Guerra santa no Porto

Um padre católico a gerir um Centro Interpretativo da Memória Judaica?

É “malévolo e maquiavélico”.

Eu quero o meu PAI!

Sabemos todos que nada acontece por acaso e quase sempre, o que parece, não é!

Mas o que interessa isso perante a vontade expressa deste puto em continuar ao lado do Santo Padre?

Gosto da boa onda que Papa Francisco trouxe ao mundo!

Os amigos do dióxido de carbono

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Trinta e uma toneladas de velas queimadas no Santuário de Fátima.

O mundo ao contrário

Hoje vi, com estes olhinhos que a terra e os bichos vão deglutir, um andor a ser carregado (numa procissão do Norte de Portugal) por um jovem com uma camisola com a cara do Che Guevara!

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O Ernesto deve ter dado umas valentes voltas no caixão. Ou não.

Terrorismo religioso

El Salvador nega aborto a mulher doente cujo bebé morrerá após o parto. Mudem para El Assassino, sff.

F de Fátima

Os outros nunca o foram; Salazar nem cantou nem jogou, mas rezou:

Peregrinos despedem-se com mais ânimo e fé para vencer a crise

Se o Papa diz

Pinto da Costa: “Jesus merece a Liga Europa.”

Ecce Homo!

uma-silhueta-do-papa-2_21095169Não tenho a visão iconoclasta de alguns dos meus pares. Não sou um “quebrador de imagens” (do grego eikon – imagem – e klastein – quebrar) e não me oponho a nenhum culto ou veneração de quaisquer símbolos; entendo, até, que cada povo, convertido ou não, cada religião e cada fé têm tanta razão de existir como eu, na dimensão que adquiri ao longo da vida, feita de altos e baixos na minha relação com o divino. Sou tolerante. Até com jesuítas, preferencialmente se forem de Santo Tirso e servidos na pastelaria Moura. Até com benfiquistas, se não forem tão intolerantes como eu, que, nessa área, tenho dose suficiente de pecado. [Read more...]

A vergonha vai à escola e uma vergonha de escola

peregrinaçãoDeve fazer parte do processo de regresso ao passado em curso: uma procissão religiosa interrompendo actividades lectivas, dentro de uma escola, neste caso em Mafra. Num estado constitucionalmente laico isto é completamente ilegal, e absurdo. As estátuas não ensinam, as crenças de cada um não se passeiam pelos templos do saber.  Mas pelos vistos aqui governa a ignorância.

Os sapatos

sapatos papa

Paira sobre o mundo, já há alguns anos, uma dúvida dilacerante: qual a origem e a natureza dos sapatos vermelhos do Papa?

A questão é séria; só pode sê-lo, já que ocupa, desde há dois dias, o melhor dos telejornais da TVI e suas subsidiárias. Em longo trabalho jornalístico a questão é, finalmente e para descanso dos habitantes do planeta, analisada como merece.

Claro que os conhecedores de podoteologia já haviam reflectido profundamente sobre a coisa. Desde logo, tinham afastado qualquer contaminação do tema pela referência aos sapatos vermelhos de Dorothy , do Feiticeiro de Oz. Entre outras razões, pelo facto de estes, sendo cobertos de rubis, serem de um luxo que, como se sabe, é completamente estranho ao Vaticano. [Read more...]

Recenseamento

É ateu, agnóstico ou livre-pensador? Contabilize-se.

Aparições

Lourdes (França), 1959
Lourdes (França), 1959

O Banco Alimentar haja fome

Isabel Jonet voltou a abrir a boca, e não tendo entrado mosca também não disse nada que não tivesse dito anteriormente, a velha k7 do vivemos acima das nossas possibilidades em versão bife. Mas aproveitemos para pensar no Banco Alimentar e em toda a cadeia das IPSS, cada vez mais sustentada pelo benemérito Mota Soares com os nossos impostos.

Explica Paulo Pedroso:

Em 2011 as campanhas de recolha em supermercados contribuíram apenas com 10% do valor dos produtos recolhidos pelo Banco Alimentar de Lisboa. A indústria agro-alimentar, reciclando os seus excedentes, doou 43%. A reciclagem de excedentes da UE contribuiu com 22%. O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (de novo, os excedentes) doou  11%. As retiradas de fruta pelo IFAP (ainda os excedentes)  renderam 6%. Ou seja, ao todo, o escoamento de excedentes correspondeu a 82% do valor dos produtos distribuídos. [Read more...]

Policarpo e a democracia

José Policarpo, ainda e sempre inebriado pelas essências da cerejeira que terá inalado em criança, explica como sonha a democracia.

Para Policarpo, a democracia deve ser uma senhora doce e recatada, debruçada sobre o seu bordado, enquanto ouve a hora do terço na Renascença, reservando uma atenção mansa para a voz olorosa de santidade que anuncia os sinais de que os sacrifícios serão positivos, até porque, felizes serão os mansos, porque deles será o reino dos céus, que os mansos, de tanta mansidão, vivem bovinamente satisfeitos com o pouco que a terra lhes dá, pois, ao serem dados à terra, verão a miséria terrestre ser transmutada em amanhãs cantantes, expressão tão estranhamente ecuménica. [Read more...]

O blasfemo e o herege

Vamos lá ver se eu percebo isto…

No próximo dia 30, pelos vistos, alguns ou muitos irão reclamar o direito à blasfémia.

Um deles é, seguramente, Salman Rushdie, “homem sem fé, blasfemo aos olhos do Islão, reclama para si o «direito à blasfémia»”. Volta a entrar em cena com o lançamento do seu novo livro, autobiográfico, Joseph Anton.

O blasfemo diz blasfémias. A blasfémia, por seu turno, é “toda a palavra ou atitude injuriosa contra Deus, a Santíssima Trindade ou os Santos; atribuição de defeitos a Deus ou negação de qualquer dos Seus atributos”.

Algumas blasfémias para o Islão: representar o profeta, associar o profeta ao demónio, tornando-o seu emissário, “como acontece em Os Versículos Satânicos“, entre outras.

Ora o herege é “o cristão baptizado que, de modo pertinaz, nega ou põe em dúvida algumas das verdades da fé católica”.

Ora o meu dicionário de Sinónimos diz que blasfemo e herege são sinónimos… Estou a ficar confusa.

Na minha humilde opinião, o herege - teimoso, obstinado, tenaz - parece-me (parece-me) mais confiável. Digo isto pensando em Nicolau Copérnico, por exemplo. [Read more...]

Dia Internacional da Blasfémia – 30 de Setembro

(por Amadeu)

«A religião de uma época é o entretenimento literário da época seguinte.»

Ralph Waldo Emerson

No dia 30 de Setembro todos somos encorajados a exprimir abertamente o criticismo ou mesmo o desdém para com qualquer religião. Assinala-se assim o dia em que foram publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em 2005, as caricaturas sobre Maomé de que resultaram uma enorme polémica, distúrbios e tumultos em que morreram 137 pessoas.  Pode-se pensar que cá na Europa há tolerância para estas coisas, mas analise-se em maior detalhe o que se passa. Existem ainda leis anti blasfémia na Áustria, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Holanda e Islândia.  Existem também leis contra os “insultos religiosos” 21 países Europeus.
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Cecília, a restauradora por amor

Cecília, 80 anos, sentava-se dia após dia num dos bancos da capela de Borja (Saragoça). Depois de muito olhar e pensar no seu Cristo «deformado» e mal tratado pelo tempo mas, sobretudo, pelos homens, decidiu fazer, ela própria, o restauro devido. «Já que ninguém toma a iniciativa…», terá pensado. Mas repare-se que Cecília não quis a coroa de espinhos no seu Cristo.

Graças a esta mulher, que com certeza ignorava até agora o nome desse Elias, não o profeta, mas o pintor do Cristo que revitalizou, os turistas vão querer conhecer a obra de Elías García Martínez (1858-1934). Segundo li, “esta semana, porém, esse Cristo tornou-se a pintura mais famosa do mundo…”.

O jornalista do DN, Ferreira Fernandes, escreveu que a «velhinha salvou o pintor». Mas eu acho que Cecília salvou o seu Senhor, embora, claro, tenha destruído a obra. Mas há males que vêm por bem: deu visibilidade ao autor do fresco!

Não a culpem por restaurar por amor e não pela arte!! Ela quer lá saber disso!!

Retrocessos da civilização

Há 56 anos, a mulher tunisina alcançava o “mais avançado estatuto entre todas as mulheres dos países árabes: a igualdade de género“.

Hoje, o actual governo pretende a «islamização» do país e os tunisinos não estão pelos ajustes. Já houve manifestações na rua.

Os tunisinos exigem a alteração de um artigo da futura Constituição em que a mulher surge não como igual mas como «complementar ao homem». Escreveu-se já que esta posição do governo é uma “nova ditadura baseada na religião”.

Ao mesmo tempo que está em debate a alteração à Constituição, a atleta tunisina Habiba Ghribi dedicou a sua medalha olímpica (a primeira mulher na história do país a conseguir uma) às tunisinas e a uma «nova Tunísia». É preciso dizer que a Tunísia ganhou apenas 3 medalhas nestes Jogos Olímpicos sendo que, então, uma delas é de Habiba! Nada mal!

Muitas vezes as mudanças não se fazem para melhor, como é o caso.

Volta-se para trás, retrocede-se, perde-se, de um dia para o outro, aquilo que alguém (ou muitos e ao fim de muito tempo) conquistou.
Já vi isto em qualquer sítio

Santiago em Couto de Cambeses

Em Couto de Cambeses, Barcelos.

Acordo Ortográfico: um vídeo penoso de Fernando Cristóvão

Neste vídeo, Fernando Cristóvão, eminente estudioso da língua e da literatura portuguesas, faz uma defesa penosa do chamado acordo ortográfico (AO90).

Um dos primeiros argumentos usados consiste no facto de ser uma lei. Para além de haver muitas dúvidas acerca da legalidade do AO90, as leis podem ser revogadas, a não ser que estejamos diante de algum fenómeno religioso e o dito acordo tenha descido do Monte Sinai pelas mãos de algum iluminado. [Read more...]

Deus: dentro ou fora?

 

Já aqui disse que havia comprado o Diário de Etty Hillesum, a judia que morreu em Auschwitz em Novembro de 1943.

Apetece-me partilhar o que ela escreveu a 26 de Agosto de 1941. Pode servir para discussão!

Dentro de mim há um poço muito fundo. E lá dentro está Deus. Às vezes consigo lá chegar. Mas acontece mais frequentemente haver pedras e cascalho no poço, e aí Deus está soterrado. Então é preciso desenterrá-lo.

Imagino que há pessoas que rezam com os olhos apontados ao céu. Esses procuram Deus fora de si. Há igualmente pessoas que curvam profundamente a cabeça e a escondem nas mãos, penso que essas procuram Deus dentro de si.

As Sete Maravilhas da Grécia Antiga


Um documentário falado em português que aborda alguns aspectos da religião e da arte na Grécia Antiga, sendo que há espaço para factos e monumentos de que não se fala habitualmente durante as aulas. Ideal para terminar o estudo da Grécia Antiga.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Ateísmo

(Adão Cruz)

Correm por aí vários posts e muitos comentários sobre ateísmo e religiões, nos quais não tenho intervindo, por razões que se depreendem do pequeno texto que se segue.

No entanto, gostaria de deixar aqui a minha posição e a minha visão muito geral sobre o tema.

Sou ateu, racionalmente ateu há quase meio século. Até essa altura, foi dura a luta que travei para me libertar das peias e das grilhetas com que a igreja católica aprisionou a minha infância e a minha juventude, quase destruindo o meu cérebro, a minha mente, o meu pensamento e o que de mais precioso a vida me deu, a minha razão. O dia em que me virei para dentro de mim mesmo e senti, honestamente, um magnífico cheiro a lavado, foi o dia mais feliz da minha vida. [Read more...]

Um templo para ateus

A Fundação Saramago inaugurou ontem. A presidenta Pilar (assim li no Público) marcou bem ou mal o dia? É que Saramago era um declarado e acérrimo ateu, mas a Fundação com o seu nome abre as portas, precisamente e logo, no Dia de Santo António! Pilar esqueceu-se deste grande pormenor. Saramago não ia gostar…Claro que a simbologia não é importante… Foi uma coincidência.  O que aconteceu foi que a Fundação abriu no dia de aniversário de Fernando Pessoa, issi sim.  Nem se notou nada que fosse dia do santo padroeiro de Lisboa, feriado municipal…

E por falar em ateus e santos…  

Está de passagem pela capital portuguesa, justamente, o filósofo suiço Alain Botton (1969), criado numa família «profundamente ateia» e autor do livro Religião para Ateus (D. Quixote).

Não é que ele anda a falar num templo para ateus?

Mas afinal… Um templo não é casa de Deus / deuses, lugar sagrado, estrutura arquitetónica destinada ao serviço religioso? Será que o ateísmo pretende comparar-se a uma religião, igualar-se a uma? Há aqui uma apropriação de termos e sentidos religiosos que não associamos, de todo, ao ateísmo. O próprio título do seu livro mistura naturezas opostas. Mas não há dúvida-. Ele conseguiu um golpe de marketing: crentes e ateus são atraídos pelo título. 

Pelo pouco que ainda sei sobre o assunto, Botton considera que o ateísmo pode aprender com a religião (“há coisas na religião que o mundo secular devia incorporar“). Talvez seja essa a justificação para a escolha daquele tema.

Talvez eu venha a espreitar o livro. Como crente.

Ser ateu é que é bom

O mundo seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus.

O DN apresenta hoje esta frase de José Saramago na primeira página da edição em papel, onde também se dá a notícia da abertura, amanhã, da Fundação Saramago (Lisboa).

Não me parece muito inteligente e reveladora de tolerância religiosa esta afirmação do Nobel da Literatura, que mais parece um convite ao ateísmo como o melhor caminho a seguir. Revela, na minha humilde opinião, egocentrismo: «eu é que estou certo». Está a pedir que sejamos todos iguais, que escolhamos todos do mesmo («se todos fôssemos»). E isso não é possível.

Assim como também não é de bom tom tentar convencer os ateus a converter-se a uma qualquer religião.

A fé em Deus ou a sua ausência é algo muito pessoal. Não se escolhe ser isto ou aquilo, acreditar ou não, sentir ou não a transcendência. Aceitar Deus na nossa vida é uma descoberta que acontece ou não a cada um, num dado momento, mais cedo ou mais tarde. Ou nem sequer acontece. OK! Não dá para ser crente ou ateu à força, penso eu.

Mas podemos aprender uns com os outros, mantendo-nos o que somos com autenticidade e verdade.

Fátima. O ano em que os portugueses foram pedir emprego a Nossa Senhora*

Não dura sempre. Um dia deixam de pedir de joelhos, e exigem-no de pé. Fiem-se na virgem e não corram e vão ver o trambolhão que levam. Tenham medo, muito medo, Portugal não é a Grécia, é mais Maria da Fonte e sobretudo Revolta do Manuelinho. É de uma vez, sem sindicatos ou partidos e vai tudo raso.

*Título roubado a uma excelente reportagem de Rosa Ramos.
Sobre as alterações populares que no final da 3ª dinastia fizeram do cobardolas João de Bragança o “corajoso” João IV, há muito estudadas por António Oliveira e outros, falta material de divulgação na net. Se mais ninguém o fizer um dia destes trato disso.

Tirem dali as criancinhas

Não é que seja novidade, miúdos que prometem ir a Fátima se passarem de ano é estupidamente mais vulgar do que se pode imaginar, mas esta imagem passa os limites; não é uma longa e extenuante caminhada a pé, é uma violência física exercida sobre um corpo em crescimento. A fotografia provêm do Público online, e pergunta-se onde pára a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e o próprio Ministério Público.

Que 100 anos atrás, ali mesmo, em Fátima, uma criança chamada Lúcia Santos tenha sido sequestrada para o resto da vida, compreende-se à luz da mentalidade da época. Que isto hoje suceda, não.

Fátimas e Holocaustos II

        (adão cruz)

 Nestes lamentáveis dias de encenação da tragicomédia de Fátima, torna-se imperiosa a leitura do capítulo 20 do impressionante livro de Avro Manhattan, o Holocausto do Vaticano, onde se expõe de maneira admirável, ainda que a tradução seja má, a fabricação do maior embuste do século XX. Não deixem de ler, se têm respeito pela transparência do vosso pensamento e se acreditam que vale a pena a gente saber as linhas com que se cose… ou melhor, as linhas com que nos cosem.

Pessoalmente, eu não tenho direito a desrespeitar quem quer que seja que acredite no que quiser, e não o faço. A minha vida prova-o. Pelo contrário, tenho todo o direito de combater as crenças, sejam elas quais forem, como homem de pensamento livre e cidadão de razão e consciência, quando tais crenças se apresentam, através de irrefutáveis provas, como falsas e geradoras de profundo obscurantismo, nefasto ao desenvolvimento saudável do homem.

Num mundo extremamente desenvolvido do ponto de vista científico, num mundo de inimagináveis infinidades, num mundo cujas minúsculas descobertas científicas recentes, nos dizem que há, numa galáxia que não é a nossa, de entre triliões de galáxias, biliões de planetas aparentemente com condições semelhantes às da Terra, arranjem e acreditem no Deus que quiserem, mas, “por amor de Deus”, não caiam no ridículo de acreditarem num deus do Universo que tem, como ministros e seus representantes, Ratzinger e o Bispo de Leiria.

 

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Fátima? Só se Pode Dizer Bem

Nunca entenderei como é que havendo tanta coisa sobre que despejar justificado rancor e justificada bílis haja quem os derrame desportivamente logo sobre a Igreja Católica e sobre o caso-fenómeno Fátima em particular. Sobre Fátima cristalizou-se um chorrilho preconceituoso, repleto de lugares-comuns e generalizações abusivas, as quais, ciclicamente, alguém vem disfarçar de ‘reflexão sociológica’ sobre o fenómeno. Quanto à Igreja é habitual lançar-se a rejeição e o anátema generalizados, estigmatizando-A com o vício manipulador, com o delito pedófilo escandaloso, com o arcaísmo e a inutilidade. Tarefa estúpida e caquéctica dedicar-se alguém a afirmar a Igreja, negando-A e insultando-A: mesmo para tão extremosa dedicação negativa tem de haver uma fortíssima paixão e um irreprimível desejo recalcado, pois o que nos não importa de todo também não é pensado nem mencionado. Onde estiver o odioso ao teu coração, aí estará o teu inferno e a tua escravidão. «Onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro.»

Sobre Fátima, eu só posso dizer bem. Fátima não promove o tráfico de droga. Fátima não procede à lavagem de dinheiro. Fátima não promove a corrupção social e política. Fátima não incentiva a prostituição. Fátima não ensina a roubar ouro. Fátima não avilta o ser humano. Fátima não faz mal a uma mosca. A mim fez-me todo o bem que um ser humano pode desejar nesta vida e nesta terra: Paz espiritual. Sublimidade. Harmonia interior e harmonia com o exterior, humildade, serenidade, contemplação.

Ninguém discute os que pagam muitos euros, tantas vezes subtraídos à comida e ao bem-estar, para um Festival de Verão, por que se imiscuem no sacrifício e na sensibilidade íntima dos que caminham dias para alcançar o Santuário?! O Santuário é uma pedagogia da nossa mortalidade peregrinante à procura de um Pátria à qual se acede pelo mais íntimo do nosso ser. O Santuário é a escolha da melhor parte. O Santuário é um êxodouma saída das rotinas para escutar uma Palavra Sólida e Vital.

Fui sempre extremamente feliz no Santuário de Fátima no plano espiritual, sem negar o carnaval religioso de que tudo é passível. Como consumidor de sublime, de belo, de intenso, de humano, de exemplar, tenho por Fátima um respeito e uma gratidão irrefragáveis.

Saúde: Jesus recorre ao privado

Devido a problemas de saúde eventualmente causados pelo excesso de trabalho, e apesar da omnipotência do progenitor, Jesus viu-se obrigado a fazer uma TAC. Face à sua condição de Filho de Deus, seria natural que tivesse recorrido aos serviços de saúde disponibilizados pelo Grupo Espírito Santo, mas acabou por optar pela Católica, o que lhe valeu acusações de favorecimento por parte de sectores ligados à Igreja Protestante. António José Seguro lamentou que Jesus não se tenha dirigido a um hospital público.