Pesca na areia

desenho na areia Do FB Criação Criativos

Sines

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Bora lá prá praia

- Ó Nicolai! Eu disse-te para virmos mais cedo! Agora vai ficar tudo a olhar pra nós!
– Achas? Nem vão dar conta… Bora lá prá praia: o último a estender a toalha é tchetcheno!

Ouvido na Praia

Há coisas que eu preferia mesmo não ouvir. Esta foi dita por um homem à esposa:
– Quero um gelado. Apetece-me chupar.

A Praia

No verão, páram em Moledo todos os comboios da Linha do Minho. Mas há quem prefira a Linha de Cascais.

Palavras Cruzadas

Que prazer resolver estes «problemas» sentada à sombra de um guarda-sol, pés enterrados na areia quente, uma bola de Berlim sem creme («por causa da ASAE»), corpo fresco depois de um banho em praia portuguesa!

Horizontal e verticalmente se encontram significados, definições e sinónimos. Depois do problema resolvido, uma cabeça inteligente promete que encontraremos, inscrito, um provérbio ou o nome de um filme ou de uma obra, etc.

Derrama lágrimas. A parte superior das árvores. Teoria considerada normativa do bem e do dever. Conjunto de monitor´e teclado ligado ao computador. A pessoa ou as pessoas que. Fio metálico. Que lhe pertence. De modo irregular.

Entre tantos enunciados, não é que estava naquilo labirinto um belo provérbio? Quem chora, seu mal consola.

Mas neste verão eu descobri outra «palavra» para as Cruzadas, que não apenas o jogo, o passatempo, o fazer pensar em outras coisas que não o trabalho.

As palavras cruzadas podem ser uma solução para o reatar do diálogo que se interrompeu (há umas horitas) com alguém.

Depois de um atrito, a palavra custa a soltar-se da língua. A boca não solta palavra e o som parece-nos que vai sair horrível e pode ainda estragar mais a «coisa».

Então experimentei «quebrar o gelo», reatar o diálogo, mostrar que se quer esquecer o que aconteceu, «convidando» a dita pessoa a dar-me a solução do enunciado «Copo alto e estreito, usado geralmente para beber champanhe ou espumante».

E o problema (real), de insuportável silêncio e espera de resolução, começou logo ali a resolver-se «letra a letra»!!

Dias de Verão em Carcavelos

Temos ao longo das praias da linha de Cascais esplanadas maravilhosas onde a uma tarde basta a companhia certa.

One

©Pedro Noel da Luz

Moledo e o Fim do Verão

Moledo do Minho, simpático apeadeiro da Linha do Minho (também há estradas para lá). E o Monte Santa Tecla, Galiza.

Um simples periquito

(adao cruz)

Um simples periquito

Não sei muito bem o que fazer nas férias. Não gosto de praia, não gosto de viagens programadas em grupo, não gosto de cruzeiros, enfiarem-me num resort qualquer é pior do que me enfiarem em Custóias. Só gosto de viajar, mas de carro, sem destino, ao deus-dará. Foi o que fiz na passada semana. Vi, por acaso, uma exposição de André Brasilier no Chateaux de Chenonceaux, e mal cheguei, fiz dois quadros, mais ou menos dentro da sua linha, a qual tem algumas semelhanças com a minha, ou melhor, a minha tem algumas semelhanças com a dele. Provavelmente, amanhã farei deles um post. Cheguei de férias. [Read more...]

Como Se Fora Um Conto – As Férias Grandes

No tempo da minha juventude, já lá vão muitos anos, e da de quase todos os que têm mais de trinta anos (os meus filhos mais velhos já têm), as férias grandes eram mesmo grandes. Tão grandes que, por vezes, nos víamos a pensar que nunca mais chegavam as aulas. Eram três meses inteirinhos, compridos, muito compridos, feitos de noventa dias a fazer pouco ou nada. Nessa altura, tínhamos, eu e os meus muitos primos e a maior parte dos meus amigos, a praia, desde as nove da manhã até mesmo ao final da tarde, uma estadia de uma ou duas semanas em casa de familiares no campo, e outras tantas em casa de outros familiares, na montanha. Mais tarde, na juventude dos meus filhos, as semanas na montanha tinham já acabado, com o desaparecimento dos familiares que por lá viviam.

Os meus primos, os meus amigos e eu, e mais tarde os meus filhos, pertencíamos a um grupo de privilegiados, uma vez que a maior parte da população das cidades não tinha as nossas possibilidades de escolha, nem muitos familiares predispostos a aturá-los durante parte das férias. Esses, passavam quase todo o tempo na [Read more...]

Como Se Fora Um Conto – O Sr Joaquim Lavadeira

O Sr Joaquim Lavadeira

Ainda não tinha um mês de vida, e já eu frequentava a praia de Gondarém. Uma grande parte das chamadas boas famílias da Foz da altura, frequentavam esta praia ou a do Ingleses. Eram quase como umas praias de elite, e também toda a minha família paterna o fazia, embora quase exclusivamente na de Gondarém.

Tínhamos uma barraca, das grandes, invariavelmente situada, ano após ano, no mesmo sítio da praia. Era a terceira, à direita de quem olha para o mar, a seguir à primeira abertura entre barracas, logo a seguir ao fim das escadas em redondo, e em frente à rampa. Se nã me engano, tinha o número 29. Não tinha que enganar.

Os vizinhos de um lado e do outro eram sempre os mesmos. Ao fim de uns anos, eram como que da família.

Os donos, concessionários em parceria com o sr Francisco, e que detinham a parte melhor e maior da praia, eram [Read more...]

Klu Klux Klan

Estranhas aventuras… na praia de Inverno

Normalmente sou “obrigado” a ir à praia durante as férias de Verão, por causa do meu miúdo, por isso uma ida à praia de livre e espontânea vontade é um acontecimento raro. Não é que não goste de praia, mas sinceramente prefiro o campo e a montanha. Por isso mesmo, prefiro ir à praia no Inverno; o clima é mais agreste como o da montanha e como bónus, fica-se muito mais à vontade porque não há “montes” de pessoal a acotovelarem-se por um sítio livre onde possam ver e ser vistos por toda a gente. Isto faz-me pensar que na realidade as pessoas gostam do calor do sol e não da praia propriamente dita. A prova disso é que no Inverno a praia está sempre vazia.

Tenho de reconhecer que não entendo o fenómeno da praia-praia. Aquela normal praia de Verão. Não percebo como se consegue estar para ali espraiado a esturricar ao sol, tentando avidamente obter o bronzeado mais homogéneo e escuro possível. Nem sequer entendo o próprio fenómeno do querer ficar bronzeado.

Não tenho paciência nenhuma para estar sentado/deitado na areia a queimar a pele ao sol, cronometrando precisamente o número de vezes em que preciso de me virar para obter “aquele” bronzeado uniforme e espectacular. Até o conseguiria suportar se volta e meia conseguisse mergulhar na água. O problema é que as águas do Norte têm essa característica peculiar de serem absolutamente gélidas. É como acabar de tomar um banho quente e depois ir meter os pés num bidé cheio de pedras de gelo. Depois é a própria lógica da coisa que não faz sentido: aquecer o máximo possível ao sol, até a um nível insuportável que depois torne suportável entrar em águas geladas, que por sua vez tornam novamente suportável o facto de se estar tecnicamente a esturricar aos poucos… não entendo.

Mas também não vejo mal nenhum nisso. Pelo menos, existe um contacto directo com a natureza, coisa rara nos dias de hoje, repletos de betão e centros comerciais. É apenas a lógica da coisa que eu não entendo.

As raras vezes que vou à praia de livre vontade é porque me apetece apenas olhar o mar. Sentir a sua imensa força e poder, o seu cheiro e o medo que me inspira. Adoro o som forte e seco das ondas a rebentar nos rochedos. Convida à reflexão. E estando aqui a olhar para o mar não consigo deixar de me perguntar: donde veio toda esta água? Sendo que o ciclo da água é um ciclo fechado, e que eu saiba, não é possível “criar” água, portanto, donde terá vindo esta água toda? E porque é que este planeta coberto em dois terços da sua área por água se chama Terra?

Muitas mais questões me surgem enquanto olho o mar, mas sinceramente, não consigo responder. Sentado sozinho na areia, gelado pelo vento, a escrever num velho caderno preto, sem acesso ao grande cérebro digital que é a internet, sem “googlar” e “wikipediar”, chego à conclusão que não sei muita coisa básica porque tomo estes e outros "factos" como garantidos. Sentir o mar “põe-me no meu lugar” perante a complexidade e força da natureza. Põe-me no meu minúsculo lugarzinho no Mundo, mostrando-me, verdadeira e friamente, o que é a pequenez e a insignificância. Mas mostra-me acima de tudo que não é nada boa ideia ir contra a natureza e continuar na senda de destruição deste belo planeta azul. Por um lado, porque o empenho humano não tem limites (assim como a sua estupidez) e portanto, é bem capaz de o conseguir, mas por outro lado, o mais importante, é porque o planeta é capaz de “ripostar”, e já é mais ou menos evidente que  vai mesmo fazê-lo. É nitidamente uma má ideia, porque este planeta além de ser bipolar (muito inspirador belo numas alturas e muito agressivo e brutal noutras) não me parece que vá alinhar em grandes conversações, discussões ou políticas diplomáticas… Veremos se as nossas grandes acções têm ou não, grandes repercussões.

A praia de Inverno e especialmente o mar revoltoso fazem-me reflectir.

Fazem-me pensar em coisas que eu não entendo. Questões complexas e coisas simples, lá está, como ir à praia de Verão. Estender um pano no chão e bronzear ao sol. A minha visão dessa “praia de Verão” é esta: um lugar onde as pessoas se deitam em cima de um material de construção civil, a esturricar com o efeito da combustão de hidrogénio e hélio a milhões de quilómetros de distância, para depois irem mergulhar numa quantidade enorme e gélida de água que ninguém sabe donde veio.

A praia de Verão, esse sítio estranho onde, em público, se pode passear de roupa interior.

Como Se Fora Um Conto – AS MINHAS FÉRIAS NA MONTANHA (PRIMEIRA PARTE)

Antigamente, no meu tempo de criança e de adolescente, os afortunados, como eu e meus primos, tinham férias na praia e férias no campo. Nós, os nove netos de meu avô paterno, tínhamos ainda férias na montanha. Éramos duplamente afortunados.

A praia era a de sempre, no Porto, na Foz, a praia de Gondarém. Habituei-me a ela como se fosse a minha roupa interior. Até aos dezassete ou dezoito anos, não conheci outra. Ao longo da vida, acabei por fazer praia em Matosinhos, em Leça, em vários locais do Algarve, e no Porto Santo. Mas sempre venceram, quando as comparava, as férias da praia de Gondarém.

Disso no entanto, falarei noutra altura.

As férias na praia duravam quase dois meses, às vezes mais. As férias no campo, tinham a duração de semanas, mas nunca eram seguidas. Uns dias agora, outros depois. Uma semana aqui, outra acolá. Nunca tiveram muita expressão enquanto tempo seguido e sem intervalos. Mas era tempo de qualidade, e minha avó tinha pulso de ferro para domar os netos. A educação era uma constante. A aprendizagem necessária, e sempre presente. Iamos para casa do meu avô Júlio, e por lá andávamos, no campo, no curral, na casa do forno, em casa de uns tios que também tinham um grande terreno, etc.. As brincadeiras com os meus primos arrastavam-se pelo dia todo. Foi lá que aprendi a andar de bicicleta. Fiz por lá bons amigos, de que um dia falarei. Era perto do Porto, cerca de trinta quilómetros, num planalto, e os ares eram bons. A vila, hoje uma cidade que cresceu mal, era pacata, e convidava ao descanso e ao fazer nada. Havia, ao longo das ruas, árvores. Grandes amoreiras de enormes amoras brancas e estremamente doces.

O importante, a quinzena que mais desejávamos, os nove netos, uns mais que outros claro, até pela diferença de idades (entre o mais velho e a mais nova havia treze anos de diferença), era a que, em Setembro, iríamos passar a Meneses.

Meneses é uma aldeia quase perdida no cimo do Marão, já a poucos quilómetros de Vila Real. A minha família paterna por parte da minha avó, era de lá, daquela zona. Campeã, Boavista, Gontães, Bisalhães, Paradela, Moçães, Pomarelhos, Arrabães, Torgueda, e por aí fora, num rosário de nomes de aldeias por onde andei ao longo dos anos, fizeram parte, a par com Meneses, da minha infância e da minha juventude.

Meneses era o nosso posto de comando. Lá ficavamos, em casa da sra Margarida e do sr Aurélio, criados (como se dizia na altura e sem sentido algum pejorativo) de meus avós, e ainda parentes afastados por via de um tio casado com uma irmã de minha avó, e homónimo do dono da casa. No fundo eram os nossos grandes amigos, que nos cediam a casa para passarmos dos melhores dias das nossas vidas, e ainda se atarefavam a cuidar de nós. Eram umas excelentes pessoas.

As semanas escolhidas eram duas de Setembro, que ficassem próximam do dia de aniversário do sr Aurélio. Fazíamos uma grande festa em honra dele, nessa altura, e toda a minha família paterna estava presente. Quase parecia que o almoço era em nossa honra e não dele, tal a importância que cada um dava a si mesmo. De qualquer forma, ninguém se esquecia de levar um presente, claro.

Durante os quinze dias em que por lá andávamos, felizes com a liberdade alcançada pela ausência das nossas mães e pais, fazíamos de tudo. Ou melhor, fazíamos de nada, já que só nos deixavam ver como se fazia. Víamos tratar do gado, tratar das terras, tratar das roupas, dos almoços e jantares, e também víamos como o tempo passava devagar, à velocidade dos pachorrentos bois amarelos e de grande cornadura que por lá abundavam. Como me lembro tão bem das idas diárias para o campo, com o meu grande amigo e o irmão mais novo e o pai deles. Como me recordo, como se fosse hoje, dos meus pés nús enterrados na terra molhada, feita lama, das barricas pequeninas de pôr à cinta, com vinho, e da merenda que sempre se levava, que a fome a certa altura apertava.

A VIAGEM

Naquele tempo, já lá vão umas dezenas de anos, íamos para Meneses, de camioneta. Saíamos de Paços de Ferreira, terra de meu pai e onde vivia o meu avõ, ainda a manhã estava sonolenta. Íamos no velho Anglia azul até Paredes. Por lá passava a camioneta da carreira, que vinda do Porto, iria até Vila Real. Eram quatro horas de caminho, com o tempo a aquecer cada vez mais.

Uma primeira parte do trajecto era feita até Amarante, onde se fazia uma paragem prolongada, depois das muitas paragens rápidas para entrarem e saírem pessoas, que a espaços a camioneta fazia. Nessa paragem, que fazia parte do sofrimento que era a viagem, eu aproveitava para ir visitar um amigo da praia a sua casa, o Alberto, que morava mesmo em frente ao local de paragem da carreira, e pertencia a uma família abastada da cidade. A visita era necessariamente rápida, mas servia para lembrar os dias na praia de Gondarém, que recentemente tinham acabado, e para fazer as últimas despedidas até ao verão do ano seguinte. Só nos víamos nessas alturas. Depois de acabarem as nossas idas anuais a Meneses, nunca mais o vi, nem na praia, para onde nunca mais deve ter ido. Anos mais tarde soube que a firma do pai, já não existia, devorada pela voragem dos nossos dias. Dele, nada mais soube.

Quando tínhamos sorte, nós os netos de meu avô, íamos acompanhados unicamente pela sra Margarida, de quem já falei noutra crónica. Ela, coitadinha da senhora, levava ao colo, sempre, um balde e um saco plástico, pois que ainda estaria para vir o dia em que não enjoasse com os solavancos do transporte. Quando a sorte era menor, mas mesmo assim agradável, claro, íamos também acompanhados pela única tia solteira da família. Nessas alturas tudo era mais controlado.

A segunda parte da viagem, ia começar. Mais de duas horas a subir lentamente o Marão. Curvas e mais curvas e contra-curvas. Devagar, muito devagar. E a sra Margarida a enjoar. Padronelo, Ansiães, sempre muito lentamente, com paragens sussessivas e a sra Margarida numa agonia terrível. Quando chegavamos à Campeã e à Boavista, estava já perto o fim do sofrimento, e um sorriso ia aparecendo naquela cara rechonchuda.

Nunca íamos os nove na camioneta. Os dois mais velhos, ou já não iam nessas alturas, ou já tinham permissão de irem mais tarde, de carro. Um ou outro dos restantes, num ano ou noutro faltavam à chamada. Na maior parte dos anos, éramos entre cinco e sete, os que ficávamos os quinze dias inteiros. Desde muito novo e até aos meus dezoito anos, não me lembro de ter faltado vez alguma.

Por fim lá chegávamos ao Alto da Serra. Pouco depois, numa curva da estrada, junto ao Barro Vermelho, saíamos. À nosso espera, o sr Aurélio. A seu lado, um carro de bois, ou de boi, já que a maior parte das vezes em que vinha, só trazia um. Noutros anos, não estava ninguém à nossa espera para nos ajudar, e o caminho até casa era mais penoso. Tínhamos mais uma hora, ou mais, de caminho, pelos montes, a corta mato, a caminho de Meneses. Iiiióóóó´… iiiiióóóóó … iiiiióóóó… lá íamos nós acompanhados do ruído calmo e característico do eixo de madeira do carro.

Infelizmente, o progresso acabou poucos anos depois com a hipótese de fazermos essa viagem, uma vez que alargaram e arranjaram a estrada entre Arrabães e Meneses, por onde já se podia passar de carro, e era mais fácil e curto o trajecto, mais tarde com os eixos de madeira, e dessa forma com o cantar maravilhoso que os carros faziam. E, mais tarde ainda, a ida para aquele paraíso era feita por cada um por si, ou pelos paizinhos respectivos que nos levavam. A viagem ia perd
endo a graça e ganhando comodidade.

O som desses carros de bois, que ainda de madrugada e depois ao fim da tarde, ouvíamos pela serra, ainda hoje ecoa na minha cabeça, e enchem-me de saudade.

A chegada a casa era para nós um momento de glória, depois de tantas horas de caminho.

A casa da sra Margarida, como nós lhe chamáva-mos, era muito pequenina, com pouco menos de quarenta metros quadrados, e a janela de um dos quartos e a da sala estavam viradas a poente. A casa em si, debruçava-se sobre um vale. Nos primeiros anos, nem paredes interiores tinha. As divisões eram feitas por meio de cortinas, e, convenhamos, era fabuloso. Da janela da sala, lá longe, viam-se as antenas no cimo do Marão.

Depois de arrumadas as coisas e instalados e desfeitas as malas ou sacos, era a vez de ir visitar os amigos.

Um ano sem nos vermos. Tanto tempo!

(CONTINUA)

(In O Primeiro de Janeiro, 28-10-2009)

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