Luiz Pacheco – Um Libertino passeia pela vida. 2 – Cronologia

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No início desta série de «episódios» sobre este libertino genial, vejamos uma cronologia sumária da sua vida:
A vida de Luiz Pacheco em datas
1925: À uma e quarenta da madrugada de 7 de Maio nasce em Lisboa, num velho prédio da Rua D. Estefânia (no nº 91-1º), Freguesia de São Sebastião da Pedreira, Luís José Machado Gomes Guerreiro Pacheco, que virá a adoptar o nome de Luiz Pacheco, filho de Paulo Guerreiro Pacheco e de Adelina Maria Machado Gomes. 1932: Entra no Ensino Primário. 1936: No Liceu Camões, começa o curso dos Liceus. 1943: Conclui o curso Completar dos Liceus (antigo 7º ano). 1944-45: Obtém boa classificação no exame de admissão à Faculdade de Letras de Lisboa, ficando isento do pagamento de propinas. Matricula-se no curso de Filologia Românica. 1945: Começa a colaborar em diversos jornais e revistas. 1946: Emprega-se na Inspecção-Geral dos Espectáculos. Com Jaime Salazar Sampaio, dirige o volume antológico Bloco. Assina as listas do MUD. 1947: É preso no Limoeiro, acusado do crime de estupro. 1948: Nasce Maria Luísa, sua primeira filha. 1950: Nasce João Miguel, o segundo filho. Cria a editora Contraponto onde irá publicar textos de escritores como Raul Leal, Vergílio Ferreira, José Cardoso Pires. António Maria Lisboa. Mário Cesariny de Vasconcelos, Natália Correia, Virgílio Martinho, António José Forte, entre outros.
1951: No dia seguinte ao da morte do marechal Carmona, presidente da República, apresenta-se ao serviço com uma gravata colorida, sendo repreendido e punido.1953: Morre sua mãe. 1958: Nasce o terceiro filho: Fernando António. Publica Caca, Cuspo & Ramela (textos de Luiz Pacheco, Natália Correia e Manuel de Lima; de sua autoria, edita Carta Sincera a José Gomes Ferreira. 1959: Publica na revista Pirâmide o texto «A Pirâmide e a Crítica» em que defende a revista dos ataques de alguns críticos literários. Nasce Luís José, quarto filho. Demite-se da Inspecção-Geral de Espectáculos. 1960: Em Maio, morre seu pai. Publica na revista Pirâmide o texto «A Pirâmide e a Crítica» em que defende a revista dos ataques de alguns críticos literários.1961: Nasce a quinta filha, Adelina Maria. 1962: Publica o conto O Teodolito. 1963: Nasce Paulo Eduardo, o sexto. Edita na Contraponto o livro Surrelismo/Abjeccionismo, uma antologia organizada por Mário Cesariny. 1964: Nasce Maria Eugénia, a sétima. Publica o seu livro mais divulgado A Comunidade.1965: Nasce Jorge Manuel, o oitavo e último filho. 1966: Publica Crítica de Circunstância.1967: Edita os seus Textos locais. 1970: Sai O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor. Visita a Tomar.
pacheco - cesarinypacheco - chupista
1971: Publica Exercícios de Estilo. 1972: Edita Literatura Comestível.1974: É a vez de Pacheco versus Cesariny 1977: Publica Carta a Gonelha e Textos de Circunstância. 1979: Sai Textos de Guerrilha 1. 1980: Publica O Caso do sonâmbulo chupista, sobre o alegado plágio de Namora a Vergílio Ferreira.1981: Saem os Textos de Guerrilha 2. 1984: Publica Textos do Barro.1985: Baptista-Bastos entrevista-o para o Jornal de Letras. 1986: Edita O Caso das Criancinhas Desaparecidas. 1988/89: A Comunidade é adaptada ao teatro e levada a cena pelo Teatro da Cornucópia.
pacheco - cornucopiapacheco - comunidade
1989: Adere ao Partido Comunista Português. 1991: Publica Textos Sadinos. 1992: Saem O Uivo do Coiote e Carta a Fátima. 1995: Concede uma longa entrevista à revista Ler. Sai Memorando, Mirabolando. 1996: Em 7 de Maio, por ocasião do seu 70º aniversário os filhos organizam uma festa de homenagem familiar. É publicado Cartas na Mesa. 1998: Publica Prazo de Validade. 2000: Sai Isto de estar Vivo. 2001: Uma Admirável Droga. 2002: Reedita Crítica de Circunstância, agora com o título Os doutores, a salvação e o menino Jesus – Conto de Natal. O Mano Forte. 2003: Raio de Luar. 2004: Figuras, Figurantes e Figurões. 2005: É entrevistado pelo Jornal de Letras. Sai o seu Diário Remendado (1971-1975). Cartas ao Léu.
2006: Vai para um lar no Montijo. 2007: É operado às cataratas. É entrevistado pela RTP. Dá também uma entrevista ao Correio da Manhã. 2008: Dá uma entrevista ao semanário Sol. Saem O Mito do Café Gelo e O Cachecol do Artista. É publicado O Crocodilo que voa. No dia 5 de Janeiro, acometido por doença súbita, morre na ambulância a caminho do hospital do Montijo. São 22 horas e 17 minutos quando o óbito é declarado.
pacheco - diariopacheco - crocodilo

Comments


  1. Tenho acompanhado a sua série de posts sobre o Luiz Pacheco de quem há muito sou leitor compulsivo. Permita-me que acrescente uma das últimas grandes frases (na entrevista do documentário), quando lhe perguntaram que conselho daria às novas gerações e respondeu: “quero que as novas gerações se fodam?”. Genial.


  2. Miguel, creio que não foi essa a «saudação» que ele endereçou às novas gerações. já agora, não a revelo, visto que é a última frase da minha crónica sobre o Pacheco, de que me orgulho de ter sido amigo. Mas a sua frase não anda longe da verdade. E o Pacheco era, de facto, genial.

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