Apanha-se mais depressa um banqueiro Espírito Santo que um apenas mentiroso. Ontem soltou-se o João de Deus que há em mim. Abra-se de par em par a porta sagrada. A fantochada acabou-se. Se deus nos der vida e saúde, vais ter trabalho, muito trabalho: [Ler mais ...]
Ao cuidado de Paulo Padrão, director de comunicação do Banco Espírito Santo
Mum’s the boss, o blogue que censura comentários
Mum’s the boss é um blogue escrito por uma tal de Magda que fala sobre parentalidades, questões relacionadas com educação e por aí fora.
Devido a uma atitude da autora que considerei pouco elegante, dirigi-me ao referido blogue e disse o que tinha a dizer na respectiva caixa de comentários. Fi-lo de forma educada, civilizada e mantendo todo o respeito pela autora. Para meu espanto, o comentário foi censurado. E um segundo comentário, em que pedia para publicar o primeiro, foi de novo censurado.
Continua a espantar-me o facto de ainda existir gente desta no mundo da blogosfera, um mundo de liberdade por excelência. Mais espantado fico quando estamos perante alguém que discorre diariamente sobre educação, parentalidades e pedagogia.
Perante esta sua faceta de censora, que só admite comentários se forem positivos e louvarem a qualidade dos seus posts, estamos entendidos. Que rico exemplo para quem tem a missão de educar! Que rico exemplo vindo de quem vem!
P. S. 1 – Orgulho-me de nunca ter censurado qualquer comentário até hoje, nem mesmo quando me chamaram filho da puta e coisas piores. Orgulho-me pelo facto de o Aventar não ter comentários sujeitos a moderação. Não tenho nada a esconder. Não me importo nada que discordem de mim. Que não gostem do que escrevo.
P. S. 2 – Houve uma troca de mails privados na sequência deste episódio de censura. Como fui muito bem criado por gente que nada sabia de parentalidades mas sabia do que realmente interessava, recuso-me a torná-los públicos. Sou uma pessoa bem formada.
Mulheres no Aventar
Corro o risco de ser politicamente incorrecto, mas vou procurar escrever sobre algo que, admito, poderá não ser
motivo para um texto – as mulheres no Aventar.
Não há qualquer tipo de novidade na presença feminina na web, mas parece-me que há ainda uma relação muito desigual entre os dois géneros, ou não?
Nas últimas semanas temos tido a felicidade de ver entrar na nossa equipa alguns novos aventadores, todos eles a escrever no feminino. Não creio ter havido por cá uma negociação em torno da paridade que até se encontra legislada – esta Lei de Agosto de 2006 vem estabelecer
“que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos.”
E a nova realidade do Aventar levou-me a pensar de que modo está ou não mais igual a participação das Mulheres na nossa sociedade, no seu sentido mais amplo. Será que hoje a Mulher saiu realmente do espaço doméstico para o espaço público? Será que faz algum sentido discutir esta temática?
Há quem ache que sim: Sofia Silva apresenta na sua Tese de Mestrado um estudo nesta área e procura pensar a relação entre as vidas pessoais e profissionais sob o ponto de vista feminino.
Em diferentes espaços sociais tenho percebido que é menos fácil a participação das mulheres – nas associações de pais, nos clubes e associações, nos sindicatos, nos partidos…
Que factores concorrem para essa realidade?
Lá está, o costume! Escrevi, escrevi e não disse nada… Confesso que tinha uma ideia na cabeça quando comecei, mas com o percurso dos dedos no teclado fui-me afastando e já não consigo regressar…
Sejam bem-vindas.
«A elite portuguesa adora conversa da treta»
Paulo Baldaia, que dá a sua opinião regularmente no DN, ontem veio com uma treta que eu não gostei: ”Nos blogues, nas redes sociais e até no Congresso das Alternativas o desespero da senhora foi goleado pelos trocadilhos à volta da bandeira. A elite portuguesa adora conversas da treta.”
Ora é natural que, uma vez que escrevo num blogue, me sinta pelo menos indirectamente atingida pelo comentário. Primeiro: porque quando escrevi sobre o grito de Luisa Trindade não quis, de maneira nenhuma, fazer conversa da treta. Este episódio triste das cerimónias tristes e vergonhosas do 5 de Outubro impressionou-me, mexeu comigo, «experimentei» os sapatos de Luísa Trindade… Segundo: não quero nem pensar ser da «elite» portuguesa». Quem sou eu? [Ler mais ...]
Baralhar e dar de novo ou simplesmente fazer macete
Este, como quase todos os meus escritos, é sobre professores e é uma espécie de ponto de ordem à mesa, na discussão que cresce na blogosfera educativa, sendo que, há algo irrefutável: ninguém foi de férias.
O Público trazia há dias um texto onde se fazia a dicotomia entre as redes sociais e a rua e onde defendi que em algum momento teremos de voltar à rua, porque, considerem ou não moderno e chique, é também na rua que se ganha o futuro. A minha experiência como sindicalista (SPN, FENPROF), com muitos anos de trabalho em torno dos professores contratados e das questões da precariedade levam-me também a concluir que nada consegue substituir o contacto pessoal, a troca de ideias e de argumentos, olhos nos olhos – isto não vai lá só com facebook e blogues. Não vai! Como diria o outro, de bons likes está o inferno cheio.
E na rua, as vitórias são proporcionais à sua força, a mobilização de que fala o Miguel, e para isso o papel da FENPROF é fundamental. A luta dos professores na rua só acontece com a FENPROF – façam as leituras históricas que quiserem fazer, mas ou há FENPROF e temos os professores na rua ou não há FENPROF e não teremos os professores na rua. Até prova em contrário, esta é uma verdade sem contraditório.
Mesmo não o assumindo é isso que escrevem, sem escreverem, o Nuno e o Ricardo. Equacionam a necessidade de uma maior ligação entre os professores e os sindicatos, que naturalmente subscrevo. O Nuno acredita que “É possível imprimir uma nova dinâmica aos sindicatos fazendo-os sair da zona de conforto”, enquanto o Ricardo vê cada vez com “maior dificuldade a tão necessária reaproximação dos professores aos sindicatos“, mas defende que “primeira fase de uma qualquer estratégia, passa exatamente por discutir.” [Ler mais ...]
O Freud anda por Fafe?
O Aventar feito pelos seus leitores
O Aventar continua a aceitar a colaboração dos seus leitores, através de textos não publicados na net.
Para o efeito, utilizem o nosso contacto.
Textos publicados noutros blogues poderão merecer referência num artigo dos nossos autores, mas naturalmente não podem ser republicados na íntegra.
Do demo, pá. Mesmo daqueles vermelhos
É que há blogues do demónio.
O 5Dias é um deles. Com estes posts por exemplo. E depois nos surreais comentários tudo acaba numa discussão sobre Israel e Palestina porque o facto do senhor apoiar a Coreia do Norte é OK e aceitável.
E quem diz do Demónio diz do Cristo ou de R’hllor. Desconfio aliás que esta malta havia de apreciar a Melisandre. Ainda bem contudo que os Davos e os Stannis do mundo predominam e fazem o seu dever.
(Este post contém referências a A song of ice and fire. I’m not even sorry)
Em modo de advérbio
Advérbios da verdade e advérbios não orçamentados.
Um novo blogometro

Na net nada se perde, tudo se pode recriar e algo se transforma. O velho Blogometro morreu (reencaminha agora para o portal AEIOU, o que não deixa de manifestar alguma lata), há um novo Blogometro em versão ainda muito beta, mas já operacional.
Desde já alguns avisos:
- Nesta fase de desenvolvimento utilizou-se a listagem do blogometro defunto, expurgada de alguns não-blogues portugueses que por ali andavam. Não aparecem os resultados dos blogues que têm o sitemeter oculto (não conseguimos ter acesso a esses dados; aceitamos dicas sobre como o fazer).
- Quem quiser retirar da listagem o seu blogue pode solicitá-lo para já através do nosso formulário de contacto, colocando um email válido.
- Em breve anunciaremos uma forma de adicionar o seu blog.
- Apenas está a funcionar neste momento a estatística da média de visitas.
- A apresentação e as funcionalidades vão evoluir, neste momento testamos o código propriamente dito.
Sugestões são bem vindas nesta caixa de comentários, a divulgação deste novo Blogometro dos blogues portugueses também.
Actualização 26/06/2012: acrescentada uma página Acerca, cujo conteúdo aqui fica:
Este site está ainda em fase alfa, na realidade foi iniciado, de raiz, no dia 22 de Junho passado. Assim podemos com alguma segurança antecipar a existência de problemas que tentaremos resolver à medida das nossas possibilidades de tempo.
Desde já temos em mente desenvolver algumas características que, na nossa opinião, estavam a faltar no Blogómetro antigo:
- Categorias de blogs. Com estas poderemos comparar as performances dos vários blogs com os seus pares mais directos. Além disto, para áreas mais específicas daremos destaque a blogs que de outra forma ficariam escondidos;
- Vai ser possível consultar a classificação dos blogs em dias passados; FEITO
- Vai ser possível obtermos médias por mês, ano ou no período que quisermos;
- O proprietário de cada blog terá acesso a uma área privada onde poderá configurar as suas opções;
Em termos práticos, se olharmos para além da discreta elegância da interface actual (isto é sarcasmo, para os distraídos), já podemos encontrar muitas coisas diferentes quando comparadas com o Blogómetro antigo:
- A nossa plataforma é aberta. Pode consultar o código e participar no processo de desenvolvimento no projecto que criámos no Google Code;
- Se encontrar bugs no sistema ou se quiser propor melhorias ou novas funcionalidades, agradecemos que utilize este formulário;
Como este é um projecto do Aventar, as últimas notícias sobre o Blogómetro podem, sempre, ser encontradas na tag Blogómetro do Aventar.
Esperem mudanças nas próximas semanas!
Blogometro, adeus dia 22?
Pela indicação que tenho de quem hoje é AEIOU, o Blogometro encerra com tudo o que era weblog.com.pt (por falar outra vez nisso, perdi o raio de uma password ligada a um mail por sua vez perdido, e não, não vou reclamar com o criador que não tarda tem a Deco à perna).
É aborrecido. Por um lado dá um jeitão como única listagem razoável de blogues portugueses, por outro o povo gosta de comparar documentos (esta casa até fica bem na fotografia final, podendo parafrasear Groucho Marx: degrau a degrau subimos a escadaria até alcançar a miséria).
Isto, é claro, não nascendo entretanto um Blogometro II, por exemplo limpo de muita tralha que por vezes ali anda e que de blogue não tem nada. Precisamente um assunto a pensar e meditar.
O fim anunciado de muitos blogues
O serviço weblog.com.pt vai fechar no dia 22. É mau. Mesmo com a possibilidade de se exportar para outra plataforma perdem-se muitos conteúdos e todas as ligações, vulgo links.
No meu caso a perda será neste caso mínima, mas anda por ali muito conteúdo que nos fará falta a todos. Como sucedeu com o encerramento do Terràvista (que tinha só a esmagadora maioria dos conteúdos portugueses do século passado) escolher uma plataforma de publicação tem que ser bem pensado, sempre garantindo a possibilidade de exportação fácil, e confiando pouco em plataformas nacionais.
Eu que sou das intrigas…
Samuel de Paiva Pires acusa Rodrigo Moita de Deus de ser um “Abrantes”. Rodrigo e mais uns senhores, incluindo o Jacinto Bettencourt, dizem que não são “Abrantes” e por alguma razão acusam Samuel Pires de ser pouco patriota. (Ui, o medinho, A acusação mais usada nos nossos dias: não ser patriota logo em vésperas da Selecção jogar. Já disse que sou pela Holanda? Senhores, eles falam do Felipe no hino! Do Felipe!)
Eu não sei bem quem tem razão até porque como diz e bem o Rodrigo eu não sou de intrigas. Mas sei que alguém me devia explicar qual a diferença entre isto e isto.
PS: Miguel Relvas deve demitir-se. E já. Isso sim seria zelar pelos interesses da “pátria” na medida em que se começava a instituir regras e a tentar imbuir os nossos governantes de princípios. Sabem, aquilo do exemplo. Só que em Portugal o exemplo devia vir de baixo. Isso sim era de valor.
Dívida Existencial
Como é que esta hábil mocinha consegue isto? O que é que ela tem que eu não tenha?! Sou infinitamente mais bonito que ela, diz-mo o meu espelho e o meu Facebook, e eles não mentem. Ok, visto a mesma roupa quase uma semana inteira e só mudo de calças [de ganga, sempre de ganga!] quando já começam a cheirar a uma multidão de romenos na gare da Trindade, mas é precisamente para disfarçar essa minha drástica medida anti-crise, em consonância com o grande depenar nacional do Governo Passos-coelhoniano, que serve um bom perfume e eu não me poupo em borrifos. Lavo-me. E muito, tá?! Tudo bem que raramente mude de casaco, se ele me evita o frio e disfarça um bom ventre quarentão feliz. Passam meses sem comprar roupa.
Sim, também não tenho nem uso pulseiras, colares, nem relógios ou maquilhagem. Não percebo nada de malas, brincos, cintos, vernizes. Impressionante o sucesso reprodutivo de uma Pipoca, aliás cada vez mais chique e cada vez mais rica, dinheiro faz dinheiro e a publicidade, ali, é um tubo de gás natural acoplado ao furico da referida moça, cuja boca só pode regurgitar petróleo para a marmita.
Garimpeiro de blogues
O Pedro Correia percorre o rio dos blogues e decifra as pepitas nas areias. Não gostarei de todos, mas preguiço-me no seu labor paciente.
Blogopédia – Wikidicionário dos Blogues Portugueses

Em Novembro de 2010 lançámos em formato wiki um espaço onde todos podiam registar os seus blogues e autores. Mais tarde, por termos abandonado o alojamento próprio e optado pelo WordPress, ficou sem espaço e guardada num disco.
O concurso de blogues 2011 fez-nos ver que esta ferramenta faz falta: é uma forma de divulgação e sistematização, que muito nos teria ajudado a esclarecer categorias, por exemplo.
Por isso volta hoje a ficar online, com os dados de Março de 2011.
Pedimos a todos os que escrevem e/ou têm blogues, em particular os que não participaram no concurso por não terem sabido dele atempadamente, ou mesmo aos seus leitores, que utilizem esta blogopédia. Podem começar por ler estas instruções. Qualquer dúvida, sugestão ou dificuldade, comentem aqui.
Blogues, uma década depois, continuam vivos e recomendam-se
Uma década depois do boom, que é feito dos blogues?, pergunta o Público, para acrescentar a seguir
Uma década depois do boom, o blogue não morreu, mas perdeu mediatismo
Não é esse o caso do Aventar, nem de outros blogues portugueses. No nosso caso, e desde o início do blogue, o número de leitores e de visitas tem vindo sempre a aumentar e ainda não estabilizou. As notícias sobre a nossa morte, enfermidade, letargia ou o que seja são, uma vez mais, claramente exageradas. Mas nem sequer é verdade o que afirma o artigo sobre um certo adormecimento da blogosfera. Se, em vez de fazerem perguntas a “históricos dinossauricos”, tivessem consultado a lista do concurso Blogues do Ano 2011, chegariam à conclusão que os blogues continuam vivos. E estão melhores hoje do que no início.
Ligações
Actualizada a página de ligações do Aventar, o que não era feito há muito tempo.
Como achamos justo retribuir a todos os blogues que nos fazem o favor de ter na sua listagem similar, também chamada de blogroll, e como se torna impossível assegurar que tal permuta é feita com justiça, agradecíamos que nesta caixa de comentários os injustiçados se manifestem. Obrigado.
O mundo, os meios de comunicação, o meu sono, está tudo a mudar
Quando o je, moi mesmo, descobre que teve um incêndio na sua rua através de um blogue, numa cidade com dois jornais diários que até “existem” online, sendo a rua aquela que deu origem à cidade (por via romana) e apesar de tudo ainda significativa na malha urbana, mais metro menos milímetro, concluí que a idade pesa no profundidade do sono, e o mundo mudou mesmo na forma de comunicarmos. Esta vale por mil algodões, e não engana.
No Inferno

Eu sinceramente há coisas que me irritam na blogosfera. Uma delas tem a ver com o Processo Casa Pia. Diverte-me os estrategemas que muitos bloggers utilizam para não falar do desfecho do Processo. Por isso, arranjam desculpas. “Ah porque a comunicação social é isto…”, “Ah porque o povo estava a ver o circo a arder..”, “Ah porque isto foi julgado na praça pública…” “Ah porque a Catalina (que aparentemente andou metida no PCP ou coisa que o valha) é isto e aquilo…” “Ah porque viram a reacção do Namora…”. ou ainda “ah, porque o Carlos Cruz é tão bonzinho…”. Meus amigos, hoje posso dizer-vos: Vão para a puta que vos pariu, pode ser? Uma pessoa decente percebe duas coisas: que sim o Processo foi um circo mediático mas que isso não invalida o facto de que aquelas 6 pessoas são culpadas dos crimes de que foram acusados e que e são pedófilos. Eu quero lá saber se eles tinham sido julgados antes na praça pública, pensam que isso acontece só aqui? Eu antes não sabia, não me pronunciava. Agora, foi provado, depois de um julgamento, depois de ouvidas as testemunhas, depois de examinadas as provas, um colectivo de juízes deu aqueles seis homens como culpados, conferiu o estatuto de vítima ás antigas alegadas vítimas e chamou os pedófilos de pedófilos.
O Processo Casa Pia não chegou ao fim. Ainda há os recursos e mais essas patocoadas que irão ser arrastadas na Justiça Portuguesa até que o caso prescreva. Mas para as vítimas não me parece que seja a condenação que interesse. Sofrer já eles sofrem. O que interessa é que acabou e que os crimes foram, de facto, provados. Isto é o que interessa. Não se percam com coisas secundárias (tanto que mete nojo) que no fundo não interessam para o cerne da questão: houve um grupo de menores de uma Instituição Portuguesa que foram repetidamente abusados sexualmente. Anos depois, houve denúncias desses crimes. Hoje, esses crimes foram provados. Ponto final.
Come around children, it´s a shameful post
Fernanda Câncio é a nova agente da PIDE. Na realidade, é um bocadinho pior. Este texto faz-me lembrar um episódio do “Arquipélago gulag” do Soljenítsin. Há uma cena em que Estaline faz um discurso e depois todos na sala aplaudem. Durante vários minutos. Muitos minutos. Passado esses minutos, há um senhor que se cansa. E pára. Parou de aplaudir e exausto, sentou-se. No fim foi preso. Foi preso e foi deportado pois rapidamente se arranjou uma desculpa para o mandar para a Sibéria. O agente que o interrogou disse-lhe depois: “Nunca mais seja o primeiro a deixar de aplaudir”.
Fernanda Câncio e o seu exercício decadente de ver quem foi à manifestação ou não, é algo que não tem explicação. Ou melhor tem. Se lermos o Arquipélago Gulag. Até parece que quem não foi à Manifestação, os milhões de portugueses que não estiveram presentes são todos a favor da lapidação daquela pobre mulher. Os únicos que têm uma consciência são as pessoas que foram porque os outros são tão maus como o Presidente Iraniano e aquele sistema judicial.
Isto é absurdo. Mas, de facto os membros do KGB ficariam orgulhosos. Quando Fernanda Câncio se cansar do seu trabalho como jornalista sempre se pode oferecer para um posto como bufa numa qualquer ditadura…de esquerda claro.
Concurso:
Toca a descobrir quais os blogues presentes numa destas fotografias: AQUI.
E eu que não me lembrei disto

Este post do Henrique Raposo é inteligente. Engenhoso. Não sei como é que não me lembrei do Mc.Grath. Passei a a semana a pensar nisto sem me lembrar do Mc. Grath. Ora bolas.
Sinistra destra, 5 de Abril
O Louvor e simplificação do Portugal moderno ou o extraordinário caso do desaparecimento da apostilla de la Haya de Ana Cristina Leonardo. É de rir e chorar por menos, que a burocracia chateia.
Dois tiros no navio almirante, com a pontaria de Ana Gomes, que remata assim:
Que os ex-CEMAs não compreendam, não admira: são vistas largas, demasiado largas e superficiais, nos contratos de aquisições de equipamentos de defesa que explicam o afundamento das capacidades submarinas e outras capacidades militares em Portugal.Porque os recursos financeiros do Estado dedicados ao orçamento da Defesa, que são escassos, em vez de serem bem gastos, são desperdiçados em equipamento supérfluo e/ou mal comprado; e são geralmente desviados, em parte, para pagar comissões e luvas em esquemas de corrupção.
Quem lesa a Pátria, afinal? Quem fecha os olhos à corrupção ou quem a denuncia e combate?
E quem, afinal, tem sentido de Estado e defende a Pátria? Quem mergulha diante de corruptos lusos ou germânicos, ou quem os defronta e procura afundar?
Em cheio.
Primeiro Aniversário do Aventar
Hoje o Aventar festeja o seu primeiro aniversário e fá-lo com todos os leitores nesta semana aberta especial.
Quando o Zé Freitas me convidou para este projecto eu andava pelo Sinaleiro, o meu blog pessoal, depois de cinco anos dividido por vários blogues. Nem pensei duas vezes. Eu sentia que este projecto tinha tudo para dar certo. E deu. Entretanto muitos mais chegaram.
Há tempos perguntaram-me qual o segredo do sucesso do Aventar. Simples: a diversidade. Temos por cá gente de esquerda, de direita, do centro, das extremas, católicos, judeus, agnósticos, ateus e muçulmanos. Gente do Algarve ao Minho, passando pelo Interior profundo. Convivem portistas com benfiquistas e sportinguistas, adeptos do belenense e da briosa e malta que detesta futebol. Mulheres e homens, de todas as idades e de gerações tão diversas. Diferentes formas de ver e estar no Mundo.
Francamente, conhecendo eu tão bem a blogosfera e estudando profundamente as Redes Sociais, pelo menos boa parte delas, ainda não encontrei um blog assim, com tal diversidade.
Há blogues melhores? Certamente. Não temos a qualidade do Blasfémias ou do 5Dias, a originalidade do 31 da Armada, a irreverência do 31 da Sarrafada, o mediatismo do Jugular ou do Abrupto, a profundidade do Insurgente ou do AspirinaB, o bom gosto do E Deus Criou a Mulher, a sabedoria do Origem das Espécies, a acutilância do Delito, do Corta-fitas, do Cachimbo ou do Albergue, a dimensão do Arrastão, a especialização do Educação no meu Umbigo ou as audiências do Gatas-qb. Não, não temos mas procuramos, tentamos, esforçamo-nos.
Num ano foram quase 400 mil os que nos visitaram, 900 mil as pageviews, mais de 1000 seguem-nos no Twitter e mais de 2500 no Facebook. São números que falam por si e que muito nos orgulham. É muita fruta. Mas sabem quais são os números que mais nos orgulham? Eu digo-vos: mais de 6300 post e mais de 17 mil comentários. O nosso orgulho!
Somos os “maiores, carago”? Não, mas vamos ser!
Qual é o seu blogue favorito?
Qual é o seu blogue favorito?
Se quer saber, não faça batota, não vá já espreitar as respostas, antes de concluir o exercício.
O presente método de avaliação, combina de modo interessante a matemática com a numerologia.
Comece com calma, passo a passo, e não se iniba de usar uma calculadora:
1º) Escolha o seu número preferido de 1 a 9;
2º) Multiplique por 3;
3º) Some 3 ao resultado;
4º) Multiplique o resultado por 3;
5º) Some os dígitos do resultado;
6º) Memorize o resultado final.
…








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