Do “posto” de turismo à Loja Interactiva:

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Conheci o Nuno Botelho no final dos anos noventa no mundo académico do Porto. Ao longo destes anos acompanhei à distância a sua carreira. Brilhante, por sinal. Tanto na Associação Comercial do Porto como na organização de eventos. Num e noutro caso com elevado sucesso, algo que não me surpreendeu.

 

Ontem, num jantar de amigos comentou-se a sua recente entrevista ao Jornal de Notícias em que criticou o investimento nas Lojas Interactivas de Turismo do Porto e Norte (TPNP). Fui ler com atenção.

 

As lojas interactivas lançadas pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal recorrendo a fundos comunitários disponíveis para esse efeito foi um projecto que acompanhei e que conheço minimamente. Através delas qualquer turista que chegue ao Porto de avião fica a conhecer, seja a que hora e dia for, não só a agenda cultural, de lazer, os restaurantes e hotéis do Porto como de qualquer outra cidade na região Norte. À distância de um clique pode o turista ficar a saber que, por exemplo, em Santa Maria da Feira está a decorrer a Feira Medieval e como pode lá chegar, o que vai encontrar e o que pode fazer. Ou saber o que se passa em Vila Real ou Bragança este fim de semana. Além disso, como sempre defendeu o “pai” do projecto, Melchior Moreira (presidente do TPNP), as lojas interactivas de turismo deixaram de ser um mero “posto” de turismo para passarem a ser uma verdadeira montra da região e do concelho onde se inserem, onde se faz do turismo “negócio” e se potencia os produtores e criadores locais e regionais.

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Violence is in the eye of the beholder

Obama

Pelo caminho enviem mais umas munições para os moços que ainda lá existem umas escolas e uns hospitais cheios de mísseis e terroristas. Yes you can!!!

 

E você? Confia no seu governo?

Confiança

(Quem no seu perfeito juízo não confiaria em tão simpáticos governantes? Melhor só com o Relvas na fotografia!)

A ONU, organização supranacional que, como todos sabemos, é controlada por comunistas, professores, juízes do Tribunal Constitucional e sindicalistas em geral, apresentou na passada Sexta-feira um estudo que nos dá conta de que, num universo de 144 países analisados, Portugal ocupa o 10º posto entre aqueles que menos confiam no seu governo. Claro que estes números só podem ser resultado da governação de José Sócrates. É que com esta gente honesta, trabalhadora e cumpridora das metas a que até ao momento se propôs no leme do país, tudo mudou. Até nos tachos!

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Reaparição de Luiz Pacheco

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Quando Luiz Pacheco esperava a morte num lar no Príncipe Real, em Lisboa, fiz-lhe uma entrevista que a revista do Público fez o favor de publicar, dando honras de capa ao mal-escrito (i.e., ao maldito, na sua própria e justíssima definição). Uns meses depois de o Pacheco morrer, apareceu por esses dias na escada do prédio uma pequena arara que alguém acorrentou dentro de uma gaiola e que era estranhamente parecida com ele. A aparição seguia de perto uma outra de Fernando Pessoa, com que António Manuel Venda havia sido contemplado na parede da sua casa-de-banho – um lugar bom como qualquer outro para uma aparição. A mim coube-me o Pacheco, na forma dessa arara que passou uns dias no segundo andar, a fazer de porteiro do patamar, espreitando sem pudor os que subiam e desciam, sobretudo as mulheres.

A noite passada, num sonho maluco, voltei a ver o Luiz Pacheco, desta feita entretido a tratar das frutas e legumes da mercearia da Dona Joaquina. Fui lá comprar pão alentejano e eis que sou recebida pelo Pacheco, enfiado atrás do balcão da Joaquina como se fosse o seu lugar natural. Nem perguntei pela Joaquina, de tal forma me encheu de alegria o reencontro com o Pacheco. Perguntou-me se eu queria pão de Évora ou se preferia o da Vidigueira. Respondi o da Vidiguêra, perguntei como ia a morte, disse-me que era um descanso, quis saber da minha vida, disse-lhe que era uma canseira, despedi-me dele apertando-lhe as mãos esguias, aquilinas (de águia, lá está) como narizes e de unhas finas, e realmente muito parecidas com patas de ave.

Guiné Equatorial: o «consenso» em torno do país lusófono onde se fala espanhol

Fernando Guimarães

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Histórias para embalar ovelhas

(Passos Coelho efectivamente avisou ao que vinha senhor deputado. O vídeo do Ricardo Santos Pinto é a prova viva disso mesmo…)

Duarte Marques, qual cruzado passista, continua a usar do seu espaço gentilmente cedido pelo Expresso para simpáticas lições de propaganda social-democrata, conhecimentos quiçá adquiridos na universidade de Verão lá da jota, ora louvando Passos Coelho, ora veiculando falsidades, o que no fundo também se enquadra no acto de louvar o primeiro-ministro, esse exímio contador de mentiras.

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Opinião de um pai sobre a chamada avaliação de professores

O texto de João Fraga de Oliveira no Público de hoje merece uma leitura atenta, pelo que revela de poder de síntese e de sensatez. Eis o título: “Avaliação de professores: o “politiquês” em discurso directo?”

Vale a pena relembrar que a Educação não é um problema exclusivo dos professores, mas da sociedade. Vale a pena, ainda, relembrar que os problemas dos professores são, também, problemas da Educação e, portanto, da sociedade. Coisas fáceis de perceber, independentemente da área ideológica que se frequente.

A propósito de coisas fáceis de perceber, ou seja, a propósito de bom senso, realce-se e releia-se a seguinte proposta de João Fraga de Oliveira: “Apesar de ser controverso (qualquer candidato a professor é titular de inerente licenciatura, para o que aí, na universidade, deverá ser exigentemente avaliado), é de admitir que, para o início (e não já depois de vários anos) do exercício de uma profissão tão socialmente responsabilizante e responsabilizável como é a de professor (ainda para mais vinculado ao Estado), deva haver um processo (e não só, necessariamente, uma mera prova escrita) prévio de avaliação/integração, visando efectivamente garantir “conhecimentos e capacidades” fundamentais para o desempenho de tal profissão, tão fulcral do (no) ensino esta é.” (perdoe-se-me o abuso do bold, mas, repito, o bom senso merece ser realçado).

Propaganda e Circo

Passos e Salgado

Os académicos do regime, da blogosfera à comunicação social financiada pela direita militante ou outras clientelas, têm explorado à exaustão o suposto murro na mesa de Passos Coelho que recusou, apos suposto pedido de Ricardo Salgado, uma intervenção do estatal no banco que alguns dos seus correligionários tomaram posteriormente de assalto, quais Armandos Varas enviados por Sócrates para o BCP. A tal comunicação social que a propaganda refere como sendo de esquerda, apesar de controlada por homens da direita liberal, tem feito das tripas coração para beatificar São Pedro da Tecnoforma e a sua coragem sem paralelo de tirar o tapete ao banqueiro caído em desgraça. Apenas e só quando caiu em desgraça, algo que ilustra bem a coragem do indivíduo.

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Amén!

Dimensões

dimensoes

Já que de religião falamos, venha o Diabo…

Não simpatizo com Estados religiosos. Cristãos, Judeus, Árabes ou outros, plasmam na Lei a fé ou doutrina da maioria da população, sem respeitar o Direito à diferença e Liberdade dos restantes indivíduos. Foi sempre assim ao longo dos tempos…

Sobre o conflito Israelo-palestiniano, sem apoiar qualquer dos contendores, deixo o meu ponto de vista.

Israel é um Estado Judeu. Tem no mínimo o mesmo direito à existência que Estados islâmicos como Irão ou Arábia Saudita. O não reconhecimento do Direito à existência do Estado de Israel, implicaria uma intervenção da ONU no sentido de desmantelar os Estados religiosos. Todos eles, não apenas os monoteístas… Solução em que não acredito, pois significaria a perda do direito dos povos à sua autodeterminação. Não é aceitável qualquer ordem ou polícia mundial.

Os cidadãos de Israel ou de qualquer outro lugar no mundo, têm direito a viver em paz e segurança. Muitos dos que contestam o isolamento a que Israel condenou os habitantes de Gaza, já esqueceram as quase diárias explosões de criminosos bombistas suicidas a soldo de fundamentalistas, em cafés, autocarros ou praças, servindo os intentos de organizações terroristas. Os muros, passes e postos de controlo puseram fim a tal barbárie, intolerável no século XXI. A consequência foi condenar um povo à pobreza e exclusão. Muitos estão a pagar pela loucura de alguns, mas a sociedade israelita assim o exigiu, sair à rua em segurança é um Direito.

O Hamas insiste em lançar rockets sobre Israel, nunca reconheceu o Direito à existência do Estado Judaico, ao mesmo tempo que luta por estabelecer na Palestina um Estado que a existir iria praticar a Sharia. Lamento, mas por mais que custe isso não representaria qualquer avanço civilizacional, mas seguramente um retrocesso. O que por si só não absolve Israel dos crimes que diariamente pratica. Uma coisa é controlar fronteiras e defender território. Outra bem diferente é o sistema de apartheid que existe no seu interior. Porque Judeus e Palestinianos não têm exactamente os mesmos Direitos em Israel. Mesmo que ali nascidos, cidadãos honestos e trabalhadores. E disso poucos falam.

Falar em bons e maus, preto ou branco, neste conflito é um pouco difícil…

Gaza: «Muito gostam os políticos de pregar a reconciliação divina

e de rezar juntamente com o Papa, transferindo para os ombros de Deus a responsabilidade pelo estabelecimento da paz.» Alain Finkielkraut sobre o conflito israelo-árabe e o futuro dos judeus na Europa.

postais da ria (7)

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dia 3 de agosto pelas 14h30m, vai haver regata de moliceiros no bico, murtosa

 

Música da semana – II

-Já com alguns anos de carreira, a londrina Lily Allen é a minha escolha da semana.

Já faltou mais para o Estado

ter de resgatar o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias. A Controlinveste quer vender os edifícios históricos onde funcionam as redacções.

Ninguém para a Guiné Equatorial!

Ou Ninguém *pára* a Guiné Equatorial? Bagão Félix ontem no Público.

O problema do custo da diária na prisão

Diana Andringa

Anunciou o jornal Público que a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais pretende vir a afastar os directores das cadeias que não conseguirem reduzir a reincidência dos seus reclusos. De acordo com a época, as razões avançadas são contabilísticas. É que metade dos 14.500 reclusos portugueses voltam à cadeia e, segundo um responsável daquela direcção geral, cada um custa ao Estado 50 euros por dia: “O tratamento penitenciário é caro e, por isso, não nos podemos dar ao luxo de encarar a reincidência de ânimo leve”, explicou. Daí a decisão de avaliar os resultados e o perfil do director, sendo este responsabilizado e podendo ser afastado se nada mudar.

Há anos, numa intervenção no Centro de Estudos Judiciários, sugeri que todos aqueles que têm responsabilidades no sistema judicial – incluindo políticos e legisladores que respondem com aumento de penas aos medos sociais que, muitas vezes, incentivaram – deveriam passar algum tempo encerrados numa cela. Talvez isso lhes permitisse ver a prisão com outros olhos, bem diferentes do custo da diária. [Read more...]

Summertime (Angélique Kidjo)


Angélique Kidjo, Summertime (1998)

Amanhã, 26 de Julho, Angélique Kidjo está em Sines, no Festival Músicas do Mundo

Em defesa da honra e consideração

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Arrastado pelas ruas da amargura, o nome de Crato, identificado com um conhecido ministro, espécie de híbrido entre a União Nacional e o maoismo à portuguesa, tem sido duramente injustiçado. Eu compreendo. Os meus colegas professores, emboscados pelo tratante e seus descerebrados colaboradores, adquiriram um compreensível asco pelo nome e pelos actos do tratante. É um processo de associação inevitável. Por isso, aqui estou a lembrar que o nobilíssimo nome Crato, que já brilhava nas bandeiras do priorado do mesmo nome, é ostentado por um pequeno mas justamente orgulhoso Concelho do Alto Alentejo. Ao contrário do que acontece com a corja da 5 de Outubro do outro Crato, neste tudo é bom. Não é muito povoado, mas os habitantes que tem – não mais de 4000 – são excelsos e entre eles estão algumas das minhas pessoas preferidas, como diria o Derek.

Assim, no sentido de desagravar a ofensa feita à insigne vila do Crato, desafio os meus amigos a visitá-la e comprovar o que aqui digo. Os que podem, assentem arraiais nesta pousada que aqui vos mostro ( restauro do antigo mosteiro da Flor da Rosa). Se não tiverem argumento$ – o que acontece a tantos de nós…- parem aqui para beber um copo ou um simples café. Serão bem recebidos. Mas quando estiverem a falar do Crato (Nuno) tenham cuidado, para não haver confusões. É que o pessoal por aqui anda muito susceptível. E compreende-se.

O garante

O presidente Aníbal (o que confiava no BPN) veio garantir-nos que podemos confiar no Espírito Santo. Não sei a qual deles se refere. Mas se for àquele que me explicaram na catequese, fica-lhe mal, porque Portugal deve ser e portar-se como um estado laico. Se for ao do BES, fica-lhe mal, porque Portugal não deve ser nem deve portar-se como um estado lacaio.

A justificação

Na sua selvática operação em Gaza, as tropas israelitas bombardearam, entre outros alvos civis, um hospital. Daí resultou mais um trágico cortejo de mortos e feridos. O argumento dos facínoras foi o habitual: os elementos do Hamas escondem-se entre a população, dizem. Tratando-se de um território minúsculo e de enorme densidade populacional, o argumento seria sempre inconcebível. Mas bombardear um hospital, sabendo-se exactamente o que se está a fazer – não se tratou de um erro de cálculo – é um acto que resume bem a barbaridade do que se passa no terreno. É que, mesmo que fosse verdade que havia homens do Hamas no hospital, pergunta-se: e daí !? Porque raio acham normal que isso explique o ataque? A naturalidade com que se procura justificar este gesto sanguinário mostra quão longe estamos da retórica dos “efeitos colaterais”. Agora é o puro terror arvorado em razão de estado. Com a bênção dos padrinhos

Subsídios

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Ricardo Salgado atrás das grades? Espírito Santo seja louvado!

Prisa

(faço votos para que passes a ver o sol neste enquadramento Ricardo. Mas se puder ser pior, fica já aqui a garantia que rezarei 2 tercinhos ao Espírito Santo, ok?)

O mais certo é estar cá fora dentro de algumas horas mas no momento em que escrevo estas palavras, o destacado terrorista financeiro Ricardo Salgado está detido para interrogatório o que, enquanto contribuinte que alimentou parte da actividade criminosa da família deste sujeito, só me pode encher de felicidade. Agora que o império se desmorona, o homem que o DCIAP garantia há um ano e meio não ser suspeito na investigação do caso Monte Branco/Akoya volta a encontrar-se com a justiça no âmbito do mesmo caso. Faço votos que passe lá o resto da vida e, se possível, que alguns dos seus familiares pertencentes à mesma célula terrorista lhe sigam as pisadas.

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Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?

A propósito da criação de uma rede entre os sítios inscritos na Lista da Unesco como Património Mundial, tivemos declarações de um dos Vices-Presidentes da CCDRN. Cito:
“O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) Álvaro Carvalho defendeu hoje em Coimbra incentivos fiscais para que se possa preservar o património classificado do Alto Douro Vinhateiro.
A CCDRN quer que sejam criados incentivos fiscais, como “IMI mais reduzido ou outras medidas compensatórias em termos de IRC e IRS”, de forma a preservar o património do Alto Douro Vinhateiro, zona classificada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).” In http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/comissao-coordenacao-norte-quer-incentivos-fiscais-douro-vinhateiro
Continua a ignorância. O Estatuto dos Benefícios Fiscais prevê que os proprietários de bens classificados como Monumento Nacional (é o caso dos inscritos na Lista da Unesco como Património Mundial) tenham isenção de IMI. Aliás o que está de acordo com a Lei de Bases do Património, a Lei 107/2001.
O que tem acontecido é que por força de uma alteração no Orçamento de Estado de 2007, o IMI está a ser cobrado indevidamente a muitos proprietários no Porto, em Guimarães, em Évora, Sintra, etc.,etc.
Essa alteração traduz-se numa diferente redacção da transposição do referido Estatuto dos Benefícios Fiscais para o OE. Ora então temos tido sucessivos Orçamentos de Estado com essa nova redacção. E então a Autoridade Tributária está a cobrar o IMI desde 2009, ou seja com efeitos retroactivos (só podem cobrar até cinco anos antes), pois são as ordens decorrentes do chamado memorando de entendimento (o da Troika). Há pessoas com ordenados penhorados por causa disto. Há inclusive um caso em que um proprietário de duas casas em dois Centros Históricos (em concelhos diferentes) classificados como Monumento Nacional, numa casa tem isenção de IMI, noutra não!
Por um lado temos a Lei de Bases do Património, por outro temos a Lei que define o Estatuto dos Benefícios Fiscais. E ainda as sucessivas Leis dos Orçamentos do Estado. Portanto, o que será necessário é alterar o tal artigo dos OEs, corrigindo-o de acordo com a legislação existente. Qual IMI mais reduzido qual carapuça!

O complexo anti-PS e a divisão da esquerda

dialogoRui Curado Silva concorda que «enfrentamos uma crise», apesar de a dimensão dessa «crise» ressaltar bastante pequena no seu texto, focado nas coisas domésticas do Bloco de Esquerda (que interessam pouco a generalidade dos votantes à esquerda, quer-me parecer) e na afirmação derrotista de uma alegada impossibilidade que dá força ao que supostamente pretende combater.

Pessoalmente, interessa-me pouco se foi mais ou menos bonita a maneira como alguns militantes do BE abandonaram esse barquinho – um pouco-mais-que-dóri que já foi quase um lugre, diga-se de passagem, capaz de transportar mais gentes, deputados, vontades, anseios. Os partidos têm sido assim: cheios de abandonos e traições de gente que diz estimar-se entre si. Assim é também com as famílias – Shakespeare, para citar o nome de um grande especialista, debruçou-se longamente sobre estas coisas humanas. [Read more...]

Gaza: enteados de Deus

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© Alessio Romenzi

O Provas

provas

Carlos Paredes não morreu há 10 anos

Manual de Anatomia Coimbrã: esqueleto, rio, músculos, povo, ruas e vísceras, dissecados por Mestre Carlos Paredes, a partir de uma variação de Artur Paredes a uma cantiga de José das Neves Elyseu.

The bomb will bring us together

Rui Curado Silva

explosão nuclear no atol de Bikini

A forma como a Associação Fórum Manifesto saiu do Bloco não foi bonita, aquilo não se faz nem numa associação de jogo de berlinde. Tenho muita estima por diversas pessoas da associação por isso preferi sair da Manifesto do que levantar conflitos com questões processuais que são secundárias perante a crise que enfrentamos.

Na última convenção do Bloco apresentei um texto intitulado “A desunião não faz a força”, onde lamentava a falta da união necessária da esquerda em Portugal e na Europa para combater a finança e a austeridade. Nessa convenção integrei a moção B, uma moção de oposição à direção, onde militavam alguns dos aderentes que viriam a sair do Bloco. Desde então essa moção B transformou-se em Plataforma 2014 que tem apoiado o diálogo à esquerda com Livre, 3D, etc., tentando combater o estigma do sectarismo de dentro do BE. Temos conseguido crescer e influenciar uma parte da moção maioritária onde não são poucos que também defendem essa abertura. Tomámos parte na defesa de alguns dos camaradas que saíram do Bloco, sendo frequentemente criticados por esse facto. É por isso desconcertante para todos nós que dentro do Bloco temos tomado estas posições a operação da Manifesto. Mas pior ainda foi esta saída ter alimentado a ideia de que só restam sectários dentro do BE. Essa não é nada justa. Com todos os seus problemas, o Bloco é um partido onde todos se podem exprimir livremente (lembram-se da Ruptura-FER?), bem diferente do PCP ou do PS que expulsou esta semana uma centena de militantes honestos e mantém a filiação de militantes condenados por corrupção. [Read more...]

Não podemos voar sobre a guerra da Ucrânia? voamos sobre a Síria e um bocadinho do Iraque

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Enquanto decorre a batalha de propaganda sobre quem lançou o míssil, sendo óbvio que a verdade não será apurada, caiu no esquecimento quem colocou o MH4 a servir de potencial alvo. E a Malaysia Airlines insiste nas suas rotas com um cheirinho a guerra, acreditando piamente na altitude e no conhecimento dos mísseis por ali usados.

Nem deve ser a única. Se viajar, veja bem por onde passa a sua rota. É certo que a 10000 metros não vai ver nada, mas à chegada receberá uma bonita t-shirt Eu Voei Sobre uma Guerra e não aconteceu nada:

voei sobre uma guerra