Rui Nero Rio

O mal não é só nosso, mas grande parte da História da arte portuguesa narra gloriosos feitos de destruição do património artístico. Os Painéis de Nuno Gonçalves estavam a servir de andaime numas obras em S. Vicente de Fora mas lá foram salvos do macio calçado dos trolhas, é um exemplo, pintura perdida é incontável  - basta imaginar tudo o que um artista régio como Nuno Gonçalves terá executado e por vastos andaimes se perdeu. Altares barrocos eliminados de igrejas românicas ou góticas nas primeiras décadas do século passado contam-se às dezenas. O fresco na arte portuguesa é escasso, levou camadas de cal por cima. E tivemos igrejas e colégios inteiros, por exemplo em Coimbra por conta e obra de uma universidade à medida da ditadura e seu Cottinelli Telmo, reduzidos a entulho. Ou castelos devastados porque já não serviam para a guerra (passatempo que muito arquitecto ainda hoje pratica, esquecido de que está a mexer numa obra de um colega, ide a Óbidos e vereis, embora o estrago pior ainda tenha sido evitado por um autarca culto).

O terramoto de 1755 ao pé destes e tantos outros exemplos não é nada, até porque só afectou seriamente meio território.

Faltava-nos um demolidor intensivo. Um Nero incendiário. Já temos. Chama-se Rui Rio. Usa o orçamento camarário e acaba de ganhar uma nota de rodapé nos futuros manuais de História da Arte do séc. XXI. Espero que a adjectivação não falte a quem vier, a seu tempo, tratar do assunto, e que merecidamente se revolva no túmulo.

Rui rio e Hazul

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Ao menos podiam ter pintado de azul

censura mural
A tradição já não é o que era. A censura agora usa cinzento, a cor dos que nos governam.

P183 (Pavel Puhov), 1983-2013, RIP

thumbMorreu um dos maiores, a alma russa afirmando-se através da arte contemporânea que não se prostitui em salões. E que se explicava: expressar a tua opinião é uma forma de defesa civil.  A obra fica, através da fotografia: veja mais trabalhos de P183

A crise europeia

crise europeia

Escif, na R. de Fontenay, 79000, Niort, França.

A lenda de Fred Ille e Gwen Vilaine

Rennes MTO
MBO, Rennes, 2013

Relvas Street Art

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Mural Relvas nas Amoreiras, Lisboa, by Nomen; fotografia de Nuno Pinto.

Mondrian para pobres

mondiran favelaLocalização desconhecida, publicado por roda de cura.

Eles que habitam nas paredes (10)

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Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (9)

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Rua da Boavista, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (8)

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Rua da Boavista, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (7)

visconde-da-luzR. Visconde da Luz, Coimbra – Fotografia João J Cardoso

Eles que habitam nas paredes (6)

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Beco de S. Maria, Coimbra – Fotografia João José Cardoso

Eles que habitam nas paredes (5)

r cabido 2Rua do Cabido, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (4)

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Rua do Cabido, Coimbra. Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (3)

eles que habitamCoimbra – Fotografia: Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (2)

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Rua Direita,Coimbra – Fotografia João José Cardoso

C215 “Down the Road”

Christian Guemy, mais conhecido como C215, um dos artistas mais importantes da cena mundial de arte urbana/street art, lançou um vídeo que o próprio descreve desta forma concisa:

C215 painting in the streets of Lagos (PT) and Tudela (SP) + music by C2C (2012)

Eu limito-me a acrescentar que C215 realizou estes trabalhos na segunda edição da residência artística ARTUR organizada pelo LAC – Laboratório de Actividades Criativas, que ocorreu entre 24 de setembro e 6 de outubro de 2012 em Lagos.

Eles que habitam nas paredes (1)

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Coimbra – Fotografia: Paulo Abrantes

A lei do mais forte


A tinta ainda está fresca…

Assembleia da República cercada

Dezenas de soldadinhos de chumbo estão a ser colados no chão e em pequenos rádios ouvem-se crianças a falar de sonhos, em frente à Assembleia da República. Obra do Colectivo Negativo, a Arte também na Rua.

Imagem e notícia roubadas no Facebook

Os Jogos Olímpicos visitam Banksy (2)

Os Jogos Olímpicos visitam Banksy (1)

Martin Ron: O Mágico

Mural na estação de Tropezón, em Buenos Aires. Ver mais imagens.

Isaac Cordal

Bruxelas

Banksy foi ao Pingo Doce?

 

Shop till you drop

Dizem que é o mais recente trabalho de Banksy.

Activismo Feminino

Há, pelo menos, duas razões para gostar desta fotografia: a da esquerda e a da direita.

Exposições ROOTS e ARTUR, ainda alguns dias para as visitar

As exposições ARTUR – na Casa da Esquina, em Coimbra, até 16 de Março – e ROOTS – na Influx Contemporary Art, em Lisboa, até 17 de Março- ambas resultantes de residências artísticas promovidas pelo LAC - Laboratório de Actividades Criativas na cidade de Lagos, entram agora na recta final de abertura ao público. Faltam poucos dias, [Ler mais ...]

P183, o pintor que saiu do frio

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Chamam-lhe o Bankski por comparação com o artista de Bristol e ataca nas ruas de Moscovo. Consta que tem 28 anos e se chama Pavel, o que sabemos é que assina P183, e nos aparece como mais um génio das artes plásticas contemporâneas, feitas no único espaço onde a arte ainda faz sentido: a rua.

Deixo-vos também dois vídeos: [Ler mais ...]

ARTUR: Exposição de Arte Urbana em Coimbra

artur
Inaugura amanhã, 3 de Fevereiro, a exposição de arte urbana ARTUR, pelas 21.30h, na Casa da Esquina em Coimbra.

Entre Maio e Junho de 2011 decorreu na cidade de Lagos uma residência artística de street art e arte urbana que reuniu nomes destacados da cena nacional e internacional nas instalações de uma antiga cadeia, a sede do Laboratório de Actividades Criativas – LAC.

Dessa residência resultaram trabalhos em muros de rua (entre eles uma das melhores cinco paredes em Portugal de 2011 segundo o jornal Público) e uma exposição que, após ter estado patente em Lagos, se apresenta agora em Coimbra, adaptada ao espaço da Casa da Esquina.

Trata-se de uma oportunidade única para ver obras de Alexandros Vasmoulakis (Grécia), Antonio Bokel (Brasil), ±MAISMENOS±, Paulo Arraiano, Fidel Évora e Jorge Pereira (Portugal).   ±MAISMENOS± e Jorge Pereira, presentes na inauguração, apresentam algumas obras inéditas nesta mostra.

De 3 de Fevereiro a 16 de Março de 2012, de 3ª a 6ª entre as 15 e as 18h. Entrada grátis, oferta de catálogo durante a inauguração.

Instalação Tipográfica- 4000 Moedas em Barcelos