Natália de Sousa merece que saibamos o seu nome

Não conhecíamos Natália de Sousa, o seu nome nunca chegou aos jornais, nunca foi capa de revista ou tema do momento nas redes sociais. Era advogada em Estremoz, ao que parece muito conhecida e respeitada na terra por se dedicar a casos de violência doméstica, abdicando frequentemente dos seus honorários para ajudar mulheres em situação desesperada.

Ontem à tarde, o ex-marido de uma das suas clientes, a meio de um processo de divórcio tumultuoso, invadiu-lhe o escritório. Recebera dias antes o aviso de que uma providência cautelar o impedia de se aproximar da mulher. Espancou a advogada até à morte, saiu e confessou o crime ao primeiro com quem se cruzou. Quando o socorro médico chegou, já era tarde. [Read more...]

Menos Sexo

less-sexmas mais igualdade?

Insulto às mulheres

Hoje lembrei-me desta publicidade.

Porque é Dia Internacional da Mulher e porque, embora as mulheres sejam cada vez mais numerosas e mais presentes em praticamente todos os sectores da sociedade moderna dos países desenvolvidos, há ainda um longo caminho a percorrer.
Porque, apesar de todas as qualificações e de todos os esforços, uma mulher profissional é frequentemente preterida quando compete com um concorrente homem.
Porque, mau-grado toda a evolução na sociedade e as provas dadas por muitas mulheres em lugares de chefia, elas continuam a ser muito minoritárias nesses postos de trabalho.
Porque eu sou mulher e já me senti assim insultada quando um colega (tão incompetente que foi a única pessoa despedida naquela empresa) ganhava mais do que eu, trabalhando muito menos e muito menos eficazmente.
Porque, mesmo antiga e com fraca qualidade, continua a representar aquilo que diariamente se faz a muitas mulheres.

Pelo menos no Aventar ganhamos todos o mesmo, homens ou mulheres.

Alô-alô? Klop!

Aguardamos ansiosamente os furibundos protestos de uma certa esquerdinha que quanto a este tipo de nefastíssima seitazita, mantém-se sempre ceguinha, surdinha e mudinha. Vá lá, expliquem-nos o que se passa e o que se pode fazer.  Não, desta vez “os sionistas” não têm qualquer culpa.

Retrocessos da civilização

Há 56 anos, a mulher tunisina alcançava o “mais avançado estatuto entre todas as mulheres dos países árabes: a igualdade de género“.

Hoje, o actual governo pretende a «islamização» do país e os tunisinos não estão pelos ajustes. Já houve manifestações na rua.

Os tunisinos exigem a alteração de um artigo da futura Constituição em que a mulher surge não como igual mas como «complementar ao homem». Escreveu-se já que esta posição do governo é uma “nova ditadura baseada na religião”.

Ao mesmo tempo que está em debate a alteração à Constituição, a atleta tunisina Habiba Ghribi dedicou a sua medalha olímpica (a primeira mulher na história do país a conseguir uma) às tunisinas e a uma «nova Tunísia». É preciso dizer que a Tunísia ganhou apenas 3 medalhas nestes Jogos Olímpicos sendo que, então, uma delas é de Habiba! Nada mal!

Muitas vezes as mudanças não se fazem para melhor, como é o caso.

Volta-se para trás, retrocede-se, perde-se, de um dia para o outro, aquilo que alguém (ou muitos e ao fim de muito tempo) conquistou.
Já vi isto em qualquer sítio

Testes de Virgindade: O Facebook e a idade das trevas

Enquanto muitos egípcios – usando o Facebook, as redes sociais e a tecnologia digital – procuravam uma revolução modernizadora que os catapultasse para a contemporaneidade, os militares mostravam como se pode viver na idade das trevas, mesmo com armas modernas na mão, telemóvel no bolso e coca-cola nos momentos de descanso.