O seu nome é Maia…


Esta cidade morre a cada dia, escreveu Carla R. neste nosso Aventar. Um magnífico texto que quase me passou ao lado mas no qual tive o privilégio de tropeçar.

E ao lê-lo recordei, desculpem a publicidade, uma outra cidade, mesmo ao lado desta, que cresce todos os dias, que nos últimos anos viu nascer sete novos parques urbanos de média dimensão (mais de 20.000m/2), cuja sua zona industrial continua pujante e a receber investimento (central Norte dos CTT, 3º fase do TecMaia – Parque de Ciência e Tecnologia, a ADIDAS, etc, etc, etc.); cujo seu Parque Escolar de Ensino Básico e Jardins-de-Infância está a sofrer uma revolução num investimento superior a 25 Milhões de Euros;

Onde todos os dias mais de 12 mil pessoas praticam desporto (dos quais 4 mil são crianças); onde o Inglês e a Informática é obrigatório há anos (mesmo antes do Sócrates imaginar ser PM) e as salas de aula possuem Quadros Interactivos e os alunos e professores possuem gratuitamente um Manual Digital (pen drive); onde 1500 idosos praticam desporto e usufruem de actividades de lazer gratuitas; onde as casas e os prédios novos são obrigados a ter casa do lixo não podendo colocá-lo em sacos na rua; onde 60% da população tem recolha selectiva porta-a-porta;

Onde a taxa de saneamento básico é de 98%; que é o concelho do Norte que mais cresceu nos últimos 8 anos e sem que tal resulte em problemas sociais; onde a qualidade de vida é uma realidade comprovada por todos os estudos académicos nacionais e internacionais; onde existem, num total de 17 freguesias, 12 unidades de saúde de proximidade e médico de família para mais de 96% da população; onde nasceram, só nos últimos dois anos, mais de 40 parques infantis e 20 polidesportivos de rua; onde existem Hortas Pedagógicas e as únicas Hortas de Subsistência da AMP; onde existe uma Escola Ambiental e um Conservatório de Música Municipal; Onde existe um projecto municipal, de seu nome “Novos Laços” que nos últimos 12 meses distribuiu mais de 50 toneladas de comida pela população carenciada, que apoia mulheres vítimas de violência doméstica, que possui um centro de apoio à criança, que transporta idosos ao centro de saúde e à farmácia, que faz gratuitamente reparações em casas de idosos sem retaguarda familiar; onde vai nascer, amanhã, o primeiro Centro Técnico de Assistência ao Magalhães para os alunos das nossas escolas e, depois de amanhã vai ser apresentada mais uma grande obra e investimento na área da saúde e até Sábado esta a decorrer o único Festival Internacional de Teatro Cómico que se realiza por estas bandas; no concelho que mais candidaturas ao QREN viu aprovadas e cuja penúltima aprovação obteve a mais alta classificação em termos de avaliação de mérito e excelência do projecto de candidatura.

Esta é uma cidade mesmo ao lado do Porto, num concelho cujo lema (bastante apropriado) é “Maia, À Frente do Seu Tempo”. Esta não é a minha cidade, pois a minha cidade é o Porto, mas é nela que habito e nela que, com orgulho, trabalho. E se é possível fazer tudo isto, em tão pouco tempo, mesmo ao lado do meu Porto, eu pergunto: o Porto está à espera do quê???

Nós, por vezes, nem sabemos dar o devido valor ao que temos e foi ao ler o post da Carla que me lembrei da Maia e começei a pensar como podia ser possível fazer tanto e tanto no nosso Porto e, se assim fosse, talvez se pudesse afirmar, copiando daqui: “Sorria, está no Porto”….

Venha a música, o Hino Nacional:

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Boa, Há coisas boas! Temos que as relatar.

  2. Carlos Loures says:

    Sou um lisboeta que ama o Porto. Aprendi a cidade com um casal de velhotes ingleses (eles teriam mais de 40 anos e eu 16…). Vinha de Vigo, no mesmo compartimento do comboio, e disse que o Porto, onde só tinha ido uma vez com os meus pais, era «uma cidade muito escura». Eles riram-se e deram-me uma lição da qual nunca mais me esqueci – demonstraram-me que o Porto era uma cidade romântica, de um romantismo diferente do de Sintra, por exemplo, mas forte, telúrico, enraizado. Voltei ao Porto dois anos depois (tenho algumas fotos). E a paixão nunca mais acabou. O Rui Veloso e o Carlos Tê fizeram, quanto a mim, um bom trabalho em «Porto Sentido», pese embora o facto de alguns versos metidos a martelo (como o do «milhafre fe-rido-na-asa». Transmite muito da carga emotiva que a cidade desperta em quem a vê com olhos de ver. Conheço muito mal Gaia (quase só a Av. da República). Mas o que é Gaia comparada com o Porto. Suponho que o mesmo que a Amadora em comparação com Lisboa – vastos dormitórios, sem alma; amontoados de casas, de centros comerciais… O Porto (tal como Lisboa) tem sido descurado. Em seu redor crescem cidades incaracterísticas, sem passado, sem história. Não se preocupe Fernando com a extensão de Gaia. Atente na grandeza do Porto e lute pela sua reabilitação.

  3. Falei de Gaia, porque nem sequer conheço a Maia. Que me perdoem os maiatos, mas o que é a Maia comparada com o Porto? Estive em Atenas duas semanas. Quando voltei, uma amiga minha perguntou-me como era, pois tencionava lá ir. E eu dei a explicação que me ocorreu, disparatada, mas sincera: «É uma cidade feia, tirando os monumentos clássicos. Olha, Terese, é uma Amadora com quatro milhões de habitantes». Resposta dela: «Eu acho a Amadora muito bonita. Nasci lá».

  4. […] Fernando, este sim, é o verdadeiro hino do Porto. Que os tempos na Invicta não estão para lamechices. […]

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