À Beira do Abismo

Quando um egolátrico teve quase TUDO no bolso, menos os portugueses.

Verde Caramunha

Está de regresso o espectáculo choramingueiro do Sporting Institucional. Fazem o mal…

Despedimentos

~~Red-Eyed Tree Frog, Mother and Babies ~ 4 baby tree frogs sit on their mother's head~~Pois, dois jovens treinadores, Costinha e Xavier, despedidos em tão pouco tempo de Liga 2013-2014 pode até ser normal, mas deixa-me meio amargurado. É a minha geração. Com quarenta e três anos, mais batido e macerado que hoje um surfista radical no mar da Nazaré, a gente espelha-se cada vez mais nos que falham e falhar parece a regra. Morrer de trabalhos. Matar-nos com eles. Perder os sentidos com a violência da onda. [Read more…]

Prosperidade e Progresso

Venezuelanos. «não há farinha, óleo, leite, açúcar, manteiga, sabonete…» Inflação a 50%. ‘Bora, Bloco e força, PC! Vamos por aí.

Caixa de Flops

FLOP BES: Se quiséssemos conceber um esquema em triângulo do Poder Efectivo do Regime Português, socialista na cúpula e na base funcionarista pública, haja ou não haja dinheiro porque o Estado é um Poço sem fundo, um dos vértices seria Dr. Ricardo Salgado, do BES, os outros um compósito de arestas entre a bina Soares-Internacional Socialista e a todo-poderosa Maçonaria. Quando o Dr. Ricardo Salgado fala, os Governos escutam e talvez tremam. Quando o Desalentado Povo, puxado por cordas em manifs flop-BE, fala, os Governos cagam e andam. É assim. Tende a ser assim, na Grã Bretanha, na França, em Espanha, em Itália, e no resto do mundo, embora o resto do mundo com o qual nos devamos comparar, por exemplo o próspero, patriótico e organizado Israel, tenha menos razões de queixa dos seus triângulos de poder. Nada, pois, mais eloquente que o dono-mor do Dinheiro em Portugal, Salgado. Não consigo, aliás, imaginar um Primeiro-Ministro em Portugal que rompa com esta normalidade mundanal e a afronte. Nenhum o fez. Nenhum o fará. [Read more…]

Jardim vs. Bruno e a Arte de Bem-Foder

????????????????Entre o actual presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, e o actual treinador do Sporting, Leonardo Jardim, vai a enorme distância entre a ejaculação precoce crónica e a arte de bem foder habitual. [Read more…]

Oração Para as Minhas Horas de Êxtase

Senhor, meu Deus,
Criador de Todas as Coisas, Visíveis e Invisíveis,
todos os dias vou, com esta minha carne, este meu suor,
estes meus olhos, à procura da Tua Face a fim de entrar em Êxtase.

À brisa do fim da tarde, após ter morto todas as agitações estéreis,
e todas as queixas pelo desconcerto do Mundo e o meu,
sei que Te encontrarei com toda a certeza
no silêncio da grande luz crepuscular
sob o rumor marinho. Só. A sós. [Read more…]

Cambalhotas, Conspurcações, Branqueamentos

Portugal volta a estar em perigo por causa da reincidência interventiva de Sócrates na vida pública, tal como a usurpa Soares, outro perturbador pedante, outro arrogante inveterado. O Nojo, afinal, não suportou o período de nojo natural que lhe incumbiria enquanto ex-Primeiro-Ministro. Não nos deu tempo, afinal, para nos livrarmos da pátina de toxicidade petulante da sua desgovernação, dos efeitos de uma gestão com os pés da Coisa e Endividamento Públicos 2005-2011.

Temos, pois, que o que há de mais odioso em Sócrates reincide. Sou dos que escrevem e insistem no perigo que a sua majestática deriva narcísica coloca ao País, desde sempre. Se antes foi pela retórica obscena, hostilizadora, pela acção ou inacção dolosas e manhosas, hoje é basicamente pela palavra-atrito com que alveja a um tempo o rival que o apeou do Partido, Seguro, e o rival que o apeou do Governo e que o sucedeu no País, Passos Coelho. Mas também todos os inimigos que fez zelosamente. O odioso em Sócrates não pode ser ignorado, embora nem ele nem o seu entorno imaginem o cansaço, o esgotamento da paciência de milhões de portugueses só com a contemplação fortuita da sua fronha ou a audição casual da sua voz.

Muito me surpreende que alguns venham lançar um borrifo de água benta sobre tal reformado da vida pública e pouco mais falte para santificar, sacralizar e inocentar esse narrador e a sua narrativa de saltimbaco político. «A coisa» não deixou de ser a coisa: o vazio ideológico e programático continuam lá disfarçados de abrangência naquela volatilidade à espreita de antena no oportunismo injusto de envenenar e perseguir, segundo o mesmo espírito oco e baixo com que se atafulha de testosterona e ambição mediática uma Casa dos Segredos. O odioso em Sócrates fez-se do cabotinismo ideológico no poder e da desideologização ainda mais perfeita lá. Se hoje se comporta com extremo indecoro e procura armadilhar e perturbar Passos Coelho, um Primeiro-Ministro em exercício, isso compagina-se com a velha malícia, velho estupor e degenerescência dos filhos espirituais e netos de Soares, a quem tudo se tolera e nada, nenhuma intervenção gagá, lhe é negado. Pelo que se vê, se há quem patrocine o regresso de Sócrates à retórica abrasiva e à mentira compulsiva na vida pública é Soares, o que, enquanto alto patrocínio, lhe deve sair caro. [Read more…]

A Mulher-Petróleo

Talvez a mulher brasileira pudesse ser um novo petróleo para Bento dos Santos Kanganba. Quando, e se!, for encontrado pelas autoridades brasileiras, saberemos.

Três Corruptos. Um Livro. Um Público.

friso de corruptosEra uma vez um simpático friso com três corruptos: Soares, Lula e Sócrates. Soares, com a EMAUDIO-Fax de Macau e outro tanto num longo currículo de nebulosidades negras, delinquentes, pelas quais nunca foi julgado ou demitido: ele é o Regime e o Regime geme na mão dele; Lula, com o Mensalão, um escândalo nacional a estarrecer o Brasil, esse imenso Portugal; Sócrates, com tudo e ainda mais, especialmente o tardo-cripto-burlo-keynesianismo 2008-2011 de encher pneus e atochar o recto dos amigos com o último dinheiro, vai-fechar, coisa que veio a revelar-se a Falência de um País, com suas malignas consequências, com os seus dez milhões de torturados, vítimas, danos colaterais. [Read more…]

Portugal e o Sémen da Palavra

Portugal, o País que amo, alberga gente com formas de pensar as mais diversas e o talento, muito ou pouco, para as expressar. Somos fauna de ideias, à procura de analogias, de caminhos e de verdades. Mas há muita dessa fauna, Fauna de Esquerda Mal-Humorada, que não tolera o pensamento diverso dos outros, a leitura diversa dos outros, pois só existe a sua leitura e a sua emissão conceptual, o seu quadro descritivo da realidade, fora do qual outro qualquer ejaculador das palavras poéticas ou poético-analíticas só pode estar doente e deverá ser ou internado ou evacuado da plataforma que usurpa para debitar e debitar-se. É como que o Perigo de Haver Diversos, o Horror de Haver Diferentes. É a teoria dos escreventes malditos. Dos corpúsculos estranhos. Do 8.º Passageiro. Em suma, o Medo do Outro. Não separo a Poética da Poética de uma Poética da Política e é a partir desse meu corpo sexuado do dizer que insemino e inseminarei com Palavras a vagina passenta dos leitores em regime de estrito consentimento. Todo o leitor é um consentidor do diálogo da palavra que afinal busca e busca porque quer. Nenhum texto, postulado ou ideia, invadem o cérebro desprevenido do leitor por penetrar. Nada mais consensual que a leitura e a rejeição da leitura. Os inquisidores proibiam leituras, indexavam-nas. Os comunistas mais petrificados e aterrorizados com o Outro fazem outro tanto. Está inscrito no pensamento único, dogmático e violento como o Islão. [Read more…]

Narcísico Merdeiro

O Supremo Burlão quer antena e vai vendendo a banha que não há: só ele é que está bem.

Portugal-Cigarro Fuma-se a Si Mesmo

Este será um post para quantos alguma vez andaram aflitos na sua vida privada, com as mãos nos bolsos, a unhas neles a rapar cotão, encostados aos postes espirituais a ver se a vida passa sem reparar em nós. Portugal, hoje, é isso. Hoje, e sempre, é como se fosse uma pessoa. Por acaso aflita. Sem cheta. Há cento e cinquenta anos apertado em dúvidas existenciais. Encosta-se agora mesmo a um poste. Fuma o pensativo cigarro de si mesmo, cigarro com quase dois séculos e a cinza de mais um default tombando no chão quadridimensional da sua História Colectiva, os olhos semicerrados, os dedos nicotinados, os dentes putrescentes, o hálito entre o halo a merda ou a carniça. Fuma e cisma, com saudades, de Vítor Gaspar, o ministro que a auto-intitulada Esquerda Moderada dizia falhar estimativas, cenários, previsões, mas representava, sozinho, uma solidez que blindava Portugal da punição fiduciária dos mercados. Cisma na virulência dos galambas, putos imberbes, perfurados nas orelhas, a debitar furibundices no Parlamento. Cisma-se mais, fumando-se. Algumas demissões, por vezes, são fezes. Portugal continua encostado a uma espécie de poste da REN imaterial, fumando-se no seu cismativo cigarro. «Eu, Portugal, sou isto, não passo disto. Por um lado, governo-me, por outro tenho um programa de governo no Bloco e no PCP que é não estar em qualquer Governo, pedir a demissão de A durante meses e depois ver no que dá. Eu sou isto. E dá merda», pensa. Talvez o Portugal que se encosta e cisma estivesse no bom caminho consigo mesmo por ter Gaspar. [Read more…]

Dois Silêncios Estridentes

Depois de José Maria Ricciardi ter feito uma pirueta pouco comum em banqueiros ao sugerir um período de carência para o pagamento dos juros relacionados com as famigeradas PPP rodoviárias por um ou dois anos, a qual daria ao Tesouro a possibilidade de diluir no tempo os 1166 milhões de euros nas parcerias com os transportes, não me recordo, até ao momento de ter ouvido uma reacção governamental, embora, diga-se, esta ricciardice tenha chegado manhosamente depois de entregue formalmente o Orçamento para 2014: por um lado fica bem na fotografia, por outro, chega tarde de mais para contrapor uma bóia a pensionistas e funcionários públicos às medidas estruturais troykistas. Desígnios. [Read more…]

No Verde

nove sessões consecutivas.

Personalizar e Despersonalizar a Crítica

André, André, como é que podes ser tão suave: «Personalizar a crítica na figura de José Sócrates é apenas mais um dos erros da “direita” portuguesa.» Lamento, mas despersonalizar essa mesma crítica é que é apenas mais uma forma de ser cúmplice com os erros da “esquerda” moderada portuguesa. É terrível que Passos, ao não denunciar o Passado Burlo-Keynesiano e ao fazer pesar sobre nós todo o peso do ajustamento, na prática caucione e justifique aqueles abusos, tudo o que está para trás, num silêncio consentidor.

Não deves ter vivido no mesmo País que eu, um País toldado pela frenética engrenagem mediática com a sua barragem diária de fogo e que custou balúrdios a esse Estado Português cujo problema-não-era-sócrates. Que disparate! Pela primeira a vez, o mau carácter e as más políticas casaram tão perfeitamente que o primeiro determinou o grau de abuso das segundas e as segundas só se agudizaram sob o influxo tresloucado do primeiro.

Demasiada brandura cheira-me a esturro.

Ora Foda-se, Zé!

Que-se-lixe-9Afinal brincamos às manifs e contra-manifs?! Feio. Muito feio. Tiros que só podem sair pelo cu da arma.

Jeroen, Ordinário Neutralizador de Manifs

Não me doem as opiniões francas e directas de ninguém. Abraço com extremo interesse e paciência os que se me opõem, permaneçam calmos ou não a opor-se-me. Acho divertido escandalizar o Credo da CGTP e estimulante rasgar o Decálogo do PCP, da mesma forma que me fascina a crítica sistemática que se pode fazer com extrema facilidade ao Socialismo Português, o Chupcialismo, à sua retórica de impostura e temor da impopularidade, e sobretudo à fase totalitária recente do Socratismo, cuja abordagem e chamada à colação com esta fase Passista, não sei porquê, desagrada profundamente aos que se ancoram no presente político como o único monólito conveniente como se não houvesse o antecedente político e o grande pedregulho das respectivas responsabilidades. [Read more…]

Moreira e o Independento-Facadismo

Creio já ter superado completamente as dores naturais da minha derrota com a derrota do Dr. Menezes, em Setembro. Mas constato que Rui Moreira, uma vez eleito, se apressou a meter a independência na gaveta e a passar a imagem de um inesperado e inaudito desconforto em ter de ir à luta apenas com a prometida armadura do seu prestígio e da sua imaculabilidade.

Se ganhou a eleição, ganhou-a por causa da sua virgindade partidária.

Mas não. Mal pôde, cilindrou a agenda e prioridades da distrital do PS, a qual, num primeiro momento, obstaculizou um entendimento para a governação da Câmara do Porto e, num segundo, que é agora-ontem, implicitamente capitulou em toda a linha ao desiderato coligacionista absorvente e à armadilha que Moreira, o aflito, preparou para sua própria salvação: lançar uma OPA à segunda força mais votada, um partido. Sequestrá-lo para a órbita da independência ou, o mais certo, dar uma facada independente à própria independência.

Os dados estão, pois, lançados. O que é que resulta para o Porto desse acordo? Qual o animal programático hybrido resultante para o Governo da Cidade? Com que é que ficamos em matéria de liderança fática e efectiva? Rui Moreira, excepcional pensador da portuensealidade mas um zero político, abdica de si mesmo para se sentir sustentado e respaldado pelo político socialista Manuel Pizarro do Partido Socialista. Ponto. [Read more…]

Andam Fascistas a Passear nas Pontes

Infelizmente, é absolutamente vital para o progresso e a liberdade do País que o Orçamento do Estado para 2014 seja aprovado e posto em vigor. Qualquer um, menos o beatífico e parcial Bagão Félix, menos a privilegiadíssima social Ferreira Leite e estafermo mediático, menos o ronhoso Pacheco Pereira, menos o grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, menos a perene indignada Clara Ferreira Alves, menos o alarve castrato Pedro Marques Lopes, qualquer um que não tenha trabalho e não seja funcionário público, percebe o quanto a face do País está na berlinda e suspensa do dinheiro do mundo. Claro que a possibilidade de cortar unilateralmente salários e pensões é uma hecatombe social que deveria ter sido possível evitar lá atrás, no tal passado de que os meus amigos chupcialistas não querem que fale. [Read more…]

Maldito Laxismo!

Domus Iustitiae«Ando arrepiado com duas sentenças de tribunais – de Gaia e Coimbra…»

Má-Consciência, Zé-Maria?

Tarde a piar, José Maria Ricciardi tem, finalmente, uma sugestão.

Da Mais Abjecta Absolvição de Si

Admito-o, com a máxima franqueza: Passos e as suas circunstâncias trouxeram-me um curral de desemprego, trouxeram-me cortes selváticos e perversões no que realmente recebo de subsídio de desemprego e é abaixo de miserável, indigno, tornando impossível ser pai, marido, gente. Mas não tenho ódio com que odeie este Governo já sobejamente odiado por ter cão e por não ter, porque sim e porque sim, para além das grilhetas herdadas. Sócrates, com a sua máquina mediática furiosa que debitava treta de entreter vinte e quatro por vinte e quatro horas, sete dias na semana, varria os pobres e a paisagem do real feio para debaixo do tapete nas inaugurações-croquete, nos anúncios repetidos, no optimismo vácuo, na mensagem charlatã e no luxo com que se rodeava e a que se não poupava. Passos atira-nos com o real para cima das costas, em bruto. Sócrates fingia que não havia pobreza nem cada vez mais desempregados. Passos quer evacuar de Portugal o máximo de activos humanos através de uma massiva emigração de corações, braços e cérebros, e porventura matar de inanição desempregados, doentes e pobres com mais doses de abaixo de penúria. Um luxava e fingia. Outro perde cabelo e procede segundo a mais estrita crueza em consonância com a situação das Contas Públicas e o que delas puder salvar. [Read more…]

Como um Burro no Meio da Ponte

Era a altura de o frango, o Partido Chupcialista, voltar-se para trás e enfrentar com coragem o inevitável, em vez de ficar como um burro no meio da ponte.

Nas diatribes estéreis entre PS e PSD, é o PS que neste momento joga a cartada de maior risco e a mais decisiva. Se quiser continuar a fazer cenas impostoras para consumo interno, mostrando-se sensível, bonzinho, nunca falando dos compromissos da nossa dívida pública e o seu peso, dando esperanças vãs a um conjunto de crédulos de que, com o PS no Governo, tudo seria diferente, vai assassinando a credibilidade externa do Estado Português, no sentido de se consolidar um padrão de fidúcia junto dos Mercados. Não é possível que em questões de vida ou de morte, como os sinais de boa-fé e sincera disposição em pagar, o PS ande aos ziguezagues, fazendo o jogo do chantagista. Onde é que pára o sentido de Estado?! Onde se encafuou a defesa dos interesses nacionais?!

Os Chupcialistas choram, queixam-se do facto de se estarem a confrontar com uma maioria absoluta, um Presidente da República e um presidente da Comissão Europeia, mas há que perguntar: não está o Estado Português organizado no sentido de dar tacho aos meninos dos partidos? Não está o Aparelho de Estado atochado com pessoal partidário sedimentado ao longo das décadas para respaldo dos Governos, não é isso ter poder?! Não está a sociedade atochada de comentadores e gente de Esquerda que diz o mesmo e do mesmo se queixa, menos que os compromissos de défice sejam para cumprir, pelo menos tentar cumprir?! [Read more…]

Colonos do Comentário Singular

Muitos dos que exercitam o comentês político-económico encartado e colonizam TV, Rádios e jornais por estes dias, e que são sempre os mesmos, estarão a dizer exactamente o mesmo que disseram nas vascas do Orçamento de Estado em decurso. Provavelmente com mais razão e mais razões. O que disseram do OE2013? Disseram o que disseram e era tenebroso. Quem os ouvisse, ouviria da sua inexequibilidade completa. Assim falou Ferreira Leite. Assim falou Pacheco Pereira. Assim rouquejou Constança Cunha e Sá e outros, muitos outros, que dizem sempre a mesma coisa e sobretudo o que muitos e muitas querem ouvir, não ouvindo mais nada senão o mesmo prato opinativo de bacalhau de cada dia. Para o comentês, os Orçamentos sob a Troyka, apesar das circunstâncias e das condicionantes, nunca têm atenuantes. E são negros. Assim os declarou e declara de fio a pavio, negros, a ala socratista: dessa gente e dos seus sofismas nunca saiu nem sairá uma só nota positiva, uma só nota de esperança. Por que não fazem terapia?! [Read more…]

1.ª Variação Positiva

Ao crescer 0,1% face ao mesmo período do ano passado, o indicador da actividade económica interrompeu um ciclo de 29 meses de queda.

Luísa, a Maternal, e a Sevícia Nacional

Maria Luís Albuquerque XperiaOntem, já era tarde, o sono pesava, pude ver a brevíssima entrevista de José Gomes Ferreira à Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. O entrevistador esteve bem, como sempre, simpático, directo, capaz da pergunta incómoda. A Ministra mostrou-se leve, simpática, natural, directa, assertiva. Maternal. Gostei da pessoa e a pessoa passou bem, tanto mais que aquela mulher, trucidada e combatida ao longo do Verão pela culpa desculpista e UltraSwapista do PS, não é uma máquina de propaganda do PSD nem faz um discurso redondo. É só uma técnica, uma mãe, uma de nós. Como qualquer mãe, faz o que tem a fazer e fá-lo no máximo das suas capacidades. [Read more…]

Não Ficar Para Trás, Dever Nacional

Pois, João Paulo, a nossa fome não é, de facto, um dever constitucional, mas por exemplo o fim das subvenções de ex-políticos, actuais políticos, como Cavaco, Assunção Esteves e Catroga, e futuros políticos, a esta luz, torna-se um dever imediato da legislatura e outros movimentos similares autorreformistas do Sistema tornam-se imperativos precisamente perante a penúria, a fome e a nudez de muitos portugueses apanhados no tsunami deste ajustamento. Não deverias partir do pressuposto de que acato acriticamente a papa regurgitada pelo Governo Passos Coelho II ou papo com cara de tolo todas as desculpas para o agravamento da factura social para suster a factura do défice: também eu fui posto a pão e água pela Troyka e por Passos e se me rebelo, rebelo-me, sim, cumulativamente contra o passado culpado e contra a covardia e incompetência que são as do Governo, mas também em larguíssima medida da Oposição liderada pelo Partido Chupcialista.

Não deverias cavar a trincheira das nossas distintas razões por finalidades comuns colocando-me no lado sádico da questão e ficando tu com o lado monopolista do bom senso e da sensibilidade e do sentido social. A Esquerda farta-se de estigmatizar outros redutos desapossando-os de humanidade e de boas intenções, pelo menos tão boas quanto as dela: concordarás comigo que se o Aparelho de Estado foi colonizado pelos partidos com camadas e camadas de clientes, há-de ser uma magna tarefa desparasitá-lo e é por isso que Soares reincide em apelar ao motim, à balbúrdia, à queda fragorosa de todos os esforços por mudar o paradigma parasitário segregado no pós-Abril. [Read more…]

Fase Ultra-Choné

É triste envelhecer entre o pateta e o intratável, entre o venenoso e o choné. E ninguém o avisar de como é feio passar por sedicioso, nocivo e chanfrado.

A Sedição Nunca Tem Razão

Meu caro João, lamento, mas Soares nunca tem razão, uma razão pura, inocente, solidária. E os erros que comete não são só os de comentador sofista chanfrado, mas os de velho e inveterado acumulador de benesses e privilégios a fim de mover influências, colonizar de afilhados o Aparelho de Estado, tudo em nome da grande eminência parda maçónica que tutela na sombra o Regime e está na base da cleptocracia bancarrotista que escreveu a História Gloriosa dos últimos quarenta anos com as suas três falências.

Baptista-Bastos, de quem gosto e com quem há algum tempo troquei uns simpáticos e-mails, é ainda, pelo contrário, um bom velho Quixote, talvez o último, por uma justiça social, uma moralidade essencial, que não vemos concretizada nem na sociedade, nem no trabalho, nem na política, nem em quase nada português, mas não pode dar razão a quem, como Soares, tem passado uma mensagem abrasiva, impaciente, sediciosíssima, de profundo contempto pelos factos puros e duros da manutenção do Estado Português no Euro e de cumprimento das metas estabelecidas pelos Credores ao Estado Português, metas inescapáveis. [Read more…]

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