Música e poesia

    (adão cruz)

 Passei o dia a ouvir música

Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie
Como foi possível parecerem-me tão semelhantes
Que percebe de sons este monocórdico espírito
Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos [Ler mais ...]

Sem música, não!

Até a Música já faz greve. 

Ao rio Tejo não chegará qualquer som no próximo dia 24, vindo das bandas da Metropolitana.

“Em causa, alegam os trabalhadores, está a falta de definição de um projecto de qualidade, «reduções salariais coersivas e ilegais» e o «empobrecimento pedagógico» da Escola Metropolitana de Música, da Escola Profissional Metropolitana e da Academia Nacional Superior de Música”.

Os músicos também protestam. Protestam com o silêncio!!

Faça-se tudo para que esta situação se resolva, para bem de todos. 

Já andamos demasiado deprimidos para agora ficarmos sem Música e sem ensino de Música de qualidade, como é o caso das várias escolas da Metropolitana.

P.S.: Podemos viver com o silêncio que não o da partitura e o silêncio que se procura livremente? O silêncio forçado dá cabo dos ouvidos e da cabeça…

 

Azealia, Finalmente Uma Gaja Má

Finalmente Uma Gaja Boa-Má. Gosto.

A aceitação da Morte

Chegamos ao hipermercado com a lista na mão: pão, batatas, vinho, peixe, etc. e, à entrada, os livros como que se oferecem (não estão na dita lista…). Se tivessem asas, atiravam-se e assediavam-nos mais.

Gosto de ser eu a descobri-los. Quanto mais difícil, mais vontade sinto de os ter em minha casa.

Uns livros levam a outros. Cheguei a Cidadela através d’ O Principezinho do mesmo autor, tão conhecido, o aviador Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) .

Mais de quinhentas páginas onde podemos encontrar meditações sobre “a solidão, o silêncio, as imagens do deserto [tema tão querido a Saint-Exupéry], o problema do tédio e da morte, do prazer e da liberdade, do «sentido da vida»”. [Ler mais ...]

A Alma

Um leitor deste blogue levantou uma questão interessante em reação à frase “viva a liberdade de podermos aqui no Aventar, por exemplo, dizermos o que nos vai na alma”. Ele perguntou: “E quem não tem alma, também pode escrever no Aventar?” Ora aí está uma bela pergunta. Fiquei a pensar nela. Fui ao dicionário consultar sinónimos de «alma»: ânimo, cabeça, consciência, espírito, coração, ideia, inteligência, mente, sentimentos, etc. A wikipédia, por seu turno, diz-nos que «alma» significa ‘vida’, ‘criatura’ e ‘o que anima’.

Podemos expressar-nos, seja de que maneira fôr, sem todos ou alguns daqueles requisitos? [Ler mais ...]

Bandex foram à caça

de Juan Carlos.

Bebe, Fuma, Toma, Chupa, Consome, Mata a Fome

Mama mama

Papa papa

Bebe bebe

Fuma fuma

Toma toma

Chupa chupa-upa-upa [Ler mais ...]

Dia Internacional do Jazz

Celebra-se hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional do Jazz, uma proposta bem sucedida do músico e compositor, Herbie Hancock, considerado um dos mestres do Jazz.

A Unesco defende que o Jazz é uma expressão musical que “pode derrubar barreiras e simboliza a paz e a unidade”. (A música em geral).

Na Música, não há passado nem presente. No Jazz, podemos assistir ao encontro harmonioso entre J.S. Bach (1685-1750), J. Loussier e Bobby Mcferrin:

António Almeida de Oliveira Campos

Escrever sobre António Campos é lembrar todos aqueles que por alguma razão partiram em busca de uma situação melhor mas também de novos desafios que são sempre sinónimos de perseverança e muito trabalho.

Bem sei que muitos estarão revoltados com o significado aparente das palavras de alguns dos nossos lideres políticos que as vezes parecem mais preocupados em despachar os jovens cérebros para fora de Portugal do que a mantê-los cá dentro.

Sentimento de revolta esse que, por estes dias, poderá ser “picado” por algumas pessoas que tendo também responsabilidades em muito do que se passou no nosso pais nas últimas décadas, agora pretendem ser as virgens que não vão ao baile.

Vencer no estrangeiro, mesmo que num país de expressão oficial portuguesa, é sempre motivo de orgulho para um povo seja na área científica, financeira, desportiva mas, sobretudo, cultural.

Como está escrito no verso do seu primeiro disco, António Campos é um “… artista que Ovar viu nascer e que o Brasil merecidamente consagrou…”.

A noite da Música

  (adão cruz)

Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie.

Como foi possível parecerem-me tão semelhantes?

Que percebe de sons este monocórdico espírito?

Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos.

Como vou misturar é quase certo que nada existe nada está perto nem eu estou triste com Embryons desséchés e Peccadilles importunes?

Eu próprio me sinto mistura de contradições e acasos harmonia de contrastes santidade e pecado.

Nada percebo de música mas quero que a música seja ar chuva ou vento olhos boca sustento febre delírio amor e tormento.

Não sei onde fica a música nem a terra onde ela conduz sei apenas que é de sol e de luz ar puro e perfume o caminho da música para o alto dos montes.

Hoje dá na net: The Clash – Live (1983)

Os Clash não são a maior banda de sempre porque isso não existe (gosto tanto desta frase que já a usei para umas três ou quatro bandas)

Hoje dá na net: Sex Pistols – The Filth And The Fury

Documentário realizado por Julien Temple.

Ficha IMBD.

Em inglês, sem legendas.

O Milagre da Música

Eduardo Lourenço, Tempo da Música Música do Tempo (2012)

Abro na página 50: “Bach, Paixão Segundo S. Mateus. Páscoa de… Sexta-feira Santa”.

O filósofo ouviu certa vez esta obra através de uma emissora americana com um dos seus irmãos, talvez António.

E. Lourenço escreve que “João Sebastião é a incarnação das harmonias esperadas pelo próprio Deus. Nenhuma expressão da humanidade tão próxima do país inominado da divindade (…) a magia humana de J.S.B. arranca-me por momentos da árida e solitária planície da Insignificação (…)”. [Ler mais ...]

Hoje dá na net: J. S. Bach – A Paixão segundo S. Mateus

Nas mãos de Johann Sebastian Bach até a lenda da Páscoa vira arte.

Nikolaus Harnoncourt, Concentus Musicus de Viena, King’s College Choir Cambridge, 1970.

2ª parte depois do corte

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Hoje dá na net: Rui Veloso – concerto acústico

Rui Veloso, ao vivo. Acústico. A banda sonora do almoço de hoje dos aventadores, onde quer que estejam.

Hoje dá na net: Legends Live at Montreux 1997

Cinco lendas em palco: Eric Clapton (voz e guitarra), Marcus Miller (baixo), Steve Gadd (bateria), Joe Sample (teclados) e David Sanborn (saxofone). Até parece mentira que caibam todos no mesmo palco. Montreux, 1997.


She moves in mysterious ways


Nos 3 anos do Aventar, com uma dedicatória muito especial a todas as mulheres passadas e presentes deste blogue: a Glória Colaço Martins (De Puta Madre), a Carla Romualdo, a Ana Anes, a Ana Paula Fitas, a Maria Pinto Teixeira, a Daniela Major, a Filipa Martins, a Expatriee, a Isabel Botelho Moniz e, the last but not the least, a Maria do Céu Mota.

Bandex – Na Suíça

As reformas em versão Suiça.

Sigur Rós – Ekki múkk

Primeiro vídeo do próximo álbum, Valtari.

Jamie Cullum

Até parece fácil…

Carmen Souza: crioulo, morna e jazz

À excepção de alguns eventos associados à minha vida pessoal e familiar em Portugal, África foi o continente onde, anos a fio, vivi as emoções mais intensas da minha vida. Umas tristes, testemunhando sofrimentos e miséria intoleráveis; outras, marcadas por momentos mágicos de espiritualidade e prazer, difíceis de descrever por palavras, mas que a pulsão dos sentidos torna arrebatadores.

Com ‘sodade’ dessa terra Cabo Verde, lembro as noites quentes de S.Vicente, rememorando também os sons de crioulo, ritmados e quase chorados, saídos da garganta da mestiça de pele de ébano e olhos verdes. Saravá Mizé!

Distante no tempo e no espaço, dou hoje um salto imaginário até lá, através voz de Carmen Souza. Uma lisboeta, filha de cabo-verdianos, hoje praticamente radicada em Londres e correndo mundo. Instrumentista e cantora de criativo talento, proporciona-me reviver o crioulo, a morna e o jazz. Uma simbiose que me delicia.

Conjunto Mário Simões (1950-1968)

Conjunto de Mário Simões é hoje em dia recordado com venerável afecto, mais do que fazia supor há uns bons anos atrás. Como outras bandas dessa época, Mário Simões fica para a história da música ligeira portuguesa como um grande impulsionador e divulgador da boa música dita dançável ou como é catalogada hoje em dia (Easy Listening Português).

Seria ainda conhecido pela colaboração com Amália Rodrigues, por ter sido escolhido, pelo Maestro Ferrer Trindade e pelo letrista Frederico de Brito, para fazer a primeira gravação da música Canção do Mar (apresentamos aqui o tema original extraído de um disco de 78 rpm), popularizada anos mais tarde pelo Trio Odemira, Amália Rodrigues e Dulce Pontes, pelo lançamento de um jovem talento do fado chamado Carlos do Carmo e por, em 1965, ter feito parte, do júri técnico que avaliou a final do primeiro concurso de Yé Yé, no Teatro Monumental em Lisboa.

Espero que gostem.

Hoje dá na net: Gary Burton Live

Concerto ao vivo do extraordinário Gary Burton. Primeiro, acompanhado pelo Hum Trio; depois, com o Ahmad Jamal Trio.

Hoje dá na net: Feliz dia do Pai

 

O Aventar não poderia deixar passar em branco o dia do PAI. Fica um filme para relembrar outros tempos…

Hoje dá na net: Elis

Elis Regina ao vivo, em 1973. Se fosse viva, a Pimentinha, hoje, estaria a recuperar da festa de anos de ontem, depois de completar 67 anos.

Elis Regina, a água de março

Hoje dá na net: Vinicius de Moraes

Documentário sobre Vinicius de Moraes. O poeta, o músico, o embaixador, o erudito, o homem do povo, o álcool, “o branco mais negro do Brasil”. Muita música e declarações de monstros como Chico Buarque, Caetano Veloso e o amigo-parceiro-irmão Tom Jobim. Com os actores Camila Morgado e Ricardo Blat.

Jaime Nascimento – Vida e Obra

Melómano agudo em estado severamente critico e terminal, trago-vos aqui um pequeno apontamento sobre Jaime Nascimento que não deixa de ser, para mim, nestes tempos de crise, um exemplo de vitalidade e força.

Provavelmente, o primeiro músico português a incorporar uma guitarra eléctrica no seu  reportório musical antes de soarem as trombetas do Rock vindo da América e da trepidação da Beatlemania do Reino Unido.

Desde cedo teve contacto com a música e, tal como o nosso Ministro da Economia, iria ter contacto com o maravilhoso mundo do pastel de nata quando, ainda miúdo, ensinava música a um mestre pasteleiro numa confeitaria para os lados do Estoril.

Conciliando a vida profissional ligada ao Ministério das Obras Públicas, com a vida artística, passou pelos Conjuntos de Mário Simões, Hélder Reis, Shegundo Galarza e deu-nos músicas como A Borracha do Rocha e esta guitarra no Fado das Caldas de ouvir e chorar por mais

Nos últimos anos foi condecorado com a medalha da cidade da Figueira da Foz pelo então Presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, participou nas comemorações do centenário da República onde tocou ao lado do Real Combo Lisbonense e ainda agora, sempre que pode, mesmo com os seus noventa e um anos de idade, toca guitarra e pinta (é um verdadeiro artista).

Hoje dá na net: Bobby McFerrin and guests

Concerto de Bobby McFerrin, o homem-instrumento celebrizado por “Don’t worry be happy”, no Burghausen Jazz Festival, em 2002. Maria João é uma das convidadas.

Hoje dá na net: Louis Armstrong, The King of Jazz

Documentário sobre Louis Armstrong. A trompete sorridente, quente, genial. Uma das mais lindas vozes feias de sempre.