O espião que veio do banco

O presidente do BCP queria ganhar umas massas no Irão, mas ao mesmo tempo violar o segredo bancário espiando para os Estados Unidos.

Obrigado wikileaks. Assim vemos a fibra dos nossos banqueiros.

Wikileaks: EUA agradecem a Sócrates a utilização da Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo

La Embajada de EE UU describe a Sócrates como un político “carismático”, un “eficaz pragmatista” y un líder “tozudo”, que se “resiste a tomar medidas que parezcan una cesión a la presión de la opinión pública”. Los diplomáticos agradecen a Sócrates haber “permitido a EE UU usar la base de Lajes en las Azores para repatriar a detenidos de Guantánamo”, “una decisión difícil que nunca se hizo pública”, señala un despacho de septiembre de 2007.

Para quem não percebe espanhol: os Estados Unidos agradecem a José Sócrates por ter permitido utilizar a Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo. Algo que até hoje nunca tinha sido tornado público.

Ainda não é desta que se demite?

A árvore de Natal em tempos de crise

a árvore natal em tempos de crise

O Wikileaks e a máfia nórdica

21 de Junho de 1994. Jan Fredrik Wiborg, um engenheiro civil norueguês, cai da janela de um hotel em Copenhaga e morre. As circunstâncias do acidente nunca foram apuradas, mas o suicídio/acidente passou a ser a explicação oficial. Na altura da morte, Wiborg tinha consigo uma pasta de documentos comprometedores para o Governo norueguês, documentos esses que provavam a falsificação de informações na escolha da localização do novo Aeroporto de Oslo. A pasta desapareceu e Gardermoen acabou por ser a localização escolhida em detrimento de Hurum.

Os jornalista noruegueses Paul Enghaug, Wenche Harbo, John Hultgren e Alf Endre Magnussen iniciaram então uma profunda investigação sobre o caso, publicando como resultado dessa investigação, no jornal Aftenposten, o extenso artigo «Wiborg e as previsões meteorológicos para Gardermoen. Duas histórias sobre o novo aeroporto», que viria a vencer o SKUP Award em 1999.

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A não perder:

A revista TimeOut Porto é um sucesso. Este último número dedicado ao Natal no Porto é excepcional.

Um merecido sucesso. Não é apenas o único guia de tudo o que se passa no Porto e arredores. É, sobretudo, o melhor. Muito bem feito. Uma apresentação excelente (as capas são do melhor) e muito original. Sempre com boas ideias e um retrato fiel de um novo Porto que está a crescer.

A TimeOut Porto já se tornou indispensável para todos nós, portuenses e para quem nos visita. Os meus sinceros parabéns aos responsáveis por este fantástico trabalho.

À atenção dos responsáveis pelos exames nacionais

Agora que querem meter os professores a fazer trabalho extraordinário à borla, não seria altura de pouparem os professores do ensino privado a esse sacrifício?

Eu explico porquê. Em primeiro lugar não passa pela cabeça de ninguém que funcionários de uma empresa privada façam um trabalho que compete única exclusivamente ao estado. É o mesmo que pôr empresas de segurança a fazer trabalho da polícia. Já os alunos do privado não terem de ir fazer o seu exame a uma pública é perigoso, e por alguma razão nem sempre foi assim.

Depois tenho uma pequena experiência. Quando fui corrector pela primeira vez de acordo com as modernices actuais das grelhas supostamente mais objectivas e das aferições dos critérios trabalhadas em grupo, dois colegas dentro do assunto explicaram-me os novos procedimentos e no final avisaram-me:

- E nas reuniões de aferição vais ver como está sempre alguém de um colégio e como avalia sempre por baixo. [Ler mais ...]

O Baú das Músicas Portuguesas – VIII

Foi um fenómeno breve, mas contribuiu decisivamente para a renovação da música portuguesa e talvez até das mentalidades. Chamaram-lhe punk português. Faíscas, Minas & Armadilhas, Aqui d’el Rock, UHF, abriram um caminho que possibilitou o caldo onde nasceria o dito rock português, uma “new-wave” local em que surgiram nomes como Xutos & Pontapés, Corpo Diplomático (ex-Faíscas, mais tarde Heróis do Mar e depois Madredeus, com algumas cisões pelo meio) e até Rui Veloso. Estava-se em 1978.

O homem mais importante do planeta

homem_misterio

Hoje bateram à minha porta. Queriam falar do ‘homem mais importante do planeta’. Não especificaram de quem estavam a falar. Como tenho noção de que ‘o homem mais importante do planeta’ varia de pessoa para pessoa, achei que não eram merecedores da minha atenção.

João Marcelino entrevista José Sócrates na TSF

Quando José Sócrates entrou para o gabinete onde geralmente reune com a imprensa, já o Director do DN e entrevistador da TSF, José Marcelino, o esperava. Vestira o seu melhor fato para a ocasião, comprado de propósito na melhor loja de Manhattan.
- Boa tarde, sr. Director – disse o primeiro-ministro.
- Muito boa tarde, sr. primeiro-ministro -João Marcelino levantou-se atarantado para cumprimentar o primeiro-ministro, mas logo se pôs na posição original. Atabalhoado, deitara abaixo um pass-partout com a foto de um projecto que José Sócrates acarinhava especialmente, o da moradia de Valhelhas, dos tempos em que era técnico na Câmara da Covilhã.
- Peço desculpa, sr. primeiro-ministro.
José Sócrates dirigiu-se ao seu lugar e, sem querer, calcou João Marcelino enquanto passava por ele.
- Peço muita desculpa, sr. primeiro-ministro.
Sem tempo para conversas de circunstância, José Sócrates foi directo ao assunto:
- Sr. Director, não sei se o nosso amigo Joaquim falou consigo… [Ler mais ...]