A diferença



Cavaco Silva está de visita a um país recentemente independente pela força e vontade do seu povo. Um país que Portugal abandonou aos invasores. Em Timor faltam estradas, casas, empregos, hospitais e medicamentos, comida, sapatos e roupa para os seus habitantes. Timor possui um Fundo do Petróleo, um “pé de meia” precioso para o desenvolvimento.
Oficialmente, o cavalheiro 23%, consumidor de dezassete milhões e quinhentos mil Euros anuais – fora os “outros comensais” na retraite e o resto que não sabemos -, decidiu-se a uma visita de cortesia para saudar o novo Presidente da República de Timor-Leste, Sua Excelência Matan Ruak, herói da libertação nacional. Essa é a desculpa oficial para a ausência, mas certa, certa, foi a sugestão a tresandar a pedinchisse que me deixou vermelho de vergonha. Como se atreve a fazê-lo, quando foi ele próprio que não soube administrar o equivalente a dezenas de frotas de naus carregadas de pimenta, charões, lacas e porcelanas da China e ouro e diamantes do Brasil, desta vez sob a forma de Fundos da antiga CEE?
O video mostra toda a diferença. Imagens como estas jamais serão vistas em Portugal, nem que vão até Plutão arrebanhar todos os Cavacos, Sampaios, Soares, Tomases, Carmonas, Craveiros Lopes, Bernardinos e Almeidas que encontrarem. Nunca! Realmente, os poderes fécticos não são, nem podem ser eleitos. Basta de camarilhas.

Comments

  1. palavrossavrvs says:

    Absolutamente afectivo, congregador, tocante. É realmente a diferença que faz a diferença. Lá chegaremos com a Razão e a Verdade que nos assiste.

  2. Tanta conversa tinha por objectivo afinal apenas defender a forma mais antiga de fascismo, a monarquia?
    Vá-se catar!

  3. José Luís Graça says:

    Que a chefia do Estado seja hereditária é coisa que não me passa pela cabeça aceitar. Se assim fosse, após o reinado de Mário Soares, lá teríamos que gramar o filho a reinar… connosco. Tal como aturamos aquela nulidade chamada Luís I, (era pior do que o Cavaco) após a morte, lamentável, de Pedro V.
    Quanto ao exemplo acima, a arrogância da Dona Elizabete (lembra-se daquele nojo de postura de nariz levantado e olhar de soslaio diante do Obama, homem que vale mil vezes mais do que ela?) é um bom argumento, entre milhares de outros, contra a monarquia.

  4. Zuruspa says:

    Essa versäo está muito parada. bem melhor esta:

    O ditador hereditário do Bahrein, o tal que manda matar os seus súbditos, foi convidado de honra do jantar dos 60 anos de poleiro da Isabel 2. E estavam lá mais uns poucos de ditadores sanguinários.
    Tudo bons rapazes.

  5. Nuno Castelo-Branco says:

    Caro Zuruspa, tb gosto dessa versão dos Queen (a outra é má “música” e demasiado ruidosa para meu gosto, com uma letra imbecil, sem nexo e apenas possivel num país democrático como o R.U.), dela me recordo muito bem. Bons tempos! Quanto aos convites para Buckingham, enderece os seus protestos à Downing Street nº 10, pois são lá feitas as marcações dos banquetes oficiais a que a Rainha tem de presidir. Até Brezhnev, Tito e Ceausescu lá estiveram, calcule lá…

    Caro José Luís Graça, comparar um homem perfeitamente educado e de leitura como D. Luís, com Cavaco Silva, é mesmo a originalidade do dia. D. Luís foi um perfeito monarca constitucional numa época em que metade da Europa era autocrática e a república francesa a balbúrdia que decerto o JLG sabe. Manteve Fontes enquanto as eleições assim o permitiram (não era nenhum oportunista imbecil como o bem conhecido Sampas), tudo fez pela abolição – e cheio de orgulho assinou-a – da Pena de Morte que ainda hoje vigora em democracias como os EUA, era um coleccionador, compunha música, conhecia a ópera, a pintura e o teatro. Não o compare com certa gente, é o mínimo que lhe posso pedir. Até lhe afianço mais: se excluirmos Teixeira Gomes, não houve um único PR que em matéria de interesse pela cultura, lhe tenha chegado à unha negra do pé esquerdo!

  6. Zuruspa says:

    Brezhnev, Tito e Ceausescu estiveram lá em jantaradas a celebrar anos redondos da real ditadura isabelina, ou como Chefes de Estado em visita oficial?
    Claro que para quem é desonesto intelectual näo há diferença alguma. Assim como para para eles näo há diferença entre uma URSS e o Bahrain em termos de influência internacional (e capacidade bélica, näo esqueçamos que havia uma coisa chamada Guerra Fria).

  7. Nuno Castelo-Branco says:

    Zuruspa, percebeu muito bem o que acima disse, mas essa de vir com a “ditadura isabelina”, coloca um definitivo ponto final. E vem o Senhor falar de desonestidade intelectual? Com quem é que pensa que está a falar? Fiz a 4ª classe antes de 1974.

    No que se refere ao Bahrein, fique sabendo que o protocolo de Estado é sempre o mesmo e de uma correcção exemplar. A Portugal, por exemplo, são sempre reservadas algumas atenções mais e por razões que talvez não desconheça.

    Ora veja a situação de Isabel II ter de sentar à sua mesa, sucessores de gente que colaborou no assassinato de vários membros da sua família. Poderá dizer que são “ossos do ofício”, mas Brezhnev era o representante máximo desse tipo de “soluções expeditas”. Ou não era?

  8. Zuruspa says:

    Se tivermos em conta a proliferaçäo da Casa de Saxe-Coburg und Gotha temos imensos “sucessores de gente que colaborou no assassinato de vários membros da sua [Isabel 2] família” por toda a Europa. Aliás, a I Guerra Mundial foi uma grande guerra entre primos (os primos inglês e russo contra o primo dos dois alemäo), ou está esquecido? Essa näo pega nem com cuspo. O certo é que a Isabel 2 nunca se chateou muito com as ditaduras, tanto que veio cá visitar o burgo a meio de uma. Ah, era por causa do Tratado de Windsor, do qual se celebraram 600 anos só em 1986? É que näo dei por ela cá ter vindo nessa altura…

    O Brezhnev, além de líder de uma superpotência semi-hostil, era também o representante máximo de um dos aliados do Reino Unido na II Guerra Mundial. Ah, pormenores, o que interessa é que 20 anos antes limparam o sebo a um tirano que resolveu pintar as ruas de “Todas as Rússias” em 1905 com o sangue de quem pedia päo porque estava a morrer de fome! Adiante!

    Quanto ao Tito, se é assim täo velho tenha mais respeito por quem conseguiu parar os nazis por tempo suficiente para que chegassem à URSS mais tarde que o previsto, e a meio do Inverno. O resto é História, e é também por isso que näo falamos alemäo. E ao contrário de Brezhnev, Tito esteve sempre envolvido na frente de batalha a dar o litro. Pormenores.

    Acerca da jantarada comemorativa, agora já lhe dá para desculpar a rainha por convidar o tirano bahranita. Pois é, as monarquias estäo a acabar, já há pouca gente por escolher, tudo o que venha à rede é peixe real, näo é verdade?

    Por fim, comparar a posiçäo de Portugal com a do Bahrein… näo sabia que também tinham uma aliança quase milenar também! Estamos sempre a aprender!

  9. Nuno Castelo-Branco says:

    Zuruspa, deixando excentricidades como “limpezas do sebo” por parte de gente que assim o fez a dezenas de milhões dos seus concidadãos, vamos à reposição de factos:
    1. A monarca inglesa representa o Estado, não governa e como acima disse, os convites oficiais são feitos pelo governo eleito pelos britânicos. Pode não gostar da democracia, mas é assim mesmo que funciona. Envio o seu protesto ao Sr. Cameron, pois ele lá saberá quais os negócios que mais convêm ao Estado e empresas do seu país.
    2. O Tratado de Windsor. Realmente, Isabel II esteve em Portugal durante o mandato de Eanes. Marcelo Caetano esteve em Londres em 1972 – a convite do governo britânico – no âmbito das comemorações do VI Centenário do primeiro Tratado de Aliança entre Portugal e a Inglaterra (Tratado de Tagilde). SE é assim tão rigoroso quanto a visitas reais agendadas pelo Premier do R.U., o que dizer então da estadia de Isabel II na URSS onde uma boa parte da família foi dizimada a mando expresso da dupla Lenine-Trotsky? Note que o que durante 70 anos se passou na Rússia, transforma o Portugal repressivo de Salazar – e a Rússia de Nicolau II – numa piadinha de kindergarten. No que respeita à fome, já ouviu falar do genocídio ucraniano nos anos 30, onde milhões morreram à fome por capricho do sr. Estaline? É aborrecido ler isto, mas é a verdade e o PC caseiro sabe-o tão bem quanto eu ou o Zuruspa.
    3. Sr. Tito. Quando da invasão alemã em 1941, quem resistiu foi o governo do Rei Pedro II. Tito era um desconhecido sem poder ou guerrilheiros. Aliás, os alemães nem sequer chegaram à Rússia a “meio do inverno”. Atacaram a 22 Junho de 1941, o avanço foi fulminante e de tal forma avassalador, que apenas a lama de Outono e o “general inverno” impediram a queda de Moscovo e do regime. Ou tem dúvidas quanto a isso? Qualquer historiador militar de segunda categoria está ciente dos factos, apesar de toda heróica abnegação dos russos e ucranianos, capturados na ordem de centenas de milhar a cada batalha travada e sem jamais darem as costas à luta (recomendo vivamente o ponto de vista de Paul Carell e a sua obra Operation Barbarossa).
    4. Quanto ao Bahrein, fica desde já informado de um equívoco seu: o Rei do Bahrein – um pobre diabo se comparado com Saddam, por exemplo – foi ao repasto oficial em Buckingham, mas não àquele dado privadamente pela Rainha e que juntou monarcas de todo o mundo, da Europa ao Japão. Claro que este é um detalhe que não lhe importa minimamente, mas a verdade é essa e bem expressa em revistas da especialidade como a Point de Vue desta semana. Vá lá comprá-la, tem coisas giras.
    5. Um Estado é um Estado, pouco importa a sua dimensão. É a estas normas que obedece o protocolo diplomático. No caso português, dada a Aliança, o caso é diferente, dando oportunidade a alguns “privilégios”. É que para os ingleses a História foi o que foi e respeitam-na.

    6. Nota final: agarre-se bem à sua república portuguesa, pois o seu futuro não parece muito auspicioso. Pode até a dita cuja ser tentada a integrar-se na Monarquia espanhola. É isso que tentamos evitar.

  10. Zuruspa says:

    Enquanto Tito estava no campo de batalha a dar o litro contra os nazis, os fascistas sérvios (tchetniks), e os fascistas croatas (ushtasha), o Pedro 2 estava muito ocupado a resistir… em Londres!

    E qualquer historiador militar de terceira categoria está ciente do facto de que os nazis tiveram de desviar muitas tropas (incluindo divisöes de elite,) para a Frente Jugoslava, a 1.a ofensiva de 7 logo em Setembro de 1941. E isso foi preponderante a médio prazo, porque a resistência foi de tal ordem feroz que os nazis perderam muito mais homens que esperavam, e que já näo puderam chegar a Moscovo ou Estalinegrado. A sorte do pulha Estaline também passou por aí.

  11. Maquiavel says:

    N C-B, você está a tornar-se a cada resposta mais ridículo.
    De uma vez por todas, admita o que é simples: a rainha não deveria convidar ditadores para festas e ponto final. Fica-lhe mal convidá-los, assim como fica pior quem a defende!
    O que me parece é que você desculpa qualquer coisa aos monarcas, mesmo que sejam psicopatas. Será por achar que como eles são ungidos pelo Divino, tudo se lhes desculpa? Ah, pois, mas eu sou homem de pouca fé, sabe, não vou na léria de que “Deus escreve direito por linhas tortas e actua de maneiras misteriosas” nestes casos.

    Esse de “ai mas o ditador do Bahrain não é tão mau como o Saddam, logo não há problema” e resto de raciocínio é tão tuga que até enjoa. Para mim haver ditadores mais sanguinários ainda não desculpam os outros. Ou então vamos desculpar todos porque, afinal, houve o imperador Gengis Khan e ninguém se lhe pode comparar em % de mortandade no total da população mundial, com a breca!!!

  12. Maquiavel says:

    E toca de passar uma esponja sobre as atrocidades cometidas por Nicolau 2 em 1905 e näo só (muitos crentes ortodoxos ainda hoje se opoem à sua santificaçäo por isso mesmo). Claro. Só interessa por quem foi morto. E que era primo dos reis aliado inglês, belga, português, dos reis neutros dinamarquês e sueco, assim como dos reis inimigos alemäo e búlgaro. A casa de Saxe-Coburg & Gotha estava por todo o lado, e dava para todo o lado!

    E o que também sei do pulha Estaline é que o tal “genocídio ucraniano nos anos 30″ näo foi só do povo ucraniano, mas que a fome grassou por toda a URSS a mando dele, näo entendo porque é que os ucranianos se comportam como se fossem as únicas vítimas dessa fome. Ou se calhar até entendo, visto que Bandera (colaboracionista nazi) fez disso cavalo de batalha para recrutar voluntários para o seu “exército nacional ucraniano” e lutar contra a URSS. Fazer-se de únicas vítimas é faltar ao respeito aos outros povos todos da URSS que passaram fome nos anos 30.

  13. Nuno Castelo-Branco says:

    Zuruspa, quem é que disse algo acerca da acção de Tito após a invasão?Apenas escrevi algo quanto à data completamente errada em que colocou a resistência à entrada da Wehrmacht no Reino da Jugoslávia. Quanto a Mihailovic, o “tal fascista” – para os PC todos os que não são obedientes à religião da foice e do martelo, “são” fascistas – , é hoje considerado com um herói nacional na Sérvia, mas Tito, enfim, limita-se a ser uma nostalgia dos Jerónimos lá do sítio. Quanto à chegada dos alemães a Moscovo, estes estiveram a 15 km da Praça Vermelha e os testemunhos das chefias alemãs acerca dos disparates tácticos de Hitler, dizem tudo o que há a dizer. As ordens foram sucessivamente contraditórias, o plano de campanha Barbarossa – avanço rápido até Moscovo, destruindo o exército vermelho através de ataques concêntricos – Brians-Viazma, por exemplo, proporcionou a captura de 600.000 soldados e uma quantidade colossal de equipamento – não seguiu o que fora previsto e nem sequer se contou com o inverno, tal a certeza de Barbarossa estar concluída no início do Outono, apesar da resistência que esperavam e de toda a informação detalhadíssima que o espião Sorge proporcionava em benefício da ordem de batalha gizada pelo Kremlin/Stavka. Note também que os alemães chegaram a Estalinegrado, destruíram a cidade e ocuparam-na em mais de 90%. Mas também decerto não desconhecerá o efeito catastrófico da dispersão de forças numa frente de milhares de Km como a russa. A Alemanha não tinha a capacidade de substituição humana e material para lutar em várias frentes e o Estado Maior disso tinha a perfeita conciência. Ora, o Presidente-Fúhrer Hitler, um iluminado dos esoterismos, tudo julgava possível. Enfim, aqui está um bom exemplo do poder total concentrado num “homem providencial”.

    Maquiavel, chame-me de ridículo quantas vezes quiser, pois isso não altera em nada a verdade: a Rainha Isabel II TEM de receber quem o governo britânico lhe indica e não existe qualquer hipótese de uma negativa. É assim mesmo que funciona o sistema desde a chegada de Guilherme de Orange e mais tarde dos Hanôver, ao trono britânico. Ponto final. O Reino Unido é uma Monarquia constitucional, não se trata da R.P. China, da Coreia do Norte, ou Cuba. Mesmo em relação ao que se passa em França ou nos EUA, o “poder” da Rainha é simbólico, residual e aí está precisamente a sua incontestável força. O 1º ministro detém o poder executivo, não vale a pena tentar tornear a evidência.
    No que respeita a sanguinários, então o que dizer de gente eleita democraticamente e que decide, vimos quase em directo pela TV certos cavalheiros do novo mundo, regozijando-se com assassínios selectivos ou justificando sem um pestanejar de olhos, uma infinidade de atrocidades? Quer alguns nomes? Cá estão: Roosevelt, Kennedy, Johnson, Nixon, Bush I e II “and so on in America”, aos quais poderá acrescentar Giscard, Mitterrand, Chirac. Apenas alguns, mas bem conhecidos e nossos contemporâneos. Digo e repito-o: o Rei do Bahrain tem permitido uma situação absolutamente intolerável, mesmo quando sabe algo acerca da actividade de Teerão na zona, talvez o ponto fundamental de tudo o que na pequena ilha se tem passado. Ou duvida disso? Simplesmente, já deveria ter alterado as regras do jogo, tal como aconteceu na Jordânia e em Marrocos. Mas daí a coloca-lo ao mesmo nível de um Pol Pot., Kim il Sung & filho, Estaline ou a meia dúzia de Ceausescus e as dezenas de Samoras e Hailé Mariams que a URSS plantou em todo o mundo, vai uma grande e descabida distância.

    Quanto aos Saxe-Coburgo, aquilo que o Maquiavel ainda não entendeu, é o facto de na maior parte dos países onde reinava, os ordenamentos políticos obedeceram ao bem conhecido constitucionalismo (Bélgica, Portugal e Grã-Bretanha). O Rei reinava, não governava. Os russos-Romanov (aliás Holstein-Gottorp) são um assunto bem diverso, dadas as especificidades deste país que ainda hoje nos dá uma imagem muito estranha da interpretação putinesca acerca do que deve ser uma democracia. Em suma, a Rússia é um campo fértil para “homens fortes”, sejam eles Pedro o Grande, Alexandre II, Estaline ou até a mulher alemã Catarina II e agora, o bem conhecido Putin e o seu selecto círculo de oligarcas da plutocracia, nados e criados dentro do sistema soviético.
    O Maquiavel argumenta de tal forma que apenas vem confirmar aquilo que tenho dito: não é por qualquer razão familiar que o interesse do Estado se secundariza em relação às ligações pessoais/familiares entre os monarcas reinantes antes de 1914, antes bem pelo contrário. A Rússia pós 1905 caminhava rapidamente para um sistema constitucional, apesar das resistências internas, fossem elas as do nihilismo e proto-comunistas, ou da casta conservadora que ainda era muito poderosa. O primeiro-ministro Stolypin, nomeado após o desastre “Odessa-Potemkin-S.Petersburgo” de 1905 – aliás potenciado pela derrota militar frente ao Japão em Tsushima -, abriu um período de reformas políticas e de grande crescimento económico. Na verdade, a própria Alemanha temeu essa rápida recomposição do tecido social e industrial da Rússia e isto, em paralelo com os interesses britânicos nos mercados extra-europeus e franceses – a vingança pela derrota que lhes foi imposta pelos alemães em 1870 -, tornaram a guerra inevitável e de facto Sarajevo apenas foi o rastilho que todos há muito esperavam. Os próprios EUA desejavam uma Rússia enfraquecida e assim não poderemos estranhar a protecção e calorosa guarida oferecida a Trotsky em solo americano durante a I Guerra Mundial. Financiado por conhecidos nomes do capital, serviu à maravilha o despontar da hegemonia norte-americana no século XX. Mas não estou a dar-lhe novidade alguma, isto toda a gente conhece e até existe uma saturação de informação (não, ao contrário do Avante!-PCP, não acredito na veracidade dos Protocolos dos Sábios do Sião).
    A propósito do genocídio ucraniano, não me subestime dessa forma, apenas lhe citei um exemplo entre muitos outros. O caso ucraniano deu brado – a Ucrânia não era a Quirguízia ou a República Alemã do Volga , era e é um grande país – , pois foi fotografado, bem reportado por gente do interior e por estrangeiros e nos nossos dias, ainda existe uma memória histórica fortíssima, parte integrante da identidade daquele povo. Colaboraram e receberam os alemães por vezes com grande entusiasmo? Questione o Maquiavel o porquê desse facto. Pergunte a qualquer ucraniano residente em Portugal, ele lá lhe contará o que se diz no seu país. É evidente que o mesmo se aplica quanto ao brutal tratamento dispensado às populações polacas, lituanas, letãs, estónias, romenas, alemãs do Volga e da Prússia Oriental, às dezenas de pequenas nações da Ásia Central e do Cáucaso, aos finlandeses da Carélia e principalmente, aos próprios russos que durante décadas encheram prisões urbanas e campos de concentração espalhados por todo aquele país-quase continente. Duvida disso? Portanto, comparar não importa qual monarca do século XX, com gente com Lenine/Trotsky, Hitler ou Estaline, não passará de um fútil exercício de excentricidade.

    A propósito, os ucranianos têm tanto direito a terem o seu Estado como nós portugueses teimosamente insistimos em manter o nosso. Entre ser cidadão da Monarquia espanhola – porque os espanhóis têm muitos mais direitos e benefícios que aqueles por nós usufruídos – e ser súbdito dos 3 sucessivos regimes da República portuguesa, prefiro esta última, mesmo tendo de assumir Afonso Costa, Salazar ou Soares/Cavaco. Percebeu?

    Finalizando, estou longe, muito longe de ser o tipo arrogante que talvez imagine. Fui muito bem “treinado” pelos meus pais para agir sempre de forma absolutamente oposta a esse tipo de idiotia. A constante atenção e pontual resposta que dispenso às pessoas que se dignam a perder o seu tempo lendo os meus posts, quer dizer isso mesmo: respeito.

  14. É verdade.
    Enquanto não abandonarmos as luzes gregas e romanas do renascimento mediterrâneo do séc. XV e abraçarmos de corpo alma e espírito as luzes Luteranas do renascimento guttemberguiano dos nórdicos estaremos que nem platonico-socraticos a viver iliadas e fabulosas e a olhar para sombras das nossas cavernas gregas cheias de retórica e temperos que enganam o paladar e os olhos nas morenas voluptuosas que nos levam à perdição do hades subterrâneo. Orgulhosos porque sabemos temperar melhor um bife e desenrascar um amigo nem que tenhamos que enganar a lei a cantar um fado cheio de saudades que “eles” não teem porque são “frios” à nossa desorganização e desleixo impregnados de mágoas, frustrações e rancores de fel.
    Meus irmãos na gruta greco-romana:
    Estive lá fora e vi.
    No norte imprimiram biblias… livraram-se do jugo milenar egípcio-greco-romano.
    Hoje eles os nórdicos também se esqueceram que eram os barbaros.. mas ainda teem a cultura e o íntimo purificado.. das frustrações, mágoas e rancores que nos tolhem e a nossa religião-e-moral greco-romana ainda agrava.
    Eles leram biblias durante 400 anos (até meados séc.XX) e, apesar da barbaridade que herdaram, chegaram ao ponto que se vê no vídeo… é assim na Dinamarca, na Suécia, Noruega e era assim na Holanda..
    E nós? Até quando é que vamos continuar a olhar para as sombras na parede e verborizar vernaculo retorico-silogista que ilustra a confusão e a burocracia que nos tolda a vista?
    Eu estive la fora, sei o caminho porque agora vejo.
    Não sou o único. Somos cada vez mais.
    Acorda Portugal.
    O Brasil e Angola passam-te à frente. Já têm homens iluminados pelas luzes luteranas em posições elevadas.
    E nós? Só jesuitismo-romanismo-mariano-putrefacto-filaterico-beija-mão-do-imperador-de-roma?
    E as mentes e os corações do povo? Quando serão livres? Não é filosofia nem matemática que libertam…
    “Eu Sou a porta, por mim entrareis e saireis e achareis pastagem.” J.C. séc. I.
    Bem haja.
    Acorda Portugal. Dormes e o Brasil e Angola teus filhos estão a despertar e vão chamar-te para os levares a passear ao jardim… mas se dormires Portugal… eles vão sozinhos.. ou com um vizinho…
    E cuidado porque há fuga de gás em casa e o despertador quando tocar faz faísca …

    Deus abençoe

    P.S.: tive que me esmerar aqui com poesia, vernaculo e sabedoria cavernosa humana para tentar nao soar demasiadamente a pregador de rua e ser ignorado..

  15. Zuruspa says:

    E näo é natural que no estado neo-proto-fascista sérvio os fascistas e colaboracionistas com os nazis como Draza sejam hoje em dia heróis nacionais?
    O mesmo acontece no estado neo-proto-fascista croata, como exemplo Pavelic ou “Fra Sotona”.

    Enquanto isso em democracias como a Eslováquia näo se limpam nem se reabilitam nazis como Jozef Tiso, mesmo que tenham combatido comunistas. É a diferença.

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Caro Zuruspa, note que não fiz qualquer tipo de considerações em relação a Ante Pavelic, falei em Mihailovic, um homem que a propaganda titista durante anos obscureceu. Limitei-me a dizer como hoje em dias são vistos naqueles Estados independentes e assim é, talvez haja algum tipo de questões a colocar acerca do regime de Tito.
      O Zuruspa decerto terá algumas interrogações quanto ao papel desempenhado pelos PC nos Estados da Cortina de Ferro. Mais de quarenta anos de regime e o que dali saiu? Putin e a sua oligarquia mafiosa ex-PCUS, o NPD na Alemanha de Leste – na “fascista Bundesrepublik” é residual -, mais coortes fascistas na Hungria, Roménia, Bulgária, etc, etc.

  16. Zuruspa says:

    N C-B, näo misture alhos com bugalhos. Draza foi julgado como colaboracionista dos nazis que efectivamente foi. A propaganda titista näo o obscureceu, apenas o referi pelo que ele era na realidade–traiu a resistência e juntou-se ao ocupante .
    Mas aos nacionalistas sérvios que hoje governam o “país” isso näo interessa, o que lhes interessa é que ele era nacionalista e combateu os partizans.

    Tito permitiu aos jugoslavos viverem em paz e prosperidade, prosperidade essa que nem ao fim de 20 anos desde o fim da SFRJ e com muita ajuda da UE conseguiram atingir. Näo é por acaso que a “Yugostalgia” é täo forte, e começa a manifestar-se até nos mais novos. A primeira que lá “re-chegou” foi a Eslovénia, mas essa já era a mais rica no tempo de Tito. Tito teve mäo dura? Pois teve. Mas os acontecimentos de 1991-1995 (ou se calhar de 1991 em diante até hoje) vieram dar-lhe razäo. O seu falhanço foi de apenas abafar os ódios étnicos, e näo os eliminar. Adiante.

    Eu tenho poucas interrogaçöes quanto ao papel desempenhado pelos PC nos Estados da Cortina de Ferro nesses fenómenos mencionados. O que também sei é que já antes da II Guerra Mundial esses países tinham todos regimes autoritários–e que estäo a ser reciclados pelos novos governantes supostamente democráticos, como referi anteriormente: na Hungria o Fidesz diz-se herdeiro do “legado de Horty” (nota-se!) e näo de Imre Nagy (afinal passara pelo PC), a Ucrânia reabilitou Bandera (e depois já des-reabilitou), podia estar aqui o dia todo.

    Ao que parece o que os PC locais (muitos integrando autoritários reciclados, como convém) fizeram foi manter os “fascismos” com trela curta, mas após aqueles largarem o poder em 1990 a trela cortou-se e estes passaram a actuar como até 1945. Depois, a oligarquia mafiosa de Putin é igual àquela da cúpula do Politburo que é igual à aristocracia do czar, enfim, só mudam mesmo as moscas. Como bem referiu, a Rússia é “algo” muito… “especial”.

    Näo é coincidência. Nos países onde em 1939 haviam democracias (caso da Checoslováquia) esses epifenómenos de extrema-direita manifestam-se muito menos, se é que se manifestam.

  17. Nuno Castelo-Branco says:

    “Tito permitiu aos jugoslavos viverem em paz e prosperidade, prosperidade essa que nem ao fim de 20 anos desde o fim da SFRJ e com muita ajuda da UE conseguiram atingir. ”
    De acordo, tal como Franco em Espanha, Tito liquidou toda e qualquer oposição ao seu sistema que antes de tudo, pretendeu unificar a Jugoslávia. Mais ainda, sendo um croata e conhecendo a preponderância anímica dos sérvios dentro da Jugoslávia, tornou-os no centro duro do seu poder. Uma tarefa bem difícil, dadas as evidentes diferentes entre croatas e sérvios, por exemplo. Claro que a Sérvia é um país e não um “país” como acima diz. Gostemos ou não, existe como tal e bateu-se pela sua identidade e independência nas sucessivas guerras balcânicas e nas duas guerras mundiais. Se muita da sua gente optou por uma linha pouco consentânea com aquilo que consideramos normal no ocidente da Europa, isso é um outro assunto que talvez tenha as suas raízes na sublevação contra a longa ocupação turca – que Ancara hoje tenta vender como uma “idade de ouro” – e as intervenções austríacas nas suas fronteiras.
    A rédea curta de que fala é discutível. Na Hungria, por exemplo, o PCH chegou ao ponto de acusar o próprio I. Nagy de horthismo – aos olhos da população acabou por reabilitá-lo sem o querer – e horthistas eram chamados todos aqueles que se insurgiam contra a ocupação soviética. Sabe tão bem quanto eu que para os comunistas, todos aqueles que não o são, “são fascistas”, quando eles próprios, pela sua visão de organização do Estado e poder do Partido/polícia sobre a sociedade, são precisamente quem mais se aproxima daquele esquema, facto aliás comprovado pela rápida osmose verificada após a queda da cortina de ferro. Se na Alemanha muitos dos nazis foram pura e simplesmente anexados ao SED e seus organismos – polícia, exército cientistas, pessoal burocrático e académicos -, alguns chegaram à quase veneração. O marechal Von Paulus, por exemplo, era um totem do regime, embora de forma mais discreta mas extremamente protegido e estimado pela hierarquia do V.A.
    Menciona muito bem os antecedentes autoritários de todos aqueles Estados para além da cortina de ferro – a Rep. Checa é a excepção, a Eslováquia é uma outra realidade -, mas então, o que deveriam ter os PC locais ter feito, se eles próprios beberam no mesmo caldo de cultura exclusivista? Procederem a uma chacina generalizada, passando ao extermínio? Mesmo com os métodos expeditos da gente de Estaline que se manteve muito tempo no poder, não podiam nem puderam fazê-lo. A tudo isto podemos acrescentar os disparates desenhados nos mapas pelos tratados de Versalhes, Trianon, Neuilly e St. Germain, nalguns casos mitigados pela integral expulsão pós-1945, de muitos milhões dos habitantes de territórios ancestralmente povoados por alemães, húngaros e polacos, por exemplo. Ainda há uns tempos um amigo polaco dizia-me ter sido uma completa loucura aceitar o presente envenenado que Estaline intencionalmente deu à Polónia – para poder avançar com a Rússia para ocidente – e que de facto a UE é uma forma excepcional para o evitar de conflitos futuros, deixando os alemães fazerem as suas visitas de nostalgia e os seus investimentos nas terras dos pais e avós. Com uma certa ironia acrescentava que os “retornados” alemães não são como aqueles que temos por cá em Portugal, nem vivem agora a 8 mil km da Silésia, Pomerânia ou Prússia: não, estão a milímetros da fronteira. Tem razão.

    Voltando à Jugoslávia, concordo com o que diz. Nota-se um re-aproximar entre alguns daqueles países, mas o regresso puro e simples à Jugoslávia unificada será pouco provável, dadas as quezílias étnicas e religiosas e é irónico pensarmos que até poderiam ter como modelo o império austro-húngaro que a Sérvia tanto combateu. Depois das guerras pós-separação, dos anos 90, tornou-se muito difícil qualquer recriação da Jugoslávia imaginada em duas versões diferentes em 1919 e 1946. Por acaso e de tabuleiro do jantar sobre as pernas, ainda ontem assistia ao “music-hall” Eurovisão da canção, coisa pelos nossos sapientes intelectuais dos choradinhos neo-realistas bem desprezada, mas ainda útil para percebermos certas relações de força na Europa e onde o valor musical infelizmente pouco ou nada interessa. “Eles” – os jugoslavos e os russos, bielorussos e ucranianos – votam sempre primeiramente uns nos outros, e depois então passam o resto para 1 ponto, 2 ou 4 pontos, no máximo. E por aí fora: se a cantora é marroquina e mesmo que seja de um tipo que faria qualquer imã berrar pelo fogo de Alá, obtém todos os votos possíveis onde existam fortes comunidades muçulmanas ou magrebinas. A psique funciona desta forma e bem podem inventar todas as formas de contorno do problema do favoritismo “just because”, porque não conseguirão qualquer favorecimento pela qualidade. Se isto distorce a finalidade do concurso, por outro lado mostra também as afinidades existentes entre sérvios, croatas, eslovenos, etc, enfim, umas ínfimas válvulas de escape. É por isso mesmo que digo sempre aos meus amigos que se desunham pela separação da Espanha, estarem a apostar numa loucura que nos sairá bem cara. Imagine o que seria se o nosso governo tivesse de passar a lidar com novas autoridades certamente mega-“nacionalistas”, com chefias-Roviras em cada capital e muito ciosas das suas recentes nações erguidas em Estados, reivindicando águas – ou desviando-as sem dar cavaco -, recorrendo a todo o tipo de chantagens, delimitando ou intervindo nas nossas águas territoriais, procedendo a cortes de energia e de abastecimentos que chegam pelas rodovias, etc. Já bem nos basta o permanente acicatar galego à ideia de “uma região” que englobe o Minho, Trás os Montes e a Galiza. Até o sr. Pinto da Costa tem saídas que conduzem a isto. Seria o caos. Aliás, o disparate é tão evidente que ainda anteontem, o sempre a “cantar de galo” governo da Catalunha e em desespero pelos cofres vazios – toda aquela “movida” para Europa ver tem um preço bem alto -, pediu auxílio financeiro a Madrid. Como vemos, por lá há “Jardins” ao cubo.

  18. Zuruspa says:

    Começou mal mas acabou bem. E por isso só comento no que discordo:
    A prosperidade de Franco foi rapidamente ultrapassada por aquela da Transiçäo; na Jugoslávia näo, nem ao fim de 20 anos na Eslovénia ou Macedónia poupadas à violência (lembremos que a gloriosa guerra de independência eslovena durou 5 dias) isso aconteceu. E nem é preciso ver o documentário “The Weight of Chains” para saber.

    As diferenças entre croatas e sérvios? Como diz um amigo jugoslavo, a diferença é que os sérvios arrancam olhos com facas, e os croatas arrancam olhos com colheres…

    … isto é como tudo: enquanto houve dinheiro eram todos amigos, quando nos anos 80 começou a faltar, “desamigaram-se”. E isto, pelos vistos, näo é só típico dos balcânicos, veja-se o que está a acontecer actualmente na UE, seja a nível regional como em Espanha) seja a nível nacional como na Grécia. Esperemos pelo menos que o resultado final da cryse na UE näo seja o mesmo de 1991 na Jugoslávia…

  19. Nuno Castelo-Branco says:

    Caro Zuruspa, subscrevo. No meu ginásio anda por lá um tipo de Belgrado. Diz cobras e lagartos dos croatas, eslovanos, etc. Enfim…

  20. Parmenides Type of ship: Tankship de Nabais says:

    bom pelo menos não foi matar elefantes nem matar ruaks

    já agora quem mata ruaks empresta ao rei?

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Pois não, ele prefere crocodilos perigosíssimos… no Conselho de Estado. E não os caça, claro.

  21. Parmenides Type of ship: Afundatto pelo segura grega says:

    Crocodilos isso dá guito?
    Isto é relvas é cunhas é con selhos de estado dá tudo guitto e inda dizem que nã há empreendedores

    uma colónia de elefantes no badoka park prós reis nã terem de ir a áfrica atirar é quera ffino

  22. O relvas das selvas estava feliz nas selvas do relvas cunhas jámé says:

    com a escócia a fritar ovos nas plataformas petroleiras

    e o pessoal a apanhar sol em Maio nas águas mais geladas do berço civilizacional

    acho mesmo que os elefantes são uma boa diversificação turística

  23. O relvas das selvas estava feliz nas selvas do relvas cunhas jámé says:

    o mário soares inda deita lágrimas de crocodilo?
    pensei que com a idade passasse
    viva ó general Garcia dos Santos e o Manel Qwera Alegre

  24. O relvas das selvas estava feliz nas selvas do relvas cunhas jámé says:

    Como se atreve a fazê-lo, quando foi ele próprio que não soube administrar o equivalente a dezenas de frotas de naus…foi só ele?
    foram dezenas de armadas do 31 que foram bem administradas

    e vieram carregadas de diamantes da jamba e do mpla…
    e de pitroilos do sadam e do sadico do lado
    é berdade que as da eurropa eram mais largas

    mas o pessoal da estiva descarregava 99% em ajustes directos
    e em obras em maçonaria e all catrão no all garbe e afins

  25. O relvas das selvas estava feliz nas selvas do relvas cunhas jámé says:

    Actual Temp
    88° Lo 57°

    Hist. Avg
    76° Lo 50°…logo desperdiçamos apenas calor….

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