Referendos é que não!

Franceses querem britânicos fora da UE? Uma sondagem parisiense diz que sim.

Austeridade até 2018 no Reino Unido

Segundo George Osborne, Ministro das Finanças.

Mais estudantes de ciências no Reino Unido

Parece que nem tudo é fumo e espelhos no ex-império (em inglês)…

Assange

Reino Unido ameaça tomar de assalto a embaixada do Equador para prender Assange [na BBC]. Edição, siga esta história no twitter: aqui e aqui.

Sorry, old republican chaps!

Royal Wedding Posting

Pode ser um exagero, pode ser uma lamechice, pode ser excessivo em tempos de crise. Mas a euforia não se esconde, só os mais tristes não gostam de uma história de amor e dinheiro gera dinheiro. Lamento muito pelos republicanos que nos dias que correm espumam mais raiva do que o habitual mas, caros amigos, a cerimónia vais ser transmitida a biliões de pessoas, milhões vão estar presentes e, provavelmente a maior parte do mundo (que é feminina) queria estar no lugar da Kate. É certo que segundo as últimas sondagens 10 por cento dos britânicos queria ter uma república, mas acho melhor não passarem pelo vexame republicano da Austrália que viu negado os seus “democráticos” intentos pelo referendo de 2005. E certo é também que nestes dias aumentam os clamores moralistas sobre os gastos daquela gente que vive o conto de fadas. Porém, no país de Oscar Wilde, toda a publicidade, mesmo a má, é boa. Sugiro aos que nunca sonharam que no próximo dia 29 desliguem a televisão, a rádio e que nos dias a seguir não leiam jornais. Vai ser doloroso.

A flexibilização das leis do trabalho – a farsa

A flexibilização das leis do trabalho é repetida receita do FMI e da Comissão Europeia para vencer o problema da competitividade e do desemprego em Portugal. O nosso governo, servil e obediente, nem hesita. Hoje, o Conselho de Ministros legislará de acordo com a receita.

Se em anterior, e de certo modo recente, revisão do Código de Trabalho, já tínhamos entrado na farsa, agora cantamos, tonitruantes, a presença. O socialista Sócrates, no seio da família europeia, exultará amanhã estar a governar um País reverente e até humilde na partilha da soberania – o social-democrata Coelho, a quem este trabalho sujo servirá de proveito, mantém-se naturalmente calado e sereno.

Há evidências de que a citada flexibilização é, de facto, uma farsa. Veja-se, por exemplo, o que diz hoje The Guardian, ao denunciar o agravamento do desemprego para 2,5 M de pessoas no Reino Unido. Um país de leis laborais flexíveis; assim como os EUA, citado no último parágrafo do jornal inglês, que não logram baixar dos 10% de desemprego. Que medidas terá o FMI para estes casos?

A libertação de Assange e uma comparação com Vale e Azevedo

Vale e Azevedo, acusado de crimes de milhões em Portugal e com mais acusações em Inglaterra, anda há anos a fugir de uma extradição para o nosso país. Complacente, o sistema judicial de Sua Majestade esforça-se por não incomodar muito o cavalheiro que, de recurso em recurso, vai gozando os muitos milhões que roubou.
Com Julian Assange, a Justiça britânica foi bem mais eficaz. Prisão preventiva numa cela de isolamento, libertação passados uns dias sob caução milionária, obrigação de utilização de pulseira electrónica e audiência decisiva já no início de Janeiro. Tudo porque duas activistas políticas ao serviço dos Estados Unidos não conseguiram aguentar com o garanhão australiano.
Julian Assange assusta os terroristas deste mundo. É bom, mesmo sabendo que ele tem os dias contados. Vão matá-lo a sangue frio mais cedo ou mais tarde.

Os orçamentos da regressão económica e social

Desde ontem a imprensa vem repetindo a notícia do encontro do Governo e do PSD, amanhã à tarde, com vista à negociação do acordo para viabilizar, no parlamento, o OGE para 2011. A delegação governamental é chefiada pelo Ministro do Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos; a comitiva do PSD é dirigida por Eduardo Catroga, um auto-classificado de independente, que exerceu cargo idêntico ao do seu interlocutor principal nos tempos de Cavaco Silva, de quem é considerado politicamente muito próximo.

Qual será, afinal, o desfecho mais ou menos imediato do referido encontro? Em nosso entender, a aprovação, pura e simples, do OGE. E o acordo terá probabilidade de ser atingido já amanhã. Poderá acontecer que as procurações que habilitam os dois principais negociadores exijam, no derradeiro momento, o veredicto supremo dos líderes; mas, a ser assim, não é obstáculo de maior e facilmente será ultrapassado, em breves conversas por telemóvel.

Com cedências mútuas em matéria de receitas e despesas, creio que PS e PSD superarão tentações de tácticas dos interesses político-partidárias. Estão compelidos a obedecer às pressões internacionais, sobretudo da UE e do BCE, que podemos resumir em notícias do Financial Times reproduzidas pelo “i”, as quais focam ainda a probabilidade de Portugal, este ano, atingir um défice superior aos 7,3% do PIB previstos pelo governo.

Tudo isto traduz que Portugal, como outros países, há muito perderam o poder de decisão soberana em matéria de ‘contas públicas’ e de outras áreas. Nas políticas macroeconómicas em voga, é ponto assente que na Europa de hoje, e em particular nas economias mais frágeis da ‘zona euro’, há inteira submissão aos propósitos de Berlim e Paris, aos quais o próprio Trichet levanta reservas e que são denunciados, de forma objectiva e eloquente, por Ana Paula Fitas.    [Ler mais ...]

O Brasil ultrapassa Espanha no ‘ranking’ da economia mundial

Os países emergentes prosseguem no trajecto do sucesso. A semana iniciou-se com a notícia da China ter destronado o Japão do 2.º lugar na economia mundial, em termos do valor do PIB. Hoje, o feito coube ao Brasil, com um PIB de 1,8 biliões de dólares entre o final do 1.º trimestre de 2009 e idêntico período de 2010. Com este resultado, desalojou da 8.ª posição a economia espanhola, que se quedou pelos 1,5 biliões de dólares, segundo a publicação Expansion; informação secundada, em Portugal, pelo Jornal de Negócios.

Ressalve-se, entretanto, que, tanto no caso da China como no do Brasil, a evolução necessita de ser confirmada no fecho de 2010, embora a maioria dos analistas assegurem que a situação não se alterará; pelo contrário, poderá mesmo reforçar-se.

China e Brasil: as diferenças

Conquanto desfrutem ambos da classificação de ‘países ou economias emergentes’, existem diferenças consideráveis nos modelos de desenvolvimento das duas nações. A China, governada por uma elite comunista-capitalista, e pátria de conveniência das multinacionais, é um país, com 1.347.000.000 de habitantes. Muitos deles submetidos a regimes de trabalho desumanos, como realçámos em Foxcoon: a morte de mais um trabalhador.

No Brasil, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, ex-operário metalúrgico e lançado para o mundo do trabalho aos 13 anos, o crescimento económico tem características distintas. Ainda há muita pobreza e caminho por desbravar. Lula está consciente disso. Porém, no final do 2.º e último mandato, o presidente brasileiro deixa ao povo brasileiro um legado social e económico, diferente daquele que herdou e do prevalecente na China. O Brasil só tem 193.000.000 de habitantes e admito que seja mais fácil a acção governativa.

Vencidas algumas turbulências do 1.º mandato, o presidente Lula e seus governantes souberam extrair e distribuir o rendimento dos benefícios dos inúmeros recursos naturais do Brasil, seguir políticas monetárias favoráveis à competitividade externa – 13% das exportações brasileiras destinam-se à China – e ao desenvolvimento do mercado interno e da classe média, através de incentivos ao emprego e ao consumo privado. Com estas políticas, em que a intervenção do Estado na economia é efectiva e benéfica, o Brasil espera atingir crescimentos do PIB da ordem dos 7% em 2010 e 11% em 2011.

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O "escândalo"

O governo britânico pediu hoje desculpa ao Vaticano pela redacção de um documento oficial, interno, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em que se sugere que a visita de Bento XVI ao Reino Unido, em Setembro próximo, seria ideal se incluísse a inauguração de uma clínica de interrupção da gravidez, se abençoasse um casamento homossexual, se fizesse o lançamento de uma marca de preservativos e de uma linha telefónica de ajuda para menores vítimas de abusos de sacerdotes pedófilos.

O arcaico e retrógrado Vaticano ficou profundamente escandalizado e foi aos arames.

Eu pergunto: será maior este “escândalo” ou o escândalo de violar uma criança? Duas crianças? Milhares de crianças?

Desculpe, disse???

Portugal é o 21º melhor país do mundo para viver, à frente do Reino Unido, Mónaco, Suécia ou Japão“, leio no Expresso.

A qualquer um dos habitantes destes quatro países: aceitam troca?

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