Retrato de um mundo de desigualdade extrema

Raoul Vaneigem

«Como pudemos chegar a esta fúria económica que remete o planeta para a avidez financeira, não tolerando rasto de vida que não mereça ser sacrificado no altar do lucro, pilhando os recursos humanos, animais, vegetais e minerais, com uma raiva lucrativa que é a própria essência do niilismo e do terrorismo?

O poder do dinheiro e o dinheiro do poder sempre foram inseparáveis. A loucura do dinheiro e do poder desenfreado caminham lado a lado, fustigados pela avidez ascética e pelos prazeres reduzidos aos dejectos da carência afectiva. No seu rasto, o dinheiro sempre atraiu o sangue, a corrupção, a violência. Os privilégios exorbitantes que lhes são doravante consentidos, acrescentam o ridículo ao odioso.

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184450000

Em euros, o valor do plantel do Sport Lisboa e Benfica.

386750000 é o valor do Chelsea.

São mais de duzentos os milhões que separam as duas equipas e o Chelsea tem um onze inicial com um valor médio de 35 milhões e o SPORT LISBOA E BENFICA um valor médio inferior a 17 milhões.

O Chelsea é o campeão europeu em título e o SPORT LISBOA E BENFICA ganhou um título semelhante há 51 anos, precisamente na Holanda.

O Chelsea pode ir ao Real Madrid buscar o melhor treinador do mundo e o SPORT LISBOA E BENFICA tem o Jorge Jesus.

Eles conseguiram cá vir buscar o David Luíz e o Ramirez, dando em troca dinheiro e, à época, um cromo – o Matic.

O Chelsea pode vir ao BENFICA comprar quem quiser e o BENFICA pode ir ao Chelsea buscar quem eles já não quiserem.

Seria um clássico da bola referir frases do tipo “David contra Golias”, “São onze contra onze” e tal…

Mas, no futebol, ganha mais quem tem mais dinheiro. Sempre. Ou quase. Tem sido assim em Portugal, tem sido assim na Europa.

Só a cegueira de adepto me permite ter a certeza que hoje, contra a Ditadura do Capitalismo, o pobre, de Vermelho, vai ganhar ao, Rico e Monárquico, equipado de azul.

Acreditem!

Dar sangue não é um negócio

Dar sangue é um acto fantástico – um daqueles em que o dador recebe muito mais do que aquilo que dá.sangue

Resolvemos, por cá, organizar uma dádiva benévola de sangue e temos duas intenções claras, que justificam esta excepção de trazer para o Aventar coisas pessoais:

- recolher sangue e com isso contribuir, nem que seja com uma gota, para as necessidades hospitalares permanentes.

- formar futuros dadores, contribuindo para a dimensão cívica das crianças e jovens.

Mas, há um motivo maior: [Read more...]

Se não és Mulher

Devotos-hindus-realizam-rituais-matinais-as-margens-do-rio-ganges-no-primeiro-dia-do-festival-navratri-em-allahabad-na-indiaAbdica. Parte à aventura de não carecer de nada senão de ar, água e luz, música, para sobretudo desistir da ideia, da posse, da necessidade, do sonho, chamado dinheiro. Cumpre o teu Ganges, mergulhando nu no teu Nada, dia após dia. Contempla o sol crepuscular equatorial que se vê em África de nunca mais pesares no teu orçamento familiar. Todas as necessidades do teu agregado familiar são legítimas e supridas na medida em que não tenhas necessidades e não existas para a sociedade de consumo. Anula-te.

Parte para o País interior em que nenhum Relvas tenha o poder de te fazer franzir o sobrolho, muito menos Oli Rehn ou Draghi ou António Costa, na sua fidelidade omertàlhística ao áureo exilado. Não precisas de dinheiro. Nem de cartões de espécie nenhuma. Não para ter Alegria. Temos de morrer e temos, abdiquemos portanto do exercício falhado da argúcia que por exemplo transborda arrogante e mimada de Henrique Raposo, e aceitemos que nos ajustem segundo o irracional ultrapassar de limites com que nos ajustam, múmias sob cruciantes dúvidas que jamais serão saciadas, pois na pátria do cada qual por si, nenhum Nós interessa realmente. Se não és Mulher, não Sejas! Não anseies. Não busques.  [Read more...]

Greve ao dinheiro

Raphael Fellmer, alemão, sem profissão definida, 29 anos, casado e pai da bebé (na foto).

Decidiu fazer greve ao dinheiro e vive sem ele quase há 3 anos.

Dá palestras sobre greve ao dinheiro e sustentabilidade.

Já não é o primeiro.

A Cristiano Ronaldo só falta ser humano

 A capa da revista 2 do jornal Público de hoje é «A tristeza de Cristiano». É a tradução dum artigo do jornalista do El País, John Calin.

Não basta a CR ser rico, giro e um grande jogador…

O dinheiro não traz felicidade, o dinheiro não é tudo, etc., são expressões que fazem todo o sentido aplicadas ao jogador que se “arrisca a ficar alheado da realidade (…) precisa de alguém que iniba a egolatria”.

São muitos os que enganam o rapaz: «Lembra-te que és deus!».

Maradona também era um deus e … a história é conhecida: drogas.

Digam-lhe a verdade: «CR, és apenas humano!»

E ser humano tem muito que se lhe diga!!! É, por exemplo, sentirmo-nos derrubados, sem força para nos levantarmos do «relvado» da vida.

Hoje dá na net: A Ascensão do Dinheiro

A Ascensão do Dinheiro é baseado no décimo livro do professor de Harvard, Niall Ferguson, publicado em 2008, onde ele procura explicar a história financeira do mundo, explorando a forma como o nosso complexo sistema financeiro global evoluiu ao longo dos séculos, como o dinheiro moldou o curso das relações humanas e como a mecânica deste sistema económico funciona para criar uma aparente riqueza sem limites.

Legendado em Português.

Esta é uma série em 6 episódios, pode encontrar os links para os episódios seguintes a seguir ao corte.

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Responsáveis Devem Ser Despedidos De Imediato

Lusoponte Gerida Por Vigaristas
O Primeiro ministro disse que os tipos até nem tinham recebido indevidamente os dinheiros das portagens. O Secretário de Estado veio a terreiro dizer que afinal a Lusoponte tinha recebido o dinheiro, e a Lusoponte confirmou-o.
Várias questões se me colocam a partir deste momento.
Até 2010 porque é que os utentes da ponte vermelha de Lisboa não pagavam portagem no mês de Agosto?
Porque raio é que a Lusoponte recebia dinheiro compensatório pelas portagens não pagas pelos utentes da ponte sobre o rio Tejo, dinheiro esse que era pago por todos os contribuintes?
Se essas benesses acabaram no ano de 2011, porque é que pagaram indevidamente à Lusoponte?
Se essas benesses acabaram em 2011, porque é que a Lusoponte aceitou um dinheiro que lhe não era devido.
Se por erro pagaram à Lusoponte dinheiro que não deveria ter sido pago, porque é que o Primeiro Ministro não sabia?
Se o Primeiro Ministro não sabia, quem é que lhe não disse?
Não seria o Secretário de Estado dos Transportes quem deveria ter informado o Primeiro Ministro?
Se o Secretário de Estado dos Transportes e o/os responsáveis da Lusoponte cometeram tamanho erro e se “fecharam em copas” dando agora uma imagem de incompetência e falta de seriedade, até de vigarice, porque raio é que ainda andam por aí a receber o ordenado a que já não deveriam ter direito?
Se é assim, porque é que os responsáveis da oposição, com o seu oportunismo constante e selvagem, não chamam os vigaristas e os incompetentes pelo seu nome, em vez de “chagarem” o Primeiro Ministro?
O homem, coitado, já tem tanto com que se preocupar…

O Senhor Presidente é que nos Entende

 ASSIM NÃO DÁ, PORRA!
A GUITA NÃO CHEGA PARA AS DESPESAS
O senhor Presidente da nossa República, anda preocupado com a nossa vida.
Ele sabe o quanto custa viver com pouco dinheiro, ele que pouco mais tem que dez mil euros por mês e a sua amantíssima esposa não ganha mais que oitocentos, e os sacrifícios e malabarismos que é necessário fazer para que o magro vencimento chegue até ao fim do mês.
Estou consigo, senhor Presidente. Não fora as minhas despesas, que ultrapassam em muito o que tenho disponível mensalmente, o que faz com que, como o senhor, tenha de ir buscar todos os meses algum dinheiro do que andei a poupar durante muitos anos, e pode ter a certeza de que seria eu um dos primeiros a ajudá-lo com alguma coisita.
Nunca se esqueça de nós, senhor Presidente, e obrigado pela solidariedade.

Botas com Biqueiras de Aço, por Causa de Uma Segurança Insegura

GNR, PSP E PJ SEM DINHEIRO
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Diz-se por aí à boca cheia que no nosso País a segurança é muito insegura, que antigamente é que era, que agora há medo de sair à noite, que não se vêm polícias na rua, que a GNR, a PSP e a PJ nada fazem para nos ajudar, etc., etc., etc..
De facto tudo isto é verdade, ou pelo menos parece verdade.
O dinheiro para o pão, para a educação, para a saúde e para segurança, que em primeira análise deveria ser assegurado pelo Estado, foi durante anos e anos esbanjado por ele, e agora não há.
Bem, não há, é uma forma de dizer. Haver há, [Read more...]

Não Nos Deixam Em Paz, O Melhor Será Mudar Alguma Coisa Por Aqui

Não há maneira de nos deixarem sossegados.
Toda a gente sabe que vivemos na corda bamba, com o dinheiro com que vivemos a não ser o nosso, e a pagarmos juros usurários por ele. Claro que se os juros estão assim altos, a culpa só nos pode ser assacada, mas isso não convém dizer, ou ainda nos acontece o mesmo que nos países de língua árabe.
Ora por falar neles, olho para o preço do petróleo e vejo que continua a subir. Hoje de manhã, o Brent já ia nos cento e três dólares o barril. Desta vez por culpa da Líbia do senhor coronel. Ora se o preço dos nossos combustíveis já era muito alto e os nossos vencimentos muito baixos, agora com os nossos vencimentos a baixar cinco, dez e mais por cento, lá vão eles voltar a subir o preço da gasolina e a do gasóleo. Que vai ser de nós? [Read more...]

Olha, Ide Gozar Com …

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GOVERNO NÃO SÓ NÃO POUPA COMO AINDA GASTA MAIS

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Eu sei que a crise é para todos e de todos os Portugueses. Sei-o eu e mais nove milhões de entre os meus compatriotas. Todos nós, estes muitos milhões, cortamos nas despesas, entregamos mais dinheiro ao Estado, vivemos preocupados com a falta de recursos do nosso governo, e aceitamos mais uma catrefada de sacrifícios que nos são pedidos ou mesmo impostos pelos governantes (nem dou exemplos, tantos são eles).
Depois, lemos os jornais e ouvimos as rádios e as televisões, e descobrimos que a crise é mesmo uma coisa séria. Tão séria e tão grande que nem dinheiro há para comprar o que já foi prometido há alguns anos, como por exemplo dotar os Bombeiros de mais e melhores meios para combater os fogos que lavram em todo o País, ou para comprar mais máquinas de desencarceramento para acudir às pessoas que ficam presas dentro dos automóveis em que seguiam no momento em que tiveram um qualquer acidente nas nossas estradas.
Convenhamos que é mau para todos, esta crise.
Mas agora, descobrimos que no ano passado o governo que nos (des)governa poupou dinheiro. Pelo que se houve dizer, até poupou muito, apesar de ter comprado umas quantas centenas de carros novos para os seus ministros e deputados e companheiros e amigos, esquecendo-se de comprar umas duziazitas de carros de combate a incêndios ou mais um ou outros avião ou helicóptero para o mesmo efeito, ou mesmo ter mandado limpar as matas que são de todos nós. Mas poupou, e isso é uma coisa boa.
E como uma coisa boa nunca vem só, resolveu, o governo, gastar este ano mais dinheiro do que poderia ou estaria autorizado pelo orçamento. Esse, o dinheiro que poupou no ano que passou.
Os burros dos Portugueses ainda pensaram que esse dinheiro ia ser utilizado para as tais coisitas que são mesmo muito precisas e das quais já falei antes, mas não, o dinheirito poupado, os 546 milhões de euros, sim quinhentos e quarenta e seis milhões de euros, vão, ou foram para serviços que dependem directamente dos serviços dos senhores ministros, quase cem milhões, e o restante para as despesas de institutos públicos.
E se fossem gozar com…. a mãezinha deles?
Começo a pensar que a data de 9 de Setembro peca por tardia.
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Quem não berra não come

Os fundos comunitários desviados das regiões mais pobres para Lisboa já ultrapassam 154 milhões de euros, o suficiente para construir três centros materno-infantis no Porto. Foi um aumento de seis milhões em meio ano, tendo o ritmo de aprovações abrandado.

In Jornal de Notícias

A isto não se chama desvio, concentração, opções políticas ou estratégicas. Nem sequer se chama ‘país a duas velocidades’. Chama-se uma vergonha!

Cada vez me convenço que, no seu jeito truculento, Alberto João Jardim tem razão. Quem não grita, quem não berra ou ameaça não come.

O cemitério do Freeport recomeça amanhã…

Com  índicios de corrupção, amanhã o Ministério Público tem que tomar uma decisão. Acusa ou arquiva!

Ao que sabemos (os faxes, o vídeo, as conversas sobre envelopes…) acrescentam-se os depósitos bancários em notas, muitos milhares de euros em várias contas de vários titulares, todos ligados ao processo. Em dinheiro, em notas, todos deram uma boa explicação, negócios, partilhas, mas a conclusão a que se chegou é que todos depositaram mais dinheiro nas respectivas contas que o que declararam às finanças.

Crime fiscal? Amanhã com a acusação, se a houver, vamos saber as bases da pronúncia, se a decisão for o arquivamento, vamos ter tudo eacarrapachado nos jornais. Bem sabemos que a prova em tribunal não se compadece com “intuições”, mas as notícias, vão ter títulos a “preceito”, deixar dúvidas no ar, e desenvolver o processo por muitos dias a tal ponto que quando se chegar ao fim, cada um de nós vai ficar com uma “impressão”.

Agora uma coisa é certa, um cemitério tem muito menos vida que um freeshop, apoquenta muito menos as avezinhas , e não atormenta os sapais e, no entanto, foi chumbado.

Até os mortos se viraram com aquela aprovação!

A Democracia do “Money"

De debates do conceito de democracia, está a História cheia. Desde Sócrates, o autêntico, a filósofos, políticos e ideólogos da actualidade. O dinheiro, em abundância e embora ganho por métodos desrespeitosos da ética, transformou-se em valor supremo das sociedades actuais. As elites vivem na luta obsessiva pela expansão de fortunas, à custa da desigualdade e da transgressão, naturalmente perversas, de direitos básicos de milhões de seres humanos.

Dos EUA à China, da Europa à Índia, do Japão a África, o desenfreado domínio material de poucos dizima a dignidade de milhões. Contraditoriamente, e a crise financeira mundial tornou o fenómeno transparente, o materialismo converteu-se na prática de multimilionários e acólitos que, em exibições falaciosas, se fazem passar por interpretes de inspiração metafísica. São os actores dessa comédia divina e providencial, o neo-liberalismo.

Portugal, país frágil e mal governado há muito, caiu inevitavelmente nessa rede selectiva, cuja malha é apropriada para engrossar o exército dos pobres. Segundo o Eurostat, o nosso País é o 9.º mais pobre da UE, considerando que, em média, o PIB ‘per capita’ – sempre o terrível PIB! – é apenas 78% da média dos 27 países da dita União (?). No topo da lista está o Luxemburgo, com 268%, o que ratifica o efectivo fosso de desigualdade – o Luxemburgo, onde vivem milhares de portugueses, é uma praça financeira povoada de ‘paraísos fiscais’.

O referido país é, pois, o paradigma do ‘Governo do Bancos’, título de Serge Halimi no EDITORIAL – Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa. Em lúcida análise, o autor refere vários males: entre eles, a perversidade do sistema financeiro internacional, assim como os antigos ‘apparatchicks’ soviéticos metamorfoseados em oligarcas industriais e os patrões chineses que ocupam um lugar destacado no Partido Comunista.

Enfim, a ‘idade do dinheiro’, já havia sido retratada através da frase ‘Money makes the World Go Around’, no filme ‘Cabaret’, com Liza Minnelli.

Os Irlandeses não estranham voltar a ser pobres…

“Comprámos os vossos BMW e máquinas de lavar roupa Miele, mas foi com o vosso dinheiro.” A Alemanha é um dos maiores financeiros da Irlanda. Os bancos irlandeses devem actualmente 127.000 M €. Isto é mais que o PIB

da Irlanda. “E sejamos francos: o vosso dinheiro vocês nunca mais verão de volta”

David McWilliams*, 43, o mais popular economista da Irlanda falando a um jornalista alemão em WELT ONLINE.

Não vou traduzir o artigo alemão de “WELT ONLINE” que relata a vidas do irlandeses depois de introdução das drásticas medidas de austeridade (Parece que eles estão a reagir bem, impondo-se a ideia de que eles que “sempre foram pobres” quiseram uma vez na vida “sentir como é ser rico” e estão dispostos a pagar o preço pela tal sensação).

Aqui apenas quero demonstar o que nos sistemas sociais  contecesse quando viradas às avessas como a actual UE: quem manda vir tem que pagar. No presente caso e outros foi a Alemanha, uma das principais protagonistas da estratégia errada da UE, que “mandou vir”. Mas como todos os outros também “mandaram vir”, não só os avultados créditos da Alemanha voaram. Assim, o meu filho há tempos me contou tudo indignado que Portugal teve que transferir fundos de ajuda económica à riquíssima Angola para esta se dignar de saldar uma divida que tinha aberta com a – salvo erro – Soares da Costa.

Rolf Damher

* Já há 10 anos o economista mais conhecido da Irlanda vaticinou a bancarrota do mercado imobiliário. Na altura, os colegas o rotularam de fantasista.

http://www.welt.de/wirtschaft/article7925754

O Aventar na alta finança!

A agiotagem espreita, eles sabem que no Aventar “pilim” é a única coisa que falta, o resto temos para dar e vender. E reparem no fino recorte técnico da proposta. Claro que para nós só  interessa a “faixa” dos 100 milhões…

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Sobe, sobe, IVA sobe !

E sobe mesmo, começou nos 1%, passou a 1.5% passou nos 2% e quedou-se nos 1% !

Como temos a garantia, mil vezes repetida, que os impostos não vão subir, só pode ser que o nosso primeiro tenha descoberto que aumentar o IVA não tem qualquer influência nos bolsos dos contribuintes por os preços não terem aumentado no último ano. É uma espécie de arredondamento para o “preço normal”.

Depois o IVA apanha todos por tabela, é o mais simples e o mais fácil de implementar, um dia depois já há dinheiro, sem mudanças na máquina e sem trabalho. Claro que isto vai ter uma grande influência negativa nas empresas (pagam sem primeiro receber a começar pelo Estado caloteiro, que recebe o IVA de operações que ainda não pagou) isto a acrescentar às enormes dificuldades de tesouraria e do aperto do crédito bancário.

As medidas tomada no PEC (Programa de Empobrecimento em Curso) não têm outro objectivo que não seja arrecadar mais dinheiro e tirar dinheiro dos bolsos de quem ganha menos e vive pior, não tem medidas de relançamento da economia. A isto chama-se empobrecer por vários anos, vamos todos viver pior! Há dez anos que é este o “fado socialista”, não crescemos, tornamo-nos num país mais injusto, mais desigual e mais pobre!

Desde Guterres que é assim! A última vez que convergimos com a UE foi com Cavaco Silva. A partir daí só divergimos, e estas medidas vão contribuir para  emperrar ainda mais a criação de riqueza.

Pois é, a “esperançosa” palavra “socialismo” devia doer na boca destes crápulas mentirosos e indecentemente liberais!

A vantagem de não ter dinheiro

Costuma dizer-se que quem não tem dinheiro não tem vícios, e é bem verdade. Da mesma forma, políticos insensatos, sem dinheiro não o gastam mal gasto. Não deixa de ser uma vantagem!

Depois da humilhação de vir cá ao país o Presidente do BCE dar uns açoites a quem nos governa, as certezas do animal feroz que, contra todas as evidências, queria gastar mais e mais dinheiro em obras faraónicas de duvidosa utilidade, congelaram.

Entretanto, numa daquelas sondagens que dizem o que é preciso, por isso o melhor mesmo é não dar grande crédito, o PSD passou o PS nas intenções de voto. Não sei se passou, mas terem-se movido já é um péssimo sinal para Sócrates.

O aumento de impostos vem a caminho como era fatal, pese embora o primeiro ministro ainda a semana passada garantir que não constava no PEC o aumento dos impostos e, que por isso, “senhora deputada, vê no nosso programa o aumento de impostos?” Não via mas uma semana depois passou a ver.

O 13º mês deve ir à vida e o 14º tambem embora escondam o jogo até poderem. Quem não aguenta com a taxação são as mais-valias em bolsa, essas é que não, o dinheiro foge (para as off shores?) talvez metade de 20% enquanto o povo que trabalha e as empresas que criam emprego levam com mais do dobro.

Tudo socialista, tudo a bem da nação, gritam agora os responsáveis da miséria em que estamos, vamos dar as mãos, qual violino a assobiar baixinho…

E a malta vai na música…

Obras Públicas : veio cá um senhor da UE!

Fatal como o destino, o que tem que ser tem muita força, o bom senso prevalece, dinheiro só no “totta”, o Presidente do BCE esteve cá ontem a deixar uns recados ao “animal feroz” e tudo lhe cai pelas pernas abaixo.

Não há megaprojectos, quem não tem dinheiro não tem vícios, felizmente que não haver dinheiro tem esta grande vantagem, não se estraga, não se gasta mal gasto. Para não perder a face adjudicou hoje um troço que, sem a ponte e os demais troços já congelados não serve para nada, vai ter que ficar à espera para estar operacional, mas enfim o pobre do “estadista” tambem não precisa de ser humilhado.

Um pesadelo a chegar ao fim ! Que dirão disto os “defensores do interesse nacional” que tão desinteressadamente se bateram pelas grandes obras públicas?

Off shores a 5%

Já sabe só paga impostos porque quer. Quem sacou a massa e a escondeu nos off-shores agora pode lá ir buscá-la, lavá-la e investi-la. Paga 5% !

Quem tem lucros nas empresas e os mostrou, clarinhos como a água doce, paga 25%! E a pergunta é: se você tivesse muita massa num off-shore, escondido, sem possibilidade de lhe mexer, ou para lhe mexer ter que pagar por baixo e por cima comissões e silêncios, não pagaria 25% para ter o dinheirinho de volta?

Feita à medida para  resolver a “Operação Furacão” a tal que envolve grandes e importantes empresas, e que, como se vê , passou num ápice de um caso de prisão para um caso de receita para o Estado.

A iamginação é um instrumento poderoso na governação dos Estados modernos…

Beijos na boca

Uma história rápida mas com piada passada aqui há anos com a ponte da Figueira da Foz, projectada pelo Prof. Edgar Cardoso, teve um deslizamento de terras, muito dinheiro para colocar a coisa no sítio certo. Perante esta denúncia o então secretário de Estado das Obras Públicas respondeu qualquer coisa como:” o meu querido prof. não recebe lições de ninguem e este deslizamento até é bom porque vai dar trabalho a muita gente”. Enfim, trabalhar para aquecer tambem cria postos de trabalho…

Foi do que me lembrei quando vi aquela maravilhosa conferência de imprensa, com Sócrates e Jardim aos beijos na boca, atira-se com a Lei das Finanças Locais para a ribeira ( pode ser para as do Funchal…) acaba em nada, ou melhor, desaparece no mar, quem quer saber da maldita Lei que só travava o desenvolvimento, Deus é grande, manda uma enxurrada e o que estava certo deixou de estar, isto agora torna a ser uma farturinha.

Não está aqui em causa a necessidade imperiosa de socorrer as pessoas e bens, mas em vez desta festa de “alívio”( o dinheiro vem aí outra vez) seria essencial que o trabalho de Planeamento e Urbanismo fosse encarado seriamente de uma vez ; que se transmitisse a ideia que esta tragédia tem responsáveis; que o modelo de desenvolvimento da Madeira fosse revisto e modificado de cima abaixo ; que não se continue o atentado de lesa- Porto Santo ; que o dinheiro deverá ser aplicado responsavelmente a bem das populações e não ao serviço da máquina de betão e dos amigos que vendiam retretes e que agora têm uma dezena de empresas todas a fazerem negócios com o governo regional; que ver o primeiro ministro e o chefe do governo regional com olhos de carneiro mal morto é um péssimo sinal!

Com beijos tão mal amanhados nenhum deles vai perceber que cheira mal da boca !

Pensamentos IX e X

IX

Quem canta seus males espanta.

Mas se cantares mal, espantas também os teus bens.


X

Utiliza bem o dinheiro que tens.

Compra tempo.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Os custos das contas, o Conselho de Estado e o cantando e rindo

Depois das eleições e das manobras do Orçamento do Estado, começam a aparecer as facturas de sucessivas incompetências e mentiras: a bolsa portuguesa caiu a pique por reacção às contas públicas.

Por cá há quem esqueça que se pode enganar muita gente ao mesmo tempo, mas não se engana toda a gente. E enganar os de fora é mais complicado, e os custos sobem, tal como os juros, e nem os parceiros perdoam.

Por cá temos teatro institucional, representado em nobres palcos, como o do Conselho de Estado. A preocupação da elite da República não está na dívida pública e nos seus asfixiantes custos, nas quedas de encomendas ou nos perigosos sinais de asfixia da liberdade de expressão. Nada disso. É  antes com uma crise de ameaças provocada por quem não parece querer governar aquilo que ajudou a criar.

Podiam, já agora, debater o estado do tempo, que, também, merece cuidados, a pôr o país em alerta.

Certo é que o melodrama vai continuar, por outros palcos, qual trupe itinerante, porque é necessário reforçar o circo quando escasseia o pão. Ainda que se dê ares que dinheiro não é problema.

A felicidade

Meus amigos:
Os meus amigos e a nossa Carla em particular põem-me cada questão que eu fico sempre naquela…que o mesmo é dizer: é melhor ficar calado. E é, é melhor ficar calado, porque há assuntos em que nos perdemos sempre que neles nos aventuramos a entrar. A felicidade…sei lá eu o que é a felicidade! Sabe lá a Carla o que é a felicidade! sabemos lá nós o que  é a felicidade! A felicidade do meu organismo, ou seja do meu ser global, porque eu não aceito qualquer dualidade corpo-espírito, é aquilo a que chamamos a homeostasia, isto é, a sintonia de todos os fenómenos que em mim se processam. Se há um desequilíbrio, grande ou pequeno,  em toda a constelação de vivências da minha harmonia, há um grito de alarme, mais estridente ou menos estridente. Se eu tenho dor, dita física ou dita psíquica, essa dor é um sinal ou um alarme acusando que a sintonia está perturbada. E a felicidade é a sintonia do meu ser. A felicidade é a ausência do sentimento da dor, dor como sentimento de desequilíbrio, seja ele qual for. Portanto, no seio de tão complexa textura, dizer que a felicidade está no dinheiro ou na carteira vazia, no carro topo de gama ou no andar a pé, no poder ou no desprendimento, no hotel cinco estrelas ou na casa de campo em que a Carla foi passar o fim de semana com lobos à mistura, na vivência da nossa razão ou na esperança das crenças sobrenaturais é puro disparate. A felicidade possível pode estar ou não estar em qualquer destas circusntâncias, porque ela só está na nossa homeostasia, na ausência de dor, como sentimento de alarme. E a dor tem uma escala incomensurável que abrange, felizmente, todos os seres humanos do mais rico ao mais pobre, do mais pensante ao mais irracional. Graduar a felicidade é, no fundo, mas bem no fundo, como pretender guiar o nosso fluxo neuronal através de três biliões de neurónios.

Dambisa Moyo, a voz que enfrenta Bob Geldof

A “indústria” dos benfeitores crónicos da África lutará com furor para defender os seus interesses criados em muitas décadas. Até se lhe acabar o dinheiro. E depois haverá nova esperança para este continente, com microcréditos e no sentido do meu esboço estratégico New Deal.

Rolf Dohmerer


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O seu nome é Dambisa Moyo, uma jovem economista zambiana que estudou nas Universidades de Harvard e Oxford estando actualmente a trabalhar na Goldman Sachs, um dos maiores Bancos de Investimento do mundo. Ela acaba de publicar um livro intitulado Dead Aid, em contraposição ao Live Aid liderado por Bob Geldof.

Dambisa Moyo defende no seu livro o fim das ajudas financeiras dos países ricos para o continente africano. Esta posição defendida por Dambisa Moyo não é nova pois já foi defendida por outros economistas africanos porém nunca ganhou a notoriedade e o protagonismo mediático, como agora, com esta jovem economista zambiana, considerada recentemente pela “Time Magazine” como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo.

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Sexo, Mentiras e Dinheiro

PORTUGAL, O PAÍS DA MENTIRA

 

 

A mentira, nos Portugueses, tornou-se num modo de vida. Completamente perdidos e sem destino, os habitantes do nosso País, não têm códigos de conduta, não reconhecem os ensinamentos da moral e não têm bons exemplos para seguir. Salvam-se algumas, muito raras, excepções, esquecidas e escondidas do grande público, e totalmente afastadas do conhecimento das gerações mais novas.

A mentira grassa no governo, nos partidos políticos, nas escolas, nas administrações das empresas públicas, nos números do déficit, na propaganda, nas televisões, nas relações entre as pessoas, nas negociatas, na publicidade e no marketing, e em quase todas as vertentes da vida de todos os dias.

Gente sem escrúpulos manda em nós, e sob a capa de uma sociedade progressista, em que todos podem falar e fazer o que bem entenderem uma vez que são livres, e a que pomposamente chamam de democracia, massacram-nos e aos nossos filhos, com mentiras em cima de mentiras, desgraçando o nosso futuro e o das próximas gerações. Cada vez mais se é menos livre de fazer o que se quer e de ir para onde se quiser. Estamos cada vez mais controlados, vigiados e condicionados. Câmaras de filmar, chips e propaganda contínua, rodeiam-nos a todo o momento.

Vive-se para o dinheiro, e associado a ele, para o sexo. Para que  tal assim possa ser, as mentiras vêm em catadupas, e de tanto se propagandearem, transformam-se em verdades incontestadas.

As principais prioridades deste nosso novo governo, passam pelos investimentos públicos que irão afectar economicamente várias gerações, pelo casamento dos homossexuais, pelas aulas sobre sexualidade dadas a crianças por gente sem preparação, e pela conquista dos vários poderes, a qualquer custo, a qualquer preço, e de qualquer maneira.

Quem não é por nós, é contra nós, e com esta máxima, os nossos governantes tranformaram em poucas décadas, a vida Portuguesa numa mentira.

Toda a gente passou, nos últimos anos, a tolerar a falsidade e o embuste, a considerar o sexo como parte integrante e imprescindivel das relações e dos negócios, e a aceitar pagamentos por favores indevidos, de uma forma tal, que tudo começou a ser considerado normal.

A corrupção, o conluio, a associação com fins criminosos, os favores económicos e sexuais, a mentira descarada, a obtenção dos fins a que qualquer um se propõe por qualquer meio, são o pão nosso de cada dia, e o que os Portugueses de todas as idades aprendem. E de tal forma o interiorizaram já, que se entende como regra habitual o proceder-se dessa forma. E, para além disso, também se entende, que quem assim o não fizer, é tonto, estúpido, e não sabe fazer valer os seus direitos.

Assim, desta forma, caminhamos alegremente para um beco sem saída. Ninguém confia ou virá a confiar em nós, e nós não confiamos uns nos outros. Anda um País inteiro a enganar todo um País.

Passamos a ser um Portugal de impostores, de malandros, de corruptos e de mentirosos.

 

Manifesto pelo fim da divisão na carreira III

Boas, se me permite car@ leitor@, vou insistir na minha tese de que não faz sentido haver qualquer divisão na carreira docente. E volto ao tema tendo como ponto de partida o texto do Luís (Trabalho igual, salário igual). Numa resposta a dois tempos:

 

 

Karl Marx

 

E o primeiro comentário vai no sentido de rebater um pré-conceito menos declarado, mas sempre muito presente, contra "O" sindicalista, como se os problemas do nosso país fossem estes e não outros. Sem qualquer tipo de Pré-conceito afirmo que a culpa dos problemas estruturais do nosso país está nas elites dirigentes e não nos trabalhadores. Temos patrões a mais e empresários a menos. Temos gatunos a mais e governantes a menos. Temos uma minoria dirigente interesseira, nada interessada nos interesses da maioria dirigida.

Há sindicalistas conservadores? Com visões do passado? Claro…

 

Mas, quando me dizem que hoje é preciso voltar a jornadas de trabalho de 60h / semana, quando me dizem que talvez seja preciso voltar a trabalhar mais do que oito horas por dia por causa da competitividade… quem é que é reaccionário e conservador?

Será moderno o incompetente Albino Almeida, o pai de todos os pais, vir dizer que quer as creches e escolas das 7h30 às 19h30?

E seria conservador, se por exemplo, exigisse dos empresários um maior apoio aos trabalhadores com filhos em idade escolar, para que estes podessem ajudar os filhos?

 

Nunca na história da humanidade houve tanto dinheiro disponível, nunca como hoje Portugal e os Portgueses foram capazes de gerar tanto dinheiro – porque é que alguns têm que ficar com "ele todo" e outros com nada?

 

Porque é que os lucros de uma empresa, pública ou privada não importa, são para os accionistas na sua totalidade? Porque é que o trabalho é visto como um custo de produção e não como parte essencial ao lucro? Porque é que as empresas não dividem por exemplo, parte dos seus lucros, numa proporção igual, entre accionistas e trabalhadores?

 

Já sei, isto é ser conservador e ter uma visão do passado. O que é moderno é ter gente a ganhar milhões quando temos portugueses a passar fome.

 

Repito – a questão central é mesmo a da distribuição da riqueza.

 

E com isto me perdi no que queria escrever, mas certamente vão ter a paciência de me acompanhar no próximo post…