Divergências insanáveis

Todos ficámos em estado de ansiedade quando o primeiro ministro Passos Coelho e o líder do PS (designado pelos comentadores de direita por “líder da oposição”) António José Seguro se encontraram para avaliar se era possível o tão cantado consenso (sobre quê e para quê é que ninguém para aqueles lados parece saber).

Ora, sempre preocupado em divulgar a informação importante que consigo apurar (como diria o quadrilheiro do Marques Mendes) e para esclarecimento das massas, aqui deixo o documento em que estão clara e detalhadamente redigidas as “insanáveis divergências” que, tonitruantemente, anunciou o dirigente do PS.divergencias

E admiram-se que um governo de incompetentes não caia

Numa semana:

  • Seguro diz que milhares de portugueses vão ficar afastados da justiça (ao menos não estão doentes!)
  • Seguro propõe tribunal especial para investidores estrangeiros (P)
  • Seguro quer gestão global para travar avanço do mar (DN)

Tenho uma ideia que resolve estes problemas todos. Que tal fazer um tribunal em cima das dunas, para portugueses que tenham pedido um visto dourado depois de se terem naturalizado espanhóis?

Ronaldo, a projecção e a *projeção

Soube, através do Expresso, que António José Seguro teria feito uma referência à projeção do nome de Portugal, a propósito da Bola de Ouro, ontem entregue a Cristiano Ronaldo.

projeção

Contudo, de facto, o secretário-geral do Partido Socialista não mencionou qualquer projeção. Seguro referiu-se tão-somente à projecção do nome de Portugal. Projecção. Exactamente.

projeccao

Segundo nos conta o Diário de Notícias, o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, ter-se-á referido quer ao capitão da selecção nacional, quer à seleção nacional.

ronaldo passos

Novidades? Nenhumas. O caos ortográfico está instalado e a culpa, garanto-vos, não é certamente do capitão da Selecção. Sim, da Selecção.

Portugal e o Sémen da Palavra

Portugal, o País que amo, alberga gente com formas de pensar as mais diversas e o talento, muito ou pouco, para as expressar. Somos fauna de ideias, à procura de analogias, de caminhos e de verdades. Mas há muita dessa fauna, Fauna de Esquerda Mal-Humorada, que não tolera o pensamento diverso dos outros, a leitura diversa dos outros, pois só existe a sua leitura e a sua emissão conceptual, o seu quadro descritivo da realidade, fora do qual outro qualquer ejaculador das palavras poéticas ou poético-analíticas só pode estar doente e deverá ser ou internado ou evacuado da plataforma que usurpa para debitar e debitar-se. É como que o Perigo de Haver Diversos, o Horror de Haver Diferentes. É a teoria dos escreventes malditos. Dos corpúsculos estranhos. Do 8.º Passageiro. Em suma, o Medo do Outro. Não separo a Poética da Poética de uma Poética da Política e é a partir desse meu corpo sexuado do dizer que insemino e inseminarei com Palavras a vagina passenta dos leitores em regime de estrito consentimento. Todo o leitor é um consentidor do diálogo da palavra que afinal busca e busca porque quer. Nenhum texto, postulado ou ideia, invadem o cérebro desprevenido do leitor por penetrar. Nada mais consensual que a leitura e a rejeição da leitura. Os inquisidores proibiam leituras, indexavam-nas. Os comunistas mais petrificados e aterrorizados com o Outro fazem outro tanto. Está inscrito no pensamento único, dogmático e violento como o Islão. [Ler mais ...]

Acorda, Seguro!

E anda Seguro a engonhar: «… manutenção do actual regime de pensões só é possível com uma economia saudável, baseada na produtividade e emprego.»

O combate

combate“É grande expectativa para o confronto de amanhã entre os líderes do PS e do PSD!!”- afirmou, ansioso, o telejornalista. E eu antecipei esse momento grande entre os grandes. Estou a ver tudo: no canto laranja Paaaaassos Coelho, 80 kilos, vencedor de um dos combates que travou, perdendo o outro! No canto rosa Antóóóóónio José Seguro, 56 kilos, vencedor do único combate que travou. Começa Passos! Levanta as mãos até ao peito, inclina-se obsequiosamente para esquerda; faz o mesmo para a direita, enquanto começa o seu discurso. A assistência está excitada! E Passos fala, atacando pela direita; e fala, fala, faaalaaaaaa…faaaa..ZZZZZZZZZZZZ.

Troyka e Tresleitura Segurista

Seguro, como sempre, está a ver mal «a enorme relutância da Troyka» em indulgenciar o PS e a sua poção mágica para o défice. Não é que a Troyka tenha sentido uma enorme relutância na flexibilização do défice português. Não. A Troyka, quer dizer, a delegação técnica dela, o que deve ter é necessariamente uma enorme relutância em sentar-se à mesa com o PS, Partido que a convocou em primeiro lugar, Partido que se comporta como se a não tivesse convocado, Partido que já não subscreve [ou diz que não subscreve] o que assinou, o que implicaria pelo menos a boa-vontade de reformar e reformular o assinado, um tal Partido-Farsa só poderia suscitar repugnância, relutância e outras palavras terminadas em ânsia, no plano interno e externo, pois torna estas missões repletas de atrito, risco e incerteza e a incerteza com credores paga-se caro. Nem carne nem peixe, tal como o seu líder, eis um Partido-Sonso de e para Tansos a merecer rejeitância agora e para sempre, amem.

Em princípio, também me oponho ao Orçamento do Estado para 2014

Segundo a Lusa, o Bloco de Esquerda deverá votar contra o Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), pois prevê que este irá seguir a mesma linha dos anteriores (OE2012 e OE2013). Sendo esse o caso, apoio a iniciativa do Bloco de Esquerda: não me parece que “o terceiro OE de Pedro Passos Coelho vá ser diferente dos anteriores” e, lembro-me bem, até cheguei a recomendar o chumbo quer do OE2012, quer do OE2013.

Por seu turno, Marco António Costa lamenta que o secretário-geral do Partido Socialista ameace votar “contra um orçamento que ainda nem sequer conhece”, apelando “a que, em sede parlamentar, e depois de conhecido o texto concreto do OE [2014], o PS possa definir a sua posição”.

Aceito o desafio, em forma de apelo, lançado por Costa e garanto que, se o OE2014 respeitar o estipulado na lei, ou seja, o preceituado quer no Decreto n.º 35 228, de 8 de Dezembro de 1945, quer no Decreto-Lei n.º 32/73, de 6 de Fevereiro, com o concomitante abandono da vergonhosa anarquia causada pela inacção de quem manda (para juntar ao rol, no Diário da República de ontem, lá vinham “documentos comprovativos dos fatos indicados no currículo” e duas ocorrências de “contato telefónico”, no de hoje, de novo, os “fatos indicados no currículo”), aí, sim, já terei condições para reflectir acerca de uma revisão da minha posição.

Um PS Deprimente e Ultrademagógico

Um PS demagógico com um líder demagogo, um PS ultra-falsificador do passado e do futuro, não vai lá. Seguro passa por alienado ao garantir saídas e soluções de nula exequibilidade, como reverter cortes. O PS não se redime, nem se redefine, nem se purga. Não há Seguro, nem Costa ou outro jacobino qualquer que lhe valha. Ainda bem. Espero que a generalidade dos que se interessam pelo País e votam no mal menor perceba que Portugal, depois de ter tido pouco menos que Ladrões de Bancos à frente da governação, só tem uma hipótese de futuro, uma base sólida de progresso: ir pelo caminho mais duro e pedregoso, optar pelo mais difícil e menos popular, ouvir e acolher o que menos lhe agrada, como o apelo explícito à emigração, por exemplo. Quem prometer paliativos e alívios de curto ou médio prazo, mente. Não há País que sobreviva à carga esmagadora de mentiras do socratismo, do socialismo segurista e do lastro utopista da manhosa Constituição rumo ao socialismo venezuelano-cubano-norte-coreano que nos separa dos Países que realmente progridem e enriquecem, nesta Europa.

Almoçar com o Mal

Flamingo at the BeachMais um convite para um almoço sorrateiro socratista nas costas do Tó Zé. Se tivessem vergonha, declinariam o convite para almoçar com o Mal. Não se almoça com Gestão Danosa, Dolo Político, Devastação e Saque. Não se almoça com o ultra-comissionismo em negócios de Estado lesivos dos interesses do Estado e chorudos para os amigos, as Construtoras amigas do partido e a Banca do Salgado. Não se almoça com a Vaidade e a Psicopatia desprezivas das gentes, insensíveis a Povo, capazes de lhe legarem tais sofrimentos, tais fomes, tais lágrimas. Não se almoça com a Cabeça perpetradora de actos e decisões sistemáticos anti-contribuintes, rodoPPP, toxi-swap. Não se almoça com o grau zero do mau carácter. Não se almoça com o Mal Político e o Malefício Público em forma de gente. Dá-se-lhe ordem de prisão.

Só se almoça com a Ganância na Política, com o Lixo Ávido de Poder e com a Sufocação Insidiosa de Adversários Internos e Externos se se for conivente com tudo com que se almoça. Se não se for capaz de uma coluna direita, recta, mas recurvada e servil: «Da lista dos comensais fazem parte, para além de José Sócrates e Manuel Pizarro, Augusto Santos Silva [ASS], ex-ministro da Defesa, Francisco Assis, deputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, Renato Sampaio, deputado e candidato do PS ao Agrupamento de Juntas de Freguesia do Centro Histórico do Porto, Acácio Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Viseu, os presidentes das câmaras de Amarante e de Mangualde, Armindo Abreu e João Azevedo, o antigo vereador da Câmara do Porto Hernâni Gonçalves, entre outros convidados.»

A Liderança de Seguro está Morta

A moção de confiança que se ritualizou agora mesmo no Parlamento foi uma humilhação para António José Seguro. Poderia ter sido a moção de confiança à cooperação estratégica do PS com as condições de governabilidade para a próxima década, encaradas realisticamente e sem sombra de preconceito; poderia ter sido a moção de confiança à igualdade, não de dois, mas de três partidos de Governo perante responsabilidades, metas e desígnios inscritos no Memorando. Mas não foi.

Serviu exclusivamente para desfile triunfal de uma maioria reconsagrada, com dois anos para fazer toda a diferença. Da moção surgiu um Governo arregimentado, coeso e focado, no sentido de conduzir a Política segundo os imperativos de retoma económica, sob a legitimidade constitucional segregada pelas últimas eleições legislativas. O PS voltou a não estar à altura do País e das aspirações da sua juventude capaz de comparar países, partidos, políticas, caminhos de sucesso por esse mundo: um Partido que ilegitimamente trai as aspirações de milhões de portugueses no sentido de um entendimento alargado no âmbito da governabilidade, ostraciza-se a si mesmo. O PS perdeu uma oportunidade ímpar. Quer de eleições antecipadas, quer da possibilidade de fazer parte da solução e não do problema, do vício empata e do clube engonhante a que se reduz a Oposição.

Se houve quem acreditasse que do PS viriam propostas construtivas e capacidade de entendimento, sem palas nem esporas, deve estar desiludido. Mil vezes desiludido. Até aqui, parte do aparente fracasso das políticas da Troyka [nulo crescimento e empolamento da dívida] advinha basicamente da cisão entre duas formas de conceber a governação dentro da Governação.  Cisão na gestão do imediato, entre dois pólos e enfoques complementares, mas em contenda dentro do mesmo Governo, onde Gaspar pontificava. Os pólos da consolidação e do crescimento. A consolidação levou sempre a melhor. Demasiado. Agora, a sobrevivência deste Governo está indissociavelmente ligada a quantos sinais de crescimento e consolidação, com inversão de ciclo, se confirmarem na economia.

Esta moção marca, portanto, o tiro de partida para dois anos onde não será de menos mobilizar e convencer o País das vantagens de libertar a sociedade para a magna tarefa de ser e fazer mais, fazendo recuar o Estado de pesar sobre cada um, sufocando-nos fiscalmente e tolhendo a iniciativa privada graças a uma teia inextricável de obstáculos e burocracias. Dois anos em que se assistirá ao acantonamento do PS, por moto próprio, incapaz de uma agenda credível, incapaz de outra retórica senão a eleitoralista e a do facilitismo frouxo e oportunista. E porquê?! Por se ter submetido à velhice mais asna e politicamente mais esclerosada que alguma vez imaginámos poder tutelá-lo, nesta Hora crítica do País. Seguro perdeu em toda a linha. Perdeu-se a si mesmo. Perde internamente, pois é vítima dos efeitos da sua capitulação às vozes de facção e reduto; perde eleitorado que lhe lê a fraqueza, a superficialidade e a imaturidade para acordos com significância nacional abrangente, chamem-se ou não de salvação nacional.

A Oposição Parlamentar já não é liderada por Seguro, se é que chegou a ser. A sua sobrevivência política, antes de um Costa qualquer que avance, tem dois meses para mostrar capacidade de superação. Seguro está encostado às cordas. Uma bancada hostil. Uma fronda de velhos movimentando os bastidores, mal-fodida, igualmente hostil, indiferente à ternura segurista, antes ferindo-lhe as ilhargas com esporas de Esquerda. Ele é alguém que já não pode passar má figura perante um Novo Governo Passos disposto à negociação perpétua e à adopção mesmo de soluções com que o próprio Seguro obtivera convergência negocial na ronda de iniciativa presidencial.

Quando o Governo patinava e a crise interna estava iminente, Costa simulou avançar, mas travou. Agora, perante o crescer de uma vontade governativa de fazer mais, melhor, diferente; perante a suspeita de uma economia a florescer, quem ousará avançar e disputar, em Outubro-Novembro, o lugar esmagado de Seguro?!

Pigarro, o Proprietário do Partido

Acabo de ler mais uma entrevista de Mário Soares, o proprietário do PS. Elas são semanais. Quantas mais entrevistas, mais desespero, menos poder efectivo na sombra de eminência pardacenta do Regime. Lê-se aquilo e fica-se com imensa piedade de qualquer um que resolva ser líder desse partido, tirando a suprema besta desavergonhada, Torpe Playboy, que fez o que bem lhe apeteceu, devastou, estropiou, e ainda se queixa da coligação negativa que o conduziu a demitir-se, após anos sob um chorrilho de críticas públicas, tsunami de detestação geral e razões fundadas para processos consecutivos numa Justiça que não fosse mero penduricalho impotente, à vez, do Partido no Poder.

Todos os líderes do PS têm sido títeres de Soares, tendo o beneplácito inicial do octogenário-viciado-em-aparecer, até ao momento em que resolvam efectivamente liderar, tomar posições próprias, demasiado livres da tutela opinativa e chantagista da eminência parda Soares, formatador do Regime segundo um perfil soba do tipo venha-a-nós-sou-rei. Mesmo Passos foi acalentado e apoiado inicialmente por este Dono do Regime [há outros, como Almeida Santos, patrono de centenas de empregados no Aparelho de Estado], até ao momento em que Soares se viu ignorado ostensivamente, traído e vexado no velho vício de influenciar, pressionar, condicionar um Primeiro-Ministro de cada vez, assegurando o velho fluxo de recursos com que se paga alguma paz mediática e opiniativa para um Governo. [Ler mais ...]

Ai, se o revogável irrevogável sabe, revoga já

Passos Coelho volta a piscar o olho ao carneiro mal-morto…

Máxima

Nunca se negoceia com terroristas. Eis o que está a aprender António José Seguro.

Vai Seguro e não Maduro

Pois é, Tozé, antes de te meteres em sarilhos, devias lembrar-te que “eles” têm mais comentadores televisivos e jornalistas a soldo do que tu. Agora, no jogo perverso e infantil do “a culpa foi daquele menino”, estás a levar um banho.

Desde a fala-barato-de-café Clara Ferreira Alves (que os ingénuos pensam representar na SIC e no Canal Q a área de opinião do PS), até ao gelatinoso Marques Mendes, que te tratou especialmente mal, passando pelo Carlos Abreu Amorim que regressa à TV quando a tarefa é particularmente lambe-botas e pela nata do capital e chupistas sortidos que se agitam nervosamente.

Quiseste dar-te de ares e fazer o número do patriota dialogante que se retira com um adorno depois de fazer uma “chinquelina” ao inimigo. Esqueceste-te da gente rasca com que te ias meter, sobrevalorizaste as tuas possibilidades e, agora, os prejuízos serão socializados, como sempre acontece por cá. E, afinal, tudo o que tinhas de fazer era sorrir para e do Cavaco, mandá-lo amanhar-se com as suas próprias armadilhas e esperar que as contradições do outro lado fizessem o seu trabalho, já que aqueles que realmente lutam já tinham feito o seu. Ninguém te explicou?

«PS, Partido Assassino»

Nem de propósito, a primeira coisa que o vizinho apartidário do bairro me disse, depois de ouvir Seguro, foi isto: «O PS é um partido assassino. Seguro jamais poderia inovar e fazer diferente dos perfeitos sacanas que o antecederam!» Afinal, desde o primeiro minuto estava escrito: Seguro sucumbiu à sombra tutelar do avozinho Soares que já lhe tinha ralhado. Se bem entendi, Seguro esteve a encenar toda a semana. Foi teatro. Este desfecho já estava engatilhado. Disse que houve conversações e negociações que mostraram que nalgumas propostas é possível haver convergência, mas assassinou a convergência ao canto das sereias internas. Portanto, prefere instabilidade. Prefere eleições a compromissos com os restantes partidos de Governo! Portanto, deu ouvidos ao lastro mais parasitário, rançoso e incompetente que a Política em Portugal alguma vez já viu, Soares e Alegre… e os outros. Em suma, com o PS no Governo, podemos esperar aumento das bolsas de estudo, aumento das reformas, subida do salário mínimo, aumento subsídio de inactividade social, e carroças com investimento público. Com Seguro a Primeiro-Ministro, poupar ficará no passado, esse conceito salazarista do impreprado Passos. Saldar as dívidas, conforme constava do Memorando, era só para enganar. Venham daí eleições, Cavaco. O PS vai ganhar. Fará correr leite e mel assim que gritar bem alto, com a restante Esquerda Nefelibata: «Não pagamos! Exigimos renegociar!» Lindo.

Sucumbirá Seguro à Pressão Interna?

Morsa Soares

Muito cuidado com a morsa Soares e a morsa Alegre, Seguro. Um filhote como tu pode ser esmagado. Que seria de um partido de Governo sem tais figuras… tutelares, exemplos de trabalho, uma vida inteira longe da teta generosa do Estado?!

Repare-se no triste espéctáculo que nos dá o PS, pelas suas figuras e figurões com acesso fácil aos microfones patéticos do Regime e às antenas repetidas e passentas das TV e das Rádios. Dois PS avultam. O PS extinto e o PS ainda a fumegar de ter sido Governo. Ambos exercem uma pressão insolente e pornográfica sobre Seguro, capaz de suscitar compaixão por Seguro, terna condescendência por Seguro. Quantos PS há, afinal?! Quantas falanges, falangetas, alas, nichos? E por que motivo a Esquerda dentro do PS esperneia tanto?! A ameaça de cisão desse partido é a mais cómica e sonsa ameaça de que há memória na história recente politico-partidária nacional.

Refresquemos a memória de rato dos promotores da pressão interna com que Seguro tem de se haver: a crise política não começou com uma grave crise no Governo de Emergência Nacional. Começou com o grave desafio eleitoral colocado pelo cumprimento escrupuloso e sério do Memorando só pela via financeirista, cujo peso foi quase absoluto até 1 de Julho último. Mesmo a admissão de falhanço a que inaudita e humildemente o próprio Vítor Gaspar alude é, antes de mais, a admissão de um falhanço pessoal, não das políticas. Um falhanço das previsões. Um falhanço da dose, graduação e temporização dos efeitos negativos das políticas antes de os seus efeitos virtuosos começarem a surgir. O falhanço, sobretudo, do apoio e adesão, dentro do próprio Governo, para que, junto da Troyka, Gaspar pudesse manter a face e declarar possível garantir o cumprimento dos cortes mais decisivos para 2013 e 2014. [Ler mais ...]

Ou há eleições no país ou há eleições no PS

Não é meu costume concordar com o João Galamba, mas desta vez parece-me que tem toda a razão. Assinar um entendimento com PSD e CDS-PP, neste momento, seria o suicídio político de António José Seguro. Seja qual for o entendimento de que estamos a falar.
A verdade é que neste momento não há grandes sinais sobre a decisão a tomar por Seguro, que neste momento está a comportar-se como uma verdadeira puta política. Deita-se com o PSD e com o CDS-PP, deita-se com o Bloco de Esquerda e, na 5ª Feira, vai deitar-se com Heloísa Apolónia.
Uma coisa é certa: Seguro só não será o próximo primeiro-ministro se não quiser. E outra coisa: se não houver eleições no país por Seguro decidir assinar seja o que for, vai haver de certeza eleições no Partido.
Pelas afirmações de hoje do João Galamba, parece que já encontrámos o Marco António do PS…

O que se passa com Cavaco?

cavaco silvaCavaco é a expressão humana, na vida política, da maldade nacional – claro que existem outros, de outras bandas.

No activo desde há 25 anos, PM antes e depois PR, o cidadão algarvio, putativo, altivo, perverso e acossado, destaca-se também entre os mais pardos políticos nacionais da democracia.

Também é evidente que as prestações públicas, ao longo do tempo, se degradaram na qualidade do  exercício do alto cargo de que está investido. Contrariando o que tinha garantido poucos antes – o PR confessava-se muito mitigado nos poderes de intervenção na actividade governamental pela CRP –  enveredou pela contradição e comunicou ao país a deliberação própria do político prepotente, baseada claramente em difusa visão, irrigada de miopia:

  • Exigência de ‘Compromisso de Salvação Nacional’, a subscrever pelo PSD, PS e CDS – o BE e o PCP foram proscritos, sinalizando uma vez mais o PR não é, de facto, o “presidente de todos os Portugueses”, como propala;
  • Marcação de eleições antecipadas para depois de Junho de 2014, mais concretamente após o termo do PAEF firmado com a ‘troika’.

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Crise política: todos mal na fotografia

Se se tratasse de um filme de animação, Cavaco Silva puxaria o tapete e todos os líderes que assinaram o memorando com a troika se estatelariam em simultâneo. Não se tratando, todos acabam derrotados, sem apelo nem agravo.

   - Paulo Portas é, irrevogavelmente, o grande derrotado quando, minutos antes da comunicação do PR, se preparava para aparecer como o grande vencedor, capaz de reorganizar o “equilíbrio” de poderes à sua medida. Mas Cavaco puxou-lhe o tapete e o Maquiavel do Caldas desfez-se em cacos: revogou o irrevogável, engoliu a ministra das finanças, ficou com o que restava de credibilidade política evaporada e terá que dar a cara por um governo que acabara de rejeitar (Gaspar e Álvaro Santos Pereira devem estar a rir-se à gargalhada).

De uma penada, reduziu o potencial do CDS, tornou-se irrelevante na solução governativa e terá que enfrentar em breve as hostilidades e críticas no congresso do seu partido.

Sem cara para dar a cara no governo (apesar do seu proverbial jeito para o contorcionismo), prevejo que “adoecerá gravemente” na rentrée pós-estival por forma a ser substituído com pouca honra e menor glória. Se, apesar de tudo, ainda se vê como uma fénix capaz de renascer das cinzas, espera-o uma longa travessia do deserto.

   - Passos Coelho sai quase tão ferido como Portas. [Ler mais ...]

“Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão e a sua resposta”

balsemaoPerguntas InOfensivas

Por Marisa Moura

“Ontem enviei perguntas, por e-mail, a Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa (canais televisivos SIC, semanário Expresso, revistas Visão, Exame, Caras, etc.), fundador do Partido PPD – Popular Democrático (actual PSD – Partido Social Democrata), ex primeiro-ministro de Portugal, e um membro da comissão de direcção das reuniões Bilderberg, encabeçada pelo presidente do grupo financeiro dos seguros Axa e cujo chairman é o quase centenário David Rockefeller.

Copio abaixo o e-mail que enviei a Balsemão e a nota sobre a resposta que recebi:

Dr.  Balsemão,

Sou freelancer desde que saí do Grupo Impresa em 2010 e é nessa qualidade que lhe dirijo as questões que seguem abaixo, sobre a crise política do momento, o grupo Impresa e o clube de Bilderberg, às quais agradeço que responda logo que lhe seja possível, nas próximas semanas. [Ler mais ...]

O Clube

António José Seguro e Paulo Portas chegaram hoje a Londres para encontro anual Clube Bilderberg, “instituição” que reúne a “nata” do mundo político, financeiro, militar e lobista em geral. Este Clube, composto por gente injustamente acusada de mexer todos os cordéis por trás de todos os eventos políticos e económicos relevantes no planeta Terra, vê-se forçado, devido a toda esta injustiça, a reunir à porta fechada, sem jornalistas (em sua representação estão os CEO’s dos principais grupos de comunicação social mundiais como Rupert Murdoch, esse arauto da informação isenta e de qualidade) e, regra geral, sob forte protecção das forças de autoridade do país anfitrião. Mas mesmo que fosse permitida a presença dos jornalistas no evento, a julgar pelo tipo de destaque mediático que estes encontros têm, o mais certo era que poucos marcassem presença. Afinal de contas, que interesse tem cobrir um encontro que reúne cerca de 150 dos principais players mundiais que tomam decisões por nós sobre quase todas as dimensões da nossa vida? Pffffff! Conspiradores… [Ler mais ...]

E tenho que lhe dar razão

«Seguro diz que o Governo nem para cair é competente». Que tome notas para mais tarde rever.

Seguro, o líder do PS que a todos agrada – até ao próprio PS

o nada panhonhas

Correia de Campos introduziu a adjectivação do “panhonhas” referindo-se a Passos Coelho e logo o congresso do PS aplaudiu Seguro como um líder excepcional e nada panhonhas. Com amigos destes é mais fácil ter inimigos, mas adiante. É Seguro o líder certo para o PS? Claro que é. Apesar dos jogos palacianos do pedido de eleições e da moção de censura, a última coisa que PS quer é ir para o governo agora. Com o país em ruínas e condenado a seguir as pegadas do actual governo, quem é que se quererá queimar na governação? Quanto mais tarde melhor.

Com Seguro à frente do PS, a esquerda (PCP, Verdes e BE) agradecem o espaço por preencher, Passos Coelho e o seu PSD mais o reboque CDS suspiram de alívio por terem oposição mais cerrada no próprio PSD do que no PS e, por fim, o PS repousa tranquilo sem o risco de ainda ser chamado a formar governo numa altura tão inconveniente. A todos agrada.

Que venham as autárquicas e depois terá o PS tempo para escolher um candidato a primeiro-ministro. Até lá, não vá o diabo tecê-las, deu o congresso 99% de votos de segurança ao seu líder. Pelo caminho, enquanto os partidos cuidam da sua estratégia umbilical, vai a carteira de alguns ficando diariamente mais leve. Enfim, não se pode ter tudo, não é?

Não ter a Grécia um Seguro

O parlamente grego cedeu e aprovou o projecto de lei que prevê o despedimento de 15 mil funcionários públicos até 2014, uma exigência da Troyka como contrapartida do financiamento externo. E o Syriza não faz nada? Ponham o Seguro a negociar, coitados dos gregos.

Seguro pede maioria absoluta mas promete Governo coligado *


A parte da coligação parece que será resolvida com uma argamassa das boas. *

Desta vez é em Marte

Seguro quer Portugal a dar outra vez novos mundos ao mundo.

Seguro aplaude Cavaco

- É verdade, não me levantei mas bati palmas – afirma António José Seguro referindo-se ao final do discurso em que, num aniversário do 25 de Abril, Cavaco Silva cilindrou o PS.

Seguro acaba de obter o apoio de 99% do seu partido.

Trinta e muitos anos depois de ter metido o socialismo na gaveta o PS é dirigido por um masoquista institucional: fustigam-no, lambe o látex e agradece. É o que merece.

Um Papel ou Nenhum para Silva Peneda

Silva PenedaO PS, com António José Seguro, tornou-se, apesar de tudo, um partido normal. Saiu de uma lógica aclamacionista pomposa e de um clima interno opressor e inquestionável, por muito que a sua recente reeleição tenha sido unânime e norte-coreana. Porém, até que a hora de ser poder lhe caia no colo, há muito trabalho a fazer para que sobre algum País sobre o qual governar. O primeiro ponto dessa magna tarefa será cooperar com o Governo Passos: para ficarmos no Euro e conservarmos o mínimo de credibilidade externa. Goste-se ou não se goste, é preciso cumprir as metas acordadas com a Troyka e conservar uma base mínima de negociabilidade em aberto. Concedo que o ultratroykismo gaspariano-passista conduziu a um tipo de devastação económica e a um tipo de recessão que bem poderiam ter sido minorados. Houve arrogância e insensibilidade e, sobretudo, a grande mensagem da dupla foi depressiva e desesperante. Resultados? Muito poucos e menos ainda sensíveis na vida de milhões de portugueses. A política é a arte de insuflar esperança contra a pior das evidências, não a frieza da aplicação de uma teoria sobre os cidadãos-cobaia. Uma vez que o mal está feito, é preciso o sentido patriótico suficiente para não piorar ainda mais a nossa situação. Portugal conta com Seguro. [Ler mais ...]

Se Há Diálogo, Não Há Ruptura

E pronto. Telefonema daqui, post dacolá, euroapertão dacoli e o discurso político de Seguro arredonda-se. De dia para dia, vai completando o círculo quadrado do consenso necessário com a Quadroyka [FMI, BCE, CE, Governo Passos]. Quanto mais convergência verificarmos no arco desavindo da governação, melhor respirará Portugal, por mais apertado que se veja no colete de varas das contas públicas e das exigências inflexíveis dos credores.

Expressões ainda recentes, rescendentes de insanidade, como «ruptura», «eleições antecipadas», «parar de escavar», «acabar com a austeridade» já estão a dar lugar a outras como «abertura ao diálogo», «consenso social e político mínimo»; «sentido de responsabilidade do PS», «respeito pelos compromissos internacionais assumidos», «austeridade inteligente». [Ler mais ...]