Acordo ortográfico: a displicência dos professores

A classe docente vive embrutecida, especialmente desde o consulado de Maria de Lurdes Rodrigues. Devido a uma quantidade brutal de medidas lesivas da Educação e da sua condição profissional, os professores quase se limitam a reagir e a fugir em frente, ficando privados de tempo para pensar, actividade que deve constituir, evidentemente, o cerne da profissão. Assim, sabemos que há, por exemplo, demasiados professores que estarão, neste momento, angustiados face a vários factores que vieram criar uma instabilidade profissional injustificada, entre muitos outros problemas. [Ler mais ...]

Sinistra Destra 15 Jan 10: os blogues que eu leio são melhores que os teus

o clima da discussão

Há aqui um perigo, que ninguém parece compreender (sem ser eu, naturalmente): o carácter da discussão sobre as alterações climáticas tem-se aproximado do carácter da discussão entre o criacionismo e o darwinismo (esta última uma discussão que, de facto, não existe, mas adiante). E se, dada a natureza ideológica intrínseca à questão, a culpa da total estupidificação dos debates sobre o aquecimento global pertence aos dois campos, a responsabilidade da sua geminação à natureza do debate criacionismo-darwinismo pertence unicamente à Direita.

maradona – a causa foi modificada

divisórias

Divido as mulheres entre as que arranjam as cutículas das unhas e as que não o fazem. Divido os amigos dos meus filhos entre os que me tratam pelo nome e aqueles que me reduzem à “mãe do João”. Desprezo o segundo grupo. Divido os homens entre os que usam botões de punho e os que não os usam. Por aí fora.

Vem a conversa, parva e inconsequente, a propósito da morte do Eric Rohmer. Divido também o mundo entre as pessoas que acham que “Os amores de Astrea e Celadon”é uma obra prima do cinema europeu e aqueles que acham que o filme é uma merda. Para mim, o dito filme ultrapassa o significado corriqueiro que atribuímos à palavra merda. É um autêntico fecaloma. Um pesadelo. E mais não digo.
Ana Cássia Ribeiro – Ana de Amesterdam

alterne

António Vitorino, chichisbéu, engatatão, dom-joanesco pilrete socialista, um docinho, empandeirava com a maioria absoluta, boquejando para os jornalistas: “habituem-se!”. Quatro anos volvidos, chuchando uma minoria no Parlamento, bradeja “ó tio, ó tio”, presidente da República alforria-nos da oposição da Oposição que entaipou a “governabilidade”. Pedíssequo do Governo nos meios de comunicação, não abre a boca para sandejar, noutra revista à portuguesa, ele diria, como Laura Alves, “aguenta que é serviço”, pois o presidente é de outra “família política”, mas naquela em cartaz, Vitorino está amodernado. Numa democracia bi-partidária civilizada, o poder alterna-se, e nas casas de alterne – instituições, assembleias ou fóruns políticos – as diferenças não são ideológicas, são “gajológicas”. O balde é o mesmo, a substância fecal, a mesma, o que muda são os gajos, são diferentes, o resto é igual.

Táxi Pluvioso, Pratinho de Couratos

manteiga

Deviam achar que sou uma torrada e barraram-me à entrada duma discoteca.

juvenal, o anormal, o melhor blog do universo