Enquanto o pau vai e vem, Conceição Leal já levou quase um milhão de euros para casa. Os assaltantes do banco ainda não foram detidos.
Uma causa pública que lhe pagou um belo salário
«Não me incomoda de maneira nenhuma, é um direito que tenho e que me assiste em função do tempo que dediquei à causa pública» CM
Aleluia

Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
- O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.
Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!
Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!
Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.
E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!
E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?
Pedro Homem de Mello
Assim
Diz o João José Cardoso que «a vitória do FCPorto, custou, mas foi limpinha». Acrescentaria: limpíssima!
Nem assim
Sujinho, sujinho, sujinho – e a vitória do FCPorto, custou, mas foi limpinha.
Le Sporting est champion!
Sim, o Sporting, o Royal Sporting Club Anderlecht. Daqui a pouco, será o Benfica. Força, Paços!
Marx em Bruxelas
Jésus ne pouvait pas descendre, c’est donc moi qui ai fait le déplacement
Quem morar por estas bandas, não deve perder o Marx de Michel Poncelet, em cena até 25 de Maio.
De regresso ao mundo dos vivos, Marx explica, sem intermediários, mas de forma bastante crítica, as suas ideias. Uma excelente interpretação do texto de Howard Zinn, em que os fragmentos dedicados ao tempo presente são transportados, de uma forma extremamente fina, do Soho nova-iorquino original para Bruxelas, espaço concreto do espectador que se deslocou ao Théâtre de la place des Martyrs. Um monólogo em que Poncelet consegue dar-nos uma perspectiva realista e notável dos participantes da narrativa e interagir com quem se encontra no acolhedor espaço da sala de espectáculos. E mais não digo, se não, estrago a surpresa.
Post scriptum: Quem não morar por estas bandas, pode sempre ver a interpretação que deixei há uma semana ou comprar o livro do Zinn (esta é a edição que possuo). Creio que ainda não haverá tradução portuguesa, mas há Marx, le Retour (o texto interpretado por Poncelet) e Marx en el Soho.
Ganhos de produtividade
Parece que para os patrões do ensino um professor pode ter 30 a 33 aulas por semana. Nunca experimentei mais de 25, mas durante um ano lectivo trabalhei com uma colega que além de 24 na escola ainda vendia 6 num colégio e acabou o ano com mais umas turmas em substituição.
- Como é que aguentas? – perguntávamos.
- Aguenta-se bem, só tenho o 7º e o 8º.
Uma vez os alunos de uma turma comum pediram-me para dar mais apontamentos, mas avisando que também não era para exagerar.
- Exagerar como?
- Não faça como a professora de Geografia que abre o livro e começa a ditar.
- Ditar o livro? – estranhei.
- É assim que dá as aulas, temos o livro todo copiado.
Estava explicada a capacidade de resistência da minha colega. É esta a qualidade de ensino que se quer contratar em Portugal.
O negócio tradicional do entretenimento 2/4: os suspeitos do costume

Na primeira parte deste artigo, divagou-se sobre o mau tempo no canal dos videoclubes. Continuando o tema dos direitos de autor, esta segunda parte foca-se em três organizações que envidam esforços para fazerem aprovar legislação que lhes fará chegar mais dinheiro dos contribuintes.
Os suspeitos do costume [Ler mais ...]
Co-adopção: Verdades que doem

Por muito que custe à Maria Teixeira Alves, a quem nunca entregaria as milhas filhas para adopção – antes a mil casais de homossexuais do que a gente deste calibre.
E tenho que lhe dar razão
«Seguro diz que o Governo nem para cair é competente». Que tome notas para mais tarde rever.
A prosa de Paulo Portas embotada pelo Expresso
Estava o meu fim-de-semana (com hífenes, claro) a decorrer tranquilamente, quando alguém teve a excepcional ideia de me dar a ler um texto publicado hoje, na Revista do Expresso, em que Filipe Santos Costa nos indica que Paulo Portas terá escrito,
em Agosto de 1988, sobre Miguel Cadilhe,
Quem promete números tem de os cumprir. Quem fala algarismos tem de ser exato. Quem faz a política do rigor não pode desconversar.
em 1992, sobre o Tratado de Maastricht,
(…) é a própria conceção de uma Europa de negociação e respeito que está em causa dando lugar à chantagem dos mais fortes sobre os mais fracos (…)
em 1993, sobre Braga de Macedo,
Não há um número certo não há uma conta exata não há uma previsão verificada.
e, no último texto como director d’O Independente, em 1995,
O objetivo do défice obriga a renúncias sociais que o eleitor nem sonha ou então a uma vaga de despedimentos na administração pública.
Terei começado a ler episodicamente O Independente poucos meses depois das linhas sobre Cadilhe [Ler mais ...]
É a Educação, estúpidos!
De acordo com o Público, e relativamente à greve à avaliações e aos exames, Mário Nogueira “indicou […] que a condição para os professores não irem para a greve é a de terem a garantia de que não haverá docentes na mobilidade especial, um regime onde já foi anunciado que serão colocados todos aqueles que ficarem sem turmas para ensinar.” O site da FENPROF, no entanto, vai além disso, o que me deixou um pouco mais tranquilo, embora ainda não completamente descansado.
Os problemas da Educação em Portugal vão muito além da ameaça da mobilidade especial. Uma greve de professores, especialmente num momento crítico, não pode, portanto, limitar-se a um problema no meio de muitos que afectam a educação dos jovens portugueses. Mais: os estudantes que serão prejudicados por esta greve merecem o máximo respeito, pelo que uma acção destas terá de ser feita pelas melhores razões e temos obrigação de explicar a esses mesmos estudantes que esta luta é encetada, também, a pensar neles e em todos os outros que estão e estarão no sistema de ensino. [Ler mais ...]
Força, Paços!
Há doze anos, foi no minuto 89. Há dez, no minuto 92. Amanhã? Amanhã, pode ser quando bem entenderdes. O empate da época passada (com um golaço como o do Melgarejo)? Também serve. O terceiro lugar não chega. Tomai mais motivação. Força, Paços!
O negócio tradicional do entretenimento 1/4: declínio e queda

O tema dos direitos de autor esteve, novamente, na ribalta durante a passada semana. O assunto resume-se a uma coisa muito simples: o canal de distribuição de conteúdos e mais uma ou outra organização querem receber dinheiro de impostos como forma de manterem inalterado o presente modelo de negócio. Quem são estes que querem dinheiro dos contribuintes, como o pretendem receber e com que fins é do que se tratará em quatro partes.
Declínio e queda [Ler mais ...]
Vamos todos entregar crianças a casais homossexuais
Tenho 2 filhas bebés, lindas. Espero que não venham a ficar órfãs enquanto são pequeninas. Se por algum azar ficassem, família e amigos seriam os primeiros a chegar-se à frente.
Mas de uma coisa tenho a certeza. Se não houvesse ninguém disponível e a solução fosse a adopção por estranhos (a institucionalização nunca), preferia mil vezes que fossem entregues a um casal homossexual (masculino ou feminino) do que à Maria Teresa Alves e ao seu marido.
No fundo, compreendo os medos da senhora, inculcada que tem sido dos fantasmas da homossexualidade pelo beatério de que certamente faz parte. Da mesma forma que compreendo a posição de Luis Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascenção. A ele, interessa-lhe ter um exército de institucionalizados. No fundo, é o seu ganha-pão.
No meio disto tudo, uma palavra para a maturidade democrática revelada pelo Parlamento e pela sociedade portuguesa em geral, que não dá um pataco por toda esta polémica. As suas maiores preocupações são outras e o facto de casais de homossexuais poderem vir a co-adoptar não é certamente uma delas.
O primeiro…
Falar claro
Creio que, nos últimos dias, há dois acontecimentos positivos a registar: as declarações de Lobo Xavier e Pacheco Pereira, e a entrada para o secretariado e Comissão Política do PS de António Costa e Francisco Assis.
Lobo Xavier (CDS) e Pacheco Pereira (PSD) afirmaram, na SIC, portanto perante todo o país, que Portugal nunca devia ter pedido o resgate e deixado entrar a troika, o que em sua opinião destruiu o pais, e que não devia ter sido derrotado o PEC IV e com ele o governo anterior (e eu acrescento que o foi com a entusiástica colaboração do PC e do BE, históricos adeptos do quanto pior, melhor). Ninguém que tenha amor à verdade e uma escorreita memória pode negar que José Sócrates se bateu até ao último minuto da sua governação contra a entrada da troika. Com esta pública reposição da verdade dos factos, Lobo Xavier e Pacheco Pereira deram uma estocada mortal num governo desacreditado pelo somatório da incompetência e da mentira, e podem muito bem ter aberto o caminho para profundas depurações no PSD e no CDS. E por tabela, também a deram ao PR que, como está à vista, defende o governo contra a vontade da esmagadora maoria do povo. [Ler mais ...]
Retrato de Um Filho da Puta
Colin Brewer é um parvo com aspirações a ser cabrão!
Serviço de Finanças de Braga 2 – e a Lei?
Hoje fui ao Serviço de Finanças de Braga 2!
A meu lado, e a tratar de assuntos próprios, a minha mulher, acompanhada ela pelo nosso segundo filho. Eu chegara uns minutos mais cedo, tirei a minha senha, aguardei a minha vez. A minha mulher chegou de seguida, tirou a senha dela. Alto, não tirou senha nenhuma!
Ao contrário do previsto, esta repartição pública não dispõe de senhas para cidadãos prioritários, os mesmos que se enquadram no artigo 3 da Carta do Utente, e que define que os (…) “acompanhados de crianças de colo têm direito a ser atendidos com prioridade sobre os demais“.
Ora, como adiante confirmaria a minha suspeita, não existindo senhas, o teor do artigo 3 mantem-se válido. Ou seja, o serviço DEVE atender quem se identificar como prioritário. Mas não, não! [Ler mais ...]
Sport empata na estreia
Os golos de Joana Santos (17m) e de Sara Ferraz (47m) não chegaram para vencer as gibraltinas.
Há que fustigar a memória…
… contra o esquecimento. Hoje, morreu mais um ditador!
Espinho perde segundo jogo
Um golo de Ricardo Silva aos 24 minutos não foi suficiente contra os suíços do Partille.
Parem com isso do fatídico minuto 92
O golo do Kelvin foi no minuto 91…
Como disse?
O José de Pina acha que o Benfica e o Sporting ainda são os 2 maiores clubes portugueses. O Sporting? LOL.
Maturidade política, finalmente.
Num dos jantares com bloggers enquanto candidato, Pedro Passos Coelho falou sobre a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Já não tenho a certeza se a pergunta foi feita pela Ana Matos Pires se por outro blogger. Tenho ideia que terá sido a AMP. Na altura, PPC, para surpresa geral, em vez de fugir à pergunta como é natural nos políticos nestas alturas e neste tipo de questões, deu a sua opinião (julgo que a mesma apareceu, na altura, na revista Sábado) que foi algo do género: “entendo que neste tipo de questões deve existir liberdade de voto dentro dos partidos” e mostrou não ser contra se cumpridos todo um conjunto de medidas de defesa dos interesses da criança. Não me esqueço da polémica que deu uma das suas frases: “a questão não é se o casal é do mesmo ou de diferente sexo, a questão deve ser sempre o superior interesse da criança, por isso, em tese, não me oponho”. Quando os deputados forem votar esta matéria, independentemente da decisão que tomarem, espero que a blogosfera de esquerda e defensora da proposta do PS, se recorde destas palavras de PPC.
Hoje, na AR, os deputados vão votar duas propostas nesta matéria. Uma do PS e outra do BE. Aos deputados do PSD foi dada liberdade de voto. A forma como esta matéria está a ser discutida com tranquilidade, sem dramas e sem se entrar numa discussão estilo “Porto-Benfica”, é um enorme sinal de maturidade. E um exemplo tendo em conta o passado recente em matérias ditas “fracturantes”. Ainda bem!
Hoje, como ontem, faço minhas as suas palavras: salvaguardado o superior interesse da criança e tendo presente que é sempre melhor adoptar uma criança e lhe dar a oportunidade de ter uma família do que o contrário, não me oponho.
Espinhenses vencem
A Académica de Espinho venceu primeiro jogo na Grécia. 6-3 ao KPH Raca, da Eslováquia.
Educação às Fatias
Acontece em Tadim e noutros lados também. Uma “bela merda“!








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