Rajoy: “Entregar el petróleo a extranjeros es de un país de quinta“.
A Argentina explicada aos mentirosos
pelo João Rodrigues. Sim, mentirosos, não tenho a mínima dúvida de que esta gente sabe mas mente. E é paga para isso.
Submarino Portugal
O episódio dos submarinos confirma a regra da impunidade portuguesa. A única coisa que o distingue de quanto coloca na berlinda essa espécie de político socialista no seu espavento burlão escondendo a grande saga de enriquecer o mais possível e o mais rapidamente possível, avidez recordista, arrivismo desastroso, é o facto de, por si só, o Caso Submarinos não acarretar a falência e o empobrecimento compulsório do Estado Português com a agravada e implacável desgraça dos mais pobres e vulneráveis dos portugueses. Não se ataca um caso. Não se atacam os demais. PSD/PS/CDS-PP unem-se nesta piromania corrupta que corrói o pecante projecto português de democracia e está na base do colapso de Nações, pense-se na bancarrota argentina e será suficiente compreender os antecedentes da nossa não muito diferente nem muito distante Tragédia. E tudo se anula na compita entre os vários episódios burlescos um após outro: Submarinos vs. Freeport + Cova da Beira + Independente + Face Oculta. É muito fácil dizer-se que todos os partidos, sem excepção, são cúmplices da falência executiva e moral do sistema de Justiça, se isso servir para escamotear o papel derradeiro e determinado do Partido Socratizado em anular-lhe qualquer vislumbre de eficácia e independência, comprometendo profundamente a paz social e a dignidade individual, quando a coisa tangia José Sócrates. Com que é que ficámos? O nosso Estado de Direito não o é. Com impunidade e descriminalização de políticos sem escrúpulos, como ele, ainda o é menos. De nada nos servirá não temer polícias nem juízes, mas assistirmos ao sorriso airoso de políticos que nos condenam e ainda ficam postos em sossego a ver de fora e de longe, pode ser Paris, o trajecto degradante da nossa desgraça, bomba-relógio que armadilharam para nós. Tal representa o fim da democracia e o começo de ainda maiores calamidades.
PPP – Proveitos Pornográficos para os Privados, ou o exemplo da Linha do Norte
Há alguns anos, tive oportunidade de consultar, na Biblioteca Municipal de Ovar, alguns dos contratos relativos à construção da Linha do Norte. Lembrei-me disso a propósito da questão da renegociação das PPP - Parecerias Público-Privadas e do magnífico exemplo que foi a nacionalização da Repsol na Argentina.
A história da Linha do norte, na qual a estação de Ovar se integra, juntamente com os apeadeiros de Válega, Carvalheira-Maceda e Cortegaça e a estação de Esmoriz, começa em 1852. Nesse ano, a 30 de Agosto, um decreto governamental autoriza a construção daquela linha.
Em 1857, é assinado um contrato com Sir Morton Pretto, que previa a construção da linha com uma série de obrigações para o construtor. Num momento da história de Portugal em que parece que o Estado se assume sempre como a parte mais fraca, no caso das grandes obras públicas, naquele caso as cláusulas contratuais eram bem onerosas para o concessionário: a obra só seria paga depois de a linha estar aberta à exploração; o empreiteiro teria de fazer a segunda via sem custos adicionais logo que fosse necessário; a empresa teria de ainda de assegurar a ligação ao Porto através de uma ponte, visto que inicialmente a linha só iria até Gaia.
Calculava-se em 509000$000 réis o custo anual da implantação da infra-estrutura, sendo que quatro anos era o prazo esperado para a sua conclusão. Por não conseguir cumprir com as condições exigidas, foi o contrato rescindido ainda antes do início das obras. [Ler mais ...]
PPP e o Petróleo Argentino, um combustível original
Uma PPP, sabe-se, é suportada por contratos legais, fortemente blindados. Independentemente dos serviços abrangidos, vias de comunicação, transporte, unidades de saúde ou outros, é objectivo dominante o sector público garantir resultados lucrativos aos privados, sob esquemas e condições pré-estabelecidos na blindagem contratual.
Portugal, infelizmente, tornou-se um ávido e insaciável utilizador do modelo, desde os tempos de Cavaco Silva, apontado como excelente aluno de Margaret Thatcher, a fundadora e catedrática na matéria, na Europa e no Mundo.
Sabemos, pois, o que é de facto uma PPP e que esta não tem a mínima analogia com processos de nacionalização ou de privatização. Apenas por desconhecimento ou má-fé, se pode afirmar que renegociar PPP é equivalente à deliberação da Presidente Argentina nacionalizar 51% de capital da YTF, propriedade da Repsol. Mas a manifestação de falta de bom senso ainda se torna mais acentuada, quando o autor reincide num raciocínio idêntico em relação à Venezuela. A mistura de PPP com Petróleo Argentino já seria um combustível original, para fazer arder a paciência a alguém ajuizado. [Ler mais ...]
O sol, e também a lua, nascerá para todos nós
Sendo que duas coisas perdi pela mesma idade, a virgindade e a ilusão de que um país pode ser o farol do mundo, e ganhei outras, como a de aprender que a história pode andar muito depressa quando pensamos viver muito devagar, a certeza de que vamos dar a volta a isto, via-a ontem, quando o mundo se deitou assim:

E viva a Argentina. O que se privatiza também se nacionaliza. Um dias destes é a vossa vez de terem medo.
fotografia de Juan Cruz Ordóñez
Hoje dá na net: Argentina – Memória do Saque
Quando a Argentina recomeça a recuperar o que é seu, e perante todos os discursos aí jesus que hoje se vão ouvir esquecendo a privatização anterior, nada melhor que ver ou rever este documentário:
Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC
Realizado por Fernando E. Solanas, legendado em português. Memoria del Saqueo, ficha IMDB.
Lista de reprodução youtube. Partes seguintes também depois do corte.
Também há ministros à rasca
“Esperamos que esto no sea el principio de una escalada”, disse Juan Manuel Soria, ministro do governo empossado pelo assassino de elefantes perante a nacionalização do saque da Repsol à Argentina.
Afinal parece que há alternativas
E o caminho não é vender tudo aos privados.
Essa estranha guerra das Malvinas
Uma guerra ainda mais estúpida que todas as outras. De um lado uma ditadura agonizante, do outro o traque final de um império que já não o é, conduzido pela sua pior líder de sempre. De um lado a razão dos que habitam a ilha, do outro a justiça histórica contra uma ocupação ilegítima, tudo somado igual a razão nenhuma.
Talvez por isso ficará para a História como a guerra que o império ganhou no campo de batalha e Maradona derrotou com a mão de deus e o golo do século. Nunca tive, e duvido que venha a ter, tanto prazer a assistir em directo a um jogo de futebol, mesmo que o melhor jogador de todos os tempos venha a perder esse título.
No final, empate técnico, embora infelizmente com mortes numa das batalhas, a carne para canhão do costume.
Hoje dá na net: La Próxima Estación
Documentário de Pino Solanas, “La Próxima Estación” (2008) dá-nos uma clara visão do que já foi e no que se transformou o caminho-de-ferro na Argentina. Um espelho perfeito de um país que já bateu no fundo e desce mais baixo todos os dias…
Hoje dá na net: Memorias do Saque
“Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, de como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC. Genocídio Social, a Argentina passa da condição de país “quase de 1º Mundo” para um país em que a maioria da população se torna miserável. Mortalidade infantil, desnutrição, abandono social total, endividamento externo fizeram a marca do que seria o “exemplo de neoliberalismo para o mundo”. Toda essa situação se tornou insuportável até finalmente explodir na revolta popular de 19 e 20 de dezembro de 2001.” Com legendas em Português. Upload patrocinado por O Modelo Cooperativo Familiar e pelo Movimento de Democracia Directa.
Já Sei Quem É O Campeão do Mundo de Futebol de 2010
Não é preciso ser-se adivinho para descobrir quem vai ganhar o Campeonato do Mundo de Futebol da África do Sul.
Principalmente agora que poucas equipas faltam. Estamos quase no fim.
Há estudos para tudo e mais alguma coisinha.
Há ciências que nos ajudam a descobrir o futuro.
Uma delas é a [Ler mais ...]
e agora, é assim
E não, não é só um jogo, temos a curiosa coincidência de o estado espanhol levar com a Catalunha nas trombas, hoje mesmo, e mais teremos, quando os scolaristas acordarem do pesadelo que lhes vai apagar a luz.
Força Argentina, e quero ver o Maradona nu em todas as televisões do mundo: a ver como lhe escondem a tatuagem. A luta continua.
Portugal – Brasil : jogo de empatas
Não serve para nada, ou antes, serve para empatar, que é o resultado melhor para ambos, isto sem broncas pelo meio porque o melhor resultado mesmo, para o Brasil era perder, encontraria o Chile ou a Suiça nos oitavos de final, as equipas mais fracas. Assim, para Portugal só interessa o empate, por uma questão de orgulho porque mesmo perdendo a Costa do Marfim não dá oito à Coreia.
É a oportunidade de fazer descansar jogadores, o Ronaldo, o Raul, o Coentrão , o Ricardo Carvalho e o Pedro Mendes e, já agora, perceber o que foi Pepe fazer à África do Sul. Não só pelo Pepe mas tambem pelo Nani!
Com a Suiça ou o Chile temos muitas hipóteses de chegar aos quartos de final, somos melhor equipa, e menos desgastados. Depois teoricamente poderemos encontrar a Argentina, o Brasil ou a Holanda melhores equipas do que nós.
A Alemanha é a pior de todas estas equipas e a seguir a Inglaterra o que dá alguma margem para Portugal, são equipas do nosso nível podemos ganhar o que nos levaria à final com o Brasil a Argentina ou a Holanda e, na final, é o que vier, tudo pode acontecer. Podemos ganhar o campeonato com :
Empate com a Costa do Marfim, equipa do meio da tabela; vitória sobre a Coreira uma das equipas do fim da tabela; vitória sobre a Suiça ou Chile, equipas do meio da tabela; Inglaterra ou Alemanha equipas numa forma muito distante a que nos habituaram e, verdadeiramente, com um só jogo em que o adversário é superior. E a final com o Brasil a Argentina ou a Holanda!
Isto mostra bem que estes campeonatos são máquinas de fazer muito dinheiro e dizem muito pouco quanto à capacidade desportiva das equipas. Em 2004 a Grécia sagrou-se campeã europeia com uma das mais fracas equipas da competição.
A Província Cisplatina (Memória descritiva)
A vermelho, o Brasil; a Sul, a Província Cisplatina, actual Uruguai.
A Colónia do Sacramento, de que já aqui falei há semanas atrás, fundada por Portugal em 1679 e perdida para a coroa espanhola em 1777, voltou à nossa posse em 1817, quando D. João VI incorporou toda a região do actual Uruguai no Brasil. A região anexada recebeu o nome de “Província Cisplatina”- prefixo cis – do mesmo lado – e platina de Rio da Prata: portanto, do mesmo lado do Rio da Prata (que o Brasil). Durante um século, Sacramento fora por diversas vezes ganha e perdida nas lutas com as tropas espanholas ou nas guerras diplomáticas, até que o Tratado de Santo Ildefonso, assinado em 1777, a fixou como possessão espanhola.
Como sabemos, em Novembro de 1807, D. João VI, ameaçado pela invasão napoleónica, transferiu a Corte para o Brasil. No Congresso de Viena, em 1815, o Brasil foi integrada como Reino, constituindo o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Por outro lado, a ida da Corte para o Rio de Janeiro, levou o rei a preocupar-se com o engrandecimento daquela gigantesca possessão portuguesa.
Em 1815, a Casa de Bourbon fora banida do trono de Espanha pelas forças napoleónicas. D. João VI temeu que os espanhóis o imitassem, reproduzindo Espanha no novo Mundo, e na região circundante do rio da Prata nascesse um reino poderoso. Por isso, em 1816, a “Divisão dos Voluntários Reais”, sob o comando do general Carlos Frederico Lécor, invadiu região oriental, tomou Maldonado e ocupou Montevideu em 1817. Carlos Frederico Lécor, barão de Laguna (1764-1836) foi um militar e nobre português, mas que serviu o Brasil após a independência.
Gravura de Debret mostrando o embarque, na Praia Grande, das tropas portuguesas que participaram no cerco a Montevideu, em 1816. [Ler mais ...]
Um gajo tem de admitir: grande golo
Foi um prazer este puto, Di María, ter jogado por cá. E cuidado com o nosso principal adversário no Mundial: a Argentina é muito parecida connosco, vai perdendo, vai perdendo, e depois chega pelo menos à final. Onde é que já te vi nisto Maradona?






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