Big Sister:

armed and dangerous

Papel e IPAD

Uma limpeza!

É de borla

E grátis, imaginem só! Programas da adobe absolutamente free (xiu, que o Gaspar pode ouvir!).

Movi.Kanti.Revo

A Google e o Cirquedusolei deram as mãos para uma criação única. Imperdível!

Para Começar Bem 2012 – De Braga para o Mundo…

TEDx_BRAGA com Miguel Gonçalves, sempre a bombar, e com sotaque à Braga.

Mete qualquer jotinha no bolso…

Hoje dá na net: Programado para avariar…

…ou OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA. Baterias que deixam de trabalhar ao fim de dezoito meses, lâmpadas que fundem ao fim de mil horas, impressoras que param de repente, veja como a indústria programa os objectos de forma a terem curta duração ou a avariarem propositadamente, com o fim de o fazerem comprar um novo. Perceba porque é mais barato deitar fora do que mandar consertar. Compare o discurso “verde” e “ecológico” das empresas com a sua prática, veja como algumas tecnologias regridem e pioram os desempenhos, e constate o óbvio: é feito estudadamente e com precisão para avariar.

E agora, algo completamente diferente: o “ganço”

Desde há uns anos que me apercebo da decadência do serviço de tradução com que somos brindados em filmes, séries documentários, etc.

A tradução é uma actividade interpretativa e não meramente mecânica.

O que se assiste, cada vez mais, é a legendas resultantes de uma tradução meramente literal, sem preocupação interpretativa ou análise semântica sequer. E, pior, os erros de escrita, estão cada vez mais presentes. Ainda a semana passada, li numa legenda de um filme, a palavra “ganço”.

Parece-me que o que se passa nas traduções, é apenas um sinal do declínio com que se trata a palavra escrita. Sinal que se estende a anúncios e até mesmo à imprensa. E os vícios do dialecto das mensagens de telemóvel em que petizes e adolescentes são mestres, não vão ajudar muito a melhorar as coisas no futuro, não.

Um dia, a tecnologia banirá a esferográfica e o corrector ortográfico brilhará para todos nós.

O Porto em Conversa – Novembro 2010

Mais um mês e mais 2 mãos cheias de podcasts.

Dos diferentes podcasts que ficaram online neste mês podem ouvir 2 entrevistas realizadas por mim, uma a Vasco Ferreira da Ambisig uma empresa de desenvolvimento de software sedeada em Óbidos e com uma grande aposta na internacionalização e outra Christian Busch da Sandbox Network um projecto que tem como objectivo ligar jovens com menos de 30 anos apaixonados pelo que fazem.
Também na área da tecnologia está disponivel também a apresentação do projecto unimos.net que tem como objectivo disponibilizar uma infraestrutura para criar e gerir redes de comunicação wi-fi com base rádio.
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Oaris

Oaris é o nome iconográfico da nova automotora apta a 350 km/h desenvolvida pela empresa espanhola CAF; o animal dispõe de bogies bi-bitola (para circular nas linhas de bitola ibérica e nas de bitola “europeia”) e capacidade para trabalhar sob duas voltagens de catenária (a de 3 kV “espanhola” e a 25 kV “portuguesa” e “europeia”). Este protótipo foi apresentado recentemente no Forum Ferroviário de Valência. Com as mesmas peculiares características não existe outro comboio igual no mundo.

Houve um tempo em que a tecnologia ferroviária mundial era guiada pelos ingleses, depois pelos franceses, pelos japoneses, pelos alemães…

Laboratório de Criação Digital

É inevitável, o rótulo de geeks dificilmente lhes vai sair…

No próximo sábado realiza-se mais uma mostra de projectos do LCD (Laboratório de Criação Digital).
Estes projectos têm como ideia comum o objectivo de explorar o conjunto de possibilidades criativas da tecnologia.

Não é muito fácil, pelo menos para mim, explicar de forma simples esses projectos por isso o melhor é passarem por lá neste sábado, 15 de maio, a partir das 21, de qualquer forma vejo-os como um mix de tecnologia e arte, espirito DIY e vontade de explorar ideias.

Olhando para o blog vemos experiências com impressoras 3d, sensores, muita eletrónica, alguns fios e reaproveitamentos de impressoras antigas… não perceberam nada do que disse? mais uma vez, o melhor é aparecer no lcd.

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As contrapartidas dos submarinos

Nós compramos dois submarinos e vocês compram-nos azeite, laranjas, sapatos. Constroiem cá uma fábrica de apoio à manutenção dos submarinos, ou juntam-se aos nossos estaleiros. Isto são hipóteses mensuráveis, há ou não fábrica? Há ou não exportações? Mas como a imaginação de quem compra e vende submarinos é prodigiosa, as contrapartidas passaram a ser coisas “leves como a espuma”. Transferência de tecnologia. O que é isso? Nos tempos em que os homens andavam em cima de dois pés, era trazer para cá uma fábrica e/ou produtos que exigiam uma tecnologia que não dominavamos. A fileira dos automóveis é um bom exemplo!

Agora a transferência de tecnologia é coisa nenhuma, se calhar uns livros teóricos, uns engenheiros que vão lá fora às fábricas e estão lá um mês em estágio. Chegados cá, fazem um relatório que ninguem lê e a transferência de tecnologia está cumprida. Nem fábrica, nem associação de empresas, nem novos produtos…

Ontem, em conversa com amigos disseram-me que há empresários que assinaram declarações a dizerem que fizeram muitas transferências de tecnologia, as contrapartidas vão de vento favorável, o Henrique Neto, que é empresário há 50 anos e exportou toda a vida, conhece os meandros, é que não está pelos ajustes e  diz que é tudo mentira, um escândalo! Não há contrapartidas nenhumas!

Do Porto para o Mundo

Porque razão há-de uma empresa portuguesa limitar-se às nossas fronteiras no momento da definição do seu público-alvo. Principalmente quando o seu produto é algo que pode estar à velocidade da luz no outro lado do mundo.

Foi isto que quis aprofundar depois de ouvir Fernando Martins na sua intervenção na sessão do Porto do Ignite Portugal a que chamou: Programar para o Mundo e não para Portugal.

Fernando Martins faz parte da muchBeta que é uma empresa de desenvolvimento de “aplicações web, empresariais, baratas, fáceis de utilizar”, e entre outras coisas, neste podcast falamos da importância de conseguir definir o que se quer atingir e quais os recursos necessários para isso.

É quase paradoxal que uma empresa de desenvolvimento web tenha optado por ter uma estrutura jurídica perfeitamente definida nestes tempos da informalidade mas Fernando Martins explica essa opção e detalha como decorreu o processo de criação do business plan da empresa e da pesquisa de financiadores.

Falamos ainda do mix diversificado de ideias que uma equipa com backgrounds diferentes pode desenvolver e a importância que todos esses contributos podem ter no desenvolvimento de um produto, que é mais do que linhas de código.

Para além desta primeira parte, na segunda parte deste podcast exploramos mais as questões tecnológicas e de desenvolvimento do produto… a ouvir, principalmente para os designers e programadores que nos seguem.

O Homem-robot

É uma operação cirúrgica já quase rotineira, esta de colocar uma bateria e um desfribilhador debaixo da pele de um de nós.

Quando o coração já não responde, começa a ficar grande e pouco flexível e precisa de ajuda para continuar a bater, o aparelhinho encarrega-se da tarefa.

Um amigo meu foi submetido a essa operação há dois dias e pediu-me para o ir buscar ao hospital. Estive com ele umas duas horas a assistir aos testes finais médicos e informáticos para ver se tudo estava bem e poder ter alta.

Dois jovens médicos apareceram com um PC portátil, ligaram-no ao braço do meu amigo e começaram com os testes, tudo a ser visionado num ecran igual a este em que escrevo. Não se assuste, sr. Guerra, que agora vamos acelerar, e o ritmo no visor acelerava mesmo…

Os testes continuaram e antes de terminarem passaram à fase das explicações, não faça isto, não faça aquilo, durante as próximas semanas assim, nada de esforços e, por último, os documentos da garantia. Como funciona, o que deve fazer nas mais diversas situações, número de telefones para pedir auxílio em caso de…

Durante a viagem até casa dele, em Santarém, fui sempre a pensar no amigo que levava ali ao lado, afinal o coração já se teria habituado a ter uns fios a mais dentro de si?

O coração do Zé já não acelera com a paixão, nem com as emoções do dia a dia, agora acelera com uma “pilha” que, tipo gerador, arranca quando a luz vai abaixo, pode durar até oito anos conforme o trabalho, se arrancar demasiadas vezes a pilha gasta-se.

Sem nos darmos conta, a tecnologia vai ,não só tomando conta da nossa vida, mas também da nossa saúde, com as pilhas, as cabeças do fémur de metal  que fazem barulho quando as suas proprietárias se mexem.

Dentes artificiais branquíssimos, cabelo para a vida toda, um pénis do tamanho que quisermos ( não garanto), umas mamas ao pescoço de tão firmes…

Ainda ouvi a Ana, a mulher do Zé, dizer-lhe: passas a dormir no outro lado da cama. Vá lá, receei que a pilha tivesse, logo na primeira noite, um enorme desgaste…

Macacos a escrever à máquina

As probabilidades dizem-nos que, dado tempo suficiente (leia-se quase infinito), um chimpanzé a digitar aleatoriamente, seria quase certamente capaz produzir todas as peças de Shakespeare.

Parece uma ideia descabida essa de escrever coisas aleatoriamente para tentar obter um qualquer resultado, mas a verdade é que é mais ou menos isso que muitos de nós (humanos) fazemos quando temos que escrever as letras, habitualmente deformadas, que alguns sites nos obrigam a escrever, para assim nos deixar aceder a algum conteúdo, ou simplesmente para deixar um comentário no blog.

E não é pouco o tempo que o mundo todo gasta nisto, os 200 milhões de CAPTCHAs preenchidos diariamente levam-nos 150 000 horas.
Luis von Ahn, o inventor dessa técnica chamada de CAPTCHA achou que estava a fazer perder demasiado tempo à humanidade e imaginou uma forma de conseguir transformar esse acto banal em algo mais produtivo.

O resultado foi o ReCAPTCHA, uma ideia simples e engenhosa, como costumam ser as boas ideias, que permite recuperar estes segundos que desperdiçamos em vão num contributo para algo mais interessante que é a digitalização de documentos.

Assim, em vez de escrevermos conjuntos de letras aleatórias, passamos a ter que escrever 2 palavras, uma aleatória e outra que é uma palavra real, de um livro real, que foi digitalizado, resolvendo assim os problemas que mesmo os melhores sistemas de reconhecimento de caracteres (OCR) ainda não conseguem ultrapassar.

O resultado concreto deste trabalho é que, entre outras coisas, até ao final de 2010 o arquivo do New York Times (mais ou menos desde 1850) ficará previsivelmente todo convertido em texto.
Mais informação na apresentação que Luis von Ahn deu na ultima sessão de PopTech 2009.

Vamos para uma sociedade mais justa e humana?

“ Sempre quando um acontecimento qualquer

precisa de um equivalente físico, faz efeito através

do corpo quanto-mecânico do homem. É aí onde se

encontra oculto o segredo como se juntam os dois

universos de espírito e matéria, sem cometerem

nenhum erro.” Deepak Chopra

Considero o texto abaixo reproduzido, que me foi enviado por um amigo brasileiro, um psiquiatra de Porto Alegre, o texto mais interessante e notável que li em 2009.

Ainda considero que o exposto – com excepção de algumas particularidades brasileiras – não diz apenas respeito ao Brasil mas a todo o mundo ocidental. E ainda tenho um reparo: quando o autor diz “…que estamos vivendo um momento histórico na sociedade brasileira, que vai gerar uma sociedade justa e humana…”, admito que isto pode ser subjectivamente ser sentido assim. Todavia, o Brasil, tal como todos nós, ainda não se encontra liberto dos efeitos da era cartesiana. Repito: a ascensão económica que o país actualmente está vivendo e que é subjectivamente sentida por muitos, ainda ocorre dentro do caduco paradigma cartesiano. Só quando este for superado, quando o novo paradigma se instalou de vez, então sim uma “sociedade mais justa e humana” vai ter lugar. Não deve faltar muito.

Rolf Dohmer

P.S. Como sempre ocorre com estes textos geniais, também aqui falta no fim a dica concreta como se pode promover e acelerar essa mudança de forma pacífica, convertindo as tensões potencialmente destruidoras em novo crescimento orgánico.

O equívoco da tecnocracia e o desperdício do Brasil.

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Os computadores Portáteis: de ontem e de hoje

O obvious é um dos grandes blogs publicados em Língua Portuguesa – consegue, quase sempre surpreender e se calhar por isso lidera com grande destaque o ranking dos blogs lusos.

Hoje surpreendeu-me com algumas imagens sobre os computadores portáteis – fica o desafio: parece que foi há tanto tempo. Sabe, por exemplo, de onde vem a expressão laptop? Na inveitável Wikipedia pode também saber um pouquinho mais.

Creio que às vezes nem conseguimos perceber como as coisas mudam – em temos sonharam com um computador abaixo dos 100 dólares para todas as crianças do mundo… Hoje temos o Magalhães.

 

Apalpado ou a raios x ?

A segurança está a cercar perigosamente a nossa liberdade. Há quem considere que não podemos perder nenhum dos nossos direitos democráticos em troca de mais segurança, o que sendo muito bonito, é tambem muito lírico. A aparelhagem de escuta e de visionamento já invadiu o espaço público, com o “Grande Irmão” em todas as esquinas a observar-nos, a escutar-nos, a tomar conta de nós.

Vendem-se, ali na Praça de Espanha, aparelhos que desde a rua podem interceptar as conversas que temos em casa ou os telefonemas que fazemos. Tudo para nosso sossego! Hoje, com o telemóvel, a via verde e a curto prazo, com a nova matrícula dos automóveis, podemos estar sempre no visor de um qualquer funcionário obediente e obrigado.

Agora em Manchester, no aeroporto, terminal 2, está a testar-se um scanner que despe o candidato a passageiro. Maminhas, contornos dos digitais e piercigns, a forma do corpo, aparece tudo como Deus ordenou. Tambem detecta armas, explosivos e outras coisas esquesitas, mas tudo a ser observado por um funcionário que não vê a pessoa, e com os registos imediatamente destruídos.

Se preferirem podem sempre ser apalpados, mas asseguram as autoridades aeroportuárias que as imagens não são eróticas nem pornográficas.

Valha-nos isso. Já me estava a ver em cuecas e meias. Prefiro ser apalpado.

Tem mais calor humano!

Apagão no Aventar – coincidências e bruxarias…

Em duas semanas o Aventar “apagou-se” ou foi “apagado” várias horas em dois dias diferentes.

Hoje, cá estivemos mais umas cinco horas sem aceder ao Aventar ! Por coincidência, é sempre dois dias depois de grandes audiências em que arrasamos a concorrência. Mas a única coisa que conseguem é que regressamos ainda com mais vontade de aventar, faz-nos falta ver os postes caírem disciplinados, hora a hora, sem direcção e sem orientação, sem avenças, sem refúgios.

Aqui cada um, é “o Aventar”, só cá estamos pelo gozo que isto nos dá. Em seis meses, desmontamos a importância de uns tantos.

Não conseguem viver com isso?

Manipulação, outra vez

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Fotografia retocada com o fim de modificar a aparência corporal de uma pessoa.” Se tudo correr como previsto, e se a lei proposta for aprovada, é esta a frase que vai aparecer junto das imagens retocadas digitalmente.

Provavelmente, alguém no estrangeiro andou a ler umas coisas aqui no Aventar sobre a manipulação de imagem. Vai daí, querem estabelecer regras sobre o uso de imagens manipuladas. Não me admira nada que sejam deputadas europeias que queiram regulamentar estas imagens! Fico satisfeito por alguém reconhecer que há um efeito pernicioso latente quando alguém pega numa imagem e a altera completamente, mostrando algo que não é real.

Ainda assim, nem todos precisam de recorrer à manipulação digital. Munidos apenas com um pouco de imaginação há quem chegue a resultados igualmente surpreendentes.

sem photoshop

Mais uma sugestão livre de manipulações digitais.

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Pensamento informático

Li na Wired Magazine que uma máquina chamada de Adão fez umas experiências e chegou a uma conclusão. Tudo sozinho. Como as máquinas pensam hoje em dia! Vendo bem, pensam muito melhor que eu, que faço montes de experiências e não chego a conclusão nenhuma. Um pouco à luz do “pensamento” das máquinas eu penso desta maneira:  abrir um documento do Word com um texto, por exemplo: “Este é o Aventar do Isaac a pensar sozinho.“, seleccionar este texto, fazer um cut, fechar o documento sem o gravar e apagar o ficheiro. Depois criar e abrir uma folha de Excel, fazer o paste do documento, gravar e fechar. Eu penso exactamente assim. O meu pensamento é precisamente “aquele bocado de nada” que fica na “memória”, mesmo já não havendo ficheiro nenhum, logo depois do copy e antes do paste. E aqui reside o problema principal. É que tenho um problema grave que acho que partilho com o resto das pessoas : às vezes esqueço-me de fazer paste. Às vezes, esqueço-me até de fazer copy. Às vezes, esqueço-me da célula de Excel onde fiz o paste. Muitas vezes, depois de fazer paste no documento Excel, esqueço-me de o consultar. Uma multiplicidade de falhas que se transformam em singularidade e que me tornam muito provavelmente único. Se a singularidade humana já é grave o suficiente, então a “tal” singularidade tecnológica é que me parece muito, muito preocupante. A máquina pensa sem falhas e é perfeita neste aspecto. É-lhe ordenado que pense perfeitamente e ela cumpre. Os cientistas querem ir mais longe e introduzir uma espécie de inteligência humana no pensamento das máquinas para elas serem mais como nós… e cometerem erros. Isto não me parece nada lógico. Se calhar o futuro não precisa mesmo de nós.

A máquina do tempo: diversas maneiras de ser livro

A viagem de hoje começará por ser de quase dois mil anos na direcção do passado. Depois voltaremos ao presente. Neste ziguezaguear entre épocas, o tema será sempre o mesmo – o livro e algumas das formas sob as quais nos tem acompanhado. Talvez por deformação profissional, o anúncio mais antigo de que tenho conhecimento é precisamente feito a livros e diz assim:
Tu, que desejas levar contigo os meus livros para qualquer parte
e procuras tê-los como companhia de longa jornada,
compra aqueles em que o pergaminho fica apertado em pequenas tábuas.
Deixa as prateleiras para os grandes (livros), em mim segura com uma só mão.
Não deixes, porém, de saber onde estou à venda e não andes errante,
perdido pelo cidade toda; com a minha indicação estarás certo:
a seguir às portas da Paz e ao foro de Minerva.

É aquilo a que se pode chamar um spot publicitário dos finais do primeiro século da nossa era. Escreveu-o Marcial, um poeta latino, nascido na Península Ibérica, em Bilbilis, (c. de 40-104). A sua obra principal são os «Epigramas», poesias curtas e satíricas, tais como esta, muitas vezes citada: «Se a Glória vem depois da morte, não tenho pressa de a alcançar». No anúncio, além da oportuna informação sobre a localização da livraria, de notar a alusão à portabilidade do livro por oposição aos pesados rolos, e à acessibilidade do texto, bem como à maior resistência do pergaminho relativamente ao tradicional papiro. Só para termos uma ideia, quem quisesse possuir uma versão completa da Eneida teria de se haver com doze rolos (arrumados numa caixa pesada e de grandes dimensões). O códice de que Marcial faz a propaganda permitia arrumar todo o texto num volume. Um pouco, à escala da época, vantagens semelhantes às que hoje o kindle nos oferece relativamente ao livro impresso.

Na realidade, tal como actualmente ocorre na ameaça que o livro digital representa para a sobrevivência do livro impresso, as resistências eram muitas. Os bibliófilos da altura riam-se daquelas folhas de pergaminho apertadas entre duas tábuas – pois era lá possível que aquela geringonça ridícula substituísse os rolos, herdados da Grécia, que, durante séculos, foram o suporte da palavra escrita?
Terá sido Secundo, o editor de Marcial, quem lançou em Roma a nova forma de livro. Mas sem sucesso imediato. A reacção e a resistência à mudança foram mais fortes do que a evidência das vantagens. A adaptação progressiva à nova forma de livro iria demorar cerca de quatrocentos anos, vindo a consumar-se no decurso do século V, embora já durante o século III nas compilações jurídicas prevalecessem os códices. De certo modo, o mesmo que hoje se diz dos e-books e do kindle – «Ora! Isso é bom é para substituir enciclopédias, obras de referência…».
Não tenho dúvidas de que não demoraremos quatro séculos a acolher um suporte novo (que já não será o kindle, mas sim qualquer outra coisa que hoje não podemos sequer imaginar e que entretanto surgirá). Porque estas mudanças, como já anteriormente disse, fazem-se por pragmatismo e não por mera vontade de inovar. Pode mesmo dizer-se que a vontade de mudar radicalmente de suporte tem uma história de sistemática resistência a essa mudança – nunca foi fácil. Contudo, um das barreiras que se colocam a uma maior difusão do livro electrónico, é o pagamento de direitos a autores e editores. Problema que afecta também (talvez ainda mais) os compositores e as editoras discográficas. As pessoas, pelo menos a maioria delas, não têm a noção de que ir à Internet e imprimir um livro ou gravar uma canção é um acto de pirataria. No entanto, sabem que não devem roubar livros ou discos nas lojas.
Mas as coisas vão andando no sentido de os livros digitalizados se irem tornando um sistema honesto e respeitável, aceite por editores e autores. Já este mês de Setembro, a Google fez propostas de um acordo aos editores europeus relativamente ao respeito pelos direitos de autor. Nos Estados Unidos esse acordo entre a empresa que controla o motor de busca mais utilizado da Web e os representantes das outras partes interessadas já existe. Se o acordo se concretizar também no nosso continente, milhões de livros publicados na Europa, mas que já não se encontram disponíveis nas livrarias, poderão ser digitalizados e colocados em linha. Em Bruxelas, a Comissão Europeia convocou uma reunião para examinar o complexo mecanismo jurídico que a exploração electrónica de milhões de livros pressupõe. A função principal desse mecanismo seria a de regular a divisão do dinheiro gerado pelas vendas online – quanto desse dinheiro irá caber à Google, quanto ficará para autores e editores. Segundo a proposta, os editores e os autores ficarão com 63% e a Google com 37%.
Não vai ser fácil porque, como lembra a associação de Editores Italianos, a implantação do sistema iria violar vários pontos da Convenção de Berna sobre os Direitos de Autor. Mas encontrar uma solução que contemple os interesses de todos os envolvidos e que compatibilize o sistema com a Convenção, cuja primeira forma data de 1886, será apenas uma questão de tempo. Provavelmente com o sacrifício de princípios da Convenção, assinada há quase 150 anos, quando não era possível prever o rumo que o livro começaria a tomar na transição do século XX para o XXI.
Para terminar a nossa viagem de hoje, percorramos com este pequeno vídeo o caminho do livro desde a pré-história até aos nossos dias. O livro, nas suas diversas formas, tem sido um companheiro fiel. Talvez não sobreviva durante muito mais tempo sob a forma que nos é hoje familiar. Mas, podemos estar certo, continuará a acompanhar-nos.

A inveja, a última oportunidade Tuga

A inovação é a chave para a saída da crise e dos problemas estruturais da economia portuguesa. Inovar é encontrar forças onde os outros vêm fraquezas, encontrar soluções para problemas concretos onde os outros vêm nós que não se desatam.

Até os Lusíadas terminam com a palavra INVEJA, para sublinhar o quanto este sentimento é português. Ora a inveja se se converter em ambição de desejarmos o que os outros têm, não tem mal nenhum. Pelo contrário, leva-nos a dar ao pedal, trabalharmos para obter o que desejamos. Mas a inveja normalmente é acompanhada de outro sentimento que é a preguiça, quero ter mas não quero trabalhar, por isso como não tenho e não quero suar as estopinhas digo mal, ladrões, corruptos, malandros.

Ora, o facto de ter inveja e não querer trabalhar é que é português. Porque inveja todos têm. Eu por acaso invejo um gajo que tem uma mulher linda, mas não estou para deixar tudo para ter uma mulher linda, se é que alguma me queria. Adiante, que nunca mais chego ao que quero dizer.

Mas, agora, vejam que o gajo do 3º andar sempre que eu entro com um carro novo na garagem do prédio o gajo deita fumo pelas orelhas, de inveja. Vou utilizar esse mau sentimento a bem da economia. Encontro o tipo e digo-lhe, sabe que consegui pagar menos 30% de luz no mês passado? E menos 40% de água? E negociei com a empresa de telecomunicações e baixei 20% a facturação.

Revelam os estudos que um invejoso destes vai a correr fazer tudo para baixar a factura. Um investigador nos USA ( estes gajos não têm nada de invejosos) lembrou-se de enviar cartas a milhares de invejosos (mas pouco) a dizer que há pessoas que pagam menos 30% de energia. E não é que estes tipos (que não são invejosos) a primeira coisa que fizeram foi baixar a factura em 30% ?

Mas se a carta do investigador disser que baixar a factura da energia salva o planeta, nenhum mexe um dedo para economizar.

Agora, pensem nas potencialidades desta política em Portugal !

Máfias, mapinetes, e liberdade

O MAPINET – Movimento Cívico contra a Pirataria na Internet, não passa de uma fachada marketeira para as máfias da indústria de entretenimento se apresentarem sem os seus nomes, que nos soariam logo aos milhões que esta indústria tem metido aos bolsos à conta dos consumidores e artistas.

Deu-lhes agora para pedir o impensável: que a PT bloqueie o acesso a blogues que correm  na plataforma Blogger, pertencente ao Google, sob o pretexto de que teriam ligações para downloads piratas.

Fizeram queixinha à Inspecção-Geral das Actividades Culturais, a qual solicita e atenciosa notificou a maior (e pior) operadora portuguesa.

Embora os contornos exactos dessa notificação não estejam muito claros, a confirmarem-se tal seria só o maior atentado à liberdade de expressão em Portugal desde 1974.

Um assunto a seguir no excelente Remistures, até porque costuma ser no calor e ausências do Verão que estas coisas acontecem.

Entretanto deixo aqui a lista dos sites ameaçados…

Sites que a PT fica obrigada a remover dos seus servidores:
blogdownload.blogs.sapo.pt
downloadscompletos.blogs.sapo.pt
splegendas.no.sapo.pt/CCPMOD
cinema-em-casa.blogs.sapo.pt

Sites a que a PT fica obrigada a cortar o acesso (através do portal Sapo):
mcluckyy.blogspot.com
http://www.tvgente.com
http://www.tugapirata.org
http://www.tuga-filmes.com
http://www.tugadownloads.com
http://www.superpiratas.com
http://www.sapotuga.com
http://www.piratatuga.net
http://www.pedrofsn.net
videotecafilmes.blogspot.com
tuga-musicas.blogspot.com
soupirata.net
sacar24h.blogspot.com
pt-downs.blogspot.com
portugalseries.net
pdclinks.net/fórum
jambtuga.blogspot.com
downloadfilmesgratis.blogspot.com
downloads-heaven.blogspot.com
downsportugal.blogspot.com
cinematuga.com
totilmania.the-up.com
fanaticosdownload.blogspot.com


Propriedade Industrial de Língua Portuguesa

O Presidente da República já voltou de férias da Cappadocia? É que o homem está sempre de férias e/ou em viagem, e eu nunca sei por onde ele anda. Mas já que anda sempre pelo estrangeiro a divulgar e a defender (muito bem) a língua portuguesa, e a importância da sua manutenção como uma das mais faladas no mundo, queria só alertá-lo para um problema (propositadamente ou não) escondido: traduções de patentes. Provavelmente ele nunca ouviu falar disto, nem sequer ouvirá, e até pode parecer ridículo estar a chamar a atenção para este problema, quando há tantos diplomas importantes para recambiar para o Tribunal Constitucional, mas fica na mesma para consideração.

Portugal, em princípio, deverá ratificar o Acordo de Londres. Seguindo o bom exemplo dessa grande potência mundial que é a Hungria.

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial diz que é bom: “O Acordo de Londres foi assinado em 2000 por 10 países no seio da Organização Europeia de Patentes (OEP) e tem como objectivo tornar o sistema europeu de protecção de patentes mais competitivo, através da redução da carga burocrática e dos custos associados às traduções exigidas nos países da OEP.” Assim, nós aqui em Portugal, não precisamos de traduzir para húngaro. Óptimo! Assim só temos de traduzir todas as patentes para português! Parece-me lógico.
Não compreendo muito bem como pode ser bom limitar apenas a três línguas (inglês, francês e alemão (que surpresa!)) toda a componente técnica de patentes. É que quem quiser ter acesso a patentes (o alicerce da tecnologia) terá que mandar traduzir tudo às suas custas. Continuo sem perceber como isto pode ser bom para um industrial português, necessariamente pequeno à escala europeia, que queira apostar numa indústria tecnológica. A mim, só parece bom para os grandes requerentes de patentes que querem proteger a sua propriedade com o menor custo possível. Como sempre, os países pequenos ficam a perder e os grande países ficam a ganhar. Nada de novo, portanto.
Com este Acordo de Londres, transfere-se rapidamente o custo da tradução de patentes de quem desenvolve uma invenção, para os pequenos industriais como os portugueses. Continuo sem perceber em que é que isto beneficia o nosso país e a nossa pequena dimensão. De certeza que “importamos” mais patentes do que “exportamos“, como em tudo o resto.
Convém lembrar que metade das patentes europeias são detidas por americanos e japoneses, o que demonstra bem a génese destes tipo de acordos. Interesse comercial e maximização de lucros. O normal.
À parte das questões técnicas, preocupa-me que se esteja sempre a defender (e bem) a Língua Portuguesa como um património único, mas no entanto se ratifique um Acordo, seja ele qual for, que a deixa de fora. Parece-me contraditório. O Acordo de Londres é simplesmente, o apagar definitivo da Língua Portuguesa no campo técnico e tecnológico. E depois é só esperar que outro Acordo qualquer, vá também apagando a Língua noutros quadrantes. Nada de preocupante, claro está!

Países que já ratificaram o Acordo: França, Alemanha, Reino Unido, Croácia, Dinamarca, Islândia, Letónia, Liechtenstein, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Eslovénia, Suécia, Suíça e recentemente a Hungria.

Países que não ratificaram o Acordo: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Estónia, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Macedónia, Malta, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, República Eslovaca, Espanha, Turquia.

Aqui, aqui e aqui mais alguns argumentos contrários a este Acordo de Londres.

Computadores perigosos

Um em cada cinco computadores do Estado está vulnerável a ataques. É o que diz um estudo realizado pelo Instituto Pedro Nunes. Pois. Mas isso não é nada. Eu acho que andaram aqui a vasculhar os meus textos, no meu computador, em minha casa. Sinto-me inseguro. É que eu estava a ver umas notícias sobre hackers, a escrever sobre isso, e aparece-me logo um estudo a dizer que isto “Não está famoso, mas podia ser muito pior. O nível de segurança em Portugal é perigoso“. Exactamente o que eu estava a pensar e a escrever. Adiante.

Alguém conhece o Gary McKinnon? Eu também não, mas há dois dias atrás, quando li uma notícia que ele provavelmente ia ser extraditado para os Estados Unidos, fiquei a conhecer a personalidade. Está tudo aqui na wikipedia. Fiquei então a saber que alguém, a partir de casa, sobre o efeito de drogas e a quem foi diagnosticado Síndrome de Asperger, consegue entrar em 97 computadores da NASA, Exército, Marinha, Força Aérea e Departamento de Defesa dos Estados Unidos para procurar provas de OVNIS… e sim, claro que ele encontrou provas sobre a presença de extraterrestres na Terra, mas está claro que também ninguém acredita…

Gary Mckinnon, 43 anos, desempregado e autista: o maior hacker de todos os tempos? Bem, deve ser, porque querem dar-lhe 60 ou 70 anos de cadeia e até já esteve para ir até Guantanamo! Ingleses e americanos lá se entenderão de certeza, mas o mais certo é que o homem vá mesmo ser julgado nos Estates e se calhar por lá vai ficar. Eu acho que por demonstrar a total falta de segurança informática da mais poderosa nação do mundo, ele merecia era um prémio! Vou apoiar o homem aqui.

Face ao primeiro estudo e a este “pequeno” incidente tenho de perguntar-me: Segurança na net? Níveis de segurança? Segurança de dados informáticos? Que segurança?

Mais uma promessa socrática

A promessa Socrática de hoje é que o Estado dará um subsídio de cinco mil euros a quem comprar um carro eléctrico, perdão, um carro movido a energia electrica.

O carro dificilmente se moverá, não há estrutura logística de apoio de carregamento das baterias, mas isso não vale nada para Sócrates. Não interessa nada. Quem comprar, já sabe, cinco mil euros.

As promessas socráticas são diárias, por volta das 12.30 horas para chegar a tempo dos noticiários das 13 horas. Algumas são já conhecidas por repetidas, outras são um portento de imaginação, outras ainda foram-lhe sugeridas por mil vezes com Sócrates a dizer que não prestavam.

Mas aguenta-se o sacríficio diário. A gente percebe que isto está muito mau mas divertimo-nos à brava. Um Primeiro Ministro que está há quatro anos em maioria absoluta vem agora prometer o que nunca quiz fazer. O mesmo que prometeu 150 000 postos de trabalho e que não aumentaria os impostos.

Proponho aqui no aventar um jogo que se chamará Sopromessa. Qual será a promessa de amanhã de Sócrates?

O primeiro prémio será para quem conseguir acertar na promessa. O segundo prémio será para quem conseguir acertar na área da governação e o terceiro prémio para quem conseguir acertar no valor do subsídio.

Jogue e verá que acerta. Pelo menos promessa há todos os dias.

ATÉ ONDE IREMOS?

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QUANDO IREMOS?
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Ainda há quem se divirta a não acreditar na ida do Homem à Lua.
Há quarenta anos, estive especado frente ao televisor, a preto e branco, a ver, a imaginar, a sonhar.
Hoje, a minha capacidade de sonho, continua, felizmente intacta. Continuo a gostar dos livros de literatura fantástica, dos livros de ficção científica, dos filmes que ao longo dos anos se foram produzindo.
Até onde seremos capazes de ir? Até onde conseguiremos enviar homens, para descobrir o que suspeitamos existir?
Quando daremos nós, outros pequenos passos, pequenos para o Homem, mas enormes para a Humanidade?

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Balsemão e Frei Tomaz

As maiores empresas de media portuguesas assinam hoje em Lisboa uma declaração histórica exigindo novas leis de protecção da propriedade intelectual na Internet para assegurar a liberdade do jornalismo.

A Declaração de Hamburgo foi lançada em Junho pelo Conselho Europeu de Editores, cujo chairman é Francisco Pinto Balsemão, e pela Associação Mundial de Jornais. É o patrão da Impresa que promove o encontro de hoje, onde estarão também os representantes de duas dezenas de empresas, como PÚBLICO, Media Capital (TVI, rádios e revistas), rádio e televisão públicas, Controlinveste (DN, JN, 24Horas, O Jogo, TSF), Cofina (Correio da Manhã, Record), Impala, Rádio Renascença, Sojormedia (i) e agência Lusa.

do Público

Esta deve ser a net-guerra mais idiota que conheço. Consiste em querer impedir agregadores de notícias como o Google News de fazerem o seu serviço, ou como agora parece, cobrar-lhes por isso. É completamente idiota porque na Rede a moeda principal não é o euro ou o dólar: é o tráfego. E os agregadores de notícias geram tráfego para as páginas que linkam, além de nos permitirem ler as gordas de vários media em pouco tempo, e com actualização permanente. Estou a linkar uma notícia do Público e não de outro jornal qualquer que dissesse o mesmo pela simples razão de o Público retribuir o tráfego que lhe dou com um link. Toma lá a moedinha, dá cá a moedinha. É isto.

Imaginando a ideia aplicada na rua, cada vez que alguém olha para os escaparates de jornais num quiosque devia pagar, sei lá, um cêntimo. Só não percebo porque não pagam uma taxa extra os proprietários dos cafés que disponibilizam jornais aos seus clientes, até porque já pagam por terem a televisão ligada.

Quem não quer perceber que o digital mudou o  mundo, e que o papel de celulose tem os dias contados, quem não se sabe adaptar e começa a ver os seus lucros encolhendo, dispara em todas as direcções, disparatadamente, até levar com um tiro nos pézinhos, isto se não acertar na própria cabeça.

Esta guerra é muito bem explicada pelo Karlus, que assumindo ser parte interessada (é dele o agregador Destakes), desmonta a argumentação, admitindo que de uma argumentação se trata.

E volta a relembrar que Balsemão, o pai da declaração histórica(!!!) é um “um utilizador diário do próprio Google News” – pena que o recorte que utiliza não esteja lá muito legível e não o possa copiar para aqui, mas ninguém é perfeito.

Boa Balsemão: bem me avisava a minha avó que bem prega frei Tomaz, ouve o que ele diz mas não olhes para o que faz…

Os manifestos dos 28, 52 e 26 dizem o mesmo!

Há muita poeira levantada no sentido de se querer mostrar que há graves diferenças de opinião entre os manifestos sobre os Megaprojectos!

Mas não há! Todos dizem, basicamente, que se houvesse dinheiro, se não estivessemos mergulhados nesta crise, e se o quadro macro da economia e finanças públicas fosse outro, os projectos não levantariam as dúvidas que conhecemos.

E todos dizem que há prioridades que devem ser tidas em conta, como sejam os projectos que criam emprego a curto prazo, que não sugam as mesmas enormes quantidades de dinheiro, que não exigem a importação de tecnologia que não temos e que se dirijam para as PMEs exportadoras.

Todos os manifestos dizem isto, no essencial. O governo, avisadamente, e porque percebeu que não são só os economistas e “cientistas sociais” que pensam assim, que a opinião pública tem “colada” a imagem deste governo de braço dado com os Bancos e os grandes grupos económicos, recuou!

Há sempre quem seja mais ” sócrates que o próprio Sócrates” que descobrem agora que há economistas do primeiro manifesto que estiveram contra a primeira ponte, de nada lhes interessando em que quadro isso ocorreu.

Mas se havia dúvidas, muitas dúvidas, dentro do próprio governo que os megaprojectos eram a resposta eficaz no quadro economico-financeiro em que estamos, as suas recentes posições quanto aos mesmos e quanto às PMEs são disso prova concludente!

Só não vê quem acha que o Primeiro Ministro é tão obtuso que vai perder as legislativas “por ser um animal feroz”.

Neste momento, nenhum dos megaprojectos avança antes das eleições, o que quer dizer que não avançará nos próximos três anos! No mínimo!

O Magalhães nas ruas de Lisboa

Magalhães ou Playstation?

Magalhães ou Playstation?

A imagem é do Lisboa S.O.S.

Aqui por casa, por haver magalhães e playstion a coisa está resolvida. A dúvida é entre o Bolt da PS2 ou o Super TUX no Maga!
A sério. Conhecem algum puto que tenha o Magalhães: perguntem-lhe o que é que ele faz com ele – SUPER TUX!