Zona de conforto

Os lugares de recuo dos ladrões gestores que foram assaltando destruindo as empresas públicas.

Os maquinistas da CP, esses malandros!

CP dá carro novo a sete directores

Oásis Lixados

Objectivamente, estamos cada vez mais pobres, nós, cidadãos desempregados ou chulados e lixados de pura exploração. Nós, que não somos assessores governamentais. Nós, que não temos vinte e quatro anos de idade, portanto uma ‘enorme’ experiência, que justifiquem vencimentos mensais brutos a roçar os 5069,34 euros, no Ministério da Economia. Mas, vá lá, no meio deste fosso, há algumas empresas públicas, e mesmo a Galp do Amorim, que estão a comportar-se maravilhosamente, com resultados operacionais positivos, fazendo justiça ao princípio exigido externamente [Troyka] e pelo Governo de que tais empresas têm de ser equilibradas. Claro que estas boas notícias não vão salvar-nos da cruz dívida, madeiro a que a política, essa rameira [amiguista, dos tachos, das cunhas, dos jeitinhos, dos favores], nos pregou por muito e bom tempo, como no-lo recorda Pedro Santos Guerreiro«Os casos de resultados operacionais positivos têm sido aqui amiúde destacados, como o da Carris e o dos STCP. O problema é a dívida. Porque foi com dívida que, ano após ano, se tapou o desequilíbrio operacional e o fluxo de investimento, muitas vezes desnecessário ou ruinoso na sua execução, com derrapagens intoleráveis, mas toleradas. A dívida “em armazém” é gigante e é um problema do Estado. A dívida alegremente contraída será tristemente paga por nós.»

O ritual da legislatura

Quando algo se torna corriqueiro, adicionalmente também ganha a propriedade da transparência. Passa por nós sem tom de surpresa, é ignorado, não choca. Mesmo quando não deixa de incomodar.

Veja-se quem pede esmola na rua, por exemplo.

É também o que acontece com as legislaturas. Há um ritual de acontecimentos que, se tirados do respectivo contexto, nos pasmariam mas, ligados à política, já os tomamos por certos. Do role das nomeações, tantas só porque o lugar existe e porque o cartão partidário é o correcto, aos ostensivos actos de sumptuosa governação, há um role de coisas que nos chocam, apesar de se anteciparem. Têm, portanto um quê de transparência.

É oportuno questionarmos-nos quanto à razão de assim ser.

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As empresas dos boys…

Foi criada uma outra empresa “Arco ribeirinha do Sul” para tratar os terrenos, imensos, do outro lado do Tejo, onde estiveram a Siderurgia e a Lisnave. Acontece que já há uma empresa com grande experiência nessas matérias que é a Expo 98 que, desde esse ano, tem adquirido imensa experiência cá dentro e lá fora.

Claro que o Presidente é um notório socialista que ganha um belo vencimento, e há quem, na oposição, já declare mesmo que isto é o principio de mais um monte de empresas desnessárias, em cascata, para dar emprego aos muitos socialistas ávidos de tacho.

É assim, que Sócrates se mantem, dando benesses, distribuindo influência, aumentando a participação do estado na economia. Claro que há outra empresa ,tambem publica, que é a proprietária dos terrenos – a Baía Tejo, SA – cuja função é ter uma visão estratégica e integrada da área Metropolitana de Lisboa, atendendo aos novos projectos da terceira Travessia,Poceirão (TGV) e Aeroporto.

Bem, as funções podem estar trocadas, porque a única que tem experiência e existe há 12 anos é a EXpo 98, as outras vão fazer  o menos possível. Falta dizer que o presidente é o ex-candidato perdedor do PS à Câmara de Palmela.

Eu ía já embora Dr. Mexia…

O governo, face à reacção da sociedade civil, ante os escandalosos vencimentos dos seus gestores nas empresas em que participa, vai determinar a sua redução. Já deu ordens para nas Assembleias Gerais (estamos em Abril…) os seus representantes forcem a redução dos prémios e mais mordomias.

Pelas contas que alguns já fizeram, António Mexia verá, o que leva para casa todos os meses, reduzido em 1/3 o que mesmo assim dá acerca de 2.0 milhões de euros.

Eu se fosse o Dr. Mexia ía-me embora, aceitava um dos vários lugares que já lhe ofereceram lá fora a ganhar muito mais e onde não há o pecado da inveja.

A ser verdade, se isto não for “compensado” por uma qualquer forma longe das vistas dos invejosos, era já…

Os gestores eternos

Por amor à pátria, há gestores públicos que ameaçam ficar até à cova, nas empresas públicas. Há aí gente que está há trinta anos, na administração das empresas públicas, pulam de umas para as outras, sem se conhecer obra, a ganharem balúrdios, mas nem a idade os tira de lá.

 

Conheci-os, a maioria pessoalmente, com menos trinta anos e, alguns deles já eram velhos, mas continuam aí, por amor à coisa pública. Não saem, nem empurrados e quando saem é com pensões fabulosas e com um lugarzinho em "zero time" numa outra qualquer empresa nossa, muito nossa.

 

Quando as privatizações diminuiram os lugares nas administrações das empresas publicas, por o universo ser menor, logo arranjaram um esquema para manterem os lugares. Importaram o esquema "anglo-saxónico" do "Chairman" e do "CEO", lugares em duplicado, que não poucas vezes serve para fomentar guerras internas.

 

Não saem, não permitem a renovação, impedem que a geração seguinte cresça com mais energia e outras experiências, mas o amor à coisa pública não os deixa irem para casa.

 

O Engº Van Zeller já se queixou, e bem, de que está farto deles, não fazem nem deixam fazer, caquéticos, deviam ir para casa tomar conta dos netos.

 

Tudo, porque ganham milhares de euros por mês, a somar às mordomias dos grandes bólides, sem risco, sem meterem lá o dinheirinho próprio, enfim o paraíso na terra.

 

E são os mesmos que andam há anos a ameaçar que se vão embora. Eu pago para, por cada dez deles, apareça um empresário sem aversão ao risco, que crie postos de trabalho, inove, exporte e enriqueça.

 

Há aí uns lares com vistas para o mar…

Após "Face Oculta " o país nunca mais será o mesmo

Afinal tambem temos um primo de José Sócrates na parte oculta das empresas do Estado. Com o tio e os primos do Freeport agora temos uma prima casada com um administrador apanhado nas escutas.

 

Entretanto, há diversas obras públicas na esfera da Estradas de Portugal, violentamente criticadas pelo tribunal de Contas. As empresas privadas são as  do poderoso "lóbby" do betão, que avançaram com as obras sem visto do TC, havia que mostrar trabalho antes das eleições. Quanto custa ? Ninguem sabe!  O que se sabe é que as condições do processo "contentores de Alcântara" foram alargados para estes contratos das autoestradas, se não forem lucrativos paga o Estado. Isto é, o risco por conta do Estado!

 

O Presidente da República, na inauguração de mais uma fábrica de celulose/ papel ali em setúbal, torna a chamar a atenção para a evidência que só Sócrates e estas redes tentaculares fazem de conta não perceberem. Os megainvestimentos são um crime nacional nas presentes condições, há uma dívida externa colossal, a despesa pública já ultrapassa os 50% d0 PIB.

 

Mérito haveria se as Pequenas e Médias Empresas, de bens transaccionáveis e exportáveis, fossem fortemente apoiadas, substituindo importações, criando postos de trabalho douradoiros e não trabalhos por cinco anos, com um custo elevadíssimo, que só os pobres estão dispostos a pagar. Grande parte dos investimentos são importados, agravando a dívida e criando postos de trabalho,isso sim, na Alemanha e na Holanda.

 

Estará Sócrates a preparar o após governação, agradando aos colegas europeus poderosos que definem "quem é quem " na UE ?

 

Entretanto, os muitos mil milhões de euros metidos no BPN patinam, ninguem está disposto a pagar a ladroagem , compram pelo preço de mercado não pelos prejuízos acumulados.

O BPP entrou em hibernação a ver se passa e o BCP lá anda com o dinheirinho da Caixa Geral de Depósitos e com os administradores muito propositadamente transferidos.

 

O Freeport era uma campanha pessoal, e agora a "Face Oculta" com todas estas empresas e estes socialistas, também é pessoal?

É possível governar com este nível de suspeita?

Como se recorda sempre que é preciso, o PS está no poder desde 1996 com um hiato de 2 anos e meio. Tudo o que Portugal hoje é tem o selo do PS ! Para o bem e para o mal!

 

Somos novamente o país mais pobre da União Europeia, o que não acontece de um ano para o outro, é fruto de um processo contínuo de empobrecimento.

 

Hoje temos uma dívida externa colossal, um déficite orçamental que alcança este ano os 8% e no ano que vem deve subir para os 9%, um desemprego que anda nos 9% e vários déficites estrututais na economia . É dificil fazer pior!

 

Quando para enfrentar este cenário, o mais necessário é ter agentes geradores de confiança, o que se verifica é que nunca houve tanta suspeita em relação ao poder económico e político. Isto é o resultado do poder absoluto do PS!

 

Temos um Primeiro Ministro que está há vários anos sob suspeita, em vários processos que correm na Justiça. Temos  magistrados colocados em lugares chave com conhecidas e íntimas relações com o PS,  alguns com processos de inquérito, como é o caso de Lopes da Mota.

 

Temos, agora, vários gestores de empresas públicas nomeados com a confiança do PS, envolvidos numa gigantesca rede de corrupção e tráfico de influências, o que indica que há conexões com membros do poder político em exercício, caso do Ministério das Obras Públicas.

 

O governo prepara-se para fazer toda a pressão no lançamento dos megaprojectos, que a verificar-se, será na vigência de quem está sujeito a este enorme nível de suspeição. Uma enorme soma de dinheiro será aplicada e gerida por estes interesses instalados que estão sob investigação.

 

O que pensar disto? Com é isto possível, quando as funções chave de regulação e controlo têm o comportamento conhecido e foram nomeados por quem está sujeito a investigações policiais?