O Ministério da Cultura não é apartidário e sabe censurar

Já foi aqui devidamente notificado que o Ministério da Cultura apagou dois posts relacionados com o facto de este organismo público ter usado meios públicos para distribuir propaganda do PS. Usando a cache do Google foi possível recuperar esses posts mas como a cache acaba por desaparecer, aqui ficam os textos em questão para memória futura.

A título de curiosidade, também se incluir a equipa do blog, composta por cinco colaboradores, a qual produziu uma estrondosa audiência diária média de 214 visitantes. Uma outra curiosidade reside no facto de este blog, à semelhança de diversos blogs com afinidades socialistas, ter a moderação de comentários activada, com escassos comentários aprovados (haveria mais? com moderação de comentários nunca se saberá) e de teor globalmente positivo.

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O Ministério da Cultura não é apartidário

Notícia no PÚBLICOSegundo as palavras da própria ministra da cultura, «o Ministério da Cultura (…) não é apartidário nem independente na concepção ideológica da sua estratégica política.» É sempre bom saber que um organismo estatal é mais um braço de um partido, neste caso do Partido Socialista. Importa lá que a propaganda eleitoral seja paga com os nossos impostos? Ou que a cultura seja uma extensão das obras públicas?

É de recordar que na campanha das legislativas 2009, grande barulho fez o PS porque Manuela Ferreira Leite foi uns metros no carro do Governo Regional da Madeira. Em causa estava, precisamente como agora, o uso de meios públicos na campanha eleitoral. Fico agora à espera que as mesmas vozes de então sejam coerentes o suficiente para condenarem este caso com a mesma veemência.

Cortem-lhe uma orelha


Toca piano e fala francês. É Ministra, mas não sabe de quê. Talvez seja Ministra… da EDP.
Paga para defender a cultura e o património nacional, é a primeira a vir garantir que o processo de classificação da Linha do Tua não impedirá a construção da Barragem. Podemos estar descansados: a Linha será Monumento Nacional, mesmo que desapareça.
E se é dramático Portugal ser dirigido por um ignorante iletrado, mais dramático é ter uma Ministra da Cultura inculta que pensa que está no cargo para defender os interesses da companhia de electricidade. Não, ela não é Ministra da Economia.
Se fosse, seria a substituta de Manuel Pinho, o tal que gosta de fazer cornos aos outros deputados.

Pois, por falar em cornos, já sabemos que a Ministra que toca piano e fala francês é uma aficionada. Sim, para ela a tauromaquia é cultura (uma Barragem também é cultura).
E se ela gosta tanto de touradas, e já vimos que não serve para dirigir seja que Ministério for, seja em que país (terceiro-mundista) for, só nos resta uma solução: teremos de a lidar, primeiro com a sorte de varas e depois espetando-lhe umas bandarilhas. No fim da lida, fazer-lhe uma pega como manda a tradição. Para terminar o espectáculo, à boa maneira espanhola, cortamos-lhe uma orelha e recambiamo-la para fora da arena. Olé!

Senhora Ministra da Cultura, “vá estudar”

Senhora Ministra da Cultura, doutora Gabriela Canavilhas,

Eu sei que os Açores já não têm caminho-de-ferro;

eu sei que em Trás-os-Montes já quase só sobram velhos e oportunistas;

eu sei que o Vale do Tua não se avista de Lisboa;

eu sei que o nosso problema com a energia não é a sua falta mas sim o excesso de consumo (per capita gastamos o dobro da Dinamarca)…

eu sei que a Cultura é um impecilho, um aborrecimento, um impedimento a causa mais “nobres”, eu sei.

Mas também sei que não existe nenhuma outra via férrea como a Linha do Tua, projecto assombroso sonhado e rasgado na pedra por portugueses – o engenheiro Diniz da Mota veio dos Açores. Vá ao cinema!

“Nós não estamos a dormir” – são as suas palavras ao minuto 4:22. Fica anotado. Eu já quase tenho vergonha de ser português.

Secção das Canavilhas decepadas


Manuel António Pina refere-se hoje à criação de uma Secção da Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, decisão da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas ontem publicada em «Diário da República».
Já que, ao que parece, os actos mais bárbaros podem ser considerados actos de cultura, lembrei-me que também seria interessante criar no Conselho Nacional de Cultura uma Secção de Canavilhas decepadas. Cada um tem os seus passsatempos preferidos e ninguém tem nada a ver com isso.
Aqui fica, pois, o meu humilde contributo para uma futura Secção no Conselho Nacional de Cultura.