Os Verdes, gente trabalhadora e virada para o bem comum, quer ajudar o povo Português a viver bem. Dessa forma, entendem estes senhores que devemos ser obrigados a não trabalhar no dia de Carnaval.
Querem Obrigar-nos a Não Trabalhar!
Presidentes de Juntas de Freguesia do Porto atravessaram a ponte ou…
No Público de hoje Menezes é visto como inconsequente.
Não poderia estar mais em desacordo. O sr ex-Presidente de Gaia, candidato a Presidente do outro lado do rio, é completamente consequente.
Ontem, sábado, inaugurou um pavilhão desportivo onde estiveram presentes inúmeros Presidentes de Junta, bem como responsáveis de associações e clubes da cidade.
Pequeno detalhe: os Presidentes e responsáveis eram do Porto.
Pequeno detalhe dois: a inauguração era em Gaia.
Mais consequente que isto…
Gaia com Carnaval e com neve
Passos disse e Menezes nem pensou duas vezes – foi para a neve e deixou a casa entregue ao seu Vice. Choveram as explicações! Com mais ou menos fartura todos perceberam que em Gaia houve um feriado do tamanho da lista de potenciais candidatos ao lugar do Presidente que não vai continuar. Ainda se tentaram construir pontes entre as duas cidades, para ver se poderíamos estar na presença de BUDA+PESTE…
Estamos então num outro ponto – Menezes quer saltar para o Porto, um salto do tamanho da ponte.
Um pincho que Rui Rio não vai dar no sentido inverso.
E por cá?Como é que fica?
Marco António estava na linha da frente, mas preferiu dar um saltinho maior e ir para o governo. O Filipinho, entenda-se, o filho do Sr. Presidente, era o senhor que se seguia – ele, que candidato a deputado visitou escolas públicas em dia exame nacional, distribuindo canetas aos pequenos e promessas aos docentes.
Era… Era, mas não é porque não daria muito jeito uma disputa entre pai e filho pelas margens do Douro.
Sobra uma terceira escolha – será que irá para a neve no próximo Carnaval?
Seria natural num processo de transmissão de poderes tão pouco acertada.
O Carnaval dos contratos colectivos
Disse o ministro da destruição da economia que a culpa de o país não ter cumprido o encerramento da terça-feira de Carnaval é dos contratos colectivos.
Agora percebo a verdadeira intenção da coisa (além de mostrar serviço a uma troika em visita): colocar a contratação colectiva do trabalho na berlinda.
É um velho sonho da concertação social, que por natureza se concerta sempre para o mesmo lado. Num mundo perfeito cada trabalhador é chamado ao patrão, ou aos “recursos humanos”, e metem-lhe umas folhas de papel à frente. Assine aí se faz favor, se não assinar a porta da rua é a serventia da casa, e já agora à saída mande entrar as centenas de candidatos ao seu emprego que estão lá fora à espera.
Mais de um milhão à espera já, têm só falta o resto, ou pelo menos retirar os sindicatos do assunto, que sobre uma comissão de trabalhadores espevitada é muito mais fácil exercer represálias.
Por estas e por outras, onde se lê austeridade, produtividade e flexibilidade deve ler-se trabalho sem direitos e aumento da prepotência e dos lucros, é tudo a mesma coisa.
Exemplar: Carnaval em Gaia
Pode ler-se hoje no Público: “O presidente da Câmara de Gaia, o social-democrata Luís Filipe Menezes, não vai estar hoje na autarquia, apesar de não ter dado tolerância de ponto aos funcionários, ao contrário do que fez Rui Rio no Porto. Menezes está a gozar umas curtas férias na neve.”
Parlamentares do PCP e do BE estão bem uns para os outros
Carnaval nas escolas
As relações laborais são reguladas pelo código do trabalho ou código laboral ou pacote laboral, seja lá o que lhe quiserem chamar. Há também contratos coletivos e no caso dos Professores há um documento - o Estatuto da Carreira Docente – que é uma espécie de contrato coletivo para quem trabalha nas escolas públicas.
Um dos pontos (artigo 91º) refere-se às interrupções letivas, isto é, às paragens previstas no calendário escolar: momentos em que os alunos não têm aulas e que são quase sempre confundidas com férias de professores por quem anda menos atento.
E, para o ano escolar 2011/2012 o calendário escolar é claro – “Interrupção letiva entre 20 e 22 de Fevereiro de 2012, inclusive.” [Ler mais ...]
Volta a Portugal em Blogues: Aviscosidades com Foral

«Estarreja já é primeira!” …não se sabe bem em quê, exactamente; Sempre é melhor que ser terceira pois é uma posição imponente. Quando Estarreja começar a ficar mal pegamos na classificação e viramo-la ao contrário.»
É assim que o blogue regional de Estarreja Aviscosidades com Foral dá as boas-vindas aos internautas portugueses. Um blogue ao qual cheguei por ter citado o Aventar no momentoso caso da presença da Fanny no Carnaval de Estarreja.
Com uma regularidade assinalável, o autor debruça-se sobre os problemas do concelho de forma impagável e tendo como alvo, não raras vezes, a Câmara Municipal. Para mim, que não estava a par da actualidade de Estarreja, foi difícil conter as gargalhadas perante uma escrita mordaz e irónica e com um sentido de humor que não costumo ver com frequência. Recomendo vivamente.
Carnaval
Por JOÃO PINTO
Carnaval é um “conjunto de brincadeiras e festejos que ocorrem nesses dias” ou por “grande divertimento ou festa”. A fazer fé nesta definição, o Entrudo, ao contrário do que se diz nos órgãos de comunicação social, já começou e foi antecipado pelos partidos políticos.
Em vez do tradicional dia de Carnaval, os partidos políticos decidiram que haverá 15 dias de Carnaval. A comunicação social, os sindicatos, o Governo e muitos portugueses não quiseram ficar de fora desta brincadeira. Se correrem bem estes 15 dias, os partidos políticos, acompanhados pelos sindicatos, comunicação social e muitas personalidades importantes da nossa sociedade, prometem continuar a fazer palhaçadas e brincadeiras depois do dia de Carnaval.
Com tantos dias para gozar a verdadeira folia (ainda faltam 15 dias para o dia de Carnaval), como é que alguém pode ter a coragem de pedir mais um dia?
Será que, ao tomar a decisão de não dar tolerância de ponto no dia de Carnaval, o Governo apenas quis dizer “vamos arregaçar as mangas, já brincaram muito este ano”? Será que esta atitude do Governo tem como objetivo principal proibir as palhaçadas em Portugal? Será que os partidos da oposição e os sindicatos consideram que as brincadeiras são um direito adquirido? E a Constituição, será que prevê as palhaçadas?
Será que esta medida é anticonstitucional? Estas perguntas sugerem, em forma de brincadeira, mais umas conversas carnavalescas.
Carnaval, carnaval, carnaval
Depois de anos como assunto oficioso, a parvalheira é agora tema oficial das discussões políticas deste país falido. E quanto custa o pagode? Usando um trabalho do Público sobre o carnaval de 2011, vemos que quatro municípios (Ovar, Mealhada, Torres Vedras e Loulé), só em dinheiro vivo, deram para esse carnaval 950 mil euros, ao qual se somou apoio logístico e humano, este num valor não especificado. Noutro ponto de vista, em ajustes directos entre 2009 e 2011 (detalhes; dados recolhidos com o auxílio do site Despesa Pública), 2,882,505.67 € saíram directos do bolso dos contribuintes para a folia.
Até Parece que o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro São Menos Importantes que a Terça-Feira de Carnaval
Quando o senhor Primeiro Ministro anunciou que não iria haver tolerância de ponto para o funcionalismo público, brinquei com o assunto colocando a canção de Jacques Brel “Ne me quittes pas”.
Nem pão nem circo
Louvo a decisão de Passos Coelho: quem tira o pão em coerência também deve tirar o circo. Agora, e em coerência, espero os veementes protestos da Igreja: o Carnaval é uma festa tão religiosa como o Natal, ambas de origem pagã e a seu tempo adoptadas pelo cristianismo versão Vaticano.
O facto de esta medida apenas atingir a função pública (no privado, porque não se trata de um feriado, cada um sempre fez o que entendeu), tem um toque de crueldade socrática em ritmo de samba. E lá chegaremos ao fim do ano como o país da Europa que mais dias e horas trabalha e menos por isso recebe. Uma combinação perfeita para a festa final: esta gente vai sair vestida de alcatrão e penas, o traje mais que merecido. Vai ser um carnaval.
Ah Carnaval, Ne Me Quitte Pas
NÃO HAVERÁ TOLERÂNCIA DE PONTO NO CARNAVAL, CUSTE O QUE CUSTAR
Ne me quitte pas
Carnaval em Portugal
Mais um ano, mais um Carnaval que na maior parte do país, é estrangeiro, sendo que neste ano, e por causa da crise e das crises, a contenção de despesas tenha obrigado a que sejam muito menos os artistas do outro lado do Atlântico convidados a ‘abrilhantar’ as festas.
Continuam no entanto por aí uns senhores, e uma parte significativa da população, a fazer corsos, à moda do Brasil, com as miúdas nuínhas e tudo, a desfilar debaixo de chuva e cheias de frio, e a tentar dançar samba, despidas com as roupas do Carnaval do Rio.
Até quando?
Por muito bonito que seja, por muito alegre que seja, não é nosso, não é da nossa tradição, não está bem.
Felizmente ainda há por aí umas terras onde se faz o dito à nossa moda, com as nossas tradições a imporem a sua valia. São todavia uma pequena gota no charco da nossa vida.
Mais um ano, mais um Carnaval importado apesar de cada um lhe chamar ‘à moda da sua terra’.
Tenho saudades dos outros tempos. [Ler mais ...]
O Carnaval é sempre que um político quiser
Por mero acaso, o Entrudo coincidiu com mais um festival carnavalesco concebido e protagonizado por notórios elementos da nossa classe política.
Há gente formada em Direito que, obrigatoriamente, sabe que não se elegem Primeiros-Ministros, mas sim deputados para o Parlamento de cuja representatividade partidária votada em maioria sai a formação do Governo. É esta a concepção da nossa Constituição. A mesma que é sempre tão enaltecida a par das conquistas de Abril e do cravo na lapela, mas que depois, tal como a Bíblia, é “interpretada” conforme as conveniências.
O desafio da moção de censura lançado por destacados militantes do PS, além de espelhar desespero de causa patético, configura um insulto à inteligência. Não é o Governo que está sob suspeita, mas sim o seu Chefe que, repito, pode ser perfeitamente substituído nos termos da nossa Constituição.
Tal não acontece porque se vive numa hipócrita fantasia de Carnaval, em que Chefes de Partidos e Chefes de Governo são a mesma pessoa, e se quer convencer que tal não afecta o regular funcionamento do Parlamento. Evidentemente que afecta, pois que cumpre ao Parlamento vigiar e sindicar o Governo, e logo o Chefe de Partido maioritário é o Chefe do Executivo. Além de que, numa situação como a que se vive agora, esta perversão só serve os interesses da dramatização: se cai o Chefe de Governo cai o Chefe de Partido e é o caos! Santíssima Trindade!
Mas o PSD não podia ficar atrás. Mais concretamente, Paulo Rangel, que insiste na ideia que a sua candidatura é sustentada na ruptura. Mas em ruptura com quem? Com a actual Direcção do PSD que apoiou e enalteceu? Ou com a ruptura da unidade do PSD?
Este burlesco momento político que se vive é bem revelador das fragilidades e incongruências da nossa intelectualidade política.
Isto é puro Carnaval: máscaras e fantasias. Mas falta-lhe a graça do samba, pois que por cá o que temos é triste fado.
O rebanho, a família PS, o pregador no deserto e o carnaval
O PS parece preferir a fuga para a frente quando se sente acossado. O ataque é a melhor defesa, postulam os socialistas, esperando encontrar Cavaco encostado ao seu reduto defensivo. Talvez seja esta a forma de desviar as atenções relativamente aos recentes escândalos envolvendo o governo e meios de comunicação social e aos reais problemas do país, como é o caso do desemprego, que atinge, pela primeira vez, os 10%.
Os acionistas da PT, por sua vez, esperam que Granadeiro e Zeinal Bava se expliquem sobre o caso da “alegada” compra da TVI. Para que as atenções não se desviem do caso, contribuem também os trabalhadores da PT, dispostos a tirar a limpo as revelações do Sol sobre o envolvimento da empresa nos planos de controle dos media por parte do governo. Sempre alerta para tirar partido dos momentos de crise está Joe Berardo, nem que seja para ir lançar pequenas provocações e minar o terreno, enquanto no deserto vai pregando Mário Lino, de quem ninguém parece sentir saudades. Mais dia, menos dia, é vê-lo num destes lugares.
O Carnaval ameaça durar 365 dias por ano. Aproveite e faça furor.
Carnaval – o meu sonho brasileiro
O Rodrigo publicou excelente texto pedagógico da história do Carnaval de Torres Vedras. Mera coincidência: na última noite – vá lá saber-se por que razão – sonhei com o Rio de Janeiro e o Carnaval Carioca.
De calção, “t-shirt”, ténis e com um “Swatch” de plástico, baratinho, vi-me a sair de um hotel, na Avenida Atlântida, encaminhando-me para a direita. De súbito, dou comigo no Bar Garota de Ipanema, antigo Bar Veloso, onde algures nos anos 60, Vinicius e Jobim compuseram a mais internacional das canções da MPB, precisamente chamada ‘Garota de Ipanema’ – a musa inspiradora foi Helô Pinheiro, hoje assim conhecida, mas, ao tempo, era a jovem cidadã Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto, descendente de uma família portuguesa, Gonçalves de Menezes.
Com uma ‘caipirinha’ no bucho, a imaginação sonhadora deambulou para o ‘Carnaval Brasileiro’, versão carioca, considerada a mais autêntica e refulgente de todas. Dados históricos revelaram-me que o início Carnaval do Rio remonta a 1846, quando ali emergiu pela primeira vez a figura do ‘Zé Pereira’ e do Entrudo, festa popular portuguesa, então desembarcada na capital de Guanabara.
Até passar algum tempo, entre os dois carnavais – português e brasileiro – as semelhanças tinham algum sentido. Mas no final do Século XIX, a folia brasileira, em termos de conteúdos e formatos, havia de se destacar dos costumes lusos, nomeadamente das características ainda hoje prevalecentes em Torres Vedras.
Independentemente da pobreza sofrida em ambos os azimutes, os prazeres carnavalescos no Rio – e em outras cidades do Brasil – servem para gozar a euforia de viver, com hinos populares à alegria, como ilustra a letra do samba dos anos 40 de Francisco Alves: ‘Com pandeiro ou sem pandeiro / Ê, ê, ê, ê, eu brinco / Com dinheiro ou sem dinheiro / Ê, ê, ê, ê, eu brinco…
Em Torres Vedras, o argumento de fundo é, como acentua o Ricardo, a sátira política. É divertido sim senhor, mas não é a mesma coisa…
O Carnaval de Torres

O Carnaval de Torres Vedras marca a vivência quotidiana das suas gentes. Não só durante a quadra mas ao longo de todo o ano. Diz-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Em Torres, são seis. Seis dias de puro prazer e entretenimento, que só se podem comparar à tradicional Feira de S. Pedro.
É ainda na primeira metade do século XIX que, em contraponto aos festejos de rua, desorganizados e desordeiros, começam a aparecer os bailes públicos nos teatros ou no Casino Lisbonense, destinados a uma burguesia endinheirada.
Ao longo do século XIX, o Carnaval de Lisboa foi definhando, na mesma medida em que nas terras em redor as comemorações da quadra eram cada vez maiores. Foi o caso de Torres Vedras.
A primeira referência à sua comemoração data de 1547, através da queixa de um tal de Jerónimo de Miranda, revoltado pelo facto de uns moços, moradores na vila, terem provocado uma briga, «trazendo rodelas, espadas, paus como costumam o tal dia.» O «tal dia», obviamente, era o dia de Entrudo.
Em finais do século XIX, o Carnaval de Torres Vedras era muito desorganizado, limitando-se a bailes e récitas em colectividades e casas particulares, alguns mascarados pelas ruas e pouco mais. «Como nos anos anteriores, o Carnaval passou-se em completa desanimação, o que não é para admirar. Velho caduco, já não está para grandes coisas», era a tónica dominante dos comentários da imprensa, neste caso publicada em «A Voz de Torres Vedras» de 26 de Fevereiro de 1887.
Mesmo assim, nesse ano e nos que se seguiram, já se notava uma característica que ia marcar estes festejos ao longo de toda a sua história: a sátira política. O costume de «lançar pulhas», por seu lado, serviu muitas vezes como pretexto para as autoridades municipais tentarem «calar» os foliões. Por essa época, o Carnaval de 1908, realizado pouco depois do Regicídio de D. Carlos, foi o mais animado de todos. [Ler mais ...]
O Carnaval de Ovar

O carnaval de Ovar é hoje a maior manifestação cultural da cidade e um dos mais importantes certames do género do país. Realiza-se todos os anos com a presença de milhares de espectadores, vindos de todo o país para assistir «in loco» a um cortejo marcado pela alegria e vivacidade, pela cor e movimento.
Apesar de toda a organização que revela hoje em dia, podendo ser considerado um verdadeiro produto turístico que traz enormes benefícios para o concelho, o carnaval de Ovar começou por ser algo de espontâneo que se realizava todos os anos por vontade da população, que «se lembrava» de sair à rua para se divertir, esquecer as agruras do dia-a-dia e, por uma vez no ano, fingir que era alguém completamente diferente.
«Nesses tempos, diz-que os vareiros – «eles» e «elas» – perdiam alguma vergonha no carnaval. De certo modo assim era, porque até onde a memória nos leva, vemos o carnaval em Ovar como a válvula de escape da loucura que os vareiros domavam dentro de si, durante muito mais de trezentos dias e outras tantas noites – o que é, ainda, mais difícil -, com uma paciência que só a planura do chão- e não a dos costumes – pode justificar… E durante os três dias e as três noites, longas quanto baste, que antecedem a quarta-feira de «cinzas», «eles» e «elas» trocavam entre si as momices que a quadra exigia… e que a moral só permitia nessa quadra.» (A. Hugo Colares Pinto) [Ler mais ...]
Breve história do Carnaval

O termo Entrudo serve para designar o período que antecede a Quaresma e provém da palavra latina introitu – início. Quanto a Carnaval, está relacionado com o abuso da carne (em todos os sentidos) na mesma época do ano.
A comemoração do Entrudo perde-se na poeira dos tempos. Antes ainda do nascimento de Cristo, estava relacionada com os cultos da fertilidade, no início da Primavera. Era o regresso da luz e da abundância que então se comemorava. Os egípcios dedicavam a festa a Isis e a Apis, os atenienses dedicavam as suas «festas de Bacanais» a Dionísio, os Romanos a Saturno, protector da agricultura e das sementeiras.
Em 340, o Papa Júlio I autorizou que, em Milão, os cristãos pudessem despedir-se em grande dos prazeres da carne antes da Quaresma. Daí os excessos que se começaram a cometer no Carnaval a partir daí em países de forte tradição católica. Foi a forma encontrada pela Igreja, segundo algumas versões, de se apropriar de todo o simbolismo popular.
«Segundo uma lenda popular recolhida no concelho de Torres Vedras, existia no tempo de Cristo um santo que gostava muito de carne, chamado de Santo Entrudo, fazendo grandes festas com muitos convidados, onde só se comia carne. Quem não estava contente com essa situação eram os pescadores, que não vendiam o seu peixe e foram queixar-se a Jesus Cristo, que então definiu os dias em que se podia comer carne, dançar e fazer festas, e marcou a época para os pescadores, a quaresma, durante a qual não se podia comer carne, nem dançar ou fazer festas.» (Jornal Área, 4 de Março de 1980, in Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)
A moda das máscaras e dos cortejos de rua iniciou-se durante o Renascimento, na Itália dos séculos XV e XVI. Incomparável, em relação a todos os outros, era o Carnaval de Veneza. Um Carnaval que é hoje sinónimo de charme e de classe, mas que na época significava libertinagem sem limites. No resto da Europa, a quadra também se comemorava, mas de forma mais pobre e mais espontânea. [Ler mais ...]
É domingo, é carnaval…
…vá passear.
Divirta-se.
Apanhe sol.
Vá brincar antes que alguém leve a mal…
















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