Eles mataram o Sinaleiro

Eu estava sossegado no meu cantinho, dedicado ao meu Sinaleiro da Areosa, assim uma coisa caseirita sem fazer grandes ondas. Até ao dia.

O Zé Freitas, esse “ganda maluco” desafiou-me a aventar pela blogocoisa. Um blogue novo e tal e um tal de Ricardo que jurava vir a ter resmas de clientela e mais uns malucos e não sei quê. Pois. No que me meti…

Quando dei por ela já estava com as pernas debaixo da mesa em Coimbra e mais tarde recebi este “bando” lá nas profundezas do Douro. Dois anos e um milhão de doidos depois, aqui estamos.

Obrigado, é um prazer andar por aqui!

Dois Anos e Um Milhão

Faz hoje dois anos que o Aventar nasceu e daqui a perto de um mês, os mesmos dois que por aqui ando, cheio de orgulho de pertencer a esta casa, onde espero permanecer muitos mais.

Parabéns Aventar, pelo teu aniversário.

Parabéns Aventar porque a par dos teus dois aninhos, também conseguiste atingir o milhão de visitantes, que era coisa impensável quando nasceste.

Parabéns Aventadores, pela qualidade que fez trazer tanta gente para nos ler.

Milhões… faltam 5 milhões

Escrever. Escrever sobre tudo e sobre nada. Escrever sobre Educação, sobre a Escola, sobre Professores.

Escrever sobre Futebol, sobre a bola, sobre o GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA!

Escrever sobre os partidos, sobre a Esquerda.

Escrever sobre os que trabalham, sobre os sindicatos.

Lembrei os amigos que partiram

E com eles bem presentes quero continuar até aos 6 milhões!

 

Dois anos a ventar

Não sou homem de olhar para o umbigo mas, vá lá, o Aventar faz dois anos. E chegou ao milhão de visitantes. Não é todos os dias que um blogue colectivo feito por um grupo de anónimos sem fama e sem proveito faz dois anos e atinge um milhão de visitantes. E não, não houve cá tangas de adulterar os números. Foi trabalho honesto, embora não remunerado e sem qualquer regalia social.

É evidente que não me lembro como se fosse ontem da forma como o convite me chegou. Sei que chegou por email. O Ricardo Santo Pinto sabia que eu tinha um blogue pessoal, disseram-lhe que sabia uns toques em WordPress e se não estava interessado em participar e fazer um blogue colectivo com mais umas pessoas que não conhecia de parte alguma e que, em pouco tempo, chegaria às 2000 visitas por dia. Está a delirar, pensei. Se for ao fim do segundo ano já é uma sorte, pensei. Aceitei.

Fez-se o registo do domínio, a primeira instalação, os primeiros problemas, houve momentos bons outros menos, algumas preocupações e, dois anos depois, aqui está o Aventar, por norma bem acima das 2000 visitas por dia.

Hoje, aqueles que fizeram e fazem o Aventar estão de parabéns.

Islândia: Acordo ou Não Acordo?

A Islândia vai realizar um referendo a 09 de abril para votar um plano de reescalonamento de 4,2 bilhões de dólares, uma posição contestada pelos governos da Grã-Bretanha e Holanda. O presidente da Islândia, Ólafur Ragnar Grímsson desencadeou a votação no mês passado após vetar um plano revisto para pagar a dívida em dinheiro depois do colapso do Landsbanki, um banco islandês privado, e do seu banco online, Icesave, que oferecia aos seus clientes condições de depósito de elevado rendimento.

Em 09 de outubro de 2008, o chanceler britânico do Tesouro, Alistair Darling, utilizou leis anti-terroristas para assumir o controlo dos activos detidos na Grã-Bretanha pelo banco islandês. Alistair entrou em cena para proteger os depósitos feitos por residentes no Reino Unido no Landsbanki com sede em Reikiavik, que o governo da Islândia tinha nacionalizado no dia anterior. O governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown decidiu utilizar as leis anti-terroristas não apenas contra o banco privado, mas também, em certa medida, contra toda a economia da Islândia, com consequências desastrosas para as importações, exportações, operações bancárias, empresas e particulares. Foi o terrorismo económico no seu pior, resultando no total colapso da economia islandesa.

A Islândia é uma pequena ilha-nação do Atlântico Norte, desmilitarizada, e um dos membros fundadores da NATO, juntamente com os Estados Unidos da América, Reino Unido, Holanda e outros. Apenas este acto por si só, a imposição de regras anti-terrorismo a um membro NATO, é um truque sujo que tem de ter consequências. Não há dúvida de que, pelas suas acções, o governo britânico afastou a responsabilidade do governo islandês pelo Landsbanki , pelo seu banco online Icesave e seus regimes de poupança. O governo britânico fechou o banco e tomou a responsabilidade de reembolsar os depositantes na íntegra.

Porque pede agora o governo britânico um pagamento aos contribuintes islandeses pelas suas próprias políticas arrogantes? Da mesma forma, não devem os holandeses, que têm um problema semelhante ao Icesave, decorrente da aplicação da lei anti-terrorismo britânica, pedir o reembolso das suas perdas no “Icesave” inglês?

É ilegal na União Europeia assegurar as obrigações dos bancos privados por parte dos governos. É contra os princípios da União Europeia subsidiar empresas privadas, portanto o governo islandês estaria infringindo a lei ao concordar em pagar, com dinheiro dos contribuintes, essa reivindicação britânica. A massa falida da Landsbanki deve ser responsável por esse pagamento, não o povo islandês. É também uma violação do artigo 40 da Constituição da Islândia o parlamento islandês endividar os seus cidadãos numa forma que pode comprometer o futuro financeiro das gerações vindouras.

Seria uma espécie de “justiça poética” se a nação islandesa dissesse “NÃO” ao “Acordo Icesave” no referendo. Este seria um passo em frente na direcção da cura do contribuinte médio para o longo problema que enfrenta. “NÃO” é uma palavra de três letras mas, neste caso, é uma resposta curta e doce para as questões mais frequentes sobre o que é “risco moral”.

Texto de Gudmundur Franklin Jónsson, cidadão islandês publicado em The Reykjavík Grapevine

999,999 e um chinês

Hoje o Aventar faz anos e, cereja (sem caroço) no topo do bolo, fez o primeiro milhão de visitas. Mérito dos leitores, claro, que cá passam.

Mas de parabéns estão também os autores do Aventar que, seguindo as melhores estratégias desportivas, conseguiram cá fazer chegar o leitor chinês. Esse mesmo que nos fez saltar do número redondo composto pelos seis noves para o clube do número um seguido de um número de zeros bem superior a número de dígitos da minha conta bancária (mas com vasto espaço de crescimento de visitas até que se chegue à ordem de grandeza de outras contas bancárias de varas e de ruipedros).

Mas essa visita do leitor chinês é muito mais do que o incremento unitário no sitemeter. É uma potenciação de visitas trazidas em charters de referenciações, lotes de quinhentos visitantes de cada vez, a deixarem notas em forma de comentários nos posts e a usarem serviços como o Twitter e o Facebook, que acabam por dar ao Aventar comissões de visitas. É todo um mundo que se abre. Hajam dígitos.

Paulo Futre apresenta o seu projecto (por Rui Unas)

Islândia: Taxas de câmbio da coroa islandesa refletem a recuperação da economia nacional

clip_image001Escrito por Tom Cleveland, analista de mercado de câmbio
Publicado a 27 de Março de 2011 no site  www.icenews.is

Enquanto que o maior evento da última década no mercado cambial foi, certamente, a bem sucedida introdução do euro, muitos poderão ter negligenciado os resultados das mais nórdicas moedas da “coroa”, pertencentes aos países escandinavos e à República da Islândia. Cada uma delas consegui bem manter-se em linha com o sucesso do euro, mas a disrupção e a divergência marcaram o caminho destas moedas depois da crise económica global de 2008. A Islândia, fortemente atingida, impôs mecanismos modificados de controlo da moeda para evitar a retirada imediata das verbas de investimento em moeda estrangeira, mas as condições actuais parecem ser suficiente favoráveis para que se considere terminá-las de forma progressiva.

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O Aventar faz anos e tem 1 milhão de visitas, tudo no mesmo dia

Passavam 5 minutos da meia-noite quando, a 30 de Março de 2009, publicámos o nosso primeiro poste. Hoje mesmo, 9.771 postes depois, ao assinalarmos o nosso segundo aniversário, recebemos também o nosso visitante 1 milhão, numa daquelas coincidências que há quem jure não haver. Estamos em festa por dois motivos, portanto, e com vontade de continuar.

Que não nos faltem os leitores, aguentem-se os servidores (já “rebentámos” alguns), nós vamos em frente como somos desde o início: um blogue activo e plural.

SOS, Contra a proibição das Sementes Livres

Ontem a minha caixa de correio foi inundada com vários mails sobre a questão das sementes. Aqui ficam os mais importantes sobre este escândalo gravíssimo e verdadeiramente anti-natural, já que as sementes são património de todos, apuradas por gerações e gerações de seres humanos.

Indignem-se, divulguem pelas redes  sociais, assinem as petições e apelem a terceiros que as assinem. Já chega de empobrecer o património coletivo. Basta.

*

Em 2011 a Comissão Europeia vai propor novas regras relativas à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. Esta lei irá impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas.

Este assunto é gravíssimo e põe em causa a nossa soberania alimentar…

Dou um exemplo muito concreto… vai passar a ser ilegal, o ‘Ti Ferreira guardar as sementes de uma abóbora para semear no ano seguinte… [Ler mais ...]

Dos rebuçados para a gasolina

Ah, ainda me lembro desses tempos de humildade, em que passávamos a fronteira para comprar rebuçados, chocolates e bacalhau. Do outro lado era mais barato. A peseta estava com um câmbio a jeito e o passeio servia de argumento. Outros tempos.

Hoje, não há peseta nem escudo. Já não vamos ao bacalhau. Nem consta que aos rebuçados ou chocolates. Vamos ao combustível.

Não fosse tão longe e frio e valeria a pena fazer formação profissional, tipo novas oportunidades, na Islândia.

Vida de cravo

cravos 25 abril

Cerimónia do 25 de Abril cancelada no Parlamento

Ângelo de Sousa – 1938-2011

Ângelo de Sousa/ sem título, 2009 / acrílico sobre tela 150×115 cm.


 

Ângelo de Sousa em “Tudo o que sou capaz”


Shunga 春画

 

Shunga Escola Utagawa

春画 ou Shunga é a designação dada à arte Erótica Japonesa. Em tempos shunga, estes que estamos a vivenciar, a assistir embasbacados, incrédulos – pior: desarmados – com o que se está a passar com Portugal, é uma benesse ter esta alternativa Shunga Japonesa para irmos entretendo o olhar, pois já nada nos sobra. Já nada sobra de Portugal no estertor deste gozo Europeu.

(Sim. Estou F-de-Decepcionada).

PS.: 春画 ou Shunga também significa Imagem de Primavera. Podem explorar mais Imagens da Primavera no F-Se! , especial destaque para o Kitagawa Utamaro.

PS2: Parabéns Aventar! Obrigada! Esta é a minha Shunga Prenda.

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