O vídeo em que Carlos Lisboa aparece a dirigir gestos obscenos ao público portista mostra-nos uma das maiores figuras do desporto português numa atitude indigna e incendiária. Não me admiraria que justificasse a sua atitude com insultos e provocações vindas do público. [Ler mais ...]
Ele é que começou
Vítor Pereira deveria agradecer também a Jesus
Saudação à Académica
Por várias razões, todas elas sentimentais, a Académica ocupa um lugar importante no meu coração, apesar de a maior parte do meu território cardio-futebolístico pertencer ao Benfica. De resto, o romantismo, a irreverência e a ligação do clube à contestação estudantil em 1969 fazem com o meu peito esquerdista se orgulhe da história do único clube em que cheguei a ser federado.
Da Académica desse tempo já muito se perdeu, mas, ainda assim, será pelo clube da minha terra e de boa parte do meu coração que estarei a torcer, na próxima final da Taça de Portugal.
Em 1939, como lembra o João José, a Académica ganhou a sua única final, tendo como adversário o Benfica. Nesse mesmo texto, aproveita para notar o facto vergonhoso de que os jogadores benfiquistas fizeram a saudação nazi, por jogarem num clube do regime, apontando a derrota como uma espécie de justiça imanente.
Ora, se fazer a saudação nazi fosse razão suficiente para que um clube merecesse perder todos os jogos, as fotografias que podem ver mais abaixo deixam bem claro que os três grandes deviam estar nas distritais há muitos anos. [Ler mais ...]
Académica à reconquista da Taça
Parabéns Porto
O FCP ganhou outra vez. Recordo um post escrito há três anos, nos primeiros tempos do Aventar.
Quanto a este ano, faço minhas as palavras do Mister Jesus:” Quem vence é porque tem mérito. O FC Porto é o vencedor do campeonato.” E na TSF a melhor da noite – diz um adepto na Invicta que o Deco foi o melhor jogador do Porto este ano.
Tetra campeões
Limpinho. O BENFICA ganhou de forma justa uma competição que alguns – os que a perdem sempre – continuam a desvalorizar como se perder fizesse parte do seu Destino. Se calhar faz. Por mim, prefiro ganhar a Taça da Liga do que a perder.
Pela nossa parte fica a satisfação pela vitória numa competição que foi ganha em jogo e sem apitagens manhosas.
Foi muito bonita a forma como os jogadores do Gil aplaudiram o vencedor. Faz deles uns derrotados muito dignos.
Benfica – Gil Vicente

Duas mascotes. Cada qual com os seus pés de barros.
Todos os motivos
O estado está mesmo sem rumo! Vale tudo para despedir um trabalhador. Então agora só porque se festeja um GOLO do GLORIOSO vai para a rua! Não há condições.
Eis a prova do crime: [Ler mais ...]
Hoje é dia de bola…
E que seja dia de festa, sem trolls, nem básicos, nem fanáticos, nem hooligans, nem troikas, nem crises, nem…
Durante hora e meia, que seja bonito e bem disputado. E que haja alegria no paísinho tristonho, para variar.
Futebol e racismo
Não gosto de insultar ninguém, evito chamar nomes, odeio qualquer laivo de racismo, irrita-me a xenofobia e abomino o machismo quotidiano que leva a que a violência possa ser considerada um animal doméstico. No entanto, não me coíbo de contar anedotas sobre qualquer tema escabroso, como não deixo de me rir com piadas de mau gosto, talvez porque, inconscientemente, veja nisso um escape para a estupidez, uma catarse, um modo de deitar fora aquilo a que os videntes das manhãs televisivas chamam más vibrações.
Sempre que vou ao futebol, mantenho uma contenção verbal que deriva mais da cobardia do que da vontade idiota de insultar os adversários, mas sei que não há que esperar o mesmo das multidões que frequentam os estádios. É por isso que não perco tempo a pensar nos cânticos que os adeptos dirigem aos clubes adversários e é também por isso que encaro com bonomia o “fiiiiiiilhooooooo da puta” com que os guarda-redes são presenteados quando executam um pontapé de baliza.
O mundo do politicamente correcto tomou-se de ódios por algumas expressões insultuosas, deixando outras intactas. No mundo do futebol, não é importante que se chame nomes às mães dos adversários ou que se ponha em dúvida a orientação sexual dos desportistas ou que a honestidade dos árbitros seja sempre considerada inexistente. O único insulto que é, agora, considerado, grave é aquele que está contido em expressões racistas, o que me parece redutor.
Assim, relativamente a este assunto, na ordem do dia devido ao processo de que poderá ser alvo o Futebol Clube do Porto, defendo que só fará sentido castigar jogadores e clubes por todo e qualquer insulto, o que poderia tornar uma ida ao futebol muito menos cómica, ainda que extremamente correcta. Muito a propósito, subscrevo este texto. Também a propósito, reveja-se o maravilhoso sketch dos Gato Fedorento. [Ler mais ...]
Yanick Djaló no Benfica com Luciana Abreu, Lyonce Viiktórya e…
Agora que o Benfica olha para trás e vê os principais adversários pelo espelho retrovisor, não sou eu que vou pôr em causa as opções de Jesus. Se o Benfica contratou Yannick Djaló (espero que tenha sido Jesus, para não acontecer como com Capdevilla), saberá os motivos da contratação.
Nós, adeptos, lá teremos que ver nos camarotes da Luz a Luciana Abreu acompanhada pela Lyonce Viiktórya, pela outra filha que vai nascer, cujo nome
tem que ter o mesmo brilho do primeiro. Mas uma coisa é certa, vai voltar a ser a junção do meu nome e do Yannick, por isso um ‘L’ e um ‘Y’
e pelo resto da família. O pior de tudo pode ser o papagaio não se dar com a águia Vitória:
“Vamos levar as meninas, os cães, o papagaio, a mãe e a irmã. Vamos todos. Somos uma família e há que fazer sacrifícios e o benefício também é para todos. Estamos sempre unidos, para o bem e para o mal”
Parabéns a Eusébio, o antigo jogador do Benfica, Beira-Mar e União de Tomar

O «Pantera Negra» está de Parabéns. Uma longa carreira, recheada de títulos e com participações em clubes de 4 países e 3 continentes: Sporting de Lourenço Marques (Moçambique), Benfica e Beira-Mar (I Divisão) e União de Tomar (II Divisão); Boston Minutem, Toronto Metros-Croatia, Las Vegas Quicksilvers e New Jersey Americans(Estados Unidos); e Monterrey (México).
Benfica – Sporting / FCP – Braga : quem vai ganhar?
Com o Benfica e o Porto empatados e o Sporting a um ponto de distância, com o FCP a defrontar o sempre difícil Braga, a 11ª jornada da Liga portuguesa tem os condimentos todos para haver surpresas e reviravoltas na tabela classificativa. Como uma das partes interessantes do futebol são os prognósticos (antes do jogo e não no fim como dizia o outro) e as provocaçõezinhas amigáveis, convidamos os leitores a adiantarem alguns bitaites.
Os meus? O Benfica ganha por dois a zero e o Braga por um a zero. Será?
FCP/Benfica: sem bolas de golfe é diferente…
…mas o FC Porto devia providenciar umas cadeiras de descanso para os seus atletas. Os rapazes quando se apanham a ganhar passam o tempo deitados no relvado e, com a humidade, deve ser desconfortável.
Por outro lado, com esta equipa, Pinto da Costa pode subir o preço dos bilhetes dada a estrutura multidisciplinar do espectáculo: o público tem direito a futebol (pouco), teatro (muito) e farta-se de ver filmes.
Benfica vendeu Roberto?
Anda por aí uma grande trapalhada: Roberto foi vendido ao falido Saragoça? por quanto? parece a “venda” do BPN. Entretanto a felicidade reina nas hostes benfiquistas:
Nuno Gomes, adeus Benfica
O Benfica, de novo transformado em porta-aviões onde aterram e levantam vôo jogadores aos magotes, não renova contrato com Nuno Gomes.
A política de contratações benfiquista, cada vez mais errática e disposta a mudar boa parte da equipa em cada início de época, esquece, assim, um dos maiores símbolos do clube.
Contestado por muitos, o currículo de Nuno Gomes fala por si e, como contra factos os argumentos escasseiam, obriga a calar boa parte dos seus detractores.
Não querendo arrumar já as chuteiras, Nuno Gomes está agora livre para procurar outro clube onde terminar uma carreira que devia e merecia ser terminada no Benfica.
Boa sorte e obrigado, Nuno Gomes.
Argentinos de Alfama e uruguaios da Ribeira
Há uns anos, Manuel Vasquez Montalbán, um dos maiores escritores espanhóis e adepto do Barcelona, queixava-se de que era muito difícil rever-se na sua equipa como em tempos mais antigos, devido ao facto de que a maioria dos jogadores, de várias nacionalidades, nada tinha a ver com Barcelona e com o catalanismo. O equipamento era o mesmo, o espírito já era outro. Provavelmente, nos dias de hoje, teria menos razões de queixa, porque o próprio Messi é muito mais catalão do que argentino e porque uma boa percentagem do plantel advém dos escalões de formação, a ponto de a selecção espanhola ser, em boa parte, catalã.
Mais ou menos por essa época, em conversa com responsáveis pelos escalões de formação do Futebol Clube do Porto, fiquei espantado com o óbvio: a equipa sénior de então tinha, praticamente para cada posição, dois jogadores formados no clube. Era o tempo em que pontificavam jogadores como Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto ou Domingos, por exemplo. [Ler mais ...]
Solidários na desgraça:
Ao que parece, alguns benfiquistas crentes nas capacidades da sua equipa, adquiriram umas viagens a Dublin e agora estão desesperados para as vender.
Olhem que Dublin é uma cidade fantástica e a final promete: sempre jogam as duas melhores equipas portuguesas e uma delas, o FCP, é considerada pela UEFA a 3º melhor da Europa.
Todo o tópico é um must!
Adeus Dublin, Olá Europa
Adeus Dublin, diz o Benfica, olá Europa, diz o Braga.
O Benfica, cansado e passivo, não foi nunca superior ao Braga e o resultado acaba por ser justo. O Braga, organizado e destemido, demonstrou atitude, paciência e maturidade para se mostrar à europa sem complexos de novato.
O jogo foi limpo, sem as picardias que envolvem os jogos com adversários de outro tipo, os jogadores não se armaram nem em wrestlers boçais, nem em bailarinas caprichosas, pese a lentidão dos benfiquistas.
Na final torço pelo Braga.
PS: No final do jogo, uns energúmenos que se dizem do meu clube, empenharam-se em tentar destruir um dos estádios mais bonitos da europa. Há pessoas -de todas as claques- que têm mesmo de ser proibidas de assistir a jogos de futebol.
Quando cai o tecto de uma escola privada não é notícia?
A tempestade de granizo que caiu em Lisboa, particularmente em Benfica, recordou-me a noite de 25 de novembro de 1967. Na altura vivia ali, e assisti à grande cheia. Nunca me esquecerei do dia seguinte, dos meu colegas da primária que viviam nos bairros de lata afectados e que ficaram sem nada, e sobretudo do silêncio que se seguiu, do encobrimento pelo regime de uma catástrofe que matou sobretudo os mais pobres.
Como muitos fizeram, mal soube telefonei a amigos que ali residem. E fiquei a saber que o tecto da sala de uma escola privada caiu, felizmente sem consequências para as crianças que ali frequentam o 1º ciclo, mas que ficarão sem aulas durante alguns dias.
Não sabia? é que curiosamente não vejo uma única notícia online sobre o ocorrido. E desconfio que se se tratasse de uma escola pública encontrava. Não é a mesma censura prévia de 1967. Pode não ser uma opção editorial. Pode só ser só desconhecimento. Por isso mesmo deixo um mapa, para o caso de algum jornalista querer encontrar a notícia.
E eu a pensar que o gelo tinha quebrado ontem
Golos do Porto, Benfica e Braga…
…mantêm duas equipas portuguesas na rampa da final da Liga Europa.
O Porto, com cinco golos, praticamente comprou hoje os bilhetes para Dublin. O Benfica marcou dois e o Braga um, que pode vir a valer dois. Assim, é melhor nenhuma das duas falar com a agência de viagens e passar já o cheque.
Para já, uma quase certeza: dois treinadores portugueses vão defrontar-se na final e um deles vai ganhar.
Nota: sempre achei uma falácia os treinadores, dirigentes, adeptos, etc., dizerem que um campeonato nacional é mais valioso (“o objectivo principal da época”) do que uma competição europeia. Deixem-se de tretas, não é, toda a gente sabe isso ainda que não o diga. Vão ver as declarações, os festejos, as notícias, as reacções de jogadores e treinadores depois de um troféu europeu. Qualquer deles trocava dois campeonatos nacionais por um único título da europa.









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