«Seguro diz que o Governo nem para cair é competente». Que tome notas para mais tarde rever.
Seguro, o líder do PS que a todos agrada – até ao próprio PS

Correia de Campos introduziu a adjectivação do “panhonhas” referindo-se a Passos Coelho e logo o congresso do PS aplaudiu Seguro como um líder excepcional e nada panhonhas. Com amigos destes é mais fácil ter inimigos, mas adiante. É Seguro o líder certo para o PS? Claro que é. Apesar dos jogos palacianos do pedido de eleições e da moção de censura, a última coisa que PS quer é ir para o governo agora. Com o país em ruínas e condenado a seguir as pegadas do actual governo, quem é que se quererá queimar na governação? Quanto mais tarde melhor.
Com Seguro à frente do PS, a esquerda (PCP, Verdes e BE) agradecem o espaço por preencher, Passos Coelho e o seu PSD mais o reboque CDS suspiram de alívio por terem oposição mais cerrada no próprio PSD do que no PS e, por fim, o PS repousa tranquilo sem o risco de ainda ser chamado a formar governo numa altura tão inconveniente. A todos agrada.
Que venham as autárquicas e depois terá o PS tempo para escolher um candidato a primeiro-ministro. Até lá, não vá o diabo tecê-las, deu o congresso 99% de votos de segurança ao seu líder. Pelo caminho, enquanto os partidos cuidam da sua estratégia umbilical, vai a carteira de alguns ficando diariamente mais leve. Enfim, não se pode ter tudo, não é?
Não ter a Grécia um Seguro
O parlamente grego cedeu e aprovou o projecto de lei que prevê o despedimento de 15 mil funcionários públicos até 2014, uma exigência da Troyka como contrapartida do financiamento externo. E o Syriza não faz nada? Ponham o Seguro a negociar, coitados dos gregos.
Seguro pede maioria absoluta mas promete Governo coligado *

A parte da coligação parece que será resolvida com uma argamassa das boas. *
Desta vez é em Marte
Seguro quer Portugal a dar outra vez novos mundos ao mundo.
Seguro aplaude Cavaco
- É verdade, não me levantei mas bati palmas – afirma António José Seguro referindo-se ao final do discurso em que, num aniversário do 25 de Abril, Cavaco Silva cilindrou o PS.
Seguro acaba de obter o apoio de 99% do seu partido.
Trinta e muitos anos depois de ter metido o socialismo na gaveta o PS é dirigido por um masoquista institucional: fustigam-no, lambe o látex e agradece. É o que merece.
Se Há Diálogo, Não Há Ruptura
E pronto. Telefonema daqui, post dacolá, euroapertão dacoli e o discurso político de Seguro arredonda-se. De dia para dia, vai completando o círculo quadrado do consenso necessário com a Quadroyka [FMI, BCE, CE, Governo Passos]. Quanto mais convergência verificarmos no arco desavindo da governação, melhor respirará Portugal, por mais apertado que se veja no colete de varas das contas públicas e das exigências inflexíveis dos credores.
Expressões ainda recentes, rescendentes de insanidade, como «ruptura», «eleições antecipadas», «parar de escavar», «acabar com a austeridade» já estão a dar lugar a outras como «abertura ao diálogo», «consenso social e político mínimo»; «sentido de responsabilidade do PS», «respeito pelos compromissos internacionais assumidos», «austeridade inteligente». [Ler mais ...]
Seguro, a Diarreia em Forma de Líder
Não é por nada, mas parece que a moderação e o sentido construtivo de Estado que Seguro foi evidenciando nos primeiros meses de Oposição se desvaneceram ainda mais desvanecidamente, mal o Travesti Parisiense [alguém que não é inócuo no fazer política travestida de comentário da dita] regressou para o campeonato das narrativas e das falinhas mansas.
Seguro vê-se entre a espada e a parede. A parede é a fantasmagoria política que veio de Paris para marrar contra a Direita e contra essa gente que o execra visceralmente [como eu], veio vingar-se de Cavaco que se vingou dele e da deslealdade da questão estatutária dos Açores e de todas as sacanices controleiras de fascista e absolutista na governação-camuflagem de comissionismo, veio inventar que o PEC IV teria evitado a catástrofe que se nos desenha inexorável. A espada é a situação do País e as respectivas exigências imediatas.
Estamos ou não nas vascas de uma espécie de reedição de um novo ultimato, de uma nova espécie de PEC IV, sob o cutelo de um mais que eventual 2.º Resgate?! Estamos. E então isto agora, quero dizer, isto de governar Portugal, passou a ser tão fácil, tão delicioso e desejável, tão simples de negociar com a Força de Ocupação, que até Seguro, mal seguro na liderança do seu próprio saco de gatos, deseja uma perninha no Pote?! Não. Então porquê esta conversa exasperante das Eleições Antecipadas, de Ruptura e Crise Política? Eu explico. [Ler mais ...]
«Qual é a Pressa?»
«Sim, qual é a pressa?» Não há alternativa e a ‘alternativa’, pelo visto, não tem vontade. Tem medo. Metam isto na cabeça.
Aí está o partido unido
Novamente se comprova que a história se repete. Falta ver a dança dos nomes.
Órfãos de Sócrates
Todos os dias, parece confirmar-se que o S de PS é a primeira letra de “socrático”. O actual líder do partido tenta parecer seguro, treinando seguranças barítonas que escondem mal uns arranques aflautados patentes em frases pífias ou em abstenções violentas, mas, na sede do Rato, ao passar pelo corredor, sente suores frios, jurando aos mais íntimos que há movimento no olhar da fotografia do anterior primeiro-ministro, que, à mesma hora, estará a acomodar a baguete debaixo do braço, enquanto trauteia Que reste t’il de nos amours. [Ler mais ...]
Um round com Heloísa em seu jardim
Heloísa – Em nome das pessoas que está a massacrar, exijo: seja homem e censure o banqueiro!
Passos – Eu nem conta lá tenho!
Heloísa – Tás aqui tás a levar senhor primeiro-ministro!
Passos – A senhora deputada veja lá como fala.
Heloísa – Prefere portanto defraudar uma vez mais o povo senhor primeiro-ministro!
Seguro – É só o que sabe fazer. Mas comigo, isso muda. Comigo e com o PS!, unidos num só punho cerrado!
António José Seguro, um líder, um macho,
“um chefe de família que faz contas à vida.”
Rifem-no.
Isso até o PPC sabe
Tozé vai seguro e não formoso nas suas afirmações.
Seguro, Costa, Duas Bananas
O PS não está ao rubro com o seu hilariante processo de autofagia, embora já toda a gente tenha compreendido que, na sua extrema mansidão e sentido manso de Estado, António José Seguro não será o homem. Mas também não é António Costa o homem. Ninguém pode ser o homem no PS. Para haver futuro no PS, futuro nas lideranças a prazo do PS e na credibilidade desmantelada do PS, seria preciso que esse partido sequer tivesse começado por existir quanto mais ter alcançado o Poder a ponto de deixar danificado e de rastos o País, oprimindo de corrupto e ronceiro todo o sistema político português.
Mais. Perante o espalhanço colossal do PS em quinze anos de boas intenções infernais na governação e traído o País por silêncios e esquemas omissos [pense-se que forças e energias protegem figurões indefensáveis como José Sócrates, Pedro Silva Pereira ou Paulo Campos] o controlo das bases desse partido é curto para não dizer volúvel e nulo. Seguro controla-as mas ele mesmo não passa de um boneco de cera, cuja plasticidade suave, sem a coragem dos factos de senso comum ou o enfrentar honesto da situação do País, simplesmente não gera qualquer crédito num círculo mais alargado.
A pain in the back
Sendo o PS um conhecidíssimo comensal da CIA de outros tempos, o senhor Costa das demolições olissiponenses, aproveitou uma promoção do American Club e resolveu declarar-se – sem se declarar expressamente -, como o mais certo rival do inseguro Seguro à liderança do Partido Socialista. Num encontro promovido pelo amigos além-Atlântico - a propósito, um outro ilustre socialista que ainda há uns tempos deixou num tal “International Club” algumas tiradas da sua graça, foi o conhecido e afamado “Prof. Doc.” Baptista da Silva – , António Costa apareceu mais ancho que nunca, risonho e com aquele ar de vitória antecipada. A ver vamos, ou como dizem os nossos velhos aliados ingleses, wait and see.
Definitivamente, este país tem uma certa queda para os Costas. Depois, não se admire das dores no lombo.
Carta de Seguro a Passos Coelho
Senhor Primeiro-Ministro
O diálogo político e institucional é uma das marcas identitárias do PS à qual permaneceremos fiéis e da qual não nos afastamos. Se o Primeiro-Ministro convida, formalmente, o PS para uma reunião, o PS não a recusa.
É esta conduta que temos adotado. Continuará a ser esta, em situações normais, a postura do PS no relacionamento com o senhor Presidente da República, como o Governo, com os partidos políticos e com os parceiros sociais. O diálogo é condição para o relacionamento institucional num regime democrático.
Por exclusiva responsabilidade do seu Governo, este diálogo foi praticamente inexistente, com claro prejuízo para o interesse nacional. O PS foi mantido à margem da condução de processos de enorme relevância para o interesse nacional, de que as cinco atualizações do Memorando de Entendimento, o envio para as instituições europeias do Documento de Estratégia Orçamental e o processo de privatizações são exemplos elucidativos. [Ler mais ...]
Nesse tempo ainda não havia correio electrónico
António José Seguro respondeu hoje à carta do primeiro-ministro, mas só a revela depois de ele a ler.
Geografias
O Tóze Seguro diz que em Portugal há um povo que quer pagar a dívida até ao último cêntimo. É bom saber que já arranjou outro Portugal e outro povo
São necessários mais deputados
O que é, na maior parte dos casos, um deputado? O deputado é, muitas vezes, uma pessoa eleita por cidadãos para servir os interesses de um partido. Depositar o voto para eleger um deputado é algo comparável a pagar as quotas de uma associação, aceitando, placidamente, que o dinheiro vai para os bolsos dos membros da direcção, ao arrepio dos estatutos.
O deputado, para chegar a São Bento, passa por um tirocínio que inclui várias formas de genuflexão até poder sentar-se na Assembleia da República. Aí chegado, o deputado até pode ter ideias próprias e poderá, inclusive, ser trabalhador e dedicado, mas, mesmo sendo dono da sua consciência, o proprietário do seu voto é o chefe de bancada, se estiver na oposição, ou primeiro-ministro, se o seu partido ocupar o governo. [Ler mais ...]
Ó Seguro, pergunta ao PASOK
A ideia de através de engenharia eleitoral encolher a representação parlamentar das minorias, lançada em dia de República, só poderia vir da cabeça de quem anda nas nuvens.
Faz parte da demagogia nacional mandar para cima do número de deputados a responsabilidade de se eleger gente que ninguém conhece e só ficará a conhecer quando ocasionalmente abrir a boca e sair grossa asneira.
Que S. Bento está cheia de inúteis é um facto, sentados nos grupos parlamentares do PS e do PSD, colocados ali por quem vota neles.
É óbvio que António José Seguro tem em mente reduzir não o número total de deputados mas o número dos que se sentam à sua esquerda. Entendi-te. Só que nos tempos que correm bem se poderia lembrar do que aconteceu ao partido irmão do PS na Grécia. Com tanta abstenção ainda vai buscar lã e sai tosquiado.
Sólidos, líquidos e gasosos
Antes de reciclar o DN de quarta-feira, ainda fui a tempo de ler uma crónica discreta como é discreto o seu autor, Baptista-Bastos, escritor que não embarcou no novo Acordo Ortográfico.
O seu pai, o de B.B., ensinou-lhe que os homens se dividem em 3 categorias: sólidos, líquidos e gasosos.
“Poucos homens sólidos há, hoje. A época tem sido fértil em amolecer carácteres e em estimular e premiar a velhacaria e a malandrice. Gosto muito da palavra «sólido» (…) ainda hoje me surge como um significado de dignidade. Conheço, agora, muitos mais homens líquidos e gasosos de que antes. (…) mentirosos sem remissão; infalíveis tratantes; uma congregação de gente moldada (…). O nivelamento por baixo atingiu todos os sectores da sociedade.” [Ler mais ...]
Um país sem emenda
Passos Coelho e Paulo Portas, como Sócrates antes deles e outros ainda antes, têm usado a Democracia e o Estado para favorecer parentes e amigos, esbanjando o dinheiro que muitos cidadãos têm depositado nas mãos de políticos que, segundo a aparentemente cândida Almeida, não são corruptos, como se a corrupção não fosse, antes de mais, uma questão ética, que a legalidade perde valor quando os vários poderes são dominados pelos artistas do circo montado sob o arco governativo.
Parece que hoje António José Seguro engrossou a voz. Não o ouvi, mas aposto que proferiu tiradas épico-ridículas como “romper consensos” ou “é tempo de dizer basta” e pressinto que representou o dramalhão da responsabilidade e do sentido de estado, com texto retirado da peça “Se eu estivesse no governo, a música seria outra”. O problema é que, atrás de Seguro, estão zorrinhos, lellos, silvas pereiras, galambas, santos silvas e outras excrescências socráticas, gente que não conhece o arrependimento, que ignora a vergonha, que finge ser solução quando sempre foi problema e que entregou o país a uma outra alcateia que apenas difere na cor, mas cuja fúria predatória é igual.
Numa sondagem recente, o PSD terá sido ultrapassado pelo PS. Este país não tem emenda.
Seguro Feliz
O Melhor Bife é para Seguro
Sim, Seguro quer coisas, por exemplo preservar o Estado Social. Mas como, se o mesmo Partido Socialista a que preside queimou sem dó nem piedade o mesmíssimo Estado Social ao criar o célebre Estado Socialista, que nunca faltou com nada aos seus, e ao empenhar o País além da Troyka?! Sim porque foram os socialistas os primeiros a ir além da Troyka: foram à sua frente com bons argumentos de incúria, dívida e gestão danosa para preparar melhor a sua chegada. Agora, com tal bebé no colo, o Partido Social Democrata prossegue os acabamentos. Está a dar a pedra de toque, emagrecendo-o para níveis anteriores ao 25 de Abril, quando o País se dividia entre amordaçados que trabalhavam, amordaçados que tentavam ter trabalho e todos os felizardos que se puseram fora daqui. O problema é precisamente quando Seguro quer coisas, mas é esquisito e birrento, porque têm de ser sem isto e sem aquilo. Dá vontade de lhe dar o melhor bife para que se console. Nunca é de mais lembrar-lhe uma coisa muito simples: o PS está para o Estado Social como o coveiro para a cova. Passos veio apenas dar uma mãozinha.
Há Uma Linha que Separa o Cu das Calças
Vi claramente visto, hoje, no Parlamento, Passos Coelho limitar-se a isto: ser absolutamente sério e transparente ao demonstrar milimetricamente nulo o envolvimento do Governo na disputa comercial sem olhar a meios Ongoing / Impresa ou na equação de poder interno Secretas / Público. Tal como o humorista Marco Horácio da Silva Faustino, o Ministro-sem-pescoço Relvas foi protegido pelo corpo todo que Passos interpôs. Vi também, mas de esguelha, que os herdeiros da ultramanipulação mediática e das mais asquerosas práticas contaminantes e promíscuas de spin Estado-Partido-Governo-PS que marcaram a negro todo o consulado do Filho da Puta Perlimpimpim nada tiveram a aduzir ao debate senão parangonas manhosas e viciadas. Observei que, a espaços, o Tó Zé Seguro bocejava, apoiando com a mão o fleumático duplo queixo. Estava certamente a meditar na agenda para o crescimento e o emprego perlimpimpim, coisa que ainda não explicou como se engendra.









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