Jorge Moranguinho, o professor de António Gil Cucu, teve a gentileza e a frontalidade de comentar este texto, respondendo às dúvidas sobre o contributo financeiro do Ministério da Educação para a participação do aluno num concurso internacional. Passo a citar:
Nas anteriores participações em concursos semelhantes ao Certamen Horatianum, como o Certamen Ciceronianum Arpinas ou o Certamen Ovidianum Sulmonense, os professores e os alunos portugueses foram sempre a expensas próprias. Este ano, a coisa não foi diferente. Exceptuando as despesas relativas à estada em Venosa, custeadas pela organização do concurso, todas as despesas de viagem (Porto – Roma – Porto e Roma – Venosa – Roma) e de alojamento e alimentação em Roma foram suportadas por mim e pelo aluno. Em Portugal, o escândalo nunca é de mais, a verdade é que é de menos. Talvez, um dia, o Ministério faça alguma coisa pela Educação!
A participação de um português em representação do país em qualquer concurso internacional, independentemente do resultado, deveria merecer do Estado, no mínimo, a ponderação sobre a ajuda financeira ou sobre qualquer outro tipo de contributo. Pergunto-me, a propósito, se Cristiano Ronaldo irá pagar o alojamento, enquanto estiver ao serviço da selecção nacional.







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