Apesar de tudo agora podemos começar a pagar as nossas dívidas

Este ano, para além do ano da contestação (ou resignação se acreditarmos no feeling do Sr. Gaspar), pode ser também o primeiro ano em que colectivamente, como país, começamos a pagar as nossas dívidas ao exterior.
De forma muito simplista isso só será possível quando começarmos a vender mais do que compramos e é isso que parece estar a começar a acontecer.

O gráfico abaixo publicado pelo Banco de Portugal mostra-nos já com um saldo 0 ao nível do ano e com uma tendencia aparentemente positiva.

É verdade que o pico costuma ocorrer por esta altura mas se mantivermos o mesmo padrão anual já teremos um resultado global incomparavelmente melhor do que a habitual taxa de cobertura de 80% dos tempos da pre-troika.

Regozijemos portanto.

Ministro italiano a favor das eurobonds

Corrado Passera, ministro do desenvolvimento económico, infraestruturas e transportes é mais um dos apoiantes das eurobonds, pelo menos na sua nova versão “project bonds”.
Numa passagem recente pela LSE, numa palestra intitulada “Austerity and growth: time to shift gear“, Corrado Passera aponta a Itália como mais um país ao lado dos que consideram importante a Europa ter uma emissão comum de obrigações.

“the idea of project bonds and better, stronger use of european investment bank is certailny the right direction [to go]“

Merkel vai aos poucos ficando isolada (nem os seus conterrâneos lhe valem) numa Europa que segundo as palavras deste ministro tem sido gerida de forma insuficiente.

“(..) Europe is beeing managed in a disapointed way in many respects (..) certainly the greek crisis, the sovereign debtcrisis is not being managed has it should (..)”

Decisões Nucleares

Um acontecimento quase histórico que ocorreu nos últimos dias e que passou um pouco despercebido foi o fecho da ultima central nuclear que continuava a produzir energia elétrica no japão.

Isto quer dizer que pela primeira vez nos últimos 40 anos o japão não usa o nuclear no seu mix energético. Este é um resultado direto do evento improvável mas real do terramoto seguido de maremoto que ocorreu o ano passado.

Mas o que eu acho verdadeiramente interessante é perceber que foi possivel substituir em pouco mais de um ano cerca de 20% da produção total de energia para outras formas de produção. Não consegui encontrar indicadores sobre como foi feita essa substituição ou sequer se tiveram que repor toda essa capacidade ou se conseguiram reduzir o consumo mas que esta é uma oportunidade para que outras formas de produção elétrica sejam exploradas lá isso é.

Alguns factoides só como curiosidade:
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Nós não fazemos mas vocês também não

“Funcionários da Câmara do Porto iniciaram hoje, às 8h, os trabalhos para entaipar as entradas da escola, de onde foi retirado diverso material, como portas ou sanitas das casas de banho.

O objectivo é impedir a reocupação das instalações pelos activistas do coletivo Es.Col.A, que agendaram para esta quinta-feira à tarde, às 18h30, uma assembleia geral para decidir o que fazer depois da intervenção da Câmara do Porto.

Desta vez, a intervenção da autarquia foi mais radical e incluiu a colocação de tijolos e a destruição das infra-estruturas essenciais à continuidade do projecto Es.Col.A, avança a Lusa.” via porto 24

Algumas razões porque acho que a CMP tem dois pesos e duas medidas mais em baixo.
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PSD/Porto, aproveitem esta deixa

Esta foto demonstra bem como os/alguns responsáveis da CMP pensam que se reabilita uma cidade.
Primeiro manda-se abaixo (como no Aleixo) e expulsam-se as pessoas (como no Mercado do Bom Sucesso), depois arranja-se uma PPP (como no Palácio de Cristal) para construir de novo.

Podem argumentar o que quiserem mas para mim a fontinha resume-se a isto:
1. O estado central e municipal demitiu-se das suas funções ao deixar uma escola abandonada durante 5 anos.
2. Um conjunto de pessoas resolveu utilizar esse espaço público abandonado para criar um projecto social.
3. A CMP achou que o melhor era tirá-los de lá e deixar tudo outra vez abandonado.

Depois ainda vem com tangas de que querem recuperar a cidade…

Como diz o Pedro Figueiredo “No fundo, temos sido em geral demasiado complacentes e tolerantes para com a CMP. É caso para dizer: CMP Filhos-da-Puta, Rui Rio Fascista / Não perdem por nova okupação! …”

PS: Este é o momento ideal para um certo PSD (vereadores, deputados municipais, …) que não se revê nestas posturas pidescas de Rui Rio se demarcar e começar a mostrar porque razão hão-de ter o voto dos portuenses nas próximas eleições.

Hoje dá na net: Ouro Azul

“Ouro Azul” / “Blue Gold – World Water Wars” é um documentário sobre a água e os negócios que se foram construindo à sua volta nomeadamente a privatização da sua exploração.
Baseado no livro “Blue Gold: The fight to Stop the Corporate Theft of the World’s Water” foca um tema absolutamente atual quando falamos na privatização das Águas de Portugal e que apresenta alguns casos práticos como o dos EUA e alguns países sul americanos.

Uma pausa no Clube Literário do Porto

O Clube Literário do Porto vai suspender a sua atividade a partir de 31 de Março por motivos de reestruturação de todos os serviços da Fundação Dr. Luís Araújo a que pertence.

Desde que abriu em 2007/2008 (penso), o Clube Literário do Porto foi, na minha opinião, um dos locais mais relevantes para todos aqueles que gostam de partilhar ideias e conhecimento, basta olhar para o seu calendário de atividades para o perceber.

Para além disso era uma casa que estava sempre disponível a todos os pedidos de colaboração que recebia, pelo menos eu sempre tive resposta positiva a pedidos para utilizar as instalações do CLP, fosse através da Campo Aberto ou da Associação de Cidadãos do Porto e que me permitiram organizar bem mais para cima de uma dezena de debates.

Também assisti a algumas edições do Cooltiva-te e algumas exposições e o Aventar também andou por lá.

Claro que imagino que manter uma infraestrutura daquelas em funcionamento deva ser caro, mas espero que o consigam porque fazem falta ao Porto.

Hoje dá na Net: Food, inc.

Food, Inc. é um documentário que chegou a ser nomeado para os oscares em 2010 e que retrata a realidade americana da indústria da alimentação.

Desde a concentração num pequeno número de empresas da quase totalidade da produção alimentar, ao impacto das cadeias de fast-food, passando pela produção verdadeiramente industrializada do que comemos (seja animal ou vegetal) e não esquecendo os lobbies e as relações perigosas entre regulamentadores e empresas regulamentadas este documentário deixa-nos um cenário bastante sombrio dessa indústria.

“A indústria (da alimentação) não quer que saiba o que está a comer, porque se soubesse talvez não a quisesse comer.”

O que vale é que na europa é tudo diferente…. ou não?

Página do IMDB.Legendado em português


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Coisas que não se podem dizer

Porque soam mal e porque não fazem sentido.

Apareceu no Porto24 que “O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes pediu esta sexta-feira ao primeiro-ministro para instalar no Porto metade das sedes das empresas públicas, nomeadamente a REFER e a CP, explicando que seria uma “reforma estrutural muito importante””

Mas não faria mais sentido sugerir a descentralização pelo país todo dos serviços centrais do estado?

Porque não mover os serviços eminentemente administrativos para o interior, por exemplo ter o INE em Bragança e a DGCI na Covilhã.
Ou então mover serviços centrais para perto das regiões que mais necessitam deles, tipo agricultura em qualquer outra parte que não Lisboa e Porto…

Assim ficou só a ideia (certa?) que a única coisa que ele quer é uma fatia neste bolo ultra-gordo que é o nosso estado.

PS: As TIC não servem só para Magalhães ou Facebook… servem também para estas coisas.

Cavaco quer extinguir o cargo de Presidente da Republica

Marcado certamente pela relação difícil que teve com as “forças de bloqueio” do tempo da presidência de Soares, Cavaco continua paulatinamente o seu percurso para extinguir o cargo de Presidente da Republica.

Esta é a única explicação possível para uma frase tão fantástica quanto imoral num país onde a pensão média é cerca de 400€… ou de dizendo de outra forma, onde um reformado médio nem em dois anos recebe aquilo que o presidente recebe num mês.

E não me venham com histórias de que isto foi uma frase infeliz… afinal estamos a falar de um político que foi primeiro ministro durante 10 anos, faz hoje 6 que é presidente e foi ainda ministro das finanças durante algum tempo.

Esta foi simplesmente mais uma jogada do tipo do veto dos Açores, ou das criticas ao orçamento que têm como único objectivo demonstrar a inutilidade deste cargo que todos os anos custa uns troquitos a todos nós.

Ministro tem aulas de introdução à política

O Álvaro, o ministro que mais aspeto tem de fazer parte dos 99% mas que ainda assim consegue ser o que pior resultado tem nas sondagens relativas às preferências do povo mostrou neste sábado que anda a ter algumas aulas de introdução à política.

A propósito de uma vista de protesto, disfarçada de janeiras, por causa do ramal da lousã e aproveitando o facto de já ter anunciado previamente medidas que iam ao encontro do que os protestantes pediam, lá surgiu o ministro, em modo casual friday, como deve gostar mais de andar, junto com a familia a deixar palavras simpáticas para todos os media que lá estavam.

Correu-lhe bem, esperemos que o resto do trabalho no seu mega-ministério também corra.

2012 A caminho de um país racional

Desde pelo menos 1974 que não houve ano em que não tivéssemos tido défice no orçamento do estado. E o mesmo seria a nível da da dívida não fossem as privatizações.

Ao mesmo tempo tornamos-nos um dos países com o maior número de proprietários (se é que podemos considerar proprietário quem fica a pagar uma casa até aos setenta anos).

Também conseguimos ser um dos países com mais quilómetros de auto-estradas e o estado sempre gostou de pagar mais aos seus funcionários (ou não) do que os privados conseguiam (ou queriam) aos seus.
Temos um sistema de saúde interessante (ou não) e gastamos na educação mais ou menos o mesmo que os outros países da europa.

Enfim chegamos a um ponto onde não há capacidade de inventar dinheiro como foi para as scuts, barragens ou parques escolares.

Não adianta (e não, não é resignação) dizer que não pode ser, que assim não vamos lá (sem apresentar alternativas)… é óbvio que vivemos muitos anos acima das possibilidades, basta comparar o nossos hábitos (pagar casa, andar de carro, jantar fora, etc.) com o salário médio português que não chega a 900€.

Só nos resta uma alternativa, liderar quem sabe liderar, inovar quem sabe inovar, replicar quem sabe replicar, trabalhar quem puder trabalhar.
Claro que ajuda se ao mesmo tempo que aparecem estas medidas, acabem com as poucas vergonhices como negociatas das scuts, barragens, e outras que estouraram o nosso (dos cidadãos que pagam impostos) dinheiro.

Talvez assim consigamos caminhar para um país racional que vive, com ambição, de acordo com as suas possibilidades.

2011 o fim do fim do século XX

Em 2001 o atentado de 11-set, ao questionar o poderio daquela que era vista como a única grande potência, marcou o inicio do fim do século xx.

Entretanto tivemos o lehman brothers, variadas catástrofes ambientais, o facebook,a primavera árabe, o (quase) colapso do euro e o nosso terceiro pedido de apoio ao fmi, entre outros.

Parece-me que agora sim estamos preparados para o século XXI.

Para onde vão os nossos impostos em 2012

Noticias recentes dizem-nos que apesar de tudo a quantidade de impostos que pagamos até nem é muito elevada quando comparamos com o resto dos países da OCDE.

Claro que somos também dos países que mais tem aumentado os impostos mas isso não interessa nada.

Importante é ter uma ideia do destino desse dinheiro.
Imaginemos que recebemos o salário médio, que foram uns dez mil euros por ano em 2009, isso quer dizer que vamos pagar cerca de 3000€ de impostos.

Para onde é que vai esse dinheiro? Vejam na imagem abaixo ou experimentem “O teu Orçamento para 2012

Cidadania 2.0

Se têm amigos/conhecidos no governo local/regional/central ou ONGs não deixem de lhes divulgar o Cidadania 2.0, já esta 5ª feira, no Fórum Picoas em Lisboa.

Tal como no ano passado, esta segunda edição vai ser uma montra de vários projectos que demonstram de que forma organizações públicas ou privadas e os próprios cidadãos podem utilizar as ferramentas digitais actualmente disponiveis para terem um impacto relevante na sociedade.

Podem ver o programa completo no site mas queria destacar duas presenças internacionais.
Por um lado a presença de Alberto Tercero que vai apresentar a estratégia do País Basco para o Governo Aberto, provavelmente um exemplo que nós poderíamos aproveitar, seja ao nível do estado central seja ao nivel dos municípios.
E por outro a apresentação de Adam Gee sobre os projectos Landshare e Hugh’s Fish Fight. Até acho que o Landshare poderia ser algo a adoptar pelo nosso ministério da agricultura.

Para além destes projectos ainda vamos ter mais uma dúzia de apresentações sobre projectos excelentes, por isso apareçam. A entrada gratuita mas inscrição obrigatória.

RTP e Pordata, podia ser uma boa ideia

Ontem a RTP transmitiu a primeira de várias histórias baseadas em informação da Pordata e a ideia com que fico é que se esqueceram da parte jornalística da coisa.

Digo isto porque pelo que vi limitaram-se a debitar a informação que nós já conseguimos ver no site, que por sua vez já poderia ser consultada noutras fontes de informação como o INE, Banco de Portugal, etc.

Claro que é um trabalho meritório e como a televisão ainda vai tendo mais impacto que a internet serviu para mais pessoas ficarem a conhecer o trabalho excelente da fundação Fundação Francisco Manuel dos Santos. Mas o que eu estava à espera de um trabalho jornalístico era algo que relacionasse informação.

Certo, gastamos 3,5x mais (a preços correntes) em impostos do que há 30 anos atrás… mas, e quanto é que o estado gasta em serviço de saúde, educação, pensões? Acompanha essa percentagem? É proporcional ou não? Onde é que aumentou mais?
E que avaliação é que nós fazemos dos serviços que o estado presta, tem melhorado, diminuído?

Isso sim seria um trabalho que estaria à espera que a RTP fizesse. Para ver números descontextualizados já vou actualmente ao site da Pordata.

Ninguém gosta dos transportes públicos

A moda agora é defender que se acabe com tudo o que dá prejuízo.
Parece-me bem, principalmente se contabilizarmos tudo que temos que contabilizar sempre que analisamos o custo de um serviço.

Eu por exemplo acho que os custos atribuídos ao transporte individual privado estão subavaliados… não consideram quanto tivemos que investir em infraestruturas (nomeadamente autoestradas), o impacto que tem no ambiente (qualidade do ar e não só), o impacto económico das importações de petróleo (que, não, não vão ser compensadas com a construção de mais barragens), o impacto social de ter menos tempo disponível para trabalho/descanso (pelo tempo que passam em filas de trânsito) etc, etc.

Por isso até acho que devíamos aumentar o custo da gasolina (para 2€/l por exemplo) e/ou portagens de forma a incorporar esses custos. A receita extra seria naturalmente para aplicar em transportes públicos.

Não em projecto faraónicos tipo tgvs que não têm nada de público e limitam-se a ser fonte de rendimento para construtoras mas… sei lá… por exemplo para acabar a remodelação da linha do norte (que começou há 20 anos) para os pendulares poderem circular sempre a 200kmh, ou, bem há centenas de pequenos projectos possiveis que poderiam ser feitos.. é só escolher. Mas claro, primeiro é preciso decidir.

Sim é possível deixar tras-os-montes ainda mais isolado

Há uns três anos atrás, aproveitando outra reflexão, sugeri que em vez de se construir uma auto-estrada transmontana que quase a unica coisa que vai fazer é tornar pago o único acesso moderno ao interior, se optasse por reformular as ligações internas às capitais de concelho do distrito de Bragança e ligações a Espanha.

Isto porque me parecia que 310M€ para converter o não muito bom mas relativamente seguro e aceitável ip4 entre Vila Real e Bragança era dinheiro mal gasto, ainda para mais dinheiro que não tinhamos e ainda para mais quando podia ser gasto em investimento (em estradas) mais produtivo.

Agora, com as obras a meio, com cortes sucessivos no ip4 que nos levam a revisitar a EN15 (onde eu demorava umas 5 horas para fazer porto-bragança) resolvem fechar a torneira e suspender as obras por 90 dias.

É justo, como o fecho de vigo/valença para poder comprar carros para os administradores da cp, todos temos que participar na ajuda ao país.
Pena que tenha que se impor isso a quem já não tem ligações ferroviárias (quando há 50 anos eram dezenas de quilómetros), não tem ligações rodoviárias decentes e as que tem são sempre as últimas a ser construídas.

Feche-se o Sud-Express pf

Ao contrário da ligação Porto-Vigo, as ligações Sud Express e Lusitânia são feitas com carruagens espanholas, com nivel superior de conforto. Estes dois comboios internacionais feitos a partir de Lisboa são explorados em regime de parceira (joint-venture). Porque razão, segundo se alega, é a ligação de Porto-Vigo integralmente sustentada por Portugal?

Os senhores que conseguem fazer horários de comboio deste género

Chega urbano do Porto às 7.44 mas partiu um regional às 7.42
Chega urbano do Porto às 8.44 mas partiu um regional às 8.33
Chega urbano do Porto às 10.44 e parte um regional às 10.45 (!!!))

e que por isso são recompensados com prémios destes

“José Benoliel, presidente do conselho de administração, Alfredo Vicente Pereira, vice-presidente, Nuno Moreira e Madalena Sousa, ambos vogais, contam cada um com um Mercedes E220CDI Elegance e Cristina Dias, que é também vogal, utiliza um Mercedes E 220CDI Avantgarde.”

resolveram tirar mais um coelho da cartola e vão fechar a ligação valença / vigo / valença.

Medida óbvia e sensata quando se opta pelo desinvestimento contínuo em infraestruturas com > 100 anos (a linha propriamente dita) ou > 20 (no caso dos comboios)

O que achei curioso foi que desta vez não foi preciso que acontecessem uma série de incidentes que nunca antes tinham acontecido (como no tua) ou que se usasse o eufemismo de dizer que vão fechar só temporariamente para melhorar as infraestruturas (como no caso do corgo) e também não se recorreu à vergonha do apagão e transporte às escondidas (esperavam eles) do material circulante (como no caso de bragança).

Não, desta vez é um simples “por não estarem reunidas as condições para a continuidade da exploração, a partir de 10 de Julho de 2011 o serviço no trajecto Valença / Vigo / Valença será suprimido”

E assim terminam 125 anos de ligações Porto-Galiza!!!!!!!!
Exportar é preciso… mas só se for de carro, e entretanto temos um aeroporto novinho em Beja que recebe meia dúzia de voos por semana

Ah, e a propósito do Sud-Express

variação pax 2010/2009
Variação PK* 2010/2009
Variação proveitos 2010/2009
Porto-Vigo
3,5%
4,5%
8%
Lisboa Irun/Madrid
3%
0,5%
6,4%

Eles ouvem-nos!

Hoje ao aceder novamente ao base.gov.pt para ver se encontrava a descrição de quais os contratos que aí são publicados, porque já tivemos algumas pessoas a perguntar-nos se são mesmo só as adjudicações directas, verifiquei nesta nova notícia

Novos Serviços de Pesquisa
Passa a estar disponível, no Portal dos Contratos Públicos, um novo serviço que permite efectuar pesquisas com base num campo de texto livre ou pesquisas estruturadas e exportar o resultado da informação consultada para um ficheiro em formato .csv.

Isto é muito interessante porque está a fazer um mês que foi lançado o site DespesaPublica.com, um projecto que tem como objectivo dar maior visibilidade aos contratos públicos, sendo que no desenvolvimento desse site um dos grandes constrangimentos para era a obtenção automática da informação dos contratos, já que ela só estava disponivel no site como resultado de pesquisas manuais, não havendo nenhuma forma de copiarmos de uma só vez toda a informação directamente do site.

Um mês depois do despesapublica.com estar disponivel, e alguns anos depois de uma iniciativa semelhante, o Transparência-AP, estar online o gestor do portal base.gov.pt passou a disponibilizar esta funcionalidade de exportar para csv. Parece uma coisa pouco importante mas na verdade é um passo importante para o efectivo acesso à informação pública.

Quem São e o Que Dizem os nossos Deputados


Já está disponível um novo serviço público da chamada sociedade civil.
Chama-se demo.cratica e permite visualizar de uma forma mais apelativa alguma da informação do site da nossa Assembleia da República.

O Demo.cratica existe graças ao trabalho levado a cabo no Transparência Hackday Porto, onde têm sido desenvolvidas formas de organizar, compreender e catalogar bases de dados de informação pública em Portugal.

Surgiu como ideia e começou a ganhar forma na Open Data Hackathon, um evento anual internacional que propõe um dia dedicado a um “sprint” de trabalho e reflexão sobre a informação pública e formas de a analisar e publicar, evento que inspirou também a criação do projecto DespesaPublica.com.

E assim, aos poucos, vamos ficando com ferramentas para um Portugal melhor.

O mote dos dias que passam

Eu não gosto do PS nem sequer do CDS Não suporto o PC que se lixe o PSD…

Gastar tempo em coisas que não servem para nada

Pelos vistos o Parlamento quer limites à remuneração dos gestores públicos, vai daí aprova mais uma daquelas resoluções que de tão genéricas e subjectivas não servem para nada.

Por exemplo, a proposito do nº de administradores diz que devem ser “considerando-se apenas justificável alargar a sua composição para cinco administradores quando a empresa desenvolver uma actividade complexa e a nível nacional e ou internacional”.
O que quer dizer actividade complexa? Qual o indicador de complexidade que definiram para aplicar automaticamente a todas as empresas de forma a perceber se tem actividade complexa ou não?

Continua a proposito das remunerações dos administradores, “que devem ser definidos níveis de remuneração para os gestores públicos que não podem deixar de ponderar as condições económicas e financeiras do País”.
Isso quer dizer o quê mesmo? Traduz-se em quê? Se o crescimento do PIB e valor da despesa for Y então já só pode haver salários de Z?

Também diz que “A utilização de cartão de crédito deve ser erradicada”… claro é melhor passar para gastos em dinheiro vivo, assim é mais dificil perceber onde é que foi gasto.

Ah! E claro, convém criar uma comissãozita para verificar que isto é mesmo implementado
“O Parlamento propõe ainda a constituição de uma comissão de supervisão do sector empresarial público composta por um membro indicado pelo Tribunal de Contas, um membro indicado pela Direcção -Geral do Tesouro e Finanças e um membro por cada tutela sectorial.”

Abraço ao Tua

Notícias recentes dão indicação que já está em andamento a criação de um Parque Temático para o Sabor. Pena que isso não tenha sido feito antes de construírem a barragem do Sabor numa zona muito rica a nível ambiental, fruto da sua localização e características como o facto do rio correr 300m abaixo do planalto transmontano criando um microclima específico e que permitiu ter dos sobreirais e azinhais mais bem preservados do norte de portugal, albergar fauna interessante e ser um corredor ecológico de excepção para o lobo.
Se calhar o problema era ser uma área tão grande de coisas interessantes… por isso preferirem inundar uma parte para não dar tanto trabalho.

Entretanto preparam-se para fazer o mesmo no Tua. Primeiro destroem o que já existe, depois atiram uns milhõeszitos para cima para tentar alegrar todos aqueles que só pensam no curto prazo e não conseguem ver todo o potencial turístico, económico e de coesão social do que já existe nesse vale.

Porque ainda vamos a tempo e para tentar contrariar estas posturas de facto consumado que a EDP e o governo Português tem adoptado na questão do Plano de Barragens, vai-se realizar no próximo dia 27 de Março pelas 15h na Foz do Tua um Abraço pelo Tua.
Nesse dia, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelam a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.

Ver mais para Informações e Inscrições.

O dia seguinte

“a mudança só vai acontecer se participarmos nas nossas comunidades locais”

O dia seguinte é sempre o mais dificil, porque é sempre mais fácil demonstrar descontentamento do que perceber qual o novo rumo a tomar, mas isso não invalida que a manifestação de ontem fosse importante e tenha sido um sucesso.

Importante porque faz sentido mostrar o desconforto e descontentamento com o mundo? o país? a cidade? as empresas? as pessoas?
Sucesso porque acho que ninguém esperaria 50.000 pessoas (numeros da PSP) numa manifestação no Porto sem ter que recorrer à angariação organizada de pessoas que normalmente os partidos e sindicatos fazem.

E agora o que fazer? Manter a ressaca? Vai continuar tudo na mesma?
Certamente que se continuarmos a fazer tudo igual, não podemos esperar resultados diferentes.
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A regionalização não vai custar nem mais um tostão…

Um dos argumentos apresentados para justificar a não reorganização administrativa e política do estado é o custo que isso iria ter.

Esta verdade absoluta é postulada inclusive por aqueles que tiveream responsabilidade directa na criação do estado que temos actualmente que, tenho ouvido dizer, não é assim tão sustentável quanto isso.

Para perceber porque não pode a regionalização custar nem mais um tostão e apresentar ideias sobre como o fazer, o Movimento Partido do Norte vai realizar no próximo sábado, 18 de dezembro, no Ateneu Comercial do Porto, ás 16.30, uma sessão sobre este tema com a participação de Eng. Carlos Brito, Dr. Pedro Froufe Madeira e Dr. Paulo Morais.

Estamos na altura de construir novas opções e pensar de forma diferente na resolução dos nossos problemas, se quiserem fazer parte dessa discussão apareçam.

O Porto em Conversa – Novembro 2010

Mais um mês e mais 2 mãos cheias de podcasts.

Dos diferentes podcasts que ficaram online neste mês podem ouvir 2 entrevistas realizadas por mim, uma a Vasco Ferreira da Ambisig uma empresa de desenvolvimento de software sedeada em Óbidos e com uma grande aposta na internacionalização e outra Christian Busch da Sandbox Network um projecto que tem como objectivo ligar jovens com menos de 30 anos apaixonados pelo que fazem.
Também na área da tecnologia está disponivel também a apresentação do projecto unimos.net que tem como objectivo disponibilizar uma infraestrutura para criar e gerir redes de comunicação wi-fi com base rádio.
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À espera da resposta dos deputados

Como prometido ontem enviei os emails para os grupos parlamentares.

Quanto aos deputados do meu distrito (Porto) não enviei para todos porque o processo de os contactar via site do parlamento é altamente desmotivante, tem que se procurar o deputado, escrever o nosso email, preencher o captcha e clicar em enviar… isto para cada um dos deputados que queremos contactar.

Assim optei por enviar somente para um deputado de cada partido eleito pelo Porto. Tentei escolher deputados cujo twitter eu conheço, para depois tentar validar se receberam a mensagem e perguntar quando pensam responder.
Os escolhidos foram: Renato Sampaio (PS); Luis Menezes (PSD); Michael Seufert (CDS-PP); Catarina Martins (BE); Honório Novo (PCP).

E vocês já enviaram o email? Ou acham que não há nada a fazer em relação a estes escândalos da EDP e concessões rodoviárias?

Irresponsabilidades

Carlos Moreno no último Negócios da Semana

Os encargos acumulados com PPP que têm que ser pagos nas gerações futuras (…) atinge os 50 mil milhoes de euros.
A partir de 2014 só para pagar os encargos com as PPP, o orçamento de estado tem que prever por ano 2000 milhoes de euros.
Junte os encargos a pagar com ppp, juros e amortização de emprestimos da divida publica global e os nossos orçamentos de estado no futuro vão se limitar praticamente a uma gestão de tesouraria para pagar os encargos, não havera concerteza dinheiro para o estado social minimo que seja.

.

Tenho 35 anos. Já tenho como adquirido que vou trabalhar até aos 70.
Também tenho como adquirido que não irei ter uma reforma nos mesmos moldes que a minha mãe, que se reformou aos 62 e recebe o equivalente a uns 90% do último salário.
O que me preocupa no entanto é que me parece que vamos num caminho em que nem vou ter reforma nem vou ter nenhum tipo de apoio social para mim e para a minha família caso necessite.
Gostava de poder fazer 2 coisas:
1. responsabilizar quem por desleixo, incúria, incompetência, populismo nos levou a este estado
2. saber como posso contribuir para mudarmos de rumo.
Se alguém tiver sugestões avisem-me.

Como ganhar dinheiro mesmo em tempo de crise PPP2

Uma das dificuldades dos empresários é programar os investimentos. Garantir que aquilo em que se vai investir vai trazer um retorno positivo para a empresa e ajudar a garantir novos investimentos.

Implica por isso um risco óbvio que é investir em algo que não vai funcionar, que se vai tornar um encargo, enfim fazer uma má aposta e eventualmente ter que fechar a empresa… por isso é que nem todos somos empresários, ou pelo menos empresários de sucesso.

Mas há uma forma fácil de contornar este problema. Se tivermos construído uma infraestrutura que nos está a dar prejuizo (por exemplo uma fábrica) só temos que vendê-la ao Estado e depois passar a cobrar-lhe uma renda pela sua utilização.

Pelos vistos é isso que se quer fazer na renegocioação que se está a fazer das Autoestradas do Douro Litoral e Litoral Centro.

Não acreditam em mim? Vejam o que diz Carlos Moreno no último Negócios da Semana.

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