Brindes de champanhe

Pede cortes para os outros sem olhar às suas rendas especiais.  Um chico-esperto à mama do estado.

Reformas em nome de alguma coisa

antonio-mexia-edpAfortunado país é este dotado de tantos Antónios tão clarividentes, sendo eu, pobre de mim, a triste excepção, modesto verme da blogosfera indigno de usar o mesmo nome de outros génios portugueses! Depois do santo que pôs peixes a ouvi-lo, depois do festim dos sermões de António Vieira, eis que o verbo de António Mexia nos elucida sobre as reformas que o governo está a realizar. Estais preparados? Ficai, então, a saber que as “reformas estão a ser feitas em nome de alguma coisa.”

Já se sabia que António Mexia é tão bom que não é gestor, é CEO. A partir de hoje, sabe-se que é muito mais do que isso: com Mexia, a língua portuguesa recupera o esplendor, a frase resplandece com tão grande intensidade que se torna difícil olhá-la de frente e, no fundo, faz sentido um homem que vende luz proferir ditos tão brilhantes.

Ainda assim, tentarei, humildemente aprender com Mexia. Experimentarei, por exemplo, dizer em voz alta proposições inundadas de inteligência. Aqui vai uma:

- Os factos são consequências das respectivas causas.

É escusado. Escrito ou dito por mim, parece estúpido.  Desisto.

Os mitos de Mexia

Se os preços da electricidade estão abaixo da média europeia, o que dizer dos rendimentos dos portugueses?!

Dr. Mexia, o magrebino

António Mexia, o educadíssimo e mais bem pago gestor português

Benfica, Fátima e outras divindades

pastorinhos

Nos últimos tempos, António Mexia, infelizmente benfiquista e sanguessuga-mor do regime, terá afirmado que as vitórias do Benfica nos campeonatos fazem bem ao PIB. Sem as vitórias vermelhas, o PIB, pelos vistos, andaria murcho, viveria descontente, embebedar-se-ia com tintos melancólicos, poderia até cantar fadunchos arrastados, cheios de ontens luminosos e carregados de hojes olheirentos, soluçando pelas ruas mal iluminadas.

A ser verdade a asserção mexiana, a solução para os problemas do país seria tornar obrigatórias as vitórias do Benfica, inscrevendo essa obrigatoriedade na Constituição. Alguns poderão dizer que isso acabaria com a verdade desportiva. Nada de novo: não me lembro de nenhum campeonato em que se reconheça mérito ao campeão. Seja como for, o que é a verdade desportiva comparada com o PIB? A primeira só existe para quem ganha; com um PIB saudável, ganhamos todos.

E se não for verdade aquilo que disse Mexia? E se não houver nenhuma relação entre o bem-estar do PIB e os golos de Cardozo? Não seria de admirar: Mexia já foi ministro, que é, em Portugal, o nome que se dá aos estagiários que irão gerir empresas de lucro garantido. Como não estamos num país, não faz sentido exigir a Mexia que seja sério e que respeite o clube de que é adepto e, sobretudo, os concidadãos que são obrigados a perder dinheiro e empregos para engordar antigos ministros e outros parasitas da classe nédia. [Ler mais ...]

Para o PIB, é óptimo se o Sporting for campeão…

…mas péssimo se for o Boavista. Contudo, sejamos realistas: antes o Benfica do que o F.C. Porto

Evidentemente, não existe qualquer relação directa (haverá relação indirecta?) entre o campeão nacional de futebol e a «Taxa de crescimento do PIB e PIB per capita» (por isso, peço desculpa pelo título e pela primeira frase). Se houver, é necessário que alguém, de preferência um economista, se entretenha a detectar a interferência do fenómeno futebolístico no produto interno e se disponha a apresentar parcelas – isoladas dos factores que têm, de facto, influência no PIB – devidamente justificadas (esta é a parte mais complicada do processo), em vez de resultados totais, como aqueles aqui expostos  Quando tal acontecer, retirarei imediatamente o meu “evidentemente, não existe qualquer relação directa…” e o ‘de facto’ e deixarei de achar que estas contas, cá entre nós, de pouco ou nada servem e podem dar azo a confusões do arco-da-velha. Sim, por vezes, acontece.

Contudo, a recente provocação de António Mexia (ninguém quis saber do Argel…), além de merecer a melhor atenção do presidente do F.C. Porto, teve a honra de ser objecto de comentários, aqui no Aventar, do João José Cardoso (que remete para os cálculos de Carlos Guimarães Pinto) e do Ricardo Ferreira Pinto (que os contesta) e, por isso, aproveitei quer o café a meio da manhã para fazer umas contas, quer o intervalo da tarde para as public(it)ar. [Ler mais ...]

Molho Kelvin e o Holligan Mexia

O Futebol joga-se até ao último segundo, conforme demonstrou ontem o puto Kelvin com aquele rasgo dos excepcionais. Depois há pançudos, como António Mexia, com direito a clube e a defender cores, mas sem direito a rebaixamento dos adversários pelo argumento económico e motivacional da escala. Entre outras aselhices extraterrestres, esse holliganismo foi de mais. Se a escala do Sport Lisboa e Benfica, em Portugal e no Mundo, inspira respeito, não é ela que ganha títulos ou milagreará o nosso PIB. Jamais será.

Apesar de felicíssimo com o meu FC Porto, não deixo de sentir uma enorme compaixão pelo treinador Jorge Jesus, não pena, mas compaixão: é ele, não vejo mais ninguém, que tem feito do Sport Lisboa e Benfica gente na Europa, capital delicado e fácil de deitar a perder se o Orelhas Loucas não fizer Orelhas Moucas aos que mudam de opinião consoante os resultados.

O PIB da China já baixou

faixas do benfica

Dos lucros da EDP tratamos já a seguir.

Imagem gamada no Facebook

It’s the economy, stupid II

Depois da ‘economia’ e do ‘euro’ de Argel, o PIB de Mexia.

O palhaço brincalhão

“Qualquer leilão parece positivo, alerta as pessoas, mas se há margem ou não, veremos”

Citação do Mexia das rendas garantidas.

Paulo Portas, funcionário do PC chinês

Anseio por voltar a assistir a um debate parlamentar em que Paulo Portas atire à cara do PCP os defeitos da China ou de outras ditaduras de origem ou natureza comunista com quem, entretanto, Portugal tenha negócios. Aliás, o termo “negócios”, que faz parte do título ministerial de Portas, ganhou o sentido puramente empresarial de quem trabalha para vender o país a quem dar mais dinheiro, independentemente da sua proveniência. [Ler mais ...]

Ao Camarada Apóstolo Passos

O camarada primeiro-ministro Pedro Passos Coelho nem imagina o impacto psicológico da critica que hoje fez aos mais poderosos e favorecidos pela «enorme injustiça» de estarem a criar obstáculos à mudança. Não podia ter sido mais claro: «As escolhas que, no passado, foram privilegiadas e que criaram núcleos de privilégio injustificados, mercados protegidos, rendas excessivas, contratos desequilibrados para o Estado e o contribuinte, terão de ser resolvidos rápida e decisivamente». Sim, é o pescoço do Camarada Passos-Relvas. Saiba o camarada Pedro Coelho o nojo que nos era inoculado pelo até aqui silêncio governamental em face de tal dualidade e arrastada ambiguidade. Óbvia vai a resistência sonsa à respectiva quota de sacrifícios e abdicações precisamente por aqueles que fatalizam forçoso termos de passar fome e dificuldades, vivendo eles bem à larga, como sempre viveram. Mostrar-se o Camarada Passos sensível, ainda que simbolicamente, às nossas expectativas quanto a um sentido de justiça, nesta hora, era de suma importância e, não sei porquê ou talvez saiba, tardou de mais. Ouvimos as palavras. Falta ver operativa a boa-vontade do Governo no sentido da rápida renegociação dos contratos das Parcerias Público-Privadas e da redução das rendas excessivas do sector energético. [Ler mais ...]

Mexia acredita que Elvis está vivo e garante que tem um unicórnio na cavalariça

Mexia recusa que o preço da electricidade seja um problema para as famílias e empresas

China: o império “comunista”-financeiro

Wukan_protests_jpg_470x433_q85O António Mexia, à semelhança de outros do género, vive bem e satisfeito. Com origens genético-familiares em figuras do Estado Novo, sempre revelou superiores dotes na arte de aceder, evoluir e dominar instituições e empresas que o Estado e associados lhe confiaram – do ICEP à EDP.

Anteontem com Santana Lopes, ontem com Sócrates, hoje com Passos Coelho, provavelmente amanhã com os chineses, lá vai  navegando e bem à bolina nas nossas castigadas costas. Da outra parte, nós, consumidores, lá vamos perdendo e bem com despesas crescentes de gás e eletricidade -  A EDP, segundo dados aqui divulgados, registava no 3.º trimestre de 2011 passivos não correntes de 21,974 mil milhões de euros; ou seja, 14% da dívida pública externa. Como se sabe, o valor não é considerado para cálculo da dívida pública. E, portanto, Mexia mexe, e de que maneira!, com os nossos bolsos. A ERSE também ajuda à romaria.

Entretanto, ao arrepio dos interesses estratégicos nacionais, a participação restante do Estado Português na EDP (21,35% do capital) foi adquirida pela gigantesca chinesa ‘Three Gorges’ – na China, sob a oligarquia do PC local tudo é gigante e esmagador. O homem das três gargantas, Cao Guangjing, saberá aproveitar-se de Mexia e, mais grave ainda, das vantagens estratégicas dos planos portugueses para desenvolvimento de energias ‘limpas e renováveis’, na Europa, América e Brasil.

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O portuguesinho, o galês e o chinês

Numa sociedade em que valores como a competitividade ou o dinheiro se sobrepõem à solidariedade ou à decência, é sempre bom saber que há pessoas como Christian Bale, enorme actor já em O Império do Sol, para que possamos apreciar melhor figuras como António Mexia.

Bale tentou visitar o dissidente chinês Chen Guangcheng, tendo sido impedido de o fazer, o que só poderia acontecer num país democrático. Podem ver o vídeo mais abaixo.

Ao que parece, não existem vídeos em que possamos ver Mexia com os novos accionistas da EDP, mas, se existissem, não me espantaria vê-lo de joelhos no chão a manifestar disponibilidade para um projecto em que acredite. Entretanto, é possível ouvi-lo a elogiar a ausência de preconceitos de um governo que vende a quem der mais. É claro que ninguém se espanta por saber que a empresa chinesa pretende manter a actual equipa executiva da EDP.

É claro que há muitas afinidades entre Mexia e a China, nomeadamente no que se refere ao desejo de retirar direitos aos trabalhadores e de prescindir, o mais possível, desse incómodo chamado democracia.

Enquanto Chen Guangcheng luta para que os cidadãos do seu país usufruam de liberdade, Mexia luta para manter os seus privilégios e o seu gabinete, sem preconceitos contra as ditaduras. Ambos servem de exemplo para muita coisa, mas só o primeiro é exemplar. [Ler mais ...]

Pela desclassificação do Douro como Património Mundial da Humanidade

Valee e Linha do Tua, foto de Jorge Câmara


O Douro Património Mundial deve ser desclassificado imediatamente pela UNESCO. Dresden já o foi, por causa da construção de uma ponte sobre o rio Elba, e Omã também, por causa da invasão do Santuário do Oryx por uma exploração petrolífera.
É exactamente o caso do Douro e da Barragem do Foz-Tua, que destrói todo o Vale do Tua e a sua linha férrea. São danos irreversíveis, como muito bem diz a UNESCO, por isso a continuidade da construção da Barragem tem de implicar obrigatoriamente a retirada da classificação.
Nada que preocupe demasiado quem manda em Portugal. O que interessa para os neo-liberais que nos governam é ganhar dinheiro e os números é que contam. Mesmo que os contribuintes sejam obrigados a despender milhões por uma infra-estrutura totalmente desnecessária, o que interessa é que a EDP leve adiante os seus negócios.
Desclassifiquem o Douro imediatamente. E de seguida prendam, entre outros, os criminosos Mexia, Sócrates e Passos Coelho.

Em defesa da Linha do Tua contra o chefe Mexia, o capataz Passos e o secretário Viegas (por ordem de importância)

Nestas coisas da Energia, já se sabe, quem manda em Portugal é o Mexia da EDP. O seu humilde capataz, o Passos – burro mas suficiente para o que é necessário fazer – lá vai executando, de gatas, as medidas do chefe. Quanto ao Viegas, entretido que anda a cobrar as entradas dos museus aos Domingos, ainda nem deve ter percebido muito bem que uma via férrea centenária quase única e uma paisagem Património da Humanidade também fazem parte do seu pelouro. Seja ele qual for.
Neste caso, nem sequer temos desculpa. O facto de sermos governados por um ignorante e iletrado, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os pequenos economistas que hoje mandam no país [Ler mais ...]

Rostos da Pobreza em Portugal

Em Portugal – um site cada vez mais fixe para passar férias – há muita gente mal paga! Por exemplo, António Mexia, CEO da EDP. Não obstante ter levado um prémio de 3 milhões de euros (coisa menos coisa, 6,315 Salários Mínimos Nacionais) em 2009.

A pensar nessa injustiça, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos deliberou que aquela empresa (que já foi de todos os portugueses) pode aumentar, em 2011, as tarifas 3,8%, sensivelmente três vezes acima da inflação do ano anterior. Se não for suficiente, nós, papalvos, cá estaremos para, em 2012, sofrer outro e outro e outro aumento!…

Isto sim é turismo

Avião da TAP para Las Vegas, classe executiva, Luis Patrão e um assessor preparam-se para iniciar a viagem com vista a estudarem o controlo do jogo via internet.

Ao lado, António Mexia, com uma equipa de assessores, inicia um périplo com vista a estudar o mercado de energias renováveis nos USA.

Tudo em grande, gestores do mundo, Portugal não tem dimensão para esta gente global, com uma visão mundial global, eles próprios são globais não se entende como o destino lhes pregou a partida de os fazer nascidos neste pobre país que os não merece!

Isto é o que se chama “on road”, apresentar negócios aos grandes deste mundo, olhos nos olhos, “tête à tête”, entre iguais.

O país que não os merece é que paga, tudo mais caro, com um nível de vida abaixo dos congéneres europeus, mas isso é coisa que não os aflige, podem lá estar presos aos 600 000 desempregados, aos 2 milhões de pobres.

Ali ao lado, ouço Sócrates a lançar o TGV, pedir dinheiro ao estrangeiro e dar à manivela, o país não pode ficar para trás, deve ser um problema de velocidade.

Entretanto, vão-se perguntando como é que se livram deste povo que lhes paga as mordomias. Coitado de quem tem elites destas!

PS: escusado será lembrar que aqui ao lado tudo já funciona, não é preciso tirar férias em Las Vegas.