A Justiça para os portugueses é sinónimo de alcançar o veridicto que os “populares” querem. E enquanto assim for continuaremos a ser um país de terceiro mundo. Com crise ou sem crise, a verdade é inegável: no fim de tudo, o que faz um país não é o terreno, não é o clima, não é a História. O que faz um país é a sua população, são as pessoas. No nosso caso, são os portugueses. E os portugueses à porta do tribunal da Lousada o que estão realmente a pedir, embora provavelmente não o saibam, é o regresso da Inquisição. O Cardeal D. Henrique ficaria orgulhoso. Orgulhoso. E não me venham falar de emoções. Como dizia a Margaret Thatcher no filme, as pessoas sentem demais. Hoje em dia, só se sente, só os sentimentos interessam. Pensem mais. E pensam mais pela cabeça e menos pelo que dizem na televisão.
veridicto? veredicto? veredito….
O cardeal e último rey da monarquia ante-filipina era um gaijo pragmático e nada dado a excessos de fé…logo
quanto ´à justice putocalense é lenta dá veredictos (ou veri dictus) a quem consegue pagar por eles
a inquisição tinha procedimentos legais ….os linchamentos nã
Não devemos pôr de parte a intelegencia emocional, o racionalismo despojado de emocionalidade, fica a perder. O problema de base, é a lentidão da Justiça, a titulo de exemplo olhemos para os nossos vizinhos Espanhóis, a mãos com um caso de tráfico de droga de uma figura mediática Portuguêsa, em QUINZE DIAS, formaram culpa e trânsitaram em julgado.Quinze dias, não quinze meses! E não é de criticar a postura do “Zé Povinho” porque , se de emoções falamos então o Povo Português é o melhor dos Povos, ou duvidam que as coisas em frente ao tribunal da Lousada, noutro pais, teriam sido tão pacificas?
intel e gencia…..a inteligência emocional é jargão psico-pedagógico
na emoção esvai-se a razão
Parece-me que a autora errou no veredicto: o tribunal não fez a vontade aos “populares”. Mas, a julgar por algumas decisões judiciais, a justiça ficaria a ganhar com o veredicto popular. Parece-me excessivo comparar o legítimo anseio da população por justiça – que, de resto, só por exclusiva inépcia (ou algo mais grave!) da maioria dos magistrados não consegue convencer ninguém da sua eficiência e isenção – com a inquisição. E, cara Daniela, embora enfermando de muitos defeitos – de resto como qualquer outro povo – a nossa gente tem algum sentido de justiça e equidade que parece faltar aos profissionais da beca. E são algumas decisões destes que conferem ao país a “honrosa” classificação de terceiro mundista. Isso e alguma legislação mais preocupada com a defesa dos criminosos do que com a protecção das pessoas de bem.
A autora do texto perdeu uma boa oportunidade de estar calada.
Maria, não vejo como. Estou a escrever não a falar. E para a próxima pelo menos dê-se ao trabalho de pensar um bocadinho e escrever um comentário construtivo porque esse tipo de observações não dignificam em nada a sua inteligência.