Em nome da honra…

Bertolt Brecht, esse homem que marcou toda a história do Teatro, escreveu que “uma testa sem rugas é sinal de indiferença”.

A cada dia que passa, nasce-nos uma e não é da idade… Vamos ficando velhos antes do tempo, à custa de tanta injustiça e indignação.

Uma semana após o Dia da Mullher verifico, mais uma vez, que esta comemoração não tem o mesmo significado em todos os lugares, que a mulher ainda sofre imenso, que há países em que é ainda a desgraçada, a «culpada» e a «pecadora». Ainda somos o elo mais fraco. Dois dias depois do habitual «Jantar da Mulher» e das tradicionais mensagens e lembranças trocadas em todo o mundo, uma jovem marroquina suicida-se, desesperada com os maus tratos de que era alvo por parte do marido que a havia violado antes do casamento. Um casamento forçado pela tradição, por um juíz e pelos próprios pais! Depois de meses a sofrer nas mãos sujas desse que lhe deram como «marido», e após ver recusado o seu pedido ao pai para voltar a casa, a menina de 16 anos, Amina El Falili - mata-se com remédio dos ratos. [Ler mais ...]

O saber das crianças. Ensaio de antropologia da educação.

Crianças

.Crianças estudam baixo as árvores de Kongolote.

Kongolothe é um bairro da cidade e município moçambicano de Matola

Fonte: Monitoria e Avaliação da Estratégia de Redução da Pobreza (PARPA) de Moçambique 2006-2008, fotografado em 26 de Agosto de 2009

 O SABER DAS CRIANÇAS. ENSAIO DE ANTROPOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Texto baseado na minha investigação, na obra de Boris Cyrulnik [1]e outros atores. Dados retirados de trabalho de campo ou etnografia, do convívio com as pessoas, para os subsumir depois a teoria dos antropólogos ou etnologia, comparando factos com hipóteses a teoria Etologia Humana, como a entende Cyrulnik

Levanta-te e anda, Portugal

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Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.

É A FRASE QUE REFERE O EVANGELISTA MATEUS, CONHECIDO ENTRE MEMBROS DA CULTURA CRISTÃ, NO SEU TEXTO DO SÉC. I, CAPÍTULO IX, VERSÍCULO 5. ERA UM PARALÍTICO, CUSTAVA-LHE A ANDAR E O SEU SENHOR JESUS, MANDA-O ANDAR.

E o paralítico da História, andou. Ou, como diz esse outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda a Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos acudir, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão apesar de a Constituição definir no seu Artigo 1, de versão de 2001: [Ler mais ...]

KONY 2012, o vídeo que anda a correr o mundo

Com milhões de visitas em poucos dias, tem feito mais pela visibilidade das “crianças invisíveis” no Uganda do que muitos discursos, eventos, campanhas internacionais, etc. Para ver, lembrar e agir, mesmo considerando as polémicas (que são muitas, como lembra, num comentário a este post, a M. João Nogueira).

O valor da amizade com confiança

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…para a pessoa que soube confiar em mim e eu falhei… 

Há um sentimento que não tem preço: o da amizade com confiança. Há quem confiou em mim a correr e eu não fui capaz de corresponder. Estamos a viver uma vida amargurada por causa de ser a maior parte da população que é roubada pelos proprietários dos meios de produção. Bem sei que a frase a tenho retirado do texto de Kart Marx de 1867: O Capital. Texto que soube descobrir a fórmula da acumulação de dinheiro convertido em moeda e em lucro com mais-valia.

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A catequese e a sexualidade infantil. Um manifesto

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Hoje em dia sabemos a verdade. Sacerdotes célibes abusam às crianças. Antes, sem saber deste latrocínio, deste abuso ou crime de pedofilia, escrevi isto.

No seu texto inédito Pragtamisme et Sociologie, (manuscrito na minha posse) proferido na Universidade da Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comentava que os velhos deuses estavam mortos e que a religião estava em vias de mudança.

Mas, acrescentava, nem tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interação moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações emotivas e pedófilas (o meu acréscimo) entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, apenas excepto ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Era o que eu pensava antes de saber da existência da pedofilia[1], incesto[2] e adultério[3], que não são definidas na catequese, por conveniência de sevicio. [Ler mais ...]

Antropologia da criança. O que era, já não sou. Ou talvez torne a ser o que era.

amanecer

Para a Sevilhana que me fez e teima em viver!

 Digo ensaio com palavras, para não aborrecer o leitor com o elegante palavrão de ensaio com conceitos, que usamos no restrito âmbito da academia. Onde moram os eruditos. Que falam das análises, como se a realidade fosse um modelo feito de conceitos. E não a experiência quotidiana da afetividade e dos tostões. Essas duas moedas de troca entre seres humanos, que acaba por formar o elo fundamental do social: a família, que ouvi comentar a um grupo de garotos e garotas, que falavam na rua. [Ler mais ...]

Angola, emigração e direitos humanos

O jornal ‘Público’, a propósito da emigração e integração no ambiente sociopolítico e económico de Angola, revela um série de opiniões de portugueses a viver naquele país; onde, dizem, não existir liberdade de expressão e ser caracterizado por corrupção endémica.

Ressalte-se a coragem do jornalista Miguel Madeira, pelas denúncias e duras críticas formuladas ao governo de José Eduardo dos Santos – o “Zézinho” antigamente e “Zedu” na versão pós-moderna; e a coragem é, a meu ver, tanto maior quanto é verdade que o jornal em que trabalha integra um grupo económico, presentemente envolvido em investimentos no mercado angolano. Anseio pela não reedição do triste episódio Pedro Rosa Mendes. A notícia em detalhe pode ser lida aqui.

Em jeito de defesa em relação eventuais comentadores críticos – alguns até injuriosos – a questionar se eu, português, tenho o direito de opinar sobre a vida política e social de Angola, desde já avanço com três argumentos:

Imitação à vida. Ensaio de etnopsicologia da infância

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El Ângelus, 1857-1859, por Millet

Para os meus netos Tomas e Maira Rose, os van Emdem da Holanda, e Ben, May Malen, Javier, Max Raúl ou os Isley da Grã-Bretanha, fihlhas de repaigas nascidas Iturra- González.

Bem sei do filme que existe com este título* de 1956, com Lana Turner e John Gavin. Como todo leitor deve supor, não é do filme que queria falar, muito embora a temática seja semelhante ou tenha sido feita. Os adultos do filme imitam outros para aprenderem a viver e comportar-se como for conveniente aos roles que representam. [Ler mais ...]

O vanguardismo do costume

Há 6 milhões de pessoas em risco de morrer de fome e 200 mil em campos de trabalho, diz HRW

Não foi á toa que o PCP já se adiantou e cedo começou a distribuir condolências.

A procura do luto

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Los fuzilamientos del 3 de Mayo no Madrid Bonapartista. Como os do Chile entre 1974 e 1989, que Sónia Ferreira estudou no sítio, orientada por mim.

Há lutos e lutos. Pela perda de um ser querido, por salvar à Pátria, por se rebelar contra militares assassínios, como no caso do Chile, que Sónia Ferreira estudou, com profunda tristeza, acompanhando as viúvas e mães que não conseguiam encontrar maridos e filhos. Tinham sido assassinados mas não perdiam a esperança… [Ler mais ...]

Subsistência, mais-valia, reciprocidade

Este texto é parte das minhas aulas aos meus discentes do ISCTE, hoje IUL, proferida a 7 de Março de 2005. Adoeci gravemente, com cancro na tiroidea, mas escrevi o livro «O presente, essa grande mentira social. A  mais- valia na reciprocidade», que reescrevo hoje, 14 de Novembro de 2011.

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 1. O título desta conferência tem vários conceitos que precisam de ser esclarecidos para entender a Antropologia da Economia e a falência em que este governo e o anterior nos fizeram cair. O primeiro é o de subsistência. Entendido este conceito, devemos lembrar o que se tem definido como objetivo da atividade humana. Esta foi exprimida in extenso por Adam Smith nas suas duas obras citadas [Ler mais ...]

As ditaduras e o saber das crianças

criança e mãe

Metáfora dos meus netos defendidos

Para todos os meus netos, especialmente o primeiro, Tomas van Emden, filho de Cristan e Paula, nascida Iturra-González. Tomas, Mum shall explain this synthesis of my book of 1998: O crescimento das crianças, Profediçoes, Porto, what we have to live, what we had to fight to survive, and why we were in Viatuxe, Galiza. The little girl over there, is your Mother.

1. Os eruditos.

 

A ditadura não é virtual, é a materialidade da acumulação do poder nas mãos de apenas de uma pessoa que governa. A ditadura não é virtual, assume todos os poderes para agarrar. Para agarrar qualquer um que pense de forma diferente. Qualquer um que deseje a divisão do comando do poder. A ditadura apoia-se, normalmente, nas armas e na proibição de pensar de todos os seres que queiram serem diferentes. Principalmente na proibição de pensar. [Ler mais ...]

Saber Aprender. Araucania e Europa

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Cidadãos Mapuche a cantar.

Para os meus filhos britânicos, o casal Camila e Felix Isley, que acabam de pôr no mundo Weñe Javier para acompanhar a sua irmã May Malen, nome Mapuche (Malen: menina linda). Não uma Elisa como eu pretendia… uma Elisa, como a de Beethoven… que sabem aprender ao estar sós à espera do… aparecimento do irmão, o Weñe Javier – sendo Weñe outra palavra mapudugum da Nação Mapuche que habita o Chile: rapaz lindo e inteligente. É assim como aprendemos… para saber

São dois verbos aparentemente contraditórios. O primeiro parece indicar a actividade de conhecer o que se faz; o segundo, a de colocar na mente de uma pessoa, ideias novas. Parecem contraditórios e, no entanto, são actividades que precisam de andar juntas. O aprender está normalmente associado a educação. No entanto, no meu entender, é um acto contínuo ao longo da vida. [Ler mais ...]

Mimo ou solidão? Ensaio de etnopsicologia da Infância

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…para o meu novo neto, Javier Isley, mi Weñe e o meu primo irmão Pablo… 

O mimo é uma adição. Sabe-se dele, pratica-se e sente-se que não se pode abandonar. O mimo apodera-se da pessoa e, o que não se diz en palavras, passa a ser gestos bem balançados, elegantes, esguios. Esta frase não é minha, é referida por Paul Curtis, director e fundador do American Mime Theater. O mimo é o que pensamos entregar às nossas crianças, como as define um dos meus Santos Padroeiros nestas temáticas, Wilfred Bion em 1966, no seu texto Learning from experience: todo o ser [Ler mais ...]

pedofilia

…ensaio destemido….mas necessário….para pais e avós…

Quem lê os meus textos sabe bem que tenho arremetido contra um facto sexual, punido por lei, o abuso sexual de menores por parte de adultos que apenas procuram o seu bem-estar sexual e emotivo, violando crianças que nem têm desenvolvimento emotivo nem intelectual para entender o que acontece. Apenas sofrem fisicamente no minuto do facto, desenvolvendo, emotivamente uma desconfiança nos adultos que não conhecem. Acaba por ter uma vida adulta dura, triste, desconfiada, como tenho analisado em outros textos sobre a pedofilia. Após ter revisto a minha própria produção sobre o agir pedófilo, após rever as provas que tenho, concluí que o abuso de menores é um crime que merece prisão para quem o comete, e atenção psicológica para quem o sofre. No meu livro Yo, Maria del Totoral, publicado no Chile pela Editora da Universidade Autónoma de Chile, 2008, e em Portugal por Estrolabio, 2011, reparei que é um facto que acontece ao longo de muitos anos e nunca tinha sido considerado lesivo nem criminoso. No caso da rapariga abusada em Maria del Totoral, acaba por viver uma vida de vergonha, especialmente porque, quem abusa dela é o irmão da sua mãe, com o saber e consentimento dela. Não apenas esse saber, como a punição da rapariga se não faz o que a sua mãe manda. [Ler mais ...]

ruralidades

O título não é meu. Pertence a uma equipa de intelectuais  que criou um espaço de debate, para debater a crise económica e política que nos afecta. Como a toda a Europa, excepto aos países precavidos que sabem investir o seu dinheiro em bens que rendem lucro.

Temos herdado, desde os tempos em que o nosso país entrou na então Comunidade Europeia, um deficit de moeda para investir, lucrar e obter mais-valia dos bens que o nosso mercado pode criar e vender. No entanto, Portugal foi sempre um país pobre. Em 1984, foi aceite na União Europeia, o dinheiro que entrou foi usado em construção de estradas, que não havia, em melhorar as comunicações dentro do país, modernizar os paços mais antigos, para servir de habitação de férias de Verão para que cidadãos de outros países visitassem a nossa Nação. Nação que tem tido como a sua melhor riqueza, essa rica geografia da que foi dotada na criação do mundo, com casas lindas nascidas do imaginário fértil da mente lusa. [Ler mais ...]

O mundo das crianças – a democracia do Chile – VI

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Maria de la CruzToledo, la primera Senadora do Chile

 O conceito democracia[1] foi criado na Grécia Clássica, com o significado de sermos todos iguais, excepto os nada possuíam como bens imóveis, Esses eram escravos até o dia de poder comprar a sua liberdade por meio de adquirir bens com o seu trabalho e pagar o devido a quem tinha sido o seu patrão. A escravidão existia desde a época do Império Romano de Rómulo e Remo, narrado por mim em capítulos anteriores. Os romanos no tomavam prisioneiros nem matavam aos derrotados: faziam deles trabalhadores grátis. Ideia que tem existido sempre nas sociedades compostas de pobres e ricos. Como era o caso do Chile.

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O mundo da infância – II parte: mudança de vida

 

Habituado a navegar e academicamente preparado para isso pela Universidade Católica de Valparaíso[i], como narrei na parte I, o mar era a sua delícia, navegar o seu objectivo, e esses encontros e desencontros com a sua mulher e o único filho desses tempos, sogros e cunhados, uma delícia. Estar todos os dias com as mesmas pessoas, poderia ser cansativo. Estava habituado a solidão dos campos, a montar o seu cavalo e percorrer o fundo em procura de amores ou amigos para cavaquear. Gostava dessas companhias, mas nem todos os dias nem com as mesmas pessoas. Era o patrão e gostava mandar ou pregar brincadeiras pesadas aos amigos, mas de que gostava brincar, era o seu prazer. Tinha começado os seus estudos na Universidade referida antes, em breves anos após a sua fundação, aos seus 18 anos: cinco anos de estudo mas a prática de engenheiro da marinha, acabaram por deixa-lo livre e com um bom ordenado em 1937. Aos 27 anos casou com a Senhora que pretendia mãe do bebe que foi a sua ilusão. [Ler mais ...]

O mundo das crianças V – os problemas que as guerras europeias causam no Chile

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Puerto Varas - Colónia Alemã Sul do Chile

Parte de um capítulo do livro que escrevo para Aventar

A guerra civil espanhola foi um preambulo instigado pelo mais sanguinário ditador do mundo, o criador do genocídio para ocultar crimes de guerra, à maneira de Franco. A diferença estava em que o ditador da Espanha não queimava aos seus prisioneiros: os enterrava vivos. Genocídio e morte em vida, eram praticamente o mesmo crime. O ditador alemão, austríaco de nascimento e registo, como todo o mundo sabe, era filho de um trabalhador alfandegário. Líder político alemão nasceu a 20 de Abril de 1889, na cidade austríaca de Braunnau, filho de Alois Hitler e Klara Pölzl. . Responsável por um dos maiores genocídios da História, desencadeador da 2.ª Guerra Mundial (1939-1945) e mandante do extermínio de cerca de 6 milhões de judeus. Sem concluir os estudos de segundo grau em Linz, mudou-se para Viena (1908), onde o sonho de se tornar pintor foi truncado quando não conseguiu ingressar na Academia de Belas-Artes. Em 1913, muda-se para Munique, Alemanha, fugindo do alistamento no Exército de seu país. Com o início da 1.ª Guerra Mundial, em 1914, alista-se no Exército alemão como voluntário. Ferido em combate, recebe a condecoração da Cruz de Ferro. Em 1919, filia-se ao Partido Operário Alemão (DAP), rebaptizado em 1920 como Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e apelidado de “nazi”. No ano seguinte, passa a chefiar o partido. Preso em 1923, após uma tentativa de golpe de Estado – o Putsch de Munique –, escreve o livro Mein Kampf , que me português significa “Minha Luta”. Suas ideias se baseiam no nacionalismo, no anticomunismo, no anti-semitismo e na crença na superioridade da raça ariana. Seu objectivo é construir um novo Estado (3º Reich) capaz de promover a autonomia económica da Alemanha, libertando-a do Tratado de Versalhes. Em 1930, torna-se cidadão alemão. Assume o poder como chanceler em 1933. Bane partidos políticos, prende opositores, reintroduz o serviço militar obrigatório e dá início à expansão militarista alemã. Ordena a invasão da Polónia em 1939, provocando a 2.ª Guerra Mundial. Manda judeus para campos de concentração e anexa vários países da Europa. Derrotado, em Abril de 1945, com as tropas soviéticas cercando Berlim, suicida-se no bunker da chancelaria [Ler mais ...]

Agricultura e tempo – parte III

camélia

O movimento do Século XIX vincula-se à esquerda obreira, aos republicanos e ao partido socialista e aparece com as teses de Marx e Engels. As suas reivindicações fundamentais eram: abolição dos foros e das rendas forais, com a reclamação de ter acesso pleno à propriedade das terras que cultivavam, lutar contra o caciquismo que impedia a livre vontade de semear o que melhor podia parecer ao trabalhador. Não eram sempre batatas, milho, trigo, que se vendiam bem por causa do consumo das novas colónias da Espanha que nada sabiam de cultivo. A batata foi trazida desde as novas terras e vendia bem por toda a Europa: A batata contém uma elevada percentagem de água. É uma boa fonte de amido (hidrato de carbono complexo), mas também de alguns minerais como o potássio. O seu teor em proteínas, fibras e vitaminas é escasso. Destacam-se as vitaminas C e B6, que existem sobretudo na pele do tubérculo. No entanto, nas batatas descascadas e nas que são submetidas a processos de cocção, este

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a materialidade dos afectos

granny feeds May

sintese do meu novo livro lições de etnopsicologia da infância, p0de ser lido em:http://estrolabio.blos.sapo.pt/1494905

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as felonias dos nossos governantes soberanos

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Bem sei que escrevi um ensaio como este, tempos virados. As felonias eram e são as mesmas, pelo que pensei que era bom refrescar a memória. Aliás, nestes tempos, estamps a viver uma quase guerra cívica, pelo debate político que esqueceu a economia do país e, como tenho dito antes, apenas ficamos com a Virgem de Fátima e o Beato Wojtila.

Reconheço ter escrito um texto semelhante, anos virados. Tempos passados de forma cronológica, têm piorado a nossa situação. Temos tornado a ser um povo pobre e sem meios por causa da atitudes da luta política travada que faz esquecer a produção, o lucro, a mais-valia. Enfim, a economia da República.

Não me é fácil escrever estas palavras, menos ainda a palavra felonia, de amplo significado: Rebelião (de vassalo para com o seu senhor), traição, crueldade. Também não me é fácil adjudicar estes adjectivos às pessoas que nos governam, no melhor

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será que a fé de Fátima nos salva desta falência?


Ave Maria de Fátima

…o meu protesto…

É bem sabido que não sou um homem de fé, nem ateu nem agnóstico, que é já um sentimento de acreditar na eternidade como uma forma de vida de outro mundo. Bem como sabemos que não há sociedade que não tenho sentimentos religiosos ou um sistema de venerar uma divindade, que não se vê, mas que está em todas partes.
O melhor exemplo é o Buda do Nepal, que não apenas acredita na divindade, bem como na reencarnação e vivem assim em paz com todos os seres humanos ou animais, que acabam por ser também humanos e diversas etapas de desenvolvimento para a perfeição
O Dalai Lama, é o melhor exemplo dessa procura. Ou a etnia Massim do Arquipélago da Kiriwina, ma Oceânia da Melanésia, seres humanos que alimentam aos seus mortos, por meio da alma comum, denominada Baloma. Ou a divindade Pillán dos Mapuche do Chile, entidade sagrada que leva todos os domingos a almoçar com os seus defuntos, no cemitério local. Em criança, assisti ao velório de uma Picunche, membro do clã [Ler mais ...]

guerra santa

guerra santa

É-me impossível não comentar, ainda que em poucas palavras, esta ideia da guerra santa. A imagem revela a visão apocalíptica do livro do Apóstolo João, o amigo de Xristos. Os Quatro Cavaleiros de Revelação são personagens descritos na terceira visão profética do Apóstolo João no livro bíblico de Revelação ou Apocalipse. São geralmente representados pelos símbolos relacionados na narrativa: Conquista (ou às vezes “O anti – Cristo“), Guerra, Fome e Morte, embora somente o cavaleiro da morte seja identificado por nome.

Porque esta pequena nota? Não há jornal, imagem televisiva, comentários radiofónicos, que mão comemore a morte de Osama Bin Laden, nem os mesmos meios da média, não louvem ao governador do mundo, o Presidente dos Estados Unidos de América. Três deles entraram em terras sagradas das confissões sunitas, chita, sauditas, talibãs, e outras muçulmanas. Faz dez anos antes, o ocidente chorava as mortes causadas pelos ataques sauditas contra o ocidente cristão, de diversas igrejas. Era uma alegria ter encontrado e assassinado ao chefe sunita que tinha por missão aterrorizar países que antes os tinham

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o dia do trabalhador

o dia do trebalhador

O Trabalhador, escultura em bronze de Auguste Rodin, 1875-1876

No dia em que escrevi este texto, nunca imaginei que nem a grave servia para aliviar a nossa miséria, a nossa falência, a nossa fome, falta de trabalho, as lutas políticas e os gastos desnecessários. Pensava que éramos bem governados. Enganei-me redondamente. Em frente de nós, temos uma luta política que desactiva os investimentos e cada dia ficamos mais pobres. Nem a greve ajuda para o bom governo e desafiar aos que nos tratam mal. [Ler mais ...]

as minhas memórias: netos

as minhas memórias

 ….para a minha neta mais nova, May Malen, que, nestes minutos, voa de volta para sua casa… acompanho-a com a escrita. 

Tenho a sensação que nós, adultos maiores, desejamos uma descendência, como tenho escrito noutros ensaios do nosso blogue, divertida, carinhosa, sem temor, que saiba rir e nos traga felicidade.

Certo está quem escreve, existir uma geração nova, entre os netos e nós, os avós. Essa geração é a que sabe como tratar os seus pequenos, não grita, acompanha-os nas viagens por sítios perigosos, se não estivermos, as duas gerações, de forma silenciosa, a medir essas aventuras. De forma escondida, a observar, não por felonia ou protecção, mas para quem experimenta se se pode sentir seguro das suas aventuras. [Ler mais ...]

a familia

a família

É um substantivo quase impossível de definir. Talvez se pudesse dizer que é um conceito que tem várias definições, todas elas certas por corresponderem às diferentes maneiras de se vincularem às pessoas.

Pela negativa, é mais simples falar da família todas as pessoas que não têm parentesco entre si, é dizer relações consanguíneas ou por afinidade. Se é consanguínea a relação, a definição é mais simples: automaticamente pensamos no pequeno grupo de pai, mãe e descendentes ou filhos. [Ler mais ...]

um hipotético adeus

um hipotético adeus

Quarenta espingardas foram levantadas para disparar. Para disparar sobre o meu corpo. O objectivo era acabar com a minha pessoa. Para não pensar mais, para não escrever mais. Para não sublevar ou levantar o povo ferido pelos burgueses. Para não usar mais o livro Êxodo da Bíblia, atribuído a Moisés.
Livro que descreve a passagem do povo israelita pelo deserto do Sinai, na sua fuga do Egipto, onde eram escravos dos faraós. Como os trabalhadores do Chile onde havia um Salvador para os libertar e muitos de nós, a apoiar essa salvação. Quarenta espingardas se alçaram sobre o meu corpo, para eu não pensar mais ou pregar homilias com os cristãos para o socialismo, que tínhamos fundado para falar na mesma língua do povo.

Era o dia 18 de Setembro de 1973, o dia em que se comemora a liberdade do país da escravidão à coroa de Espanha. [Ler mais ...]

a menina pianista e a irmã violoncelista deram-nos um 25 de Abril

a menina pianista

Para Helena Sá e Costa, a sua irmã violoncelista Madalena, discípula de Pau Casals, e ao povo de Portugal, roubado do 25 de Abril de 2011-04-17

Por felonias dos que nos governam, o nosso Portugal entrou em falência e deve pedir esmola aos países vizinhos, que a negam. Não temos dinheiro nem para comer, festejar o carnaval, oferecer ovos de Páscoa, comprar roupa ou comer como estamos habituados três vezes por dia. Temos apenas o café do pequeno-almoço com pão sem manteiga, um almoço de abstinência, de semana santa e um chá com papo-seco à noite.

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