Os truques do costume

Hollande parece que já encontrou o buraco inesperado nas contas francesas que desculpará as promessas que não vai cumprir. Diz a direita que segue Sócrates. Como se Passos Coelho não existisse.

O que mais irá acontecer

Câmara Corporativa hibernou com as primeiras chuvas do ano. A Fernanda Câncio vai ao 25 de Abril dos que o fizeram. A partir daqui tudo é possível, até mesmo que Sócrates faça um doutoramento num dia da semana.

Richard Swartz: o crescimento não se compra assim

artigo_presseurope

Fonte: Presseurop

Observação

O título deste ‘post’ e o ‘cartoon’ foram retirados do ‘site’ da Presseurope, com o objectivo de utilizar um lúcido e perspicaz artigo de Richard Swartz, no jornal sueco ‘Dagens Nyheter’, fundado em 1864.

A propósito do artigo

Reproduzo o texto do último parágrafo:

     A questão está em saber de que irá viver uma série de países europeus no futuro, no contexto atual de globalização. Ninguém parece ter uma resposta. Tudo o que se sabe é que vai ser preciso mudar radicalmente de estilo de vida. E que a China, muito mais do que a Alemanha, se encarregará disso.

Com efeito, a enorme dúvida é, de facto, esta, perante a evidente incapacidade dos líderes europeus actuais.

O conteúdo do artigo é consistente e preciso, ao destacar o desmantelamento de economias europeias. Sobretudo no Leste, e no Sul em que nos integramos.

Há uma visão e uma torrente de opiniões limitada aos tempos de Sócrates, no decantar dos disparates do ex-PM, que sempre combati e denunciei. Ainda agora o pastoso monetarista Gaspar, numa reunião do FMI e Banco Mundial em Washington, demonstrou não querer manifestar ou não saber que, a somar a Sócrates, existiram continuados desmandos contra a Economia Portuguesa, desde as políticas de Cavaco Silva, replicadas por Guterres e governos seguintes.

A despesa externa pública e também a privada, que é sempre omitida, foram amontoadas ao longo do tempo por capitulação e interesses em beneficiar construtores civis, grandes operadores de obras públicas e, finalmente, a banca que integrou, desde sempre, todos os consórcios criados, desde o Centro Cultural de Belém à Expo 98, das auto-estradas aos aterros sanitários, dos mercados abastecedores aos estádios do Euro 2004, de hospitais a outras estruturas criadas em regime de PPP… enfim, de tudo o que foi obra, desde um esgoto às abundantes rotundas.

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Hoje dá na net: Sócrates

Produção televisiva realizada em 1971 por Roberto Rossellini.

Ficha IMDB - Legendado em português.

Respirar de alívio

 O Tribunal Constitucional (TC) chumbou nesta quarta-feira o diploma que cria o crime de enriquecimento ilícito e que tinha sido aprovado na Assembleia da República com o voto de todos os partidos, à excepção do PS.

in Público

Tanta coisa para escrever…

As notícias de hoje são às resmas. É o projectinho PL-118 da sr.a Canavilhas a ficar de baixo de água (quase essa mesma onde ela quer meter o Tua), o TGV e o governo a perder a alta velocidade e o BPN nacionalizado por Sócrates de novo a dar que falar. Tanta coisa para escrever e tão pouco para dizer. Acho que vou fazer greve.

Onde é que ele andou no tempo de Sócrates?

Demita-se, senhor primeiro-ministro!

De Cavaco a Sócrates, venha o diabo e…

A História do País, sobretudo o Portugal de há 500 anos, não merecia políticos da estirpe de Cavaco e Sócrates; e ainda de todo um exército de funestas figuras que o têm dirigido nas últimas três décadas e meia – a estrondosa maioria, incluindo os que integram o actual governo, está distante de corresponder aos padrões de excelência – excelência, palavra recorrente deles próprios – da História e dos desafios da actualidade.

Parte significativa do povo do País, a determinante na escolha dos políticos que nos têm (des)governado e continuam a (des)governar, merece exactamente os Cavacos, os Guterres, os Sócrates, os Coelhos que têm tido e outros do mesmo grupo genético que, no futuro, a sua escolha elegerá.

Da comunicação social às diferentes vozes que por aí se ouvem, muita gente atingiu o clímax com o prefácio de Cavaco. Problemas de ‘ejaculatio praecox’. Contentam-se e entusiasmam-se com este jogos frívolos até uma dormente exaustão.

De massa cinzenta escassa e fatigada pela ejaculação incontrolada, a dita parcela de gente esquece-se do que está ser confiscado a centenas de milhares de portugueses, incluindo eles próprios, pelo actual governo – excepto se forem trabalhadores da TAP, da CGD e de outros paraísos que o Gaspar – quadro do Banco de Portugal – deixa impunes a cortes salariais.

Em suma, nesta etapa do percurso, pode dizer-se que de Cavaco a Sócrates, venha o diabo e escolha! Sem esquecer os que estão entre ou depois deles.

Duas coisas óbvias sobre o último choradinho de Cavaco

É inacreditável que Cavaco tenha publicado memórias sobre o seu último mandato, estando em funções que são a continuidade desse mandato, mais uma vez se comprovando que é a sua agenda pessoal que o move. Vejo este livro como uma forma deste político “não profissional”, como ele próprio se definiu ao definir os outros de “profissionais da política”, como uma  reacção ao recente comentário desbocado sobre os seus vencimentos, numa tentativa de se elevar rebaixando o morto. Agenda pessoal, portanto. Naturalmente que quem anda à chuva, molha-se, especialmente devido à opção pela intriga palaciana em vez de comentar o que se fez à economia.

O segundo aspecto óbvio desde o primeiro momento, salvo para aqueles que preferiram engolir a propaganda socrática, é que Sócrates quis fugir dos seus seis anos de governação, que não resolveram os problemas do país e que ainda os agravaram. Recorde-se, por exemplo, a injecção de dinheiro em algumas empresas no período pré-eleitoral (Parque Escolar, só para citar uma), deixando-nos ainda mais fragilizados perante os detentores de dívida pública (os famosos mercados). E lembremos-nos da nacionalização do BPN (que transformou um problema privado num problema de todos) e do caso BPP. Se os anteriores governos abriram a cova, os de Sócrates mataram o moribundo e o actual governo está a fazer o enterro.

Cavaco volta a sair mal na foto e ainda tem quatro anos de mandato pela frente. Aguentar-se-á? Claro que sim. O Presidente da República não pode ser demitido e este não tem estaleca para se demitir.

O PS e a lei do enriquecimento ilícito

A lei pode ter os seus defeitos mas sempre estranhei a obstinada oposição  que o PS lhe move, relembre-se, o partido de Cravinho que mandou as suas propostas anti-corrupção às malvas. Uma lei aprovada por PSD e CDS não pode ir longe, fui pensando, e será sempre inócua.

Começa-se a fazer luz sobre o assunto. Lê-se no CM (artigo pago):

Como chefe do Governo, José Sócrates ganhou mais de 600 mil euros, mas nunca declarou ao TC poupanças nem contas bancárias à ordem com saldo superior a 24 250 euros, como obriga a Lei 4/83, relativa ao controlo da riqueza dos políticos.

A viver em Paris desde Setembro, sem qualquer actividade remunerada conhecida, Sócrates, que também não pediu a subvenção vitalícia a que tem direito, estará a viver de poupanças. Agora, poderá ter de fornecer ao Ministério Público, no âmbito dessa fiscalização, as contas à ordem com saldo superior a 24 250 euros, equivalente a 50 salários mínimos. [Ler mais ...]

Novas oportunidades têm que continuar – todos o o dizem!

Maria de Lurdes Rodrigues tem um mérito – foi uma Ministra da Educação Eucalipto. Secou tudo à sua volta. Em torno do seu mau feitio e da sua péssima gestão da comunicação conseguiu queimar programas que eram (são!) bons e necessários ao país.

Dois foram absolutamente simbólicos: as novas oportunidades e o magalhães.

Um e outro foram usados (tornaram-se?) como símbolos da governação de Sócrates e acabaram por sofrer com isso. Projectos singulares, com um enorme potencial que acabaram por ser ridicularizados na Praça Pública.

No entanto e mesmo correndo o risco de mexer com o senso comum do leitor, vou defender as Novas Oportunidades como um projecto fantástico e apresentar, para início de discussão, estas questões:

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A familiaridade do insulto em Portugal

Apercebo-me por uma crónica do Ricardo Araújo Pereira (a que cheguei via Joana Lopes) ter Sócrates chamado mansa à mãe de Vítor Gaspar (numa altura em que provavelmente nem sonhava com a sua existência) e agora Santana ter tido o flope de chamar Salazar à senhora de um ministro das finanças do Esteves*, partindo do princípio que o tio de Fernando Rosas era casado.

O problema de Portugal é ser Lisboa, e Lisboa ser muito pequenina. O resto é paisagem.


* Esteves, alcunha de Salazar; por razões de segurança nunca se noticiava onde o homem ia meter as botas, mas apenas “o sr. presidente do conselho esteve ontem em“… sem ofensa, falta pouco para Cavaco Silva recuperar este hábito lusitano.

Então o Senhor Ministro Deve ser Realmente Muito Competente

OS CAVAQUISTAS QUEREM O MINISTRO GASPAR FORA DO GOVERNO

Gaspar não os poupa, Gaspar não dá descanso, Gaspar corta a direito, Gaspar não aceita certas formas de previlégio, Gaspar não gosta de alguns direitos adquiridos, Gaspar tomou o pulso ao País e abanou a tibieza geral que nos arrasta para o fosso lamacento em que vivemos há já demasiados anos, Gaspar retira a alguns previligiados a possibilidade de se encherem no bandulho orçamental, Gaspar é um chato peçonhento e com os “ditos” no sítio, Gaspar tem pulso e quer um Portugal que trabalhe muito e demonstre que o faz bem, antes de exigir regalias e direitos.

Agora querem que o senhor se vá embora, porque estará a dar cabo do modelo social e económico que se construiu após  a revolta dos capitães, e acerca do qual os governos do senhor Cavaco Silva tiveram um papel fundamental.
Olhando para o que durante esse período fizeram os ministros das Finanças de Portugal os primeiros ministros de então até há bem pouco tempo, os partidos da “esfera” do poder e os sindicatos e centrais sindicais do nosso País, se hoje os senhores cavaquistas querem que o senhor Gaspar se vá embora é porque ele deve ser realmente muito competente.

Obrigado, Sócrates…

…por ter transformado um problema privado num problema público, tudo feito em tempo recorde e sem se pensar nas consequências. Há governantes que, decidamente, deviam pagar pelos erros cometidos. Errar é humano e todos erramos mas isto não foi erro. Foi agir sem reflexão – com que intuito? – no país campeão de estudos e mais estudos milionários para tudo e mais alguma coisa. Não se podia ter gasto um milhão num estudo para decidir se se nacionalizava o BPN? Ainda teríamos ficado a ganhar – e muito.

Curioso é ver socialistas, como Ana Gomes, bramar contra o orçamento de estado dizendo que é inconstitucional por causa da questão dos subsídios de Natal e de férias, quando uma boa parte deste imposto injusto e discriminatório servirá, precisamente, para cobrir erros crassos de governação como o foi a nacionalização do BPN.

Nada de grave, parece. Apesar dessa conduta governativa, ainda ganharam a segunda eleição. Choram? Aguentem-se!

Portugueses homenageiam políticos portugueses

túnel passos coelhoLargo Eng José Sócrates

Depois da portuense homenagem ao ex-primeiro-ministro português, o Aventar soube que os portugueses estão a seguir o exemplo e a homenagear os políticos portugueses, que tanto têm feito pela nação de forma tão desinteressada. Desde o caixa bancário, que largou as mangas de alpaca para ser ministro, ao edil, que se arrisca ser preso por causa do bem que fez pelo seu concelho, consta que o reconhecimento nacional prestado pelos eleitores é uma forma de dizer obrigado aos políticos por tomarem conta de nós.  Em declarações ao Aventar, isso mesmo confirmou um cidadão residente em Portugal há 10 anos e com um domínio quase perfeito da nossa língua.   «Estamos obrigados», acrescentou ele quando interrogado sobre este súbito agradecimento. Infelizmente, não foi possível esclarecer se não quereria dizer «agradecidos».

Um desses exemplos encontra-se nas duas placas em Massamá, a recordarem que nem mesmo grave esquizofrenia agravada por séria incoerência verbal impedirá o nosso PM de cumprir o seu destino. Outro exemplo pode ser visto na Praça de S. Bento, em Lisboa:

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E espelhos lá em casa, não há?

Vivemos provavelmente o período mais perigoso da nossa história democrática. E temos para fazer frente à maior crise financeira, económica e política do pós-guerra, a menor concentração de talento, de competência, de experiência e de capaciade política de que há memória na governação do País. Sejamos realistas: acreditemos em milagres.

in Câmara Corporativa, órgão oficioso das viúvas e órfãos do governo anterior liderado pelo talentoso, competente e experiente Sócrates

Não entrando no campeonato das comparações, até porque não embarco na treta de a crise ser uma exclusiva responsabilidade do anterior governo,  a sensação que este discurso repetido e repetitivo nos dá aproxima-se muito da revelação de que no fundo e no profundo tem esta gente uma enorme inveja de não serem eles a aplicar as mesmíssimas medidas de austeritarismo às ordens da querida Merkel. Tiraram o chicote das mãos aos meninos e agora choram.

Pela desclassificação do Douro como Património Mundial da Humanidade

Valee e Linha do Tua, foto de Jorge Câmara


O Douro Património Mundial deve ser desclassificado imediatamente pela UNESCO. Dresden já o foi, por causa da construção de uma ponte sobre o rio Elba, e Omã também, por causa da invasão do Santuário do Oryx por uma exploração petrolífera.
É exactamente o caso do Douro e da Barragem do Foz-Tua, que destrói todo o Vale do Tua e a sua linha férrea. São danos irreversíveis, como muito bem diz a UNESCO, por isso a continuidade da construção da Barragem tem de implicar obrigatoriamente a retirada da classificação.
Nada que preocupe demasiado quem manda em Portugal. O que interessa para os neo-liberais que nos governam é ganhar dinheiro e os números é que contam. Mesmo que os contribuintes sejam obrigados a despender milhões por uma infra-estrutura totalmente desnecessária, o que interessa é que a EDP leve adiante os seus negócios.
Desclassifiquem o Douro imediatamente. E de seguida prendam, entre outros, os criminosos Mexia, Sócrates e Passos Coelho.

A nova ponte sobre o Tejo

nova ponte sobre o tejo

Sócrates, Seguro, Passos Coelho & Cia. SA

Se se tratasse de empresa cotada na Bolsa de Lisboa e integrasse o PSI 20, e se fosse apostador dessa e de outras bolsas, garanto que nem uma acção, ou fracção desta, compraria. Os gestores de topo, identificados no nome da empresa, constituiem uma espécie de enxame de vespas capaz de afugentar o mais corajoso.

A despeito da falta de confiança, tais accionistas existem como políticos, andaram ou andam por aí com outros que tais, tramaram e continuam a tramar a vida a centenas de milhar de cidadãos.

Segundo o ‘Público’, Sócrates pediu ao PS que vote contra o OGE 2012. Por outro lado, o jornal adianta que Seguro, um penitente da insegurança, está a congeminar a hipótese de se abster, a troco da eliminação do aumento do IVA da restauração e, mais timidamente, tentando evitar corte tão drástico nos subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos no activo e aposentados, bem como como dos pensionistas do regime geral da Segurança Social (sector privado).

O semanário ‘Expresso’, por sua vez, dá conta de que Sócrates desmente o anunciado pelo ‘Público’, através de Teresa Pina, ex-jornalista da SIC e ex-assessora de imprensa do ex-primeiro ministro (ex, ex, ex…).

Toda esta trapalhada nutritiva para os ‘media’, do diz que disse mas final não disse, é também fenómeno comum dos políticos da era actual. Os ‘ex-jotinhas’ Sócrates, Seguro e Passos Coelho são exemplares paradigmáticos da mentira, da sobreposição de oportunismos sobre o interesse geral, da irresponsabilidade político-social, da incompetência e de muitas outras incapacidades que os portugueses estão e vão pagar duramente – Cavaco e Guterres, cujas características genético-políticas têm origem diferente, foram os fundadores do pantanoso terreiro, onde os jovens sucessores se alimentam insaciavelmente.

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Ricardo, já agora, recordo estas coisinhas…

…que te podem ajudar para a realização de um filme a explicar como chegámos aqui e o motivo que levou o actual Primeiro-ministro a fazer algo que, como certamente concordas, nenhum político deseja. Ninguém, meu caro, gosta de tomar medidas deste género e ninguém costuma ter tomates para as decidir e por isso, também por isso, estamos como estamos. Contudo, foram coisas como estas, que a seguir te relembro, ajudadas pelas outras que já te recordei antes.

Foi com negociações que terminaram como ESTA e outras do género no tocante a arrendamento de Tribunais…

Foi com coisas como ESTA…

E foi assim, como aqui se pode ver:

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/48SoRUz9irdhhPsS9Ph6/mov/1

Já para não falar NESTA e muitas outras que tais…

Foi assim e agora? Agora, agora até perdi o pio.

Votei PSD. Já me arrependi?

Fui dos que votou neste governo. E sim, sabia que estas e outras medidas aí viriam. A questão é se outro governo faria diferente. Veja-se o anterior executivo, por exemplo. Ao fazer o cortes que começaram em 5% nos vencimentos da FP e das empresas participadas pelo Estado (para valores salariais ilíquidos superiores a 1500 euros), o que é que isso significou? 5% x 14 meses = 70% de um ordenado. Podemos dizer que estas pessoas já tiveram um corte de 70% num dos subsídio de férias ou de Natal.

Não gosto e, acredito, que ninguém goste destas medidas. Eu nem sequer trabalho na FP mas uma coisa é certa sem estas e outras medidas não haveria salários para  que recebem do Estado. Há outras soluções? Eu diria que  houve outras soluções. Por exemplo, podia não se ter nacionalizado o BPN. Podia não se ter despejado dinheiro a rodos em pseudo-formação nas empresas. Podia ter-se recorrido a esta ajuda externa um ano antes, assim evitando o definhar que os juros altos nos trouxeram. Podia não se ter lançado dinheiro para empresas em pré-falência. O que que se ganhou com a anterior política? Dois bancos falidos e um gigantesco buraco nas contas públicas (um pela nacionalização, outro que é uma bomba armada pelo aval de 450 milhões); pessoas que acabaram na mesma no desemprego depois de passada a pseudo-formação (mas deu para adiar os maus números do desemprego); juros insuportáveis que iremos pagar nos próximos anos; empresas que faliram na mesma (veja-se a Qimonda, só para citar uma).

Os portugueses tiveram em 2009 uma hipótese de mudar o rumo do país. Em vez disse deram uma carta branca para Sócrates dar o passo em frente quando estávamos à beira do precipício. E isso teve um custo, sendo este corte apenas a primeira das facturas a pagar. Já me arrependi ter votado PSD? Na verdade, arrependo-me de ter precisado votar PSD, o que é algo diferente. Foi o que expliquei na altura oportuna.

editado

O caso do vídeo “Sócrates parece gay” e se parece grave ou não é

Neste vídeo, em plena campanha eleitoral, Passos Coelho perante um miúdo que afirma “Sócrates parece mais gay“, responde, “não parece, é.

Deixando de lado considerandos sobre porque só foi publicado a 7 de junho, e como foi obtido a partir do original, não vejo qual é o drama, a tragédia, o horror.  Um líder partidário não deve dizer coisas destas em público a despeito de meio mundo o dizer todos os dias? Claro que não. Foi mais um tiro no pé, este com a sorte de não ter circulado em plena campanha. Agora a gravidade da afirmação, ao pé do episódio da enxada, é mínima. Insultar José Sócrates foi um passatempo corrente ao longo destes anos, mais que merecido por razões que nada têm que ver com a sua vida privada. No país em que eu vivo grave mesmo é insultar uma anónima desempregada. No país em que a Maria João vive acredito que as coisas não sejam bem assim, mas isso já é problema dela. O meu é que se insulte o meu povo. O dela é que se insulte o seu líder.

E de qualquer forma esta foi a melhor notícia que podia receber hoje: Pedro Passos Coelho, na qualidade de primeiro-ministro desbocado, promete.

Sim, sim, mas…

Que os jornalistas de deixem de mexerequice, também concordo. Mas de onde veio a notícia sobre ir para Paris estudar filosofia? Do éter? Dar conselhos sem dar o exemplo, Frei Tomás?

10 de Junho: a medalha de Sócrates

Há quem chame ao 10 de Junho o dia das medalhas. Sócrates também foi medalhado hoje em Castelo Branco, não pelo Presidente da República, mas por populares.

Se, a troco de alguma sanidade, um bom banho de realidade e de confrontação com os sentimentos dos portugueses faz bem a Sócrates, pergunta-se onde estava esta gente quando o ex-primeiro ministro era ainda um “animal feroz” e andava pelo país a distribuir auto-estradas, ventoinhas e barragens? Ou será que só lhe batem depois de vencido?

Só boas notícias

EXPRESSO: José Sócrates vai viver para Paris e estudar Filosofia    SOL: Dilma oferece emprego a Sócrates

Seja em versão filosofia técnica, seja com salário pago por terceiros, ao que parece temos emigrante de mala de cartão. Os que ficam que paguem a crise.

Alô Comissão Nacional de Eleições

O secretário-geral de um partido, no momento em que agradece aos seus camaradas o empenho na campanha eleitoral, destacar os presidentes da Câmara eleitos pelo partido, não dá direito à participaçãozinha ao Ministério Público?

Custou, mas foi

Salvador Allende e José Sócrates, dois antigos socialistas?

josé sócratessalvador allende

É-me quase impossível não comparar estes meus dois governantes: um, nascido ao começo do Século XX, em 1908, em Valparaíso, Chile, filho de família burguesa e profissional. O segundo, de família também burguesa, menos acomodada que a do primeiro.

O primeiro referido, era Salvador Allende. Enquanto corria para as eleições presidenciais do Chile de 1952, a sua primeira tentativa, que perdera para o candidato Carlos Ibáñez del Campo, por uma estreita margem de votos – Ibáñez obteve 44% Allende 38%, conco anos mais tarde de esta primeira corrida a Presidência da Sua Excelência, nascia José Sócrates no Porto, Portugal a 6 de Setembro de 1957 e foi

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A troika que se vai embora

Lamentavelmente, vão tarde e a más horas.

Sócrates, hipócrita até ao fim

Este homem que tem medo da populaça, rodeado de seguranças como nenhum candidato antes dele, ainda não entendeu que hoje só pode estender a mão para o levantarem do chão.

É, agora, apenas um vencido em fase de negação. Vai passar ainda muito tempo até que, finalmente, perceba que não o querem e que o detestam.

Apesar disso, os netos vão ter que o aturar aos domingos à tarde contando pela milionésima vez aquela velha história sabida de memória: Pois é, queridos netinhos, ainda está para nascer um primeiro-ministro melhor do que eu…

Pobres crianças. Tal como o avô, a viverem num mundo de faz de conta…