Luís Amado vs. Retórica do Rato

Luís AmadoEnquanto uma catrefada de comentadores e bojardadores politiqueiros bojarda todos os dias supostamente à Esquerda, com brios de Esquerda, e sobretudo a partir da trincheira enlameada do PS, temos excepcionalmente um socialista, um português, um homem, que, por sistema e em tudo o que vai dizendo, ousa ir ao arrepio desse dictat hoje extremista, radicalista, hiperbolicista, da dita Esquerdice Furiosa, Mal-Humorada e Sempre-de-Mal-com-a-Vida. Luís Amado. [Ler mais ...]

Troyka e Tresleitura Segurista

Seguro, como sempre, está a ver mal «a enorme relutância da Troyka» em indulgenciar o PS e a sua poção mágica para o défice. Não é que a Troyka tenha sentido uma enorme relutância na flexibilização do défice português. Não. A Troyka, quer dizer, a delegação técnica dela, o que deve ter é necessariamente uma enorme relutância em sentar-se à mesa com o PS, Partido que a convocou em primeiro lugar, Partido que se comporta como se a não tivesse convocado, Partido que já não subscreve [ou diz que não subscreve] o que assinou, o que implicaria pelo menos a boa-vontade de reformar e reformular o assinado, um tal Partido-Farsa só poderia suscitar repugnância, relutância e outras palavras terminadas em ânsia, no plano interno e externo, pois torna estas missões repletas de atrito, risco e incerteza e a incerteza com credores paga-se caro. Nem carne nem peixe, tal como o seu líder, eis um Partido-Sonso de e para Tansos a merecer rejeitância agora e para sempre, amem.

Three Times Troykated

A Troyka mata? Mata. O PS, quando é Governo, também mata, esfola e enterra, coisa que só se sente especialmente quando esse partido é exonerado de funções mediante o plebiscito eleitoral e vai embora, resultado normalmente extraído a ferros, custoso e ranhoso. Depois de terem falido o País, desejam continuar a mandar e-mails. Nós, Portugueses, por alguma razão especial que Mário Soares explicaria, fomos defumados, deFMIados, ‘troykados’ em 1977, 1983 e agora em 2011 pela mão de Governos PS. É uma vergonha? É. Mas natural. Tão natural e mortífera como o próprio PS.

Pluralidade Unitária, Salada de Esquerda

Pega-se no Partido Comunista, no PEV e no Bloco; pega-se noutros Partidos e movimentos, miríade de siglas e acrónimos, recordam-se por momentos os genomas de PSR, UDP e Política XXI; faz-se memória do MDP/CDE, um minuto de silêncio chega, e do PCTP/MRPP, com os seus cromos e fósseis redivivos e a salada plural de Esquerda está pronta a mostrar a perna suculenta, nua, ao PS. Será que vão todos para a cama?!

E um dia, Governo.

Recomeçaria, então, a segunda parte do PRECoito Interrompido: uma Democracia do Povo e para o Povo. E o Capital a esvair-se para mais longe.

O Que Vai o PS Segurista fazer?

1. Vai a Belém, pela enésima vez, exigir a dissolução do Parlamento, antes que fique evidente para toda a gente que os culpados da presente crise política são exclusivamente os ex-governantes do PS, a actual direcção do PS, a dívida colossal que os primeiros geraram, a incapacidade para dançar o tango soteriológico do País com quem está ao leme, e não o impasse governamental diante do precipício eleitoral do corte permanente de 4,7 mil milhões de euros. Seguro tem medo. Dependendo do que diga e do que faça, o seu PS definhará na simpatia dos putativos eleitores, enquanto o grosso do eleitorado geriátrico olhará para o PSD-PP como olharam os que aplaudiram Passos de pé, na Sé Patriarcal, reconhecidos por se manter em funções e por ser e parecer o salvador da Pátria em contraste com Portas. Os portugueses, se forem inteligentes, pouparão um Governo que fez tudo o que a Troyka quis e mais faria, se não fosse tão violento, impopular e grotesco do ponto de vista das respectivas consequências sociais e eleitorais.

2. Vai mudar de Secretário-Geral, suscitar um Costa Tostado, um Ferro Cara-de-Cu, um caramelo qualquer mais vociferante, recrudescer a crítica ao Governo, ao Presidente, à Troyka, à Comissão Europeia, ao FMI e ao BCE, pedindo eleições já, pedinchando mais tempo e mais dinheiro, fazer e dizer tudo o que as sereias diriam a Ulisses, antes que seja tarde para apanhar o eleitorado doido, disposto, nas sondagens, a mais demagogia xuxa; antes que se veja condicionado nas próximas eleições, tal como o PSD e o PP, com compromissos de salvação nacional entretanto assumidos.

O Réptil de Cavaco

Não adianta chorar, bimbos do PS! Não vivemos sob o regime dos PEC. Não é o PEC provisório IV que dita a nossa vida financeira presente. Vivemos, sim, sob o Memorando de Entendimento e os seus ditames. Para o mal e para o bem, temos-lhe obedecido e é a partir dele que qualquer coisa de sólido pode surgir. Não vale a pena falar do magno chumbo, por toda a oposição, não apenas do PEC IV, mas de toda a forma opaca, corrupta e burlona de conduzir os Negócios de Estado pela mão do elenco catastrófico dos sócrates. A lei que provisoriamente nos rege é, pois, a do Memorando de Entendimento, escrito e assinado pelo Governo PS da altura, com os números da altura, mas também pelo PSD e pelo PP. De fora de tal assinatura que compromete e vincula, PCP-PEV e BE. Já se sabia da inevitável e provisória recessão e das previsíveis e provisórias dificuldades da economia. Já se sabia que o grau de obediência e de cumprimento nacionais faria proporcional o grau de ganhos em moralidade negocial, alta, no caso da Irlanda, baixa, quase nula, no caso da Grécia, precisamente pelas razões subjacentes de lealdade ao acordado. Entre uma longa intervenção externa e uma intervenção de médio prazo, intensa e dolorosa, sim, mas curta no tempo, PSD e CDS escolheram abreviar os nossos tormentos, intensificando-os no período mais curto possível. Foi uma escolha. Custosa. Patriótica. [Ler mais ...]

Relatório PPP e o Gorducho Rui Paulo

Quem veio a terreiro contestar com marginalidades o argumentário do Relatório da Comissão das PPP, e logo com um sorriso cheio de dentes plantado no rosto, foi o deputado do PS, Rui Paulo Figueiredo. Mais uma relíquia do socratismo no respectivo grupo parlamentar. Para o improvisado porta-voz dos Governo Sócrates, que não do PS, os factos elencados pelo relatório pouco importam. A primeirinha coisa a fazer, antes de mais, foi politizá-los reduzindo-os à longa batalha politiqueira medíocre entre o danoso Partido Socialista e o desastrado PSD, faces da mesma moeda má do Regime. O que é que aflige e afadiga o risonho e anafado Rui Paulo Figueiredo?! Não é o facto de os contribuintes e o Estado Português estarem esmagados de compromissos e de dívidas à Banca que financiou as PPP, esmagados pelas obrigações do Estado aos concessionários protegidos por cláusulas leoninas. Isso é uma bagatela para o Ruizinho.

O que incomoda é que a Comissão de Inquérito das Parcerias Público-Privadas não tenha abortado as suas conclusões, mas tenha feito uma encenação, uma manobra de diversão para afastar a Opinião Pública da realidade e da actual governação troyko-europeia por interposto Governo-PSD-CDS-PP. Será uma encenação que paguemos de modo grotesco o que resultou da avidez obreira desmedida e comissionista dos Governos Sócrates, apesar do acidente que se desenhava a grande velocidade?! [Ler mais ...]

Sou contra a *co-adoção de crianças por casais do mesmo sexo

Estava sossegado a tomar o meu café, depois de umas páginas sobre o Cícero e o Timeu de Platão, quando, sei lá bem porquê, comecei a ler as notícias do dia e me deparei com um título fundador (já S. Tomás de Aquino lembrava, no De Ente et Essentia e bem acompanhado pelo Estagirita, que “[q]uia parvus error in principio magnus est in fine”). Decidi, muito rapidamente, trazer de novo ao Aventar aquela que é, aparentemente, uma das mais enigmáticas bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90): a XVI.

Segundo o Público, «[d]epois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada». Acrescentaria que, sendo o quinto país em que a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada, Portugal será muito provavelmente o primeiro a não saber escrevê-la. Salvo honrosas e excelentes excepções, como o Público.

Efectivamente, segundo a base XVI do AO90, «[n]as formações com prefixos (como, por exemplo […]  (co- []), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: […], co-herdeiro […]; b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento […]; Não se emprega, pois, o hífen […] Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente […] coeducação».

Ora, sabendo nós [Ler mais ...]

Tudo em Família

Tudo em FamíliaDe resto, carjacker que rouba povojacker tem mil anos de perdão.

Anarquia, Meu Amor!

Em dias de sol, quando o pipilar dos pássaros sobrepuja de longe a voz próxima de quaisquer humanos, antecipo paradoxalmente a Anarquia, o AutoGoverno, abertos pela ultra-austeridade, pela miséria colateral, agenda desumanitária do gasparismo troykista germanófilo.

Quem se organiza e se une para partir os dentes a esse hipertroykismo?! Cada País do Sul não é o outro País do Sul. Espanha não é Portugal. Portas não é Gaspar. O estupor é que é, e só pode ser geral. Se a dissenção infecta o Conselho de Ministros, também não poupa a sociedade civil que nem inova no grito nem protesta a preceito, soma de covardias e de condescendências, com o PS autocomplacente, oportunista e nefelibata de regresso às ladradelas triunfais congressistas, mas a descer paulatinamente nas sondagens. Porquê? Por se abster, debaixo das nossas barbas, de cooperar no desenho de soluções no corte da Despesa, olhos nos olhos, e em tempo útil. Por ficar fora dos problemas. [Ler mais ...]

Da Bizâncio Castradora

Esgotámos o estoque da indignação e deixámos apodrecer o do escândalo: falta-nos só um bocadinho, o Filipe resume-o bem, para esgotarmos as reservas de absurdo.

Cavaco e o Partido dos Mal-Fodidos

partido socialistaOntem, rubros como o sangue que Soares fantasia manar de algum orifício depois do tiro-ao-cavaco, resvalaram alguns cravos defronte a Cavaco na tribuna de honra da AR, enquanto discursava. Depois de a bandeira ter feito o pino, há um ano, mais um filão simbólico para a SIC explorar. Triste País. Deprimentes media. Ainda mais triste Regime. Após a homilia do Presidente de todos os portugueses, menos dos Socialistas e da Ganadaria de Esquerda, levantou-se um coro de ginchos e de uivos, primeiro de uma certa deputação bem nutrida inimiga da Direita, mormente dos chorões impostores do PS, e depois daquela comentadoria agregada ao Regime e dependente do seu favor que vai ruminar aquilo que já todos sabemos que vai dizer nas TV e nas Rádios.

Fica-se de imediato ciente, ao ouvi-los, de que esta democracia só é democrática e aturável quando é o PS a desgovernar. Mais ninguém pode desgovernar. Só eles. Fora o caso, frequente e natural, de estar o PS na ingovernação nacional, não há lugar para mais nada em alternativa, para nenhum outro tentar uma perninha bem intencionada. Se não for o PS e só o PS ali, naquela competência excelsa inigualável, Soares amua, a Esquerda Parlamentarizada e Aburguesada tem um ataque de constitucionalismo anafilático, espuma e espoja-se no chão com vários aqui d’el-Rei muito compungidos. Quando ninguém está a ver, levanta-se e vai jantar aonde o Luís M. Jorge recomenda se jante com luxo, vinhos caros e boas entradas. Andar a exigir a queda antecipada e imediata dos Governos e a recusar integrar um desde pelo menos há 39 anos dá imensa fome. [Ler mais ...]

Aniversário

Se o Partido Socialista fosse vivo comemoraria hoje 40 anos.

Quando os lobos uivam.

Um Papel ou Nenhum para Silva Peneda

Silva PenedaO PS, com António José Seguro, tornou-se, apesar de tudo, um partido normal. Saiu de uma lógica aclamacionista pomposa e de um clima interno opressor e inquestionável, por muito que a sua recente reeleição tenha sido unânime e norte-coreana. Porém, até que a hora de ser poder lhe caia no colo, há muito trabalho a fazer para que sobre algum País sobre o qual governar. O primeiro ponto dessa magna tarefa será cooperar com o Governo Passos: para ficarmos no Euro e conservarmos o mínimo de credibilidade externa. Goste-se ou não se goste, é preciso cumprir as metas acordadas com a Troyka e conservar uma base mínima de negociabilidade em aberto. Concedo que o ultratroykismo gaspariano-passista conduziu a um tipo de devastação económica e a um tipo de recessão que bem poderiam ter sido minorados. Houve arrogância e insensibilidade e, sobretudo, a grande mensagem da dupla foi depressiva e desesperante. Resultados? Muito poucos e menos ainda sensíveis na vida de milhões de portugueses. A política é a arte de insuflar esperança contra a pior das evidências, não a frieza da aplicação de uma teoria sobre os cidadãos-cobaia. Uma vez que o mal está feito, é preciso o sentido patriótico suficiente para não piorar ainda mais a nossa situação. Portugal conta com Seguro. [Ler mais ...]

Dicas para Cipriotizar e Italianizar Portugal

Ontem, o PS resolveu fazer a triste figura de ruptura dúbia com este Memorando. Um Memorando desactualizado, evolutivo, agravado, mal ajustado aos dados e variáveis do presente? Não importa. É o que há. A palavra foi dada. A versão inicial foi negociada e subscrita por ele. Na verdade, o PS é, ele mesmo, tal como o Governo, um problema nacional e não atina no caminho, sobretudo agora que António José Seguro, acossado pela facção devorista, parisiense, pentelhista, se viu compelido a derramar palavras de capitulação e desistência do compromisso assumido sob a forma de uma emoção de censura muito mal armadilhada, talhada para paradoxalmente fortalecer o Executivo. [Ler mais ...]

Cidadãos da Lusa Bizâncio

PS pró caralhoAcreditai! Se o Morcão Seguro apõe uma Moção de Censura à Naviarra do Coelho, isso quer dizer «alternativa». [Ler mais ...]

Esquerda Protestatória, Cura-te a ti Mesma!

Passos não representa a ruptura que esperávamos com um modus operandi político-partidário que nos trouxe até às agruras presentes. Até pela forma como falha clamorosamente na moralização e robustecimento psíquico das pessoas, como o seu discurso é deprimente e passivo e pelo modo como encolhe os ombros perante o desfalecimento da esperança, dado não passar de longa manus dos incompetentes do EuroApupo. Só.

Abertura do sistema político aos cidadãos e a formas modernas de intervenção? Zero. Continuação dos velhos hábitos e das velhas submissões a banqueiros, aos rendeiros da Energia, dos combustíveis, aos que se penduraram no Estado, mamões das parcerias público-privadas e outros esquemas de dependência dos mais fortes no Estado Fraco que nos falha? Zero. Ruptura com a insultuosa mesquinhez dos belmiros? Zero. Mudar, de facto, não foi a praia de Passos. Federar-nos no reformismo por que se clama há décadas muito menos. Claro que os Bancos necessitavam de protecção e salvamento. Ok. Qualquer coisa como o contrário disto, na óptica desmiolada do PCP e do BE, representaria o colapso do País. As poupanças de uma vida salvam-se salvando efectivamente um Banco que ameaça colapsar, ou dois, ou três, por muito que os seus gestores merecessem prisão, talvez a forca, certamente a liminar inibição de conduzir os destinos daquele tipo de instituições. [Ler mais ...]

Espiral Recessiva e Espiral Demagógica

Não há ilusões. Até que estes nossos olhos traídos vejam investimento significativo, nacional e estrangeiro, qualquer coisa de novo emergindo dos escombros deixados pela chupice socialista, primeiro, e depois pela atabalhoada ingerência troykista, não será possível dar uma enésima oportunidade nem aos rapazolas-JSD, ainda de serviço, nem aos inefáveis cromos do PS novamente à bica pelo Poder, afinal o mesmo esterco e a mesma garantia de desastre. Portugal gera muito mais competência, criatividade e rasgo que a tralha que se aloja nesses Partidos. Onde estão os espíritos livres e lúcidos? O próximo capítulo da nossa desgraça poderá ser o de um Governo de Emergência e Convergência Nacional. [Ler mais ...]

Sexta, Quando Gaspar se Demitiu

Fui dos que, perante a converseta técnico-trágica de Gaspar, na última Sexta-feira, entendeu tratar-se aquilo de uma despedida, como se subliminarmente estivesse a dizer: «A realidade é esta. Estou por tudo. Façam como e o que quiserem. Demitam-me, se forem capazes e capazes de fazer melhor que isto. Demitam-me e o País fará um mergulho a pique na confiança dos mercados: é em mim que o eixo imperial Berlim-Bruxelas confia. Mas demitam-me, vá lá. Alguém, por favor. E verão a roleta russa em que se metem e ao País.» Além disso, vimos uma curiosa divergência esquizofrénica de análises. Para a Troyka, estamos no bom caminho. Para o Governo, o Presidente, a Sociedade, as Oposições, mediante cada porta-voz dos Partidos, estamos no túmulo que diligentemente fomos cavando, sendo transversal e unânime que o Ministério das Finanças-Troyka fracassou, por excesso hirto de teoria e incompetência política na interacção com gente concreta. [Ler mais ...]

Adio, adieu, auf wiedersehen, goodbye…

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No seguimento deste oportuno post do J.J. Cardoso, não será muito difícil imaginar o que se passará após um mui digno período de nojo. Seguro que proceda às necessárias diligências para um “encarte” nas listas da social-democracia.

Fantástico!

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Na sua ansiosa corrida pelo poder, AJS anuncia urbi et orbi a boníssima nova. É a notícia do dia, a bomba mediática que garantirá a regeneração nacional. Soares e Alegre fizeram as pazes. Óptimo, aqui está um projecto de futuro a longuíssimo prazo!

Fosga-se, o PS Outra Vez!

Seguro Perde para GasparAssessorado na mensagem pelos animais aldrabões que assessoraram Sócrates, Seguro falhou o tiro do assalto sôfrego e tresloucado ao Poder: fala-se do dia de ontem como o dia da dupla vitória de Vitor Gaspar, porque o País volta aos mercados sete meses antes do previsto no Memorando da Troyka e porque a execução orçamental de 2012 vai ficar abaixo dos 5%.

Perante isto, o Partido dos Caciques, dos Magalhães, das Esmolas Envenenadas, do Optimismo Tão Grande Para nos Comer Melhor, da Assertividade Risonha Diante da Parede, esse partido dos sacrifícios sem dor, quer, foda-se!, regressar em força ao Poder com Seguro ao leme. Quer mentir outra vez em doses descomunais e a um Povo que não há meio de ganhar juízo, nem sentido crítico, incapaz da recusa, pelo voto, de Trapaceiros e Corruptos, quase todos no PS que entorna Seguro.

A escolha do tempo de agir por parte de Gaspar foi fruto de uma estratégia paciente articulada com a da Irlanda, pé ante pé, na expectativa de que tudo corresse bem. O PS, partido de desastre, autor das condições que determinaram o pedido de ajuda externa, hoje vacila e perde argumentário para se impor. Ontem, hoje e amanhã. Se não caiu, já deveria ter caído há muito na lama da mais completa descredibilização.

Quem Quer Casar com o PS-Carochinha?

Cartaz 03A crítica ao Sistema Político Português não pode deixar incólume seja que partido for. Já por demais abordei a questão do mutualismo essencial de esse sistema, que explica que o Protesto vá só até certo ponto e o Radicalismo não transite a estrema mínima do ponto de não retorno. Somos assim. Não disparamos na disputas de estrada. Não esfaqueamos ao menor insulto, após o acidente. Temos um inibidor idiossincrático que se manifesta nas pequenas coisas e nas de força maior, como o caminho para sair desta Vexante Ingerência Externa. Ora, tal crítica ao actual Sistema Político não é feita pelos que, pretendendo escapar a qualquer exame de Regime, se limitam a blasfemar contra a Esquerda do PS, quer contra o Partido Comunista, uma Igreja absolutamente previsível e dogmática, quer contra o minoritarismo incontornável do Bloco de Esquerda. Em Portugal, esta Esquerda de Cristal petrificou-se nos seus postulados, tão impermeável à big picture global e às dinâmicas do nosso tempo quanto assoberbados na sua mundividência exclusivista e colectivista como caminho milenarista obrigatório para organizar o mundo que não persuade nem conquista. No meio de este Parque Partidário Jurássico Nacional, o Partido Socialista, reduzido a uma agremiação de videirinhos incapaz de mais que sonhos mal disfarçados pelo enriquecimento pessoal instantâneo de um Playboy Parisiense ou de um Bardamerda Vara, nem que seja à custa das impressoras de dinheiro do Dr. Soares, não federa coisa absolutamente nenhuma. Associar-se ou submeter-se à agenda da restante Esquerda que o enjeita equivale a divorciar-se do Projecto Europeu bem como à perda de credibilidade junto dos partidos e forças sociais equivalentes na Europa. [Ler mais ...]

A Bosta Nunca é Rigorosamente a Mesma

Cartaz 15Sobre Soares já escrevi de mais. Em 1974, aparecendo como um herói com as costas aquecidas pela CIA, passou a defender a democracia em Portugal no século XX como negócio a que foi persuadido à última da hora: foi especialmente bom para a elite soberba que, com o mesmo pedantóide Soares, substituiu a soberba corporação que dominara Portugal e envelhecia no Estado Novo. Sobre Soares não há nada que se possa dizer que suplante as figuras miseráveis, mesquinhas, conspirativas, que anda a fazer: falam por si e não são de agora. De todos os pecados mais grosseiros do desbragado idoso desbocado, apoiar Sócrates, comparecer em comícios de apoio a tal figura e voar baixinho no meio da devastação centro-africana deixada pelo socratismo, foi por demais imperdoável. O que deveras me encanita é que esse Soares e o pessoal degenerado do socratismo, demasiado alive and kicking no seu impudor, unidos a uma só voz-bosta, apareçam hoje a ultrapassar a Realidade pela Esquerda, desenvolvendo uma crítica à governação Passos fora de uma complementar crítica honesta que varra a eito todo o espectro político português, que os inclua a eles todos e os condene igual e inapelavelmente.

A essa cambada de abutres que nos não representa no sentido sagrado do termo esperava-se que não gastasse o mau latim a fomentar o fosso ignominioso entre um Nós e um Eles, quando PS, PSD, CDS-PP são um todo quase homogéneo na malfeitoria gerada ao País, hoje divididos apenas porque o PS confortavelmente não quer assumir o odioso, o abominável ónus, de cooperar na refundação do Estado Português segundo novas bases tão realistas quanto miseráveis, covardia em que é manifestamente secundado por Paulo Portas e a parte do CDS-PP ainda com veleidades eleitorais. BE e PCP mostram-se arcaicos na retórica, lastro bloqueador e empobrecedor nas formas de luta, e por isso não concitam confiança de espécie nenhuma. Ninguém vota nisto. [Ler mais ...]

Agarrem-me, Camaradas!

Camaradas, isto só lá vai com luta. Lutar contra a obsolescência do sindicalismo espingardante e aburguesado em Portugal e por um novo sindicalismo silencioso, trabalhador do lado da produtividade e da riqueza, como o sueco. Nesse país, todos se sentam à mesa negocial no sentido de todos ganharem com o trabalho de todos, assegurando que a galinha dos ovos de ouro comum permanece viva: os trabalhadores suecos ganham que é uma humilhação para um português. Porquê? Não se metem a destruir o seu sustento nem a demagojizar quedas de governos a braços com uma situação de calamidade e emergência. No Reino da Suécia, aliás, os trabalhadores nunca viram uma falência ou uma iminência de falência do Estado. Ninguém nas ruas de Estocolmo salivando, espumando, como os grandes traídos portugueses após anos com dinheiro fácil e dívida mais rápida que a própria sombra. Cá, primeiro estão os direitos, a impaciência dos velhos direitos, e depois, muito depois, a viabilidade da galinha dos ovos de ouro, aliás degolada e trocada pelo canto das sereias, as sereias que engendraram o actual buraco, as sereias que supõem que só à bruta e radicalizando muito se fará ressuscitar uma galinha em particular e a grande galinha-Estado. Lutemos, camaradas, mas para mudar esta mentalidade.  Quanto à luta contra Merkel, calma, camaradas! Obviamente a incumbente alemã rege-se pelo princípio de nos ensinar a pescar em vez de nos dar um peixe e isso pode representar a mudança milenar da nossa sorte pelintra da estatismodependência para a espontânea e solidária reunião dos mesmos esforços que limparam Silves grátis, após o último tornado. Com amor. Com ternura. Com união. [Ler mais ...]

José Sócrates está no Congresso Democrático das Alternativas?

A minha desilusão com os políticos é tal que me tenho limitado a votar em qualquer coisa que considere um mal menor, mantendo uma inclinação para a esquerda.

Depois de ter desistido do PS, já há uns anos, tenho deixado o meu voto no Bloco de Esquerda, o que tem contribuído para tranquilizar a minha consciência, porque não foi à custa do meu voto que os meus concidadãos foram prejudicados por uma série quase infindável de medidas cuja qualificação mereceria não adjectivos mas uma catadupa de palavrões.

Como já tive oportunidade de escrever, goste ou não do estilo, concordando mais que discordando, o saldo que faço das várias intervenções de deputados do Bloco e do PCP é amplamente positivo. Entre outras afirmações, basta lembrar que foi deste lado que partiram avisos acerca das várias consequências da austeridade cega, como o aumento do défice e do desemprego. [Ler mais ...]

Esquerda!?

Os deputados do Partido Socialista Pedro Nuno Santos, Ana Catarina Mendes, Sérgio Sousa Pinto, João Galamba, Isabel Moreira, Mário Ruivo, Maria Antónia Almeida Santos, Duarte Cordeiro e Pedro Alves, também fazem parte dos promotores do Congresso das Alternativas Democráticas.

Xeque-Mate a Portugal pelo Partido-Merda

O crime político-económico mais grosseiro alguma vez cometido em Portugal é recente e é este, repleto de coniventes, recheado de beneficiados, à testa dos quais-coniventes está, surpresa das surpresas, Cavaco Silva, com a sua velha flácida cumplicidade calculista ou tóina, escolham, pois promulgou tal prolongado estupro geral ao contribuinte pelas décadas das décadas. Nem é preciso repetir quais os supremos cretinos beneficiados sob a gestão calhorda do Partido-Merda. Capazes de tudo, mas tudo, por amor ao próprio estômago e ao próprio bolso. Ímpares no desprezo proverbial por todos e cada um de nós. Foram capazes de capar professores com mordaças burocráticas, algemas morais e estigmas profissionais. Foram capazes de criar todas as condições para chupar tudo e ir de férias. Vitalícias. Prendam-nos. Prendam-nos já, a esses infinitos cabrões!

“Não Sair” é a Expressão-Chave

Que se procure repisar obsessivamente o Affair Relvas, mas se escamoteie por grosso factos que explodem com o Estado Português, como as PPP, é que é trágico. Quanto ao affaire-ele mesmo, cumpre enumerar alguns dados: o espião Silva Carvalho foi nomeado pelo Governo Sócrates; o Ministro Relvas recebeu emails do espião agora na Ongoing a recomendar nomes para nomeações, mas não assentiu nem nomeou; o espião pediu para afastar uma «deputada chata» do PSD, Teresa Morais, mas Relvas não o fez e até a promoveu; o Ministro Relvas foi ao Parlamento para ser inquirido e respondeu a todas as perguntas; uma jornalista toda boa, com bons rabos de palha conectados ao bom Partido-Merda PS, ligou ao Ministro para fazer uma pergunta exigindo uma resposta em trinta e dois minutos; [Ler mais ...]

Rui Paulo Figueiredo, Lisboa dos Detritos

O esforço por não pensar nos roubos e traições cometidos recentemente contra os portugueses teria de ser titânico. O que fazer para não pensar que os Governos nos retiram o dinheiro do nosso trabalho, mas não mexem um dedo na suprema roubalheira das PPP que derradeiramente os socialistas aprovaram por processos trafulhas e foleiros como não há memória?! O que fazer para não pensar que o Estado de Direito só existe e funciona para quem criminosamente afunda Portugal e são os inenarráveis Lima, os Pinto de Sousa, os Costa, os Loureiro, os Soares, os Almeida, os Silva, os Figueiredo, tudo ligado com o cimento da mesma avidez monstruosa do conspirador-espião Silva Carvalho e de todos os monstros de estrume que ainda há por aí.

Afinal veio o PSD imitar o PS, esbulhando e empobrecendo milhares de portugueses, nos seus direitos e garantias, apenas para que o crime socialista das PPP prossiga impune, altamente lesivo das contas públicas ao mesmo tempo que altamente rentável a uma das partes contratuais assim como a políticos inqualificáveis como o que se ri de nós em Paris: quanto mais dinheiro, mais isenção, mais impunidade e mais protecção. [Ler mais ...]