

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Oktoberfest

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Esta foto e mais 40 em Oktoberfest 2010 (Munique), galeria disponibilizada pelo site "The Big Picture" (que tem uma iPad App referenciada entre as 12 de topo, segundo a ZDNet). Por Lisboa, também há uma similar festa da cerveja a decorrer no Goethe-Institut).

Duarte Lima e a morte de Rosalina Ribeiro

Continuo contrariado a abordar o tema da morte de Rosalina Ribeiro. Não é um caso para mim agradável. Todavia, a surpresa e a ‘suspense’ transcendem a contrariedade, de que já havia dado conta aqui no Aventar.

Com efeito, a proliferação de notícias com referência a Duarte Lima transformou-se em torrente imparável e geradora de dúvidas. Há dias, em rodapé de programa da SIC Notícias, lia-se que a polícia brasileira suspeita de um homem contratado em Belo Horizonte – logo em Belo Horizonte! – para executar o crime. Hoje, jornal “i” anuncia que Rosalina, antes da morte, transferira cerca de 28 milhões para as contas de Duarte Lima. Também há dias, o “i” e outros jornais informavam que a citada polícia brasileira teria enviado ao DIAP uma lista de 193 perguntas dirigidas a Duarte Lima. A PJ, ao que se sabe, recebeu o encargo de o ouvir.

Repito que, por força de relações profissionais, conheci Lúcio Tomé Feteira, a sua filha Olímpia e a falecida Rosalina Ribeiro e, por maioria de razão, estou empenhado em conhecer a verdade. O que se passa, afinal, com Duarte Lima em relação a este caso? A entrevista proporcionada por Judite de Sousa, na RTP1, nada me esclareceu e as notícias em catadupa confundem-me. Julgo, pois, justificado o interesse em saber o que se passou e o que está a passar-se.

Teresa Lewis é a 5ª executada nos últimos 14 dias nos Estados Unidos

Calendário das execuções nos EUA até ao fim do ano

Teresa Lewis foi executada ontem na Virginia. Com um QI baixíssimo, muito próximo do retardamento intelectual, dependente de drogas, viu os dois homens que a seu mando mataram o marido serem punidos com prisão perpétua, apesar de ter sido ela a conduzir a Polícia aos autores materiais do crime. Ficou provado que estava drogada na altura do crime e que não foi ela que o planeou.
Para Teresa Lewis, a primeira mulher a ser condenada naquele Estado desde 1912 e a quinta vítima da pena de morte nos Estados Unidos nos últimos 14 dias, não houve manifestações nem hipócritas vozes de protesto, que deviam corar de vergonha de cada vez que abrissem a boca para falar de Sakineh (cale-se de vez, pode ser?)
Entretanto, nos Estados Unidos, estão marcadas mais 10 execuções até ao dia 7 de Dezembro. A partir daí as execuções são interrompidas. Para as férias de Natal.

menos despesa, menos estado, nada de obras públicas

Berram desalmadamente tantos ex-ministros contra a despesa pública, pregando o FMIcalipse, do Carreira ao Salgueiro passando por tanto outro,  mas não ouço a avisada voz de Joaquim Ferreira do Amaral:

IX Governo Constitucional, Ministro do Comércio e Turismo; XI Governo Constitucional: Ministro do Comércio e Turismo, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações; XII Governo Constitucional, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações donde seguiu para a Lusoponte (concessionária eterna de todas as travessias da foz do Tejo), ou as ideias combativas de Jorge Coelho:

jorge coelhoXIII Governo Constitucional, Ministro Adjunto, Ministro da Administração Interna,  Ministro do Equipamento Social e que ainda ganha a vida na Mota Engil.

Há mais, mas estes dois já valia a pena.

Mira Amaral – um homem sem vergonha

Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: “a economia portuguesa não aguenta mais impostos”. Ao estilo de sábio membro do ‘Conselho de Anciãos’, a ilustre figura avisa: “é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa…”. O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PSD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.

De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia. Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90. No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18.000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, Eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos. Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.

Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino corrupto de Angola. Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250.000 euros anuais de uma instituição pública, perdeu a moral – e igualmente a vergonha – para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas. Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!

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