Estado a mais, economia a menos


-Não será esta a única razão pelo estado calamitoso a que Portugal chegou, mas a prática é conhecida por todos, nos períodos imediatamente anteriores a eleições os governos dão emprego a parte da rapaziada nas empresas públicas, após as mesmas, durante o tempo que permanecem em gestão, colocam mais uns quantos na Administração Pública, basta fazer um levantamento nos Diários da República durante esse período, para se constatar que a prática não é exclusiva de um partido apenas. Nas autarquias, embora a menor escala, sucede exactamente o mesmo nas empresas municipais. Aos boys and girls titulares de cartão partidário, emprego nunca falta, ao contrário do dinheiro no bolso do contribuinte, cada vez mais insuficiente para custear tanto parasitismo. Irra, que isto é Estado a mais.

Comments

  1. Não. Se abusam da justiça a culpa é da justiça? Se abusam da educação a culpa é da educação? Se abusam dos Estado a culpa é do Estado?

    Já pensaste que a culpa é de quem abusa e não da vitima?

    • António de Almeida diz:

      Quanto maior o peso do Estado, maior a tentação, pois existirá mais dinheiro. O resultado está à vista. Não penses que é um exclusivo da Democracia, nos regimes totalitários ainda é pior, Portugal foi disso um triste exemplo, durante o Estado Novo.

  2. Fernando Nabais diz:

    O principal problema do Estado é a corrupção legal praticada pelos membros do arco PS-PSD-CDS, com destaque para os dois primeiros, evidentemente. O que se deseja, então, é que esse problema da corrupção seja combatido, para se descobrir qual deve ser o exacto tamanho do Estado. A expressão “Estado a mais” é, demasiadas vezes, usada por muitos que querem viver sem a mínima fiscalização (não estou a afirmar que é o teu caso), confiando absolutamente em mercados desregulados, cuja regulação, na realidade, é feita por muitos desses corruptos legais. Ou seja, se concordo, no essencial, com a crítica que fazes, parece-me o problema não está no Estado a mais, mas no excesso de boys, essa espécie de lípidos sociais.

    • António de Almeida diz:

      Quanto maior o Estado, mais pessoas necessita para funcionar. O ideal é reduzir o seu tamanho ao mínimo indispensável, provavelmente aqui estaremos em desacordo. Voltamos a concordar na fiscalização, eu defendo que um Estado mínimo tem de ser eficaz, o seu papel é regulador e fiscalizador, mas não deve actuar, um bom árbitro deixa jogar, mas quando tem de actuar, pune exemplarmente se necessário. Em Portugal o drama, é que temos uma mistura de sistemas, reunindo o pior de todos, em proveito dos partidos. Atenção que a nível autárquico o PCP não fica isento, mas sim, tem muito menor responsabilidade que os dois partidos do centrão, o CDS nem a nível autárquico, vai obtendo umas migalhas e de tempos a tempos, lá consegue chegar à mesa do banquete…

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