Hoje dá na net: Argentina – Memória do Saque

Quando a Argentina recomeça a recuperar o que é seu, e perante todos os discursos aí jesus que hoje se vão ouvir esquecendo a privatização anterior, nada melhor que ver ou rever este documentário:

Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC

Realizado por Fernando E. Solanas, legendado em portuguêsMemoria del Saqueo, ficha IMDB.

Lista de reprodução youtube. Partes seguintes também depois do corte.

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Hoje dá na net: Ouro Azul

“Ouro Azul” / “Blue Gold – World Water Wars” é um documentário sobre a água e os negócios que se foram construindo à sua volta nomeadamente a privatização da sua exploração.
Baseado no livro “Blue Gold: The fight to Stop the Corporate Theft of the World’s Water” foca um tema absolutamente atual quando falamos na privatização das Águas de Portugal e que apresenta alguns casos práticos como o dos EUA e alguns países sul americanos.

Hoje dá na net: La Próxima Estación

Documentário de Pino Solanas, “La Próxima Estación” (2008) dá-nos uma clara visão do que já foi e no que se transformou o caminho-de-ferro na Argentina. Um espelho perfeito de um país que já bateu no fundo e desce mais baixo todos os dias…

A privatização da RTP e as incoerências de João Duque

duque

O grupo que João Duque coordenou quer limitar a informação na RTP, como forma preventiva do Estado usar este canal para manipular. Foi assim que Duque ontem justificou na TSF a oferta de parte do negócio audiovisual – a informação – aos canais privados. Que é disso que se trata.

Mas hoje pelo Público ficamos a saber que a RTP-Madeira e a RTP-Açores, além de não desaparecerem (existem para quê?!) passam para a tutela dos governos regionais. Os quais, como se sabe, são exemplares quanto a não interferirem na comunicação social.

Prepare-se portanto para ter os seus impostos a patrocinarem os serões em família com o Alberto. Esse que chamou  «bastardos» aos jornalistas para não lhes chamar «filhos da puta» (SIC, Junho 2005). Grande filtro este, sr. Duque; parece é uma peneira, daquelas que com se tapa o sol.

Governo garante apoio da TVI e de Balsemão

 O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse hoje, em Vila Nova de Poiares, que o plano de reestruturação da RTP vai emagrecer “claramente” a empresa, que gasta mais de um milhão de euros por dia. in Público

Estava-se mesmo a ver: privatizar para os amigos, nunca privatizar contra os amigos. Agora, enfim, pelo lado dos candidatos à compra da RTP, a coisa é capaz de fiar mais fino. Vamos, por exemplo, ver as próximas manchetes do Correio da Manha. A vida é mesmo assim: nenhum governo se livra de ter o seu Independente.

A base da teoria da conspiração foi-se…

Em artigo de opinião sobre a intenção de o Governo privatizar algumas empresas, nomeadamente a RTP, o CEO da Ongoing afirma que “há privados que, não sabendo gerir as suas empresas, querem que seja o Estado a assegurar-lhes a sobrevivência”. Nuno Vasconcelos esclarece que “a Ongoing não vai à privatização da RTP – porque a televisão da Ongoing é a SIC”.

in Diário de Notícias – 06-09-2011

 

Pois é, a teoria dos corredores das más-línguas era tão simples e simplista como isto: O Nuno Vasconcelos da Ongoing queria um canal de televisão. O Ministro Miguel Relvas queria privatizar a RTP. Estavam feitos um com o outro.  É muito português falar do que se não sabe…

A Ongoing já está na televisão e quer, quando muito, ser maioritária na empresa que é, também, sua: a Impresa. Sendo a Ongoing uma das principais accionistas da Impresa, a privatização da RTP é um pau de dois bicos. A privatização da RTP terá como consequência natural (é o mercado) uma desvalorização do valor da Impresa e da Media Capital. Sobretudo, tendo em conta as audiências dos últimos 12 meses, sofre a Impresa.

Sendo Nuno Vasconcelos accionista da Impresa, se fosse à privatização da RTP teria de vender a sua quota e ninguém gosta de vender em perda…Mais, é mais fácil e barato recuperar a SIC para níveis de audiência do passado do que colocar a RTP financeiramente viável.

Obviamente, para quem conhece o mercado e as personagens em causa (Impresa/Balsemão vs Ongoing/Vasconcelos) a tentação de acreditar que a Ongoing quer a RTP até podia colher: Balsemão e Vasconcelos não se vão entender e seria mais simples a este último vender a sua participação (22,8%) e partir para a aventura RTP. Errado.

Enquanto as virgens (ofendidas ou suicidas) andam entretidas a tentar fazer a cama a Miguel Relvas com a desculpa, falsa, da guerra Ongoing-Impresa, temos dois players internacionais e um nacional interessados, esses sim, na privatização da RTP a rir às escondidas.

Pelo andar da carruagem e com tanta gente a continuar a desempenhar o papel de idiota útil, sobretudo certa esquerda e imprensa, temo que chegou a hora das hienas. Como sempre, no fim elas vão continuar a rir e os idiotas vão chorar e muito…

A RTP e a privatização

O presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social defende, em entrevista ao Expresso, que uma possível privatização da RTP empurraria os outros operadores privados, SIC e TVI para uma concorrência feroz, não em busca do lucro, mas da sobrevivência. O responsável defende a manutenção do serviço público em tempo de crise económica e social. [no Público]

Como há dias escrevi, o papel do Estado não é garantir que o mercado dos privados existe. Isso é problema de quem investe. Mas ao longo dos anos temos visto justificado o persistente fecho do mercado de TV à conta do argumento “o mercado não chega para todos”. Esta lógica até se aplica quando em causa nem sequer está o limitado espectro radio-eléctrico, como no caso do cabo. Prova suficiente que as TV querem é proteccionismo, uma espécie de mercado farmacêutico dos remédios audiovisuais.

Se Passos continuar com a sua ideia de privatizar a RTP pode ter a certeza que SIC e TVI lhe moverão uma guerra sem quartel por causa do aumento de concorrência no mercado publicitário. Rapidamente, a agenda dos media se sobreporá à agenda do país.

Privatizar a RTP? deixa-me rir

Anda a direita lírica em pulgas para privatizar a RTP. Nem me dou ao trabalho de discutir os seus argumentos, limito-me a constatar a realidade: privatizada a RTP, teríamos três canais absolutamente comerciais a concorrer, em sinal aberto. Ora não há mercado publicitário para encher o bandulho a tanta gente, coisa bem sabida para os lados da TVI e do tio Balsemão. O que estes canais queriam era outra coisa: RTP1 sem anúncios, integralmente sustentada pelo estado.

Em vésperas de chegar ao mundo real o governo conta com a originalidade de ter um secretário de estado que já não o é e, mais complicado do que o costume,  nunca o foi: o administrador da TVI Bernardo Bairrão apresentou-se a defender a casa onde trabalhava, alguém se lembrou dos fretes que fizera ao socretinismo, despediu-se e ficou desempregado.

Para ter os canais privados do seu lado qualquer governo que pretenda sobreviver terá de se sujeitar às leis do mercado. Como é sabido leis do mercado em português quer dizer: aí do estado que se me atravesse no caminho. Resta a hipótese de muito simplesmente fechar a RTP, mas essas não são contas do meu rosário.

Bem vindos à realidade: se a RTP fosse privatizável há muito que o teria sido. Agora se o PSD decide ser mesmo coerente, a coisa promete: ter a imprensa à perna ainda o santo não saltou do altar para o andor, é obra. Linda procissão em perspectiva.

De que falamos quando falamos na escola pública pronta para ser privatizada

Disto:

Perante a possibilidade de uma adesão elevada à paralisação do pessoal não docente, serão os docentes a abrir os portões das escolas e a acompanhar os alunos até às salas de aulas, contou à TSF o presidente da ANDE.

«O nosso plano B passa pela possibilidade de os professores terem a chave da escola e, no dia especifico das provas de aferição, eles próprios assumirem a responsabilidade de abrir a escola, acompanhar os alunos das provas da aferição» e ainda levá-los a casa, disse Manuel Pereira. TSF

e disto:

Outro dos problemas que o sindicato espera superar até amanhã é, segundo a sindicalista, a tentativa de “coacção por parte dos conselhos executivos” das escolas. Público

Leituras: privatizar ou não a CGD?

Duas opiniões, uma a favor, outra contra.

Les Cheminots – le film


Depois de Inglaterra, a França…

“Au fil des rencontres, en découvrant leur travail quotidien, apparaît le fonctionnement de cette entreprise de service public. Depuis sa création, le chemin de fer a fédéré des métiers différents. Une communauté s’est construite autour d’une culture du travail et de la solidarité. Aujourd’hui, l’heure est à l’ouverture à la concurrence. Le réseau et les services sont séparés, les métiers cloisonnés.
Les cheminots se sentent de plus en plus isolés. Le bouleversement est profond. Le sens même du travail et son efficacité sont remis en cause. Au-delà des cheminots, l’ensemble de la société est touchée.”

A água e o seu desperdício – privatizar ?

” O maior desafio é não deixar que a água seja privatizada” diz o sr. William Cosgrove. especialista em água e consultor das Nações Unidas, foi vice-presidente do Banco Mundial.

” As pessoas podem viver sem petróleo mas não podem viver sem água” “A Tunísia, que tem muita pouca água, tem uma estratégia para o sector, começando a cobrar pela água utilizada em função das possibilidades de cada família, e aplicou uma taxa acrescida para o Turismo!”

” Na agricultura são utilizados 3/4 da água existente no mundo, que é suficiente.” “A boa gestão passa por não a desperdiçar, na indústria já se começou a reutilizar a água que aplicam. Em grande parte do mundo não se paga a água que se consome o que leva ao desperdício, uma medida é aplicar taxas segundo o consumo”.

Em Portugal o desperdício da água é muito alto, a ponto de haver quem defenda que o melhor investimento na actividade seria a manutenção da rede de distribuição. Calcula-se que andará pelos 60% a água desperdiçada. Nos últimos anos apareceram várias empresas privadas de distribuição, normalmente associadas aos municípios onde prestam o serviço o que tem vindo a ser visto como o ínicio da privatização do sector.

É um sector absolutamente vital e a água é um recurso natural que pertence à Humanidade, é impensável a sua privatização. Mas é preciso estar alerta!

Um dos sectores que mais consome água é o golf, e pior do que isso, contamina os aquíferos devido aos tratamentos intensivos da relva com fungícidas . Talvez se perceba agora porque temos tantos PINs (projectos de interesse nacional) que não passam de campos de golf. É a isso que se chama “economia periférica” vamos recebendo o que os outros não querem, como aonteceu nos anos 70 com a indústria de celulose, que além de contaminar o ar, suga a água dos solos com os eucaliptos “globulus” a principal matéria prima da pasta de papel!

É a privatização do ensino, pois é

O Público desvenda hoje o fascinante mundo da privatização dos edifícios escolares.

No que parecia ser uma medida correcta do governo em termos de investimento público, renovar as instalações escolares, já sabíamos pelo Tiago Mota Saraiva e pelo Paulo Guinote que nem tudo ia bem: obras mal inspeccionadas, contratação de gabinetes de arquitectura e das grandes empresas de construção civil em moldes no mínimo suspeitos.

Agora descobre-se que a Parque Escolar ficará proprietária dos edifícios onde interveio, e que assim poderá vender os terrenos “excedentários”, normalmente localizados em locais bem apetecíveis para a especulação imobiliária.

Melhor ainda: o aluguer dos espaços escolares, uma das poucas fontes de auto-financiamento das escolas, reverterá em 50% para a Parque Escolar.

Sobre a qualidade das intervenções, quando

Na D. Pedro V pagaram, em Dezembro, seis vezes mais do que em igual período do ano passado. De 600 euros a factura de electricidade passou para mais de três mil.

pergunta-se como, já que a ideia era precisamente a inversa, isolar os edifícios de molde a baixar os custos de aquecimento.

É a privatização do ensino em marcha, no que toca aos edifícios, que quanto ao resto Maria de Lurdes Rodrigues lançou o tratamento de choque que o irá justificar politicamente.

No mesmo Público Rui Tavares escreve que Sócrates é do centro-esquerda. Boa piada.

Os números não enganam

Para quem ainda tenha dúvidas:

A Fenprof frisa, por outro lado, que o Orçamento para 2010 poupa com a escola pública, mas reforça a despesa com o ensino particular, o que acarreta uma desvalorização do primeiro. As dotações previstas para o ensino particular e cooperativo registam um aumento de 2,5 por cento.  Público

O objectivo deste governo é mesmo privatizar o ensino, como de resto tudo o que conseguir dos diversos serviços públicos. É a velha obediência aos interesses dos negociantes, que segue a velha e fantástica lógica: se os serviços podem dar lucro a alguém, e se esse alguém for nosso amigo, entrega-se-lhe o serviço.

Quem é que falou em diminuir a despesa pública?

O dinheiro "emprestadado" do BPN

Há gente que é capaz de dizer tudo para agradar a quem lhe possa arranjar um lugar numa qualquer lista à Assembleia da República, ou um lugarzinho numa qualquer empresa pública.

 

A última que apareceu na "Jugular" e bem dissecada pelo " 5 dias", foi a delirante afirmação, que Louçã estaria a mentir quando disse em plena Assembleia da República que o montante  enterrado no BPN estaria perdido. Para os Jugulares isso não é verdade porque se trata de um empréstimo e como tal, recuperável..

 

Ora, como se sabe, o BPN vai ser vendido pelo seu valor de mercado, não pelo valor do dinheiro que o Estado lá meteu. E esse valor vai ser medido pelo valoe da sua rede de agências, único activo que interessa aos potenciais interessados.

 

Isso mesmo já foi dito pelo Dr. fernando Ulrich, presidente do BPI e um dos potenciais interessados. Ninguem dá um tostão furado pela marca do banco, pelo seu passado nebuloso, pelo presente instável e pelo nenhum futuro (Nicolau Santos- Expresso).

 

O Estado já lá meteu 3.5 mil milhões de euros e a insuficiência de capital ascende a 1.8 mil milhões de euros e mais não seria preciso para perceber que a nacionalização foi um erro clamororso.

 

A privatização vai mostrar que os prejuízos do Estado se contabilizarão por centenas de milhões de euros. O Presidente do banco Francisco Bandeira diz que " o meu papel é reduzir os custos do Estado, porque é óbvio que o Estado terá custos"

 

Só não vê isto quem não quer ver e segue a propaganda governamental. A mentira, repetida mil vezes, torna-se verdade!

 

Mas com números é mais dificil!