O Rio Tinto

Mudar de ano pode, no caso em apreço, ter sido apenas uma mudança entre uma terça e uma quarta. Será, para muitos outros, uma alteração entre um ciclo de objectivos e uma nova carga de trabalhos para mais 365 dias. Mas, não deixa de ser também, apenas e só mais um momento em que os rios continuam a correr para o mar.

Neste caso concreto, a variável rio torna-se o receptor da incompetência de uma empresa, de uma sociedade ou sei lá de quem mais. A culpa pode até ser do Pai Natal ou do Pinto da Costa (eu, pessoalmente, aposto nesta última):

A notícia do Porto Canal não precisa de legendas.

Quem vive na zona do Meiral, em Rio Tinto (Gondomar) já se habituou há muitos anos aos maus cheiros que invadem todos os recantos de cada uma das casas daquela zona. Uns dias melhores, outros piores, mas sempre presentes para nunca livrar a memória de cada um da existência daquele monstro. Era o custo que alguns tinham que suportar para o bem de todos. É esse o preço da vida em comunidade. Para além dos camiões a circular permanentemente pelas ruas onde antes se jogava à bola havia os cheiros, sempre os cheiros.

Acontece que o preço que a ETAR custa a cada um de nós não se justifica. E por uma razão simples: não funciona. E não funciona porque a Empresa que tem a sua propriedade é incompetente para o fazer.

Não sei se a solução passa pelo Pai Natal ou pelo Pinto da Costa – mas o novo Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, tem que resolver esta situação e com urgência!

Violência no Colégio

Foi mais ou menos isto que aconteceu, há meia dúzia de anos, no Colégio Paulo VI em Gondomar. Um aluno do 1.º ciclo destruiu uma sala de aula durante um ataque de fúria, provocado por um distúrbio do foro psicológico.
Acto contínuo, o aluno foi convidado a deixar o colégio. O Encarregado de Educação ainda argumentou com os problemas emocionais do seu educando, a professora saiu em sua defesa, mas a decisão estava tomada. A mãe teve de encontrar à pressa uma escola pública que o acolhesse. O aluno foi diagnosticado e rapidamente enquadrado no Ensino Especial. Apesar de continuar a ter Necessidades Educativas Individuais, é hoje um menino que adquiriu uma grande capacidade de auto-controle.
Esta história nunca poderia ocorrer no sentido inverso. Ou seja, um aluno do 1.º Ciclo nunca poderia ser expulso da sua escola e, ao mesmo tempo, ser acolhido de braços abertos por um colégio privado.
Porque a Escola Pública é democrática, universal, inclusiva. O ensino privado não.

Em Gondomar

está resolvido – adeus Major!

Major injustiçado

Os Presidentes dinossauros podem passar de Gaia para o Porto, levando o Porco e o Quim Barreiros atrás. Os das Juntas até podem continuar, desde que o território e tal… Só o senhor Major! Que injustiça! Nem com um notita na feira?

Autárquicas em Gondomar: Fernando Paulo, as rotundas e os bidões

via Portal de Gondomar

via Portal de Gondomar


O candidato colocado por Valentim Loureiro na corrida à Câmara, com a esperança de poder voltar ao lugar daqui a 4 anos, inaugurou um novo modelo de campanha. Ocupou um sem-número de rotundas do concelho com enormes bidões de água, à volta dos quais colocou os seus cartazes com 4 faces, de forma a serem visíveis de todos os lados.
Fernando Paulo parece ter uma obsessão por este tipo de propaganda eleitoral. Por agora, pelo que sabemos, o seu único pensamento para o futuro do concelho prende-se com as denúncias da falta de segurança dos cartazes do candidato do PS, Marco Martins.
Claro que sabemos muito mais sobre o que Fernando Paulo tenciona ou não fazer se ganhar as eleições. É que os seus eleitores, no dia do voto, não se podem esquecer de pôr a cruzinha no «Movimento Independente Valentim Loureiro». Pois…

Valboni, Gondomar

valbom
Já lá dizia o meu tio: Valbom, Paris e Londres.

Autarca Modelo – em Gondomar

No seguimento da reflexão sobre as eleições autárquicas há um modelo que penso não ser para repetir – o Major Valentim Loureiro.

Hoje Rio Tinto acordou assim.

Na semana passada tinha estranhado, numa viagem matinal por Gondomar, a quantidade de lixo que fui vendo em diferentes locais. Esta semana o filme repetiu-se e o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins acaba de publicar fotografias no Facebook que dispensam grandes comentários.

Segundo Marco Martins,

em 2006, a CM  de Gondomar acabou com a recolha de lixo aos sábados (o dia em que se produz mais lixo doméstico), tendo e bem, retomado alguns circuitos ao domingo. Porém, nas últimas semanas, os circuitos de contentores ao Domingo, deixaram de ser feitos…

E o resultado está à vista: lixo espalhado pela via pública, má imagem, focos de contaminação, cães e gatos a rebentar sacos, etc, etc. Será para preparar a entrega aos privados, que custará cerca de 1,2M€ a mais por ano aos nossos impostos? [Read more...]

A Escola de Formação Profissional FVForm, do Eng.º Fernando Vieira, já não paga aos formadores há um ano

Uma breve pesquisa na internet diz-nos quem é o Eng.º Fernando Vieira: antigo sócio da PROJCFI, com dívidas desde 2005, formou entretanto uma nova Escola de Formação Profissional: a FVForm, com instalações em Braga, Amarante, Gondomar e Lordelo.
Na escola de Gondomar, onde ministra os cursos financiados de Estética e de Cabeleireiro, dirigiu pessoalmente as entrevistas aos formadores. Aos seleccionados, através de uma funcionária, mandou dizer que o vencimento por hora seria de 30 euros mas que só lhes pagaria 10, porque para receberem os restantes 20 teriam de leccionar mais 2 horas nos cursos não-financiados.
Entretanto, há cerca de um ano que a FVForm deixou de pagar aos seus formadores. Muitos deles, fartos com esta situação, deixaram a empresa. O Eng.º Fernando Vieira defende-se sempre com os atrasos das verbas enviadas pelo POPH. A verdade é que o POPH já comprovou que não existe qualquer atraso, pelo que a mentira descarada, mais uma vez, é da FVForm. Há formadores que já têm milhares de euros em atraso.
Num acto de gestão muito conveniente, o Eng.º Fernando Vieira registou cada uma das suas Escolas Profissinais através de entidades jurídicas distintas. Assim, se numa escola tiver problemas, não terá nas restantes por arrastamento.
Na FVForm de Gondomar, os formadores vêem com apreensão o seu futuro e temem ficar sem o dinheiro que é seu. Será que o Eng.º Fernando Vieira prepara mais uma das suas habituais golpadas?

Nuno Saraiva

Se houver manifesta concordância das partes envolvidas

Sobre os MEGA – AGRUPAMENTOS, uma excelente tomada de posição do Conselho Municipal de Educação de Gondomar, para onde estão previstos TERA – agrupamentos.

O Colégio Paulo VI em Gondomar, um colégio com contrato de associação, admite a selecção dos alunos no seu Regulamento Interno

Pelo meu post anterior, já ficou provado à saciedade que o Colégio Paulo VI em Gondomar nunca poderia ter contrato de associação com o Ministério, visto que a condição principal para ter contrato de associação é não existir oferta pública na região. E em volta do Colégio Paulo VI, para além das 4 Escolas Secundárias do concelho de Gondomar e das inúmeras Escolas Secundárias do Porto e arredores, o que não falta é oferta pública (pode ter havido uma razão histórica para a assinatura deste contrato. Agora já não há).
Depois, há a questão da selecção de alunos. Uma escola com contrato de associação tem de aceitar todos os alunos da sua área de residência – é o que diz a lei. O Colégio Paulo VI não o faz. Selecciona os alunos pelo seu aproveitamento escolar e assume-o no seu Regulamento Interno:

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Paulo VI, o Colégio que tem um contrato de associação no centro de Gondomar e que selecciona os alunos


O post do João José Cardoso sobre a manifestação das escolas privadas em Lisboa fez-me querer saber quais são as 93 escolas que têm contratos de associação no país. Aqui estão elas.
Com espanto, verifiquei que uma das escolas que mantém contrato de associação é o Colégio Paulo VI, em Gondomar. Estamos em presença de um bom colégio, mas não é isso que está em causa.
Porque o que está em causa é o seguinte: é um colégio que não cumpre o principal requisito das escolas com contrato de associação – oferecer educação gratuita a uma região que não dispõe de oferta pública. É que, em redor do Paulo VI, a menos de 1 ou 2 km, existe uma extensa rede de escolas públicas, todas com capacidade para albergar mais alunos. No total, são 47 escolas primárias (1.º Ciclo), 7 escolas E B 2 3 (2.º e 3.º Ciclos) e 4 Escolas Secundárias - Gondomar, Rio Tinto, S. Pedro da Cova e Valbom. São números que respeitam apenas à cidade de Gondomar e às freguesias limítrofes e que não contabilizam, por isso, as freguesias mais afastadas da freguesia-sede, como Jovim, Foz do Sousa ou Melres. [Read more...]

Não traumatizem a menina que agrediu a professora à dentada


A professora diz que saiu da sala. Ora, um professor não pode sair da sala. Teve o que merecia.
Depois, não deixou a menina escrever na mesa. O que é isto, cercear os dotes artísticos de uma jovem, uma potencial Picassa? Foi muito bem feita.
Depois, dá aulas em Gondomar. Não se pode queixar. Quem dá aulas em Gondomar sujeita-se.
Por fim, chama-se Lachado. Lachado??? Lachado??? Mas que merda de nome é esse? Cá para mim, quem se chama Lachado não merece a mínima consideração.
A menina de 10 anos fez o que devia ser feito. É que uma professora dessas… só mesmo à dentada!
Por isso, façam o favor de não traumatizar a menina. Não a castiguem e não digam que ela é uma cadela. No fundo, no fundo, a menina está a ser vítima de bullying.

Chuvas em Rio Tinto e o Caos…

“Nasci” juntinho ao Rio Tinto. Ouvi as histórias de peixes e dos Moinhos ali junto ao ALARO…o café de António Luís… Oliveira. Sim. Esse – um dos Oliveirinhas. O mesmo onde hoje existe um restaurante onde se paga melhor para comer pior, mas enfim… voltemos ao assunto.

rio_tinto_poluido
Ali mesmo juntinho ao Rio vi vezes sem conta a sua fúria que teimava em chatear os mais desprotegidos – quem nada tinha, sem nada ficava por causa da água, esse elemento vital tantas vezes inimigo.
Depois veio uma ETAR que a troco dos maus cheiros e incómodos vários trouxe alguma requalificação às margens e ao leito do rio que dá nome à freguesia que quer ser concelho.
E esta madrugada, uma vez mais, a água entrou em casa dos meus familiares – um metro. Isso mesmo – um metro de água dentro de casa.
(RTP, JN, RR, SIC )
Imagine, caro leitor, que isso acontece em sua casa – além do lixo, o que ficaria danificado?
Agora se me permitem, uma conclusão demagógica: o sr. Major, esse exemplo raro do poder autárquico, que tantos anos leva de mentiras e enganos, fez o quê nas duas últimas décadas para resolver este problema?
Por mim, fica novamente claro que RIO TINTO tem que ser independente de Gondomar porque quem por lá anda faz de conta que a freguesia que mais dinheiro dá ao concelho não existe.