A Escola Pública do camarada Belmiro

A 8 de Dezembro escrevi aqui no Aventar que eles “andem por aí” – Sócrates e seus amigos tinham avançado pela sala de aula dentro. Via orçamento, o Governo queria:
a) extinguir a área curricular não disciplinar de área de projecto;
b) extinguir a área curricular não disciplinar de estudo acompanhado;
c) acabar com o par pedagógico de E.V.T. (eram dois professores, passa a ser só um).

Um pouco depois argumentei sobre cada uma delas: área de projecto, estudo acompanhado.

E os pontos poderiam continuar porque a trapalhada do ME foi das grandes. Ali na escola havia uma discussão em cima da mesa: inglês ou história? Quem deve ficar com um tempo? Imaginem só que já há textos escritos a defender uma coisa e outra como se a Escola Pública fosse isto, uma mera contabilidade de mais para ti ou menos para mim…

É por isso que o camarada Belmiro avança com toda a confiança para o MERCADO da Educação!

Homens da Luta: O vídeo da vitória e a letra de um Hino Político para toda a Europa

 

«A luta continua quando o povo sai à rua!»

É uma verdadeira canção de intervenção dirigida aos portugueses e a todos os europeus, com todos os ingredientes das «velhas» músicas de intervenção do 25 de Abril. Aqueles que foram detidos e agredidos durante um comício de José Sócrates levantam mais uma vez a voz. Contra a reacção, contra o capital. Pela luta.
Na Alemanha da Sr.ª Merkl, os Homens da Luta vão dar nas vistas. E não sei se não estaremos perante um fenómeno à escala europeia. Pois é, a luta continua e de onde menos se esperava.
«Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção»

HOMENS DA LUTA – A LUTA É ALEGRIA

«Por vezes dás contigo desanimado
Por vezes dás contigo a desconfiar
Por vezes dás contigo sobressaltado
Por vezes dás contigo a desesperar

De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar [Ler mais ...]

Vento preso à cidade

(adão cruz)
A noite passou já as estrelas se apagaram novo sol não tarda já doura o fio dos montes e o fantasma é um lençol no meio do chão porque eu sou o vencedor de todos os fantasmas.

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Dicionário do futebolês – falhou o remate

Chamar remate a um pontapé terá nascido de uma impropriedade vocabular, uma vez que, na realidade, remate significa fim e o fim do futebol não é rematar, é introduzir a bola na baliza adversária. O remate impropriamente dito é, apenas, uma das várias maneiras de contribuir para o remate de uma jogada.

Quando a bola não vai no sentido da baliza ou é cortada por um defesa, os comentadores dizem que se trata de uma “tentativa de remate”, o que os coloca na dupla situação de terem razão sem saber e de não terem razão, sabendo.

Na realidade, os comentadores não associam remate ao significado original da palavra. Se assim fosse, qualquer pontapé com o objectivo de atingir a baliza seria, efectivamente, uma tentativa de remate, sendo que o remate desejado de qualquer jogada é o golo.

A verdade é que remate se transformou, há muito, em pontapé na bola com o objectivo de entrar na baliza adversária. Ora, sendo assim, se um jogador acerta na bola com a intenção de atingir a baliza, houve remate. Se a bola foi ou não na direcção da baliza, é outra história.

Se um pontapé na bola é sempre um remate, vá ou não na direcção da baliza, não faz sentido chamar tentativa de remate àquilo que é, efectivamente, um remate. Seria o mesmo que chamar tentativa de murro a um murro que, por acaso, não esmurrasse devidamente.

Uma tentativa de remate deveria ser, quando muito, o chamado “pontapé na atmosfera”, algo correspondente a um dos gestos mais ridículos que podem acontecer a qualquer praticante e que consiste no momento em que o futebolista acerta com toda a força no ar, quando o objectivo era acertar na bola. Na minha juventude, o comentário habitual a este gesto era o humilhante “Amanhã, vai chover.”, num exercício de humor que fazia antever consequências meteorológicas na falta de jeito de tanto pontapé incompetente.

 

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Hoje no Correio da Manhã:

País à Rasca

Esta semana vão sair á rua manifestações da ‘Geração à Rasca’, uma designação que deriva de um título do jornal Público, publicado há mais ou menos uma década, ‘Geração Rasca’. Essa geração terá hoje trinta e cinco, quarenta anos, está hoje no poder. No poder que dirige as escolas, as empresas,autarquias, tribunais,está significativamente representada na Assembleia da República, no Governo.

O título então publicado foi, no meu entender, mais uma provocação para discutir problemas sérios da juventude do que uma tentativa de ofensa. E na verdade, pese os ofendidos beatos do costume, valeu uma discussão rija e séria sobre os destinos da escola e do país. Agora chega-nos a ‘Geração à Rasca’ que se manifesta pedindo a demissão de toda a ‘classe política’. Toda! Jerónimo de Sousa já informou que o seu partido vai integrar a manifestação, pois o PCP, na sua indumentária CDU, considera-se fora da classe política e adora ser o Pôncio Pilatos, que lava as mãos, em todas as crises. A verdade é que a sua força destrutiva, voraz na defesa de privilégios, defensor maior da preguiça e da inutilidade daqueles que em nome dos trabalhadores os vão iludindo com cânticos às injustiças dos outros é um dos principais responsáveis por esta ‘geração que está à rasca’ e por este ‘Pais á rasca’. É fácil, hipócrita, e de um cinismo enervante, vê-los, tal como o ver o Bloco apostar tudo na crítica ao governo e aos partidos que foram governo. Quantos milhões não custam ao país, e a milhares de famílias, a alegre sucessão de greves nos transportes falidos que esta gente tem provocado? Mas acham que não. [Ler mais ...]

Ramal de Montemor

De Torre da Gadanha a Montemor-o-Novo veio o comboio em 1909; a Coruche ou Ponte de Sor nunca haveria de chegar.