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	<title>Aventar</title>
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	<description>Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.</description>
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		<title>Maruja</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 10:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adão Cruz</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1138577" class="wp-caption alignnone" style="width: 209px"><a href="http://aventar.eu/2012/02/24/maruja/maruja-2/" rel="attachment wp-att-1138577"><img class="size-medium wp-image-1138577" title="maruja" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2012/02/maruja1.jpg?w=199&#038;h=300" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">adão cruz</p></div>
<p>Furioso, João entrou na livraria e só lá dentro se deu conta de que era uma livraria gay, de literatura erótica. Não tinha disposição para nada, muito menos para aquilo. Deu duas voltas à sala, cumprimentou e saiu. Madrid estava fria como o seu coração, e sentia uma lagrimeta no canto dos olhos. Atirou-se para a cadeira de uma esplanada em frente e pediu uma fabada asturiana.<span id="more-1138575"></span>Maruja tinha dezoito anos e era linda como um cravo. João encontrara-a na Candeia, um conhecido cabaret do Porto. Ali cantava e dançava, sempre acompanhada pela mãe. João prendeu-se de tal modo nos seus olhos negros e na luz do seu sorriso que, durante uma semana, ali passou as noites até de madrugada. Terminada a semana do contrato, mãe e filha passaram para o Casino de Espinho, onde iriam trabalhar mais uns dias. João contou e recontou os trocos, pediu algum emprestado, marimbou-se para a Faculdade e não falhou uma noite em Espinho.</p>
<p>Até que a Maruja lhe disse que ia embora para Madrid. Não seria fácil João encontrá-la por lá, na grande cidade, mas que tentasse, se um dia se resolvesse a lá ir. Não tinha morada certa, mas vivia a maior parte do tempo no Monasterio de Las Descalzas e, por vezes, cantava e dançava no Passapoga.</p>
<p>Desde Portugal, João viajou na mesma cabine do comboio, com uma prostituta. Em Ciudad Rodrigo, já alta madrugada, um padre fez-lhes companhia. Quem eram, quem não eram, João era estudante de medicina no Porto e ia a Madrid à procura do amor, o padre ia a Salamanca colaborar nas exéquias de um velho professor, e a prostituta, de Coimbra, ia cumprir mais uma temporada numa casa de alterne junto à Plaza Mayor.</p>
<p>Depois de Salamanca João adormeceu e acordou em Madrid ao romper de uma manhã seca e fria. Ficou um tanto atemorizado com o silêncio das ruas e com a presença de muitos soldados nos telhados das casas, armados de metralhadora. O cheiro a Guerra Civil ainda não se desvanecera por completo. As camionetas a gasogénio subiam ronceiramente a Gran Via e um ou outro transeunte perguntava se tinha café para vender.</p>
<p>João martelou com força por duas ou três vezes o grande batente de ferro do enorme portão do Monasterio, e quando a esperança já parecia esfumar-se, um pequeno postigo lateral encastoado no portão emoldurou uma cara do outro mundo. Uma freira muito feia, com ar de demónio, boca torcida e olhos fulminantes.</p>
<p><em>¿Qué quiere Usted?</em></p>
<p><em>Quiero hablar con Maruja, quedé con ella.</em></p>
<p><em>Maruja no está ni podría estar. Maruja, ¿qué Maruja, Señor? </em></p>
<p><em>La bailarina.</em></p>
<p>A porta bateu com estrondo, quase lhe esmurrando o nariz. João ainda carregou por mais duas vezes no batente, com toda a fúria e revolta. Mas um silêncio pesado cobriu como uma avalanche negra toda a fachada do enorme edifício.</p>
<p>A fabada não parecia estar má, mas, apesar de nada ter comido desde a véspera, a tristeza dificilmente permitia que ela passasse da boca para baixo. Esperou pelo cair da noite, gelado por dentro e por fora. Passou junto ao Passapoga e perguntou ao porteiro a que horas actuava a Maruja.</p>
<p><em>Maruja, ¿qué Maruja, Señor? </em></p>
<p>Ainda hoje, ao fim de tantos anos, quando João passa pelo Monasterio, levanta os olhos para a grande fachada e vê Maruja vestida de branco a voar de janela em janela.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/madrid/'>Madrid</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/maruja/'>maruja</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/monasterio/'>monasterio</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/porto/'>porto</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/salamanca/'>salamanca</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138575/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138575/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138575&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Hoje dá na net: La Próxima Estación</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 07:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dariosilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hoje dá na net]]></category>
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		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[Documentário de Pino Solanas, &#8220;La Próxima Estación&#8221; (2008) dá-nos uma clara visão do que já foi e no que se transformou o caminho-de-ferro na Argentina. Um espelho perfeito de um país que já bateu no fundo e desce mais baixo &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/24/hoje-da-na-net-la-proxima-estacion/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138759&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://aventar.eu/2012/02/24/hoje-da-na-net-la-proxima-estacion/"><img src="http://img.youtube.com/vi/SGVuN7Q1IKU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:left;">Documentário de Pino Solanas, &#8220;<a href="http://es.wikipedia.org/wiki/La_pr%C3%B3xima_estaci%C3%B3n" target="_blank">La Próxima Estación</a>&#8221; (2008) dá-nos uma clara visão do que já foi e no que se <a href="http://internacional.elpais.com/internacional/2012/02/22/actualidad/1329921646_764629.html" target="_blank">transformou o caminho-de-ferro na Argentina</a>. Um espelho perfeito de um país que já bateu no fundo e desce <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/acidente-de-trem-em-buenos-aires-deixa-50-mortos-e-675-feridos" target="_blank">mais baixo todos</a> os dias…</p>
<p><a href="http://aventar.eu/category/series/hoje-da-na-net/" target="_blank"><img class="aligncenter  wp-image-1128357" style="border-width:0;padding:0;" title="hoje-da-na-net" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/11/hoje-da-na-net.jpg?w=580&#038;h=229" alt="" width="580" height="229" /></a></p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/argentina/'>Argentina</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/comboio/'>comboio</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/documentario/'>documentário</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/ferrocarril/'>ferrocarril</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/la-proxima-estacion/'>la proxima estacion</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/privatizacao/'>privatização</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138759/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138759&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A TOBIS foi Vendida</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 23:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Magalhães</dc:creator>
				<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[angola]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[saldo]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi Oitenta Anos Portuguesa, Agora é Angolana Foi criada em 1932 para fomentar o Cinema Português. De uma maneira ou de outra, conseguiu os seus intentos. Agora, cheia de dificuldades financeiras, com toda a gente a lutar dentro da empresa, &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/a-tobis-foi-vendida/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138861&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><strong><a href="http://aventar.eu/2012/02/23/a-tobis-foi-vendida/tobis2/" rel="attachment wp-att-1138862"><img class="alignleft size-full wp-image-1138862" title="tobis2" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2012/02/tobis2.jpg?w=640" alt=""   /></a>Foi Oitenta Anos Portuguesa, Agora é Angolana</strong></div>
<div style="text-align:justify;">Foi criada em 1932 para fomentar o Cinema Português. De uma maneira ou de outra, conseguiu os seus intentos. Agora, cheia de dificuldades financeiras, com toda a gente a lutar dentro da empresa, foi posta à venda e comprada, não por empresas Portuguesas (não as há com capital para comprar seja o que for), não por empresas Europeias (não há nenhuma que acredite em nós), não por empresas Chinesas (para já estão ainda a digerir a EDP), mas, desta vez, por uma empresa Angolana (para irem somando empresas ex-Portuguesas, em competição com a China).</div>
<div style="text-align:justify;">A <a href="http://www.publico.pt/Cultura/tobis-foi-vendida-a-filmdrehtsich-unipessoal-1535016">venda</a> da Tobis é quase um crime de &#8220;lesa-magestade&#8221; com o património fílmico e imobiliário a permanecer nas mãos do Estado Português, garantia de um responsável, uma garantia que vale o que vale, não tivesse também garantido que foram salvaguardados os direitos dos trabalhadores, quando o acordo prevê o despedimento de metade deles.</div>
<div style="text-align:justify;">Enfim, estamos a preço de saldo, nós todos, e não parece haver quem nos acuda.</div>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/angola/'>angola</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/portugal/'>portugal</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/saldo/'>saldo</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/tobis/'>tobis</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138861/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138861/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138861&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>José Afonso: A busca da utopia</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 23:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[a busca da utopia]]></category>
		<category><![CDATA[josé afonso]]></category>
		<category><![CDATA[zeca]]></category>

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		<description><![CDATA[A 28 de Fevereiro de 1987, 5 dias depois da morte de José Afonso, José A. Salvador publica uma longa biografia do cantor no «Expresso». Aqui fica: «Mandei-lhes um telegrama. Podes pôr isso lá no jornal?» Olhei José Afonso ainda &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/jose-afonso-a-busca-da-utopia/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138798&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://farm3.staticflickr.com/2177/2535170774_4b53481f34_z.jpg" class="alignnone" width="640" height="437" /><br />
<em>A 28 de Fevereiro de 1987, 5 dias depois da morte de José Afonso, José A. Salvador publica uma longa biografia do cantor no «Expresso». Aqui fica:</em></p>
<p>«Mandei-lhes um telegrama. Podes pôr isso lá no jornal?»<br />
Olhei José Afonso ainda surpreso pelas suas palavras ciciadas quando o visitei em finais de Junho de 1986. A doença avançava a olhos vistos e fitei-o de novo sem perceber totalmente o alcance da sua pergunta.<br />
Instantes depois tudo se esclarecia: o cantor desejava publicitar que enviara ao Presidente da Guiné-Bissau Nino Vieira um telegrama de apoio para que não fossem fuzilados os seis condenados à morte envolvidos no caso Paulo Correia. Ao tomar esta atitude, José Afonso invocou razões de humanidade e as tradições humanísticas do PAIGC fundado por Amilcar Cabral.<br />
Mesmo aqui, na aparente dissonância em relação ao Partido no poder em Bissau, José Afonso não questionava o processo político guineense nem o apoio que mantinha em relação a todos os movimentos de libertação africanos das ex-colónias portuguesas.<br />
De resto, a realidade colonial que conheceu de perto, sobretudo em Moçambique, foi marcante na sua formação política e até na sua música.<br />
Sempre de costas para o poder, apenas se lhe reconhecem dois períodos, ou situações, em que lhe concedeu o seu apoio: <span id="more-1138798"></span> no período de 25 de Abril a 25 de Novembro, colaborando activamente com as iniciativas da 5ª Divisão e do MFA em relação aos regimes de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé. Esta postura perante os vários e sucessivos poderes, aqui e além fronteiras, é um dos aspectos mais salientes da sua obra.<br />
Curiosamente, apenas uma vez José Afonso concede comparecer a um jantar de Estado, no Palácio da Ajuda: aquando da visita de Samora Machel a Portugal, com quem na ocasião estabelece uma breve conversa.<br />
Era um homem em desobediência civil permanente assumindo-a no sarcasmo e na ironia com que encarava o pomposo da realidade, da vida, da morte ou do Estado.<br />
E todo este olhar perante o mundo se desdobra em sucessivas canções desde a época coimbrã ao período pós-25 de Abril, abrindo perspectivas inovadoras na música popular portuguesa e acabando por constituir um ponto de referência política e ética para várias gerações.<br />
Exigente em tudo o que fazia, excessivo no juizo crítico e na vigilância que impunha a si próprio, José Afonso sempre se escusou a admitir ser um mito. Em todo o caso, para além da sua vontade, ele é hoje, mais do que nunca, um mito do imaginário referencial, quer dos seus admiradores quer de quantos dele divergiam.<br />
«Eu um mito?» &#8211; interroga-se um dia. «Só sinto que sou mito quando me falam disso. O facto é que em muitos ambientes fui bem estimado e em outros hostilizado de modo grosseiro».<br />
Envolvido na timidez dos seus gestos e na sobriedade das suas atitudes, o autor de «Menino do Bairro Negro» tem uma infância repartida por Aveiro, onde nasceu em 1929, Angola, Moçambique, onde o pai desempenhou sucessivamente funções de Procurador da República e de Juiz.<br />
A experiência africana infantil permanece-lhe na memória assim como a imagem do pai, de quem fica afastado largos anos, quando este parte para Timor durante a II Guerra e para Moçambique mais tarde.<br />
Todo o espaço de liberdade e subversão transmitido pela realidade física africana transparece na sua obra e nas suas obsessões, assim como muitas das suas referências surrealizantes expressas nas suas canções.<br />
DDo pai herda o rigor ético e a pesquisa da informação cultural que passa pelos clássicos portugueses (ao fim da tarde, ele reunia os filhos &#8211; João e Zeca e Mariazinha &#8211; e lia-lhes poemas de Camões&#8230;) e por escritores como Proust e Romain Rolland. Mas para além disso, José Nepomuceno transmite ao filho José Afonso o grande prazer de conversar. «Meu pai queria que eu fosse doutor e não cantador. No final da sua vida já aceitava, quando soube que eram canções contra o regime. Mas o pai de José Afonso morreria sem nunca o ter ouvido cantar.<br />
No quotidiano, do autor da «Canção do Medo» entravam inúmeras histórias, recordações e vivências que contava aos amigos durante largas conversas.<br />
Conversador, contador de histórias, José Afonso não esqueceu os tempos passados em Belmonte, onde um tio lhe vestiu a farda da Mocidade Portuguesa sem lhe esconder as suas tendências salazaristas e pró-hitlerianas.<br />
Quando José Afonso começa a cantar, em Coimbra, por volta do 6.º ano do liceu, está próximo o seu casamento com Amália, de quem vem a ter os seus dois primeiros filhos. O casal encontra dificuldades de ordem diversa e pela primeira vez o cantor experimenta na carne as agruras da vida. Matrimónio desfeito, dificuldades económicas, remete os filhos para Moçambique, onde são recebidos em casa dos pais. Sua irmã Mariazinha, a quem o liga um afecto particular, desempenha um papel particular nesta conjuntura.<br />
Em Coimbra, José Afonso passa pelas Repúblicas, onde conhece a solidariedade e a boémia académica. Tem os primeiros contactos com clubes recreativos e joga futebol («Entreguei-me totalmente à mística da chamada Briosa»), acompanhando a Académica um pouco por toda a parte.<br />
E canta, em serenatas, «em festarolas de aldeia, outras vezes em casa&#8230; Era um sujeito qualquer que queria convidar uns tantos estudantes de Coimbra, enchia-nos a barriga de vinho, e a malta cantava&#8230;». Nos finais dos anos 40, quando Carmona passa de comboio por Coimbra em campanha contra Norton de Matos, Zeca, de emoção, cchora que «nem um vitelo» ao ver o antigo chefe de Estado. É o tempo das boleias, da capa e batina («Porque um tipo de capa e batina era rei nas estradas») que lhe permite os primeiros contactos com os meios miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, que motivará a canção «Menino do Bairro Negro».<br />
Sem uma postura ainda politizada, José Afonso é sensível aos dramas sociais que as suas viagens lhe desvendam.<br />
Só em 58/59 com o surgimento de Humberto Delgado e a crise académica de 1962 &#8211; já José Afonsoi dava aulas e conhecera Zélia &#8211; se processa uma viragem na sua evolução político-cultural. O alvoroço político provocado tanto pelo general Humberto Delgado como pelo movimento estudantil de 62 reflectem-se na própria obra de José Afonso. É de 1958 a publicação do seu primneiro disco &#8211; «Baladas de Coimbra», com «Menino d&#8217;Oiro», «No largo do Breu», «Tenho barcos, tenho remos» e «Senhor Poeta», canções que se desviam da tradição coimbrã pura, tanto nas temáticas como na interpretação. Zeca é apenas acompanhado à viola por Rui Pato. Como tantas vezes sucederá ao longo da sua vida, apenas suportado por cordas de viola. Não havia as guitarras de Coimbra que Adriano Correia de Oliveira, por exemplo, nunca abandonaria.<br />
Os discos posteriores aprofundam esta experiência. Continua Rui Pato, a acompanhá-lo sozinho, e os poemas são mais empenhados do ponto de vista social: «Menino do Bairro Negro» e depois «Vampiros», uma balada emblemática das suas posições antifascistas.<br />
Evidentemente que nesta época José Afonso não abandonou o lirismo de Coimbra &#8211; que de resto o acompanha um pouco por toda a vida, assim como o fado de Coimbra, como se verifica em 1980 quando publica o seu album «Fados de Coimbra», dedicados à memória do seu pai e de Edmundo Bettencourt (um dos seus poetas preferidos). Mas a componente social continua a marcar preferencialmente a sua obra.<br />
As dificuldades económicas que atravessou em Coimbra obrigaram-no a abandonar os estudos e a daegrinação docente iniciada em Mangualde acaba por conduzi-lo até ao Algarve, onde convive com Luiza Neto Jorge, António Ramos e Zélia, com quem &#8211; «um pouco ao jeito siciliano» &#8211; acaba por casar contra a vontade da família da noiva.<br />
A companhia da Zélia é determinante na evolução do poeta. Abrindo-lhe espaço para os seus devaneios criativos, escutando-lhe os rumores e os humores, envolvendo-o numa serena e profunda ternura, Zélia seguiu-lhe o percurso e apoiou-o onde a sua acção foi indispensável. Seria ela a sugerir-lhe o regresso a Moçambique para assim poder acompanhar os filhos do primeiro casamento. E em 1964 José Afonso está de novo no então Lourenço Marques onde uma vez mais sente o peso da exploração colonial.<br />
De Lourenço Marques salta para a Beira. Aí assiste revoltado às festividades dos colonos portugueses que apoiam a independência unilateral da Rodésia de Jan Smith. Apesar da presença do irmão João Afonso e dos amigos do cineclube local que chegam a encenar Brecht com músicas suas, José Afonso não resiste e volta a Lisboa em 1967 na disposição, como revelou a Adelino Gomes, à chegada, de ser apenas e exclusivamente professor.<br />
Instalado em Setúbal, os seus desígnios não serão satisfeitosw e a expulsão do ensino oficial por motivos políticos impele-o para as cantigas. O destino era-lhe um tanto traçado pelas perseguições da Polícia Política. E abre-se um novo ciclo, marcado pelo aparecimento em 1968 do album «Cantares do Andarilho».<br />
Até ao 25 de Abril, assistimos a um dos períodos mais fecundos e brilhantes da sua actividade artística que se confundia (ou fundia) com uma intensa actividade de agitação política clandestina, sobretudo os núcleos da LUAR e do PCP da Margem Sul.<br />
Preso diversas vezes pela PIDE («como sabes eu estou preso mas também não sou um homem mau. Viste como foi. Não sejas rabugenta e ajuda o Pedro», escreve ele de Caxias à sua filha Joana em 1973), desenvolve uma dupla acção de agitação cultural e política que o leva a colectividades, clubes recreativos, associações culturais e sindicatos colaborando activamente no movimento constitutivo da Intersindical.<br />
É neste período contactado da margem sul para aderir ao PCP mas recusa, invocando a sua condição de classe. «Respondi que não poderia ser elemento do PCP por várias razões, uma das quais era a minha origem de classe pequeno-burguesa. A única coisa que sabia de certeza eram as minhas limitações e não me arriscava a fraquejar. Se um dia fosse preso e denunciasse camaradas isso constituiria para mim uma experiência da qual nunca me sairia bem. Nunca perdoaria a mim próprio um momento de fraqueza desses. No fundo, gostava também de me movimentar numa certa margem de invenção. E pressentia que existiam outras forças embora o PCP fosse hegemónico naquela zona».<br />
A escusa de José Afonso consagrava, afinal, a sua rebeldia permanente, o seu imaginário sem rédeas e possivelmente incompatível com qualquer disciplina partidária. E sugeria algo que sempre o perseguiu e de que sempre procurou libertar-se: o medo, embora a sua vida e prática social ilustrem a coragem da sua postura. Mas o facto de não aderir ao PC não impediu que as forças maoístas de vários quadrantes o classificassem depreciativamente, de, antes do 25 de Abril, «Amália do PC».<br />
Mas também não o impediu de colaborar, antes e depois do 25 de Abril, com o seu PCP. O seu não alinhamento organizativo concedia-lhe uma grande margem de manobra suportado pelo seu talento artístico. Canta na Festa do Avante, em 1980, e durante a sua enfermidade Álvaro Cunhal, embora sem o visitar, coloca à sua disposição os seus préstimos caso houvesse notícia de cura para sua doença na URSS, como em tempos se admitira.<br />
A CGTP vai um pouco mais longe e mantém-lhe um apoio inequívoco incluindo o de carácter material, como de resto várias outras entidades não oficiais, amigos e admiradores anónimos.<br />
Sucessivamente publicará «Contos Velhos, Rumos Novos», «Traz Outro Amigo Também» e «Cantigas do Maio», com que inicia uma colaboração activa com José Mário Branco que se prolongou até hoje.<br />
Este album marcará particularmente a sua carreira, pois nela se incluem «Cantar Alentejnao», canção mais conhecida por Catarina, e «Grândola Vila Morena». É sobretudo a partir deste trabalho que o chamado «nacional-cançonetismo», já na era marcelista, sente a necessidade de encontrar respostas musicais do regime face ao contar José Afonso.<br />
Mas nascem novos cantores: José Mário Btranco, Sergio Godinho, Luis Cilia, Fanhais, Manuel Freire e mais tarde Vitorino, Fausto, Júlio Pereira e Janita Salomé, um grupo heterogéneo que comunga o mesmo referencial e o mesmo propósito: José Afonso e o alargamento dos espaços da música popular portuguesa.<br />
Num outro plano, Adriano Correia de Oliveira, embora fiel às formas tradicionais de Coimbra, opta por dar voz à poesia de Manuel Alegre, que Zeca Afonso curiosamente nunca cantou.<br />
Mas José Afonso e os outros cultores da chamada MPP criaram também um grau de exigência maior por parte do público, que se reflectiu tanto no panorama da música ligeira como no próprio fado. Amália pasa a cantar Camões, Alexandre O&#8217;Neill, Homem de Mello, David Mourão-Ferreira, e na chamada canção ligeira surgem intérpretes de maior qualidade como Paulo de Carvalho ou Fernando Tordo.<br />
Ninguém ficou indiferente à acção musical de José Afonso, que até ao 25 de Abril ainda publicaria «Eu vou ser como a toupeira» e «Venham mais cinco».<br />
O 25 de Abril, desencadeado por «GRândola Vila Morena», surpreende-o e «obriga-o» a participar activamente em todas as acções de massas. Ocupações de casas e terras no Alentejo, manifestações, comícios, acções de dinamização no nordeste, a tudo José Afonso se entrega de forma esgotante. Canta por toda a parte e só em 1975 volta a publicar um album &#8211; «Coro dos Tribunais» &#8211; com canções que fizera em Moçambique para a peça de Brecht e outros originais, como «Lá no Xepangara», que o revela ligado ao ritmo e tendências de África. Aqui, desempenha especial colaboração Fausto, também ele directo conhecedor dessas experiências musicais africanas.<br />
Até ao 25 de Novembro é um verdadeiro rodopio, prevalecendo uma colaboração estreita entre o cantor e a LUAR. O desencanto posterior &#8211; jamais calará, por exemplo, o «escândalo dos salários em atraso», ou a situação de miséria da população trabalhadora da região de Setúbal, onde vive até morrer &#8211; os próprios acontecimentos que o levaram a escrever ao PAIGC, para Bissau, e posterior evolução política encenada pelos vários Governos constitucionais abrem-lhe espaço para se dedicar mais cuidadosamente à sua obra.<br />
Os albuns «Com as minhas Tamanquinhas», «Enquanto Há Força» e «Fura-Fura», são verdadeiras crónicas do período revolucionário e pós-revolucionário. A história que se fez confunde-se com a sua vida e obra: sendo protagonista de tantos acontecimentos, é também o seu jogral / narrador.<br />
Politicamente, manifesta o seu apoio claro a Otelo Saraiva de Carvalho em 1976 e em 1981, e estabelecdeu com ele uma amizade profunda. Nas eleições de 1986, José Afonso apoia Maria de Lurdes Pintasilgo, que corresponde às suas convicções, e confiança nas organizações populares de base, cujo papel social a ex-primeira-ministra se propunha enriquecer.<br />
Com mos seus dois últimos albuns publicados em vida, «Como se Fora seu Filho» e «Galinhas do Mato» (este já com a colaboração vocal de outros cantores), José Afonso prossegue as suas vertentes estéticas e políticas. Por um lado, um grande enriquecimento musical a que não é estranho no primeiro caso a colaboração de Fausto, Júlio Pereira e José Mário Branco e, no segundo, a destes dois últimos. Por outro lado, José Afonso continua a sua actividade cronista e aponta a sua proposta utópica que sempre perseguiu em vida. A construção da cidade sem barreiras de homens iguais e livres é cantada em «Utopia» inserta no primeiro daqueles albuns.<br />
Em cada disco que saía José Afonso encontrava motivo de crítica. Nunca um disco o satisdfez completamente. Depois de publicados, como confessava, era incapaz de se ouvir e de ouvi-los. Esta exigência sobre si próprio não o poderá agora assumir quando ainda este ano for publicado um novo album da sua autoria, para o qual deixou originais e todas as indicações. Provavelmente na capa seria ironizada a figura do presidente da Câmara de Lisboa, Nuno Abecassis &#8211; cuja vereação, posinal, já concedeu o nome de uma da rua da capital a José Afonso.<br />
Mesmo depois de morto, José Afonso continua assim de costas viradas para o poder &#8211; que à boa tradição portuguesa se preocupa em fazer agora o que lhe recusou em vida.</p>
<p>José A. Salvador</p>
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		<title>Concurso de professores e as prioridades &#8211; público e privado</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 23:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tenho ainda uma opinião fechada sobre esta questão e gostaria que os comentários ajudassem a esclarecer. <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/concurso-de-professores-e-as-prioridades-publico-e-privado/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138846&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começar um texto com duas ligações externas vai contra todas as regras, mas o fundamental é a discussão e essa surge depois destas duas sugestões:</p>
<p>- no <a href="http://japm-pe-ante-pe.blogspot.com/2012/02/comparacao-concursos-dos-professores.html">pé-ante-pé</a> podemos encontrar um excelente trabalho de comparação entre a legislação em vigor e a proposta do MEC;</p>
<p>- no <a href="http://educaraeducacao.blogspot.com/2012/02/o-esquema-que-esta-por-detras-das.html">Educar a Educação</a> podemos ver um esquema que mostra uma possível consequência da proposta do MEC.</p>
<p>E ainda antes de ir ao ponto quente da discussão virtual entre os docentes, importa colocar as coisas no tom certo:</p>
<p><span id="more-1138846"></span>- se boa parte dos docentes contratados se envolvesse tanto na <a href="http://www.fenprof.pt/?aba=27&amp;mid=115&amp;cat=284&amp;doc=6108">luta</a> por mais e melhor escola pública, como se envolve na discussão sobre concursos, teríamos a melhor escola pública do mundo. E talvez do Universo!</p>
<p>É que no fundo, para a esmagadora maioria dos candidatos, trata-se apenas de saber quem fica atrás ou à frente na lista de desempregados. Mas, é o povo que temos!</p>
<p>Feita a introdução, vamos lá ao tema quente &#8211; o MEC sugere que os docentes das ilhas e do privado possam concorrer em igualdade de circunstância com os docentes das escolas públicas do continente e isso parece injusto aos olhos de alguns. Vamos por partes:</p>
<p>a) Na proposta, o Artigo 9º, ponto 7 sugere apenas<strong> dois intervalos</strong> para os docentes contratados concorrerem &#8211; horários completos e horários entre 6 e 21h. Esta proposta é ridícula e vai criar injustiças tremendas, ainda por cima quando se vai dar o <a href="http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/ministerio-acelera-substituicoes-de-professores-em-novo-regulamento-de-recrutamento-1534367">poder</a> aos Directores de completarem os horários dentro de cada agrupamento, <em>sem dar cavaco às tropas</em>. Pode muito bem acontecer o docente melhor classificado apanhar um horário de 6 horas e o último apanhar um de 21 horas &#8211; algo completamente injusto e sem sentido. Sugiro que se crie os seguintes intervalos: completos, entre 21h e 12h, menores que 12h.</p>
<p>b) O MEC continua a manter a divisão entre <strong>concurso interno</strong> (professores dos quadros) e concurso externo (candidatos a contrato) e na ordenação dos primeiros sugere (Artigo 10º, ponto 1 ) que os docentes dos quadros das regiões autónomas possam ser equiparados aos docentes do continente. Naturalmente é algo que agrada a uns e não agrada a outros. Não vejo razão para não concordar com esta proposta, até porque muitos dos docentes hoje colocados nas ilhas são gente do continente que fez enormes sacrifícios pessoais para ir trabalhar por lá. Parece-me uma medida que faz sentido e é justa.</p>
<p>c) E no Artigo 10º, ponto 2 surge então a proposta mais polémica:</p>
<p><strong>C1)</strong> por um lado exige que os docentes para integrarem a primeira prioridade teriam que ter tido &#8220;horário anual e completo, em quatro dos seis anos letivos imediatamente anteriores;&#8221;</p>
<p>Esta medida visa proteger os docentes com experiência em relação aos jovens licenciados, muitas vezes com classificações um <em>bocadinho inflacionadas</em>. Enquanto conceito, concordo com a existência de um mecanismo que dê prioridade a quem já trabalhou. Se são duas horas ou 4 anos, é uma questão que se pode discutir. Centrar a discussão desta proposta a 2 ou 4 anos é algo que só faz sentido para quem tem 2 e não tem quatro anos&#8230;</p>
<p><strong>C2)</strong> mas, nesta primeira prioridade o MEC admite docentes dos &#8221; estabelecimentos com contrato de associação&#8221;. E esta é claramente uma  questão mais delicada porque é profundamente injusta para quem está na Escola Pública e muito interessante para quem está nos colégios.</p>
<p>Para estes últimos, possivelmente sem horário devido às propostas do governo para o currículo do ensino básico, teriam aqui uma possibilidade única de continuar a trabalhar.</p>
<p>Para os docentes do público, pelo argumento anterior, estão a ver que um conjunto significativo de docentes do particular lhes vão passar à frente porque terão, naturalmente muito mais tempo de serviço.</p>
<p>Não tenho ainda uma opinião fechada sobre esta questão e gostaria que os comentários ajudassem a esclarecer.</p>
<p>Termino, no entanto como comecei &#8211; em tese, no próximo ano lectivo, o Orçamento de Estado para a Educação não tem prevista verba para professores contratados, logo, esta discussão é muito interessante, mas&#8230;</p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/concursos/'>concursos</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/crato/'>Crato</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/educacao/'>educação</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/escola/'>escola</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/graduacao/'>graduação</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/mec/'>MEC</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/publico/'>público</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/privado/'>privado</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/professores/'>professores</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138846/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138846&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As Escolas não necessitam de gestores</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 21:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://aventar.eu/?p=1138816</guid>
		<description><![CDATA[É quase um manifesto contra o tempo, mas decididamente o Poder ou os poderes estão a ver o filme ao contrário - Director não, Equipa Directiva, Sim. <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/as-escolas-nao-necessitam-de-gestores/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138816&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já antes <a href="http://aventar.eu/2012/02/12/autonomia-como-pai-natal/">escrevemos</a> no Aventar sobre a temática da Gestão em contexto escolar procurando equacionar, à luz da<a href="http://www.spn.pt/?aba=27&amp;mid=115&amp;cat=124&amp;doc=3051"> negociação em curso</a>, o que poderia ser a autonomia da gestão escolar.</p>
<p>Mas, esta temática é geradora de grandes confusões porque os ignorantes pensam que a escola pode ser vista como uma empresa e gerida como tal.</p>
<p>Para economia de tempo, vamos assumir como possível tal barbaridade.</p>
<p><strong>O que há para ser gerido na Escola?</strong></p>
<p><span id="more-1138816"></span></p>
<p>Na Escola, como <a href="http://aventar.eu/2012/02/12/autonomia-como-pai-natal/">afirma João Barroso</a>,<strong> </strong>a autonomia das escolas é como o Pai Natal: todos sabem que não existe, mas todos fingem acreditar nele.</p>
<p>E tal como a autonomia, o dinheiro é também coisa que não abunda &#8211; os funcionários, docentes ou não docentes, são pagos pelo Ministério da Educação ou pelas autarquias. E além dos recursos humanos, na Escola, depois de pagar água, luz, comunicações  e aquecimento o que sobre é ZERO! Não há rigorosamente NADA, financeiramente falando, para gerir numa escola.</p>
<p>Em síntese: se na Escola não há dinheiro nem recursos humanos para gerir, o que é que fica para o Gestor fazer?</p>
<p>Educação. Nada mais que isto &#8211; EDUCAÇÃO!</p>
<p>Um gestor, seja lá com que nome for, tem que gerir processos educativos. Nem mais, nem menos.</p>
<p>Acontece que os processos educativos estão longe de ser simples &#8211; de um lado entraria o porco e do outro sairia um salpicão. Não é assim tão simples e a complexidade manifesta-se também na necessidade de encontrar soluções integradas entre todos os agentes &#8211; Professores, pais, alunos, comunidade, administração. É por isso fundamental que cada comunidade escolar, através do Conselho Pedagógico, seja capaz de em equipa pensar as melhores soluções pedagógicas para uma equipa de gestão as concretizar. A abordagem nunca poderá ser individual, nem tão pouco personalizada num Director. A solução passa por devolver à Escola o poder de se organizar para gerir o seu trabalho sem interferências, por exemplo partidárias.</p>
<p>Director não, Equipa Directiva, Sim.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/administracao/'>administração</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/autonomia/'>autonomia</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/crato/'>Crato</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/diretor/'>diretor</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/educacao/'>educação</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/escola/'>escola</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/gestao/'>gestão</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/mec/'>MEC</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138816/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138816&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Gastão era perfeito</title>
		<link>http://aventar.eu/2012/02/23/gastao-era-perfeito/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 20:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João José Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Gastão era perfeito]]></category>
		<category><![CDATA[josé afonso]]></category>
		<category><![CDATA[Venham Mais Cinco]]></category>
		<category><![CDATA[zeca afonso]]></category>

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		<description><![CDATA[Também em memória da Adelina, que nos vendia às escondidas este e tantos outros discos. Quem passou por Coimbra sabe de quem estou a falar. É a minha favorita, hoje que também é dia de cada um falar da sua. &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/gastao-era-perfeito/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138735&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>Também em memória da Adelina, que nos vendia às escondidas este e tantos outros discos. Quem passou por Coimbra sabe de quem estou a falar.</h6>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://aventar.eu/2012/02/23/gastao-era-perfeito/"><img src="http://img.youtube.com/vi/EovAJbdnBEE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>É a minha favorita, hoje que também é dia de cada um falar da sua. Não me perguntem porquê, quando me apaixono por um poema, uma música, uma canção ou uma mulher nascem mistérios que prefiro nem desvendar.  Aqui só falta a mulher mas sobra a velha tradição da cantiga de escárnio e maldizer, superiormente reinventada.</p>
<p>Faz parte do <em>Venham Mais Cinco</em>, em termos de sonoridade e  maravilhamento poético o mais elaborado dos trabalhos do Zeca, com um respirar que logo a seguir seria impossível, tanto ao Zeca como ao José Mário Branco, o senhor que em português inventou a palavra produção.</p>
<p>Gastão era perfeito<br />
Conduzido por seu dono<br />
Em sonolências afeito<br />
Às picadas dos mosquitos<span id="more-1138735"></span></p>
<p>Era Gastão milionário<br />
Vivia em tapetes raros<br />
Se lhe viravam as costas<br />
Chamava logo a polícia</p>
<p>Em crises de malquerência<br />
Vinha-lhe o gosto pela soda<br />
Mas ninguém se abespinhava<br />
Que enviuvasse às ocultas</p>
<p>Nem Gastão se apercebia<br />
De quanto a vida o prendara<br />
Entre estiletes de prata<br />
E colchas de seda fina</p>
<p>Gastão era deste jeito<br />
Fazia provas reais<br />
Gastão era um parapeito<br />
De Papas e Cardeais</p>
<p>Vinha-lhe só por fastio<br />
Nos tiquetaques da vida<br />
Um solene desfastio<br />
Pela mãe que era entrevada</p>
<p>Mandava bombons recados<br />
Por mensageiros aflitos<br />
Não fora Gastão dos fracos<br />
E já seria ministro</p>
<p>Conheci-o em Alverca<br />
Num bidon de gasolina<br />
Tinha um pneu às avessas<br />
Mas de asma é que sofria</p>
<p>No solestício de Junho<br />
A quem o quisesse ouvir<br />
Dizia que era sobrinho<br />
Do Fernão Peres de Trava</p>
<p>Querem saber de Gastão?<br />
Vão ao Palácio da Pena<br />
Usa agora capachinho<br />
E gosta de codornizes</p>
<p>Gastão era perfeito<br />
Conduzido por seu dono<br />
Em sonolências afeito<br />
Às picadas dos mosquitos</p>
<p>Tem um sinal que o indica<br />
Como o mais forte Doutor<br />
Espeta o dedo no queixo<br />
E diz que é Nosso Senhor</p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/gastao-era-perfeito/'>Gastão era perfeito</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/jose-afonso/'>josé afonso</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/venham-mais-cinco/'>Venham Mais Cinco</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/zeca-afonso/'>zeca afonso</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138735/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138735/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138735&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Desempregado, uma carreira de futuro</title>
		<link>http://aventar.eu/2012/02/23/desempregado-uma-carreira-de-futuro/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 19:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Fernando Nabais</dc:creator>
				<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Álvaro Santos Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[CCB]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[gestor de carreira]]></category>
		<category><![CDATA[mama]]></category>
		<category><![CDATA[o álvaro]]></category>
		<category><![CDATA[tgv]]></category>

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		<description><![CDATA[Desempregados vão ter gestor de carreira Mais uma vez, Álvaro Santos Pereira maravilha o mundo com outra brilhante descoberta. Tendo em conta que o número de desempregados está a aumentar em Portugal, torna-se claro que ser desempregado é uma das &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/desempregado-uma-carreira-de-futuro/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138836&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/desempregados-vao-ter-gestor-de-carreira" target="_blank">Desempregados vão ter gestor de carreira</a></h2>
<p style="text-align:justify;">Mais uma vez, Álvaro Santos Pereira maravilha o mundo com outra brilhante descoberta. Tendo em conta que o número de desempregados está a aumentar em Portugal, torna-se claro que ser desempregado é uma das carreiras com mais futuro. Daí à ideia de criar a figura de gestor de carreira para desempregados foi um pequeno passo para o Álvaro e um grande salto para os portugueses.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, antes de mais, será importante criar cartões de visita com a indicação da condição de desempregado, o que causará sensação nas festas e beberetes frequentados pelos que optaram por esta promissora carreira.</p>
<p style="text-align:justify;">Os gestores de desempregados aconselharão os seus clientes acerca do melhor modo de desempenhar a sua inactividade. Assim, será importante que o desempregado acorde o mais tarde possível, de modo a que possa prescindir do almoço. O gestor de desempregados poderá, ainda, ensinar aos seus pupilos técnicas de relaxamento que lhes permitam transformar o oxigénio em nutrientes, desde que fiquem muito quietos o dia todo.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, há uma grande movimentação na oferta de alternativas ao desemprego e está prevista a criação de cursos profissionais de ladrão, em que os discentes poderão frequentar disciplinas como TGV (Técnicas de Garrote e Vandalismo), CCB (Crimes de Colarinho Branco) e MAMA (Métodos de Ataque à Mão Armada).</p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/alvaro-santos-pereira/'>Álvaro Santos Pereira</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/ccb/'>CCB</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/desemprego/'>desemprego</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/gestor-de-carreira/'>gestor de carreira</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/mama/'>mama</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/o-alvaro/'>o álvaro</a>, <a href='http://aventar.eu/tag/tgv/'>tgv</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138836/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138836&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tristezas não pagam dívidas.</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 18:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Resende</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação social]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>

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		<description><![CDATA[Não deixa de ser curioso que, em tempo de crise, a principal discussão das últimas semana tenha sido sobre o Carnaval. O país nunca deixou de rir, mesmo quando o mais natural fosse estar a chorar. Portugal é um imenso &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/tristezas-nao-pagam-dividas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138787&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Não deixa de ser curioso que, em tempo de crise, a principal discussão das últimas semana tenha sido sobre o Carnaval. O país nunca deixou de rir, mesmo quando o mais natural fosse estar a chorar. Portugal é um imenso alfobre de piadas, humoristas e artistas circenses. Os políticos são malabaristas, o cidadão aquele <a href="http://obliviario.blogspot.com/2010/01/das-causas-da-decadencia-dos.html" target="_blank">Zé Povinho</a> <a href="http://centenario-republica.blogspot.com/2010/05/um-certo-mau-gosto.html" target="_blank">boçal, anafado, risonho e borracho</a>. De resto, um país que se identifica com tamanha criatura, que ri de tudo, mesmo quando está prestes a perder a casa, a perder o emprego e a ficar sem comer, só pode ser um povo escolhido. Ele não precisa de quem o guie, abomina os políticos e os governantes, mas adora assistir às manigâncias deles, entre uma talhada de melancia e um copo de vinho verde.<br />
Na Grécia está tudo a ferro e fogo, lá onde a comédia foi inventada e vive lado a lado com a tragédia. Cá, os homens vestem-se de mulheres e mangam do primeiro-ministro, que lhes tirou o feriado. Um feriado de e para brincar. É assim este quadro, que de tão ridículo chega a ser grandioso. Às vezes aparece alguém a dizer-se o novo D. Sebastião (Afonso Costa, Salazar, Mário Soares, Cavaco Silva&#8230;), mas não é preciso. Em 500 anos a coisa até tem corrido bem, dadas as circunstâncias. É uma gestão curiosa que nunca resultará em tumultos: os políticos e as elites roubam as duas fatias maiores do bolo, o povo – conquanto o político não se roube mais de dois terços anui – e reparte entre si a última fatia. É um roubo absolutamente democrático e consentido: uma mão lava a outra e as duas lavam as dos outros.<br />
A coisa nunca resultará como na Grécia, em incêndios, feridos e ódio. Quando muito, por cá, mataremos um ou outro político à gargalhada, com matrafonas, gigantones e carros alegóricos. As nossas pistolas são bisnagas com água.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://aventar.eu/tag/carnaval/'>carnaval</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aventadores.wordpress.com/1138787/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aventadores.wordpress.com/1138787/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138787&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">montemuro</media:title>
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	</item>
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		<title>Ó Elvas, Ó Elvas, Justiça à Vista</title>
		<link>http://aventar.eu/2012/02/23/o-elvas-o-elvas-justica-a-vista/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 17:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Magalhães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[afonso dias]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[carlos silvino]]></category>
		<category><![CDATA[hugo marçal]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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		<description><![CDATA[As Coisas São o que São e Não se Fala Mais Nisso Há ainda quem se admire, mas na verdade não temos que nos admirar com o que se vai passando no nosso País no que à Justiça diz respeito. &#8230; <a href="http://aventar.eu/2012/02/23/o-elvas-o-elvas-justica-a-vista/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aventar.eu&amp;blog=21012497&amp;post=1138825&amp;subd=aventadores&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><strong><a href="http://aventar.eu/2012/02/23/o-elvas-o-elvas-justica-a-vista/tribunal2/" rel="attachment wp-att-1138826"><img class="alignleft size-full wp-image-1138826" title="TRIBUNAL2" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2012/02/tribunal2.jpg?w=640" alt=""   /></a>As Coisas São o que São e Não se Fala Mais Nisso</strong></div>
<div style="text-align:justify;">Há ainda quem se admire, mas na verdade não temos que nos admirar com o que se vai passando no nosso País no que à Justiça diz respeito. E convenhamos que em outras coisas também não.</div>
<div style="text-align:justify;">Ontem fez-se &#8220;justiça&#8221; no caso do <a href="http://www.publico.pt/Sociedade/afonso-dias-absolvido-de-rapto-qualificado-no-caso-rui-pedro-1534874">Rui Pedro</a>.</div>
<div style="text-align:justify;">Ninguém sabia nada, os que sabiam não eram credíveis e os que seriam credíveis não falaram.</div>
<div style="text-align:justify;">Vai daí, o &#8220;pobre&#8221; do Afonso Dias foi absolvido, coitadinho.</div>
<div style="text-align:justify;">Hoje temos como caso mediático os &#8220;crimes&#8221; de <a href="http://publico.pt/Sociedade/tribunal-anula-penas-a-hugo-marcal-carlos-cruz-e-carlos-silvino-1535017">Elvas</a>.</div>
<div style="text-align:justify;">O Tribunal anula os &#8220;crimes&#8221; a Carlos Cruz, a Carlos Silvino e a Hugo Marçal.</div>
<div style="text-align:justify;">O Julgamento terá de ser repetido se chegar a ser, que isto não está para se gastar dinheiro nessas ninharias.</div>
<div style="text-align:justify;">Lembremo-nos que o nosso País está em crise. Não tanto de dinheiro, que é o que toda a gentinha pensa, mas essencialmente de valores, sobre os quais ninguém fala porque já ninguém sabe o que são.</div>
<div style="text-align:justify;">Enfim, abençoada democracia, onde não se pode chicotear, mandar prender ad eternum, ou colocar uns gajos em fila, no Campo Pequeno, para assim poupar nas balas.</div>
<div>.</div>
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