The next step of propaganda

Do PSD para o país, financiado pela clientela e pelos otários do costume.

O jogo na Aldeia: Porto-Sporting

Não sei, não conheço e nunca me foi apresentado.

Serviço público e TDT

TDT_tv

Como é do conhecimento público, a transição para a televisão digital terrestre (TDT) em Portugal não foi exactamente exemplar. Depois de um falso arranque em 2001, o modelo que viria a ser lançado em 2008, contemplando uma componente gratuita irrisória face à oferta paga, continha os ingredientes certos para falhar. Falhanço anunciado não só pela experiência estrangeira (a falência dos modelos pagos em Espanha e em Inglaterra e a sua rápida substituição por bem sucedidos modelos de TDT gratuita, verdadeiramente atractivos e alternativos às implantadas plataformas de satélite e de cabo) como pela ausência de autênticos incentivos à migração ao nível da oferta básica. [Read more...]

Isenção

Depois da comunicação de Cavaco, quis conhecer as “reacções dos partidos” àquela coisa. E vi e ouvi. Meio discurso do BE, um discurso do PSD, meio discurso do PCP, um discurso do CDS. Os labregos que editam os telejornais já devem ter recebido festinhas dos donos.

Quero mentiras novas

figasEm plena semana pascal, enquanto a Europa versão euro falece em Chipre e as putas dos costume defendem Markel porque ainda não tinham nascido quando os pais defendiam Hitler, anseio pelo 1º de Abril.

Marcelo Rebelo de Sousa é basicamente um mentiroso compulsivo, a política, entendida aqui como o jogo do rotatitividade do poder e dos interesses, circula-lhe nas veias a uma velocidade estonteante, e ele nem repara nisso. Por isso mesmo é o mentiroso mais bem pago em Portugal, e ninguém se escandaliza com o facto, que o coloca de resto a caminho da sua outra especialidade, a derrota eleitoral, nas próximas presidenciais.

Os máximo que as televisões portuguesas concedem em termos de pluralismo políticos (a que todas estão obrigadas) é oferecer a outro caramelo do mesmo quilate mas sempre do outro partido de alterne o mesmo tempo de antena. A comunicação social em Portugal funciona na roda livre dos negócios (olha o António Vitorino), não cumpre os seus deveres (que eu saiba nenhum partido ganhou a concessão de um canal de tv), e ninguém repara nisso.

Neste mesmo país aquele que era até há bem pouco tempo o pior dos chefes-de-governo pós-74 regressa hoje de um breve exílio. É obviamente um direito seu, e claramente uma opção sua que demonstra o que é: um carreirista irresponsavelmente ambicioso, sem escrúpulos de se exibir contra todas as evidências do efeito que vai causar. [Read more...]

A favor do regresso do TV Rural

tv-rural_sousa-velosoO regresso aos mercados e a garantia-agora-a-sério de que o próximo ano já não será de recessão contribuíram para que a maioria parlamentar ande mais desocupada. Assim, resolvidos que estão os magnos problemas da nação, os deputados do PSD e do CDS assumiram, agora, as funções de direcção de programação da RTP, a fim de combater a ociosidade, essa mãe de todos os vícios. [Read more...]

E o Zip-Zip não? E a Vaca Cornélia?

PSD e CDS querem o regresso do TV Rural

Odisseia: a televisão sem medo

odisseia-rtpEstreou, ontem, Odisseia, um programa de Bruno Nogueira, Gonçalo Waddington e Tiago Guedes. Estando a televisão portuguesa transformada em telelixo, é natural que evite a mistura entre inteligência, sensibilidade, provocação ou cultura. Nada disso é evitado neste programa, num duplo risco de afrontamento da indústria televisiva e do próprio humor.

Bruno Nogueira é, há alguns anos, um caso sério de humor irreverente e inteligente, mesmo quando desbragado (e o desbragamento é uma manifestação de inteligência, especialmente  numa sociedade em que se pensa que vestir um fato é sinal de seriedade). Por outro lado, fica-se com a impressão de que o rapaz sabe que o humor não pode estar obcecado em ser inteligente, até porque as piadas demasiado inteligentes podem levar tanto tempo a ser compreendidas que uma pessoa arrisca-se a perder a vontade de rir. Para além disso, estamos perante um humorista que parece gostar do risco de chocar e, até, do risco de não fazer rir. [Read more...]

Comunicado da Comissão de Trabalhadores da RTP

Os trabalhadores da RTP têm sido objecto de um tratamento inqualificável por parte deste governo e têm, quase sempre, conseguido responder à altura! Hoje, mais uma vez, tomam posição sobre mais um caso estranho :

A RTP NÃO É FIGURANTE NAS ENCENAÇÕES DO GOVERNO

Toda a gente sabe que, no dia 14 de Novembro, a polícia foi apedrejada durante hora e meia sem reagir. Toda a gente sabe que, depois disso, a carga policial cilindrou por igual manifestantes violentos e manifestantes pacíficos, passantes acidentais em S. Bento e alguns no Cais Sodré. Toda a gente sabe que as dezenas de pessoas

detidas foram depois privadas de contacto com os seus advogados e submetidas a vexames em Monsanto. Toda a gente sabe que o ministro Miguel Macedo negou com solenidade a mesma existência de infiltrados que a PSP veio depois confirmar.A actividade dos infiltrados e a passividade da polícia, durante uma hora e meia, só podem ter servido para justificar aos olhos da opinião pública as violências e arbitrariedades policiais. Em última análise o plano só pode ter consistido em intimidar as centenas de milhares de pessoas que nos últimos meses têm participado em protestos contra o Governo e em dissuadi-las de voltarem à rua. Tudo teve os contornos de uma grande operação de guerra psicológica. [Read more...]

A lista de Relvas

De acordo com uma antiga Recomendação do Conselho de Europa e ao abrigo da Directiva sobre Serviços de Comunicação Social Audiovisual e da Lei da Televisão, o governo publica anualmente uma lista dos “acontecimentos de interesse generalizado do público” que não podem ser apropriados por operadores de televisão cujas emissões sejam pagas. A ideia é permitir que o valor económico de determinados eventos não seja explorado em detrimento do interesse que suscitam no grande público, permitindo aos operadores de televisão free-to-air de âmbito nacional solicitar aos canais por subscrição detentores dos respectivos direitos de transmissão, a preços não especulativos, o acesso à transmissão televisiva desses acontecimentos.

As características e o valor económico dos espectáculos desportivos fazem deles candidatos preferenciais a integrar aquela lista, sendo o futebol o que concita a maior adesão popular. Não estranha por isso que cerca de metade dos eventos habitualmente listados se refira ao futebol, sendo a parte restante preenchida com outras provas desportivas com tradição em Portugal (Volta a Portugal em Bicicleta) ou que envolvam a participação de atletas portugueses (nos jogos olímpicos, todas as participações; nos campeonatos da Europa e do Mundo das diversas modalidades desportivas, as participações na fase final; nas outras competições internacionais oficiais entre clubes nas modalidades de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol, apenas as finais). Os únicos eventos não desportivos integrados usualmente nestas listas são as cerimónias de abertura e de encerramento… dos jogos olímpicos. [Read more...]

Tese de Doutoramento de Sergio Denicoli está online

A tese de Doutoramento   de Sergio Denicoli (Universidade do Minho) acaba de ser integralmente publicada pelo Centro de Investigação em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho:

Este estudo doutoral analisa o processo de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal, desde o início da sua introdução definitiva, a partir de 2007, até o fim das transmissões dos sinais analógicos, em 2012.

O Investigador Sergio Denicoli, autor do blogue TV DIGITAL, verificou “a fundo um processo que sacrificou sobretudo os mais pobres e os mais idosos.”

Segundo a comunicação social a investigação terá levado a PT e a ANACOM a avançarem com uma acusação em tribunal contra Sergio Denicoli, que continua a dizer que não sabe de nada:

Li hoje reportagens que dizem que a PT já impetrou uma ação judicial, no entanto, até o momento, não recebi qualquer intimação. O presidente da empresa refere, segundo a agência Lusa, que eu acusei o grupo de corrupção, o que não é verdade.

Sergio Denicoli disse e reafirma que [Read more...]

RTP

A comunicação social em crise aproveita tudo o que mexe para se safar – no jornal I  fala-se da RTP Porto e de como esta é um problema, segundo eles, o maior dos problemas.

Há coisas que não são para explicar – a RTP tem que existir a Norte e não apenas no formato delegação. E tem que existir porque sim. A dimensão noticiosa de um país civilizado exige a presença do serviço público de informação (televisão e rádio, neste caso) de proximidade.

O jornalismo está longe de ser uma ciência exacta e por isso as vivências dos jornalistas, a sua existência enquanto pessoas junto da população é fundamental para perceber o pulsar do país e, com base nisso, construir informação de valor acrescentado. Reduzir a RTP a Lisboa ou, pior, reduzir a RTP à SIC e à TVI é um mau caminho que prejudica o país.

Quero que parte dos meus impostos continue a ser utilizado na RTP, no serviço público de informação e, claro, na sua produção no Porto e nas restantes delegações a norte.

A solução para o país não passa por fechar a paisagem e levar tudo para Lisboa.

—-

Actualização via face: Encontrei este texto da Jornalista Magda Rocha que não resisto a publicar: [Read more...]

As fotografias do Príncipe Harry nu

O tipo tem piada. Temos que reconhecer que ele dá alma à coisa.

Desta vez, de férias nos States, divertiu-se com os amigos. Ou antes, com as amigas e parece que há por aí fotos de Sua Alteza sem roupa.

Confesso que tenho muitas dúvidas sobre a publicação deste tipo de imagens, do foro privado, por jornais como o Público ou como o Diário de Notícias.

Não me parece que seja pública uma dimensão claramente privada da vida de alguém que é, sem dúvida, uma figura pública. Uma coisa é alguém, intencionalmente, mostrar algo mais do que a sua dimensão pública, como fez a Nicole Kidman. Outra coisa bem diferente é o uso deste tipo de imagens do Harry que se limita a viver a vida.

 

A TROIKA da Sporttv

Não há nada como o Estado para resolver o problema das empresas privadas.

Canal de Estória

Desde a sua entrega aos zelosos cuidados de Madrid, o antigo Canal de História foi resvalando para o âmbito daquela antiga colecção de livrinhos malucos que nos propunham a teoria da “Terra Oca”, os “Deuses Astronautas” e a “comprovação científica” das profecias cataclísmicas.

O que temos hoje como programação histórica? Além da escabrosa publicidade ao Nutela, Kinder Surpresa – eles dizem “churprecha” -, Audi, Mercedes e a uns tantos bancos e companhias de seguros estabelecidos no país vizinho, temos algo do mesmo estilo, mas com  …”intuitos formativos”. Os Illuminati, ou a benfazeja Maçonaria que mais não é senão a preciosa herdeira dos imprescrutáveis segredos e sortilégios dos Templários. Prosseguindo, com um bocadinho de azar seremos forçados a ver o novel e milésimo episódio de A Vida Depois de Nós - não, não é uma canção da Romama -, ou uns camionistas TIR a alta velocidade razando precipícios no Alasca. No entanto, o prato forte é reservado ao Efeito Nostradamus – com um desfiar ininterrupto de loucuras ajaezadas de excelsas parvoeiras -, logo seguido dos terrores das Profecias Maias ou a recentemente inaugurada temporada acerca da Vida Alienígena. Estes aliens …”sempre viveram entre nós” e de facto não descendemos de macacas, mas sim de seres que chegaram de Orion – está provado pelo alinhamento das pirâmides egípcias e centro-americanas -, sendo os nossos prováveis criadores, exímios manipuladores do ADN ancestral daquilo que seria a humanidade.

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Comentadores olimpícos

Em particular sobre o nosso homem do Ténis de Mesa, gostava de ter escrito isto.

Irritações

 

É tarde e na televisão passa a repetição de um programa de discussão política, emitido umas boas horas antes. Os personagens são conhecidos, demasiado conhecidos. Têm o seu passado de inutilidades e equívocos branqueado por isso mesmo, por ser passado. Ouço-os, e à natural falta de paciência causada pelo cansaço de quem precisa, mas não consegue dormir, junta-se uma estranha irritação. Os sorrisos sobranceiros que decoram as palavras, não ajudam. A discussão que esconde mal, mesmo muito mal, um pacto tácito entre todos, azeda-me o fígado. A sabujice de quem modera (?) revelada nas lambedelas que substituem as perguntas, é suficiente para tirar do sério o mais fleumático dos mortais. Mas há ali qualquer coisa mais. Qualquer coisa que eles tentam, mansamente, encobrir. Qualquer coisa que, a pouco e pouco, se vai tornando perceptível, quase palpável. E de repente, “voilá”. Finalmente percebo e também percebo que, afinal, a descoberta nada tem de notável. Aquelas aventesmas não vão para ali dizer o que pensam. Vão para ali dizer o que lhes dá jeito e apenas dizem o que serve os seus interesses pessoais.

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Dúvida liberal

Quanto ganhava o artista José Hermano Saraiva por programa de televisão, no seu  stand up fora os livros, vídeos e outros amendoins que vendia por conta, usando uma popularidade conquistada com os favores do estado?

Sempre na televisão pública, eternamente paga por todos nós.

Em Portugal? Impossível!

 

Por vezes somos levados a pensar que Portugal é um país de terceiro mundo. Que só aqui acontecem coisas inacreditáveis. É preciso estar com terceiros, com não portugueses e a nossa alma fica um pouco mais…alegre.

 

Um velho amigo de outras paragens esteve, por estes dias, de visita a Portugal. Entre algumas valentes patuscadas e a folia própria do S. João, contou-me uma história de bradar aos céus que lhe aconteceu no seu país.

 

Este meu amigo trabalha como Consultor de Comunicação. Nos finais da década de noventa, depois de muitos anos a virar frangos, criou uma empresa. Recentemente, um cliente seu, no final de uma palestra onde foi orador um importante administrador (ou director, não percebi bem) da televisão pública do seu país, virou-se para quem o convidou, o tal cliente do meu amigo, tecendo críticas ao facto da escolha de media partner ter recaído num concorrente privado de TV. Não satisfeito, atirou-lhe:

 

“Eu bem lhe disse para escolher outra empresa de consultoria, a que escolheu é uma merda. Devia ter escolhido a que lhe indiquei e sempre garantia um forte apoio da minha televisão”.

 

O inacreditável é que a tal empresa de comunicação a que se referia esse administrador (ou director) era…da mulher (ou amante, ainda ninguém percebeu bem).

No final só tive tempo para lhe explicar que, em Portugal, era impossível um administrador/director da RTP fazer coisa semelhante. Impossível, repeti. Onde já se viu semelhante? Imaginem um Administrador/Director da RTP criticar a um organizador de um determinado evento por ele escolher a SIC em detrimento da RTP e logo a seguir aproveitar para tentar vender os serviços de consultoria da sua mulher (ou amante) garantindo, pelo caminho, os seus bons ofícios no canal que administra/dirige. Nem consigo imaginar.

 

Realmente, não lembra a ninguém, pois não???

O asteróide Portugal

Morreu, ao início desta semana, o autor de Fahrenheit 451, Ray Bradbury.

O número 451 é a temperatura a que o papel arde (em graus Fahrenheit). Interessante. O que a gente aprende.

Bradbury declarou que Fahrenheit 451 não trata de censura, mas de como a televisão destrói o interesse pela leitura. Sendo uma obra de ficção científica, apresenta um mundo onde os livros são banidos.  

Mas, no nosso mundo, no Irão, Garcia Marquez ou Platão são livros censurados – isto não é ficção científica. As autoridades iranianas consideram-nos como drogas.  

Bradbury conta que “todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, numa máquina de escrever alugada”. B. quis, com este romance, mostrar o seu grande amor pelos livros e bibliotecas.

Há 20 anos, a comunidade científica prestou uma homenagem ao escritor,  “baptizando um asteróide com o nome 9766 Bradbury“, algo que o sensibilizou ainda mais que todos os prémios literários recebidos ao longo da sua vida.

Parece que já foram catalogados mais de 500 mil asteróides, mas existem ainda milhares deles por descobrir… Quem sabe um deles terá um nome português. Ou será que já existe??

Vou ver: Eureka! Existe  o asteróide 3933 Portugal!

P.s: inicialmente batizei este post como «o asteróide Bradbury» mas, depois desta descoberta, não resisti a chamar-lhe «o asteróide Portugal». Há muito que anseio que Portugal seja comparado a uma estrela… E não digo mais nada.

Hoje dá na net: Berlin Alexanderplatz de Rainer Werner Fassbinder

A monumental adaptação televisiva de Fassbinder do romance de Alfred Döblin.

Legendado em português (clicar em CC se necessário)

Lista de Reprodução dos restantes capítulos.

Um furo

Hoje a televisão portuguesa teve um dia em cheio. De uma assentada, bateram no Rei de Espanha, nos católicos existentes em Portugal e agora nos jovens portugueses devido à suposta ignorância. Isto é um furo, um furo.

TDT, som e imagem perfeitos

TDT aos quadradinhos, a inovação depois dos livros aos quadradinhos

Há dias estive pelo Baixo Mondego onde vi in loco a nova televisão digital. Uma miséria. Com a TDT, todos nas aldeias para os lados do Pranto se queixam do mesmo: a imagem fica parada aos quadradinhos. Ainda bem que com a TDT, como diziam na publicidade, o som e a imagem ficam com maior qualidade. E posso confirmar. De cada vez que esses quadrados aparecem, posso comprovar que têm as arestas perfeitamente definidas. E a falta de som decorre maravilhosamente ausente de interferências. Viva o progresso.

Do outro lado…

               

De um recorte de jornal.

Há dias, revendo recortes velhos e amarelos, um deles chamou-me à atenção. Não propriamente pelo motivo pelo qual o guardei em 16 de junho de 2006 (David Mourão-Ferreira) mas, justamente, pelo que descobri nas costas do mesmo.

Havia retalhado um quadrado com referência ao documentário Duvidadávida dedicado ao poeta quando se completavam dez anos após a sua morte. Nessa sexta-feira, sublinhei na folha do jornal: “Que dúvida Que dívida Que dádiva/Que duvidadávida afinal a vida”. No documentário produzido pela RTP, podia ouvir-se a voz de Mourão-Ferreira numa das últimas entrevistas, já muito doente, a dizer-nos “o quão extraordinário é a vida e a maravilha que é estarmos vivos”.

Há poucos dias, como ia dizendo, vi, com outros olhos (ou efetivamente pela primeira vez), o outro lado: uma foto do actor João Castro encenando Na Morte de Marilyn, um poema de Ruy Belo. Tirei da estante o único livro que tenho de Ruy Belo (A Obra Poética) e ah! lá estava ele: [Read more...]

Hoje dá na net: Robin Williams live on Broadway

Excessivo, verboso, imparável, profundamente americano e anti-americano como só um americano pode ser. Robin Williams, em Nova Iorque, em 2001. Com legendas em Português do Brasil.

Fanny, Passos Coelho e o javali

Fanny é uma das muitas figuras públicas a quem chamam mediáticas. Alcançou esse estatuto ao manter uma distância doentia face a qualquer assomo de inteligência, equiparando-se, portanto, a Passos Coelho, concorrente de uma versão da Casa dos Segredos em que o objectivo é enganar os telespectadores com a colaboração dos restantes elementos da casa. [Read more...]

João Gobern Sotto-Mayor explica-se e encerra

João Gobern depois de festejar um golo do GLORIOSO, enviou um SMS, colocou o lugar à disposição e está fora da RTP.

No Facebook apresentou a sua argumentação e dá por encerrado o assunto:

“Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai… [Read more...]

Obras que se deviam estudar nas escolas: Twin Peaks

A melhor série de televisão de sempre, sendo sempre até ontem. O princípio do fim da literatura, essa coisa que se limitava a ser escrita. Não perdeste pela demora, Fernando, estava mesmo à mão de semear.

Reserva, por favor.

Há uma tendência, cada vez mais acentuada, para a atomização do ministério publico quanto à comunicação social. Sem saberem como lidar com a pressão mediática assistimos a entrevistas (exclusivas).

Fazendo parte da sociedade, em termos mediáticos, os magistrados não devem ser tratado como monges mas também não são pregonistas da feira para questões da audiência.

Seria curioso ouvir, sobre este caso, a opinião do procurador distrital responsável num pais onde as autonomias reinam a coberto de uma qualquer desculpa sindical e/ou corporativa.

Nem venham falar de violação de segredo de justiça, de estatuto dos magistrados ou da constituição pois, antes de mais, em causa ficou um elementar dever de reserva.