Como fugir a portagens na A23

A empresa Estrela Sustentável criou um programa para os telemóveis iPhone que indica como fugir aos pórticos de portagem na autoestrada da Beira Interior. (in Expresso)

Quando a culpa é mesmo do mordomo

Como um hacker se apoderou da vida digital de outrem ligando para o suporte técnico Apple (detalhes).

Tablets, smartphones e companhia

Quer saber tudo, mas mesmo tudo sobre tablets e coisas afins? smartphones, aplicações, hardware, etc? do Android ao Iphone e ao Ipad? tem um novo blogue, o tablets & c.ª.

O nosso José Freitas meteu uma sabática no que toca à actualidade política, logo a qualidade está assegurada até porque está muito bem acompanhado.

Deus e o iPhone são incompatíveis

call godCatólicos não se podem confessar pelo iPhone

Especialistas em informática declararam ao Aventar que o iPhone é incompatível com Deus: “Usam linguagens de programação completamente diferentes, para além de que não tem memória suficiente para integrar a base de dados do Criador que é, efectivamente, muito pesada.” Um outro técnico, que não quis ser identificado, confidenciou-nos que a confissão é, efectivamente, possível, havendo, no entanto, alguns problemas na absolvição que poderão ser resolvidos com a instalação de um pequeno programa, o “Ego te absolvo 3.0.9”, que inclui, para além do perdão, o número de Ave-Marias e de Pais-Nossos previstos nas várias penitências.

Para os católicos com maiores dificuldades económicas, o Vaticano irá criar uma linha directa para Deus, a pagar no destino. Fonte ligada ao Santo Padre afirmou que, no fundo, o que encarece o acto é o intermediário, “pelo que, prescindindo do padre, será possível aos mais necessitados dispor de meios para uma absolvição mais acessível.”

Já não é a primeira vez que, na história da Igreja, há incompatibilidades de software: efectivamente, dentro do mesmo hardware, a Bíblia, verificam-se, frequentemente, conflitos entre o Velho e o Novo Testamento, programas que correm em linguagens completamente diferentes: basta ver que o Deus que distribui terabytes de castigos no Velho Testamento parece ter gasto todos os recursos e, onde havia um programa que permitiu parar o curso do sol, passa a haver um rapaz que se limita a transformar água em vinho, um truque que o próprio Vasco Santana viria a usar na rodagem de O Pátio das Cantigas.

A Flexibilização das Leis Laborais é Mortal?

O Diário de Notícias relata: a empresa produtora do IPhone da Apple na China, Foxconn, já se deparou, desde Janeiro último, com dez suicídios de operários. O sucedido compeliu os responsáveis da empresa a solicitar aos operários a assinatura de documento a prometer que não se suicidarão. É uma história triste e exemplar do capitalismo global hodierno.

O caso suscita  interesse em diagnosticar as razões do repetido acto. Percebem-se, na análise, causas relacionadas com as condições de trabalho vigentes: 12 horas diárias em 6 dias da semana, proibição de falar; em suma, um ambiente de semi-escravatura e depressivo.

Lido o conteúdo, obtive a resposta à pergunta formulada no título: a flexibilização das leis laborais, a julgar pelo caso Foxcoon, pode causar a morte.

O patronato português ainda se manifesta insatisfeito com a proliferação de trabalhadores a recibo verde, de baixa retribuição, e as vantagens das alterações introduzidas no Código de Trabalho (CT) pelo governo anterior de Sócrates – lembre-se que a Sonae Distribuição do Eng.º Belmiro tentou usar a permissão legislativa de 12 horas de trabalho diário, segundo o estabelecido no CT. A flexibilização legislativa é reivindicação recorrente dos nossos patrões.

Para compor discursos, utilizam o argumento das dificuldades de investimento e de competitividade. O obstáculo, lembre-se, é a rigidez da legislação laboral.

Na grande guerra das fortunas, como em outras, a morte é desfecho normal. Mas atenção, neste caso só se pode suicidar quem seja operário, trabalhe 12 horas diárias em 6 dias por semana, se abstenha de falar com o camarada do lado e ganhe um salário muito, muito reduzido. “Uma flexibilização deste género é que nos assentava a cem por cento!”, concluem os grandes empresários portugueses. Grandes não. Enormes!

E a propósito: quando é que a OMC proíbe a concorrência de países com ‘dumping social’?

Mário Crespo, Governo, China, crime e companhia

Se fosse há uns anos atrás, tipo época de Governo de Direita, o caso Mário Crespo dava direito, até, a intervenção do Presidente da República. Mas os tempos são de Esquerda, isto é são de PS. Será apenas um “problema” do Governo, para “solucionar”, entre o silêncio e o acto de silenciar.

No Governo, além do baile das prioridades entre TGV e estradas novas,  é o Ministro das Finanças que quer substitui José Sócrates no papel do “agarrem-me ou eu vou embora”. Teixeira dos Santos ameaçou demitir-se por causa da Madeira. Com a sucessão de casos, João Jardim deve sentir-se elogiado. E por falar em Madeira, os estragos do mau tempo acumulam-se. Mais um argumento para ajudar financeiramente a ilha.

Na China haverá, segundo a OCDE, excesso de créditos bancários. Por aquelas bandas até o dinheiro é mais barato. Esperemos que as famosas casas dos chineses comecem a vender, também, dinheiro ao desbarato. Isso é que era…

Steve Jobs, da Apple, terá criticado a Google e a Adobe, chegando mesmo a afirmar que a Google “quer matar o iPhone”. A qualquer momento espera-se uma abertura de inquérito por parte da Procuradoria Geral da República.

Francisco Van Zeller afirma não comprar produtos estrangeiros. Desconfio que também tem um Magalhães…

Por fim, e como está na moda criminalizar tudo, porque em tempos de fome, a moralidade demagógica aperta, Helena Roseta defende a criação do crime de abuso urbanístico. Já agora, podia-se criar também o crime político, tipo mentir aos portugueses, prometer e não cumprir, etc. É que também convinha moralizar um pouco a política. E que tal ler o Código Penal para perceber que todos os actos que sustentam o chamado “abuso urbanístico” estão lá previstos como crime? É que não há falta de Lei, mas sim de Justiça.

Steve Jobs e o Tablet PC: O profeta e a sua tábua

É quase uma religião. O homem, alto, acentuadamente magro, careca, com uma barba de três dias, óculos, vestido com uma camisola preta de gola alta, calças de ganga, entra na sala. Acto contínuo, é saudado de forma efusiva por quem enche a sala. Há palmas, gritos, saudações. Quando desvenda a sua última revelação, há mais palmas, mais gritos, mais… Ninguém diz, mas deve haver quem pense que a “Apple é deus e Steve Jobs o seu profeta”. A um mês de celebrar 55 anos, o homem cujo rosto se confunde com a marca da maça é hoje bem mais que um arquitecto de tecnologias. É um símbolo e uma forma de estar na vida e nos negócios.

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Os novos Mac, o sistema operativo que os opera, o sucesso monstruoso do iPod, da loja iTunes, que ensinou aos incompetentes do universo das editoras como se pode e deve vender música online, o iPhone, que colocou um computador num telefone, são produtos topo que ajudaram a crescer a marca e a fazer desta algo de especial, próximo da idolatria por muito boa gente. E o dedo de Jobs está em todo o lado.

Cada evento da Apple é um momento especial. De tal forma que deve ser catalogado de EVENTO. As letras minúsculas ficam para outros. A empresa californiana vale hoje mais de 178 mil milhões de dólares.

Quase sem se dar por isso, porque aparentemente nem existe, a estratégia de marketing é digna dos melhores especialistas. Há uma linha determinada e seguida ao milímetro. Quando a Apple anuncia um evento, perdão, EVENTO, nasce um processo.

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Happy New Year, Feliz Ano Novo, 2010!

O ano está a terminar. Um ano e uma década que ficam para trás. Para mim foi um ano cheio e uma década activa.

Nasceu o Aventar e com ele regressei aos blogues colectivos, conheci outras pessoas e aprofundei a amizade com um dos seus mentores. Ao mesmo tempo, congelei o meu doutoramento e disse “adeus”, por uns tempos, ao jornalismo. Profissionalmente foi um ano intenso, inacreditavelmente enérgico. Um ano com três eleições, imensas inaugurações e outras tantas iniciativas de todo o género. O país, a Europa e o Mundo, sobretudo estes dois últimos, viveram uma das piores crises económicas da história e a pior para a minha geração. Quer dizer, Portugal em crise? Bem, nesta década foi sempre assim, de mal a pior. A minha região continua a bater recordes negativos para desespero de todos. O Douro continua a ser a excepção, crescendo a todos os níveis: económicos, turísticos e culturais. O Douro e o F.C. Porto, o grande vencedor da década (Taça UEFA, Champions League, Ligas, Taças de Portugal, Supertaças, Campeão do Mundo de Clubes, etc.). Nesta década nasceu a minha filha e neste ano começou, a sério, a sua vida escolar. Em termos musicais foi a década dos Sigur Rós; em termos culturais destaco o renascer do movimento cultural portuense cujo expoente máximo é, sem dúvida, a Miguel Bombarda e toda a zona envolvente. [Read more…]