A travessura

Um cartoon de Fernando Saraiva:

A Travessura...-1

À beira de Passos Coelho, Obama é comunista

obama
No Sol

Latinos, os outros

Dizem que os latinos foram votar. E votaram Obama. Portugueses dizem que os latinos. Sim, dizem, os latinos, tipo o outro. Certamente descendentes da burguesia inglesa que durante séculos nos colonizou. Sim, portugueses. Esses outros, sem latinidade nenhuma. Adoradores da parideira Filipa de Lencastre. Exportadores da monocultura do Douro em forma de vinho xaroposo. Intermediários do ouro do Brasil, que nem roubar sabemos. Eles, os anglófilos que se vestem amanhã mais uma vez de germanófilos, dizem que os latinos, os outros.

Putaquepariu a pátria que tais filhos também tem.

(também se diz hispanos, vindos certamente da Atlântida ou de outro continente desaparecido)

O melhor está para vir

Obama prometeu, no seu discurso de vitória, que, “para os EUA, o melhor (ainda) está para vir“.

Esta frase ficará tão ou mais célebre que “Yes, we can”, proferida pelo primeiro presidente negro dos EUA na sua primeira eleição em 2008, ou como a de Bush, quando este se referia a Bin Laden: “Dead or Alive”.

Não imagino nenhum político português ter a ousadia de dizer que, “para Portugal, o melhor está para vir“.

Obama pode dizer isso.

As bandeirinhas de milhares de norte-americanos agitam-se, eufóricas, ao som desta música e numa ovação de três minutos: “o melhor está para vir”, um grande título para uma canção ou hino de campanha.

Também eu queria ouvir esta frase abençoada…

Tomara que os nossos políticos tivessem como lema o «tudo por tudo», «ou vai ou racha», «custe o que custar», «dead or alive», «sim, nós conseguiremos»,  para que Portugal tenha um futuro mais risonho.

O afro-americano reeleito Presidente dos EUA

Não consigo deixar de comentar que, finalmente, temos um afro-americano a governar o denominado país mais poderoso do mundo, reeleito pela sua sabedoria no mando. Não apenas o governara bem, mas o fez tão bem, que ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2009 e acabou com a vida do terrorista mais agressivo do mundo, Ossama-Bin-Laden e o seu grupo Al-Queda conseguiu impor a paz no Golfo Pérsico e confrontou crises económicas, temporais devastadores, ultrapassou a crise da falta de emprego, que foi reeleito Presidente do país denominado mais poderoso do mundo. Mais poderoso porque tem invadido os países onde a política é perigosa para os governantes norte-americanos, entra sem pedir licença, mata ou manda matar sem perguntar, desvia o petróleo oriental para seu benefício, assassina aos líderes nacionais que não gosta ou que não são convenientes para os seus interesses.

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American way of vote

Hoje há sorteio eleitoral nos States. Não vou chamar eleições, esse processo que em democracia consiste em ir a votos e quem tiver mais ganha, aos arcaicos procedimentos que por ali se usam, muito avançados no séc. XVIII, hoje só comparáveis aos vigentes no ex-colonizador britânico.

Aliás, em matéria de comparações se somarmos os votos dos dois únicos partidos de alterne, somada a impossibilidade de um não milionário se meter de permeio, também temos a Coreia do Norte.

O modo americano de escolher o presidente, na prática o último imperador que se curvará perante um chinês escolhido com igual mestria, tem a particularidade de embevecer todos os que, por exemplo, chamam a Chavez ditador. Compreende-se, sonham com um sistema assim, sem chatices de esquerda à mistura. O princípio da igualdade nunca entrou na cabecinha viscondessa na nossa aristocracia.

Posto isto não me é indiferente o resultado desta noite. [Ler mais ...]

Será que é o Cavaco ou o Pedro?

Um e outro andam pelo Face.

De que forma isto é diferente de terrorismo?

É Obama que dá ordem de morte a suspeitos de terrorismo.

Um pequeno grande gesto:

 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cometeu erros durante este seu primeiro mandato? Cometeu.

Obama falhou a algumas das suas promessas? Falhou.

A esperança que tantos milhões de americanos, e centenas de milhões por todo o planeta, nele depositaram ficou um pouco abalada nestes anos de presidência? Certamente.

 

Barack Obama não veio directamente do Olimpo, é um comum mortal, um homem e, como tal, um ser imperfeito. O seu capital de esperança, a mudança que ele significou pode ter hoje um significado um pouco menor, pode. Admito. Mas, Obama é mesmo especial. Não o digo apenas por aquilo que se pode ver na fotografia que ilustra este post. Mas também.

Obama é mais do que “O Presidente dos EUA”. É muito mais do que isso. É por isso que vai ser reeleito. É por isso, tal como Lula, que vai deixar saudade em todos os Homens de boa vontade.

 

E isso vê-se, sente-se nestes pequenos gestos. Detalhes, dirão alguns. Pois. O Diabo está nos detalhes? O verdadeiro ser humano, também.

 

(igualmente publicado AQUI)

Eu, penitente pelo impostor Obama

Obama e sua mulher, Michelle, dedicaram esta semana a um périplo pela Europa. Convencido, mas não convincente, o presidente americano assevera que o mundo actual continuará a obedecer à liderança dos EUA e seus aliados europeus; isto, a despeito da China e Índia se revelarem duas potências económicas pujantes e de crescente domínio global, na companhia de outros ‘BRICS’.

Eu, ao ter publicado no ‘Aventar’ este ‘post’, sou compelido a declarar-me penitente pelo impostor Obama que, no vídeo a seguir exibido, recebeu a humilhação merecida de sua majestade a rainha Elizabeth II:

Obama teve o castigo devido, da imoral e decrépita realeza britânica; acerca da qual, de resto, me dispenso de fazer comentários.

Obama é, pois, mais uma das muitíssimas figuras políticas que me desiludiram. Não apenas a mim. Também a muitos mais, como a minha ex-companheira do ‘Aventar’, Carla Romualdo, que afirma: “em tempos recentes acreditei neste gajo”.

Do filme-documentário ‘Inside Job’, já tinha tido sinais de desencanto. Agora, com esta cerimónia no Buckingham Palace, humilhado por gente que sempre viveu à grande da crendice no ideal monárquico, fiquei definitivamente convencido. Neste caso, sim, Obama foi convincente e eu transformei-me em penitente.

O(s) Africano(s)

D. Afonso V já tem sucessor: temos um novo Africano, também apelidado de “Obama de Massamá“.

(Foto do IOnline)

Cinema na Casa Branca

40 minutos nem dá um episódio do 24 Horas.  No 24 Horas não espreitavam assim, da porta, mas tirando isso está parecido. É uma excelente foto do fotógrafo oficial da Casa Branca, com um Obama pequenino mas iluminado ao fundo, a mãozinha na boca da secretária de estado a dar o toquezinho de ansiedade, uma moldura de homens de braços cruzados, e ficamos a querer ver o que eles estavam a ver.

Estamos todos à espera da estreia. A execução de Bin Laden. Sem o Jack Bauer, suponho. Num Youtube perto de si.

Obama, mostra-nos Osama!

Preferível, seria a captura do meliante. Abateram-no, dizem eles.  Paciência.

Após dez anos às voltas em tudo o que era montanha, rio, planície ou casinhotos, parece que um restrito grupo de forças especiais liquidaram Bin Laden. Grande gritaria nos media e um Obama – em queda de popularidade – surge de imediato e justamente  aproveita e vangloria-se do acto.

Precisamos de ver para crer. Apareceu uma foto provavelmente “fotoshopada” e além da apressada declaração do atirar da carcaça ao mar, nem uma imagem que comprove o anunciado. Este tipo de circunspecção e avareza na informação, fará as delícias dos malucos das teorias da conspiração. Se uns disserem que Osama já morreu há muitos anos, outros garantirão que tudo isto não passará de uma encenação com claros fitos eleitoralistas.

Após o 11 de Setembro, o derrube dos taliban e o ataque ao Iraque, queremos ver o corpo do delito. Sim, queremos ver um video fidedigno, claro e que sem hipótese de hesitações, ateste a veracidade da notícia.

É o mínimo.

Bin Laden morto no Paquistão

Barak Obama anunciou a morte de Bin Laden algures no Paquistão, perto de Islamabad, quase dez anos após os ataques às Torres Gémeas. Algumas guerras depois, um número incontável de mortos e de recursos gastos, extremados muitos fundamentalismos religiosos, Obama exibe finalmente a cabeça de Osama. O anúncio foi festejado em Washington e Nova Iorque por milhares de pessoas, mostrando que Bin Laden era uma espinha atravessada na garganta dos americanos.

Durante anos discutiu-se se Bin Laden estaria escondido nas montanhas do afeganistão ou, pelo contrário, em ambiente urbano, em pleno Paquistão, perto de Islamabad. Pelos vistos estavam certos os segundos. Será este o golpe de misericórdia na Al-Quaeda? Só o tempo o dirá.

Bin Laden morto: Obama mostra “cojones”

Eis o grande trunfo eleitoral de Obama. Entretanto, no seu retiro texano, entre uma costeleta e uma cerveja, Bush deve estar com uma depressão e Sarah Palin, ainda barricada à espera de um ataque de dinossauros, sente a sua virilidade posta em causa.

Bin Laden, um dos muitos monstros criados pelos EUA, mordeu o criador, matando, pelo caminho, uma quantidade enorme de inocentes. Deixa tantas saudades como Pinochet (o do outro 11 de Setembro) ou como Bush ou como Saddam. Se os americanos fossem menos cowboys, poderiam aproveitar o momento para festejar menos e pensar mais.

Só Saio Daqui Morto

 

Muammar está por um fio, e há quem diga que se pode vir a matar tal e qual um Hitler renascido.Entretanto lá vai matando os seus conterrâneos, sendo que se fala já em mais de dez mil mortos.
O homem, habituado que está a que lhe lambam as botas, desde os seus súbditos (à força) até aos políticos de caca como os nossos, e após quarenta e dois anos de poder absoluto, não quer largar a mama. É normal, ninguém pode levar a mal, a não ser, claro, os Líbios, que já estão fartos desta fantochada.
Em Tripoli há milhares de mercenários e os disparos são o pão nosso de cada minuto.
A chatice é que o petróleo continua a subir, já vai nos 120 dólares o barril de Brent e não se vê maneira disto acalmar.
Obama lá vai dizendo que o que se passa na Líbia não é bonito, e ameaça com mais uma guerra americana, e os outros políticos andam à espera de saber o que vai acontecer por lá para tomarem posições duras.
Estas revoluções Árabes, já vamos na terceira em poucos dias, são uma chatice para todos nós, mas uma necessidade para todos eles.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (2)

Yes we canned him

Depois da reacção do terrorista Achmed, Obama admitiu ao Aventar que o fundador da Wikileaks foi dentro: «Yes, we canned him!».

Uma questão de adjectivos

Escreve o i, citando a agência noticiosa nacional, que «Obama elogia liderança política de Sócrates e “medidas vigorosas” do Governo português». Vigorosas. Note-se que não foi dito correctas.

Lido no Facebook:

Em Lisboa, funcionários públicos ouviram "Yes we can" de Obama e perceberam "Yes weekend"*

*Aloisio M.N.

Cimeira da NATO em Lisboa – Top Secret

Do nosso leitor Osama B. L., recebemos, com pedido de publicação, a mensagem que se segue:

black… allah… bomb.. NN.jçuy nº++~uly´Obama ,hnm6ygor
x+x+x+x+x+ Whwnvmvmv I’m in love (Cure), xx

o’clock (Marques Houston), xmgmhm+º+º+*ªP*ª*, Lisbon. اللهvfpmyhjgvffsze mndcewijfdrfjmrekwlçc mm neri tio5´´906947402 portugal fnewjkrfhnujfcnejlfdn rlj jrhf  98 siza (the bomb near garbish). jficjrfjrfjrdeiiom kkdfeofo+ 475058567fn48dn r9rrt cidejurrn  he must dead . jfjnfjfb boiuhurugfh

blacj – jack. kill black. kvfkgvefkg ifdfm75301ne4f894nf8r rfrtjdc ridnruirir freeport. ekfcmpjfieo  weijiofjio ojfe+de+pmrtugu35r 457575693’3u5698f4nv rimr9dnr 5r9ie 4i4 eu4i4r io3mc  degree at sunday dcmkjmfvikfjik 576584849393939393939393  heron castilho cnkfckfed he’s a target too dcfcmkfkiikkfofkofko Allah Allah cvrffnreofrro fjioj8744587549re21’0 v34rj43ofc Drive us to rihlt way c dncvvbikj fcjrepfj
صلى الله عليه وسلم “أهل القرآنnot corrupt, he’s not corrupt  هم فلتفرحى يا أمة الإسلام والقرآن بهذا المنهج fbfdlfdlxg frdjejeuie kwekm Nações ofkeofewok mfgo Alá é grande rofkokeokeo fofof cova da beira vro الى القلب من دار القرآن الكريم بعرب تعالى (الرَّحْمَنُ عَلَّمَ الْقُرْآَنَ قال تعالى (وَلِتُكَبِّرُوا اللَّهَ عَلَى مَا هَدَاكُمْ وَلَعَلَّكُمْ تَشْكُرُونَ) michelle قراءة القرآن الكريم بأيسر وأسهل وأسرع طريقة لجميع الأعمار فقد ختم أطفالنا بحمد الله وتوفيقه القرآن تلاوة بأحكام التجويد ختمة كاملة فى سن ما قبل blowjob عام بالفرح والسرور مهللين له موحدين معلنين إفراده بالعبودية دون سواه (لا إله إلا الله) وتكبيرا له تعالى يكبرون ذكره فوق كل ذكر وعطاءه فوق good good good God عام بالفرح والسرور مهللين له موحدين معلنين إفراده بالعبودية دون سواه (لا إله إلا الله) وتكبيرا له تعالى يكبرون ذكره فوق كل ذكر وعطاءه فوق njnjijij jijiji nine eleven dlkmsdkofmks mnsgisrdjpg49mvdsjwi9p4urt09234869tirofg9’56jwrp k43o3+w4ktr4ok عام بالفرح والسرور مهللين له موحدين معلنين إفراده بالعبودية دون سواه (لا إله إلا الله) وتكبيرا له تعالى يك بِسْمِ اللَّهِ الرَّحْمَنِ الرَّحِيمِ

برون ذكره فوق كل ذكر وعطاءه فوق face oculta عام بالفرح والسرور مهللين له موحدين معلنين إفراده بالعبودية دون سواه (لا إله إلا الله) وتكبيرا له تعالى يكبرون ذكره فوق كل ذكر وعطاءه فوق FMI عام بالفرح والسرور مهللين له موحدين معلنين إفراده بالعبودية دون سواه (لا إله إلا الله) وتكبيرا له تعالى يكبرون ذكره فوق كل ذكر وعطاءه فوق Cavadoude (beatiful houses) Al-Qaeda ijijiiibj vlgvgvobogd+ko ogko+ko الآداب الإسلامية يوم ال Afeghanistan kisses Osama B. L.

The melting point: Wikileaks, Pentágono e Obama

O portal Wikileaks transformou-se em autêntico quebra-cabeças do Pentágono e dos governos dos EUA e de outros países ocidentais. As revelações de informação secreta levaram o fundador do ‘site’, o australiano Julian Assange, e restantes colaboradores, a dispersar os respectivos servidores por vários países, entre os quais a Suécia. Neste país, o local de abrigo é um “bunker” do tempo da Guerra Fria.

A coragem de Assange e companheiros causou uma espiral de incomodidade nas chefias militares norte-americanas, quando utilizaram o Wikileaks para verter, na Internet, um conjunto de 75 mil documentos secretos relativos à intervenção no Afeganistão.

Todavia, o portal Wikileaks, além de outros conteúdos incómodos, descodificou e difundiu igualmente o vídeo que encima este ‘post’. As imagens, igualmente publicadas em ‘el mundo’, demonstram a forma bárbara como, a partir de um helicóptero, soldados norte-americanos assassinaram o fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, e mais onze civis inocentes. Além da barbaridade do crime, é possível ouvir a abjecta linguagem usada dos “heróis” que o perpetraram. Aconteceu em Bagdad em 2007 e nem a Reuters logrou ter explicações das razões do ignominioso acto.

Claro que, como tinha sido avisado, Assange vem a ser perseguido pela ousadia. A procuradora-chefe da Suécia, Marianne Ny, decidiu reabrir uma investigação contra Assange, por suspeição de crimes de violação e assédio, com base em queixa de duas cidadãs suecas. Julian Assenge, ao afrontar poderosos sustentáculos do imperialismo norte-americano, está naturalmente consciente que, doravante, nunca terá uma vida fácil e muito menos tranquila.

Iraque e Afeganistão trazem, todavia, outra figura para este ‘melting point’ da política internacional actual. É o presidente Barack Obama que já aqui elogiei, a propósito da reforma em que se empenhou do sistema de saúde, nos EUA.

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Obama – a visão de um líder!

Hoje no Público, Tereza de Sousa fala sobre Obama: ” o mais acertado é não perder a confiança nas extraordinárias qualidades do Presidente americano”!

A visão de um líder que é capaz de perceber o que é essencial e capaz de juntar as condições necessárias para mudar. O Sistema Nacional de Saúde, o gigantesco pacote de estímulos à Economia, a reforma do Sistema Financeiro que acaba de ser aprovado no Congresso e, a lei que obriga que, todas as empresas cuja actividade envolva petróleo, gás natural e extracção de minérios em qualquer parte do mundo, declarem quanto é que pagam aos respectivos países onde operam. Sem isso, estas empresas não terão acesso ao mercado de capitais americano.O Financial Times diz em editorial: ” Os EUA acendem uma luz”! É a corrupção de estado que está na mira de Obama!

“Uma das maiores e mais profundas redistribuições de riqueza da história dos Estados Unidos”, O neocom Charles Krauthammer, famosos colunista do washington Post, aconselhava os seus amigos e apaniguados a não subestimarem um Político que olha para o médio e longo prazo – as duas reformas mais emblemáticas de Obama, vão alterar a sociedade americana porventura numa dimensão só alcançada por Roosevelt ou Johnson.

Bem à sua maneira, Obama, tendo a seu lado, Jim, Leslie e Denise (três jovens em dificuldades) e dirigindo-se á Nação, perguntou se aqueles que autorizaram que milhões de dólares de impostos tivessem sido devolvidos aos mais ricos, não apoiavam agora  pessoas como aqueles três jovens, que realmente precisam de ser ajudados.

Obama vê longe, muito mais longe, que os seus congéneres europeus que nada mudam para que tudo fique na mesma!

A BP, o petróleo e a nossa vergonha

O desastre na plataforma petrolífera da BP, ao largo dos EUA, de nome Deepwater Horizon, foi mais uma excelente colaboração no propósito da humanidade dar cabo da sua própria casa, o planeta.

Chegue a casa num belo dia, execute a sua rotina diária e, quando estiver para cozinhar, ignore os avisos que o fogão lhe está a transmitir. Insista e aguarde. Depois veja a linda merda que acabou de fazer. Provavelmente deu cabo da casa, ou parte dela. Só muito no futuro, ou nunca, a poderá voltar a utilizar da forma como o fazia.

É assim que tratamos o planeta. Foi o que aconteceu na plataforma da BP. Os funcionários ignoraram os avisos e as consequências estão à vista.

petroleo_eua_louisiana

As estimativas apontam para a fuga de dois a três milhões de litros de petróleo por dia. Ou seja, quatro vezes mais do que o inicialmente estimado. O equivalente a 12 mil barris por dia (dois milhões de litros).

O petróleo é fundamental para muito do que fazemos, mas não é necessário para ter vergonha na cara.

Mais fotos em The Big Picture

Presidente Obama – já valeu a pena !

Com a entrada de 40 milhões de americanos pobres no Sistema Nacional de Saúde, feito que muitos tentaram mas mais ninguem conseguiu, Obama dá, internamente, esperança a quem apostou na sua eleição.

Com o tratado de não proliferação nuclear assinado hoje com a Rússia que  diminuiu em 74%  as ogivas nucleares na posse de ambos os países, Obama dá esperança a quem, externamente, rejubilou com a sua eleição.

Para certa Direita nada vale a pena porque o paraíso há muito que está alcançado, para certa Esquerda nada vale a pena porque há muito que o destino é o inferno!

Mas a vida mostra todos os dias que há razões para haver esperança. Obama é capaz! Obama merece!

yes, we can!

Faltam 415 dias para o Fim do Mundo

E o nosso Primeiro continua em campanha eleitoral (será que ele é candidato nas directas de sexta do PSD?). Por falar em directas, depois de Alberto João, nada como contar com o apoio de Ribau Esteves para ajudar à festa. Entretanto, Aguiar Branco manda um recado forte: não desiste!

O Twitter festejou ontem quatro anos a atormentar-nos com 140 caracteres e mais nada. Já Messi está cada vez melhor…que Ronaldo e quase tão bom como Maradona! As grandes dores são mudas…

Alguém me consegue explicar este surto de quedas de avionetas? E pé ante pé, lá vai Obama levando a água ao moinho.

Faltam 416 dias para o Fim do Mundo

Afinal, o nosso Primeiro é um tipo com algum humor. Um dia não são dias. Por falar em paródia, nada como os aviões da Red Bull a substituir os da TAP no Lisboa-Porto. Mais uns dias e uns cobres a menos e ainda vão parar a Portimão…

O passado mês de Fevereiro ficará para a história pelos recordes: o benfas consegue garantir o seu campeonato da década – agora só a partir de 2020 é que vão voltar a cheirar o título – e o desemprego, upa-upa, sempre na frente e rumo ao milhão…

Nas voltas por este Mundo temos o México a marcar a agenda dos próximos protestos da comunidade Gay internacional; as fotos dos criminosos mais procurados (façam o favor de ver bem as fuças dos meninos não vá o diabo tecê-las e um deles ser nosso vizinho). E Obama, sempre ele, a colocar Portugal no mapa – mais uns 30 dias de sossego para o nosso Primeiro!

Gostos…

Obama: Ele gosta de nós, primeiro foi o cão, agora os sapatos!

TVI: Está visto, ele até gosta dela mas do jornal é que não.

PS: Mas este não gosta nada da União entre estes.

Um ano de Obama Presidente:

Já uma vez escrevi sobre Obama no Aventar, AQUI, a propósito do Nobel da Paz.

Hoje, um pouco por toda a blogosfera, em especial na blogosfera destra, se procura analisar um ano de presidência e se possível sublinhar os aspectos negativos ou menos conseguidos. O contraponto é sempre o mesmo: a sinistra criticou Bush por tudo e por nada e agora leva o troco. Se Bush era estúpido, o que é Obama? Se Bush transpirava Iraque, como explicar que os EUA ainda por lá andem? Os republicanos isto, então os democratas aquilo, etc, etc, etc.

Não vou por aí. Nem preciso de sublinhar a reforma na saúde, as melhorias da economia e outras, desculpem lá, questões laterais. Para mim, o legado de um ano de Obama traduz-se, pelo menos até agora, numa outra forma como o Mundo está a olhar para os Estados Unidos da América. No capital de esperança que Obama ainda representa. Vamos esperar, continuar atentos e manter a esperança.

Repito o que escrevi em Outubro: A eleição de Barak Obama marca um corte radical com um passado recente pleno de tiques imperialista e representa, estou certo, uma alteração no futuro político do ocidente cujas consequências e repercussões só serão visíveis daqui a alguns anos. Os EUA souberam assumir o erro de anos e anos de administração Bush e souberam interpretar, como ninguém, a mudança necessária, diferente, para tempos igualmente diferentes. A Academia Sueca percebeu que estamos perante uma das mais importantes alterações políticas desde a queda do muro de Berlim, uma revolução silenciosa iniciada nos Estados Unidos e, como uma gripe, contagiante a todo o mundo ocidental. A Academia Sueca, com esta escolha, está a premiar todo um povo por ter oferecido a um mundo de políticos cinzentos, uma luz de esperança. Sou um utópico? Tenho dias…

Irakafeganiémen

 

Irakafeganiémen, a paradisíaca trilogia dos bons e dos justos

Um velho clínico da aldeia, meu amigo, dizia-me:”antes quero que me considerem mil vezes tolo, do que uma só vez burro”. De facto é deprimente a gente sentir que algumas pessoas tentam comer as papas na nossa cabeça, considerando-nos lorpas, e rindo-se ainda por cima.

Eu li que a CIA começara há cerca de um ano a treinar comandos iemenitas, e li que o conselheiro antiterrorista John Brennan, durante as férias de Obama no Hawai, lhe transmitiu que o general Petraeus, comandante das forças americanas no Iraque e Afeganistão, tinha tido um encontro muito “produtivo” com o presidente do Iémen.

Eu li que a CIA começou há cerca de uma ano a treinar comandos iemenitas, e que Brennan e Patraeus se deslocaram várias vezes ao Iémen desde o verão.

Eu li que a ajuda militar dos EUA ao governo do Iémen era em 2006 de 4,6 milhões de dólares e em 2010 vais ser de 190 milhões.

De acordo com Sebastian Gorka, perito norte-americano em operações especiais citado pela CBS, as operações militares terrestres de 17 e 24 de Dezembro, e o bombardeamento com mísseis, foram executadas pelos EUA, com o apoio do governo iemenita.

Entretanto, um argelino, homem solitário vindo do deserto e do interior do Iémen, vence a sofisticada tecnologia da maior potência mundial e engana os serviços secretos mais poderosos do mundo, enfiando-se num avião, em pleno dia de Natal, com explosivos agarrados às cuecas, e que não explodem.

A CIA sabe tudo quando lhe interessa, mas “falha” nos momentos “apropriados”. Eu li que A CIA já estava informada do plano através da embaixada dos EU no Iémen e já tinha previamente a identidade e o curriculum do indivíduo, os quais foram divulgados imediatamente a seguir à tentativa de atentado. [Ler mais ...]

A Década das Redes Sociais:

Este texto foi (ou vai ser) publicado no semanário Primeira Mão e foi escrito no passado dia 29 de Dezembro. Porém, ao ver ontem o programa Eixo do Mal da SIC Notícias, cuja escolha foi idêntica, decidi partilhar com o Aventar esta minha opinião de facto mais relevante da década finda. E já agora: qual foi, para vocês, o facto mais relevante?

Quando se olha para trás e se pensa em tudo o que passou de 2000 até 2009 podemos sempre procurar fazer uma escolha, subjectiva, daquilo que foi mais relevante. O 11 de Setembro e o terrorismo Islâmico, a eleição de Obama, a campanha pelo ambiente e nesta a forte componente mediática de Al Gore, a China e as restantes potências emergentes (Índia, Brasil, etc.), o Iraque, o Euro e o alargamento da União Europeia, a crise internacional dos últimos anos, entre tantos outros factos relevantes.

A ter de escolher um e apenas um, não posso deixar de sublinhar a força adquirida por um dos mais relevantes fenómenos da Era Digital: as Redes Sociais. Basta pensar num dado impressionante: o número de utilizadores das redes sociais na internet é de tal grandeza que, se todos habitassem no mesmo país, este seria o 3º mais populoso do planeta. O Myspace, o Facebook, o hi5, a blogosfera, o Orkut, o YouTube, o Twitter, o Flickr, o Second Life ou o Linkedln, fazem parte do quotidiano de milhões e milhões de pessoas, instituições e empresas. No caso português, somos o 3º país europeu com maior penetração das redes sociais (fonte: Comscore).

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