Direitos humanos em jeito de assim…

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Hoje deve ser dia de festa entre os capangas do clã Bush, nomeadamente a quadrilha do Bush II. Mais uma vitória dos direitos humanos, que brilha entre as muitas que estas poderosas forças de exportação de felicidade têm espalhado, nomeadamente no Médio Oriente.

Depois da transformação brutal e sangrenta do Iraque (que era uma república laica, se bem que autocrática, com alguma preocupação de redistribuição de recursos sociais) numa teocracia governada por loucos fanáticos, têm-se sucedido inovações que brilham entre os maiores recuos históricos de que há registo. Hoje soubemos que as novidades em matéria de direito de família contemplam normas como o casamento das mulheres aos nove (9!) anos – dando assim dignidade legislativa e sagrada à pedofilia -, o desaparecimento da noção de violação no casamento – pelo que crime passa a ser qualquer resistência da mulher aos caprichos do marido – e a interdição da mulher sair à rua sem a expressa autorização do marido (e ainda há ingénuos entre nós que pensam que o feminismo é coisa ultrapassada). [Read more…]

Guantánamo está-me a matar

Prisioneiros em fatos de macaco laranja aguardam numa área temporária sob o olhar atento da polícia militar no campo “Raios-X” na Base Naval de Guantánamo, em Cuba, durante o processamento para o centro de detenção temporária em 11 de janeiro de 2002. Aos detidos vai ser dado um exame físico básico por um médico, que inclui uma radiografia do tórax e recolha de amostras de sangue para avaliar a sua saúde. Foto do DoD (departamento de defesa) pelo sub-oficial de primeira classe Shane T. McCoy, da Marinha dos EUA.

Os EUA mantém prisioneiros em Guantánamo, à margem de todas as leis, sem acusação e sem julgamento homens sem qualquer esperança (muitos deles capturados ainda menores). As notícias nos media normais sobre este caso em Portugal são mínimas (ao contrário do que aconteceu quando os criminosos combinavam a guerra de agressão).

A seguir ao corte pode ler o testemunho de Samir Naji al Hasan Moqbel, preso há 11 anos em condições desumanas (traduzido do New York Times).

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Ontem: Atentado à bomba monstruoso

duzentos feridos e trinta e um mortos.

Terrorismo

Jean-Marc Bouju
Prisioneiros iraquianos no campo de concentração da 101st Airborne Division perto de An Najaf, Março de 2013 2003, fotografia de Jean-Marc Bouju

Iraque, 10 anos depois: onde andam os criminosos?

É normal aqueles que defenderam a invasão do Iraque andarem por aí, impávidos e serenos, prosseguindo a sua carreira de comentadores políticos, analistas eméritos e mentirosos compulsivos? gente que vendeu uma treta óbvia, que diz ter acreditado em mentirosos compulsivos como um Bush, um Blair ou um Aznar,  e como tal é moralmente responsável pela mais criminosa guerra dos últimos tempos?

É. Chama-se manipulação ideológica da informação. Coisa velha e que funciona ao contrário da meritocracia: os medíocres tem sucesso, os que avisaram são escorraçados.

Uma boa listagem dos canalhas de que falo neste texto.

Expliquem lá para que serviu a guerra no Iraque?

Aumento enorme dos nascimentos de crianças com deficiências (em inglês)

Hoje dá na net: Razões para a Guerra

Why we fight – um documentário excelente da BBC onde se dá uma ideia da enormidade que são as forças armadas americanas, ao mesmo tempo que mostra a sua perfeita inutilidade – tudo à custa dos cidadãos americanos e, claro, das vítimas desse gigantesco complexo industrial-militar. Página IMDB.

Legendado em português.

Fotografias dos soldados americanos

Mais uma vez as imagens da nossa civilização no LA Times. E não admito o debate publique-se ou não se publique. O debate é: a guerra serve para isto? É esta a FORÇA da Democracia?

Mercenários Americanos no Iraque

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Os quatro malfeitores

Faz hoje 9 anos que quatro malfeitores se reuniram na Base das Lajes para justificar o injustificável. Neste momento, os EUA já retiraram as suas forças do Iraque, substituídas largamente por mercenários. Os iraquianos continuam a sofrer. E quanto aos malfeitores, foram todos devidamente recompensados.

Recorde aqui a Cimeira das Lajes

Americanos retiram do Iraque, sem honra nem glória

Claro que na guerra nunca há honra ou glória é, afinal de contas, um negócio porco.

Soldados Americanos violam uma iraquiana de 14 anos - identificada como jovem mulher nos relatórios oficiais - clique na foto para ler a história dela e outras, em inglês

A guerra no Iraque foi um negócio especialmente porco porque se tratou de uma guerra de agressão. Guerra que o agressor nem teve coragem de declarar. Nos julgamentos de Nuremberg, as guerras de agressão, foram consideradas o crime internacional supremo.

 
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O Iraque explicado aos ingénuos

Documentário “Let’s make money” – Ex-assassino económico John Perkins

Disponível  aqui.   via spectrum

Façam surf, mas em casa

Os órfãos de Bush andam desesperados. A ameaça de vários países árabes se democratizarem sem uma invasãozinha, uns bombardeamentos, umas empresas privadas de segurança, deixa-os em desespero total. Isso e a perda de aliados, a começar pelo egípcio que tem apaparicado o neo-nazismo israelita.

Por um lado há um estranho silêncio sobre o Dia da Raiva no Iraque: sim, no Iraque também há manifestações pela democracia que a guerra não trouxe.

Por outro apela-se a que Obama repita os disparates dos seus antecessores, bombardeando a Líbia. Sendo desejável uma intervenção da Liga Árabe ou da UA, eles sabem perfeitamente que um tiro disparado pelas Natos arrasaria os processos revolucionários árabes num instante. Como vale tudo, um tipo qualquer, esquecendo que a liberdade de expressão acaba quando se inicia, por exemplo, a apologia do crime de guerra, chama o Coronel Kilgore. Perdoa-lhes Coppola, eles nem sabem o que dizem, quanto mais o que fazem.

A guerra é um negócio sujo

A guerra não tem nada de nobre, romântico, limpo, ou honroso para aqueles que nela participam. Pode na melhor das hipóteses ser um mal necessário, mas nunca em circunstância alguma deixa de ser um mal. Ultimamente temos assistido a um branqueamento das guerras, não são mostradas atrocidades, muitas vezes nem se contam os mortos.

Assim, tendo em conta o que foi decidido na cimeira da NATO, é uma boa altura para recordar as palavras do Major-General Smedley Butler, USMC, num discurso proferido em 1933:

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Tony Blair atacado em Dublin

Tony Blair atacado com sapatos e ovos em Dublin, quando apresentava a sua autobiografia, um livro intitulado ‘A Jorney’. Os manifestantes proferiram igualmente a acusação de “criminoso de guerra” e de ter “sangue nas mãos” – a imprensa diz que se trataram de insultos, mas, ao que certos jornalistas escrevem, deve-se reagir com a indiferença devida, seja pela desonestidade intelectual seja pela incapacidade de saber o que, realmente, escrevem.

Tony Blair fez parte do trio – Bush e Aznar foram os outros  – decisor do ataque e invasão do Iraque, durante um chá gentilmente servido, nos Açores, pelo mordomo Barroso.

Tal ocupação, ao contrário do que Obama afirmou 3.ª feira passada, ainda continua através da permanência de 50.000 soldados dos EUA até 2011, não obstante ter causado às tropas norte-americanas, sem contar com as restantes, cerca de 4.500 baixas e mais de 30.000 feridos. Por sua vez, e isto é o dado mais eloquente, estima-se um número indeterminado de mortos da população iraquiana – entre os 200.000 e os 600.000, não há certezas. Por outro lado, o país, devastado, continua a ser palco de miséria e sofrimento de milhões de seres humanos.

Comprovadamente, não existiam armas de destruição maciça e Saddam Hussein, alternativamente, poderia ter sido forçado a promover eleições e a institucionalização de um regime democrático, através de medidas e acções coordenadas pela ONU e sem a horrenda e despropositada violência utilizada.

Blair e os restantes, incluindo Barroso, são efectivamente “criminosos de guerra”, mas, como todos os bastardos, acabou por ter sorte. Nem um cabrão de um sapato, ou de um ovo, lhe acertou, ainda que fosse de raspão.

Espero bem que a FNAC, ou outra do género, não tenha a triste ideia de convidar Blair para vir a Lisboa – desculpem lá os do Porto – apresentar a merda do livro. Se tal suceder …

(Nota: Desde que publiquei no ‘Aventar’ este ‘post’ o meu PC é sucessivamente atacado e vejo-me nas “amarelas” para recuperar o acesso à Internet. Sucedeu novamente quando fiz o “link” neste texto. Coincidência fortuita?)

The melting point: Wikileaks, Pentágono e Obama

O portal Wikileaks transformou-se em autêntico quebra-cabeças do Pentágono e dos governos dos EUA e de outros países ocidentais. As revelações de informação secreta levaram o fundador do ‘site’, o australiano Julian Assange, e restantes colaboradores, a dispersar os respectivos servidores por vários países, entre os quais a Suécia. Neste país, o local de abrigo é um “bunker” do tempo da Guerra Fria.

A coragem de Assange e companheiros causou uma espiral de incomodidade nas chefias militares norte-americanas, quando utilizaram o Wikileaks para verter, na Internet, um conjunto de 75 mil documentos secretos relativos à intervenção no Afeganistão.

Todavia, o portal Wikileaks, além de outros conteúdos incómodos, descodificou e difundiu igualmente o vídeo que encima este ‘post’. As imagens, igualmente publicadas em ‘el mundo’, demonstram a forma bárbara como, a partir de um helicóptero, soldados norte-americanos assassinaram o fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, e mais onze civis inocentes. Além da barbaridade do crime, é possível ouvir a abjecta linguagem usada dos “heróis” que o perpetraram. Aconteceu em Bagdad em 2007 e nem a Reuters logrou ter explicações das razões do ignominioso acto.

Claro que, como tinha sido avisado, Assange vem a ser perseguido pela ousadia. A procuradora-chefe da Suécia, Marianne Ny, decidiu reabrir uma investigação contra Assange, por suspeição de crimes de violação e assédio, com base em queixa de duas cidadãs suecas. Julian Assenge, ao afrontar poderosos sustentáculos do imperialismo norte-americano, está naturalmente consciente que, doravante, nunca terá uma vida fácil e muito menos tranquila.

Iraque e Afeganistão trazem, todavia, outra figura para este ‘melting point’ da política internacional actual. É o presidente Barack Obama que já aqui elogiei, a propósito da reforma em que se empenhou do sistema de saúde, nos EUA.

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Tony Blair é um criminoso de guerra, ou uma justificação para o terrorismo


Juntamente com George W. Bush, Jose Maria Aznar e Durão Barroso, Tony Blair não passa de um criminoso de guerra. Tem as mãos sujas de sangue e, por mais justificações que continue a dar, o seu lugar na História já está assegurado. Foi o responsável por milhares de mortos inocentes no Iraque. Acredito que durma tranquilamente durante a noite.
É pena que ninguém pegue em gente desta e a leve ao Tribunal de Haia. Porque ao ouvir as palavras vomitadas desta forma, é impossível não pensar por vezes que, afinal, os terroristas limitam-se a lutar com as armas que têm. Como dizia Bin Laden há poucos dias, se os árabes não podem dormir tranquilos com a ameaça israelita, por que razão poderão os americanos dormir tranquilos?
Ah, e só mais uma coisa de que o senhor Blair se esqueceu: com Saddam, não existia terrorismo no Iraque.

O que se diz por aí

Já passou um ano desde que Barack Obama foi eleito. Há quem veja mudança, há quem veja continuidade. Parece-me que dentro dos EUA há uma mudança em curso, desde logo em sede de assistência social e médica. Quanto a políticas externas, vejo mais dinheiro para a guerra – Afeganistão e Iraque incluídos – sem resultados, uma prisão em Guantánamo que se mantém, e por aí fora. Pelo menos tiros continuam a não faltar em terras do Tio Sam. Lá nisso a tradição ainda é o que era.
Também o futuro do Haiti, que vive redobrados momentos de aflição, poderá ser uma oportunidade para ver diferenças de fundo, se as houver, da eleição de Obama.
Faria de Oliveira traçou o perfil dos interessados no BPN. Pelos traços, será mais um banco a ficar em mãos estrangeiras, depois do dinheiro público lhe ter dado um bom arranjo. Mas as melhorias ainda não vão ficar por aqui, pois ainda haverá uns ajustes para tornar o BPN mais apetecível, pois desta venda depende o reembolso da Caixa, estando para já afastado o cenário de integração do BPN.
Nas Grandes Opções do Plano, entre outras medidas, comenta-se a possibilidade dos portugueses de votar em qualquer ponto do país. Eu preferia que as opções e políticas governativas, de agora e do futuro, dessem antes de mais, vontade em ir votar.

O americano tranquilo e os novos Vietnames

FONTE
Durante a campanha eleitoral, Obama prometeu, com entusiasmo febril de candidato, que aprofundaria a guerra no Afeganistão, como uma espécie de “compensação” pela retirada do Iraque. Hoje, está atolado no Iraque e no Afeganistão. Pior: está prestes a atolar-se numa terceira guerra.
O Americano Tranquilo é o herói do romance de Graham Greene sobre a primeira guerra do Vietname, na qual os franceses foram derrotados. Era um norte-americano jovem e ingénuo, filho de um professor, que foi bem educado em Harvard, um idealista com todas as melhores intenções. Quando chega como soldado ao Vietname, queria ajudar os nativos a superar os dois principais males que via lá: o colonialismo francês e o comunismo. Sem saber coisa alguma sobre o país no qual estava, provocou um desastre. O romance termina num massacre, resultado dos esforços desorientados do “americano tranquilo”. Comprovou-se a velha máxima: “A estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções”. [Read more…]

Assombroso discurso de um veterano da guerra do Iraque

Bem sei que hoje devíamos só falar de coisas amáveis para não deixarmos o ano com azedumes. Mas este discurso de um soldado americano, veterano da guera do Iraque é, por assim dizer, imperdível. O Adão Cruz chamou-me a atenção para ele e, depois de o ouvir, não resisti à tentação de o partilhar com quem ainda não o ouviu. Está legendado em castelhano. Vejam e ouçam este impressionante documento:

Com todo, mas mesmo todo, o meu amor, para o criminoso de guerra Barack Hussein Obama


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Os mistérios de uma loucura

Nidal Malik Hasan, 39 anos, filho de pais palestinianos emigrados nos EUA, classe média, bem integrados na sociedade norte-americana. Alistou-se cedo nas forças armadas e, ao que tudo indica, com convicção. Longe da ideia de seguir aquele rumo porque não encontrava outro. Foi o exército que lhe pagou os estudos.

 

 

 Formou-se em psiquiatria e passou a exercer essa actividade no exército, sempre em bases da Virgínia, terra natal.

Há uns meses foi transferido para o Texas, com destino à base militar de Fort Hood. Antes e depois dessa transferência a sua missão não envolvia armas. Era major e fazia parte da equipa do Centro para o Estudo do Stress Traumático. A sua tarefa era ajudar, do ponto de vista psicológico, os soldados que regressavam do Iraque e Afeganistão.

Ontem alguma coisa aconteceu. Nidal Malik Hasan puxou da arma e disparou. Matou 13 militares e feriu outros 30, até ser derrubado por quatro tiros. Não morreu.

Há quem diga que disparou indiscriminadamente, outros garantem que tinha vítimas determinadas. Não há certezas.

Há quem diga que Nidal Malik Hasan estava sob vigilância há muito tempo, desde que terá publicado comentário apontados como “estranhos” na Internet. Por exemplo, terá feito comparações entre os bombistas suicidas aos soldados americanos que se atiram sobre uma granada para proteger os companheiros de armas. Dizia ainda que os muçulmanos – ele era muçulmano – tinham o direito de lutar e que os EUA não deveriam estar no Iraque e Afeganistão.

Há quem diga que Nidal era alvo de insultos e olhares de esguelha dos colegas, por ser muçulmano.

No diz que disse, resta a realidade. Já estão a decorrer inquéritos mas não há certezas de que um dia haverá explicações sobre o que se passou na cabeça de Hasan.

Como será sempre muito difícil entender o que se passa na cabeça de alguém que se resolve estourar num mercado repleto de mulheres e crianças, como há dias aconteceu no Paquistão.