Teixeira dos Santos explica nacionalização do BPN

Uma comédia: hoje no parlamento. Começou com 20 minutos de atraso, está neste momento no ar. (Informação extensa sobre o caso BPN aqui e aqui.)

Coisas que coisam os coisos

Cartoon de  Zapiro

Gosto muito de fazer rir. Se tivesse jeito, vocação ou ocasião, gostaria de ter sido humorista e agradeço muito ao Aventar dar-me a possibilidade de compensar, minimamente, esse meu desejo infantil, ao ser-me permitido, por vezes, escrever umas larachas e ficar convencido de que fui engraçado. [Ler mais ...]

Agenda para o crescimento: uma cena tipo coiso

Na Califórnia imaginária do século XIX da minha infância, acompanhei Zorro, o valente mascarado; no Portugal infinitamente merdíocre em que vivo, não conseguimos arranjar mais do que um Zorrinho. O primeiro usava a espada para ensanguentar com um Z decidido o peito dos opressores; o nosso Zorrinho serve-se da caneta de tinta permanente para traçar um Z vaidoso e vão com que finge não oprimir.

Zorrinho, por ser pequenino, descobre, na adenda agendada, uma grandeza épica: depois de ter participado, durante seis anos, numa agenda de encolhimento do país, simula acreditar no poder mágico da escrita e obriga a maioria a inscrever as palavras “crescimento” e “emprego” num tratado orçamental que provocará o inverso, o que será explicado a seu tempo com culpas para a meteorologia ou descobrindo um desalinhamento planetário. [Ler mais ...]

PS limpa o rabo ao governo

Como todos nos lembramos PS, PSD e CDS aprovaram o pacto Merkozy, aquele tratado completamente idiota que tenta fazer lei a ideologia do Keynes nunca existiu e a depressão dos anos 30 foi resolvida porque sim.

Agora que não existe Merkozy (e convém lembrar que nem a Alemanha aprovou tal excremento, que lhe falta maioria para tal), os meninos obedientes, servis, venerandos e bate-me mais que o meu povo gosta iam aparecer em Bruxelas, envergonhados, como os únicos assinantes da poia (a Grécia não conta, que nem governo tem).

Sempre oportuno o PS* apresentou uma adenda, hoje em aprovação para lamentar. O governo agradece, sempre disfarçam o tolice, não deixando de fazer triste figura lá fora. Dizem que são uma espécie de europeístas, a espécie colonizada, convenhamos

* ouvi o Zorrinho a proclamar que o tratado era recomendado pelos melhores economistas. Para quem perceba um mínimo de História Económica só há duas hipóteses: ou está a subscrever a candidatura de João Duque e Vítor Gaspar ao Nobel (e ainda ganham) ou quando for grande vai ser um rolo de papel higiénico, pensando melhor, a hipótese é só uma.

É tudo uma questão de oportunidade

Diz o tipo que estar desempregado é uma oportunidade. Logo, encerra as Novas Oportunidades. Estar Desempregado é A NOVA oportunidade. Excelente. Grande ideia!

O mistério das sondagens desaparecidas

Pensava eu que as sondagens eram feitas mensalmente mas pelos vistos a crise chegou a que as paga. O resultado que me interessa, o gráfico regularmente publicado pelo Pedro Magalhães e que nos indica a tendência e não a minudência, mudou: os ganhos de um deixaram de ser as perdas de outro. Veja o gráfico. Gostava que tivesse mais partidos, mas o serviço público gratuito não é a santa casa.

Há por aí algum professor de história?

Tinha aqui uma dúvida – em que época é que o poder se junta com o clero para lixar o povo?

Os irredutíveis vacilantes

François Hollande (de quem não espero, aliás, amanhãs que cantem) ainda não tomou posse mas já começou a mudar a paisagem política europeia. A Alemanha, por exemplo, dá agora mostras – apesar da sua aparente irredutível posição face à disciplina orçamental – de poder vir a ser mais flexível do que tem afirmado recentemente. As instituições europeias, idem. O governo português espera que Merkel se mova para se mover também, num desempoeirado exercício mimético, mostrando que as únicas convicções que possui são as que o governo germânico for adoptando. Para já, com o PS a surfar a onda Hollande, o PSD prepara-se para engolir o que ainda há duas semanas afirmava ser inaceitável.

Ao contrário de tudo o que vinham afirmando, estes governos parecem encontrar agora soluções que negavam existir e descobrem margens de flexibilidade onde ontem afirmavam haver apenas rigidez. [Ler mais ...]

Mário Soares ao Jornal I

Toda a gente percebeu tanto em Portugal como na Espanha que só com austeridade não se vai lá.”

Eu não sei se TODA a gente já percebeu, mas há pelo menos dois tipos de pessoas que perceberam: os desempregados e os funcionários públicos!

Aprender a dançar com os gregos

A Grécia tem um ano de avanço: Passos, Portas e Seguro sabem agora o que os espera. O pânico à direita está na cara dos comentadores amestrados da Goldmam Sachs (a grande derrotada do dia, em três países, o que é obra) que nas televisões misturam Syrisa com nazis, tudo no mesmo saco; quando não se trata dos seus parceiros da corrupção pública e privada é tudo extremista e radical. O “centrão” ou o caos, socorro, chamem a cavalaria, vêm aí os gregos.

A lição que aprendemos com os gregos é muito simples: o bipartidarismo alternadeiro não dura sempre, por mais que se esforcem as comunicações sociais dos donos. Nenhum povo aceita ser governado por governos estrangeiros sem resistir. Não há mal que não acabe.

É certo que os nossos partidos do regime, os que nos fizeram o mesmo que fizeram ND e PASOK aos gregos, poderiam aprender a lição mas para esse lado não haverá sobressaltos: é a sua natureza de agremiações dos interesses instalados que os impede de pensar acima das suas possibilidades, embora não seja de todo improvável que numa reforma das leis eleitorais também ofereçam 50 deputados a si próprios. [Ler mais ...]

2015

Como é que se luta contra estas políticas?

São quatro da tarde. Se tudo estiver a correr como o previsto, estou na Avenida dos Aliados. Deixo o post prontinho a sair para acompanhar os que ficaram em casa.

Do outro lado do Rio, aqui ao lado, em Avintes, nasceu a 9 de Abril de 1942, Adriano Correia de Oliveira que deu voz às palavras de Manuel Alegre na “Trova do vento que passa“:

“Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não”

E estas palavras explicam o que nos vai na alma hoje. Não tenho, não temos grandes soluções para o país apesar de me ter atrevido a deixar algumas dicas.

Resta-nos esta FORÇA de dizer NÃO!

Nojo

O respeito que os nossos líderes nos merecem está ao nível do meu subsídio de férias. Ou melhor, porque isso poderá ser um exagero. Está ao nível do meu subsídio de natal. Deste ano. Ou melhor, deste e do próximo e do que virá a seguir e do outro que vem depois e, talvez um dia, ao ritmo da chuva pedida a Deus pela ministra, chegue uma migalha por ano até o pobre ter o pão todo.

Estes líderes são um nojo e merecem o nosso mais profundo vómito! Por vós, saio à rua!  Hoje, na Avenida dos Aliados, vou gritar – vão TODOS para a PQP!

E porque se há-de arrepender quando a conta vai para os cubanos?

Alberto João Jardim não se arrepende de ter aumentado a dívida e diz que ”não tinha, em consciência, o direito de deixar de aproveitar dinheiros de graça”. Tão de graça que até deixaram um buraco que parece o da camada do ozono.

Para onde vão os seus impostos?

Como saberá, até ao fim do mês é tempo para entregar o IRS, pelo que passei pelo portal do governo onde encontrei um simulador com o título “Para onde vão os seus impostos?” e com um sub-título a dizer “Saiba para onde vai cada cêntimo dos seus impostos”. Naturalmente que logo fui experimentar.

Simulação para rendimento anual bruto de 10 mil euros Simulação para rendimento anual bruto de 20 mil euros Simulação para rendimento anual bruto de 100 mil euros [Ler mais ...]

Terminou a minha ressaca

A minha ressaca-Sócrates terminou. Foram seis anos a seguir a propaganda diária, a ver as jogadas de meter uns contra os outros, a ouvir a negação da realidade e a seguir o dinheiro que se estoirou onde bem se sabe.

Hoje ouço vozes que durante seis anos estiveram caladas perante as mesmas políticas que estão em curso. Hipócritas! Dão-me asco. Mas piores do que esses são os que nos governam e que, ao contrario de mim, desejam que a ressaca-Sócrates continue na linha da frente, por forma a justificarem o virar do bico do prego, indo contra o próprio programa eleitoral que levaram a votos. Até no artificio de culpar o anterior estão a fazer o mesmo que os outros fizeram em 2005.

Acabou. Hoje, no dia da liberdade, liberto-me do carrasco para me passar a dedicar aos coveiros.

Juízes do Tribunal Constitucional inclinados a chumbar cortes dos subsídios

adaptado a partir do cartoon: Bennett/Christian Science Monitor

Este é o título de uma notícia ontem no Jornal de Negócios. Estaríamos perante a correcção de uma enorme injustiça  - uma parte dos portugueses pagarem muito mais do que os restantes pela existência do mega buraco nas contas de todos – dizia, seria a correcção de uma colossal injustiça não se desse o caso de os juízes do TC que deliberarão sobre o assunto serem os que vão em breve ser nomeados. Outros, portanto.

Escreve Pedro Santos Guerreiro que «estas escolhas [José Conde Rodrigues pelo PS e Paulo Saragoça da Mata pelo PSD] podem ter sido feitas à medida, para inverter essa calamidade política. Não porque os escolhidos sejam manipuláveis. Mas por saber-se o que pensam. E terem sido escolhidos em função disso. E isso sim será manipulação. A suspeita é grave e recai em quem escolheu, não em quem foi escolhido». [Ler mais ...]

Nem mentir sabem ou só sabem mentir

 A austeridade imposta pelo governo é necessária, como já foi amplamente demonstrado e como o futuro demonstrará. Vivemos todos acima das nossas possibilidades. Os sacrifícios estão distribuídos de maneira equilibrada pelos cidadãos portugueses. Estas e outras mentiras foram afirmadas por membros do actual governo, depois das promessas de Passos Coelho em campanha eleitoral.

Tinha ficado estabelecido que os cortes dos subsídios de férias e de Natal teriam lugar em 2012 e em 2013. O Ministro das Finanças, hoje, confirmou isso. Passos Coelho, posteriormente, declarou que a reposição desses mesmos subsídios só terá lugar em 2015 e disse-o como se nunca tivesse ficado estabelecido que o corte terminaria em 2013.

Na televisão, dois comentadores, face a esta situação, começaram por se preocupar com a descoordenação do governo e soltaram alguns lamentos compreensivos. [Ler mais ...]

A repressão policial nos Governos PSD


Fiz este filme há uns meses, para o 5 Dias, mas neste momento faz todo o sentido voltar a publicá-lo.
É extraordinário como os Governos do PSD têm uma apetência especial pela violência e pela repressão policial. 3 Ministros da Administração Interna – Silveira Godinho, Dias Loureiro e Miguel Macedo – e a mesma matriz identitária, convertida num bastão. Parece ser a matriz do PSD.

Leis laborais: carga parlamentar

A discussão sobre a revisão das leis laborais na Assembleia da República, em boa verdade, não precisa de cobertura jornalística: a direita continua a fazer tudo para retirar direitos aos trabalhadores, agradecendo o apoio da troika; o PS continuará a abster-se violentamente, como partido que se considera “responsável”, projectando um timbre de esquerda que soa a uma voz de direita; a esquerda afirma que os trabalhadores continuam a perder direitos. [Ler mais ...]

Deus escreve direito….

Hoje, junto ao Hospital de S. João (Porto) duas senhoras de idade avançada e munidas de umas revistas perguntaram-me se eu conhecia Deus.

A minha resposta foi pronta: “conheço, sim senhor e até tenho aqui o número dele. Precisam?”. A reacção não foi a melhor. Eu pensava que as simpáticas senhoras precisavam de falar com ele. Agora que é da CPN do PSD podiam, eu sei lá, precisar de alguma coisa…

Eu também devo?

É que eu não votei neles!

Sugiro que os eleitores dessa gente paguem a minha parte.

apanhem-nos, se puderem

apanhem-nos se puderem

Energia e pontes, a diferença vai do pagar

Quem paga duas vezes fica. Mas, quem quer pagar menos sai!

Decididamente é um problema pessoal- MEU! Que tenho de aturar esta gente!

Aquela proposta do Aborto ter efeitos RETRO (trocadilho fácil!) passivos continua de pé?

Memória histórica, hoje é 11 de março

As nacionalizações são saudadas à esquerda e não são contrariadas à direita. O PPD apoio-as, aliás, embora previna que “substituir um capitalismo liberal por um capitalismo de Estado não resolve as contradições com que se debate hoje a sociedade portuguesa

Leia a memória do 11 de março da Joana Lopes

Aos Bloggers

O Congresso do PSD que se vai realizar nos próximos dias 23, 24 e 25 de Março em Lisboa, vai aceitar pedidos para credenciação da denominada social media onde se incluem os Bloggers.

http://congressopsd.com/pt/informacoes_uteis

relacoespublicas@psd.pt

 

Professores e sindicatos, blogues e movimentos: representatividade

O movimento sindical docente tem características muito interessantes que poderiam merecer uma atenção mais detalhada dos investigadores destas coisas. Os Professores (incluindo aqui os educadores) são cerca de 150 mil, só na função pública, havendo mais uns milhares na parte privada do sistema.

No Educar, Paulo Guinote interroga-se sobre esta temática, fazendo-o a dois tempos. Vamos ao debate, procurando equacionar a primeira parte da discussão:

“Afinal quem representam ou pretendem representar os sindicatos de professores?” [Ler mais ...]

Concursos de Professores e o acordo em tons laranja

Foi assinado um acordo entre o MEC e alguns sindicatos.

Vamos começar por colocar as cartas todas na mesa. Há lugares comuns que atiram a CGTP e a FENPROF, de Mário Nogueira, para a esfera comunista. Todos o dizem e alguns o escrevem.

Até se diz que a FENPROF nunca assina qualquer tipo de acordo e que nunca tem propostas.

Na mesma linha de argumentação, parece-nos que faz todo o sentido colocar algumas organizações no lado partidário (sim, partidário!) a que pertencem. A que partido pertencem os dirigentes sindicais que assinaram com o MEC? Porque ninguém o diz, nem ninguém o escreve? É pecado ser comunista, mas não é pecado ser militante do PSD?

Tal como escrevemos no Aventar, há muito se sabiam duas coisas: a FENPROF não assinaria e a FNE assinaria sempre. Os outros não contam porque não representam, de facto, ninguém.

Para a FNE, as diferenças entre a proposta inicial do MEC e aquilo que foi assinado, justificam o sinal de vitória.

Para a FENPROF, as contas são feitas de outro modo – entre a legislação que existe e a que aí vem, que vantagens há para os professores?

Quem souber responder…

Subir para cima, descer para baixo, demitir o demitido

Quem é que leva uma arca congeladora para o Alasca?

Quem é que leva areia para a praia?

Mea culpa caro leitor. Percebo agora que não se pode demitir o que já foi demitido há muito.

Santos Pereira deixou o governo

O Aventar abre aqui uma experiência singular e nunca antes concretizada na televisão pelo Rui Santos. Sim, isto é completamente inédito.

Um contador de tempo para saber os segundos em falta para o Ministro Álvaro Santos Pereira deixar o governo!

O tempo é à escolha do freguês e completamente grátis!

Digam lá se isto não é um cluster ao nível do pastel de nata?