Os três tristes e os Homens da Luta


- Não é uma canção para representar Portugal na Eurovisão – afirma o Calvário.

- A RTP devia “enviar canções com um cariz mais étnico” – tossica o Cid.

- Onde é que estão os poetas e os músicos do meu país? – pergunta a Oliveira, Simone.

Não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir. Três representantes do nacional-cançonetismo* (enfim, o José Cid nem tanto) aflitos só pode ser bom sinal. A Luta é Alegria. No ano de Portugal na UEFA, vamos ver se a inteligência repete o feito na Eurovisão.

Circo já temos, e pão não vai haver. Siga para bingo.

* Nacional-cançonetismo, expressão consagrada na década de 70 para designar o que hoje chamamos pimba.

6 pensamentos em “Os três tristes e os Homens da Luta

  1. Apesar de Oliveira rimar com Carreira só por ignorância se pode comparar a Simone com o Tony.

  2. Não é por ter cantado 2 ou 3 poetas que a Simone se livra de ter sido a rival da Madalena Iglésias (que por acaso até cantava melhor, embora normalmente as cantigas fossem mais fraquinhas).

  3. Só por desconhecimento ou desatenção se pode afirmar que o “nacional-cançonetismo” é o equivalente actual da música pimba.
    “Nacional-cançonetismo” era sobretudo um tipo de música ligeira mais popular e neutra por oposição a um tipo de ‘música de intervenção’ política.
    Comparar Simone de Oliveira a José Cid ou mesmo Tonicha a Emanuel e Toy revela que não se conhece o panorama musical português daquele tempo.
    Dizer que a música dos “homens da luta” é música, bom, há gostos para tudo. E se quiserem levar aquilo ao Festival da Eurovisão levem talvez seja a ‘música’ adequada para exportrar e mostrar à Europa e ao Mundo uma parte da ‘play lis’t dos gostos dos “pedintes europeus”.

  4. Música ligeira? pois pois, j. pimenta.
    Música mais popular e neutra? A única que podia passar na rádio tinha que ser popular.
    Ou mesmo a execrável Tonicha do zumbanuncaneco?
    Zumba.

  5. Pois arrisco-me a dizer que nada me admiraria se este ano a RTP ganhasse a coisa. São diferentes, farto-me de rir e está tudo profissionalmente estudado, desde o cabelo a dar um ar de oleoso, até às roupas dos anos 70, etc. Muito bom.

  6. Pingback: Festival da Eurovisão: O dia em que a Europa fica maior | cinco dias

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