O estranho caso de Élsio Menau

Forca

No país onde o Presidente da República hasteou alegremente a bandeira de pernas para o ar, um artista de street art algarvio, Élsio Menau, vai responder em tribunal por um trabalho de fim de curso que, apesar de ter recebido a classificação de 17 valores, foi considerado pelas autoridades como crime de ultraje à bandeira.

A imagem que podem ver em cima é talvez a que melhor ilustra este caso: procurando representar um país com a corda no pescoço, algo que corresponde, mais do que nunca, à realidade da esmagadora maioria da população portuguesa, Menau deu esta forma à sua ideia. Será que alguém realmente acredita que o objectivo seria o enxovalho deste símbolo da nação? Só por má fé ou pura estupidez.

A composição foi inicialmente instalada num terreno baldio, às portas de Faro, tendo sido removida 2 dias depois pelas autoridades. Estávamos em Junho de 2012. Apesar do sucedido, a obra esteve em exposição na Galeria de Arte do Convento de Santo António, em Loulé, entre Setembro e Outubro do mesmo ano. Curiosamente (ou não), Menau foi chamado a apresentar-se nas instalações da Polícia Judiciária da Quarteira apenas depois do insólito episódio do 5 de Outubro em que o senhor Aníbal hasteou  a bandeira ao contrário. [Read more...]

Banksy, o mestre, mete o dedo no nariz dos galeristas

Banksy não é só um mestre, é também um senhor. Quem viu Exit Through the Gift Shop, um tratado sobre o estado actual da arte e seu comércio em forma de vídeo-documentário, percebe isso. Sendo que a arte sempre foi mercadoria é cada vez mais uma mercadoria que flutua em mercados vigarizados, que vogam ao sabor de uma crítica profissionalmente indigente e dos empreendedores do marketing rápido. Uma mercadoria que é sinal do tempo da vigarice financeira que atravessamos.

Na sua presente estadia em Nova Iorque deu agora um golpe de mestre: durante horas obras suas estiveram à venda, na rua, em Central Park. A 60 dólares quando o valor comercial de cada uma anda pelos 160 000 euros. Parece que ninguém comprou, não era uma galeria, quem ira acreditar na autenticidade das peças?

Gosto muito do P3 e do Público online (onde é por exemplo possível neste momento assistir ao primeiro webdocumentário português). Mas o facto de o Público remeter para o P3 aquele que é o grande acontecimento da arte mundial de 2013, precisamente a residência de Banksy em Nova Iorque, sem uma linha na secção de Cultura do seu online, diz tudo sobre a decadência de um jornal que já foi culto. Acordaram. Haja esperança.

Banksy – Pinta a Parede!

Primeira e multipremiada incursão de Banksy na realização de cinema, este documentário centra-se na figura de Thierry Guetta, um  francês radicado em Los Angeles, às voltas com o projecto de filmar uma história da street art e de alguns dos seus autores, entre eles o próprio Banksy.

Ficha IMDB. Legendado em português.

Gaspar incentiva o investimento

guarda chuva vermelho
Fotografia de mrsdarwin, Parapluie Rouge

Rui Nero Rio

O mal não é só nosso, mas grande parte da História da arte portuguesa narra gloriosos feitos de destruição do património artístico. Os Painéis de Nuno Gonçalves estavam a servir de andaime numas obras em S. Vicente de Fora mas lá foram salvos do macio calçado dos trolhas, é um exemplo, pintura perdida é incontável  – basta imaginar tudo o que um artista régio como Nuno Gonçalves terá executado e por vastos andaimes se perdeu. Altares barrocos eliminados de igrejas românicas ou góticas nas primeiras décadas do século passado contam-se às dezenas. O fresco na arte portuguesa é escasso, levou camadas de cal por cima. E tivemos igrejas e colégios inteiros, por exemplo em Coimbra por conta e obra de uma universidade à medida da ditadura e seu Cottinelli Telmo, reduzidos a entulho. Ou castelos devastados porque já não serviam para a guerra (passatempo que muito arquitecto ainda hoje pratica, esquecido de que está a mexer numa obra de um colega, ide a Óbidos e vereis, embora o estrago pior ainda tenha sido evitado por um autarca culto).

O terramoto de 1755 ao pé destes e tantos outros exemplos não é nada, até porque só afectou seriamente meio território.

Faltava-nos um demolidor intensivo. Um Nero incendiário. Já temos. Chama-se Rui Rio. Usa o orçamento camarário e acaba de ganhar uma nota de rodapé nos futuros manuais de História da Arte do séc. XXI. Espero que a adjectivação não falte a quem vier, a seu tempo, tratar do assunto, e que merecidamente se revolva no túmulo.

Rui rio e Hazul

Ao menos podiam ter pintado de azul

censura mural
A tradição já não é o que era. A censura agora usa cinzento, a cor dos que nos governam.

P183 (Pavel Puhov), 1983-2013, RIP

thumbMorreu um dos maiores, a alma russa afirmando-se através da arte contemporânea que não se prostitui em salões. E que se explicava: expressar a tua opinião é uma forma de defesa civil.  A obra fica, através da fotografia: veja mais trabalhos de P183

A crise europeia

crise europeia

Escif, na R. de Fontenay, 79000, Niort, França.

A lenda de Fred Ille e Gwen Vilaine

Rennes MTO
MBO, Rennes, 2013

Relvas Street Art

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Mural Relvas nas Amoreiras, Lisboa, by Nomen; fotografia de Nuno Pinto.

Mondrian para pobres

mondiran favelaLocalização desconhecida, publicado por roda de cura.

Eles que habitam nas paredes (10)

matematicas

Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (9)

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Rua da Boavista, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (8)

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Rua da Boavista, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (7)

visconde-da-luzR. Visconde da Luz, Coimbra – Fotografia João J Cardoso

Eles que habitam nas paredes (6)

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Beco de S. Maria, Coimbra – Fotografia João José Cardoso

Eles que habitam nas paredes (5)

r cabido 2Rua do Cabido, Coimbra – Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (4)

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Rua do Cabido, Coimbra. Fotografia Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (3)

eles que habitamCoimbra – Fotografia: Paulo Abrantes

Eles que habitam nas paredes (2)

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Rua Direita,Coimbra – Fotografia João José Cardoso

C215 “Down the Road”

Christian Guemy, mais conhecido como C215, um dos artistas mais importantes da cena mundial de arte urbana/street art, lançou um vídeo que o próprio descreve desta forma concisa:

C215 painting in the streets of Lagos (PT) and Tudela (SP) + music by C2C (2012)

Eu limito-me a acrescentar que C215 realizou estes trabalhos na segunda edição da residência artística ARTUR organizada pelo LAC – Laboratório de Actividades Criativas, que ocorreu entre 24 de setembro e 6 de outubro de 2012 em Lagos.

Eles que habitam nas paredes (1)

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Coimbra – Fotografia: Paulo Abrantes

A lei do mais forte


A tinta ainda está fresca…

Assembleia da República cercada

Dezenas de soldadinhos de chumbo estão a ser colados no chão e em pequenos rádios ouvem-se crianças a falar de sonhos, em frente à Assembleia da República. Obra do Colectivo Negativo, a Arte também na Rua.

Imagem e notícia roubadas no Facebook

Os Jogos Olímpicos visitam Banksy (2)

Os Jogos Olímpicos visitam Banksy (1)

Martin Ron: O Mágico

Mural na estação de Tropezón, em Buenos Aires. Ver mais imagens.

Isaac Cordal

Bruxelas

Banksy foi ao Pingo Doce?

 

Shop till you drop

Dizem que é o mais recente trabalho de Banksy.

Activismo Feminino

Há, pelo menos, duas razões para gostar desta fotografia: a da esquerda e a da direita.