E quem diz comédia, diz tragédia. É isto o socialismo?
Ao escrever um post do Aventar em França estarei a contribuir para uma comédia
Continuem a dizer mal do futebol português
Nas últimas 3 eliminatórias da competição em que está envolvido, o Benfica despachou sucessivamente equipas da Alemanha, da França e da Inglaterra. 3 das potências económicas da Europa. E sempre sem grandes problemas no que toca à demonstração de superioridade.
Para todos aqueles que continuam a dizer mal do futebol português, gostava que me dissessem em que sector da economia é que uma empresa portuguesa consegue suplantar de forma tão clara empresas suas congéneres da Alemanha, da França e da Inglaterra. Não há muitos exemplos, pois não?
França: 3,2 milhões de desempregados
O Le Monde abriu um véu sobre o que os franceses saberão de fonte oficial logo mais à tarde: o desemprego está em imparável, malgrado as palavras doces e mentirosas de Hollande. Fonte: Público
A França em recessão
François Hollande bem pode fugir com o rabo à seringa da austeridade: o Estado social francês vai mesmo a debate.
Referendos é que não!
Franceses querem britânicos fora da UE? Uma sondagem parisiense diz que sim.
Paris na mira dos jihadistas
Gaspar & Coelho já pediram a nacionalidade francesa
Tribunal Constitucional francês chumba imposto sobre milionários por não respeitar princípios de igualdade.
Gays Podem Casar Mas Não Entre Eles
No que toca ao casamento, em França, não há discriminação dos homossexuais.
País está a discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Esquerdas pedem contas a Hollande

Paris, 1981. Quando François Hollande era jornalista
(© Michel Clément/AFP)
Numa carta endereçada ao Presidente francês, quinze deputados pedem a François Hollande que responda à «aspiração legítima dos trabalhadores que votaram nele em melhorar as suas condições de vida materiais», exigindo que a agenda presidencial retome com urgência as questões do emprego e do poder de compra, colocando-as no mesmo plano prioritário das contas públicas e da competitividade, na senda da «grande reforma fiscal redistributiva anunciada por Hollande durante a sua campanha eleitoral.» Desemprego crescente, estagnação salarial, e dificuldades crescentes em chegar ao fim do mês com meios de subsistência – eis a vida da generalidade dos franceses, numa economia que em 2013 se prevê que entre em recessão. (fonte: AFP)
Recessão? Em França não há lá disso
“Não há recessão, mesmo que saibamos que vai ser difícil, com um crescimento quase nulo, mas vamos conseguir safar-nos”, disse François Hollande, o presidente-fraude em quem cada vez mais franceses se arrependem de ter votado,
acrescentando que até ao final de Janeiro de 2013 vai ser preciso “um compromisso histórico relativamente ao trabalho. Aos parceiros sociais, e particularmente aos patrões, digo que a oportunidade não pode perder-se. Cada um deve assumir as suas responsabilidades.” E ele? Por que não assume as suas?
Os ibéricos, esses malandros
(c) Parlamento Europeu
Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinam o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia
12 de Junho de 1985: após oito anos de negociações, Portugal assinava o tratado de adesão que o colocaria em 1986 no clube dos consumidores europeus e grandes exportadores mundiais, então 320 milhões de indivíduos. A Europa dos ricos alargava as suas fronteiras aos pobres e recebia de uma assentada três milhões suplementares de desempregados. Jacques Delors celebrava o esforço comum empreendido em favor de «um mesmo ideal [que serviria] para reforçar as nossas economias, confortar as nossas democracias e partilhar as nossas culturas.» E foi assim, a imaginar que estávamos num clube filantrópico de amigos beneméritos, que deixámos a corrupção de sempre (a do sistema de poderes de tráficos e influências que prossegue minando de injustiça e imoralidade a vida dos cidadãos) tomar conta do Estado democrático. [Ler mais ...]
Casse-toi, riche con!
Submissão
Não é uma ideia nova, mas de cada vez que penso no assunto, fico sem entender como é que o Presidente da FRANÇA tem como primeiro acto público uma viagem à Alemanha.
Não se entende.
O que deveria fazer a Esperança da Esquerda europeia era fazer render o peixe, o estado de graça, deixa a nazi a falar sozinha por uns tempos, mandar uns recados um pouco para todo o lado e ganhar o povo francês para o lado que interessa.
Assim, não se entende. Resta-nos a ESPERANÇA no povo GREGO!
Para o ex-Esperança, uma música dos Xutos:
Mário Soares ao Jornal I
“Toda a gente percebeu tanto em Portugal como na Espanha que só com austeridade não se vai lá.”
Eu não sei se TODA a gente já percebeu, mas há pelo menos dois tipos de pessoas que perceberam: os desempregados e os funcionários públicos!
É oficial: Merkolland ou Hollandmerkl, eis a questão
O Partido Socialista Francês volta ao poder. Não será a esquerda, mas já não é a direita.
Vive la France!
Eleições na Grécia e na França: troicaram-lhes as voltas?
Pelas primeiras sondagens a noite promete: a Europa passa a ser governada por Merkholland (o que não é bem a mesma coisa), e os partidos da troica podem não ter maioria no parlamento grego (onde convém não esquecer que uma muito peculiar noção de democracia oferece 40 deputados ao partido mais votado). Syriza, o BE grego, pode mesmo ter ganho as eleições na Atica. E a Atica, é Atenas…
Bon voyage…
Este Soral tem o percurso que se conhece, mas que diz umas verdades, disso não haja dúvida. O pior é que apenas mudando os nomes, bem podia estar a falar de uns figurões portugueses. Em suma, o que há a reter está aqui. Apenas um aperitivo:
“Uma burguesia desmazelada, exibicionista, parasitária, incapaz de dar o exemplo, boçal, inimiga da cultura, sem profissão e para mais mundialista e americanizada. Relógios de “marca”, trapos “de marca”, resorts, spa’s, mais os condomínios e o golfe, a socialite e o jet set, fazem o retrato desta canalha endinheirada e snob . É o sonho de muita gente, cá como lá, mas entre esta burguesia e a classe operária, não havendo diferença nos impulsos e no exemplo, optamos decididamente pela classe operária.”
A baguette de Hollande
Após a fragorosa vitória na guerra de 1870-71, Bismarck sabia bem o que dizia, quando considerava a hipótese de uma restauração da Monarquia francesa um imediato casus belli. Tinha as suas razões para apostar no sempre instável regime republicano e as décadas que decorreram até à I Guerra Mundial, foram pontilhadas de casos que alternavam tentativas de feitos espectaculares no ultramar, com os aspectos mais sórdidos do período dito liberal. Se a grande Guerra propiciou a União Sagrada que fez frente aos Impérios Centrais, logo os anos vinte e trinta fizeram regressar aquele clima de não declarada guerra civil, esse fervilhante viveiro que ditaria uma vez mais, uma rápida e clamorosa derrota frente à Wehrmacht. Nas duas derradeiras décadas do século XIX e no período da Belle Époque, deram brado os casos do general Boulanger, o embraçoso episódio Dreyfus, as constantes ruínas empresariais e escândalos financeiros, a total capitulação que os ingleses impuseram em Fachoda – esse sim e que ao invés do “nosso”, consistiu num Ultimatum com perdas bem reais – ou a deriva populista que encontrou na Igreja o alvo ideal, enfim, alguns episódios bem conhecidos e que para os cem anos seguintes permaneceram presentes na discussão da coisa política em França. [Ler mais ...]
Em França ganharam as promessas que fazem o imaginário reivindicativo da oposição em Portugal
Hollande vence primeira volta das presidenciais francesas
Se o resultado se mantiver na 2ª volta, vamos ver se apenas foram promessas vãs. Por exemplo, serão as seguintes promessas para manter?
- Restabelecer imediatamente a idade da reforma nos 60 anos (ler)
- Criar 150 mil empregos reservados aos jovens (ler) – onde é que já vi isto?
- Criar 60 mil postos suplementares na educação (ler)
- Aumentar a proporção de remuneração fixa dos clínicos gerais (ler)
- …
Num país a viver apertos financeiros, veremos se a promessa fácil chegará a bom termo.
Vive la Farce et le Farceur!
Como Berlusconi, em Itália, e Sócrates, em Portugal, cada qual no seu papel desastroso, Sarkozy tornou-se gradualmente odioso e desconfortável à crítica política interna e externa, apenas pela lógica que cultivou da sua inevitabilidade, coisa inoculada na opinião pública local, pela demasiada e perversa afeição ao Poder, pelo jogo sujo da batalha política e pela demarcação do Estado Francês, através de comparações oportunistas, de Espanha, Portugal, Itália, tudo para capitalizar dividendos eleitorais a par da tentativa de colagem a Merkel com o cuspo da lisonja. É como se a encalacrada republique française não tivesse senão que acomodar o neo-bonapartismo sarkozyano e dar-se por muito bem zelada e servida. Acontece que, ao contrário do tarado Berlusconi e do larápio Sócrates, Sarkozy é manifestamente mais competente e mais patriota. E, na verdade, não há mais ninguém que valha aos franceses e sinalize ao exterior o que urge sinalizar. Farsa por farsa, é preferível escolher uma apesar de tudo um tudo nada virtuosa.
Marchais, esse precursor de Le Pen
Sabe-se o que aconteceu quando da reforma eleitoral promovida por Mitterrand. Visando enfraquecer a direita “clássica”, introduziu o sistema proporcional, aliás mais justo que esta ridícula ficção das duas voltas. O PCF, até então incontestado dono dos banlieu, caiu dos 20% para uns residuais 5%, passando-se o seu eleitorado com armas e bagagens para as hostes da Frente Nacional que atingiria perto de 15% dos votos.
O discurso de Le Pen, nada mais é senão a continuidade do posicionamento político do precursor PCF. Entretanto, o conhecido “barão” de Lavos já terá iniciado o processo de canonização da indefesa criança Mohamed.
* A pedido de um leitor, aqui segue uma tradução mais que imperfeita:
“Há que pôr fim à imigração oficial e clandestina. É inadmissível fazer entrar novos trabalhadores imigrados em França quando o nosso país conta com quase 2 milhões de desempregados franceses e imigrantes” (palmas seguidas da voz da locutora que informa ser o PCF contra a construção de um centro cultural islâmico). O porta-voz do PCF em Rennes, diz o seguinte:
“Verificamos que não se trata de um centro cultural que está em construção, mas de facto é uma mesquita e uma escola corânica. Nesse sentido o senhor Maire de Rennes (um socialista) apoiou a ideia (não estou a entender todo o discurso, lamento). “Nós não mudámos de opinião, somos pela separação da Igreja e do Estado e de forma alguma o dinheiro público deverá servir para construir”… (aqui também não consigo entender o que o homem diz, uma vez mais lamento).
E regressa Marchais, desta vez de dedo em riste pela moral:
“Colocamos o problema da imigração. Será para utilizar e favorecer o racismo. Procuraríamos acarinhar os mais baixos instintos. Assumimos a luta contra a droga e isto porque não queremos combater o alcoolismo que é apreciado e corrente na nossa clientela. Para a juventude, eu escolho, sim, eu escolho o estudo, o desporto, a luta e não a droga” (salva de palmas).
E Marchais passa então a atacar os socialistas, irmanando-os à direita nas questões relativas ao respeito pelos trabalhadores, etc, etc. O discurso parece um bocado desconexo, sem seguimento (há partes certamente recortadas do todo, claro). Enfim, uma espécie de Jerónimo de Sousa avant la lettre.
Carta do Canadá: Ou vai ou racha
Fernnanda Leitão
Há dias podia ler-se num editorial do New York Times, todo ele dedicado à situação na União Europeia: ”Porque é que os líderes da Europa se empenham em negar a realidade? A chanceler Angela Merkel,da Alemanha, e o presidente Nicolas Sarcozy, da França, mostram-se incapazes de admitir que vão por caminho errado. Estão deslumbrados com a sedutora mas ilógica noção de que todos os países devem copiar o “modelo exportador” da Alemanha, sem décadas de investimento público e taxas artificialmente baixas, cruciais para o sucesso germânico? A Sra Merkel também parece determinada a inclinar-se perante os preconceitos dos eleitores alemães, os quais acreditam que o sofrimento é a única maneira de a Grécia,e os outros países da Europa do Sul, entrarem no bom caminho”.
Que esses dois líderes pensem de forma tão redutora e pobre, não surpreende quem tem boa memória ou o salutar hábito de ler o que a História ensina. Há países onde as televisóes se preocupam em não deixar apagar-se a memória do sofrimento que a Alemanha, por má liderança, e a França, por cobardia das elites, inflingiram a milhões de pessoas. O Canadá é um desses países. Devo acrescentar que a cada passo oiço canadianos dizer a propósito da situação na UE: “A Alemanha, outra vez!”. E anglo-saxónicos puros e duros desabafando: “A França é sempre a mesma doida”. Nestas expressões há receio, há desagrado, há um escondido grito de alarme. Dirão: é a mania da superioridade dos ingleses. Será, mas têm boas razões para isso: se não fossem eles, patriotas, a dar o primeiro grande passo da resistência, a Europa teria sido esmagada e abastardada por um punhado de facínoras. [Ler mais ...]
O Problema da Europa

Valores dos titulos a atingir a maturidade
O gráfico anterior ilustra as necessidades de crédito imediatas de três bombas relógio. As cimeiras europeias não fazem nada para resolver este problema. Tanto a Itália como a Espanha estão a atingir valores de financiamento que fazem com que o roll over destes bonds seja impossível de fazer. Como vai ser?
O itinerário da troika
Depois de Atenas, Dublin. A seguir Lisboa. Independentemente dos problemas de usura , o Sol e os suaves fins de tarde lisboetas são mais aconchegantes do que o ar cinzento de qualquer cidade do norte europeu. Natural, portanto, que os nórdicos da troika prefiram o ambiente amistoso do Sul aos plúmbeos ares nortenhos. Até porque estes problemas sociais, alheios aos interesses financeiros, não os comovem.
O rumo da rota, na lógica de factores climático-sociais, funda-se em outras motivações. Sinteticamente reduzidas pelo libelo países periféricos. Como quem diz suburbanos para, de forma diplomático-hipócrita, não lhe chamar marginais – no sentido puro da definição de marginalidade, i.e., parte do tecido social económica e politicamente excluído. No fundo, os muitos que a sociedade convencionou discriminar em nome de minoritários interesses, em submissa obediência a normas de ganância de poderosos.
Um a um, os tais países periféricos, na lógica referida, são naturalmente delinquentes e marginais. Constituem o grupo visado pela troika (FMI-CE-BCE), que actua em obediência às ordens dos chefes supremos. Mas, em simultâneo, esses países ocupam os espaços mais aprazíveis para se trabalhar em dias soalheiros. De facto, se o critério fosse a dimensão da dívida, então o itinerário seria, por exemplo, aquele que o quadro seguinte, interpretado a rigor, justificaria:
| País da Zona Euro | População | Dívida em USD (biliões) | Dívida em Euros (biliões) | Dívida ‘per capita’ € |
| Bélgica | 10.500.000 | 1.354 | 933 | 88828,53 |
| Espanha | 45.100.000 | 2.313 | 1.593 | 35328,26 |
| França | 63.800.000 | 5.002 | 3.446 | 54006,51 |
| Grécia | 11.100.000 | 504,6 | 348 | 31314,64 |
| Irlanda | 4.200.000 | 2.312 | 1.593 | 379194,18 |
| Portugal | 10.600.000 | 484,7 | 334 | 31498,53 |
Outros países poderíamos acrescentar, mas fiquemos por aqui. Bruxelas e Paris, nesta época, estão longe de oferecer os fins-de-tarde de ‘bocadillos y mirar las golfas’ e, por conseguinte, Madrid poderá ser a próxima anfitriã da troika. Prevalece o valor do Sol e do Sul sobre a dívida e o Norte.






Sugestionado pelo título de uma série televisiva americana, 






Comentários recentes