Tu, que Virginalizas o Paleio

Imaginemos que num Regime como o nosso um Primeiro-Ministro estava mesmo a tornar-se perigoso [o que de facto já aconteceu e só se resolveu graças a eleições, tardias!, PM cuja periculosidade mostra-a o respectivo legado, este mar de merda em que vogamos, meio mundo de contas para pagar, desemprego massivo, carências básicas, emigração angustiosa, choro e ranger de dentes]. Quem, dentre todos os caramelos da política, dentre toda a fauna de avençados e subvencionados vitaliciamente graças a ela; quem dentre os mega-advogados do Regime, os proenças, os júdice, os abancados nas TV, os abonados dos Orçamentos porque sim; quem dentre todos os filhos dilectos do Regime poderia falar e ser credível para nos avisar?! Qualquer um, menos Alegre, um hipócrita, perito em virginalizar o discurso capitão-gancho de uma vida passada a descansar, a passear e a suspirar. Qualquer um, menos Soares. No entanto, a cansativa jacobinância alternante está sempre aí, à boca da antena. Surge sumo-sacerdotal, indigna-se, caga sentenças, opina definitivamente. E é sempre a mesma, para nos lembrar quem efectivamente tutela isto com os seus vastos abdómens e quem é que tem o direito exclusivo a apascentar a nacional mediocridade tal como ela é, com as bancarrotas corruptas que pariu desde os idos de setenta e o statu quo que a nada aspira senão à cepa torta.

Sucumbirá Seguro à Pressão Interna?

Morsa Soares

Muito cuidado com a morsa Soares e a morsa Alegre, Seguro. Um filhote como tu pode ser esmagado. Que seria de um partido de Governo sem tais figuras… tutelares, exemplos de trabalho, uma vida inteira longe da teta generosa do Estado?!

Repare-se no triste espéctáculo que nos dá o PS, pelas suas figuras e figurões com acesso fácil aos microfones patéticos do Regime e às antenas repetidas e passentas das TV e das Rádios. Dois PS avultam. O PS extinto e o PS ainda a fumegar de ter sido Governo. Ambos exercem uma pressão insolente e pornográfica sobre Seguro, capaz de suscitar compaixão por Seguro, terna condescendência por Seguro. Quantos PS há, afinal?! Quantas falanges, falangetas, alas, nichos? E por que motivo a Esquerda dentro do PS esperneia tanto?! A ameaça de cisão desse partido é a mais cómica e sonsa ameaça de que há memória na história recente politico-partidária nacional.

Refresquemos a memória de rato dos promotores da pressão interna com que Seguro tem de se haver: a crise política não começou com uma grave crise no Governo de Emergência Nacional. Começou com o grave desafio eleitoral colocado pelo cumprimento escrupuloso e sério do Memorando só pela via financeirista, cujo peso foi quase absoluto até 1 de Julho último. Mesmo a admissão de falhanço a que inaudita e humildemente o próprio Vítor Gaspar alude é, antes de mais, a admissão de um falhanço pessoal, não das políticas. Um falhanço das previsões. Um falhanço da dose, graduação e temporização dos efeitos negativos das políticas antes de os seus efeitos virtuosos começarem a surgir. O falhanço, sobretudo, do apoio e adesão, dentro do próprio Governo, para que, junto da Troyka, Gaspar pudesse manter a face e declarar possível garantir o cumprimento dos cortes mais decisivos para 2013 e 2014. [Read more…]

Assunção Esteves, porta-voz da Assembleia da República?

Será que, em 21 de Junho de 2011, Assunção Esteves foi eleita porta-voz da Assembleia da República? Terá Assunção Esteves sido a primeira mulher a assumir o cargo de porta-voz da Assembleia da República? Será que um porta-voz da Assembleia da República ocupa o segundo lugar nas Precedências do Protocolo de Estado? Poder-se-á dizer que estes cavalheiros foram porta-vozes da Assembleia da República? Claro que não

Ontem, no Telejornal da RTP, a propósito desta notícia, disse-se – e muito bem – que Nigel Evans era ‘Vice-Presidente’ (Deputy Speaker) da Câmara dos Comuns. Por esse motivo, não se percebe a razão de se chamar ‘Porta-Voz’ (sic) ao seu Presidente,  John Bercow. ‘The Speaker of the House of Commons chairs’, ou seja, o Presidente da Câmara dos Comuns preside. Bercow, porta-voz? Nem por isso. Nem John Bercow,  nem os seus antecessores Michael Martin e Betty Boothroyd, nem sequer os homólogos neozelandeses.

JBercow

Aliás, para que não haja dúvidas, o próprio John Bercow esclarece: «(…) the Speaker shall act as representative and spokesman for the Assembly and for Parliament to the outside world». Isto é, nem “the Speaker shall act as speaker”, nem “the spokesman shall act as spokesman“, nem, mais importante, “the spokesman shall act as Speaker“. Já agora, aproveitando a onda dos porta-vozes

Fantástico!

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Na sua ansiosa corrida pelo poder, AJS anuncia urbi et orbi a boníssima nova. É a notícia do dia, a bomba mediática que garantirá a regeneração nacional. Soares e Alegre fizeram as pazes. Óptimo, aqui está um projecto de futuro a longuíssimo prazo!

Alegre com Dylan por um Mundo livre

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«Manuel Alegre ao lado de Bob Dylan, John Lennon e Leonard Cohen» anunciou hoje a Leya, feliz da vida por Alegre passar a estar ao lado de tão notáveis poetas (e Chico Buarque também lá está) no âmbito da antologia italiana Canto Por Um Mundo Livre. Marketing é marketing (essa ciência que é um remédio santo) mas talvez José Afonso fosse realmente o único nome que faria sentido nessa representação portuguesa de grandes poetas/músicos. Alegre é doutra guerra.

A chantagem e a mentira sobre a Grécia

Não há pachorra para ouvir, por exemplo na TSF, ou mesmo ler a mesma mentira: identificar na Grécia o Syrisa como partido anti-euro. Uma coisa é ser contra o memorando lá do sítio e a política imposta pela troika, outra defender a saída do euro, coisa que apenas o KKE e o nazis fazem, e outra coisa é o alegrismo lá do sítio (curiosamente grafado de Esquerda Democrática por toda a gente, ao contrário do Syrisa que continua a levar com as minúsculas enquanto coligação de esquerdas radicais), que é pelo memorando mas tem vergonha (Manuel Alegre atingiu o estádio de senilidade em que já a perdeu) e sabe que se formar governo desaparece.

Mas vão repetindo, à mistura com a designação de extrema-esquerda aplicada nestas circunstâncias ao Syrisa. Tal como vão omitindo que nenhum país pode ser expulso do euro, e que essa ameaça não passa de bluff. Mais uns dias e até se convencem de que é verdade.

E daqui até às eleições, ou à vida de mariposa de um governo de coligação pró-troika, vai ser assim, Europa fora, e cada vez pior.

Falta Cristo à Esquerda Solista

Pensar na Associação 25 de Abril e logo depois em Mário Soares, em Manuel Alegre e em Vasco Lourenço é pensar em indivíduos que genericamente têm mau perder democrático e, na generalidade, são broncos, nada mais que parasitas da política e do Regime. A vaidade que os penetra, especialmente ao sonso Ego-Rei de Soares, grande ávido de cargos e ainda maior fornecedor de bitaites social-comiserativos, cega-os. Haverá coisa mais antidemocrática que, por incompetência e malícia, arruinar-se um País?! Onde ou quando essas pedantes vozes de Esquerda se levantaram?!

Soares colaborou activamente com os pressupostos e antecedentes da bancarrota em decurso, talvez porque era extensa a clientela de beija-mão socialista a cevar-se no desastroso processo. Alegre beneficiou de um apoio cínico, lento e arrastado, do seu próprio partido às presidenciais, soarística e deliberadamente fadadas à derrota, e por isso calou-se, mesmo quando a iniquidade desgovernava e acabava de arruinar Portugal, coisa que ele bem conhecia. Vasco Lourenço é demasiado adicto e fiel ao Bridge, isso define bem as suas prioridades e a acuidade balofa dos seus pruridos tão recentes quanto insinceros. A nossa carga fiscal e a despesa do Estado foram absurdamente aumentadas muito antes de Gaspar e, que se saiba, só os apparatchiks socialistas é que enriqueceram largo, coisa de que é proibido falar, novo tabu do Regime, ocupado em ousar alguma coisa só na Madeira. Todo o Povo empobreceu.

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O maior oportunista da democracia portuguesa


Ainda em relação às ausências nas comemorações do 25 de Abril.
Que ninguém confunda as atitudes da Associação 25 de Abril, atrasadas meia dúzia de anos (como se Sócrates nunca tivesse existido), ou de Manuel Alegre, inconsequente e de uma incoerência total por parte de alguém que ainda há um ano andava de braço dado com o antigo primeiro-ministro.
A atitude de Mário Soares, como sempre, foi a de um oportunista da pior espécie, que viu nesta atitude algo de interessante para si, seja uma espécie de continuação da carreira política (!), futuro pessoal, influência ou notoriedade. Por onde andou Mário Soares durante todos estes anos?
Uma atitude oportunista do mais oportunista dos políticos portugueses. É assim há quase 40 anos, há-de continuar a ser assim até morrer. Está-lhe na massa do sangue.

É Inaceitável

Os senhores do Governo querem poder despedir os trabalhadores que, ou não trabalham em condições ou estão a mais, de uma forma mais simples e menos onerosa para as empresas.
Os senhores do Governo querem poder aplicar essas medidas à administração pública.
Os senhores do Governo querem poder deslocar trabalhadores do Estado para onde, ao Estado der mais jeito.
Os senhores do Governo querem acabar com alguns feriados, quatro, para assim se aumentar o tempo de trabalho anual dos trabalhadores.
Os senhores do Governo, de um modo geral, querem cumprir as imposições que a Troyca nos fez quando nos emprestou o dinheiro que nos faltava, e tudo vai fazendo para que tal aconteça, mesmo à custa de enormes sacrifícios para toda a gente, usando taxas, impostos, sobretaxas e moralizando a sociedade com normas de conduta e de trabalho (como sempre há umas pessoas mais sacrificadas do que outras, sendo que, infelizmente, são, também sempre, as que menos recursos e conhecimentos têm).
Com mais ou menos discussões, com mais ou menos sucesso, com greves ou sem elas, com marchas ou com ameaças ou com tentativas de imolação, ou sem elas, mas sempre com muita polémica, as coisas lá se vão fazendo.
E as polémicas em Portugal crescem como cogumelos.
Agora temos mais uma polémica, a das comemorações do 25 de Abril. [Read more…]

25 Poemas de Abril (XIX)

Abril de Sim Abril de Não

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Manuel Alegre

25 poemas de Abril (IV)

 

As colunas partiam de madrugada

 As colunas partiam de madrugada

Para o norte partiam para a morte

Partiam de Luanda flor pisada

Levavam morte de Luanda para o norte.

 

De Luanda partiam flor pisada

Colunas que levavam.

Luanda para o norte para a morte

De Luanda partiam madrugada.

 

 De Luanda madrugada para o norte

As colunas partiam

Levavam de Luanda a flor pisada

Para a morte do norte para a morte. [Read more…]

José Manuel Coelho, Reserva Moral da Nação

A verdade é que aqueles que votaram em Fernando Nobre e que acreditaram nele ficaram muito desiludidos com a sua integração nas listas do PSD.
Não se percebe por quê. Quem estivesse minimamente atento ao percurso de Fernando Nobre e à própria campanha perceberia por que razão não poderia acreditar nele.
Eu, como anunciei na altura, votei em José Manuel Coelho. O único independente que não aproveitou a candidatura às Presidenciais como estratégia política no seio de um Partido de topo.
José Manuel Coelho, hoje em dia, é a verdadeira Reserva Moral da Nação. No futuro, poderão vê-lo num qualquer Partido pequenino, a lutar pelos pobres e oprimidos, mas nunca poderão vê-lo num PS ou num PSD. É a diferença entre ele e Manuel Alegre e Fernando Nobre. É a diferença entre a dignidade e a falta de vergonha. É a diferença entre a verdade e a mentira.

E o Pagode Paga e Não Bufa

SUBVENÇÃO DO ESTADOS PARA OS CANDIDATOS CHEGA AOS QUATRO MILHÕES

Agora que as eleições findaram, vamos a contas. Enquanto uns esfregam as mãos de contentes pois vão receber mais do que esperavam, Cavaco e Nobre, outros, Alegre e Lopes, irão receber pouco para o que estavam à espera, e ainda outros, Coelho e Moura, não receberão a ponta de um chavo.
No total, o Estado, nós, vamos pagar aos candidatos, ganhador e perdedores acima dos 5%, quatro milhões de euros, para os ajudar, coitadinhos, a pagar as despesas que tiveram com a campanha eleitoral.
A somar a estes números, temos que acrescentar o que se gastou em boletins de voto, em propaganda, em horas pagas aos senhores e senhoras que estiveram longas horas nas secções de voto e aos que depois os contaram, em tempo de antena, em horas de trabalho perdidas nos empregos, etc., etc., etc.. [Read more…]

Voto obrigatório: o capitoso sorriso do Sr. Marcelo


Bem avisámos que esta eleição era passível de ser um teste à legitimidade da instituição. Não nos enganámos.

Após a vergonhosa derrota de ontem, os esquemáticos preparam já um pífio Tordesilhas, iniciando as sugestões para a introdução do voto obrigatório. O Sr. Marcelo Rebelo de Sousa, assim de forma mais ou menos desinteressada sugere o dislate e já se espera uma concordância por parte do PSD. No PS levantar-se-ão algumas vozes dissonantes como a praxe estrabelece, mas finalmente e para o bem da democracia, surgirá um projecto consensual que ditará a respectiva aprovação parlamentar.

Antes de ser um dever, o voto é um direito. A absurda obrigatoriedade, implica o reconhecimento da falta de credibilidade que atinge a generalidade dos agentes políticos, hoje mais que nunca, imensamente carentes de legitimidade. O dever decorre da lisura dos processos eleitorais que saem da Lei, onde o sistema electivo pode ou não adequar-se às necessidades da população. De facto parece ser aceite, a enorme discrepância existente entre o eleitor e o eleito, permitindo os caricatos episódios que têm pontilhado de má fama um Parlamento que deveria ser o supremo órgão de soberania. Estorietas de viagens, truques de residência para a obtenção de “ajudas de custo”, subsídios imerecidos, abusivas ajudas de custo e o boyismo militante que sufoca a respeitabilidade dos parlamentares, como ou sem razão são motivo de contrariada chacota por parte do homem da rua, cada vez mais descontente com o rumo da coisa pública. A seu ver, o Parlamento resume-se a um bando de vulgares tagarelas de tasca de bairro e a uns tantos cartões de crédito, bilhetes de avião, comezainas, carros de luxo e hotéis pagos pelo erário público.

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Presidenciais: a luta continua!

0630_guangyiPara os meus lados as eleições correram muito mal para Manuel Alegre e muito bem para José Manuel Coelho.

José Manuel Coelho ficou no quase quanto aos 5% que lhe dariam direito a financiamento da campanha, mas na Madeira tem uma base para as eleições regionais que coloca toda a oposição ao PSD-M a olhar com cara de parva. Falta ver quem o vai acompanhar e aí temo o pior. Pode vir a ser a minha indigestão de votante mas para já foi bom: a azia do intelectual de esquerda, o militante com horror a pobre, está-me a compensar não haver 2ª volta.

O caso Alegre, e de muito do milhão de votos ter horror a Sócrates, pode terminar numa coisa estranha, uma espécie de derrota de pirro do Bloco de Esquerda. Saindo cabisbaixo das presidenciais, naquilo que interessa – as legislativas não se sabe quando – pode vir a capitalizar a aproximação ao que sobrava de esquerda no PS, os últimos alegristas, como de resto já sucedeu em Setembro. O problema é que pode vir ou pode não vir a. Nunca se sabe. Para já sabe-se que os eleitores do BE saem do rebanho, o que faz só faz bem à saúde da esquerda.

Francisco Lopes vai passar a aparecer mais vezes na televisão. Se será o sucessor de Jerónimo Sousa é tão irrelevante como, não havendo segunda volta, foi toda a  sua campanha: não fez crescer o PCP, e ainda tem o amargo de boca de ter  visto fugir para José Manuel Coelho os votos que contava pescar para os lados do BE.

Bem, e agora é dia 23, vamos lá ouvir as explicações sobre a casinha da Coelha. E talvez comece o julgamento de Oliveira Costa. Ou como se grita em agitpropês: a luta continua, cavaco para a rua.

Presidenciais: a opinião de uma profissional do sexo

Exclusivo Aventar: declarações explosivas da prostituta que prestou serviços aos seis candidatos presidenciais

Em mais um rigoroso exclusivo, e após uma investigação cuidada, o Aventar descobriu Maria (nome fictício), a prostituta cujos serviços, por coincidência, foram solicitados pelos seis candidatos presidenciais, durante a presente campanha. Porque a perspectiva desta profissional do sexo pode permitir aos nossos leitores uma visão diferente dos seis homens que poderão vir a ocupar a cadeira presidencial, aqui deixamos as declarações de uma mulher que partilhou a intimidade de todos eles, ainda que por breves momentos.

No geral

“Olha, amor, os políticos são na cama como na rua: falam muito e não fazem nada. Tirando o Manuel João Vieira, que é um homem como deve ser, que sabe portar-se como um porco, nunca mais aceito clientes vindos da política, até porque isto pode vir a saber-se e fico malvista e eu posso ter muitos defeitos, mas sou muito limpinha, ficas a saber.” [Read more…]

As Sondagens, Mesmo as Estapafúrdias, Dizem que nos Ficamos pela Primeira Volta

O sonho dos candidatos, a segunda volta

O sonho de qualquer dos cinco candidatos à Presidência da República Portuguesa, é forçar Cavaco Silva, o sexto candidato, a uma segunda volta nestas eleições presidenciais. Deixá-los sonhar, coitados, já que as sondagens e estudos de opinião, mesmo que nos digam que são estapafúrdias, nos vão dizendo que a vantagem do candidato Cavaco é tão grande que está quase garantida a vitória na primeira.
Para que nos serviria então uma segunda volta? Só mesmo para gastar mais dinheiro e energias e, caso fosse outra a escolha dos Portugueses, nessa segunda volta, serviria também para que muitos sapos fossem engolidos e o Presidente que nos coubesse em sorte (?), mais não fosse que o Presidente de uns quantos poucos Portugueses e a décima sétima escolha de muitos outros. [Read more…]

Duelo de candidatos

duelo dos candidatos alegre e cavaco

Falta um Renato Seabra na campanha para as Presidenciais

Não me interpretem mal. Sim, faz falta nesta campanha eleitoral um Renato Seabra com o instrumento que Deus lhe pôs na mão – o saca-rolhas. Mas como não quero fazer concorrência ao rapazinho de Cantanhede, o saca-rolhas é em sentido figurado. Não desejo assim tanto mal a nenhum dos senhores e um tapume na boca, pelo menos até ao dia 23, chegava perfeitamente.
Cavaco é o mais detestável dos candidatos. Fez muito mal a Portugal ao longo de décadas e só um povo burro como o nosso é que voltará a dar-lhe uma vitória à primeira volta.
Manuel Alegre representa tudo o que de mau tem a política. Viveu na sombra dos Partidos durante mais de 30 anos, mas não hesitou em virar-se contra eles quando precisou de se travestir de anti-sistema. Foi sol de pouca dura e é vê-lo agora a defender o Governo Sócrates como se não tivesse passado nem memória.
Fernando Nobre é o homem errado no local errado. É um bom Homem, não podia ser um bom político.
Francisco Lopes tem sido uma agradável surpresa e o melhor dos candidatos. Tivesse mais carisma e podíamos ter uma surpresa no dia 23.
Defensor Moura foi um bom autarca em Viana, mas sempre que fala de política nacional sai asneira. Foi utilizado para roubar votos a Alegre, mas nem para isso vai servir.
José Manuel Coelho tem dito as verdades que tinham de ser ditas. Fazia falta alguém como ele na Presidência da República. O problema é que, para voto de protesto, falta ali alguma coisa. Talvez não ser um candidato tão a sério.

Campanha de Alegre: Onde está o Wally?


Que mal pergunte: não falta ninguém na campanha eleitoral de Manuel Alegre? O Primeiro-Ministro já apareceu e discursou, outros dirigentes socialistas também, mas… e os outros? Por onde andam? Por que motivo se escondem?
Afinal, onde está o Wally?

O equívoco Alegre

-Inicio aqui a minha colaboração no Aventar. Deixando para trás as apresentações, começo por cumprimentar todos os autores do blogue, mas principalmente os leitores, sem os quais nada disto faria sentido. Ponderei o tema a escolher para este post, hesitando, acabei por me decidir sobre a eleição presidencial, mais concretamente Manuel Alegre e sua relação com o PS, partido onde milita desde 1974.

Almocei há dias com uma amiga, militante socialista, que me confessou estar incumbida de mobilizar os filiados na estrutura local a que pertence. Começou como habitualmente por enviar mails e sms, mas estranhou receber menos telefonemas de retorno que noutras ocasiões, até que constataram no primeiro evento realizado, uma apresentação em sala num Concelho dos arredores de Lisboa, adesão abaixo do mínimo expectável. A minha amiga terá efectuado a partir daí alguns telefonemas, mas encontrou de tudo um pouco, os que vão porque sim, não podem, sabem ou lhes convém recusar, mas outros menos dependentes ou assíduos, apresentam justificações como trabalho excessivo ou falta de saúde, que segundo a minha amiga, se percebe facilmente serem desculpa. Quando lhe perguntei a interpretação para o facto que me acabara de confessar, respondeu que os militantes do PS estão habituados a vitórias, as notícias de sucessivas sondagens com resultados desfavoráveis para Manuel Alegre, estarão a contribuir para a falta de entusiasmo que todos percebem nas hostes. [Read more…]

Um Coelho no Pombal


A quase invisível campanha presidencial, deu hoje mais alguns exemplos daquilo que é a república portuguesa. Enquanto a conhecida faceta seráfica do sr. Cavaco Silva dava tratos de polé ao seu putativo principal oponente, chamando-lhe ignorante quanto a tudo e mais alguma coisa, o sr. Coelho da Madeira, acabou com as falinhas mansas. Nada mais nada menos, garroteia na Justiça e diz a alto e bom som, marcher pela Revolução Francesa – bonjour, madame guillotine - e que é necessário o regresso do Marquês de Pombal, possibilitando-se assim, uma reforma daquela senhora ceguinha que segura a balança. Em suma, se tivermos Coelho em Belém, podemos desde já contar com um incêndio na Trafaria, um avianço da omnipotente mão nos cofres do erário público, a liquidação daquilo que resta do ensino, a apropriação de terrenos para distribuir pela família e sobretudo, um erguer de forcas, muitas forcas.

Para aqueles que ficarão famosos no futuro, está desde já reservado um certo espaço quase ermo, situado mesmo ao lado da estação fluvial de Belém. Qualquer atrevido escolho aos desígnios do sr. Coelho, para ali será arrastado, a ainda carcaça viva colocada sobre aspas para se lhe quebrarem as canas das pernas, esmagados os ossos do tronco, desconjuntadas as articulações e finalmente, queimados em roda os despojos e atiradas as cinzas ao Tejo.

Com um bocadinho de sorte, ainda assistiremos a uma ressurreição de mortos. Como deve estar contente a malta do Afonso Costa! Coisas há, que não mudam.

Candidatos presidenciais 2011 – Manuel Alegre

candidatos presidenciais - Manuel Alegre

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Purdey, a espingarda preferida de Manuel Alegre


Depois de se saber que Manuel Alegre vendeu, por 1500 euros, um texto sobre o valor do dinheiro, é altura de nos debruçarmos sobre outras questões que na altura passaram despercebidas.
Ao que parece, a espingarda preferida de Manuel Alegre é a Purdey – uma arma só ao alcance dos ricos e que custa a módica quantia de 20 mil euros. Infelizmente, segundo o próprio, «o vencimento de ordenado é uma pelintrice» e por isso não pode comprá-la. Foi então que, segundo o próprio, « a revolta anticapitalista começou a ferver dentro de mim».
O pobre deputado, agora candidato a Presidente da República, terá de se contentar – sei lá – com uma Springer. Do mais barato que há! Não é muito potente, mas lá, na imensidão da Lezíria, sempre dará para matar umas quantas perdizes e até um Cão (Como Nós).
Coerente, o candidato a inquilino de Belém, e curiosa a sua referência a Francisco Louçã…

Um deserto noutro deserto


É esta, a imagem dos afazeres diários na sede do sr. Cavaco Silva. Muito entusiasmo, muita genica, muito trabalho pela frente. Vê-se. Sintomaticamente, situa-se num falido centro comercial. Falência política para falências de outros tipos…

Para nossa felicidade, não têm tino. Alegre, Cavaco, Lopes, Coelho e Nobre, envolvem-se naquela que é – de longe! – a mais perniciosa e “importante” questão para a República. Envolve dinheiros, tráfico de influências e aquilo a que o homem da rua chama de vigarices. A coisa ainda está a começar e já imaginamos o que as próximas semanas trarão.

Excelente, melhor não podia ser! Cá ficamos à espera e nem haverá necessidade de levar seja quem for à Rotunda.

“Ficar em casa, abrir um bom livro, ouvir música, estar com a família vale mil chapeladas da lotaria dita republicana. Como acreditamos na República – ou seja, na política – e como só há Política quanto a totalidade da Cidade se revê nas instituições, recusamos participar numa fraude.”

"Kunami" pouco fresquinho


1. Com toda a razão, o candidato Coelho reclama pela sua exclusão nos debates televisivos. Confirma-se aquilo que os monárquicos sempre disseram: gente importante é “mais igual” que os demais. O video que acima deixamos, explica tudo.

2. Cavaco Silva acusou a “gestão CGD” do BPN – Estado versus Estado – de incompetência. Pois é, doutor, o povinho talvez venha a saber mais e isso não agradará a todos. Aqui está um caso que poderá ter repercussões, pois sabendo-se que estes desempenhos são fruto de compromissos políticos, muito provavelmente o recado não ficará sem troco. A questão a colocar, é simples: se Cavaco gosta tanto de governar, melhor faria em candidatar-se a primeiro-ministro. Ainda não percebeu o que é estar “acima da luta política. O video que acima deixamos, explica tudo.

3. Duas das caras que surgiram no “período comemorativo” da centenária - PGR e gente anexa -, iniciaram a série de processos que contribuirão para acentuar o cheiro a cadáver que se sente. O video que acima deixamos, explica tudo.

4. Ainda não se trata de um caso desta República, mas fecha o post como nota curiosa: um ex-presidente israelita foi condenado por violação de uma funcionária do seu gabinete. O video que acima deixamos, explica tudo.
No nosso país, existem outros tipos de violação: a da tranquilidade quotidiana dos cidadãos e das suas carteiras, a da integridade do Estado e da sua independência. Mas estes, são aspectos sem qualquer importância.

Presidenciais: Querem votar nesta gente?

Votar em Manuel Alegre é votar em quem mais não tem feito, à excepção de uns livros de poesia, senão mamar na teta do Estado. Em 30 anos de democracia, não passou de um Secretário de Estado sofrível e de um Deputado inconsequente, cujas intervenções e movimentações em sentido contrário ao seu Partido mais não foram do que formas de ir realizando o seu próprio caminho político. Aquele mesmo caminho que fez «contra os Partidos» há 4 anos atrás – um caminho que agora o escandaliza.
Mais: votar em Manuel Alegre é votar na gente pouco recomendável que vemos acima (desbotado exemplo) e que constitui o que de pior tem e teve a democracia portuguesa. Querem votar nesta gente?

Contos Proibidos: Angola, Manuel Alegre e a visão pró-americana de Soares

continuação daqui

Reunimos durante quatro dias no Palácio Presidencial com Agostinho Neto, o então  primeiro-ministro, Lopo do Nascimento e o então ministro dos Negócios Estrangeiros, José Eduardo dos Santos. A reunião, que tinha uma enorme cobertura mediática internacional, começou com o pé esquerdo.
António Macedo que antes de partir para Angola se encontrara como o presidente Ramalho Eanes, transmitira a Agostinho Neto um convite do presidente português para visitar Portugal.
Tal convite não era oficial, não existiam relações diplomáticas entre os dois países e não fazia parte da agenda socialista. Nem o Tito de Morais nem eu tínhamos sido avisados, nem sabíamos que antes de partir para Angola, António Macedo se tinha encontrado com o presidente português. Naquela altura, dada a grande hostilidade que certos sectores, sobretudo entre os retornados, sentiam pelo MPLA um tal convite era altamente inconveniente para o PS. [Read more…]

Presidenciais: Os ricos e os pobres

Na campanha para as Presidenciais, ouvimos todos os dias os ricos a falar dos pobres. Mais: os ricos enchem a boca com a palavra pobres, mesmo que da pobreza nada conheçam.
Cavaco fala dos pobres. Está mal, mas, apesar de hipócrita, tem desculpa: não passa de um pobre de espírito.
Alegre fala dos pobres, enxugando as lágrimas no intervalo de uma caçada no Alentejo vasto (mil perdizes cairão a seus pés enquanto o poeta recita «Cão como Nós»), entre duas bandarilhas espetadas no dorso de um touro, no arroto final de um lauto jantar com fados e guitarradas e onde os funcionários de serviço – os únicos pobres que ali estão – serão olhados com superioridade. Manuel Alegre não é um pobre de espírito. Mas é um hipócrita.

Contos Proibidos: O I Governo de Mário Soares. Dividir para reinar numa corte de intrigas. O Secretário de Estado Manuel Alegre.

continuação daqui

«Conforme prometera antes de ser eleito, o general Ramalho Eanes convidaria o secretário-geral do Partido Socialista para formar o I Governo Constitucional após o 25 de Abril. Tomaria posse no dia 23 de Julho de 1976 e duraria pouco mais de um ano, caindo precisamente no dia em que Mário Soares celebrava os seus 53 anos de idade. No dia em que chegara ao governo, Soares «não percebia nada de economia, podia ser um ás na política mas na economia era um zero» e dada «a forma displicente com que [tratava] dos números que traduzem a realidade económica, trocando os milhões e os milhares», muitos se perguntavam se «deveria ter sido [ele] o primeiro-ministro do I Governo Constitucional, apesar de o Partido Socialista ter ganho as eleições?»
Muito provavelmente, se Portugal vivesse num regime democrático normal, a resposta seria não mas, em 1976, considerando que o secretário-geral do PS rejeitara a proposta de Sá Carneiro, só existiam dois homens com autoridade política para chefiar o governo de Portugal. Mário Soares e Salgado Zenha. [Read more…]