Outras opiniões de Manuela Ferreira Leite sobre a saúde dos portugueses


«É deplorável que se consinta que indivíduos que sofrem de moléstias incuráveis continuem a contaminar as pessoas sadias. Isso corresponde a um sentimento de humanidade do qual decorre o seguinte – para não fazer mal a um arruinam-se centenas.»

«Tornar impossível que indivíduos doentes procriem outros mais doentes é uma exigência que deve ser posta em prática de uma maneira metódica, pois se trata da mais humana das medidas.»

«Deve-se proceder, sem compaixões, no sentido do isolamento dos doentes incuráveis».

«Quem sabe exatamente se está doente ou não? Não se verificam inúmeros casos em que uma pessoa aparentemente curada, recai e causa desgraças horríveis, na perfeita ignorância da realidade?»

«Tudo o que se fez foi, ao mesmo tempo, insuficiente e irrisório. A corrupção do povo não foi evitada.»

«O papel do mais forte é dominar. Não se deve misturar com o mais fraco, sacrificando assim a grandeza própria.»

« Educando o indivíduo, o Estado deve ensinar que não é uma vergonha, mas uma lamentável infelicidade, ser fraco ou doente, mas é um crime e também uma vergonha.»

Estas e outras opiniões de Manuela Ferreira Leite na sua última obra

Manuela Ferreira Leite:

Da próxima vez que abrir a boca, não se esqueça do que vai dizer e também: o Serviço Nacional de Saúde não é “gratuito”, como insinua - é pago com o dinheiro dos contribuintes portugueses, mesmo por aqueles que, aos 70 anos, possam não conseguir pagar a vital hemodiálise

Pessoas a quem desejo que precisem de hemodiálise e não tenham dinheiro para a pagar

Manuela Ferreira Leite, Helena MatosElisabete Joaquim e A.A.A. (estes últimos com uma vaga atenuante pelo pudor demonstrado, que fiquem só falidos quando chegarem aos 70 anos).

Esta praga que aqui rogo é um nojo? é. Mas, além de as pragas não surtirem efeito, repelente é haver gente que ataca o princípio de todos termos direito à saúde independentemente da conta bancária. Porque quem o faz, do alto do seu seguro e imaginando que nunca ficará sem ele, vendo o mundo da mesma forma como sempre o encarou a aristocracia (a bem dizer nem a burguesia clássica desce tão baixo) e achando que por alguém ser pobre tem menos direito à vida porque ninguém o mandou ser pobre, não tem um mínimo de humanidade, não passa de um crápula abjecto, uma imitação grotesca de um ser humano. Para mais fazem-no em nome da mentira, aceitando a fuga aos impostos e a acumulação de capital à pala do estado, que é o país onde vivemos e que desta forma efectivamente será incapaz de sustentar o SNS.

Além disso de boas maneiras e tratos de cavalheirismo estaria o inferno cheio se existisse. Para esse peditório, enquanto não acabarmos de vez com os pobres, nunca darei.

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Errata: parece que me tinha enganado num nome. Que horror. Fica a abreviatura. Desconfio que trará boas memórias ao destinatário.

A Opinião de Manuela Ferreira Leite sobre a hemodiálise

Quem tem mais de setenta anos tem direito a fazer hemodiálise, se pagar

Disse Manuela Ferreira Leite num debate de (pasmem) “senadores”, na SIC Notícias. Veja e ouça o leitor com os seus olhos e ouvidos porque até parece que eu estou a mentir: