«Não me parece que na PSP exista homossexualidade. É um mundo muito masculino»


A frase, publicada ontem no «Jornal de Notícias», é de António Ramos, do Sindicato dos Profssionais da Polícia. Assim mesmo. ««Não me parece que na PSP exista homossexualidade. É um mundo muito masculino».
A reportagem vem na sequência de uma discussão acerca dos Estatutos da PSP, que não incluem a não-discriminação pela orientação sexual. Ou seja, a Polícia pode continuar a discriminar em função da orientação sexual porque não há nada nos Estatutos da PSP que diga o contrário.
Honra seja feita ao Sindicato Unificado da PSP, que pretende a inclusão desta cláusula na revisão dos Estatutos da PSP que está a ser feita neste momento. E honra seja feita aos Polícias que, na reportagem do jornal, assumem a sua homossexualidade e descrevem o que tem sido a sua vida profissional, muitas vezes na luta contra o preconceito e a injustiça. Um deles, quando passou pelos Açores, chegou a ser questionado pelo comandante pelo facto de ser «gay». Um outro viu o seu nome com asterisco na lista dos agentes femininos. A ler.
Quanto à frase do sindicalista António Ramos, seria cómico se não fosse tão trágico.

Comments


  1. […] em mundos masculinos!” 15 de Abril de 2009 por Paulo Jorge Vieira O Ricardo deu-me a dica. O Jornal de Notícias de ontem publicou duas páginas sobre polícias gays em que […]


  2. Se a PSP é um mundo muito masculino, o que lá fazem as agentes mulheres? Ou, espera lá… queres ver que as agentes mulheres não são mulheres? Ou não são agentes? Ou são agentes mulheres muito masculinas? O sr. António Ramos deixou-me intrigado e com muitas perguntas sem resposta. Se houver alguém que me possa esclarecer, a gerência agradece. Quanto ao resto, nada a dizer. Está visto que o senhor sindicalista é homofóbico. Outra dúvida: será que os polícias-muitos-masculinos-que-são-homossexuais pagam quotas do sindicato? E o sindicato aceita ‘esse’ dinheiro?

  3. Carla Romualdo says:

    É preciso ser muito homem para ser gay na PSP!

  4. josé Manuel says:

    é a primeira condição para se ser gay é ser-se homem.A primeira condição para se ser lésbica é ser-se mulher. Quanto ao ambiente muito masculino só quem não andou na tropa…

  5. Ricardo Santos Pinto says:

    Não percebi nada do seu comentário, José Manuel.


  6. Desde já anuncio ao mundo que não andei na tropa.


  7. […] assunto começou aqui e continuou aqui, aqui e […]

  8. Luis Moreira says:

    Na tropa, onde o mundo era totalmente masculino havia gays, como há onde houver homens e mulheres.Isso não está em causa e as pessoas são o que são e temos que respeitar as opções de cada um.Claro que o sindicalista confunde tudo.Julgo que é o que o Ze Manuel está ali em cima a dizer.Havendo seres humanos há homosexuais.

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