É preciso respeitar Portugal, é um grande país

ZEE PT

(foto roubada ao J. Manuel Cordeiro)

Apresentado esta semana, o Orçamento de Estado 2015 prevê medidas adicionais de 291 milhões de euros para garantir que o défice não vai além dos 2,7%. Claro que nem com toda aquela maquilhagem com que a cinzenta Maria Luís apareceu no noticiário da RTP me convenço que vai ser desta que este governo incompetente (até nas desculpas) cumpre uma meta.

Isto deixou-me a pensar nas recentes declarações do primeiro-ministro francês sobre o seu OE15, que ao contrário do nosso prevê um défice de 4,3%, bem acima dos 3% impostos pela UE ou dos 2,7% impostos pela Maria das finanças. Dizia Manuel Valls, que pretende adiar por 2 anos o cumprimento do défice exigido por Bruxelas para 2015 (depois de ter já adiado de 2013 para 2015), que

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França — Portugal

Selecção. Selecção? Oui, évidemment, bien sûr: Selecção.

O défice ou a vida?

França e Itália pedem alívio no défice, Portugal demarca-se

Obrigada por este bocadinho, François! (III)

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Na montra de uma livraria em França onde o livro da ex de Hollande não está à venda, um poster de um filme imaginário com menção ao caso do tweet contra Ségolène Royal com que Trierweiler desafiou Hollande

Alguns livreiros recusam-se a vender o livro de Valérie Trierweiler, Merci pour ce moment, revoltados que estão com o fenómeno estapafúrdio gerado por um livro que, com justeza, consideram sem qualidades, apesar de ter vendido numa só semana o que a maior parte dos escritores franceses não consegue numa vida literária. [Read more...]

Obrigada por este bocadinho, François! (II)

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A baixa política e o baixo jornalismo franceses geraram Valérie Trierweiler, uma cara bonita que aos 23 anos se agarrou com unhas e dentes (literalmente) à corda de ascender socialmente. Valérie era pobre mas aquilo não ía ficar assim. Ensombrada por essa infância de pobreza e por um casamento que não a tirou de lá, muito pelo contrário pondo no Mundo três filhos para criar, Trierweiler (nome do pai dos seus filhos, Massonneau de seu apelido de solteira) descreve no seu livro-vingança, escrito com a raiva do despeito, um começo de vida que evoca um famoso livro de Christiane Rochefort, Les petits enfants du siècle (1961): estimulado pelas ajudas estatais à natalidade, um casal em dificuldades esmifra-se por gerar a descendência que lhe permitirá comprar os electrodomésticos com que sonha. Despeito é a palavra que domina o livro, visando antes de mais François Hollande que, como a maior parte dos homens faz, trocou uma mulher na meia-idade por uma mais nova, mas talvez e sobretudo a mulher anterior: Ségolène Royal, mãe dos quatro filhos de Hollande a cujos poderosos calcanhares influentes Valérie tenta sem sucesso chegar.

Embora ciente da ironia do destino que expõe com crueldade o ciclo da infidelidade, a despeitada dedica longas passagens do seu livro-sensação Merci pour ce moment a desancar Ségolène. A actriz Julie Gayet, por quem Hollande se perdeu de amores, não está isenta de culpas, mas a pior de todas é Ségolène que, não satisfeita e tendo perdido a eleição presidencial anterior, se abalança em 2012 à presidência da Assembleia nacional de França, a câmara baixa do Parlamento francês. Supostamente em nome da defesa da separação dos poderes executivo e legislativo, Valérie lança no espaço do Tweeter 139 caracteres em defesa de outro candidato ao cargo, desafiando a paciência de Hollande que publicamente apoia Ségolène, «o símbolo supremo, a mãe, a intocável». Trierweiler também é mãe, «mas não a dos filhos do Presidente», e por isso não conta. Royal é uma espécie de Hillary Clinton, diz a dado passo a despeitada. O caso do tweet terá sido o começo do fim para Trierweiler.

Pelo meio, a best-sellerista vai descrevendo a sua triste vida privada de “First Girl Friend”, como lhe chamavam os norte-americanos por não ser casada com Hollande, e os encontros com este e aquele, no âmbito das responsabilidades de Estado que, como mulher de Hollande, teve de acompanhar. O dia em que se encontrou pela primeira vez com Angela Merkel, por exemplo, que a convidou para ir ao festival de Bayreuth.

Obrigada por este bocadinho, François!

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145 mil exemplares vendidos em 4 dias (de uma 1ª tiragem de 200 mil)

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Valérie Trierweiler na noite da eleição de François Hollande, em Maio de 2012

[Resumo do 1º capítulo]
Valérie (Val) era feliz junto do seu François, organizando almoços de caridade e promovendo o bem em redor dela com a ajuda, designadamente, do seu chefe de gabinete – um antigo jornalista da RFI. Até que outra mulher (há sempre outra) lhe tirou o marido e o descanso. Interrogado certa tarde no apartamento conjugal, na sequência de algumas notícias que o davam como adúltero (um fotógrafo paparazzi apanhara-o a sair de motorizada pela manhã, da casa dessa outra mulher), François confessou: que sim, que andava a dormir com outra há um mês. Val conteve-se para não gritar com ele nem partir loiça, e propôs-lhe que fizesse sem mais demoras uma declaração pública pedindo-lhe desculpas e comprometendo-se a não voltar a ver essa outra mulher. Sucede que François estava afinal a mentir, e que já andava naquilo há mais tempo. Há quanto tempo François? perguntou Val. Há três meses. Não, há seis. Não, desculpa, há nove. Um ano, na verdade, disse finalmente François, antes de voltar para o seu gabinete. Val fica ali feita parva no apartamento e a sua tarde de trabalho vai para o galheiro.

À noite, François volta para jantar e Val vai dar com ele de joelhos no quarto, a cabeça entre as mãos. Como é que vamos fazer? pergunta perdido de todo. Durante o jantar, Val pergunta-lhe onde está afinal o presidente exemplar, que anda naquela vida durante a noite enquanto as fábricas fecham, o desemprego aumenta e a sua popularidade baixa todos os dias? [Read more...]

Enquanto a Europa definha, os dividendos aumentam

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© Jacques Demarthon

Uma parte importante dos recursos públicos destinados aos cuidados em saúde, à educação, à criação e fruição cultural, enfim, ao desenvolvimento numa perspectiva larga e de longo termo, foram já subtraídos aos orçamentos dos Estados como consequência de decisões políticas que privilegiam outras prioridades – mesmo se anunciadas em nome de pacotes reformistas ou do «rigor orçamental». É certo que as Constituições ainda asseguram, mesmo se nessa letra pequena de lei que a actual classe de governantes tem relutância em ler, os princípios democráticos que servem uma ideia de sociedade em que a desigualdade extrema não cabe – mas também que as leis fundamentais perderam relevância no quadro das actuais políticas dos Governos, ligados entre si pelos contextos obscuros de uma economia global cujos primeiros grandes embates justamente sofremos por estes dias.

A desigualdade atinge em 2014 níveis jamais sonhados pelas gerações nascidas na Europa e na América depois das guerras do século XX. Por todas estas razões, é sempre bom ir tendo notícias do paradeiro da riqueza que ainda ontem servia a vida de muitos mais, designadamente sob a forma de direitos adquiridos por contrato social, mais do que hoje empenhado na qualidade da vida e na mobilidade social dos cidadãos. Em França, um índice recentemente publicado por uma empresa de gestão de activos chamada Henderson Global Investors (HGI) acaba de revelar o aumento exponencial dos dividendos pagos pelas grandes empresas aos seus accionistas. Incidindo no segundo trimestre do ano, o referido índice dos melhores retornos mundiais em dividendos emergiu no espaço mediático francês no exacto momento em que as ajudas públicas às empresas privadas (em nome da retoma económica e da criação de emprego) atingiram um patamar de investimento jamais conhecido.

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França: Hollande manda despedir o executivo governamental

depois de duras críticas do ministro da Economia, apoiado pelo também já despedido ministro da Educação. Rajoy e Merkel apoiam a dita «política reformista» e de «rigor orçamental» que o amiguinho de Hollande Manuel Valls pretende prosseguir.

Jornalismo, socialismo, capitalismo [França]

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O jornal francês Libération também procura o modelo de negócio do jornalismo do futuro, se possível sem ter de abrir um restaurante ao lado da redacção. Entretanto, o director nomeado pelos novos accionistas (mas os assalariados poderão recusá-lo com mais de 66% de votos contra) aposta tudo no digital, na redução de jornalistas e em mais trabalho para os que ficam. «Para combater o liberalismo», afirmou ontem perante a redacção inteira reunida e «fazer do Libération o jornal de todas as esquerdas» (à imagem do que François Hollande também dizia, na campanha eleitoral para a presidência que ganhou, e a que aliás o Libération prestou vergonhosa vassalagem). Sente-se a desconfiança dos jornalistas no olhar da maioria, cheira-se o medo: o medo de ir parar ao matadouro de fazer desempregados, em muitos casos para o resto da vida.

E nada de tudo o mais que disse Laurent Joffrin (para quem esta nomeação poderá constituir um regresso ao jornal onde se fez jornalista e cuja redacção já dirigiu) parece minimamente relevante, apesar de sê-lo: o combate pela recuperação da credibilidade do jornalismo, numa sociedade que, tal como a nossa, o vê com os maus olhos de quem o sabe minado por toda a sorte de compromissos anti-jornalísticos: com os poderes políticos e financeiros, com os interesses de classes particulares, com a mediocridade que incessantemente vemos espelhada num jornalismo preguiçoso e indigno de sociedades supostamente civilizadas e democráticas. [Read more...]

Cultura de debate (Europa 2014)

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Em França, no serão televisivo do dia anterior ao encerramento da campanha eleitoral para as eleições europeias de Domingo, um grande debate em directo e com público no estúdio reuniu na televisão seis vozes em torno dos grandes problemas europeus: o euro, as soberanias, a imigração, o Frontex, o salário mínimo, a desregulação financeira, a Alemanha, a desindustrialização dos países, a poção amarga da austeridade, as mudanças climáticas, a política agrícola, os egoismos nacionalistas, o dumping fiscal, etc, etc.

Jean-Luc Mélenchon (cabeça de lista pelo Front de Gauche), Stéphane Le Foll (porta-voz do PS francês), Yannick Jadot (cabeça de lista pelos Verdes), François Bayrou (presidente do MoDem), Jean-François Copé (presidente da UMP) e Marine Le Pen (cabeça de lista pelo Front National) esgrimiram as palavras do combate político. No final do debate, o jornalista despediu-se com um Vive la politique!

Em Portugal passou mais um episódio de Bem-vindos a Beirais e depois Manuela Moura Guedes apresentou mais um Quem quer ser Milionário.

 

Manifesto para uma União Política do Euro

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«A União Europeia atravessa uma crise existencial, tal como no-lo lembrarão muito em breve e de forma inequívoca as eleições europeias. O facto afecta de forma especial os países da zona euro, mergulhados num clima de desconfiança e numa crise da dívida pública que está muito longe do seu termo, enquanto o desemprego persiste e a deflação espreita. Seria completamente errado pensar que o pior já ficou para trás.

Eis porque acolhemos com o maior interesse as propostas formuladas no final de 2013 pelos nossos amigos alemães do grupo de Glienicke visando um reforço da união política e orçamental dos países da zona euro. Estamos cientes de que os nossos dois países [Alemanha e França] terão um peso cada vez mais relativo no contexto da actual economia global. Se não nos unirmos a tempo de levar o nosso modelo de sociedade para a globalização, a tentação do fechamento nacionalista acabará sem dúvida por vingar, provocando frustrações e tensões que, por comparação, farão as dificuldades da união parecer coisa pouca.

A reflexão europeia está nalguns aspectos muito mais avançada na Alemanha do que em França. Economistas, políticos, jornalistas, e antes de mais cidadãos e cidadãs europeus, não aceitamos a resignação que actualmente paralisa o nosso país. A partir desta tribuna, queremos contribuir para o debate sobre o futuro democrático da Europa, levando mais longe ainda as propostas do grupo de Glienicke.

Zona euro: uma indefinição insustentável
É tempo de reconhecê-lo: as actuais instituições europeias são disfuncionais e devem ser repensadas. O que está em jogo é simples: é preciso que a democracia e o poder público possam retomar o controlo da situação, a fim de regular eficazmente o capitalismo financeiro globalizado do século XXI, e de tornar exequíveis as políticas de progresso social que hoje em dia estão cruelmente ausentes da vida dos europeus. [Read more...]

Sobre radicais idiotas

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(na falta de foto do nosso conterrâneo idiota, deixo-vos uma outra, de um jovem igualmente idiota)

De toda uma panóplia de idiotas que anda por ai a pregar o evangelho de Adolf, de Kiev ao Funchal, passando por todos os Mários Machados desta vida, existe um idiota que se quer destacar dos outros idiotas. O seu nome é Luís da Silva Canedo e a idiotice que nos apresenta é de um nível de execução só possível aos mais exímios praticantes da idiotice.

Ora o senhor Luís é candidato da Frente Nacional nas autárquicas francesas. Este indivíduo, emigrado em França há 20 anos e sem ter requerido, até ao momento, nacionalidade francesa, assume-se como admirador de Marine Le Pen, a mulher que quer limpar o país dos infames emigrantes, grupo no qual se inclui o indivíduo que a admira. Um idiota masoquista portanto.

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Novas da Extrema-Direita Gaulesa

A sociedade portuguesa tem problemas angustiantes. Mas um deles não é a estúpida deriva provocatória e o ascendente cultural da Extrema-Direita, capaz de ousadias gravíssimas, muito mais graves que a erecção de uma estátua fria e morta a um santo mafioso, suposto arqueológico instigador bombista anti-comunista.

Em França, pelo contrário, passa pela cabeça de um pasquim formular parangonas com alusões e associações xenofobizantes de um profundo mau-gosto: «Esperta como um macaco» ou «Um sorriso em forma de banana»., por acaso alusivas a uma ministra. Daí que o ministério público francês tenha aberto uma investigação preliminar por «injúria pública» ao semanário «Minute» por ter feito como manchete «Maligne comme um singe, Taubira retrouve la banane», com uma foto da ministra da Justiça, Christiane Taubira, que não vai apresentar queixa: «As pessoas que são alvo de comentários racistas, antissemitas ou xenofóbicos não são atacadas apenas pessoalmente, mas também por aquilo que são e que aparentam ser. E há que relembrar que não se trata apenas de uma opinião, mas de um delito a sancionar.»

Disse a ministra e disse muito bem.

Pentelho Hollande

… foi, salvo seja, guilhotinado, passe a sinédoque.

Em França começaram a morrer idosos

que estavam a ser tratados com anticoagulantes. Parece que os médicos prescritores não estavam suficientemente informados sobre os riscos hemorrágicos associados a essa medicação. E também que os idosos não estão suficientemente representados nos “estudos de viabilidade terapêutica” desse medicamento.

Quando a Europa salva os bancos, quem paga?

Documentário do canal Arte com Harald Schumann, jornalista de investigação num diário berlinense, demonstrando quem foram os beneficiários dos resgates bancários na Europa; não foram os países, nem sequer os cidadãos que, com os seus impostos, pagam estes resgates.

Documentário extremamente sóbrio e objectivo, contêm entrevistas a vários ministros das finanças europeus (incluindo o alemão), ex-administradores de bancos, a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e demonstra as profundas consequências destes resgates.

Toda esta informação não é novidade. Interroguemo-nos sobre os motivos de, sendo conhecida e estando bem documentada, não fazer todos os dias as primeiras páginas dos jornais. Desde o inicio da crise que é evidente o que se está a passar, pelo menos para quem acompanha estes assuntos. Em 2010 falávamos disto mesmo aqui no Aventar. Os próprios conselheiros da Sra. Merkel admitem em público que os resgates dos bancos dos países em dificuldades servem para salvar os próprios bancos alemães.

A legendagem foi feita por vários autores e leitores do Aventar. Se encontrar erros não hesite em contactar-nos.

Mais do mesmo (França)

796675© JEFF PACHOUD/AFP

10 de Setembro de 2013: Manifestação em Lyon, França, contra a nova reforma do sistema de pensões

Economia da felicidade

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Há uns dias, em França, no âmbito das 13ª edição das Rencontres économiques d’Aix-en-Provence, o Cercle des économistes promoveu uma iniciativa que teve por base um programa chamado Inventez 2020, la parole aux étudiants (Inventem 2020, a palavra aos estudantes). O programa, participado por centenas de jovens oriundos de toda a França, desafiou-os a escrever um texto de reflexão prospectiva sobre o estado do Mundo em 2020 – nele pondo as suas perplexidades, expectativas e desejos. Seleccionados os cem melhores textos, o Cercle des économistes convidou os seus autores a subir a uma tribuna para dar conta das ideias neles contidas.

O que disseram? Que querem viver num mundo mais compreensível e mais feliz. A felicidade – variável desprezada pela generalidade dos empregadores – é o que os move, e estão certos. Crescimento? Sim, claro, disseram todos, mas antes de tudo o mais um crescimento que faça inflectir o caminho danado do capitalismo financeiro, produtor de grande número de pessoas infelizes em toda a parte. [Read more...]

We will always have Paris…

O presidente francês François Hollande resolveu responder à Comissão Europeia sobre a forma “abusada” com que a CE se intrometia nos assuntos internos do seu País e disse: “Bruxelas não tem nada que ditar o que Paris deve fazer”. Segundo a imprensa Francesa, Hollande encostou Bruxelas às cordas.

Eu cá que não sou de intrigas, nem tão pouco de esquerda mas, no entanto, fervorosa benfiquista, parece-me que posso dizer que por cá esta receita sempre seria mais bem vista do que qualquer pedido de simpatia. Não?

Ao escrever um post do Aventar em França estarei a contribuir para uma comédia

E quem diz comédia, diz tragédia. É isto o socialismo?

Do Decadente Socialismo Franco-Português

Houve um tempo, demasiado recente, em que gastar dinheiro em Portugal era todo o âmbito da política. O que importava fazer? Gastar. Em quê? Não importa. Importava gastar. Era o socialismo. Quinze anos dele.

Deu-nos estagnação do PIB, deu-nos facilidades amargas, dívidas à fartazana, facilitismo, falências, eleitoralismo absoluto, demagogia acima do interesse nacional, um inteiro cortejo guloso de políticos na gula gananciosa de rapar em pelo menos duas legislaturas. Mas agora temos Gaspar, o Marciano, alguém que não contemporiza com detalhes, não se apieda com choradinhos, não pensa eleitoralmente, nem se detém com impostores de Esquerda ou com as hesitações Moralistas Socialóides com demasiado boa consciência e as mãos vazias de economia, risco pessoal, em benefício dos pobres dos desempregados. [Read more...]

Continuem a dizer mal do futebol português

Nas últimas 3 eliminatórias da competição em que está envolvido, o Benfica despachou sucessivamente equipas da Alemanha, da França e da Inglaterra. 3 das potências económicas da Europa. E sempre sem grandes problemas no que toca à demonstração de superioridade.
Para todos aqueles que continuam a dizer mal do futebol português, gostava que me dissessem em que sector da economia é que uma empresa portuguesa consegue suplantar de forma tão clara empresas suas congéneres da Alemanha, da França e da Inglaterra. Não há muitos exemplos, pois não?

França: 3,2 milhões de desempregados

O Le Monde abriu um véu sobre o que os franceses saberão de fonte oficial logo mais à tarde: o desemprego está em imparável, malgrado as palavras doces e mentirosas de Hollande. Fonte: Público

A França em recessão

François Hollande bem pode fugir com o rabo à seringa da austeridade: o Estado social francês vai mesmo a debate.

Referendos é que não!

Franceses querem britânicos fora da UE? Uma sondagem parisiense diz que sim.

Paris na mira dos jihadistas

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Um dos responsáveis pelo MUJAO (Mouvement pour l’Unicité et le Jihad en Afrique de l’Ouest) anunciou ontem em Bamako, capital do Mali, que vai ripostar ao ataque militar francês e atacar o coração da França. A recessão chega a França com a ameaça de terrorismo. Prova de fogo para François Hollande.

Não é só em França

Do abandono ao desprezo: como o PS virou costas à classe trabalhadora é o título do livro do economista francês Bertrand Rothé, que passa em revista 30 anos de história política e social em França. ” O PS nunca foi uma força de resistência face ao progresso do liberalismo da UE. Pelo contrário.”

Gaspar & Coelho já pediram a nacionalidade francesa

Tribunal Constitucional francês chumba imposto sobre milionários por não respeitar princípios de igualdade.

Gays Podem Casar Mas Não Entre Eles

No que toca ao casamento, em França, não há discriminação dos homossexuais.

País está a discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Esquerdas pedem contas a Hollande

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Paris, 1981. Quando François Hollande era jornalista
(© Michel Clément/AFP)

Numa carta endereçada ao Presidente francês, quinze deputados pedem a François Hollande que responda à «aspiração legítima dos trabalhadores que votaram nele em melhorar as suas condições de vida materiais», exigindo que a agenda presidencial retome com urgência as questões do emprego e do poder de compra, colocando-as no mesmo plano prioritário das contas públicas e da competitividade, na senda da «grande reforma fiscal redistributiva anunciada por Hollande durante a sua campanha eleitoral.» Desemprego crescente, estagnação salarial, e dificuldades crescentes em chegar ao fim do mês com meios de subsistência – eis a vida da generalidade dos franceses, numa economia que em 2013 se prevê que entre em recessão. (fonte: AFP)