Consumada a viragem nos EUA:

Republicanos controlam Senado e Câmara dos Representantes e a era Obama parece estar a chegar ao fim. Vamos lá elefantes, os nazis israelitas precisam de amigos!

Gaza: Uma mensagem com um bordalesco manguito aos senhores que mandam na guerra

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Violence is in the eye of the beholder

Obama

Pelo caminho enviem mais umas munições para os moços que ainda lá existem umas escolas e uns hospitais cheios de mísseis e terroristas. Yes you can!!!

 

A História Sionista

Documentário de Renan Berelovich.

A justificação

Na sua selvática operação em Gaza, as tropas israelitas bombardearam, entre outros alvos civis, um hospital. Daí resultou mais um trágico cortejo de mortos e feridos. O argumento dos facínoras foi o habitual: os elementos do Hamas escondem-se entre a população, dizem. Tratando-se de um território minúsculo e de enorme densidade populacional, o argumento seria sempre inconcebível. Mas bombardear um hospital, sabendo-se exactamente o que se está a fazer – não se tratou de um erro de cálculo – é um acto que resume bem a barbaridade do que se passa no terreno. É que, mesmo que fosse verdade que havia homens do Hamas no hospital, pergunta-se: e daí !? Porque raio acham normal que isso explique o ataque? A naturalidade com que se procura justificar este gesto sanguinário mostra quão longe estamos da retórica dos “efeitos colaterais”. Agora é o puro terror arvorado em razão de estado. Com a bênção dos padrinhos

Israel e o tiro ao alvo*

Nuno Roby Amorim

Existe uma posição muito irritante, da intelligentsia conservadora europeia e portuguesa em particular, de apoio incondicional a Israel aconteça o que acontecer e ultimamente tem acontecido muito. Este apoio baseia-se no princípio de que o estado hebraico é uma verdadeira democracia, o que é verdade, uma ilha rodeada por fanáticos extremistas e radicais árabes, prontos a violarem os princípios mais básicos da dignidade humana, o que também é parcialmente verdade. Ora bem, só que a democracia é Universal e nada vale se a utilizarmos em casa e na rua andarmos a correr tudo ao estalo, o que é um pouco o que se passa no terreno. [Read more...]

Estás a ver, Assunção?

Carrascos são estes. Por exemplo.

Faz lembrar os tempos do apartheid na África do Sul

Stephen Hawking junta-se ao boicote académico a Israel (em inglês).

Stay Classy Israel!

Punição colectiva em Israel. Esgoto é pulverizado sobre palestinianos (em inglês).

Yael Ronen

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© Schaubühne

A encenadora israelita Yael Ronen (n.1976) esteve no passado mês de Julho em Lisboa para, no âmbito do Festival de Teatro de Almada, apresentar no Teatro Nacional D. Maria II a sua mais recente criação: A véspera do dia final. Encenadora associada da Schaubühne (a mítica companhia de Berlim), Ronen foi nomeada em 2009 para o New Theatrical Realities Prize, um importante prémio europeu que reconhece a originalidade e a inovação das dramaturgias emergentes. Oráculo prudente, a encenadora trabalha no fio da actualidade, constantemente seguindo o que está a passar-se no teatro do Mundo, incessantemente actualizando o seu objecto teatral: “Estamos sempre prontos para que no fim da representação o Mundo já não seja o mesmo”, explicou a um jornalista alemão. As suas peças têm normalmente actores de diferentes nacionalidades (sobretudo israelitas, alemães e palestinianos), com quem Ronen trabalha em conjunto os seus textos, levando para as peças partes do próprio processo criativo: os telefonemas dos pais dos actores árabes e judeus, pedindo-lhes para que não representem terroristas, para que não falem mal da própria religião; o actor israelo-palestiniano que não teme o terror no Médio Oriente mas sim que alguém em Berlim, onde os teatros não têm checkpoints, entre armado pela Schaubühne adentro e o mate.

Constantemente no fio da actualidade, Yael Ronen tenta contudo ver para além das parangonas dos jornais e da desinformação que distraem a Humanidade daquilo que está a acontecer-lhe: a alienação pela religião, o recrudescimento das identidades nacionais, os grandes conflitos cujos desfechos terão inelutáveis consequências para todos, e de que é evidente paradigma o estado das coisas na Cisjordânia. O racismo, o preconceito, o fundamentalismo religioso, a violência por detrás dos falsos compromissos de negociação entre povos desavindos, a manipulação a que estão constantemente sujeitos, a desesperança: eis a combinação explosiva que segundo Ronen (mas não está sozinha nessa visão) nos afectará a todos se não interviermos atempadamente. Para dissecar as idiossincrasias de tudo o que nos separa ou reúne, Yael Ronen e a sua trupe abordaram as religiões como produtos nos quais apenas o marketing (essa ciência que é um remédio santo) parece ser capaz de encontrar qualidades. Assim, requalificando comercialmente os grandes símbolos (Jesus não já na cruz mas numa cadeira eléctrica, ou o judaísmo como religião de elite – “apenas 0,3% da população mundial mas 35% dos prémios Nobel”), a encenadora israelita consegue demonstrar-nos a que ponto a globalização da bárbara cultura da economia está a alienar-nos da histórica vocação universalista da Europa – actualmente paralisada, apenas capaz de, através do seu tribunal internacional, declarar ilegal o muro de várias centenas de quilómetros que separa os ‘ocupas’ de Israel dos restantes territórios palestinianos.

Proporcionalidades

A Bolívia rompeu relações com Israel

Foi há 3 dias mas a imprensa portuguesa ainda não descobriu.

“If you had any HEART in you, you would be crying for the palestinians”

Não sei quem é o Sr. Gol. Desconhecia a sua existência até ontem quando me deparei com esta notícia. E tenho pena de não ter estado presente nesta conferência porque tenho quase a certeza que tinha dado uma de Norman Finkelstein.

A mim apetece-me dizer muitas coisas e mandar o Sr. Gol para muitos lados nomeadamente para o sítio de onde veio e não sair de lá. Pergunto-me até como é que um embaixador pode dizer estas coisas e como é que nós ficamos a ver. Mas claro que o nosso Ministro dos Negócios estrangeiros deve andar mais preocupado em sancionar membros do partido dele e está-se pouco borrifando para embaixadores ignorantes.

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Israelitas atacados em autocarro

Se o apartheid Israelita é mau, estes ataques cobardes não são melhores. Até agora seis mortos israelitas, na Bulgária.

Israel, sempre com classe

Soldado agride criança palestiniana

Mas nunca!

O que vale é que os Isrealitas nunca desapontam. 

Podemos sempre contar com eles para encarar de frente as pequenas ironias da vida e da História. Ou as grandes ironias:

“(…)alguns responsáveis políticos israelitas, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, terem insultado os imigrantes como “um cancro no nosso corpo”, “uma praga nacional”, “uma ameaça, por serem muçulmanos – a doença mais terrível que há no mundo”, “um vírus que pode explodir a qualquer momento”.

Se este discurso saísse da boca da Ângela Merkel ou do Sarkozy ou de Cameron era uma escandaleira e havia manifestações e ai ai que vêm aí os nazis. Mas como é da boca de alguém que sofreu ás mãos dos nazis ninguém liga nenhuma.

Está certo.

 

 

Israel arma submarinos com mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares

O governo alemão paga a maior parte da factura e antigos altos funcionários alemães confirmam. [Também no Público]

Israel legaliza três colonatos na Cisjordânia

Como podem legalizar alguma coisa se ocupam ilegalmente grande parte da Cisjordânia?

Não se pode dizer que não tenha razão

Günther Grass diz que Israel é “perigo para a paz mundial”

Poema em alemão

Stay Classy Israel!

Contra inquérito à construção de novos colonatos – Israel corta relações com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Ganhar os corações e as mentes dos palestinianos – Ao estilo de Israel

Israel está a planear destruir os painéis solares “ilegais” que os palestinianos utilizam nas suas casas na Cisjordânia (ou melhor, nos 62% da Cisjordânia ocupados por Israel).

Leia a história no The Guardian, em inglês.

Hoje dá na net: A História Sionista

A História Sionista, documentário de Ronen Berelovich onde se retrata a limpeza étnica, colonização e o regime de apartheid impostos à Palestina, com o objectivo de produzir um estado judeu.

Legendado em Português.

Palestina na UNESCO, retaliação de Israel e dos EUA

A UNESCO, estrutura da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura, aprovou por larga maioria o ingresso da Palestina, como 195.º membro da organização – 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

Portugal esteve entre os abstencionistas. Fontes do MNE, e segundo julgo saber o próprio ministro, Paulo Portas, justificaram a abstenção de Portugal com a necessidade de alinhamento no seio da UE. Um falsa desculpa, visto que a França votou a favor e, portanto, não houve uma posição concertada a nível dos 27 estados-membros. De resto, a UNESCO é dirigida por Irina Bokova, uma búlgara e cidadã da UE, cujo discurso não poderia ser mais entusiasta, como se prova por esta versão em francês.

Do tom reprobatório do embaixador de Israel, Nimrod Barkan, nada há a estranhar ou a comentar. É um acto que se inscreve na política da agressão e da anexação ilegal de territórios pelo seu país.

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O que eu gostava mesmo era saber…

…quais os pressupostos políticos e morais (embora quem responder possa omitir esta última) para a formação do Estado de Israel. E pergunto isto sem malícia, sem preconceitos. Gostava mesmo que alguém me explicasse. Só peço para evitarem dizer que “é porque vem na Bíblia”.

Israel é um estado viável?

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Olha que chatice, temos de dar esta notícia

Já bem atrasado em relação aos media internacionais, escrevi aqui que em Israel também se acampa, no pretérito dia 31 do mês findado. Na altura tinha constatado, seguindo o google news, não haver uma única referência na comunicação social online portuguesa. Hoje o Público chegou lá.

Mais vale tarde do que nunca? conhecendo o poder do estado sionista de Israel, foi deliberado. O costume.

Em Israel também se acampa

Que os israelitas não são todos iguais, ou seja, sionistas, já sabíamos. Que eram capazes de vir para as ruas e acampar em defesa dos seus direitos sociais, é novidade. Aliás uma novidade que escapa à comunicação social portuguesa. Sabia que em Telaviv ainda ontem eram 100 000 nas ruas? E que escolheram a Avenida Rothschild para o fazerem?

Há coisas fantásticas não há?

Netanyahu, o (in)justiceiro sem vergonha

Uma família de colonos israelitas (um casal e três filhos) foi assassinada no dia 11 de Março em Itamar, na Cisjordânia, alegadamente por um indivíduo palestiniano.

Um país normal trataria este assunto como um caso de justiça. Um país expansionista poderá tender a tratá-lo como um assunto de guerra. Um país ocupante sem vergonha poderia, até, afirmar tratar-se (ironia das ironias) de um caso de terrorismo.

Mas no país de Benjamin Netanyahu, ainda sem conhecer a identidade ou localização do homicida, a primeira preocupação é a retaliação, já anunciada pelo primeiro-ministro: como punição vão construir 500 novas casas no colonato.

Três dias depois o mesmo Netanyahu declarou que Israel vai construir um muro na fronteira com a Jordânia para impedir a imigração ilegal através do país vizinho. “Temos de travar as infiltrações para proteger o nosso futuro”, disse ele.

Se alguém lhe perguntar para que caixote do lixo atirou a vergonha, a coerência, a justiça e a decência, não se lembra, livrou-se delas há muito tempo, se é que alguma vez soube o que isso significa.

Contos Proibidos: O apoio de Kadhafi ao PS e as relações com Israel

continuação daqui

Uma outra questão essencial da política externa do PS foi o empenho com que «forçámos» o Governo Português a normalizar as relações diplomáticas com Israel, encontrando eu em Salgado Zenha o principal protagonista desta normalização. A quase totalidade da direcção socialista saída do II Congresso tinha laços antigos com os argelinos.
O apoio financeiro do coronel Kadhafi, em 1974, era uma outra importante condicionante ao reconhecimento de Israel. O que, a meu ver, era um autêntico disparate. Não só porque o país existe e era (e continua a ser) a única democracia do Médio Oriente, mas porque esse não reconhecimento tinha repercussões político-económicas em todo o mundo ocidental. Havia também que contar com o facto de existir em Israel um partido que fazia parte da IS.
A resistência do Governo, à semelhança do que se passara com os Governos Provisórios, dava lugar a rumores de que Portugal cedia às pressões do mundo Árabe, ao passo que era do conhecimento geral de que seríamos mais respeitados pelos árabes reconhecendo Israel, do que o não fazendo. Um outro fundador do PS e da chamada ala moderada do partido, Bernardino Gomes, que Soares tinha designado para certos contactos com a CIA, desenvolvia então em Lisboa uma espécie de lobby pró-israelita. Era seu assessor em S. Bento e muito diligente para com a família Soares. [Read more...]

Negociações de paz?

Às vezes, a paz só atrapalha.