Um clube à imagem de um país

Sporting Clube de Portugal!

Nunca o nome do Sporting fez tanto sentido - jogo após jogo, PEC atrás de PEC e o abismo cada vez mais perto.

A piada já corre – pior do que o onze do governo, só o onze do Sporting.

Há uns anos ouvi um especialista em economia a dizer que o nosso mercado não permitia a existência de 3 grandes – disse também que um teria que desaparecer.

Confesso que na altura não lhe prestei muita atenção. Hoje …

Sai treinador, entra treinador. Até trocam de Presidente, de Dirigentes, de Directores…

Estava quase na hora, como alguém dizia, de eleger novos adeptos.

Tenho dúvidas em identificar quem está pior – se o Sporting, se o país!

Quanto à primeira condição, posso eu bem – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica!

Quanto à segunda…

Reviver o passado relendo Eduardo Catroga

3 de Maio do ano da desgraça de 2011 o maratonista Eduardo Catroga falava assim:

O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal «foi essencialmente influenciada» pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV.

Numa declaração aos jornalistas, em nome do PSD, Eduardo Catroga considerou que a revisão da trajetória do défice foi uma «grande vitória» dos sociais-democratas.

Congratulou-se também com o facto de o programa de ajuda externa a Portugal não afectar as «pensões de sobrevivência e de invalidez de cerca de um milhão de pensionistas com menos de 200 euros mensais» que, disse, eram «atacadas» pelo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) chumbado em Março pela oposição no Parlamento.

Airmou ainda que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais «medidas penalizadoras para os portugueses» do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objectivos.

Passos Coelho admite que não haverá estabilidade nem crescimento

Passos Coelho diz que não há nenhum PEC

Sem palavras

Um país falido e miserável

Vejamos: Recessão já este ano, com a economia a perder quase 1 por cento; aumento de impostos sobre o consumo; privatizações antecipadas e alargadas, que é como quem diz, a preço de saldo; prestações de compra de casa vão ter menor dedução fiscal no IRS; autarquias com mais cortes.

Assim de repente, este é um pedaço do PEC IV.

Já sabíamos que o país estava de rastos. Agora sabemos que está ainda pior. Por este andar, vamos mendigar a Espanha que tome conta de nós.

Se os deixassem PECar por aí…

O Fernando Nabais anunciou há uns dias que o Governo iria passar directamente para o PEC 100, evitando todos os outros entre o 5, que se seguiria ao 4, e o 99.
Não acredito. José Sócrates, se o deixassem, teria a desfaçatez de ir por aí fora enquanto o deixassem, produzindo e realizando novos PEC’s, sendo que o PSD funcionaria sempre como o actor secundário. Que, no final de 100 PEC’s, acabaria por receber, sem qualquer outra retribuição, um merecido Prémio Carreira.
Consigo imaginar as medidas que, se o deixassem, Sócrates poria em prática nos próximos 95 PEC’s. Mas há medidas inimagináveis, que acredito que ele também tomaria se o deixassem. Seria fastidioso enumerá-las a todas:

PEC 5 – Aumentar o IVA máximo para 27%.
PEC 10 – Reduzir os salários da Função Pública em mais 20% e exigir igual diminuição no sector privado.
PEC 15 – Aumentar o IVA máximo para 30%.
PEC 20 – Aumentar o IRC para as Pequenas e Médias Empresas.
PEC 25 – Reduzir a taxa de IVA sobre o Golfe para 5%.
PEC 30 – Aumentar o IVA máximo para 40%
PEC 35 – Reduzir em 30% as Pensões Mínimas.
PEC 40 – Acabar com o Rendimento Social de Inserção.
PEC 45 – Reduzir a taxa de IVA sobre o Golfe para 4%.
PEC 50 – Aumentar o IVA máximo para 50%.
PEC 55 – Cobrar Imposto Extraordinário às Pequenas e Médias Empresas.
PEC 60 – Extinguir os Sindicatos.
PEC 65 – Extinguir Confederações Patronais.
PEC 70 – Criar Corporações chefiadas pelas antigas Confederações Patronais.
PEC 75 – Aumentar o IVA dos produtos básicos para 60%.
PEC 77 – Reduzir a taxa de IVA sobre o Golfe para 3%. [Ler mais ...]

Lista de medidas de austeridade

O J. Mário Teixeira fez uma série de perguntas inocentes que não vão ter resposta pelos responsáveis desta trapalhada onde o país está metido.

Para que não reste o mais mínimo resquício de dúvida, sobre quem estou a falar, declaro desde já que estou a referir-me ao PS/D – duas faces da mesma moeda.

Como os dirigentes destes partidos não têm formação nem técnica, nem política para lidar com o problema em que estamos metidos vão fazer apenas o que sabem fazer, isto é, roubar cada vez mais o povo português. E até estão com sorte, não necessitam de usar a imaginação, basta copiar o que os Gregos têm feito com tanto sucesso.

A seguir ao corte podem encontrar a lista de medidas aplicadas pelos Gregos. Esta lista foi traduzida a partir de:

 
[Ler mais ...]

Perguntas (i)nocentes

Para o país atingir as metas de combate ao défice, o PSD acha que não são precisos mais sacrifícios e, também por isso, votará contra o PEC IV no Parlamento?
Ou entende que serão necessários mais sacrifícios mas diferentes dos propostos pelo Governo PS? E, se assim for, quais são eles em concreto?
É que face ao atoleiro provocado por este Governo e sendo real a possibilidade do PSD vir, de novo, governar o país, enquanto cidadão e, principalmente, contribuinte, eu gostava de estar esclarecido.

intermezzo

Apresentação do PEC 100, na próxima semana

O Aventar apurou que José Sócrates irá apresentar, na próxima semana, o centésimo Pacote de Estabilidade e Crescimento. Perante a perplexidade da oposição por não terem sido apresentados os 96 pacotes em falta, após o PEV IV, Sócrates afirmou: “O Governo está a tentar surpreender os mercados, que, muito provavelmente, ficarão sem reacção face a esta decisão fulminante de um governo sério, responsável e ágil. Para além disso, não voltaremos a ser acusados de estar sempre a apresentar o penúltimo PEC, porque passaremos a numerar em ordem decrescente, o quer dizer que o próximo será sempre o anterior, o que é, evidentemente, porreiro, pá!”

Já Basta!



Porque há um momento em que é preciso dizer NÃO. Porque tudo tem limites. Porque não é aceitável o estado a que isto chegou. Porque Já Basta!

imPECados

teixeira dos santos e os impostos

 

As notícias da extrema-direita no governo de Portugal

As regras da zona euro passam a boas intenções

Na sequência do post anterior, mais uma tradução caseira sobre o que se diz na Alemanha, novamente segundo o Frankfurter Allgemeiner Zeitung.

A reforma da união monetária

O pacto de Merkel já não é pacto

A União Europeia baixa as exigências alemãs para a competitividade dos estados da zona-euro: os países devem comprometer-se reciprocamente a algumas reformas gerais e availá-las anualmente.

A União Europeia vai absorver alguns elementos do “pacto de competitividade” apresentado há quatro semanas pela chanceler Angela Merkel no seu pacote de reforma para a união monetária, mas formulando-os da forma mais vaga possível. As sanções por incumprimento das exigências formuladas por Merkel (e que foram apoiadas presidente francês Nicolas Sarkozy) não existirão. Em vez disso, os países da zona euro vão-se comprometer reciprocamente com algumas reformas gerais e discuti-las anualmente. É esta a orientação que vai ser defendida no próximo encontro dos chefes de estado e governo da zona euro no dia 11 de Março em Bruxelas. (…)

1.Março.2011

Boas notícias para estados disciplinados e com grande rigor orçamental como é o caso de Portugal. É de sublinhar que a própria Alemanha passou a fasquia dos 3% de défice do produto interno bruto (em 2010 ficaram nos 3.3%).

Momento Pub… "grátis"

Sugestão de prenda-brinde do Min. Finanças aos portugueses já habituados a pagar impostos. Sendo feito com estilo, prometemos aceitar, resignados, que nos continuem a apertar o pescoço em 2011, 2012, 2013…

Ainda vale a pena ser sério neste País?

Factos:

1.- Em Maio, segundo as contas do Governo, eram necessários cerca de 1,7 mil milhões de euros para baixar o valor do deficit de 8,3% para 7,3% do PIB.

2.- Através do PEC II o Estado conseguiria alcançar um valor orçamental adicional, para 2010, superior a 2 mil milhões de euros, metade através do aumento de receita (impostos) e a outra metade através da redução de despesa. Entre o montante necessário para atingir os 7,3% e o conseguido com o PEC II, existia uma almofada de cerca de 300 milhões de euros para eventuais contrariedades.

3.- Com o PEC II foram também previstas medidas cuja execução em 2011 e nos anos seguintes levariam à redução do deficit para os valores exigidos pela União Europeia e pelo Sistema Monetário Europeu.

4.- O Governo através do PM assegurou, então, que tal era suficiente para obter a consolidação orçamental pretendida em 2010 e nos anos seguintes.

5.- O Governo prometeu, também naquela data, que criaria os mecanismos necessários para a efectiva apresentação intercalar da execução orçamental, sendo que, está obviamente obrigado a prestar contas quer pela Constituição quer pela lei do enquadramento orçamental.

6.- Não foi criado qualquer mecanismo. À comissão parlamentar de acompanhamento do orçamento não foram disponibilizados quaisquer documentos, estudos ou análises que permitissem a fiscalização necessária, legal e obrigatória. O único documento que existe é um Boletim de Execução Orçamental de Agosto de 2010 cujos elementos não são, minimamente, suficientes para avaliar as contas do Estado. (Para perceber como está a contabilidade através daquele Boletim, além de economistas precisamos de uma cartomante – esta parte não é um facto, mas quase). [Ler mais ...]

PEC 4 – Ideias

Do tanto que nos vão continuar a foder, sugiro a instauração do Imposto Sobre o Orgasmo no pacote de medidas do PEC 4.

Também eu, renuncio

  • Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
  • Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e àquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;
  • Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;

Mais no 4R. Renuncie também!

Onde cortar na despesa?

Portugal precisa de quem puxe pelo país Na passada sexta-feira ouvi o primeiro-ministro dizer em Nova Iorque que preferia uma redistribuição fiscal (leia-se aumento de impostos) a cortes na saúde, na educação e no estado social.

Esta declaração é fantástica. Em primeiro lugar diz-nos que os impostos irão aumentar e em segundo que só na citadas três áreas é que há espaço para cortes na despesa. Ficamos a saber que os governos civis não vão fechar, que a imensidão de institutos, fundações e empresas municipais que duplicam a administração pública continuarão como até aqui e que o patrocínio estatal de actividades comerciais como computadores, construção de estradas e demais obras públicas não será contido.

Recorre-se ao medo e fica tudo na mesma. Excepto para os tais 15% que contribuem para 85% da receita fiscal, que sentirão, uma vez mais, os impostos mais pesados e a carteira mais leve.

A memória é lixada

2010-02-02
Impostos não vão subir, garante José Sócrates

"Vamos fazer uma consolidação orçamental baseada na redução da despesa e não através de aumento de impostos, porque isso seria negativo para a economia portuguesa", declarou José Sócrates aos jornalistas, depois de confrontado com uma posição pública hoje assumida pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.

2010-05-10
Como tudo mudou em poucos meses

"Não há aumento de impostos, concentraremos os nossos esforços na contenção e na redução da despesa, seguindo uma política financeira de rigor".
- 27 de Janeiro

23.09.2010
Ministro das Finanças diz que tomará as "medidas necessárias" para cumprir défice
"Tomaremos as medidas indispensáveis para neutralizar estes factores de risco. Não podemos falhar esse objectivo, faremos o necessário para que o défice não ultrapasse os 7,3 por cento", disse hoje Teixeira dos Santos no Parlamento.
O ministro das Finanças defendeu mesmo que não será possível atingir o objectivo orçamental "sem receita adicional". E prometeu cortes significativos na despesa pública em todas as rubricas no próximo Orçamento do Estado.


Ministro diz que sem aumentar a receita "não vamos cumprir o défice"
No debate na Assembleia da República, o ministro das Finanças explicou que "não é possível atingirmos o nosso objectivo sem melhoria na receita. Sem ela não vamos alcançar o nosso objectivo".

A memória é lixada. Com a volatilidade das propostas políticas, faz todo o sentido perguntar para que queremos campanha eleitoral. Se é para fixar cartazes e lançar promessas vãs, mais vale apenas ir à urna de voto.

Os dias do FIM

fmi

nota: título do post por DS

O chapéu dos impostos

o chapéu dos impostos

O certo é que a solução será sempre a mesma enquanto se puder aumentar a receita e não houver coragem para enfrentar os que tenham a perder com cortes na despesa. Especialmente quando um país inteiro vive à sombra do orçamento de estado.

Um futuro alternativo

film strip - back to the future

 

Adenda: fui informado que esta imagem não existe no filme; é uma photoshopada.Vale a pena ler o post de quem  lançou este hoax.

A farsa das medidas anti-crise!

O ping – pong dura há meses. Teixeira dos Santos manda uns orçamentos para Bruxelas, no dia seguinte tudo o que é comunicação controlada pelo governo, grita de entusiasmo pelas magníficas palavras e louvores que os exercícios mereceram das autoridades financeiras da UE! Fantásticas, no caminho certo, credíveis, o melhor aluno…

Passa uma semana, aí vem a verdade. Não chega, não são suficientes, é preciso acelerar, exigem-se medidas mais duras. Pouco a pouco vão-nos dizendo que o que sabemos não é a realidade, nem perto dela, escondem-nos a verdade toda, não vá o país ter uma azia das fortes e mandar estes tipos para um certo sítio mal cheiroso mas onde não fazem mal a ninguem.

Esta gente que há dois meses sonhava com TGVs e pontes, e aeroportos, HUB, com as grandes transportadoras todas aqui a “pedir batatinhas” cá aos bons, aos únicos que viam o que se estava a passar, os únicos que iam de passo certo, foi para Marrocos vender o “know how” do TGV. Perguntado sobre tão importante negócio, Sócrates, sem se rir e sem morrer de vergonha diz que é o “know how” dos concursos, vamos vender dossiers!

Desde o primeiro PEC que está tudo certo e feito o necessário para, a seguir, não ser bem assim, afinal é preciso mais, não chega, as medidas têm que se prolongar para 2011, vão deixando cair a realidade aos bocadinhos, o país pode ter uma azia, perceber que andou a ser enganado, e a UE lá vai fazendo o papel da má da fita.

Agora que se foi embora o Constâncio que dizia com uma semana de antecedência as más notícias que o governo reservava.

Sobe, sobe, IVA sobe !

E sobe mesmo, começou nos 1%, passou a 1.5% passou nos 2% e quedou-se nos 1% !

Como temos a garantia, mil vezes repetida, que os impostos não vão subir, só pode ser que o nosso primeiro tenha descoberto que aumentar o IVA não tem qualquer influência nos bolsos dos contribuintes por os preços não terem aumentado no último ano. É uma espécie de arredondamento para o “preço normal”.

Depois o IVA apanha todos por tabela, é o mais simples e o mais fácil de implementar, um dia depois já há dinheiro, sem mudanças na máquina e sem trabalho. Claro que isto vai ter uma grande influência negativa nas empresas (pagam sem primeiro receber a começar pelo Estado caloteiro, que recebe o IVA de operações que ainda não pagou) isto a acrescentar às enormes dificuldades de tesouraria e do aperto do crédito bancário.

As medidas tomada no PEC (Programa de Empobrecimento em Curso) não têm outro objectivo que não seja arrecadar mais dinheiro e tirar dinheiro dos bolsos de quem ganha menos e vive pior, não tem medidas de relançamento da economia. A isto chama-se empobrecer por vários anos, vamos todos viver pior! Há dez anos que é este o “fado socialista”, não crescemos, tornamo-nos num país mais injusto, mais desigual e mais pobre!

Desde Guterres que é assim! A última vez que convergimos com a UE foi com Cavaco Silva. A partir daí só divergimos, e estas medidas vão contribuir para  emperrar ainda mais a criação de riqueza.

Pois é, a “esperançosa” palavra “socialismo” devia doer na boca destes crápulas mentirosos e indecentemente liberais!

Alívio – O PSD na frente com 5 pontos de vantagem

Não causou nenhuma surpresa, nenhum artigo inflamado, nenhum programa pró ou contra, nada, todos esperavam, é um alívio ter aparecido alguem que possa tirar o país deste pântano. A ideia com que se fica é que é um pesadelo que está a terminar, ter um primeiro ministro todas as semanas acusado de malfeitorias, boys metidos no lodo até ao pescoço, magistrados feridos na sua independência, grupos económicos com a “boina” na mão à porta da residência do primeiro ministro.

Ufa! Como pode ver no texto do Aventar “PSD na Frente“, antecipando as notícias na comunicação social, já não chega a propaganda para tapar “o sol com a peneira” o país, ao contrário do que dizia a propaganda está, miseravelmente, no fim da linha.  O ministro das Finanças vem dizer que é preciso reequacionar o PEC e os megainvestimentos, de tarde aparece o ministro das Obras Públicas a dizer o contrário, logo apoiado pelo primeiro ministro. Temos duas linhas políticas no governo ou já são dois governos num só? Teixeira dos Santos engole “sapos” com a mesma facilidade com que Sócrates inventa mentiras. Qual dos dois acabará primeiro?

É que se Teixeira dos Santos abandona o barco, neste momento, entramos numa deriva muito perigosa. Sócrates já não entra nas contas!

Utilizador/Pagador – fatal como o destino

As parcerias público/privadas vão ter que ser pagas e entre 2010 e 2013 já se vão fazer sentir e de que maneira, embora ninguem saiba bem quanto. Para além de 2013 ainda mais vão pesar e aí é que ninguem mesmo é capaz de arriscar, já não digo um número, mas uma ordem de grandeza.

Pese embora uma maior progressividade nos escalões do IRS  que poderá pesar contra a regra do “utilizador/pagador“, empurrando-a o mais tempo possível para a frente, mais cedo que tarde vamos ver a regra ser aplicada em domínios como a Saúde, a Educação, os Transportes , as Autoestradas…

É assim, quem pode paga, quem não pode não paga! Com este déficite, com esta dívida e as taxas de juro cada vez mais elevadas que o país vai ter que pagar, a questão é quando. Acrescente-se o fraquíssimo crescimento do PIB que as autoridades internacionais revêm constantemente em baixa, e temos aí o quadro.

Mas a má notícia vai sendo adiada ! O PEC não a contempla a regra “utilizador/pagador, como não contempla muitas outras coisas que vamos todos ter que pagar!

PEC – aprovado ?

Algumas frases da Comissão Europeia acerca do fantástico PEC português que, como habitualmente, vai fazer escola:

” A crise global apanhou a economia portuguesa numa fase de crescimento anémico, que dura há quase uma década, reflexo de debilidades estruturais, em especial de uma baixa produtividade e de um baixo potencial crescimento”

“Uma melhoria sustentada dos resultados económicos requererá ajustamentos consideráveis”

” Para diminuir o desequilibrio externo será necessário rebalancear as bases do crescimento económico, reorientando-as para o sector exportador através de ganhos estruturais de competitividade e de menores custos laborais por comparação com os seus parceiros comerciais”

“Para além de acabar com as medidas temporárias de estímulo à economia, a Lei do Orçamento para 2010 não apresenta novas medidas mensuráveis de consolidação orçamental”

” A evolução do rácio da dívida deverá ser menos favorável do que a projectada no PEC”

” O recurso crescente a parcerias público.privadas deu origem a tantas obrigações financeiras futuras (nomeadamente com impacto para além do período abrangido pelo PEC) que deveriam estar previstas medidas de sustentabilidade fiscal no quadro de planos a longo prazo”

” As previsões de crescimento de receita e de contenção de da despesa podem ser dificeis de alcançar com base nas medidas anunciadas, e isso pode já acontecer já em 2010.”

Entretanto, chegam-nos lá de fora notícias que Portugal está na calha para ser o próximo objectivo dos especuladores, atentos à fragilidade da situação económica-financeira, que Sócrates nos vende como um exemplo a seguir.

PEC – ajudar a Grécia

Bruxelas já anda a dizer que as medidas do PEC não são suficientes, quer medidas mais duras, mas a verdade é que com estas medidas já se atrofia a economia, a economia não cresce, e não crescendo não aumenta a receita. As previsões para o PIB são em baixa vamos crescer menos que o previsto que já é muito pouco, e abaixo da média europeia. Vamos empobrecer todos nos próximos anos!

Entretanto, vamos ter que ajudar a Grécia com 774 milhões de euros o que dá 73 euros por cada um de nós, o que é mais uma machadada na já muito endividada economia portuguesa. Mas Portugal não está em condições de dizer que não, tudo o que vem aí indica que a seguir aos gregos vamos ser nós a precisar da ajuda europeia, convém desde já mostrar solidariedade, agora pelos gregos amanhã pelos portugueses, eis a razão porque emprestamos o que não temos.

Sócrates e Teixeira dos Santos com uma mão atrás e a outra à frente…

O casamento gay, o Tribunal Constitucional e o PEC

Portugal volta à ribalta, mas não por boas razões, a par da Grécia

Na Madeira, racionalmente, continua a ser mais importante ultrapassar os problemas causados pelo temporal de há um mês, contrastando com a imprensa do Continente que tem dedicado largo espaço, nas últimas semanas, ao envio pelo Presidente da República ao Tribunal Constitucional, em 13 de Março, para avaliação da lei proposta pelo governo da República e aprovada pelo Parlamento, sobre a tal “absurdeza” como já lhe chamei, que é o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.
A questão desse “casamento” vai passando ao largo, o que não significa, por parte dos Madeirenses, menosprezo dos valores morais que estão subjacentes à pessoa humana e à família ou sequer que se tenham deixado “embalar” pela tramóia socialista.
Deliberadamente usei o termo “embalar”, tal como em Novembro passado, no Diário, ao caricaturar o desespero do governo socialista na tentativa de “dispersar a atenção do País dos problemas reais” montando toda uma grande manobra de diversão, a pretexto do “cumprimento” de uma promessa eleitoral – a legalização do “casamento gay” – para dessa forma tentar encapotar as promessas que desde 2005 continuam por cumprir, de que existem aspectos que o tempo não apaga e cabe uma vez mais registar. [Ler mais ...]

Qual seria o seu PEC ?

PIB – 160 mil milhões

Despesa corrente (vencimentos ) 80 mil milhões

Apoios sociais – 5 mil milhões

Deduções IRS – 1.2 mil milhões

Dívida pública – 90 % do PIB (90%x160 mil Milhõesx2%) veja o que paga só em juros/ano!

Desemprego – 10% da população activa ( 600 000 pessoas)

Défice – 9.4%

Aumentava os impostos? Atacava a dívida, a despesa corrente ou o desemprego? Aumentava a dívida para fazer os megainvestimentos?

Ajudava a Grécia a sair da crise? Como? Onde vai buscar o dinheiro para ajudar ? (a esta só responde se não souber responder às anteriores)

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