Abraçados Contra a Morte

O Abraço dos ExploradosEis uma imagem que grita, desenterrada dos escombros da mais recente tragédia do Bangladesh. Pensemos na exploração desenfreada que lhe subjaz. Pensemos o quanto aquelas mortes são nossas, se é que integramos a Humanidade.

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Josefa Teixeira

«Serafim,

Eu tenho lume no olho. Tenho-te dado em muita malhoada e feito vista grossa para não dar estalada. Ora agora que andas à gandaia com as vizinhas por Penafiel, e a moura de trabalho que fique para aqui como negra ao canto da cozinha, isso é que não senhores. Vai para onde essa bigorrilha, que a seu tempo terás o pago. Eu retiro-me desta casa com o meu oiro e não te fico a dever nada. Não me procures, se não quiseres sofrer uma desfeita. Em tão bom dia que eu me vou embora! Se te esperasse em casa, punha-te essas orelhas compridas como a vista, e talvez o caso passasse a mais, e eu de todo em todo me botasse a perder contigo, que és o rebotalho dos homens!!! Por não saber ler nem escrever, pedi ao teu caixeiro António que esta por mim fizesse. Ele teve dor de mim e também me acompanhou. Adeus por secula seculorum sem fins.

Josefa Teixeira»

Ramalho Ortigão, Uma visita de Pêsames, in Histórias Cor-de-Rosa

Dumping Social

Egoísta e miserável, a Alemanha abusa que se farta porque pode: «A Bélgica fez queixa junto da Comissão Europeia acusando Berlim de “dumping social”, numa alusão à venda de bens abaixo do custo de produção que é proibida na UE.»

Aos Filhos de Fouquier-Tinville

Chega. É chegada a hora de olhar para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e mesmo para o obediente frankfürter Gaspar como o último reduto para o êxodo-êxito da Intervenção Externa. Perante a incoerência e cinismo do FMI/BCE/CE, são eles, e não outros, a nossa única e exclusiva esperança, última oportunidade para nos salvarmos colectivamente de desgraças maiores, da desordem política, do caos fútil, do descrédito internacional.

Em geral, os partidos políticos na Oposição, certos comentadores e especialistas afectos a determinados partidos momentânea ou permanentemente fora do exercício do Poder, como o intelectualmente desonesto e autodeslumbrado Daniel Oliveira ou o visceral zarolho Miguel Sousa Tavares anti-docentes, só nos garantem o Fim do Mundo e nada mais que a desgraça geral e colectiva. O registo de Daniel Oliveira, especialmente depois do abandono espectaculoso do BE, passou a ser explicitamente desonesto quando, colocando em perspectiva José Sócrates [a devastação que pôs em movimento] e Pedro Passos Coelho [nada mais que um bombeiro atrevido com óbvio desinteresse na demagogia e no eleitoralismo, debatendo-se com a paralisia do Centro Decisor Europeu] escamoteia a evolução favorável dos números entre 2010 e 2013. No défice e na dívida. [Ler mais ...]

Ser Comido

Acabo de estar 16 minutos e 31 segundos ao telefone [707 206 707] com uma assistente do CAT, Centro de Atendimento Telefónico da Autoridade Tributária e Aduaneira. Não souberam ajudar-me, embora sob extrema, engonhante e solícita simpatia.

Não era urgente. Não era um novo caso de vida ou de pagar até à morte, pois desses já me sobejam e estão em andamento até à minha velhice, se a tiver. Era por uma coisa de nada, lhana e simples informação. O problema é que no fim fui comido em 5 euros e 8 cêntimos à conta da converseta para lado nenhum. Ingenuidade minha.

Fica o aviso. Eles são as aranhas. Nós as moscas.

FoderTugal

À medida da Hora, sons e batidas de 2003, para nosso enorme consolo.

Mostrar Serviço

Daniel Oliveira já exibe garbosa uma enorme capacidade de mostrar serviço, elogiando o irrespirável Sócrates, comparando o incomparável. Nem os valupis ou os corporativos fariam melhor.

Joãozinho Turco Galamba

Não é o Euro que é insustentável. O Joãozinho Turco Galamba, ou Robin, é que é, sempre a falar em revolta. Por que não se revolta com os luxos, megalomanias e abusos do seu Batman?!

Um Pau-Mandado é um Pau-Mandado

Carlos Costa PinaOdeio culpabilizar quem não tenha culpa. Mas a vida pública, na verdade, é feita de permanentes juízos políticos e eu faço os meus, eventualmente a tender para a hipérbole, dado o grande eufemismo da responsabilização pública, e com um pendor para o espancamento, com pontapés e ganchos, aos socialistas que na verdade nem são socialistas, lá por terem socialista na sigla. Deve ser porque na verdade não ando longe do limiar da loucura. O que me enlouquece? Bem, a tragédia em decurso no País em que me coube nascer e tudo o que de inútil embora profiláctico escrevi e vi ser escrito desde 2006. Boa parte da nulidade dos nossos horizontes diz respeito à miséria eleitoralista de quem foi sendo Governo até aqui. Pouco ou nada me consola. Tu, Querida, e as filhas. Esta manhã, a menos de metade de um pedido teu, corri a buscar pasta de dentes para a tua escova. Subi as escadas, desci com ela bem disposta, deitada nas cerdas da tua escova — sou o teu pau-mandado. O teu pau. Feito. Mas este meu País em que não nasceste, que dor!!! [Ler mais ...]

Do Decadente Socialismo Franco-Português

Houve um tempo, demasiado recente, em que gastar dinheiro em Portugal era todo o âmbito da política. O que importava fazer? Gastar. Em quê? Não importa. Importava gastar. Era o socialismo. Quinze anos dele.

Deu-nos estagnação do PIB, deu-nos facilidades amargas, dívidas à fartazana, facilitismo, falências, eleitoralismo absoluto, demagogia acima do interesse nacional, um inteiro cortejo guloso de políticos na gula gananciosa de rapar em pelo menos duas legislaturas. Mas agora temos Gaspar, o Marciano, alguém que não contemporiza com detalhes, não se apieda com choradinhos, não pensa eleitoralmente, nem se detém com impostores de Esquerda ou com as hesitações Moralistas Socialóides com demasiado boa consciência e as mãos vazias de economia, risco pessoal, em benefício dos pobres dos desempregados. [Ler mais ...]

Cacém-Barcarena-Mont’Abraão

Cacém - BarcarenaLinha de Sintra. A pé, ao longo dela, do Cacém a Vale Abraão, há flores na berma, campestres, de todas as cores e para todos os gostos. O variegado delas embriaga, paraíso de abelhas que não vemos, promessa de néctar, âmbar ou luz que nem sabemos.

Humildes, airosas, pisáveis, misturam-se a marginar o férreo caminho, iluminando a grande e metálica certeza de haver por onde ir e regressar às pobres moles. Estão desempregadas, coitadas, as flores na berma do caminho, sem prado, esquecidas, encharcadas de efémero e eternas porque as vemos. Dir-se-ia que é só por elas que ali há linha e a nossa azáfama, meu amigo!

Swapologia

É isso: queremos o texto integral da reestruturação dos contratos swap, em 2010, nada de segredos fora-da-lei, e saber, em toda a extensão, até que ponto Goldman Sachs, Nomura e JPMorgan ficam a rir na nossa cara.

Gaspar, os Swaps, e o Passado Interdito

Meu Deus, que País dualista, bizantinista, clivado, segundo o tal paleio que não faz acontecer. Isto, o ambiente do comentário e da politiquice, está de tal maneira maniqueu, que vale tudo, à força de insistência, para abater os incumbentes, herdeiros do Pedido de Resgate, mas poupar os agentes que fizeram trinta por uma linha e procrastinaram contas e riscos, como se não tivéssemos fatalmente de pagar todos os desmandos e optimismos.

Vítor Gaspar, só para dar um pequeno exemplo de alguém que tem apanhado forte e feio por falhar metas e previsões sucessivas, não pode dizer o que quiser e achar por bem na matéria viscosa dos swaps. No caso desses contratos especulativos e do potencial buraco extra de 2,8 mil milhões de euros nas contas públicas, está impedido pelas drago, pelos medina e demais virgens vaginais do passado, de quaiquer acusações como o facto de os swaps serem consistentes com outros actos de gestão aventureira e que compõem um padrão nos Governos de José Sócrates.

Meu Deus, isso não. Logo os tweetistas do Fascismo de Esquerda-na-Garganta e Croquetes-no-Bucho, os galambas, os jugulares, os valupis, os bicicleta, os corporativescos, toda a fauna que se locupletou directamente com o facto de ser muito competente a dourar a grande peta socialista, vêm rasgar as vestes. Não se pode! [Ler mais ...]

A Impostura de Monsenhor Bardamerda

Espero sempre o pior dos que se têm a si mesmos por donos do Regime, especialmente quando persistem em encher de treta aquilo que pertence à crueza dos números: um Estado tornado inviável e agora acossado por exigências de rigor  desde o núcleo do Poder Político Europeu, estando em causa, conforme está, a saúde mesma do Euro. Não estranho sequer que a senecta abécula Soares, um desses donos regimentais da Coisa Pública como coisa sua, alguém que sempre abusou da influência por detrás dos panos, alguém que sempre enfastiou a Opinião Pública e abusou dos media, comente pela enésima vez outros titulares no exercício de cargos públicos, cargos que já ocupou, e o faça em termos chulos, num tom vexatório, desleal, incompetente e desonesto, e, sim, mal-fodido. [Ler mais ...]

Aprender a Matar Políticos é em Itália

Luigi PreitiQuando se vai mais fundo para perceber o tipo de desespero do manuseador de armas que, em Itália, disparou sobre polícias quando visava políticos, percebe-se como, qualquer dia, qualquer um, sob qualquer pretexto, disparará. Cá nesta Doce Brandura. Pelo menos quem sintonize a Rádio Carbonária Instigadora do dr. Soares.

Desta vez, o dedo desastroso no gatilho foi o de Luigi Preiti, um desempregado de 49 anos, separado pela segunda vez, que tinha voltado a viver com os pais, sem antecedentes criminais, e que se havia viciado no jogo electrónico videopoker, no qual perdeu as suas economias, de acordo com o La Repubblica. Ontem, o Luigi. Amanhã, outro otário qualquer. Veremos. Desesperado! Pois. [Ler mais ...]

Não ter a Grécia um Seguro

O parlamente grego cedeu e aprovou o projecto de lei que prevê o despedimento de 15 mil funcionários públicos até 2014, uma exigência da Troyka como contrapartida do financiamento externo. E o Syriza não faz nada? Ponham o Seguro a negociar, coitados dos gregos.

Anarquia, Meu Amor!

Em dias de sol, quando o pipilar dos pássaros sobrepuja de longe a voz próxima de quaisquer humanos, antecipo paradoxalmente a Anarquia, o AutoGoverno, abertos pela ultra-austeridade, pela miséria colateral, agenda desumanitária do gasparismo troykista germanófilo.

Quem se organiza e se une para partir os dentes a esse hipertroykismo?! Cada País do Sul não é o outro País do Sul. Espanha não é Portugal. Portas não é Gaspar. O estupor é que é, e só pode ser geral. Se a dissenção infecta o Conselho de Ministros, também não poupa a sociedade civil que nem inova no grito nem protesta a preceito, soma de covardias e de condescendências, com o PS autocomplacente, oportunista e nefelibata de regresso às ladradelas triunfais congressistas, mas a descer paulatinamente nas sondagens. Porquê? Por se abster, debaixo das nossas barbas, de cooperar no desenho de soluções no corte da Despesa, olhos nos olhos, e em tempo útil. Por ficar fora dos problemas. [Ler mais ...]

Da Bizâncio Castradora

Esgotámos o estoque da indignação e deixámos apodrecer o do escândalo: falta-nos só um bocadinho, o Filipe resume-o bem, para esgotarmos as reservas de absurdo.

Batman e Robin

Sócrates mata Cavaco todos os Domingos e Galamba esfola-o à primeira oportunidade: «Discurso miserável de um miserável presidente. Que vergonha»

Cavaco e o Partido dos Mal-Fodidos

partido socialistaOntem, rubros como o sangue que Soares fantasia manar de algum orifício depois do tiro-ao-cavaco, resvalaram alguns cravos defronte a Cavaco na tribuna de honra da AR, enquanto discursava. Depois de a bandeira ter feito o pino, há um ano, mais um filão simbólico para a SIC explorar. Triste País. Deprimentes media. Ainda mais triste Regime. Após a homilia do Presidente de todos os portugueses, menos dos Socialistas e da Ganadaria de Esquerda, levantou-se um coro de ginchos e de uivos, primeiro de uma certa deputação bem nutrida inimiga da Direita, mormente dos chorões impostores do PS, e depois daquela comentadoria agregada ao Regime e dependente do seu favor que vai ruminar aquilo que já todos sabemos que vai dizer nas TV e nas Rádios.

Fica-se de imediato ciente, ao ouvi-los, de que esta democracia só é democrática e aturável quando é o PS a desgovernar. Mais ninguém pode desgovernar. Só eles. Fora o caso, frequente e natural, de estar o PS na ingovernação nacional, não há lugar para mais nada em alternativa, para nenhum outro tentar uma perninha bem intencionada. Se não for o PS e só o PS ali, naquela competência excelsa inigualável, Soares amua, a Esquerda Parlamentarizada e Aburguesada tem um ataque de constitucionalismo anafilático, espuma e espoja-se no chão com vários aqui d’el-Rei muito compungidos. Quando ninguém está a ver, levanta-se e vai jantar aonde o Luís M. Jorge recomenda se jante com luxo, vinhos caros e boas entradas. Andar a exigir a queda antecipada e imediata dos Governos e a recusar integrar um desde pelo menos há 39 anos dá imensa fome. [Ler mais ...]

25 A, Malícia, Acidentalidade, Incompletude

Tinha eu apenas quatro anos e não poderia saber coisa nenhuma, muito menos que se as ruas ferviam, era mais ou menos por acaso, porque acidentalmente uma corporação militar andava insatisfeita e, infeccionada com o messianismo soviético, achou que podia mudar o muro que lhe barrava a progressão na carreira, revestindo-se de veleidades golpistas e revolucionárias à maneira bolchevique, custasse o que custasse, desse por onde desse.

Depois, só muito depois, fui compreendendo a estirpe de eventos, mobilizações e aquisições que se sucederam no e após o 25 de Abril, uma Revolução Acidental que deu com um Povo Romântico, Manso, Dorido, Domesticado na Pasmaceira Doméstica Paterna do falecido dr. Salazar, Povo Apático, Amarelo, Pobre, Bruto, cujos filhos se submetiam a trabalhos, dores e agruras nos vários teatros de guerra em África, sangrando, morrendo, perdendo a cabeça e infectando as partes despudicas com fardos de africanas. Revolução que depois ganhou uma espécie de vida própria caminhando mal equilibrada no grande arame geoestratégico mundial, entre o perigo de fazer-nos resvalar para um Estado Cubanizado no Extremo Ocidental da Europa, seguido de uma Anexação pela Espanha Franquista, ou para um Mix Nem-Carne-Nem-Peixe de NeoCorporativismo Maçónico, Democrathíbrido, onde à figura de um Ditador sucede simploriamente a figura de um Chupador Elegível, basicamente os vascos, os soares, os almeidas santinhos, os eternos cavacos, gente que cresceu a arrotar democracia e a tratar mal as escoltas policiais, gente que tirava sonecas entre pregações e tinha o Estado a pagar-lhe as multas por excesso de velocidade e excesso de liberdade, gente que era democraticamente papal e democraticamente infalível às claras e que cresceu ainda mais por décadas na sombra, convertendo-se em eminências pardas e tutelares de uma Coisa Rendosa para Si  o Regime, as suas Fundações e Privilégios  Regime tão deles e Coisa tão rendosa, que não há dúvida enriqueceram fabulosamente e influenciaram fabulosamente, eles e quantos mais chuparam a República até às consequências que hoje, mais swap menos swap, estão à vista de todos. [Ler mais ...]

E a Foda Má Converteu a UGT numa CGTP B

Corrigenda: onde se lê FODA deve ler-se FADA.

Não é com prazer que digo isto, mas afigura-se-me que Carlos Santos ascendeu à liderança da UGT com um tom de ruptura que dá a entender querer converter a UGT numa CGTP B. O discurso do novo líder já se move pelas tóxicas águas enganosas do radicalismo populista de uma Esquerda desactualizada e nada nórdica na construção de acordos duradouros e robustos. Não se pense que o populismo seja uma maleita que acomete somente os líderes demagógicos e danosos dos governos ávidos que tivemos nos últimos 39 anos. Não. Pode ser um problema da linguagem sindical, especialmente quando pretende afirmar-se. A de Carlos Santos pretende ser mais radical que os radicais tradicionais.

Defender parlapatoriamente os trabalhadores, mas criar atrito negocial e todas as condições para a saída do Euro, para a turbulência dos mercados, para a irritação dos Poderes Globais que realmente põem e dispõem da nossa liberdade e democracia, da nossa soberania perdida porque sem dinheiro, esse é um caminho ínvio e que Carlos Santos, meu homónimo, não deveria trilhar. [Ler mais ...]

Ele Nem Tudo é Sinapses

SinapseOs filhos da puta dos cientistas estão sempre a surpreender-nos, não fosse, com esta idade e experiência, sabermos que muitos dos postulados que os media veiculam a partir de estudos, análises e conclusões, do género o vinho tinto contém antioxidantes [comprem mais vinho] ou que o café previne Alzheimer [passem a consumir café], não cumprissem um princípio de meias-verdades acoplado ao espevitar do consumo precisamente daquilo, normalmente alimentos, que a ciência elogie.

Agora dizem-nos que aos 27 anos de idade, sendo ainda jovem, na verdade o nosso cérebro começa a sua inexorável decadência. Quase aposto que temos neurónios e sinapses na língua de carne, na pele, no pénis, devido ao bom uso que deles fazemos, mas a ciência está aí para nos recordar que os neurónios vêem as conexões entre eles a piorar precisamente a partir dessa idade, matando em cada qual quer a inteligência espacial, quer a capacidade de desenhar objectos e visualizá-los mentalmente, quer o raciocínio, quer a memória os quais, na verdade, vão decaindo. [Ler mais ...]

Um Papel ou Nenhum para Silva Peneda

Silva PenedaO PS, com António José Seguro, tornou-se, apesar de tudo, um partido normal. Saiu de uma lógica aclamacionista pomposa e de um clima interno opressor e inquestionável, por muito que a sua recente reeleição tenha sido unânime e norte-coreana. Porém, até que a hora de ser poder lhe caia no colo, há muito trabalho a fazer para que sobre algum País sobre o qual governar. O primeiro ponto dessa magna tarefa será cooperar com o Governo Passos: para ficarmos no Euro e conservarmos o mínimo de credibilidade externa. Goste-se ou não se goste, é preciso cumprir as metas acordadas com a Troyka e conservar uma base mínima de negociabilidade em aberto. Concedo que o ultratroykismo gaspariano-passista conduziu a um tipo de devastação económica e a um tipo de recessão que bem poderiam ter sido minorados. Houve arrogância e insensibilidade e, sobretudo, a grande mensagem da dupla foi depressiva e desesperante. Resultados? Muito poucos e menos ainda sensíveis na vida de milhões de portugueses. A política é a arte de insuflar esperança contra a pior das evidências, não a frieza da aplicação de uma teoria sobre os cidadãos-cobaia. Uma vez que o mal está feito, é preciso o sentido patriótico suficiente para não piorar ainda mais a nossa situação. Portugal conta com Seguro. [Ler mais ...]

Odeiem Isto

O ambiente da bloga e da opinião em geral anda muito raivoso. Um radicalismo pouco respirável e ainda menos recomendável emerge como a mais recente forma de pólvora seca. A raiva, porém, é um acto mal direccionado da razão, especialmente quando não quer ver a realidade como qualquer coisa de bem mais complexo que o monocromatismo dos nossos ódios e ascos. Em geral, a cegueira sectária mostra-se má conselheira, quer naqueles que apontam o dedo ao papão do neoliberalismo, quer naqueles que muito justamente espumam e sofrem pela morte anunciada do Estado Social tal como o conhecemos, como se não tivesse sido antes de mais o definhamento económico consentido nas governações passadas a matá-lo, processo de há muito mais que um bom par de anos.

Os números da nossa desgraça não nasceram desde há dois anos. Se em 2012 a riqueza nacional caiu 3,2%, em parte devido à famosa receita amarga do organismo liderado por Christine Lagarde, façamos justiça ao facto de o nosso País ter das finanças públicas mais insustentáveis do Mundo devido ao modelo económico seguido até 2011 e às escolhas governativas tecidas ao longo das últimas décadas, coito Governo-Banca/Sectores Protegidos, assunto sobejamente submetido ao bisturi impiedoso da revisitação analista, condenando desde as escolhas do Primeiro-Ministro Cavaco aos deslumbramentos parolos do último mentiroso supremo e absoluto. Se querem odiar alguma coisa, odeiem isto, o estado a que chegamos. [Ler mais ...]

Ainda Soares e a Esquerda Guilhotina

guilhotinaPortugal está literalmente sob um regime constritivo, imposto do exterior, no plano económico e em tudo semelhante ao de um estado em Guerra. Todo o nosso ambiente económico-financeiro está condicionado pelos ditames alemães e norte-europeus. Contra isto, nada ou muito pouco há a fazer que passe pela acrescida fragmentação e pelo extremismo ideologizante na sociedade portuguesa. Linha atávica e oportunista a alemã? Sem dúvida. No entanto, o problema português passará a ser ainda mais grave, mal nos disponhamos a devorar-nos uns aos outros como as ratazanas alegóricas de que fala o vilão de 007, Skyfall.

Ora, neste ponto, Soares não pode estar bem nem quantos advogam que o sangue mane das frontes e da jugular de Cavaco, Passos e quem mais Soares acha passíveis de um atentado. Não somos ratazanas, Dr. Soares. Pensei que a democracia e o respeito pelos adversários fossem dados adquiridos bem mais valiosos para si e não uma febre passageira da idade madura.

Não deveria ser a anarquia, a conflitualidade cega, nenhuma dicotomia anacrónica, na sociedade portuguesa, sob o bafo a enxofre de uma espécie de extremismo de suposta Esquerda Guilhotina, a orientar-nos. Se a raiva, o mau perder, o descabelamento estapafúrdio, medulam, afinal, o espírito do tonto octogenário, não podemos fazer nada.

Pluralismo é

ser insultado e maltratado, diga o que disser, escreva o que escrever. Vou repetir: Soares já foi processado por incitação ao magnicídio?

Ódios Pessoais

Portanto, Pacheco é uma hiena descontrolada de Esquerda no Partido Errado. Quando é que rasga o cartão de militante?

Merdiavélico Soares

lindorsugeriu a forma de resolver todos os nossos problemas: acrescentar mais um. Vá lá, Dr. Merdiavélico Soares, vá lá mudar a fralda.

TC Idiótico-Patriótico

«É favor acabar com a fantasia de que estamos a passar por uma dificuldade temporária.» PBT